Thirteen
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Cada um vê a vida da maneira que quer. Eu, por exemplo, olhei para esta imagem e li logo "Love You".

CRÓNICAS NO MASCULINO | Intitulados Manientos

Ora cá estamos para o segundo texto do Crónicas no Masculino. O tema que vos trago hoje toca numa questão sensível na sociedade portuguesa: a necessidade de termos um título que sirva de prefixo ao nosso nome. Eu lembrei-me, antes de mais, de fazer uma Crónica com este tema, porque a Carolina tem o hábito carinhoso de me chamar “Sr. Presidente”, uma alcunha que já não me pertence, tendo em consideração que encerrei o meu “mandato” na Associação de Estudantes no final do ano letivo 2012/2013.

Ora bem, toda a gente conhece alguém que seja tratado por Doutor/Dr. não sei quê, ou uma pessoa conhecida por Engenheiro não sei das quantas, ou por Professor coiso e tal, ou por Arquiteto X, ou por Mestre Y... Existe um conceito enraizado na cultura portuguesa de valorizar o prefixo que antecede o nosso nome e, na teoria, esta valorização do tratamento por “Sr. Doutor” ou “Sr. Engenheiro (que deveria apenas acontecer no local de trabalho da(s) pessoa(s) em questão, enquanto profissionais de determinada atividade digna desse registo), na prática é transposto para a vida pessoal e social. Por exemplo, um vizinho meu (cheio de “cartimância”) colocou na sua caixa de correio o seu nome: “Prof. Carlos  lá lá na na”. Não consigo encontrar uma explicação clara ou qualquer sentido (se é que o há!), para que este tipo precise de declarar a sua ocupação profissional ao senhor dos CTT e aos restantes vizinhos mas há mais exemplos. Um deles é a própria praxe: um tipo ainda não está formado, por vezes está no 1º ano do curso com tudo por fazer, só que tem 2 matriculas e já é Doutor por tratamento e não aceita ser chamado de outra forma pelo caloiro. Mesmo que seja por brincadeira, há aqui algo mais do que uma simples forma de brincar. Há uma anomalia cultural.

A minha análise relativamente a esta questão é clara: os portugueses têm um complexo de inferioridade entranhado na sua cultura e, para colmatar isso, um indivíduo recorre ao curso superior para a obtenção de um determinado estatuto social. Temos como a maior prova disso, o caso do Ex-Ministro - Adjunto e dos Assunto Parlamentares - Miguel Relvas, que recorreu a meios fraudulentos para assegurar uma licenciatura fantasma, que lhe passava o tal "atestado de competência" (que ele não tinha) e o tal "estatuto social" (que ele perseguia). Tudo isso feito para obter um fim: chegar ao topo da pirâmide partidária e governativa em Portugal. Por que o fez? A explicação é simples: em Portugal, uma pessoa sem um curso superior é considerada pelo senso comum sem aptidão para exercer cargos públicos ou dirigir o que quer que seja. Só que depois temos os exemplos de Jerónimo de Sousa (líder do PCP, que era Metalúrgico) e de Lula da Silva (Ex-Presidente do Brasil e também Metalúrgico), que nos comprovam que o canudo não é um meio indispensável ou absolutamente essencial. Qualquer pessoa que seja competente e preparada para tal pode chegar lá com trabalho, inteligência e força de vontade.

Atenção! Eu não estou a generalizar (disso falei-vos na primeira edição desta rubrica), nem estou a dizer que o curso superior assegura esse estatuto social, nem que os portugueses têm motivos para se sentirem inferiorizados, nem que o tratamento por títulos é incorreto em toda e qualquer situação… Concordo e aceito que deva existir um código de tratamento formal e coercivo no local de TRABALHO para os profissionais que dispõe das qualificações dignas desse tratamento. O meu pai tem o 12º ano de escolaridade e só por andar de fato e gravata no local de trabalho dele, há pessoas que lhe chamam Dr. e isso não faz nenhum sentido. Ele próprio desmente sempre as pessoas que assim o tratam. No entanto, também não sou a favor do "informalismo" em demasia (“Senhor Ministro, o que é que tem a dizer sobre a possível descida do IVA da Restauração?" "Trate-me por Álvaro, por favor!").

