INSTAGRAM | Abril 2014

Em 2014, Abril voltou a ser o típico mês ultra cansativo e repleto de ocupações. Entre muitos trabalhos para a faculdade e muitos ensaios para a Street Mob Dance que houve no Dia Internacional da Dança, houve também tempo para as gordices habituais (e quem me segue mas nunca me viu pessoalmente provavelmente acha que eu peso meia tonelada), para duas semanas de férias, para encontros familiares, para jantares com amigos, para cafézinhos, para muitos risos e para muitas conversas. Foi um bom mês, no geral. Isto de descobrir mais sobre mim mesma a cada dia que passa é fantástico e eu estou a adorar arriscar mais em alguns planos da minha vida, ainda que o faça sem sequer me aperceber disso. 

Neste mês tive Praxe 24, entrei num concurso de fotografia, fui a mais um Festival de Tunas, conheci pessoas novas, vi um jogo de Baseball, comi muitos gelados, comprei alguma roupa nova, estive com os meus Mini-Tri-Primos, recebi boas notícias e fui muito feliz ao lado de pessoas que me fazem realmente bem. Usei menos o Instagram e fotografei mais com a Matilde (e adoro isso). Nem todos os problemas estão resolvidos e nem tudo está organizado na minha cabecinha que adora complicar o que é simples mas, com o tempo, há-de ir tudo ao sítio. O ano começou mal mas tem vindo a melhorar gradualmente e isso é que importa. Agora é lutar por um Maio incrível com resultados fantásticos (ainda que o nosso primeiro Enterro da Gata tenha sido cancelado), por um futuro melhor e por uma vida espectacularmente feliz.


Não há melhor forma de comemorar o Dia Internacional da Dança! Hoje é dia de participar em mais uma Street Mob Dance!

ATUALIDADE | Os Jornais

Incomoda-me que só o jornal da Universidade do Minho mantenha a postura, a imparcialidade e a exposição factual perante a tragédia da última semana. Incomoda-me que um jornal escrito por alunos seja melhor e mais fiável do que os jornais escritos por pseudo-jornalistas. Não me surpreende, é certo, mas revolta-me. Quando o dinheiro vale mais do que a veracidade das informações está o caldo entornado. É triste. É revoltante. É irritante. É muito, muito feio. Incomoda-me que se brinque assim com as situações e que se trate desta forma a dor só para vender jornais. É o egoísmo e a ganância. Incomoda-me que se escreva - em letras garrafais - frases que nada têm a ver com o sucedido - como esta, que é só um exemplo - e que haja uma mania mesquinha de encontrar culpados com o objectivo de vender notícias exclusivas ainda que não sejam consultados os documentos oficiais. Dá sempre asneira. Os jornalistas esquecem-se que o seu trabalho não foi contruído para agradar e que as notícias não são divulgadas para causar dor ou felicidade. É preciso ter bom senso. E se nos ensinam na escola e na faculdade que os jornais devem transmitir imparcialidade, justiça e distanciamento, as bancas dos quiosques mostram-nos o contrário. Perante estas situações que se repetem dia após dia, posso apenas congratular os jornais universitários que me fazem ter esperança na humanidade. Se estes alunos continuarem assim serão excelentes profissionais (por favor não se deixem corromper, meninos!) e pode ser que as próximas fornadas de jornalistas comecem a contrariar esta nuvem negra de notícias transmitidas da forma errada e totalmente alterada.

Diva
Audrey Hepburn Fashion Style | via Tumblr

A Associação Académica disse ontem que afinal íamos ter Imposição de Insígnias, Serenata e Bênção das Fitas. Falta o Cortejo...

MÚSICA | You and I

Esta é das músicas mais queridas, simples e genuínas que conheço. Gosto de músicas assim, fofinhas até dizer chega, que contam uma história e que não chegam à fase de banalização. Gosto destas opiniões. Gosto das ideias parvas dos apaixonados, das decisões e dos planos feitos a dois que parecem fazer todo o sentido desde sempre. E gosto ainda mais da sonoridade sonhadora e do vídeo amoroso. Achei que devia partilhar.


E só porque é 25 de Abril, lembrem-se que a Liberdade se conquista todos os dias. Não a tomem como garantida.

