Thirteen

INSTAGRAM | Maio 2014

Maio foi um mês muito trabalhoso a nível académico mas foi também um mês bastante emotivo a todos os níveis. O meu primeiro Enterro da Gata foi cancelado devido à tragédia que ocorreu em Abril mas Maio não deixou de ser um mês marcante e memorável graças a toda a gente que me rodeia e graças a todos os momentos significativos que envolvem quem vive a vida académica e as tradições de verdade. Aconteceram mil e uma coisas e eu não podia estar mais grata por me sentir tão viva e tão activa.

Em Maio não ganhei nenhum prémio no Concurso de Fotografia. Votei pela primeira vez. Tive o meu Julgamento de Caloira (e tive, como seria de esperar novamente, a experiência de lavar o cabelo cinco vezes em doze horas para deixar de sentir o cheiro daquela mistela que nem quero saber o que continha), tive a minha primeira Serenata, trajei (e que lindo que foi, ao lado dos meus meninos!) e, em suma, tive momentos que guardarei com carinho para o resto da minha vida. Em Maio partilhei acontecimentos incrivelmente geniais com as pessoas que me compreendem apenas com um olhar. Em Maio houve jantares, gargalhadas e compras. Recebi a máquina de escrever do meu avô. Vi a cidade de Braga transformada num Império Romano e vi o Real Madrid a vencer a Liga dos Campeões. Em Maio voltei aos vestidinhos leves e aos calções (e depois aos botins e aos casacos quentes). Fortaleci relações, entrei várias vezes em turbilhões de emoções e fui feliz.

Maio foi, resumidamente, um mês forte e significativo na medida em que me obrigou a conhecer mais um pedacinho de mim mesma. Foi um mês brilhante ainda que tenha sido, também, imensamente cansativo. Nunca me vou esquecer das palavras mais genuínas, dos olhares que transbordavam orgulho e dos sorrisos mais sinceros. Maio marcou o fim de várias etapas e eu não podia estar mais feliz por ter sido capaz de enfrentar alguns medos. Não podia estar mais feliz por ter recuperado alguns laços e por ter fortalecido outros. Tenho as melhores pessoas do mundo comigo e, neste momento, é só disso que preciso. O resto vem com o tempo, com o trabalho e com o esforço.

the kids are alright | via Tumblr

Nunca me senti tão aliviada. Provavelmente ficarei com 14 a esta cadeira e isso não é (mesmo) nada mau. 

DESPORTO | Adepta de Bancada

Eu gosto mesmo é de ver os jogos na bancada, de sentir a emoção, de ficar quase surda quando a minha equipa precisa de força, de cantar as músicas do clube e de me levantar quando o jogador atravessa o campo todo com a bola aos seus pés e se aproxima da baliza a uma velocidade supersónica. Gosto de gritar golo e de bater palmas sem controlar o barulho quando há um remate certeiro. Gosto de estar perto do acontecimento, perto das claques e perto do banco dos jogadores suplentes. Gosto de estar no meio da confusão desportiva e de levar com a chuva quando não há por onde fugir. Gosto de ter que pôr as mãos à frente da cara quando a bola vem parar às bancadas e gosto de me sentir incomodada com os palavrões infinitos que vão sendo disparados contra o árbitro.

Ir ao Estádio e ficar sentado no Camarote a enfardar croquetes é algo que para mim não faz qualquer sentido. Estar agarrada ao cachecol com os cotovelos apoiados nas pernas e o nervosismo à flor da pele é tão melhor quando estamos a dez metros do jogador que faz o lançamento na linha lateral...! Dispenso os Camarotes, os plasmas e os sofás confortáveis. Eu gosto mesmo é da bancada, do jogo sem repetições e das cadeiras de plástico que voam de vez em quando.

cara <3

WE ARE HAPPY FROM BRAGA. E somos giiiiiros!

