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VIDA ACADÉMICA | Curso/Instituição: A Escolha

Para quem, como eu, nunca soube ao certo qual era a profissão que gostaria de ter no futuro, a escolha do par curso/instituição pode ser uma grande dor de cabeça. Quando fomos para o secundário, tínhamos meia dúzia de hipóteses mas, no final do décimo segundo ano, puseram-nos uma lista com trezentos cursos à frente e, basicamente, mandaram-nos mergulhar naquelas áreas todas e escolher o nosso futuro. A verdade é que não é uma licenciatura que condiciona toda a nossa vida mas convém seguirmos um caminho com o qual nos identifiquemos. Para isso, é preciso conhecer as hipóteses possíveis. É necessário pesar as vantagens e desvantagens de cada um e ver qual é a opção mais indicada para nós, para a nossa personalidade, para as nossas possibilidades económicas e, claro, para a nossa média académica.

Se souberem qual é o curso que querem, awesome. Será menos uma preocupação e podem passar esta parte do texto à frente. Se não sabem, o que é perfeitamente normal mesmo que o tempo esteja a voar, eu aconselho o método da exclusão, pelo menos numa primeira fase. Se não sabem o que querem, pensem naquilo que NÃO querem. Façam uma lista das áreas que existem (Engenharias, Saúde, Tecnologias/Informação, Letras, Artes Performativas, Artes Visuais, entre outros) e comecem a riscar aquelas que não vos interessam. Por exemplo, eu era uma aluna de Humanidades (e estava bastante satisfeita com a minha escolha!) portanto soube, desde o início, que não ia escolher um curso na área da saúde. Reduzam essa lista ao máximo, coisa que podem fazer através das Provas de Ingresso que têm disponíveis (caso os vossos interesses sejam demasiado abrangentes) e, depois, quando tiverem apenas duas áreas, observem o que é que elas têm em comum (ou se são completamente diferentes uma da outra). Por aí, conseguirão ver, de imediato, quais as áreas que se enquadram nos vossos gostos, o que será uma grande ajuda visto que, até há bem pouco tempo, não faziam ideia.

Está então na hora de averiguar os cursos e reduzi-los a, no máximo, seis (o número possível de opções na candidatura) dando destaque a dois deles (aqueles em que há maior probabilidade de serem admitidos). Há centenas e por isso a decisão pode ser bem complicada. No entanto, há formas bem simples de excluírem alguns. Seja pelas Provas de Ingresso, pela vossa média final, por terem de ficar numa determinada cidade ou, simplesmente, pela comparação de cadeiras, a vossa lista de opções diminuirá com alguma facilidade. Eu, por exemplo, depois de saber quase tudo sobre quase todos os cursos disponíveis, nas áreas que me cativavam no país inteiro consegui ficar indecisa entre dois (Ciências da Comunicação e Turismo, os únicos que coloquei na minha candidatura). Claro que essa indecisão me perseguiu até ao último segundo mas lá me decidi pelo curso que tem, no seu plano curricular, várias áreas com excelentes oportunidades. Se deu trabalho? Sim, muito! Mas sei que fiz o que devia. Fazer escolhas envolve atirar para o lixo outros caminhos portanto conhecimento é poder. Como é que poderia saber o que era o melhor para mim se não conhecia todas as valências de todas as hipóteses?

No meu ponto de vista, escolher o curso deverá ser, sempre, prioritário. A forma como o escolhem é sempre relativa mas o certo é que, no final, terão um nome para colocar em primeiro lugar na vossa candidatura. Se têm de ficar na vossa cidade-natal e têm notas para o curso que querem (e se ele existe na Universidade desse local), então a vossa decisão está tomada. Se têm a sorte de poder escolher uma cidade nova (e se for esse o vosso desejo), então as coisas dificultam um bocadinho. Universidade? Faculdade? Instituto Politécnico? Instituição Pública? Privada? Já viram a quantidade de Instituições que dividem a expressão "Ensino Superior"? Pode ser avassalador, claro que sim!