VIDA ACADÉMICA | O Cancelamento do Enterro da Gata

Hoje recebemos a informação de que o Enterro da Gata - que corresponde à Queima das Fitas noutros locais do país - irá ser totalmente cancelado por respeito às três vítimas mortais da passada quarta-feira. A Associação Académica da Universidade do Minho avançou esta manhã um comunicado e informou toda a comunidade académica que, este ano, a tradição não será mantida apesar do trabalho que foi desenvolvido. Essa semana manifesta-se através de concertos, boa disposição e festa e, aqui por Braga, não é esse o ambiente que se tem vivido. No entanto, esta decisão da Associação Académica, revolta-me. Porque a Semana do Enterro da Gata é muito mais do que bebedeiras e concertos do Quim Barreiros ou dos Xutos e Pontapés. Revolta-me que seja assim, tudo cancelado à pressão quando toda a gente sabe que os momentos mais solenes do ano são vividos, exactamente, durante os primeiros dias de Maio.

As opiniões apoiantes e discordantes começaram a aparecer em massa e eu não podia deixar de partilhar a minha. Porque também eu, caloira, estudante e membro da comunidade tenho uma palavra a dizer. Porque também eu tenho amigos nesse curso (e porque não relaxei até descobrir os nomes das vítimas, mesmo que ainda tenha, por solidariedade e preocupação perante os que as conheciam, um aperto no coração). Porque não fui capaz de dizer nada quando fui ao local de homenagem e me deparei com camisolas e lonas de TODOS os cursos da Academia Minhota, flores lindíssimas e velas que iluminavam as fitas que lá foram deixadas com as palavras mais genuínas. Também eu estou de luto perante a tragédia que se abateu por aqui esta semana - ainda que não o demonstre através dum quadrado preto na minha fotografia do Facebook. E por ser solidária com a Academia e, particularmente, com o curso de Engenharia Informática, compreendo a decisão mesmo que não concorde completamente com ela. Percebo o argumento. "Não há motivos para festejar se três vidas foram perdidas".

Esta foi, provavelmente, a atitude mais nobre e humilde da Associação Académica da Universidade do Minho ainda que seja um pouco drástica e ainda que haja gente a dizer que se trata pura e simplesmente de interesses políticos. Não concordo. É bom ver que os inconvenientes financeiros - que os há, quando se decide cancelar, a duas semanas da sua concretização, uma coisa que tem vindo a ser preparada desde o início do ano - valem menos do que o ambiente de luto que se tem vivido nesta cidade. Porém, como já referi, esta não é uma decisão que me agrade por completo. Se por um lado percebo o cancelamento dos concertos (não defendo por completo mas entendo), por outro lado não posso concordar com - nem compreender - o cancelamento do Cortejo Académico, da Serenata Monumental, da Cerimónia da Imposição de Insígnias e da Missa dos Finalistas. Porque apesar de tudo é o nosso ano e se não há disposição para ambientes de festa, devia haver, pelo menos, disposição para concretizar as cerimónias solenes que marcam etapas das nossas vidas.

Estavam - e estão - reunidas todas as condições para se prestar uma homenagem incrível aos nossos colegas que partiram, seja nas noites de concertos ou nas outras cerimónias. Nós, estudantes, caloiros, doutores, veteranos e finalistas não merecemos, de todo, perder momentos tão importantes ou marcantes por muito triste e madrasta que esta situação seja. O Cortejo Académico podia, perfeitamente, ser transformado num cortejo silencioso de luto e vestido de negro. Seria a forma mais bonita de mostrar ao mundo que #SomosTodosLEI - como se tem vindo a proclamar desde quarta-feira. Cancelar esta e as outras actividades praxísticas supracitadas parece-me um tanto ou quanto exagerado. Eu e muitos outros caloiros esperámos o ano todo pela oportunidade de trajar pela primeira vez durante a Serenata enquanto que os Finalistas merecem uma missa em condições. Cada uma destas cerimónias marca o fim de mais um ciclo e o seu cancelamento parece-me injusto. Com todo o respeito pelas vítimas e pelos seus familiares e amigos, a alteração da temática do Enterro da Gata seria uma hipótese mais válida. Também os meninos que faleceram esperaram todo o ano pela passagem na tribuna e pelo dia em que poderiam vestir o traje pela primeira vez e a anulação dessas actividades não me parece ser, sequer, uma boa homenagem. Na minha perspectiva, devíamos todos concretizar estes momentos, ainda que em diferentes moldes e em sua memória. Trajar de forma alterada (como demonstração do luto) e participar num cortejo silencioso de homenagem (como já referi) parecem-me excelentes soluções para uma homenagem incrível.