Resumindo e concluindo, formalismos e códigos de tratamento (“Ó Sra. Doutora”, “Ó Engenheiro”), no meu ponto de vista devem existir nos locais apropriados, quando as relações são estritamente profissionais e impessoais, quando a pessoa possui conhecimento e uma base de formação para os ter. Quando se está com a família, com amigos, com conhecidos do âmbito pessoal e social, fora do ambiente profissional, exterior a tudo o que é a atividade laboral do sujeito, não existem títulos que possam acasalar com o nome que os pais do Zé, da Maria, do Manel ou da Fernanda lhes deram no momento em que os trouxeram ao mundo 

Despeço-me pedindo-vos que continuem a acompanhar o Lucky 13, um blogue bastante fofinho, composto por publicações fofinhas, textos fofinhos e criado por uma pessoa ainda muito, mas muito mais fofinha que o próprio blogue! Como diz o Bruno Nogueira no tubo de ensaio: "ADEEEEEEUS"!

FunSubstance.com - Endless Entertainment & Humor
silver-y:

d-o-l-c-e:

Alexandra Agoston by Darren Mcdonald / Taken from Insta @rushhhhhh xxx

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Na informação dela no Facebook dizia "Trabalha em Dezemprego". Se calhar (também) é por isso que estás desempregada, amiga.

POLÍTICA | O Aumento da Escolaridade Obrigatória

Há muita gente que discorda de mim quando eu digo isto mas a verdade é que, para mim, a escolaridade obrigatória até ao décimo segundo ano é um absurdo. São politiquices da treta que servem para estatística e pouco mais. Nem toda a gente quer andar na escola, nem toda a gente se pode dar a esse luxo e há gente que preferia (ou que tem a necessidade de) trabalhar no final do nono ano. Há pessoal que não tem capacidade para prosseguir os estudos (sejamos realistas, há pessoas que não dão mesmo para mais!) e que se anda a arrastar de ano em ano no ensino básico. Para quê contrariar? Isso não devia ser uma lei mas sim uma opção de cada família e claro, de cada indivíduo. Devia ser uma decisão tomada consoante os objectivos de vida e as capacidades de cada um.

Afinal, que obrigatoriedade social é esta de ter um curso superior? Nem toda a gente tem de ir para a faculdade e esta ideia só prejudica quem lá anda. Nem toda a gente pretende ser médico, advogado, jornalista, psicólogo, engenheiro ou arquitecto. Há muitas outras profissões de valor que, neste momento, têm muita mais saída exactamente porque ninguém as quer. Porque é que é obrigatório tirar Engenharia Mecânica ou Ciências Farmacêuticas quando o sonho é trabalhar numa oficina ou ser carpinteiro? Porque é que não se aceitam os cursos profissionais da mesma forma que se aceitam os canudos no fim dos três anos de faculdade que, neste momento, também não facilitam a nossa empregabilidade? Porque é que se olha de canto para quem diz que não vai para a Universidade?

Um dos problemas deste mundinho é exactamente esse: a exigência dos títulos. A presença dos "Dr" e dos "Eng" antes do nome só complicam tudo... Há tanta boa gente no mundo que não precisa de um título para se sentir concretizada...! Digam-me lá, com toda a sinceridade: é preciso o décimo segundo ano ou uma licenciatura para isso? Não, não é. Aumentar a escolaridade obrigatória não traz felicidade a ninguém. Traz boas estatísticas para o país, que é o que importa, não é? De que adianta ter um país em que a maior parte das pessoas tem o décimo segundo ano (daqui a uns aninhos será toda a gente!) se não houver pessoas realizadas?

Não entendo e não concordo com esta medida. Quando fui para o décimo ano isso não era obrigatório e eu fui na mesma porque queria ir e porque, na minha família, fazia sentido ir. Quem quer prosseguir estudos, vai fazê-lo sendo, ou não, obrigado a isso. Eu não andei lá contrariada, a arrastar-me de ano em ano e, na minha opinião, que vale o que vale, é assim que tem nexo. Se no fim do nono ano querem ir trabalhar, força! Para quê dar lugar e gastar dinheiro público com quem não quer essa realidade?


