INSTAGRAM | Fevereiro 2014

Este é o oitavo mês em fotografias que partilho. Adoro esta rubrica e é bom ter um tempo para reflectir sobre as semanas anteriores. Fevereiro não foi um mês propriamente especial mas fui ao Dia da Defesa Nacional, dediquei-me à faculdade, iniciei o segundo semestre e tive vários jantares com amigos (já para não falar nos cafés quase todas as noites e nas saídas até às tantas). O blogue atingiu os 400 seguidores, surgiu o Ad Infinitum e regressaram as Crónicas no Masculino escritas pelo Sr. Presidente. Para o Lucky 13, foi um excelente mês e para mim, foi o mês em que me tornei numa pessoa mais determinada graças à "wake-up call" que recebi nos primeiros quinze dias.

Em Fevereiro ganhei dinheiro nas raspadinhas, comi gelados, vi jogos de futebol americano, participei num jogo de Flag Football, ajudei a melhorar o mundo e recebi presentes. Em Fevereiro fotografei momentos incríveis e criei a pequena galeria aqui no blogue. Andei preocupada, estive à beira de um ataque de nervos e percebi que as coisas mudam mas que as pessoas que gostam de nós não nos abandonam só porque sim. Em Março, espero ser uma pessoa melhor e tenciono começar a pensar em mim primeiro. Esse será o meu objectivo principal mas falaremos disso mais tarde.


Não se esqueçam de participar no segundo giveaway do LUCKY 13! Termina amanhã e o vencedor escolhe o prémio!
I love juicy ♡ | via Tumblr

Odeio frio, odeio chuva. Não gosto nada do Inverno nem de andar toda encasacada. Eu gosto é do Verão! (quem cantou?)

CRÓNICAS NO MASCULINO | Direito na Universidade de Coimbra

Vim para Coimbra em Setembro de 2013 e para já o que posso dizer é que tem sido uma experiência inesquecível. A cidade, o curso, a faculdade, as pessoas, etc... Em primeiro lugar, a cidade tem uma atmosfera mágica, enigmática e misteriosa, é um local feito exclusivamente por e para estudantes. O espelho de água do Mondego, a azáfama da baixa, a extensão tipicamente urbana do Choupal, a nostalgia da Sé Velha, as escadarias gastas do Quebra-costas, o declive monstruoso das Monumentais, o ambiente estudantil da Associação Académica, a história e a cultura espelhada em cada canto da Faculdade de Direito (a estética austera da porta-férrea, a luminosidade e amplitude do largo da faculdade, a fachada da Via Latina, as movimentações constantes nas Gerais, etc). Coimbra respira a juventude da mala que é arrastada pela calçada até à estação, Coimbra sente o furor da queima, a diversidade no desfile da latada e a depressão da época de exames. Como uma amiga minha (que me foi visitar lá) disse: “Coimbra faz-me lembrar o meu livro favorito: os Maias. É um misto de ambiente intelectual e boémio.”. Concordo plenamente, sem dúvida que temos uma massa humana de grandes cérebros, com um arcaboiço cultural imenso e com um futuro radiante pela frente, não deixando esta mesma massa juvenil de frequentar a noite académica Coimbrã. 

Em segundo lugar, o curso é fantástico! Tem tudo a ver comigo e estou a adorar ter grandes professores como António Santos Justo, Pinto Bronze, Luís Pedro Cunha ou Jónatas Machado. São indivíduos que nos fazem perceber que o conhecimento não se resume a meia-dúzia de conceitos soltos, dispersos e mal escrutinados, mas que é algo vasto, complexo e valioso. As cadeiras que tive no 1º semestre, foram: Economia Política, Direito Romano, Direito Internacional Público, Direito Constitucional e Introdução ao Direito. Devo dizer que gostei de todas porque são todas elas diferentes, não deixando de terem uma ligação prática, complementar e recíproca entre elas. Dão-nos a diversidade que precisamos para que tenhamos um conjunto de conhecimentos-base, constituindo a primeira camada que nos irá permitir compreender o resto das diferentes cadeiras da Licenciatura e posteriormente nos orientará na decisão sobre qual a área que se encaixa melhor no nosso perfil de trabalho, mediante a diversidade de oferta de especializações no Mestrado. 