VIDA ACADÉMICA | O Fim do Secundário, o Medo e a Nostalgia

Há um ano atrás eu estava em pânico sem me saber definir a mim própria. Não me sentia preparada para deixar o Secundário nem tão pouco me sentia pronta para enfrentar uma mudança tão grande. O monstro das candidaturas assombrava-me diariamente e eu não sabia como o mandar dar uma volta. Não sabia como me defender de tantos palpites e bitaites. Havia demasiadas opções e eu não sabia que caminho devia ou queria seguir. Não sabia a que curso me queria candidatar. Era feliz naquela Escola Secundária. Era muito (mas mesmo muito!) feliz com aquelas pessoas e não me sentia preparada para partir. Não me sentia preparada para as despedidas.

Há um ano atrás eu estava focada na Associação de Estudantes, no Baile de Finalistas e no estudo intensivo para os Exames Nacionais (que se revelaram provas polémicas e cheias de erros absurdos). Tinha uma boa vida sem grandes preocupações e não tinha qualquer vontade de definir o meu futuro assim, de repente. Ao contrário dos meus colegas (que sabiam desde os 10 anos o que queriam e como queriam), eu não fazia ideia. Era incapaz de me imaginar adulta e crescida e os dias passavam sem ligar à minha indecisão. O site da DGES era o mais visitado. 

O medo que eu sentia há um ano atrás - associado à ansiedade e ao desconhecido - faz sentido. Faz parte. E, perante esta conclusão, espero sinceramente que vocês, futuros bichos e futuros caloiros, também o sintam. Desejo-vos o maior sucesso e peço que se esforcem. Dêem o vosso melhor. Aproveitem a Praxe, os Jantares de Curso e de Faculdade, a Tuna, as aulas, as cadeiras e os projectos. Definam os vossos objectivos com calma e despeçam-se do Secundário da melhor forma. Sejam felizes e, daqui a um ano, escrevam um texto como este, em que recordam o medo enquanto se apercebem que não tinham motivos para  o sentirem. Boa sorte a todos.

Follow me? Please xoxo
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Na semana passada nasceu mais uma menina na minha família. Sê bem-vinda, pequenina!

VIDA ACADÉMICA | O Exame do Demónio-Gestor

A professora entregou-me o enunciado do Exame e eu comecei a ver a minha vidinha a andar para trás. Se por um lado sabia que tinha estudado a matéria toda vezes sem conta, por outro sabia também que aquela cadeira não era o meu ponto forte. Nunca foi. E quando olhei para as perguntas que estavam à minha frente (acompanhadas das cotações exageradamente altas) as minhas suspeitas confirmaram-se de imediato. O chão fugiu-me automaticamente dos pés, o mundo tremeu e o meu cérebro decidiu falhar-me. Fiquei quinze minutos a olhar para a folha de respostas sem conseguir sequer escrever uma única linha (algo que nunca me tinha acontecido antes) e comecei a perder a calma. "Recuso-me a entregar uma resposta em branco, quanto mais um exame inteiro" - pensei eu. E lá fui desenhando algumas letras. E lá fui escrevendo aquilo que me parecia certo sem o ser realmente. Estive dentro daquela sala durante mais de horas para nada. Puxei pela cabeça, dei corda à canetinha e escrevi tudo o que consegui respondendo a todas as perguntas da forma mais absurda possível. Escrevi, risquei e voltei a escrever para, possivelmente, receber um email daqui a uns dias a informar-me de que não fui sequer capaz de alcançar uma nota positiva. É triste.

Tumblr

Pizza + Batatas Fritas + Refrigerantes + Final da Liga dos Campeões = Felicidade.