E, afinal, a poeira ainda não assentou. Tenho medo mas acredito que vamos todos sair disto vencedores.

GUARDA- ROUPA | Two Guys Bow Ties

Uma dupla de amigos criou uma loja online chamada Two Guys Bow Ties que tem vindo a fazer sucesso entre os homens que gostam de arriscar nas peças que escolhem para formar os seus coordenados. Quando vi os laços pela primeira vez, numa fotografia completamente aleatória sem saber o nome da marca, pareceram-me biscoitos. Hoje descobri que nesse dia eu devia era estar com fome e que são, na realidade, acessórios feitos de madeira que dão um twist engraçado à tendência do laço que tem vindo a ser observada nos últimos anos. É certo que é um acessório que não favorece todos os rapazes mas quando funciona é elegante e eu adoro, ainda para mais se for numa ocasião formal, mesmo ao estilo do James Bond.

Adam e Tim pegaram nessa ideia e conferiram-lhe um carácter mais casual. Recriaram o clássico dando-lhe um toque moderno ao utilizar materiais inesperados: madeira e tecido, conjugados na perfeição. É um acessório mesmo fofinho que serve até para objecto de decoração se não favorecer os nossos rapazes. No entanto, os preços já são menos simpáticos: variam entre os 45$ e os 75$ dependendo dos modelos e dos materiais sendo possível personalizá-lo consoante os gostos do comprador. Pessoalmente, não morro de amores pelo efeito mas não deixa de ser engraçado!


E parabéns à minha avó que hoje faz 93 anos mas que ainda anda aqui para as curvas, sempre cheia de estilo e com um cabelo impecável!

SOCIEDADE | Prioridades

Os vizinhos não se conhecem, o espírito típico das aldeias mais pequeninas foi-se perdendo, o hábito dos encontros no café para conversar sobre trivialidades desapareceram aos poucos e os valores de solidariedade foram ficando para trás. Na época dos computadores, das televisões e dos smartphones, o "eu" é mais valioso do que "o outro" e não se olha a meios para atingir fins. Vivemos num mundo cada vez mais individualista e, no entanto, toda a gente acha que tem alguma coisa a dizer quando o assunto é dinheiro. Mesmo quando esse dinheiro é o dos outros. 

Já perdi a conta aos comentários que ouvi (e que li, também) sobre dinheiro e sobre compras. "Sabias que a X comprou um carro? Aquela vaca anda toda rota e depois compra carros". "Devias ter vergonha de mostrar isto. Pessoas a morrer à fome e tu a espetar-lhes na cara os presentes de aniversário todos XPTO que recebeste", "Devias passar fome para veres o que custa a vida em vez de comprares vernizes", "Sabias que a Y não almoçou durante a semana toda para comprar uma camisola?".

Cada um tem o que tem e compra o que compra porque cada um sabe de si. Cada um gere o seu dinheiro da forma que bem entende e se há quem prefira não almoçar para comprar um par de sapatilhas ou um telemóvel, ninguém tem nada a ver com isso. Desde que não roubem e desde que não prejudiquem os outros, não vejo onde está o problema. Não somos individualistas? Então se não há ajudas também não há justificações. Se não nos incomodam (a nós, seres humanos em geral) as preocupações dos outros quando estão mesmo à nossa frente porque é que os seus actos têm de nos provocar urticária?

Fazer viagens não significa que existem rios de dinheiro a nascer de todo o lado e mostrar muitas aquisições num blogue não significa que se faça muitas compras. É possível poupar cinco anos para uma máquina fotográfica e comprá-la sem se ser dono de um título nobiliárquico. É possível ter um blogue famoso com marcas associadas e receber patrocínios de todas elas todos os meses. É possível ganhar uma viagem num passatempo ou ter um amigo a trabalhar numa empresa de cruzeiros que faça uns descontos porreiros que facilite uns dias fora de casa para relaxar. E, portanto, quando me dizem que "a X foi de férias para o Hawaii durante quinze dias mas depois anda o ano todo a poupar nas refeições", eu não ligo. São prioridades e cada um tem as suas.