ACROSS THE UNIVERSE | via Tumblr
Definetely !!

Vamos?

AMIZADE | Regressar aos Locais Onde Fomos Felizes

Ontem, antes do lanche e entre passeios, eu e a Mariana decidimos ir fazer uma visita ao Colégio que nos acolheu até ao nono ano. Eu, pelo menos, passei lá uma vida e foi bom regressar apesar de ainda ser estranho para mim ver caras diferentes nos nossos lugares de sempre. É esquisito sentir dificuldade em encontrar as salas uma vez que as instalações sofreram obras depois de termos deixado essa família mas aquele lugar é - e será sempre - parte de mim, de nós. Foi lá que, ao longo de doze anos - uma vida - conheci as melhores pessoas que tenho e que ainda guardo com carinho entre jantares, fotografias parvas e abraços sentidos. Foi lá que esfolei os joelhos e que vi os filmes da Disney com os miúdos do infantário só porque sim. Foi lá que ganhei irmãos com quem resmungo sempre e com quem faço as pazes no momento a seguir porque os conheço desde sempre. Não tenho memórias de ser gente antes de entrar naquele Colégio. Fi-lo com dois aninhos, de bata cor de rosa e desde então que sou uma pessoa melhor.

Foi bom regressar. Adorei ver caras familiares, receber elogios e abraços e ficar a par das novidades enquanto partilhávamos, também nós, outras tantas. Foi bom ver que ninguém se esqueceu de nós e que associavam os nossos nomes de imediato assim que nos encontravam. Há quem diga que não devemos regressar aos locais onde fomos felizes - sob o risco de estragar as memórias - mas eu discordo completamente. Fomos muito felizes naquele Colégio e se nos incomodava, na altura, ver sempre as mesmas pessoas, almoçar sempre no mesmo sítio ou passar os intervalos sempre nos mesmos bancos e locais desportivos, agora ficamos nostálgicos. Um dia os meus filhos e os filhos dos meus amigos que me acompanharam nessas etapas irão estudar lá. E vão resmungar por querer mudar de escola e nós não vamos deixar. Porque é em sítios assim que se criam as famílias mais incríveis que se reunem sempre apesar de estarem em Portugal, em Inglaterra, em Angola ou na China. Foi bom regressar e matar saudades dos professores, dos funcionários e dos espaços que nos viram crescer. Não voltaria atrás no tempo porque não faria qualquer sentido mas é bom saber que fui muito feliz ali e que o tempo não estraga os sorrisos associados aos pensamentos mais banais.

Not Only Photos Set13

Ora então... Boa Páscoa!

QUERIDO PAI NATAL | 1:Face Charity Watch

O cancro é uma merda. É uma doença que nos mostra o quão pequenos somos perante o mundo. É uma doença que retira cedo demais das nossas vidas as pessoas que amamos. Aparece sem aviso prévio, destrói sem piedade e mata sem dar segundas oportunidades. É uma merda. É uma doença que suga todos os esforços, todos os cêntimos e todas as energias não só de quem vai sobrevivendo mas também de quem mantém a esperança de quem vai fraquejando. É uma doença que precisa de apoio financeiro e mentes capazes de fazer investigação na área. Contribuímos?

O 1: Face Charity Watch pode ser visto como um relógio digital normal (e giro) mas, na verdade, é muito mais do que isso. Cada um custa 40$ (o que corresponde a, mais ou menos, 30€) e cada cor apoia uma causa em particular. A luta contra o cancro, a erradicação da fome, a melhoria da educação, a luta contra o HIV, a preservação do ambiente... Causas válidas e importantes que, com certeza, tocarão diferentes pessoas de diferentes formas. O relógio preto apoia a American Society of Cancer e é mais um objecto da minha wishlist.


Obrigada Inês, por me teres motivado a divulgar esta iniciativa e a acabar (finalmente) esta publicação.
Puy - Puys Fotos | via Facebook

Nunca sabemos ao certo o que podemos encontrar numa mala feminina.