Quanto ao balanço do 1º semestre, foi muito positivo. Tendo em consideração que era tudo novo para mim e que estava numa longa fase de adaptação, o meu objetivo mínimo para este semestre era fazer todas as cadeiras e acabou por ser alcançado na época normal de exames. Quanto ao objetivo máximo era alcançar a média de 13 (uma média que nos permite no final do curso ter acesso ao mestrado especializado), e felizmente estou com quase 1 valor a mais relativamente a esta meta fixada, o que me deixa muito muito feliz!!! 

Por último, as pessoas que tenho conhecido têm sido uma parte fulcral na minha vida aqui. Tenho feito enormes amigos, onde o ambiente de união, entreajuda, cumplicidade e de felicidade impera nesta cidade, que todos os dias nos traz algo de novo. Desejo que a vossa experiência académica tenha sido, seja ou venha a ser tão boa ou ainda melhor e que continuem a seguir o blogue da Carolina. 

SEJAM FELIZES E SAUDAÇÕES ACADÉMICAS!

universidade de coimbra no Tumblr

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Faleceu hoje, com 110 anos, Alice Herz-Sommer. Uma sobrevivente do Holocausto e uma verdadeira heroína.

CINEMA | Easy A [2010]

Ontem vi este filme. "Easy A" na versão original, "Ela é Fácil" quando traduzido. Foi uma selecção um bocado aleatória porque a verdade é que nunca tinha ouvido falar nele mas como tinha tempo livre para dispensar (finalmente!) no meio de mantas e chocolates, achei que seria uma boa opção num sábado em que não me apeteceu sair. Quando o comecei a ver estava às cegas e apenas fui ver a classificação no imdb momentos antes de carregar no play portanto não tinha qualquer expectativa. Sempre andei um bocado a leste no que diz respeito a lançamentos cinematográficos logo não é de estranhar que este também me tenha passado ao lado. 

O argumento não é nada por aí além - até porque os dramas duma escola secundária americana já foram expostos de mil e uma formas - mas é uma comédia romântica de fim de semana que, apesar de não ser uma ideia deveras original, é bem tratada e acaba por resultar bem na medida em que as piadas são utilizadas da forma certa e nos momentos ideais, fazendo referências a outras séries, filmes e personagens que a maior parte dos adolescentes conhece. Pessoalmente, gostei do conceito da história em flashback e do facto da actriz principal ser, também, a narradora de toda a história. A Emma Stone é uma actriz versátil que merece destaque exactamente porque consegue ser uma adolescente típica destacando-se das outras trezentas mil actrizes que já exploraram de cinquenta formas distintas o mesmo papel. Trouxe uma novidade à personagem e acabou por ser, sem dúvida, o ponto forte desta longa metragem. Por outro lado, o ponto mais negativo é, para mim, a previsibilidade da história. O ritmo perde-se a certa altura e apesar do conceito do filme ser, de certa forma, original, há uma altura em que tuuuuudo faz sentido e isso não é, de todo, uma coisa positiva.

Não acho que tenha sido um filme brilhante mas também não acho que tenha sido tempo perdido de forma desastrosa. É uma história que foca a forma como a reputação de alguém pode afectar as suas atitudes ou a sua visão perante o mundo e, admito, isso está feito da maneira certa. No geral, é um retrato divertido (e talvez até realista) do adolescente americano, mesmo que seja um tema mais do que discutido no mundo cinematográfico. A longa metragem está bem realizada e estruturada, tem bons actores (incluindo o Dan de Gossip Girl, que aqui é muito mais querido) e, claro, tem um argumento banal com um twist interessante graças ao conceito do filme narrado pela personagem principal. É um filme repleto de boas referências e alguma criatividade na construção de algumas personagens. Provavelmente não agradará os espectadores mais exigentes porque não tem nada de muito inteligente ou complicado mas, lá está, é um bom filme de fim de semana para aqueles dias em que só queremos rir um bocadinho e para aquelas alturas em que não queremos estar muito atentos aos diálogos dos actores. O casalinho romântico não falha mas não é o assunto principal, coisa que faz com que este filme se destaque ligeiramente dos restantes dentro da mesma temática. Não vou dizer que o recomendo ou que aposto um rim em como vão gostar mas posso dizer que não perdem nada se o virem. Apesar de ser básico, não estupidifica ninguém. É bom para passar o tempo.



