THIRTEEN | Eu volto sempre. Sempre.

Evito escrever neste blogue quando não sei exatamente o que partilhar. Quando estou confusa ou triste, quando não sei realmente o que se passa, quando não identifico bem o que vai cá dentro, quando o trabalho é muito e as preocupações são demais... eu afasto-me do blogue. Porque este é um espaço feliz e tranquilo. Porque as dúvidas que aqui partilho não me levam ao desespero. Porque este blogue é um refúgio que não quero estragar.

Não tenho sido muito assídua nas minhas publicações. E podia dizer que é por falta de tempo ou de vontade de escrever - não estaria a mentir se o dissesse - mas a verdade é só uma: tenho sentido necessidade de me afastar do blogue - e das redes sociais no geral - fora da vertente profissional (porque, nesse aspeto, não posso mesmo fugir e não me incomoda nada!).

Mas volto sempre - a verdade é essa. E mesmo quando a vontade de escrever não é muita, eu tenho saudades do blogue, das partilhas e das vossas palavras. Porque o facto de evitar escrever aqui quando ando mais ansiosa permite-me ler todas as coisas que partilho sem sentimento de arrependimento ou de culpa. É bom. E esta liberdade de poder escrever quando quero e de partilhar o apenas aquilo que desejo... é ainda melhor. Obrigada por continuarem desse lado. De coração.

LIVRO | O Livro do Hygge

Numa fase mais difícil e tristonha, eu agarrei-me às pequeninas coisas da vida, aos detalhes que me fazem sorrir, aos pormenores que me fazem ficar grata por viver a vida que vivo. E sinto que essa procura por inspiração e motivação me levou a escolher livros mais leves, mais simples, mais tranquilos. Um deles foi, precisamente, "O Livro do Hygge".

Escrito por Meik Wiking, presidente do The Hapiness Research Institute, este livro apresenta o conceito de Hygge - uma forma de estar quotidiana que defende que são os detalhes do dia-a-dia, os momentos mimalhos, os silêncios confortáveis, as conversas entre amigos e os minutos a sós entre mantas que fazem a vida valer a pena. Conseguem identificar-se tanto quanto eu?

"O Livro do Hygge" faz referências diversas à cultura dinamarquesa - porque só assim faria sentido - e leva-nos a passear por Copenhaga graças às fotografias e descrições de alguns locais preciosos desta cidade. Com ilustrações absolutamente maravilhosas que nos aconchegam a cada página, receitas, curiosidades e fotografias que fazem babar qualquer apaixonado por decoração, "O Livro do Hygge" mostra-nos que há uma palavra mais completa para aquele conforto que sentimos sempre que estamos em paz connosco mesmos e/ou rodeados pelas pessoas que mais amamos. Afinal, não há nenhum segredo para a felicidade - o truque é saber aproveitar os pormenores mais felizes de cada dia.

LISBOA, PORTUGAL | Museu Nacional de História Natural e da Ciência

Museu Nacional de História Natural e da Ciência promove a curiosidade dos visitantes e apresenta-nos imensos factos e exposições sobre o Universo que nos acolhe há milhares de anos. 

O seu espólio inclui uma coleção zoológica representativa da fauna portuguesa e uma coleção antropológica relativa à população de Lisboa, já para não falar nas coleções mineralógicas e geológicas, assim como as exposições que nos relembram a importância da Ciência, não apenas como base da tecnologia mas também como uma parte essencial de tudo o que conhecemos atualmente.

Com salas dedicadas aos mais diversos temas - planetas, dinossauros, fauna e flora portuguesa, medicina, física... - e imensos pontos interativos, o Museu Nacional de História Natural e da Ciência acaba por ser fascinante para miúdos e graúdos.

O rasgar de uma capa nunca é feito de ânimo leve. Obrigada pela honra, Carla e Ângela. Continuo aqui!

VIDA ACADÉMICA | Tradições que não se perdem

Perdemos as rotinas, deixamos de lanchar juntos e não temos atividades para preparar ou capas negras para carregar todas as semanas mas, felizmente, há momentos que perduram e um, em especial, que me diz muito: em noite de Serenata voltamos a vestir o Traje, jantamos juntos e celebramos aquilo que nos uniu quando ainda éramos caloiros - a tradição.

A noite da Serenata é, talvez, a minha noite favorita em todo o ano de Praxe (e aquela em que mais choro, também). Os caloiros vestem o traje pela primeira vez e sentem a emoção de ter uma capa aos ombros, os finalistas sentem saudade de algo que ainda não terminou mas que já está quase no fim, os amigos partilham os abraços sentidos, as capas recolhem lágrimas. Tudo com uma música fabulosa e um cenário negro que, por muito estranho que pareça, é reconfortante e acolhedor. A noite da Serenata é uma das noites mais especiais para mim - por todas as razões e mais algumas - e, admito, é algo que me conforta e me dá alento. É uma honra poder continuar a vestir o meu Traje para ouvir canções que tanto me marcaram ao longo de três anos. Mal posso esperar por sexta-feira!