APLICAÇÃO | Zee, The Flea

Há muito tempo que não vos falo de aplicações, de jogos ou de gadgets portanto o lançamento do "Zee, The Flea", criado pela BSB - Bright and Smart Ideas, pareceu-me a desculpa ideal para o voltar a fazer. Esta empresa foi fundada por pessoas que conheci durante este primeiro ano de Faculdade e a verdade é que não podia deixar de divulgar a sua primeira criação: um jogo para smartphones e tablets. Apesar de simples - uma vez que o objectivo do jogo é fazer com que a pulga se desvie do maior número de cães possível - esta é uma aplicação que consegue entreter os miúdos durante as refeições (confirmo!) e que consegue salvar a sanidade mental de quem é obrigado a passar a manhã inteira nas Finanças ou na Loja do Cidadão. É um jogo que, na minha óptica - ainda que seja um pouco suspeita - merece ser divulgado. O Jogo da Pulga irá, com certeza, dar origem a novos projectos e eu estou aqui para os ver chegar.

A vocês, peço que descarreguem o jogo, que apoiem esta ideia, que o testem e que, depois disso, me digam: é viciante (porque sabemos perfeitamente que há pessoas que não descansam até fazerem quinhentos pontos)? É aborrecido (na medida em que é mesmo muito simples e fácil de jogar)?  É giro para passar o tempo de vez em quando? O seu sucesso é imprevisível e a simplicidade do "Zee, The Flea" pode nem agradar toda a gente mas, afinal, como podemos saber sem o testar? Sabemos que, no nosso grupo de amigos, toda a gente tem o jogo mas... e lá fora? Será que as pessoas se interessam? Partilhem opiniões, por favor!


Hoje começa mais uma edição da Braga Romana. Esperemos que a meteorologia mude e colabore porque isto assim não dá!

ALIMENTAÇÃO | American Coffee Shop: Eat Me

Esta cafetaria está localizada no Largo da Senhora-a-Branca em Braga e é, oficialmente, um dos meus locais preferidos para lanchar, estudar, escrever no blogue e passar um tempinho com as pessoas que me fazem feliz. Podia ser um cafézinho normal com um design apelativo, sofás confortáveis e um esquema de cores que me agrada mas, na verdade, é muito mais do que isso. Para além de estar muito bem situado - no Centro da Cidade, perto da minha Faculdade e no caminho para casa! - é um espaço sossegado e, contraditoriamente, bastante jovem. O acesso gratuito à internet é apenas o bónus que nos faz sentir como se estivéssemos em casa enquanto engordamos uns quilos à base das delícias altamente calóricas que se vendem por aqui diariamente. A loja marca pontos pelo seu conceito inovador tipicamente americano, pelo ambiente, pela venda dos produtos inexistentes nos supermercados portugueses e, claro, pela decoração moderna e minimalista que já mencionei anteriormente. 

A única coisa menos boa é, obviamente, o preço destas delícias que - apesar de justificável se comparado com os produtos do mesmo estilo vendidos noutros locais com conceitos semelhantes - não é propício a visitas diárias. De qualquer modo, ninguém me tira as cookies de M&Ms e o Moccha que me enchem completamente as medidas e me fazem lembrar Nova Iorque.

O sofá do cantinho é meu mas, se quiserem, podem ocupar as outras mesas que eu não me importo nada. Se vierem passear pela minha cidade magnífica (quem sabe até durante a Braga Romana que começa já amanhã!), não deixem de espreitar esta "American Coffee Shop" que se afirma através do seu nome sugestivo: "Eat Me".


Obrigada por me teres levado lá e por teres partilhado este tesourinho comigo, Gui!
summeeeer ^.^ :P | Tumblr

E eu quero tanto que chegue a segunda quinzena de Junho...!

LUCKY 13 | Escrevo Porque Sim

Escrevo sobre o óbvio e sobre o polémico. A cores e a preto e branco. Escrevo sobre moda e sobre beleza. Sobre política e sobre religião. Escrevo sobre mim e sobre as minhas pessoas. Sobre os desconhecidos que passam por mim na rua e sobre aqueles que estão do outro lado do mundo. Escrevo sobre as lágrimas que me escorrem pela cara e sobre os sorrisos que iluminam os meus dias. Sobre as gargalhadas das crianças e sobre os amuos dos meus amigos. Escrevo sobre as viagens que faço e sobre o chão que quero pisar. Sobre as gordices que como e sobre as roupas que completam o meu estilo pessoal. Escrevo sobre o que escrevo e sobre o que vocês escrevem. Escrevo porque gosto. Porque posso. Porque me apetece. Porque quero. Porque sim.