Quero lá saber se a pessoa X, Y ou Z deixa de comer dois dias por semana para comprar uma mala. Quero lá saber se a pessoa A, B ou C põe os filhos num Colégio Privado. Não me interessa. Porque se a ideia é ser individualista e ficar na minha casinha o dia todo sem conhecer os vizinhos, então também não me incomoda minimamente aquilo que eles fazem nas suas vidas. Quero lá saber se vão de férias para o Brasil ou se, cada um deles, tem dois iPhones e três carros. Não me interessa. É uma coisa que não contribui para a minha felicidade nem para a minha infelicidade. Se me afectarem, a mim ou aos meus, aí se calhar já temos problemas. Se me pedirem dinheiro emprestado e o usarem para ir de férias, se calhar já fico chateada (principalmente se eu não for de férias por ter outras contas (ou prioridades!) e se vir isso como um pequeno luxo). Mas se não me incluírem nesses esquemas, o que é que tenho a ver com o assunto? Aliás, o que é que todos temos a ver com a carteira uns dos noutros? São prioridades. Cada um tem as suas. E se preferem não comer para comprar um telemóvel, que seja. Cada um sabe de si portanto sejam felizes e deixem as prioridades dos outros em paz, sim?

wildbelles:

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Tenho imensa pena por não poder ir à semana de acolhimento ao caloiro enquanto que os meus amigos estão nas praxes deles...

FOTOGRAFIA | TheQ Social Camera

A partilha de fotografias em redes sociais é uma constante. Num mundo em que tudo é partilhado e exposto, os smartphones são quase um essencial para quem gosta de estar sempre em cima do acontecimento e sempre a par das novidades, seja sobre os amigos, as celebridades ou sobre as notícias realmente importantes. Se forem como eu, adoram partilhar fotografias de comida, de roupa, de cremes, de viagens e de momentos engraçados com os amigos mas, se forem como eu, apesar de adorarem o Instagram ou outra rede social qualquer, também vão achar que nem sempre o smartphone é a melhor opção. Em concertos, praias e piscinas, entre outros, surge a incompatibilidade. Um iPhone não pode ir para dentro de água sem protecção (que eu ainda não comprei porque nem sonho em arriscar!) e, em locais pouco seguros, o ideal é mesmo mantê-lo dentro do bolso ou da mala para evitar desastres. 

Perante a necessidade de partilha (sobretudo entre a população mais jovem), três amigos escandinavos juntaram-se para criar algo brilhante. Pelas mãos (e cabecinhas pensadoras!) de Joe, Brandon e Andrea, surge a TheQ, uma máquina fotográfica que permitirá, brevemente, a partilha de fotos entre amigos através das redes sociais sem recorrer a smartphones para o fazer de forma imediata. A câmara permite a captura de momentos sendo possível, na mesma hora, editar as imagens com filtros e depois partilhá-las no Facebook, no Twitter e no Tumblr (tenho pena que não seja possível partilhar no Instagram!) através de wireless. A máquina tem cinco megapixéis, é à prova de água, tem incorporado um flash LED, focagem manual, uma lente fixa com uma abertura pré-definida de f2.4, um cartão SIM de 3GB e um flash adicional que pode ser colocado na máquina sempre que necessário. Está disponível em nove cores diferentes com nomes super engraçados que podem descobrir aqui (aqua, ketchup, it's my jam, coffee black, mustard, berry fields, ice baby, cupcake e peppermint) e, por mim, podia vir morar comigo qualquer uma. Pronto, confesso que tenho um carinho especial pelas que têm cores mais fortes (como a Ketchup, a It's My Jam e a Mustard) mas o que importa aqui é que fiquei fã. Apesar de podermos encomendar pelo site espero que elas cheguem às lojas físicas portuguesas (rapidamente, de preferência) e que os preços possam baixar um bocadinho. 


Que feios!