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Sempre quis ter um telefone destes.

FOTOGRAFIA | A Matilde

A Matilde é a minha Canon 600D. Comprei-a no início do ano e houve várias pessoas que me pediram para elaborar uma publicação deste tipo assim que partilhei a novidade mas só agora é que me sinto minimamente à vontade para o fazer. Confesso que ainda não consegui explorar todas as suas funcionalidades (até porque a época de exames se meteu pelo meio) e é óbvio que ainda tenho muito para descobrir e aprender mas espero, ainda assim, conseguir esclarecer-vos da melhor forma possível relativamente à máquina fotográfica em questão. 

Começando pela pergunta que me fazem com maior frequência à descarada em todas as redes sociais... afinal quanto custou a Matilde? Pois bem, o kit do corpo da máquina e da lente de 18-55mm (que normalmente faz parte de todos os conjuntos) estava marcado, na Worten, a 449€. A minha ideia era esperar mais uns meses antes de o trazer comigo para não ficar com o mealheiro completamente vazio mas assim que vi o desconto de 20% em talão considerei que era uma excelente altura para a adquirir depois de quase três anos de poupanças. Não me arrependo. Na realidade, a Matilde custou-me 355€ e eu não poderia estar mais satisfeita. Comparando-a com outras, na minha opinião foi um verdadeiro achado na medida em que é um investimento para a vida. Havia outros kits, com duas lentes ou com acessórios acrescidos (como comando, tripé e afins) mas, dadas as circunstâncias e dados os preços, achei que não valiam a pena e optei por trazer apenas o kit básico que estava a um preço incrível. No futuro investirei em lentes (admito que já tenho algumas na minha wishlist) mas, por agora, sinto que estou bem servida e nem sequer pretendo fazer essas aquisições nos próximos meses.

Para quem quer apostar mais na área da fotografia mas não precisa duma máquina realmente profissional, a Canon 600D é uma excelente opção. Depende sempre das necessidades e gostos de cada um mas, no meu caso, achei que era a indicada. Eliminei logo a hipótese de ter uma mais avançada (como a 700D ou algo do género) porque, para mim, a relação qualidade/preço não compensava. As diferenças entre os dois modelos eram mínimas e não eram melhorias essenciais para mim. No entanto, também não quis a 1100D ou um modelo inferior porque a diferença de preço não era assim tanta (graças ao desconto que encontrei) mas as características da máquina já o eram. Não queria uma muito básica porque quero evoluir e não tenciono trocar de máquina nos próximos dez anos (ou mais, se tudo correr bem) mas também não preciso duma coisa ultra-profissional porque, para mim, esta é uma máquina de quotidiano que servirá, também, para eu ter mais conhecimentos fotográficos e matar o bichinho que se apoderou de mim de há uns anos para cá.

Quando tirei as primeiras fotografias com a Matilde, reparei logo na qualidade das mesmas. É uma máquina intuitiva e fácil de usar (com ecrã rotativo e botões que não atrapalham) que faz com que toda a gente consiga captar momentos bonitos sem qualquer tipo de dificuldade independentemente de saber exactamente o que está a fazer. A Matilde é excelente e vale cada cêntimo. Quem percebe minimamente do assunto tira fotos excelentes, quem percebe imenso de fotografia tira fotos incríveis e, quem não percebe nada, tira fotos muito boas. Não há como falhar porque há programas indicados para cada situação e para cada fotógrafo. Nunca a usei no programa automático porque, para mim, é um desperdício ter uma máquina destas e não a explorar e experimentar mas, no geral, é boa para qualquer pessoa que goste de fotografia e que queira ir para além das fotos captadas pelas máquinas digitais compactas. Não estou arrependida por tê-la comprado (quem me dera tê-la tido mais cedo!) e não a troco por nada. A Matilde anda comigo para todo o lado (o Gui até lhe ofereceu um lacinho!) e já é um membro oficial nos meus grupos de amigos! Recomendo sem hesitar.

Untitled | via Tumblr

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Ir tomar café com amigos a quem confio tudo é o melhor do meu dia.