Sinto que tenho um estilo de escrita muito característico e ainda que seja muito simples e nada complexo é também muito, muito meu. Até pode nem ser nada de extraordinário mas identifica-me na perfeição e eu não poderia - nunca - pedir algo que me deixasse mais realizada relativamente a esta pequenina parte da minha vida. Escrevo duma forma bastante acessível. Escrevo como se vocês estivessem ao meu lado e a voz me falhasse. Escrevo sobre tudo e sobre nada mas escrevo, sempre, de acordo com os meus ideais e da forma mais sincera e genuína que consigo. Resmungo, elogio, recordo e informo. Partilho aquilo que me inspira e converso com o mundo sobre aquilo que me irrita e chateia. Às vezes pergunto-me o que poderia mudar nos conteúdos deste blogue mas as minhas divagações vão sempre dar ao mesmo: nada. Escrever sem filtros só porque sim, sem qualquer tipo de obrigações, é a melhor coisa do mundo e vocês deviam experimentar, em vez de escrever freneticamente em busca de seguidores, parcerias e ofertas.

Untitled
Daily Glamorous

"A melhor rede social ainda é uma mesa rodeada de amigos" - Nem mais. Ninguém me tira os cafés na esplanada com as minhas pessoas.

TELEVISÃO | Shark Tank

Aqui está um programa de televisão que vejo sempre que tenho oportunidade. Shark Tank - ou O Lago dos Tubarões, em português - é um reality show transmitido na Sic Radical e que consiste, basicamente, em apresentações de produtos de todos os tipos por parte de empresários que procuram convencer cinco milionários a investir nas suas ideias de negócio. Eu cá acho que os concorrentes (será que lhes posso chamar assim?) vão até ao estúdio para ter publicidade gratuita mesmo quando sabem perfeitamente que não vão arrancar sequer um cêntimo dos investidores mas, ainda assim, gosto de conhecer as ideias brilhantes (ou desastrosas) que vão surgindo em terras americanas.

É um programa diferente do habitual apesar do seu formato simples. Capta a atenção do espectador e traz-nos conhecimentos actuais sobre a economia mundial, o mercado interno americano e o mercado externo. Confesso que fico fascinada com a diversidade de produtos, de empresas e de negócios propostos, já para não falar que há sempre o factor surpresa antes do candidato começar a tentar convencer os cérebros milionários (que fazem sempre as escolhas mais acertadas e estratégicas) de que o seu negócio é o ideal. É uma série que, para além de nos ensinar a pensar de forma distinta perante a observação dos produtos e do respectivo mercado, também nos mostra boas e más apresentações que podem funcionar como vídeos de aprendizagem para as nossas próprias apresentações e entrevistas. É um daqueles programas que provavelmente em Portugal não funcionaria mas que, nos Estados Unidos, - e, especialmente, da forma como foi criado - faz todo o sentido. Já descobri tantas pessoas que enriqueceram graças a produtos parvos que é caso para dizer que nunca se sabe se a ideia mais estranha e simples não é, na realidade, a mais brilhante.

Máquina de escrever pensamentos.

Neste fim de semana recebi uma máquina de escrever. Gosto tanto destas coisas...!

AMOR | "Esse traje..."

"Já te disse que ficas mesmo linda trajada?" - ouvi eu quando atendi o telemóvel. Olhei para o lado e lá estava ele com aqueles olhos de quem diz "Gosto mesmo de ti" sem sequer precisar de palavras. Sorri enquanto desligávamos a chamada e caminhávamos ao encontro um do outro. Trajar ao lado dele fez todo o sentido para mim e sinceramente não esperava que fosse tão bom. Perdi a conta aos elogios que ouvi nesse dia. Senti o orgulho de quem me viu crescer e a paixão de quem me acompanhou. Diz ele que o traje me fica bem e que tem tudo a ver comigo. Talvez tenha.