VIDA ACADÉMICA | Curso/Instituição: A Escolha

Para quem, como eu, nunca soube ao certo qual era a profissão que gostaria de ter no futuro, a escolha do par curso/instituição pode ser uma grande dor de cabeça. Quando fomos para o secundário, tínhamos meia dúzia de hipóteses mas, no final do décimo segundo ano, puseram-nos uma lista com trezentos cursos à frente e, basicamente, mandaram-nos mergulhar naquelas áreas todas e escolher o nosso futuro. A verdade é que não é uma licenciatura que condiciona toda a nossa vida mas convém seguirmos um caminho com o qual nos identifiquemos. Para isso, é preciso conhecer as hipóteses possíveis. É necessário pesar as vantagens e desvantagens de cada um e ver qual é a opção mais indicada para nós, para a nossa personalidade, para as nossas possibilidades económicas e, claro, para a nossa média académica.

Se souberem qual é o curso que querem, awesome. Será menos uma preocupação e podem passar esta parte do texto à frente. Se não sabem, o que é perfeitamente normal mesmo que o tempo esteja a voar, eu aconselho o método da exclusão, pelo menos numa primeira fase. Se não sabem o que querem, pensem naquilo que NÃO querem. Façam uma lista das áreas que existem (Engenharias, Saúde, Tecnologias/Informação, Letras, Artes Performativas, Artes Visuais, entre outros) e comecem a riscar aquelas que não vos interessam. Por exemplo, eu era uma aluna de Humanidades (e estava bastante satisfeita com a minha escolha!) portanto soube, desde o início, que não ia escolher um curso na área da saúde. Reduzam essa lista ao máximo, coisa que podem fazer através das Provas de Ingresso que têm disponíveis (caso os vossos interesses sejam demasiado abrangentes) e, depois, quando tiverem apenas duas áreas, observem o que é que elas têm em comum (ou se são completamente diferentes uma da outra). Por aí, conseguirão ver, de imediato, quais as áreas que se enquadram nos vossos gostos, o que será uma grande ajuda visto que, até há bem pouco tempo, não faziam ideia.

Está então na hora de averiguar os cursos e reduzi-los a, no máximo, seis (o número possível de opções na candidatura) dando destaque a dois deles (aqueles em que há maior probabilidade de serem admitidos). Há centenas e por isso a decisão pode ser bem complicada. No entanto, há formas bem simples de excluírem alguns. Seja pelas Provas de Ingresso, pela vossa média final, por terem de ficar numa determinada cidade ou, simplesmente, pela comparação de cadeiras, a vossa lista de opções diminuirá com alguma facilidade. Eu, por exemplo, depois de saber quase tudo sobre quase todos os cursos disponíveis, nas áreas que me cativavam no país inteiro consegui ficar indecisa entre dois (Ciências da Comunicação e Turismo, os únicos que coloquei na minha candidatura). Claro que essa indecisão me perseguiu até ao último segundo mas lá me decidi pelo curso que tem, no seu plano curricular, várias áreas com excelentes oportunidades. Se deu trabalho? Sim, muito! Mas sei que fiz o que devia. Fazer escolhas envolve atirar para o lixo outros caminhos portanto conhecimento é poder. Como é que poderia saber o que era o melhor para mim se não conhecia todas as valências de todas as hipóteses?

No meu ponto de vista, escolher o curso deverá ser, sempre, prioritário. A forma como o escolhem é sempre relativa mas o certo é que, no final, terão um nome para colocar em primeiro lugar na vossa candidatura. Se têm de ficar na vossa cidade-natal e têm notas para o curso que querem (e se ele existe na Universidade desse local), então a vossa decisão está tomada. Se têm a sorte de poder escolher uma cidade nova (e se for esse o vosso desejo), então as coisas dificultam um bocadinho. Universidade? Faculdade? Instituto Politécnico? Instituição Pública? Privada? Já viram a quantidade de Instituições que dividem a expressão "Ensino Superior"? Pode ser avassalador, claro que sim!

