Thirteen

QUOTIDIANO | Agenda 2018

Não há nada mais positivo para alguém que sofre de ansiedade do que sentir que a vida está organizada, que as tarefas não estão esquecidas e que os planos são concretizáveis. Não dispenso uma agenda em papel e ESTA, da Busy B, foi a minha escolha para 2018. Tem-me acompanhado no meu quotidiano e tem sido a perfeita aliada para todas as minhas anotações, reuniões e ideias.

Sempre optei por agendas básicas - capa lisa, de uma só cor (preto, na maior parte dos anos) e interior prático (de um lado os dias da semana, do outro uma página para notas) - e isso sempre funcionou, para mim. Mas senti que precisava de representar o novo ano com algo mais especial, mais meu. E assim foi. Optei pela simplicidade de igual modo - tenho muito medo de enjoar do design depois de olhar para ele dia após dia durante semanas - mas fiz uma mudança óbvia: apesar do seu interior minimalista e da vista semanal que não troco, a minha agenda de 2018 é muito mais interessante no que diz respeito às cores e aos extras que inclui (autocolantes - e eu adoro usar autocolantes nas minhas agendas! - folhas de informações, calendários, espaço para aniversários, espaços para listas e ainda um pequeno bloco de notas com páginas que podemos arrancar se assim desejarmos).

O único problema - que acaba por não o ser - é o facto de não estarem assinalados os feriados nacionais mas sim os feriados do país de origem da marca. O elástico que permite que não perca a caneta é o bónus que faltava nas suas antecessoras e, confesso, apesar de a utilizar diariamente (sem exceção), esta agenda já é a minha favorita até hoje. Prática, simples mas com detalhes giros - tudo o que eu aprecio na minha aliada em dias atarefados.


Podem ver o interior desta agenda aqui.

SWEET CAROLINE | "Foco"

"No ano passado, debrucei-me muito sobre tentar ser uma pessoa presente e vivê-lo dessa forma. Não é nada fácil ter foco, especialmente quando começo a aliar a ausência de foco com a ansiedade. Mas preciso, não só porque é um trabalho muito importante para a minha maturidade como também me permite ser uma pessoa muito mais presente e completa em todos os acontecimentos, o que não só é mais saudável para mim como para os outros.

Há muito que já faço este exercício e quero manter o comportamento, em 2018 e nos anos que virão. As bolinhas cheias de números das notificações já não me incomodam, o meu coração não fica apertado quando não respondo, no mesmo segundo, a um e-mail ou a uma mensagem porque sei que vou responder. Não me preocupo em abrir mensagens e que apareça o 'Visto' porque não estou a ignorar nada e porque ninguém fica sem uma resposta minha, se o assunto é relevante. Guardo o telemóvel na mala durante uma conversa na esplanada, um workshop ou palestra na certeza de que o mundo não acaba por não ter atendido a chamada, no momento. 

Ausência de foco não tem de ser extrapolada para ausência de organização, e cada vez mais confio em mim e na minha capacidade para memorizar compromissos — ou registá-los —. Se não respondi, no preciso momento, a um e-mail ou a uma qualquer mensagem, sei que naquele momento não estou com a disposição ou foco suficientes para me debruçar sobre o assunto (seja ele leve ou mais complexo). Prefiro demorar a responder, na certeza de que estou a tornar-me disponível a 100% à conversa do que fingir uma atenção que não lhes pertence por estar a distribuir o foco em dezenas de assuntos que mereciam mais da minha parte. O que quer que exista para eu saber e resolver, continua a existir algum tempo depois, mesmo que a minha cabeça queira insistir no contrário.

Seja que tarefa ou acontecimento que esteja a viver — limpezas, cozinhar, ler, conversar, trabalhar, aprender — faço questão de estar lá. De corpo e mente. Nunca me suportei por, algumas vezes, estar presente apenas em corpo e deixar a mente voar para assuntos dos quais, naquele momento, não posso, não preciso ou não tenho urgência em tratar. E desde que me tenho esforçado para ser uma pessoa mais focada, sou uma pessoa mais tranquila e feliz, também. Porque sinto que fico ansiosa nas ocasiões em que a ansiedade e a preocupação são válidas e não deixo que, em outras ocasiões, me perturbem, desconcentrem ou me impeçam de viver o agora.

Vivemos num mundo que se comporta como se tudo fosse acabar amanhã e em que somos incapazes de estabelecer certas prioridades ou de interpretar os casos de formas menos extremas como "de vida ou de morte". Muito por culpa da nossa fisiologia. Mas podemos contrariar da forma que mais está ao nosso alcance e confiarmos mais na nossa capacidade para sermos responsáveis, presentes e sensatos. Estou farta de sofrer em dobro."


Texto de Inês Mota (aqui)

EVENTO | Web Summit 2018

Depois de não ter conseguido um bilhete a um preço acessível em 2017, em 2018 vou ter a possibilidade de ir ao evento que junta tantas pessoas, temas e culturas no Parque das Nações. Na semana do meu aniversário, de 5 a 9 de Novembro, estarei em Lisboa para a Web Summit.

Vou passar o meu aniversário longe das pessoas que tanto me dizem (da maior parte delas, pelo menos) mas sei que será uma oportunidade fabulosa para aprender mais e crescer intelectualmente. A oportunidade de ir a um evento desta dimensão, com tanto por onde escolher e por um preço acessível, é absolutamente imperdível e tenho a certeza que vou aproveitar cada segundo!

LIVRO | Sapiens: História Breve da Humanidade

Quero muito ler "Homo Deus" mas sabendo que "Sapiens" é o seu antecessor, fazia todo o sentido começar por ele. Li-o sem expectativas - como uma forma de acompanhar a ordem cronológica dos acontecimentos - mas posso dizer-vos que foi uma agradável surpresa e que todas as críticas maravilhosas que lhe têm sido feitas são verdadeiras aos meus olhos também.

Este é um livro que qualquer curioso apaixonado por Sociologia, Antropologia e Biologia vai querer ler. Quando percebi que este livro ia referir todo o percurso da Humanidade desde os seus grupos mais primitivos até à sociedade (rodeada por tecnologia) a que pertencemos, receei uma leitura pesada e chata - não podia estar mais equivocada. "Sapiens" apresenta-nos conceitos complexos e informações pertinentes de uma forma muito realista, acessível e crua (em alguns momentos é até cruel) e acaba por ser uma surpresa por questionar todo o percurso do Homem.

O detalhe que considero mais curioso é, precisamente, a desconstrução constante - cada conceito é explorado e explicado até ao limite e várias questões surgem em seu redor (sempre acompanhadas por exemplos, por comparações pertinentes que, à primeira vista, nada têm em comum e pela certeza de que tudo é incerto e volátil). A relação da biologia com a história, os Direitos Humanos e a religião, o comportamento humano como um todo, a mudança e as ideologias políticas são apenas algumas das temáticas abordadas em "Sapiens".

Sinto que estava a perder explicações interessantes para perguntas que ainda não tinha feito. A História da Humanidade está contada de uma forma muito clara e é explorada com rigor. Já se questionaram, realmente, como a nossa sociedade funciona? E já pararam para pensar se a História que conhecemos é verdadeira? A visão do autor é discutível mas se ficaram curiosos com estas dúvidas, "Sapiens" será, com certeza, um bom livro para vocês.


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