VIDA ACADÉMICA | Serenatas e Imposição de Insígnias

Nunca mais vou esquecer a sensação de vestir oficialmente o traje pela primeira vez, a euforia antes da Serenata ou os sorrisos daquela noite, sempre acompanhados pelos olhinhos brilhantes de quem se está a controlar para não se armar em torneira. Nunca me vou esquecer do momento em que tivemos a família académica toda reunida (o avô, a madrinha, eu e os meus sete irmãos) para tirar fotografias. Nunca me vou esquecer da forma como eles me traçaram a capa (primeiro a Helena, como Madrinha, e depois os meninos que eu achei que deviam fazê-lo também), das palavras que me disseram e dos pormenores que ficaram só entre nós. Nunca me vou esquecer do coração a bater no silêncio das capas negras enquanto o João e o Adolfo cantavam as músicas que passaram a fazer todo o sentido para todos nós. Foi um momento bastante íntimo e especial. Toda a gente se conhecia. Toda a gente estava ali por um motivo e ninguém estava lá "só para fazer número". As pessoas que me acompanharam neste ano lectivo e que estavam na mesma condição que eu estavam todas lá e eu não podia ter pedido algo melhor. A minha primeira serenata tinha tudo para correr mal e, mesmo assim, foi perfeita. Mais tarde, em frente à Sé de Braga, conversámos sobre tudo e sobre nada e recebemos mil e uma recomendações que escutámos com cuidado (e que se repetiram no dia seguinte, no local da Faculdade onde tivémos as nossas primeiras Praxes). O traje é agora a minha roupa favorita e é, na realidade, mais do que uma simples roupa. Ser capaz de sentir o seu valor sem duvidar dá-me acesso a uma sensação fantástica que já está entranhada na minha pele como se fosse o perfume que não podemos colocar quando trajamos. Que venham as bocas e os desafios. Só quem o veste e lhe atribui tamanho simbolismo é que sabe do que falo e eu espero sinceramente que os futuros caloiros tenham direito a momentos tão incríveis que os façam entender isto - como eu tive.

Os últimos dois dias foram bastante emotivos. Recebemos uma etapa nova - de maior responsabilidade, - e estivemos presentes para ver os finalistas a despedirem-se da academia que os acolheu. Recebemos as nossas insígnias, partilhámos capas e registámos momentos que valeram a pena. Há coisas que não se esquecem e eu, neste momento, tenho a certeza que vou honrar cada centímetro do meu traje (ou não fosse eu a pessoa que reclama sempre que vê alguém mal trajado ou a cometer erros parvos de senso comum para quem o veste carregado de simbolismo). Foram os detalhes que fizeram com que os últimos dois dias fossem tão especiais e eu fico imensamente feliz por ter conseguido estar à altura (e por ter uns sapatos que não me causam qualquer desconforto ou dor!). Sei que vou honrar o meu traje e que vou valorizar cada etapa. Por agora, resta-me agradecer à minha Madrinha e a todas as pessoas que me acompanharam (principalmente àqueles a quem pedi para me traçarem a capa). Como se costuma dizer: a primeira vez nunca se esquece. E que bom que é saber que vou sempre recordar com carinho estes dias...!

5 comentários:

  1. Fico mesmo feliz por ti, Carol! Beijinho gigante*

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  2. Como te entendo *-*
    Fico mega feliz por ti :)

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  3. Parabéns pela 357349534759ª vez :)
    pestes queridas do meu coração... espero que saibam que continuam na mesma debaixo da asa da madrinha ... isto é, vão continuar a sofrer na mesma até sempre :D

    https://www.youtube.com/watch?v=035FUgVlnyY

    ;)

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  4. Espero conseguir sentir a mesma coisa em maio!

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