Thirteen
So cute

A minha família ia receber um Guilherme mas afinal vai ser uma Alice... Oops!

FOTOGRAFIA | Homens Comuns vs Modelos de Roupa Interior

Com o objectivo de mostrar o contraste entre a realidade do quotidiano e a ilusão promovida pelos meios de comunicação, o jornal britânico "The Sun" aliou-se ao fotógrafo Jenny Francis e publicou um conjunto de fotografias divertidas que retratam a realidade dos corpos masculinos. O mundo real não é construído à base de edições de imagem ou bronzes artificiais e este conjunto de fotografias - à semelhança do que acontece com as publicidades da Dove - vem mostrar isso mesmo. 

Os quatro homens comuns que alinharam na brincadeira vestem, nestas imagens, peças de roupa interior de marcas de renome - como Calvin Klein ou Emporio Armani, por exemplo - e imitam as poses dos modelos que protagonizam os cartazes originais. Nenhum deles teve problemas em colocar-se ao lado de figuras como Cristiano Ronaldo e David Beckham (entre outros) e o resultado divertido, provocante e encorajador para os muitos homens que não se enquadram nos padrões pré-definidos pelas marcas está à vista de todos. O contraste fez-me rir!


Mais fotografias aqui.

Sinto que não conseguiria ser anónima na blogosfera. Ter que filtrar o que escrevo não é para mim.

INSTAGRAM | Junho 2014

Sinceramente, à excepção da pressão das frequências, dos trabalhos e dos exames finais, não consigo lembrar-me de algo desastroso que mereça referência nesta reflexão. Está bem que a Matilde foi para arranjar no início do mês e é certo que Portugal foi eliminado do Mundial mas, à excepção disso e das discussões completamente dispensáveis que também existiram (e que fazem parte!), não me consigo lembrar de nada realmente mau. Junho foi um mês incrível e é só essa felicidade que quero recordar. Os quadradinhos que publiquei no Instagram puxam-me para um mar de excelentes memórias e é isso que me faz continuar com esta rubrica mensal. Ter onde registar o melhor das minhas semanas é uma mais-valia.

A primeira quinzena de Junho foi complexa mas a segunda foi mais relaxada. O meu quarto esteve permanentemente (ou na maioria dos dias, vá) arrumado e as dúvidas também não saíram das gavetas cerebrais que formam o meu ser. Houve algodão doce e fogo-de-artifício, sorrisos e beijinhos, abraços e cafés até às tantas. Houve máquinas analógicas, rolos e fotografias instantâneas. Houve o Cortejo Académico, o aniversário do meu pai, jantares e saídas nocturnas. Em Junho tive direito a palavras incríveis, a férias, a reacções impagáveis e a uma Gala de Fim de Ano que guardo com todo o carinho. Junho foi um bom mês ainda que a meteorologia tenha andado um bocado esquizofrénica. Resta-me esperar pelo sol de Julho na praia e por uma Matilde de regresso a casa. Esta selecção não demonstra nem metade da quantidade de sentimentos e ocupações que fizeram do meu mês o que ele foi e eu não podia estar mais feliz por isso.


Eu? Ontem. Então e vocês?

EVENTO | A Gala de Fim de Ano da UCP

Ontem vesti o meu vestido longo e calcei as minhas sandálias de salto metalizadas que só saem da caixa em dias - ou noites - especiais. Pintei as unhas, ondulei o cabelo e maquilhei-me duma forma diferente do habitual. O Hotel Meliã em Braga foi o espaço escolhido para o jantar da nossa Gala de Fim de Ano e a verdade é que não podia ter corrido melhor. Houve boa disposição, não houve qualquer tipo de chatice e, para mim - que não sou como os gordichões que me acompanharam e não me alimento em quantidades industriais, como eles - houve boa comida e muitos risos. Não éramos muitos mas éramos impecáveis e tínhamos pinta.

Infelizmente a Matilde não esteve presente e portanto resta-me esperar pelas fotografias oficiais (fotografias essas em que, com certeza, estarei com cara de pónei) mas, de qualquer forma, guardo com todo o carinho os momentos que formaram a noite mais elegante dos últimos meses. Isso já ninguém nos tira. E foi bom parecer uma rapariga a sério por umas horas.

Tumblr

Gala de Fim de Ano, aqui vamos nós!

LIVRO | Style

Para quem gosta de moda e beleza, para quem quer saber mais sobre o assunto e para quem não sabe nada sobre isso mas gostava de saber, este livro é uma excelente compra. Para além de ser escrito pela rapariga que sabe o que faz no que à sua aparência diz respeito, "Style" é um livro esteticamente apelativo e com um conteúdo incrível relacionado com os temas mais femininos e fúteis do nosso quotidiano. É um livro versátil, colorido, organizado, repleto de tutoriais - e dicas maravilhosas! - e óptimo para consulta. 

