Thirteen

SAÚDE | O Romantismo das Doenças Mentais

No ano passado, a minha psiquiatra assustou-me com um diagnóstico que nunca me tinha sido direcionado e que, na minha inocência, pensei que nunca iria ouvir: depressão. Reforçou-me a medicação, obrigou-me a incluir alguns momentos diferentes no meu quotidiano, pediu-me para fazer algumas alterações na minha rotina e disse-me algo que me fez questionar as minhas práticas diárias mas que me levou a entrar em negação.

Eu continuava a ser produtiva no trabalho, o blogue continuava atualizado, a minha escrita não se tornou sombria e a minha forma de vestir não mudou. Como poderia ser diagnosticada com "depressão"? Apoiada pelos estereótipos mais absurdos, eu acreditava verdadeiramente que estava cansada e durante semanas ignorei as provas que tinha à minha frente. Deixei-me sufocar na almofada que absorvia as minhas lágrimas noite após noite - e não me orgulho de o partilhar convosco.

Até que me apercebi de algo muito simples: se a ansiedade é despontada de uma forma diferente em cada paciente, seria errado da minha parte pensar que a depressão se manifesta apenas através de peças de roupa escuras, fotografias a preto e branco, olhares vazios e rostos sem expressão. O vazio constante, o sentimento de culpa, a irritabilidade, a fadiga, a inquietude, as dores de cabeça frequentes, a frustração, a tristeza desmedida, a perturbação do sono, o desespero, o choro compulsivo, a angústia, as mudanças de humor e a preocupação permanente passaram a ser reações questionáveis, sempre com o objetivo de (re)encontrar a minha paz interior. Aceitei o diagnóstico com a certeza de que todo este meu percurso de negação havia sido influenciado pelas opiniões de terceiros.

O mundo precisa de PARAR de romantizar as doenças mentais, de dizer que "é só cansaço", de chamar "anti-social" a quem não quer terminar o dia num local barulhento, de descredibilizar quem ganha coragem para partilhar um problema que ainda é visto como "fútil". Sair todos os dias da cama pode ser uma vitória para muitas das pessoas que nos rodeiam e saber ajudar também é saber estar calado quando a situação assim o exige.

ALIMENTAÇÃO | Nórdico Coffee Shop

A seguir à Retrokitchen, na Rua do Anjo, encontramos o Nórdico Coffee Shop - um espaço recente que traz as panquecas fofas, as tostas de abacate e os bagles até à cidade dos arcebispos. Estivemos lá este fim-de-semana e se já leram comentários positivos sobre o Nórdico, aqui fica a confirmação: o espaço é mesmo agradável e as opções da ementa - apesar de não ser muito elaborada ou extensa - são saborosas.

A nossa ideia seria o brunch mas, confesso, nesse aspeto o Nórdico falhou redondamente. Apesar de se apresentar como um sítio onde essa refeição é possível, não existem menus de acordo com isso e as opções, como referi, não são muitas. Recomendo o Nórdico Coffee Shop para um pequeno-almoço ou um lanche - aí não há MESMO como falhar.

As panquecas são fofas e saborosas, a limonada com hortelã é caseira e natural, existem imeeeensas opções de café (a verdadeira especialidade do Nórdico) e a tosta de abacate com ovos escalfados, assim como o bagel de presunto, também fizeram sucesso na nossa mesa. Entre planos para a grande viagem de Setembro, o tempo voou com a certeza de que iremos regressar para novas conversas.


Instagram: @carolinanelas

Podemos falar sobre o quão elegante e maravilhosa estava a Meghan?

GUARDA-ROUPA | Josefinas Vegan

Num mundo cada vez mais preocupado com os direitos dos animais e depois de várias pessoas terem mencionado a vontade de comprar Josefinas que não contrariassem os seus valores, a marca portuguesa de sabrinas acaba de lançar dois modelos completamente cruelty-free: um preto e um rosa - as cores clássicas que, de certa forma, já associamos à marca.

As alternativas vegan mantêm o preço do modelo similar em pele (149€) e ambos os pares são criados à mão sem qualquer derivado animal. As Josefinas Vegan são inteiramente criadas em pele faux, com sola em neolite. A marca assume que este é o primeiro de vários modelos que não recorrem a materiais de origem animal. Um grande passo no setor do calçado de luxo português com a mesma dedicação e cuidado de sempre. 

O APARTAMENTO | Pedido Deferido!

Quando compram um imóvel para habitação própria permanente e mudam a vossa morada fiscal nos quinze dias seguintes à data da escritura, automaticamente ficam isentos do pagamento do IMI durante três anos. Este é um direito adquirido - não têm de fazer rigorosamente nada (para além de atualizar o vosso Cartão de Cidadão no prazo estipulado) para usufruírem desta isenção.

Ora, podem imaginar a minha surpresa (e o meu pânico!) quando, há uns meses, tinha uma carta da Autoridade Tributária e Aduaneira na caixa do correio com uma referência multibanco para pagamento do IMI até ao final de Abril. No dia seguinte fui às Finanças perceber o que tinha acontecido e disseram-me que o meu pedido de isenção (feito na semana da escritura, em Outubro) tinha sido indeferido e que eu tinha recebido uma carta com essa indicação meses antes. Problema: para além de eu ter a certeza que estou isenta - até porque não há critérios relacionados com rendimentos ou outros fatores -, eu não recebi carta nenhuma (caso contrário, teria ido antes ao Departamento de Finanças).

Foi então feito um novo pedido de deferimento da isenção... que foi aprovado tal como deveria ter sido da primeira vez. Como eu fiz a compra do imóvel no último trimestre do ano, o sistema não assumiu essa isenção - afinal, os computadores também se enganam - e escrevo esta publicação exatamente para vos alertar para este tipo de questões.

Se eu não tivesse conhecimento desta isenção, provavelmente teria pago o IMI e continuaria a pagá-lo nos próximos dois anos mesmo sendo isenta. É muito importante termos conhecimento total dos nossos direitos e deveres e agir da forma mais correta, tendo sempre em mente que quando se tratam de assuntos da Autoridade Tributária e Aduaneira, devem ser tratados com a maior brevidade possível.