Em que cidades/instituições existe o curso que pretendem tirar? Têm média para todas as Universidades? Têm as Provas de Ingresso que são exigidas nesses locais para essa licenciatura? Para tudo isto, o site da Direcção Geral do Ensino Superior é uma maravilha, até porque tem uma parte de ajuda ao estudante que selecciona apenas as instituições onde os exames que fizemos podem ser utilizados. Mais uma vez: hipóteses reduzidas. Falem com os vossos pais, com os vossos amigos ou até com pessoas imparciais perante o vosso caso e peçam opiniões. Reduzam as opções de Instituição até terem, à vossa frente, duas que possam comparar detalhadamente. Investiguem as cadeiras e as saídas profissionais. Se puderem, visitem as duas Instituições (porque há sempre dias abertos com visitas guiadas!), tentem falar com um professor (ou aluno!) do curso ou com alguém que possa esclarecer as vossas dúvidas e procurem toda a informação possível. Como já disse, conhecimento é poder!

No meu caso, estava indecisa entre um Instituto Politécnico (numa cidade próxima) e uma Universidade Privada (visto que, na Universidade Pública da minha cidade esse curso não existe). Tinha média para todos os cursos da minha área de estudos e podia entrar em qualquer cidade com alguma facilidade mas, depois de concorrer e de ter sido admitida no Instituto Politécnico que coloquei na primeira opção do concurso público, as dúvidas apoderaram-se de mim e achei que não fazia sentido matricular-me, dando assim o meu lugar a outra pessoa que o aproveitasse ao máximo. Comecei a procurar outras soluções que me deixariam mais confortável não só nesta altura mas também a longo prazo e voltei à estaca zero. Tinha decidido ficar na minha cidade de sempre e por isso só tinha duas opções: ou me candidatava a Ciências da Comunicação na Universidade Pública ou escolhia Turismo (o mesmo curso do Instituto Politécnico) na Universidade Privada. Sobre a primeira opção (Pública), eu já tinha toda a informação. Já lá tinha ido num dia aberto, tinha amigos e familiares a estudar naquele local, conhecia as cadeiras do curso e as saídas profissionais e conhecia, o modo de funcionamento da Universidade. Só faltava fazer a mesma pesquisa relativamente ao curso de Turismo na Universidade Católica Portuguesa.

Nunca tinha colocado a opção de ir para uma Universidade do género até descobrir que esse curso iria abrir no meu ano e que, por causa da minha média, iria ter um grande desconto (75%, mais especificamente) que me permitia pagar menos do que numa Pública. Hesitei na mesma mas, por sugestão do meu pai, visitei a Universidade e a minha possível Faculdade. Fui muito bem recebida, fiz as perguntas que tinha a fazer, tive direito a uma visita guiada e a algumas informações que não estavam no site da Universidade e fiquei convencida. Os preconceitos não-fundamentados que eu tinha dissolveram-se e a qualidade da Universidade era, realmente, superior à do Instituto Politécnico que eu tinha como primeira opção para o mesmo curso.

Acabei por falar com duas professoras e foi-me dito que podia até conversar com o coordenador de curso se estivesse interessada (coisa que eu achei desnecessária naquele dia). Fiquei a conhecer as parcerias, os programas de estágio e as tradições académicas e, quando cheguei a casa, pesquisei os currículos dos professores (que me surpreenderam!!) e os protocolos que tinham sido mencionados durante a conversa. A minha decisão estava tomada: ficava na Universidade Privada com propinas mais baixas, sem despesas extra (e mesmo que pagasse a totalidade de propinas, compensaria exactamente porque não tinha casa e transportes para pagar), com uma qualidade de Ensino assegurada e perspectivas de futuro interessantes. Sabiam que as Universidades Privadas têm, por vezes, um Gabinete de Empregabilidade que ajuda os alunos/ex-alunos na procura de emprego e que funciona como mediador entre alunos licenciados e empresas? Sabiam que os estágios surgem das parcerias de topo que são realizadas previamente? Interessante, não?

Investiguei, pesquisei, perguntei e, depois de muita procura (não demorei dias e dias, bastou procurar  a informação nos locais certos!) cheguei a uma conclusão que me deixou segura, feliz e com garantias de qualidade. O futuro é incerto para todos mas se temos este poder de escolha por agora, devemos usá-lo para encontrar aquilo que é melhor para nós, para os nossos interesses e claro, para a nossa carteira. Conclusão: investiguem, conheçam todas as hipóteses, usem o método da exclusão e a vossa resposta chegará rápido. Eu tive que fazer este "trabalho" duas vezes mas não me arrependo nada. Fiz o que considerava melhor para mim e espero sinceramente que vocês façam o mesmo! Já agora, espero ter ajudado (visto que foi uma publicação "encomendada" por uma menina que vai para a faculdade no ano lectivo 2014/2015) e proponho aos meus colegas universitários que partilhem dicas de escolha de curso, se as tiverem! Somos caloirinhos este ano mas, pelo menos a fase de candidaturas, já passámos! O resto vem a seguir.