Aladin..

Dura mais de um ano e vale cada cêntimo. Este corrector da Benefit é o meu favorito. Alguém já experimentou?

VIDA ACADÉMICA | "Podes Traçar a Minha Capa?"

Na sexta-feira, depois da minha madrinha académica o ter feito, pedi ao João que me traçasse a capa. Sem planear, naquele momento olhei para o lado e fez todo o sentido dirigir-me a ele para cumprir esse ritual. "João, traças-me a capa?" - pedi já com as lágrimas a querer saltar dos meus olhos. "A sério?!" - perguntou ele, ainda meio incrédulo. "Por esta é que não esperavas, hã?" - respondi com um sorriso. "Eu espero sempre tudo mas assim, de surpresa, é muito melhor" - confessou. Reparei no orgulho. Sei (e ele também sabe) que muita gente se dirigiu a ele por ele ser o expoente máximo da nossa hierarquia académica. Sei que muita gente lhe fez tal pedido por ele sustentar a condição de Dux Veteranorum e não por ser o João. No entanto, eu fi-lo sem ligar a estatutos. Quando lhe pedi que me traçasse a capa, fi-lo de forma genuína. Porque é um acto simbólico, porque é uma maneira de mostrar que o tenho em boa conta e porque é uma forma de agradecimento sincera. É certo que nem sempre fomos muito próximos e também é certo que nem sempre concordei com tudo o que foi acontecendo mas a verdade é que ele foi uma das pessoas que mais me marcou dentro daquela Faculdade nos últimos meses, sobretudo nas alturas mais complicadas.

"Espero que tenhas muito sucesso e espero que saibas que estou aqui se precisares de alguma coisa. És a gaja mais tola da nossa Praxe e eu nunca me vou esquecer disso." - brincou, depois de me dizer algumas coisas que guardo com todo o carinho.  "Ah! E agora já podes dizer que eu sou o melhor presidente que alguma vez conheceste..." - finalizou, fazendo referência à discussão que tivemos logo na primeira Praxe (ele teimava que era o Melhor Presidente da história das Associações de Estudantes e eu contrariava e dizia que não). Na noite da Serenata não respondi à provocaçãozinha. Olhei-o nos olhos e sorri. "Desta vez não vou dizer nada, só para não te contrariar" - retorqui uns segundos depois. "Obrigado por ontem" - disse-me ele no dia seguinte. E foi o agradecimento mais sincero que já ouvi ainda que tenha sido, também, completamente desnecessário. Eu é que tenho de agradecer. Por tudo. Obrigada.

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Aqui está o vídeo completo da Street Mob Dance de 2014. Aprovado?