CINEMA | Chocolat [2000]

"Chocolat" é um excelente filme. A qualidade dos actores, a qualidade da imagem, a qualidade da banda sonora e, claro, a qualidade do argumento são inegáveis e esta é uma longa-metragem romântica, cómica e dramática que assume um papel importante na reflexão do espectador perante a sociedade, os valores impostos pela igreja e, claro, o "ser diferente" que tanta gente procura mas que poucos conseguem encontrar de forma genuína. 

Logicamente há chocolate por toda a parte e, se estiverem a fazer dieta, talvez não seja a melhor altura para ver "Chocolat" mas aquele que podia ser um filme clássico ou demasiado leve transforma-se numa obra inovadora, criativa, deliciosa e pertinente. Baseando-se na crítica perante a religião e a sociedade, "Chocolat" consegue mostrar (ao contrário de muitos outros filmes) que o erro não está na Religião mas sim na forma como as pessoas se manipulam consoante os objectivos que pretendem alcançar. É uma boa viagem entre aparências, chocolate (muiiiiito chocolate), sentimentos, sensualidade e planos absolutamente magníficos. E tem o Johnny Depp (numa versão mais jovem), que costuma ser motivo para as meninas irem logo investigar este tipo de coisas.



Publicação escrita em parceria com a FOX Life.
Daily Glamorous

Não quero voltar a apaixonar-me. Principalmente sem me livrar destes pedaços dele que ainda vivem em mim. Não quero.

MÚSICA | Eu Não Sei Dizer

Não sei mesmo. Se me perguntarem porque é que acho piada a esta música, eu não sei responder e, se calhar, é mesmo por isso que merece partilha. Toda a gente conhece a "To Give" ou a "Angel Song" mas a "Eu Não Sei Dizer" normalmente passa ao lado do público e é pena. É uma das melhores músicas de sempre dos Silence 4 e diz muito ao dizer que não diz nada. Há tantas coisas que eu não sei... Tantas alturas em que mais valia estar calada... Tantas coisas que não digo por ter medo de dizer coisas erradas... É uma música calma e serve para quase todas as fases da minha vida - desde as fases espectaculares às fases menos boas - porque é propícia a mil e uma interpretações. Os Silence 4 sabem o que fazem.



A versão de estúdio é esta, para quem preferir ignorar a versão ao vivo, do concerto em Guimarães.

Ainda estou no segundo dia deste desafio mas já o fiz uma vez e sei que resulta portanto vou completá-lo! Quem alinha?

MÚSICA | Silence 4 em Guimarães

Toda a gente sabe que o David Fonseca é um dos meus artistas favoritos. Para além de ter pinta todos os dias é um produtor brilhante, partilha comigo o gosto pela fotografia, é um músico incrível e parece-me ser uma das pessoas mais terra-a-terra no mundo dos artistas nacionais. Não me canso de o ver ao vivo e já fui a três concertos dele a solo mas a verdade é que sempre achei que nunca ia ter a oportunidade de o ver em palco com a Sofia Lisboa, o Tózé Pedrosa e o Rui Costa. Os Silence 4 terminaram antes de eu ter idade para ir a concertos e nunca ninguém previu o seu regresso. Mas juntaram-se para comemorar a vitória da Sofia sobre o cancro e eu não podia simplesmente perder este concerto.

Foi lindo, foi incrível, foi maravilhoso e eu quero muiiiiito voltar para o Multiusos de Guimarães. Tivemos direito ao bónus do mini-concerto intimista acústico num segundo palco entre o público e, no geral, foi um concerto muito bom, bem ao estilo da banda. Acho que se fosse para Lisboa este fim de semana voltava a ir vê-los porque, na minha perspectiva, é mesmo um espectáculo que vale a pena. Os quatro meninos sabem o que fazem e, honestamente, adorava que anunciassem um regresso definitivo, com novos álbuns e novidades espectacularmente grandiosas. Quem não foi ao concerto porque não quis levantar o rabo do sofá não sabe o que perdeu! O Multiusos não é o melhor espaço do universo para espectáculos deste género mas não podia ter sido melhor. Acho que até os imprevistos foram planeados (contraditório, eu sei!) para transformar este concerto numa coisa ainda mais especial do que aquela que nós já prevíamos.