A matrícula implica uma coisa: fotografias tipo-passe. Odeio. O que vale é que é o meu pai que me fotografa.

AMIZADE | Boa Sorte, Mariana!

Conheci a Mariana quando tínhamos cinco anos e desde que me lembro que ela diz que quer ser arqueóloga. Nós nem sabíamos o que era Arqueologia mas ela já jurava a pés juntos que esse era o curso dela. Aparentemente estava certa (estranho seria se, depois deste tempo todo, tivesse mudado de ideias!) e, na próxima quarta-feira, vai-se meter, sozinha, num avião que tem como destino Inglaterra. 

Depois de diversas fases onde iam sendo eliminados candidatos e entre relatórios, textos argumentativos, cartas de recomendação, textos sobre os seus interesses, sobre os motivos que a levaram a escolher a University College of London, sobre a sua paixão por Arqueologia e outras mil e uma coisas (incluindo uma entrevista lá na Universidade inglesa), a Mariana foi admitida em Inglaterra. Está agora a dias de começar a viver a vida académica que vemos na televisão e eu estou orgulhosa dela. Primeiro, porque sabe bem o que quer. Segundo, porque trabalhou para isso e conseguiu ultrapassar milhares de pessoas nas listas de candidatos em cada uma das tarefas que lhe foram pedidas (um trabalho de meses!). 

Tenho a certeza que vamos sentir saudades dela e que ela vai sentir a nossa falta, a dos familiares e a falta do nosso país lindo que defende a todo o custo em todas as questões mas, ao mesmo tempo, tenho a certeza que ela será fantástica no curso lá, que se vai adaptar num instante e que isso lhe trará vantagens no futuro. Desejo-lhe toda a sorte do mundo e amanhã lá vamos todos jantar, para nos despedirmos dela antes de nos separarmos pelas diferentes cidades e faculdades. Uma coisa é certa: a parte boa disto tudo (para mim) é que assim já tenho com quem ficar se me apetecer ir passar uns dia a Londres para rever a cidade, não é Mari?

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(5) Tumblr

Eu adorava de morte estes desenhos animados. Aliás, tenho o mesmo toque de mensagem que a Kim, o que é awesome.

GUARDA-ROUPA | As Josefinas

As Josefinas, uma marca nacional que tem feito sucesso entre portuguesas, foi imaginada por Filipa Júlio. Esta arquitecta (que em tempos foi também uma bailarina) idealizava um tipo de calçado que combinasse conforto com elegância, e personalidade com delicadeza. Colocou neste projecto todo o seu amor e dedicação e assim nasceram as Josefinas, feitas artesanalmente com os melhores materiais, seleccionados cuidadosamente pela sua criadora.

A mim, fazem-me lembrar as da Repetto, sendo que ambas as marcas partilham a delicadeza, a simplicidade e o facto de nos remeterem para o universo das bailarinas. As Josefinas podem ser encontradas aqui em oito cores distintas: preto saudade, azul atlântico, bege verão, verde serenidade, rosa frágil, amarelo aurora e vermelho paixão. Nomes portugueses para uma marca portuguesa com produtos produzidos no nosso belo país. Relativamente aos preços, apesar de serem mais convidativos do que aqueles que são marcados nos produtos da marca parisiense, não são acessíveis a todas as carteiras. Cada par de Josefinas custa 95 euros. Um preço que acaba por se justificar a si próprio quando descobrimos que são sapatos feitos à mão.

 

O meu é exactamente assim e ainda funciona.