Em que cidades/instituições existe o curso que pretendem tirar? Têm média para todas as Universidades? Têm as Provas de Ingresso que são exigidas nesses locais para essa licenciatura? Para tudo isto, o site da Direcção Geral do Ensino Superior é uma maravilha, até porque tem uma parte de ajuda ao estudante que selecciona apenas as instituições onde os exames que fizemos podem ser utilizados. Mais uma vez: hipóteses reduzidas. Falem com os vossos pais, com os vossos amigos ou até com pessoas imparciais perante o vosso caso e peçam opiniões. Reduzam as opções de Instituição até terem, à vossa frente, duas que possam comparar detalhadamente. Investiguem as cadeiras e as saídas profissionais. Se puderem, visitem as duas Instituições (porque há sempre dias abertos com visitas guiadas!), tentem falar com um professor (ou aluno!) do curso ou com alguém que possa esclarecer as vossas dúvidas e procurem toda a informação possível. Como já disse, conhecimento é poder!

No meu caso, estava indecisa entre um Instituto Politécnico (numa cidade próxima) e uma Universidade Privada (visto que, na Universidade Pública da minha cidade esse curso não existe). Tinha média para todos os cursos da minha área de estudos e podia entrar em qualquer cidade com alguma facilidade mas, depois de concorrer e de ter sido admitida no Instituto Politécnico que coloquei na primeira opção do concurso público, as dúvidas apoderaram-se de mim e achei que não fazia sentido matricular-me, dando assim o meu lugar a outra pessoa que o aproveitasse ao máximo. Comecei a procurar outras soluções que me deixariam mais confortável não só nesta altura mas também a longo prazo e voltei à estaca zero. Tinha decidido ficar na minha cidade de sempre e por isso só tinha duas opções: ou me candidatava a Ciências da Comunicação na Universidade Pública ou escolhia Turismo (o mesmo curso do Instituto Politécnico) na Universidade Privada. Sobre a primeira opção (Pública), eu já tinha toda a informação. Já lá tinha ido num dia aberto, tinha amigos e familiares a estudar naquele local, conhecia as cadeiras do curso e as saídas profissionais e conhecia, o modo de funcionamento da Universidade. Só faltava fazer a mesma pesquisa relativamente ao curso de Turismo na Universidade Católica Portuguesa.

Nunca tinha colocado a opção de ir para uma Universidade do género até descobrir que esse curso iria abrir no meu ano e que, por causa da minha média, iria ter um grande desconto (75%, mais especificamente) que me permitia pagar menos do que numa Pública. Hesitei na mesma mas, por sugestão do meu pai, visitei a Universidade e a minha possível Faculdade. Fui muito bem recebida, fiz as perguntas que tinha a fazer, tive direito a uma visita guiada e a algumas informações que não estavam no site da Universidade e fiquei convencida. Os preconceitos não-fundamentados que eu tinha dissolveram-se e a qualidade da Universidade era, realmente, superior à do Instituto Politécnico que eu tinha como primeira opção para o mesmo curso.

Acabei por falar com duas professoras e foi-me dito que podia até conversar com o coordenador de curso se estivesse interessada (coisa que eu achei desnecessária naquele dia). Fiquei a conhecer as parcerias, os programas de estágio e as tradições académicas e, quando cheguei a casa, pesquisei os currículos dos professores (que me surpreenderam!!) e os protocolos que tinham sido mencionados durante a conversa. A minha decisão estava tomada: ficava na Universidade Privada com propinas mais baixas, sem despesas extra (e mesmo que pagasse a totalidade de propinas, compensaria exactamente porque não tinha casa e transportes para pagar), com uma qualidade de Ensino assegurada e perspectivas de futuro interessantes. Sabiam que as Universidades Privadas têm, por vezes, um Gabinete de Empregabilidade que ajuda os alunos/ex-alunos na procura de emprego e que funciona como mediador entre alunos licenciados e empresas? Sabiam que os estágios surgem das parcerias de topo que são realizadas previamente? Interessante, não?