VIDA ACADÉMICA | Serenatas e Imposição de Insígnias

Nunca mais vou esquecer a sensação de vestir oficialmente o traje pela primeira vez, a euforia antes da Serenata ou os sorrisos daquela noite, sempre acompanhados pelos olhinhos brilhantes de quem se está a controlar para não se armar em torneira. Nunca me vou esquecer do momento em que tivemos a família académica toda reunida (o avô, a madrinha, eu e os meus sete irmãos) para tirar fotografias. Nunca me vou esquecer da forma como eles me traçaram a capa (primeiro a Helena, como Madrinha, e depois os meninos que eu achei que deviam fazê-lo também), das palavras que me disseram e dos pormenores que ficaram só entre nós. Nunca me vou esquecer do coração a bater no silêncio das capas negras enquanto o João e o Adolfo cantavam as músicas que passaram a fazer todo o sentido para todos nós. Foi um momento bastante íntimo e especial. Toda a gente se conhecia. Toda a gente estava ali por um motivo e ninguém estava lá "só para fazer número". As pessoas que me acompanharam neste ano lectivo e que estavam na mesma condição que eu estavam todas lá e eu não podia ter pedido algo melhor. A minha primeira serenata tinha tudo para correr mal e, mesmo assim, foi perfeita. Mais tarde, em frente à Sé de Braga, conversámos sobre tudo e sobre nada e recebemos mil e uma recomendações que escutámos com cuidado (e que se repetiram no dia seguinte, no local da Faculdade onde tivémos as nossas primeiras Praxes). O traje é agora a minha roupa favorita e é, na realidade, mais do que uma simples roupa. Ser capaz de sentir o seu valor sem duvidar dá-me acesso a uma sensação fantástica que já está entranhada na minha pele como se fosse o perfume que não podemos colocar quando trajamos. Que venham as bocas e os desafios. Só quem o veste e lhe atribui tamanho simbolismo é que sabe do que falo e eu espero sinceramente que os futuros caloiros tenham direito a momentos tão incríveis que os façam entender isto - como eu tive.

Os últimos dois dias foram bastante emotivos. Recebemos uma etapa nova - de maior responsabilidade, - e estivemos presentes para ver os finalistas a despedirem-se da academia que os acolheu. Recebemos as nossas insígnias, partilhámos capas e registámos momentos que valeram a pena. Há coisas que não se esquecem e eu, neste momento, tenho a certeza que vou honrar cada centímetro do meu traje (ou não fosse eu a pessoa que reclama sempre que vê alguém mal trajado ou a cometer erros parvos de senso comum para quem o veste carregado de simbolismo). Foram os detalhes que fizeram com que os últimos dois dias fossem tão especiais e eu fico imensamente feliz por ter conseguido estar à altura (e por ter uns sapatos que não me causam qualquer desconforto ou dor!). Sei que vou honrar o meu traje e que vou valorizar cada etapa. Por agora, resta-me agradecer à minha Madrinha e a todas as pessoas que me acompanharam (principalmente àqueles a quem pedi para me traçarem a capa). Como se costuma dizer: a primeira vez nunca se esquece. E que bom que é saber que vou sempre recordar com carinho estes dias...!


Noite de Serenata. Hoje irei trajar pela primeira vez e a Helena irá traçar-me a capa. Tenho a certeza que será inesquecível.

QUOTIDIANO | Estou Pronta!

Falta a praia, faltam os biquínis e faltam as fotografias debaixo de água. Falta o cheiro a protector solar e falta a areia colada nos pés. Falta o sal no cabelo, o pôr do sol com a camisola de capucho vestida e as brincadeiras dentro da piscina. Faltam as festas na praia e nos telhados dos edifícios a que decidimos ir sem planear. Faltam os festivais, os vestidos leves, as sandálias de cunha e os sorrisos instantâneos. Falta o Verão. Falta ser feliz como sou sempre em dias de Verão e falta estar pronta para dias compridos e noitas longas e quentinhas. Que venham os sorrisos, as viagens num carro cheio de amigos e a música nas colunas enquanto jantamos na varanda ou no jardim. Que venham as máquinas de roupa cheias de calções, tops e toalhas de praia. Que venham os gelados, os óculos de sol e os refrigerantes fresquinhos na esplanada. Que venham as danças parvas, as marcas do biquíni e as lutas à beira mar. Que venha o Verão sem preocupações nem testes ou exames e que os dias quentes e solarengos se mantenham. Que venham os passeios ao final da tarde e o sofrimento de vestir uns collants de bailarina para as aulas. Há coisas que nunca deviam ir embora e para mim há duas que me deixam verdadeiramente feliz: o amor e o Verão. Não há época do ano mais tranquila. Por mim era assim sempre e nunca nos faltava nada.

Let's Go

Soube disto hoje de manhã e recebi agora a confirmação: apesar do cancelamento do Enterro da Gata, teremos Cortejo Académico.