Thirteen

FAMÍLIA | Vemos o jogo?

Não vi um único jogo de futebol na última época. Não fui ao estádio ver o meu SC Braga, não fiz questão de jantar na sala para não perder minutos de jogo, não tirei o meu cachecol do armário uma única vez. O futebol faz-me lembrar o meu tio que faleceu no Verão passado e não me sentia preparada para ver os jogos e lidar com as emoções que surgiam.

Arranjei sempre desculpas - ou, simplesmente, trabalhei em frente ao computador enquanto outros viam televisão - e a época terminou. Eu não sei quem foram os melhores jogadores do plantel da minha equipa, quais as falhas mais graves ou quais os melhores golos. Na verdade, na maioria das semanas afastei-me por completo e apenas estive a par da tabela classificativa pois as notícias de segunda-feira incluem sempre essa informação.

O Mundial trouxe-me de volta os jogos de futebol que tanto gosto de ver e as memórias dos lanches ajantarados em família, com os equipamentos e os adeptos em pano de fundo. Aos poucos, aquele que é o desporto-rei em Portugal volta a fazer parte da minha vida de uma forma saudável - e isto só pode significar que, mesmo quando não parece, o tempo vai curando as dores que as atitudes mais banais por vezes provocam. 

THIRTEEN | Em Pausa

O Thirteen faz cinco anos no próximo mês (surpreendidos?) e eu estou naquela fase estúpida em que sinto que já escrevi sobre tudo e mais alguma coisa, como se os temas e as ideias não fossem infinitas. É um fenómeno anual que me acontece há já algum tempo e que não há forma de evitar. O Thirteen é uma parte importante da minha vida mas, infelizmente, é aquela parte que é cortada quando o tempo escasseia. E, admito, tem sido difícil conciliar tudo. Quando o nosso quotidiano se limita a trabalho, projetos, desafios, formações, eventos profissionais e horas de sono, é difícil inovar e conseguir energia para escrever para além daquilo que somos obrigados a escrever.

Tenho muitas novidades para partilhar sobre o Thirteen Studio, sobre a minha vida profissional, sobre o Inter Rail, sobre o apartamento (que, não, ainda não está pronto). Tenho algumas publicações para escrever sobre saúde, sobre mundo, sobre mim. Mas não me apetece. E por isso vou partilhando fotografias no Instagram, apostando no Desafio 1+3 e esperando que a vontade regresse. Até isso acontecer, trabalho muito com a certeza de que este blogue não é, nem será, uma obrigação. Regresso em breve, com a energia renovada!


Daqui a três meses estarei de regresso do InterRail!

1+3 | Uma Regra

Eu e o Gui não dormimos chateados um com o outro. Acreditamos que os assuntos devem ser resolvidos no próprio dia e que não devemos deixá-los arrastar. Conversar sobre o que nos incomoda e adormecer de consciência tranquila - com a certeza de que a nossa felicidade enquanto casal tem mais força do que a necessidade de ter razão (na maior parte das vezes) - é muito importante para ambos.

Há muita coisa que me preocupa nesta história das relações amorosas mas dormir zangada com a pessoa que amo está no topo da lista. Ainda que, por vezes, a solução passe por resolver o problema calmamente no dia seguinte, confesso que é algo que me causa uma ansiedade tremenda e que evito a todo o custo. A comunicação é um dos pilares-base de qualquer relação e esta regra apenas vem confirmar este facto.

Existem algumas regras que privilegiamos na nossa relação - se é que lhes podemos chamar de regras - e que cumprimos no nosso quotidiano de uma forma muito natural desde o princípio. Não dormir chateados é, sem dúvida alguma, uma das mais importantes (e, se me permitem a audácia, algo que todos os casais deveriam privilegiar também). Uma simples regra que mexe com o nosso equilíbrio e com a nossa tranquilidade e que nos torna mais fortes e compreensivos.



Os novos cabides para o corredor da entrada são assim. Tudo menos comuns!