Investiguei, pesquisei, perguntei e, depois de muita procura (não demorei dias e dias, bastou procurar  a informação nos locais certos!) cheguei a uma conclusão que me deixou segura, feliz e com garantias de qualidade. O futuro é incerto para todos mas se temos este poder de escolha por agora, devemos usá-lo para encontrar aquilo que é melhor para nós, para os nossos interesses e claro, para a nossa carteira. Conclusão: investiguem, conheçam todas as hipóteses, usem o método da exclusão e a vossa resposta chegará rápido. Eu tive que fazer este "trabalho" duas vezes mas não me arrependo nada. Fiz o que considerava melhor para mim e espero sinceramente que vocês façam o mesmo! Já agora, espero ter ajudado (visto que foi uma publicação "encomendada" por uma menina que vai para a faculdade no ano lectivo 2014/2015) e proponho aos meus colegas universitários que partilhem dicas de escolha de curso, se as tiverem! Somos caloirinhos este ano mas, pelo menos a fase de candidaturas, já passámos! O resto vem a seguir.

14 comentários:

  1. Tiveste um excelente método para escolher o curso que querias seguir! Eu no meu caso já sabia, mais ou menos, as áreas que queria seguir por isso foi mais fácil :)

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  2. também estou um bocado assim :/ entrei numa faculdade numa cidade que não gosto e candidatei-me na 2ªfase, mas as dúvidas são tantas :o

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  3. Como te disse, ainda tenho muito que pensar sobre isso... É um assunto bastante delicado!

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  4. Deste tão bons conselhos Carolina, adorei ler o que escreveste. Eu quando escolhi Antropologia não sabia muito sobre o curso em Portugal (não é uma área muito conhecida), mas quando entrei na faculdade fiquei muito interessada no tema. Infelizmente falta-me ainda um ano para acabar a licenciatura, tive de congelar a matricula porque já não tinha como pagar as propinas (o que acaba por ser o caso de muitos alunos hoje em dia), mas agora estando em Londres pode ser as coisas mudem :) Tiveste um óptimo método na escolha do teu curso e aposto que te vais dar muito bem, és uma menina cheia de garra! xx

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  5. Este post iria-me ajudar imenso se tivesse a candidatar-me à Universidade :) lembro-me que na altura foi um stress e nem sabia por onde começar, acabei por fazer decisões erradas na 1º fase mas ainda bem que existe uma 2º ;)

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  6. Uma amiga minha chegou ao ponto de imprimir a lista com os cursos todos que existiam e depois começou a riscar os que estavam fora de questão xb

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  7. Quando fui eu, também utilizei o método de exclusão. Fui tirando, tirando tirando até sobrar-me apenas Turismo, Gestão Turística, Gestão Hoteleira e Animação Turística. Optei pela área mais abrangente e depois, posso sempre especializar-me noutra área. Turismo é muito abrangente e passa por todos os outros cursos que referi por isso é que temos Gestão, Contabilidade, Economia, entre outros.
    O facto de teres um desconto enorme nas propinas se fosse para a Católica é muito bom e ainda bem que tinha média para usufruir desse desconto. Fico feliz por continuares no curso em que tinhas entrado fora da tua cidade e teres tido uma grande oportunidade como foi essa da Católica dar-te 75& de desconto nas propinas.
    Espero que te corra tudo bem e que gostes do curso tal como eu gosto. Fico feliz por haver alguém (dos bloggers que sigo) que vai estudar Turismo tal como eu. Só figo triste é por não vires para a minha cidade e por estarmos um pouquinho longe ;)

    beijinho e muito boa sorte para esta tua nova etapa :D

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  8. eu nunca soube o que queria e agora adoro o meu curso .
    era de humanidades e nunca soube o que queria foi basicamente por exclusão de partes.
    e optei por ciências da comunicação

    seguir*
    http://annydajuba.blogspot.pt

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  9. bem eu adorei o teu blog, ainda para mais, ontem foi sexta-feira 13, e o teu blog não se podia adequar mais ao dia. estou-te a seguir :)

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  10. super útil. No final deste ano lectivo vai ser a minha vez.

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  11. Parabéns caloirinha, espero que o curso que escolheste te dê muito gozo :)

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