SOLIDARIEDADE | Tap Project da Unicef

Todos os dias envio mensagens aos meus amigos, recebo chamadas, verifico o email e actualizo as redes sociais. Chega a ser doentio porque me sinto realmente perdida se, por acaso, me esquecer deste gadget em casa. O iPhone nunca está muito longe de mim e a verdade é que é raro não lhe mexer de cinco em cinco minutos seja para ver as horas ou para ter a certeza que não perdi uma mensagem importante. No entanto, hoje descobri o Tap Project da UNICEF e decidi que ia manter o meu telemóvel parado durante algum tempo. Por cada minuto que não mexer nele, a marca patrocinadora do projecto - Giorgio Armani - ajuda a levar a quantidade diária necessária de água a uma criança que não tenha acesso a ela.

Enquanto escrevo esta publicação reparo que já vou nos 35 minutos. Propus-me a fazer meia hora mas, como só lá para o final da tarde é que precisarei de mexer novamente no iPhone (uma vez que vou sair e preciso de boleia), acho que vou tentar deixá-lo assim quietinho durante mais algum tempo. Tudo o que têm de fazer para contribuir da mesma forma é entrar em http://tap.unicefusa.org/ através dos vossos telemóveis e seguir as indicações que lá estão escritas. É muito simples e pode salvar vidas! Nenhum bem é mais essencial do que a água e um telemóvel está longe de ser tão importante assim. Entrem neste desafio e ajudem quem mais precisa! 10 minutos sem telemóvel = 1 dia de água potável. Podem participar até dia 28 se estiverem dispostos a ajudar o mundo enquanto que outros humanos publicam fotografias no Instagram!


"Esta foto é tão tu! O sorriso, o olhar, a posição, as roupas, a pulseira... Está mesmo "Carol"!"

VIDA ACADÉMICA | Perspectivas de Caloira

Quando entramos na etapa do Ensino Superior percebemos que temos de enfrentar o mundo sozinhos. Aprendemos que temos que nos esforçar o triplo para alcançar metade dos resultados a que estávamos habituados e, muitas vezes, um dez ou um quinze deixa-nos tão felizes como um vinte costumava deixar. Percebemos que, por muito apoio que os nossos amigos e familiares nos dêem, somos nós que temos de traçar o nosso próprio caminho e tomar as nossas próprias decisões. Temos mais liberdade mas as responsabilidades também crescem e é preciso que definamos objectivos concretos e que trabalhemos para os concretizar. Quando entramos na etapa do Ensino Superior somos obrigados a crescer e aprendemos que nem toda a gente é de confiança. Percebemos que, em termos académicos, é cada um por si e que ninguém nos vai ajudar se reprovarmos a uma cadeira só porque sim. Aprendemos a merecer os resultados e a trabalhar para que eles traduzam o nosso melhor. Aprendemos a ser pessoas crescidas. Aprendemos a ser uma versão adulta de nós mesmos ainda que nos apeteça berrar e fugir de certas situações.

| KIDS

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chanel

"Há alturas em que temos de ser egoístas, Carol. Sei que não consegues fazê-lo com facilidade mas tens de pensar em ti primeiro."

LUCKY 13 | Obrigada

Quando a dedicação e o gosto estão presentes em cada uma das palavras que publicamos, acabamos por conseguir alcançar coisas incríveis e passamos a conhecer pessoas maravilhosas. Não sou nova por aqui mas é com o Lucky 13 que estou a descobrir todas as oportunidades fantásticas que este mundo nos proporciona. É certo que só recentemente é que consegui perceber como devo conciliar todos os meus gostos e interesses com os objectivos e os possíveis reconhecimentos que vão surgindo mas fico feliz por estar a fazer algo de que me orgulho todos os dias. Não quero que o Lucky 13 se torne numa página comercial, repleta de publicidade, passatempos ou press releases e admito que, por causa disso, tenho bastante cuidado quando selecciono ou aceito uma parceria ou até mesmo uma proposta simples. Ter pedaços da minha vida e bocadinhos de mim imortalizados é algo que me fascina e isso será sempre a minha prioridade ainda que também promova passatempos e que fale de alguns produtos ou locais.