TELEVISÃO | Christine Ha

Este nome diz-vos alguma coisa? Christine Ha é uma concorrente do Masterchef americano, programa que tem vindo a ser passado na Fox Life durante as noites de segunda a quinta-feira. Apesar da sua limitação tem derrubado um por um os restantes concorrentes e é uma inspiração para qualquer pessoa. Esta mulher é a prova de que a paixão e a dedicação são meio caminho andado para o sucesso e mostra ao mundo que não são as limitações que a vida nos impõe que definem aquilo em que nos tornamos.

A concorrente invisual consegue, episódio após episódio, concretizar receitas complexas e detalhadas apresentando-as sempre de uma forma visualmente incrível (algo que me continua a surpreender). Dona de um paladar para lá de apurado, Christine é capaz de ser realmente fantástica na cozinha e continua a surpreender telespectadores, colegas e claro, membros do júri. É uma concorrente que tem merecido todas as vitórias que tem alcançado. Determinação, dedicação, esforço e paixão são as palavras de ordem para Christine Ha e eu acredito que isso a leve longe. De onde vem este super-poder culinário? Uma coisa é certa: ela é um prodígio e não parece ter nenhuma desvantagem perante os outros concorrentes.



Publicação escrita em parceria com a FOX Life.
so beautiful

Provavelmente só vou conseguir ir este mês mas as aulas de ballet começam hoje. Vou conhecer o meu novo Professor Russo!

QUERIDO PAI NATAL | Máquina de Limpeza Facial Clarisonic

A máquina de limpeza facial da Clarisonic é uma máquina de limpeza supersónica capaz de remover as impurezas da pele e os resíduos da maquilhagem e da poluição. Promove uma esfoliação superficial da pele reduzindo a oleosidade (o que, para as borbulhinhas, é uma maravilha!), minimiza os poros e deixa a pele mais macia. É uma máquina que não faz milagres mas que ajuda bastante nesse sentido e que é uma excelente ajuda na higiene do rosto. Quem não sonha com a pele perfeita e fresca, livre de brilhos excessivos?

Já tinha ouvido falar neste gadget mas quando a senhora da Sephora me esclareceu fiquei ainda mais convencida. É prática, limpa apenas durante um minuto (10 segundos em duas zonas do rosto e 20 segundos noutras duas sendo que a máquina "avisa" quando está na hora de mudar de zona) e parece-me ser um bom investimento para quem, como eu, não tem paciência para usar trinta mil cremes e cinquenta géis de limpeza. A Clarisonic chegou ao nosso país este Verão e está disponível nas lojas Sephora. Pai Natal?


Setembro, para mim, sempre simbolizou um recomeço. Desta vez espera-me uma nova etapa recheada de mudanças.

INSTAGRAM | Agosto 2013

Apesar das preocupações teimarem em não desaparecer do meu mini-cérebro, Agosto foi mais um mês de férias que deu para ir duas ou três vezes à piscina, comer algumas badochices deliciosas e pisar a areia da praia na companhia do namorado.

Em Agosto os meus pais completaram vinte e seis anos de casados e, dois dias depois, a minha irmã soprou as velas do seu 25º aniversário. O mês ficou marcado pelos jantares com amigos, pelos dias passados em família, pelos sorrisos partilhados e pelas músicas de Verão com boa onda. Foi o mês das francesinhas, do futebol, das flores, dos filmes e das conquistas. Em Agosto o Sr. Presidente escreveu a primeira mensagem das Crónicas no Masculino e o Lucky 13 foi considerado um blog Fox Life.

Fizemos umas promessas e cumprimos outras. Dormi muito, não apanhei nenhum escaldão e consegui fazer o Sr. Presidente rir quando os nervos se apoderavam dele. Foi um mês de muiiiiito calor e de alguns desafios superados com sucesso. Foi um mês sem viagens e sem grandes idas à praia ou à piscina mas foi também um mês de férias que nos mostrou que, apesar da distância, estamos cá um para o outro. Foi um mês em que pessoas importantes comemoraram dias importantes. Um mês decisivo nas nossas (ainda curtas) vidas. Um mês que nos ensinou muita coisa e que nos permitiu usar e abusar das roupas fresquinhas. Um mês com poucas fotografias partilhadas no meu Instagram pessoal porque eu estava demasiado ocupada a viver e a aproveitar todos os momentos.