Criei o blogue sem ligar ao anonimato mas este espaço sempre teve um carácter muito pessoal. Nunca anunciei que o Lucky 13 era meu mas também nunca neguei tal facto quando, por acaso, o descobriram. Sou a Carolina e não há mais nenhum nome que me identifique tão bem portanto, no meu caso, não faz qualquer sentido que use uma palavra diferente. Penso que é essa minha característica que faz com que as pessoas gostem de me ler ou que se identifiquem comigo. Sou real. Feita de carne e osso. Tenho momentos incríveis e momentos de fraqueza. Tenho uma vida normal, gosto de várias coisas e falo de temas que me interessam. Tenho a certeza que isso transparece nos vossos ecrãs e eu penso que o meu objectivo está a ser cumprido porque, na verdade, só quero ser eu. Tudo o que vier por acréscimo ou tudo o que chegar por estar associado a essa genuinidade será apenas um bónus que me deixará ainda mais feliz.

Lucky 13 foi criado em Julho e já me trouxe pequenas grandes conquistas. Foi recomendado pela Fox Life e por vários bloggers que admiro profundamente, chegou a centenas de pessoas e cresce a cada dia que passa tanto aqui, como no Facebook e no Instagram. Fui entrevistada pelo Jota e fui elogiada por diversas marcas. Aceitei propostas e parcerias e recusei convites por não me identificar com os conceitos mas nunca fui mal tratada exactamente porque fui sempre correcta e sincera. Este blogue está a ser criado e construído à minha medida e fico feliz por não ser iludida pelas publicidades e pelas vantagens que as marcas oferecem. Este blogue é um sítio onde me sinto feliz. E porque isto não poderia ter acontecido sem vocês, hoje tenho uma palavra especial para cada uma das pessoas que me seguem, que me lêem e que me visitam. Obrigada.

Flower Crown

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E, ao que parece, hoje é Dia Internacional do Preservativo. Eu não fazia ideia que havia um dia para isso!

AD INFINITUM | 01

Os pés crescem, os gostos mudam e os sapatos ficam para trás. Deixamos de nos identificar com eles, eles deixam de nos servir, deixam de fazer sentido no nosso quotiano e, quer queiramos quer não, há uma altura da vida em que acabam por ficar velhos, rotos e gastos. Há sempre um dia em que temos que guardar os nossos pares de sapatos favoritos dentro da caixa que colocamos estrategicamente no fundo do roupeiro. Há sempre um dia em que temos que deitar fora os botins que nos acompanharam durante as semanas mais chuvosas ou as havaianas que nos levaram à praia durante os meses mais quentinhos e despreocupados. Os sapatos vão ficando para trás e vão precisando de substituição. É a lei da vida ou, neste caso, a lei do closet. 

Raramente encontramos pares de sapatos exactamente iguais aos que deitámos fora e custa sempre um bocadinho quando temos que nos livrar, sem dó nem piedade, dos nossos favoritos mas, normalmente, somos igualmente felizes com os nossas novas aquisições. A sensação que temos quando chegamos a casa com uns sapatos novinhos em folha apaga qualquer tristeza que tenhamos sentido quando fomos forçadas a pôr os outros no saco do lixo e, na verdade, é isso que diferencia uma história sobre sapatos de uma história de amor. Porque, ao contrário das sapatilhas de pano que ficam feias com os rasgões e a passagem do tempo, o amor merece ser cosido, remendado e fortalecido. Merece que lutemos por ele e pelas pessoas que realmente nos deixam felizes.

O problema surge, exactamente, quando alguém deixa de fazer sentido para nós ou, pior, quando deixamos de fazer sentido para alguém que é tudo para nós. Sentimo-nos como botas da tropa que só trazem infelicidade no meio de memórias dolorosas. As pessoas afastam-nos, afastam-se e seguem caminhos diferentes. Há histórias de amor que começam por causa de um par de sapatos (quem não se lembra da Cinderela?!) mas as melhores são mesmo aquelas em que ninguém repara no que temos calçado ou vestido.

Apesar de haver milhares de sapatos a encher-nos as medidas, só há um amor que nos completa e que nos faz sentir realmente seguras e confiantes. Só há uma metade certa e isso de perder a pessoa que consideramos perfeita atormenta-nos. Não é tão fácil assim livrarmo-nos do sentimento que demorou tanto tempo a ser construído e é certo que não o fazemos da mesma forma como pomos de lado umas sabrinas que deixaram de se enquadrar nos nossos gostos. Mas como se contraria isso, afinal? Vamos a sítios diferentes, calçamos sapatos diferentes, conhecemos pessoas novas, rimos muito e dançamos ainda mais? Claro! E se os sapatos nos magoarem, trocamos! Porque trocar de sapatos é mais fácil do que mudar de alma ou de coração quando sabemos em todos os centímetros do nosso corpo que devemos lutar incansavelmente por aquilo que merece luta. E sejamos sinceras, ao contrário dos homens, os sapatos não nos desiludem portanto se quiserem descobrir quais são os mais indicados para a próxima estação vejam a última publicação da Ana Garcês, a menina que me vai acompanhar ao longo dos próximos tempos neste projecto que dá pelo nome de Ad Infinitum.


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Apesar de tudo, eu continuo a gostar do Dia dos Namorados e este vídeo é o mais querido. Há planos para amanhã?

SAMMYDRESS GIVEAWAY | Escolhe o Prémio!

Está na hora de vos oferecer mais um presente. Graças à Sammydress, uma loja que prima pela diversidade e pelos preços ultra-acessíveis, tenho para vos oferecer, uma vez mais, um produto à vossa escolha. Vocês com certeza sabem que é difícil agradar gregos e troianos portanto eu e a marca concordámos que era mais giro se o vencedor escolhesse o seu próprio prémio (cumprindo alguns parâmetros, como é lógico). Assim sendo, o vencedor poderá escolher qualquer produto desde que não ultrapasse os 12$ que foram estabelecidos (e não terá que pagar portes de envio, também são oferecidos pela Sammydress!). São centenas de produtos a preços muito baixos desde acessórios a roupas. A diversidade é imensa e há produtos para todos os gostos portanto basta que tentem a vossa sorte! Em baixo, deixo-vos alguns exemplos mas relembro que podem escolher o vosso próprio prémio desde que cumpram os requisitos estabelecidos!



1. Aqui | 2. Aqui | 3. Aqui | 4. Aqui

DOROTAAA

Juro que, antes de saber quem era a Gossip Girl, eu apostava um rim na Dorota.

GUARDA-ROUPA | Black Lingerie Never Fails

Aquilo que me dá mais gozo comprar (e que compro sempre que posso) é roupa interior. É uma daquelas coisas que me deixam feliz, que me alegram e que me dão logo uns pontos extra na minha autoestima. Há quem goste de comprar sapatos e acessórios mas, ao contrário de muita gente, eu gosto mesmo é de gastar o meu dinheiro em roupa interior bonita, que uso diariamente para me sentir bem independentemente das circunstâncias. Dispenso bonecadas e já tenho básicos suficientes portanto adoro comprar coisas mais femininas. Os meus olhos movem-se instintivamente para as peças que adoptam a sensualidade das rendas, das cores (o preto e o vermelho não falham), das transparências estrategicamente colocadas e das aplicações sem relevo. Resumidamente, sou absolutamente viciada neste tipo de peças e já tenho uma colecção considerável apesar de ser um bocadinho exigente na hora da escolha. Ontem vieram morar comigo (mais) algumas peças (incluindo um conjuntinho preto muiiiito giro que não consegui encontrar no site) mas admito que fiquei com muitas outras debaixo de olho. A minha carteira não acha lá grande piada a este meu vício mas mais vale gastar dinheiro em lingerie do que em tabaco ou noutro vício qualquer que me prejudique mesmo a sério, não é verdade?

VK

O trabalho de Cristianismo e Cultura já foi enviado para o Professor dessa cadeira. Espera-me uma merecida semana de férias!

TELEVISÃO | As Aparências Iludem

Ontem, quando ia desligar a televisão, estava a dar o America's Got Talent e os dois concorrentes que iam pisar o palco nesse momento eram muito novinhos por isso fiquei de pé a vê-los, com o comando na mão à espera do momento exacto para desligar a televisão. Eram dois irmãos de nove e de seis anos. Um menino e uma menina que pareciam ser super queridos e simpáticos. A maneira como a menina estava vestida captou a minha atenção mas eu não esperava que a sua actuação fosse tão surpreendente! Os collants cor de rosa e a carinha angelical enganam - e muito! - os telespectadores e eu confesso que tive um grande ataque de riso quando vi a performance dos dois. Posto isto não podia, de jeito nenhum, deixar de a partilhar convosco esperando que me digam quais foram as vossas reacções! Não se deixem enganar pelo vestidinho e os olhos verdes... Esta miúda tem um demónio dentro do corpo! Na verdade, é como se diz frequentemente... as aparências iludem.

(Carol, já sei que vais morrer de riso!)
Dancer's routine

Percebem agora porque é que, na aula de ballet, não consigo pensar em mais nada?

BLOGOSFERA | Mariemer

Para quem só gosta de publicações de uma linha ou de imagens que ocupam a maior parte da publicação, este não é o blogue ideal. No entanto, para quem gosta de textos com conteúdo, mesmo quando são constituídos por apenas um parágrafo, o Mariemer é uma boa escolha. Foi a Helena - a minha madrinha académica - que mo mostrou e a verdade é que o design apelativo deste blogue me cativou de imediato. Dei por mim a ler as publicações e a perder-me no meio de histórias do quotidiano que, duma maneira ou de outra, diziam mais do que isso. No Mariemer fala-se de temas actuais. Fala-se de felicidade, de amor, de gostos e de política. Fala-se de educação, fala-se de notícias e fala-se do mundo, do mundo interior da sua autora e do mundo que todos conhecemos. 

Mariemer foi, para mim, uma excelente descoberta na medida em que me inspira. Dá-me vontade de escrever melhor, de escrever mais e de escrever com a alma. O Mariemer foi criado em 2012 e eu, que só o descobri um ano e meio depois disso, sinto que é um blogue que merece destaque. Duvido que a maior parte de vocês o conheça portanto decidi partilhá-lo. Não se deixem enganar pelos textos curtinhos. Podem ser pequenos mas dizem muito mais do que isso e nem sequer precisam de imagens para nos cativar. Se o quiserem seguir, podem fazê-lo se o adicionarem à vossa lista de leitura no painel de controlo do Blogger. É um blogue wordpress mas isso não nos impede de receber as suas actualizações. Acreditem que vale a pena.


Sou das que prefere sempre o "good guy". A ideia de ser maltratada e desvalorizada não me fascina. 

CORPO | Perfume: Purity da Knot

No que diz respeito a perfumes sou a pessoa mais esquisita à face da Terra. Temos uma relação de amor-ódio porque, apesar de colocar perfume todos os dias sem excepção, não gosto de cheiros muito doces ou muito fortes. Ao invés disso, gosto de cheiros leves e frescos portanto as minhas escolhas recaem sempre sobre os perfumes de homem ou sobre os perfumes de bebé (fazendo com que eu deixe um pouco de parte os perfumes de senhora). E se adoro o Bottle de Hugo Boss ou o Brit da Burberry, o Petit Guerlain da linha infantil da Guerlain, por sua vez, enche-me as medidas desde que me lembro. Infelizmente, este não é vendido cá em Portugal e portanto só o consigo encontrar em algumas viagens, o que significa que raramente o utilizo. Porém, hoje a minha mãe e a minha tia trouxeram-me este menino da Knot que é, sem dúvida, muito semelhante ao Petit Guerlain. Não é exactamente igual (o que é compreensível) mas tem, na mesma, um cheirinho suave mesmo bom que não é demasiado intenso e tem, também, aquele travo fresco que contraria o doce comum nos perfumes infantis. Chama-se Purity e, como não há nada mais puro do que a inocência duma criança, penso que não poderia mesmo ter um nome distinto.

✈️

Ao contrário de muita gente, eu adoooooro andar de avião!

VIDA ACADÉMICA | Último Trabalho do Semestre

Está toda a gente de férias há séculos mas eu ainda tenho um trabalho super pormenorizado para entregar. Trata-se do trabalho final da cadeira de Cristianismo e Cultura e baseia-se na análise bíblica e histórica de cinco obras (que podem ser quadros, esculturas, inscrições, detalhes arquitectónicos, vitrais...) escolhidas por nós. Não é propriamente a minha praia (mesmo!) e apesar de já ter pesquisado algumas coisas para ter uma ideia mais concreta do que é preciso eu fazer, não sei bem por onde começar. Sei que tenho que me dedicar a ele rapidamente e sei também que quero que as imagens analisadas sejam da minha autoria portanto tenho mesmo que sair de casa para fotografar e para trazer material específico suficiente para fazer um bom trabalho que compense a minha muito provável nota de exame. Quando um professor nos diz "tentem tirar pelo menos sete, por favor" não conseguimos ficar sossegados por isso preciso mesmo que este trabalho chato me ajude em vez de estragar tudo que tenho vindo a desenvolver neste primeiro semestre. Pode não ser um trabalho sobre o Harry Potter (como o primeiro que fiz para Geografia do Turismo) e pode até ser o trabalho mais aborrecido do universo (porque o é, sejamos sinceros) mas eu preciso mesmo de o fazer com rigor e de ser presenteada com uma bela nota à cadeira. Desejem-me sorte! Vou precisar.

Fleur | via Tumblr

Gosto de manter o meu blogue actualizado e gosto de escrever nele diariamente. Acho que é bom sinal.

POLÍTICA | A Co-Adopção Por Parte de Casais Homossexuais em Portugal

"O meu tio Alfredo era, para sermos rigorosos, um energúmeno. Embebedava-se, batia na minha tia e maltratava os filhos. Só não comentava notícias nas caixas de comentários dos jornais online porque, felizmente, era analfabeto. Mas de resto, em termos de primarismo e de estupidez, era muito completo. No entanto, praticava o tipo de sexualidade que Deus recomenda na Bíblia, pelo que, aos olhos da lei, tinha todas as condições para educar uma criança. Não educaria as minhas, porque eu sou mais exigente do que o Estado português no que toca a confiar a guarda de crianças a outras pessoas: interessa-me muito menos o que fazem no quarto do que se são gente decente. Sou esquisito, bem sei, mas não consigo evitá-lo." - diz, e muito bem, o Ricardo Araújo Pereira.

A co-adopção e a adopção são duas coisas diferentes e, por causa do que tenho lido, noto que há um grande grupo de pessoas que confunde as duas e que não faz ideia do que significa o termo "co-adopção". Era bom que, antes de falarem, as pessoas se informassem e que entendessem que adopção é uma coisa e que co-adopção é outra. No segundo caso, trata-se apenas do acto jurídico. Estamos a fazer referência a crianças que já vivem com dois pais ou duas mães e que, nesse âmbito, a única mudança é exactamente o facto de estar escrito num papel que a criança é legalmente filha dos dois (ou das duas). O laço afectivo que já existe passa a ser oficial mas, na realidade, nada muda. Noutras palavras, a criança é filha biológica de uma das pessoas que constituem a relação e passa a ser legalmente adoptada pelo novo cônjuge (que, por acaso, é do mesmo sexo que o seu parceiro). Posto isto, não entendo a confusão ou a necessidade de referendo (que vai custar, ao nosso Estado, rios e rios de dinheiro). Se falamos de co-adopção estamos a falar de crianças que já vivem na realidade dos casais homossexuais. Estamos a falar duma coisa que já é real e deixar de a legalizar não a vai fazer desaparecer (ao contrário do que muitos homofóbicos pensam). É mesmo necessário haver tanta polémica sobre uma coisa que não mudará, em nada, a situação social ou familiar dos homossexuais e das crianças que já vivem com eles?


Facto: sou doida por blusões.

INSTAGRAM | Janeiro 2014

O primeiro mês de 2014 pareceu-me enorme (mais ou menos como se tivessem passado oito anos desde que recebemos o novo ano) mas foi um mês cheio. Não "em cheio" mas sim apenas cheio. Foi um mês comprido que teve muitas emoções contraditórias e semanas cheias de trabalho. Começou com a patinagem no gelo às três da manhã e acabou num dia tristonho entre séries e pensamentos aleatórios.

Janeiro foi um mês difícil para mim mas também me fez ver que o mundo é um lugar incrível cheio de pessoas que valem a pena. Janeiro mostrou-me que o amor verdadeiro não desaparece assim sem mais nem menos e que não há nada mais poderoso do que a amizade, por muito piroso que isso possa soar. Em Janeiro não tive dezenas de grandes momentos exactamente porque foi um mês passado a estudar mas, por outro lado, recebi boas notícias que me mostraram que o meu trabalho estava a ser recompensado e consegui, finalmente, comprar a minha Canon 600D. Janeiro foi o mês de Gossip Girl, dos exames, da Bola de Ouro ganha pelo Ronaldo (yay!), dos trigémeos e da reaproximação de algumas pessoas. Foi mais um mês com novas amizades e cafés com grupos diferentes e ainda que não tenha sido propriamente um bom mês teve alguns momentos maravilhosos que me fazem querer lutar por um Fevereiro melhor.