Foi-me oferecido por uns amigos num dos meus aniversários e, na verdade, eu não podia ter ficado mais contente com o presente. Sou fã incondicional da simplicidade do estilo da Lauren Conrad - uma miúda sempre gira e elegante que não cai no exagero que a red carpet por vezes provoca nas vedetas - e sinto que o "Style" retrata exactamente o que ela é e como vê o mundo da moda. Se não pescam nada de inglês não o comprem mas, se gostam do estilo da Lauren e se se interessam pelos temas femininos que assombram este mundo, recomendo vivamente que o adquiram. Vale a pena. É dos melhores livros que conheço dentro da temática e confesso que estou até tentada a comprar o "Beauty" - o livro lançado depois, mais direccionado para a área da beleza e das maquilhagens.


Não gosto nada da mariquice do acordo ortográfico. Eu cá continuo a escrever "pára" em vez de "para".

AMOR | Quando Gosto, Gosto a Sério

Sou exigente e tenho perfeita noção disso mas não o vejo como um defeito desastroso. Não sou fácil de aturar exactamente porque dou tudo e exijo a mesma coisa. Entrego-me da melhor forma que consigo e sou incapaz de viver na incerteza ou de gostar a meio-gás. Quando gosto, gosto a sério e não consigo "ver no que dá" se não sentir o peso dum camião-tir a fazer equilibrismo nas minhas pernas sempre que a pessoa com quem estou me dá a mão ou me diz coisas bonitas com um brilho no olhar. Não gosto de relações com data de validade e não me identifico com a leviandade com que a minha geração trata os beijos, os abraços, os namoros e o sexo. Eu sou exigente e até posso ser do piorio mas caramba, eu sou das que dá a volta ao mundo pelas pessoas que ama e que tem orgulho no que faz e isso já ninguém me tira. É pedir muito que os pequenos gestos que valorizo com tudo o que tenho - invisíveis aos olhos alheios - permaneçam independentemente das circunstâncias?

farkyeahgossipgirl:

Gossip Girl Challenge: Best Line
"Destiny is for losers. It’s just a stupid excuse to wait for things to happen instead of making them happen." - Blair Waldorf

Independentemente do apuramento da Selecção Nacional, quais são as vossas apostas para o jogo contra o Gana?

SOLIDARIEDADE | #Pic4Polio

O objectivo da campanha é simples: ajudar a erradicar a Poliomielite. Falta apenas 1% para a extinção do vírus que provoca a Paralisia Infantil e todos podemos contribuir! Como? Basta tirar uma selfie com o polegar e o indicador intervalados e, de seguida, partilhá-la pelas redes sociais (Instagram, Facebook, Twitter...) usando, ao mesmo tempo, a hashtag #Pic4Polio. Graças à parceria entre a ONU, a Unicef, a Rotary e a Bill&Melinda Gates, por cada fotografia válida partilhada (e isto significa que fotos de mãos não contam se não fizerem parte duma verdadeira selfie!) uma vacina será administrada a uma criança.

As fotografias com "o gesto do suissinho" não são apenas mais uma moda caprichosa de quem não faz nada da vida e precisa dum entretenimento narcisista. As selfies com a hashtag #pic4polio são, na verdade, uma forma de ajudar. Eu já alinhei na campanha e espero sinceramente que vocês façam o mesmo. Nunca é demais relembrar que um pequeno gesto pode salvar vidas e, na verdade, esta campanha solidária não podia ser traduzida num desafio internacional mais simples. Como prova do meu interesse pelo desafio em questão e como forma de motivação, aqui está a minha fotografia, partilhada esta semana no Instagram e no Facebook:

50's 🔺

Na vida... Branco ou Preto?

DESPORTO | Os Seleccionadores Nacionais

Porque raio é que a nacionalidade do indivíduo não é um impedimento para o desempenho do cargo de treinador duma Selecção?! Quer dizer, os jogadores têm de ter a nacionalidade do país em questão para poderem jogar na Selecção Nacional (e muito bem, que isto é para mostrar o que temos de melhor e não para fazer um campeonato geograficamente mais abrangente!!) e o treinador pode ser encomendado assim, com duas de treta e graças a um salário chorudo e um jacto privado? Não está correcto!

Toda a gente sabe que o mundo do futebol está repleto de interesseiros que se baseiam apenas no factor económico e que ignoram por completo o factor da qualidade desportiva. Não acham que esta questão poderá ser, também, uma forma de corrupção desportiva beseada na aliança dos interesses emocionais e profissionais? Fica aqui registado que se eu alguma vez mandar neste mundo, os Seleccionadores Nacionais terão de ter a nacionalidade do país onde fazem o seu trabalhinho. Todos os factores que poderão sugerir conflitos de interesses serão eliminados, que estas mariquices dos resultados alterados ou acordados previamente são uma vergonha para o desporto internacional.

<3

E ninguém me tira a ideia que o jogo entre os EUA e a Alemanha já está acordado. Vai resultar num empate e vão os dois de mãos dadas para os oitavos. Espero estar enganada.

Amor é mesmo isto.

AMIZADE | A Maior Rede de Obrigados

Para contrariar os agradecimentos que ficam pelo caminho, os CTT criaram "A Maior Rede de Obrigados". Esta campanha, que nos permite enviar cartas de forma gratuita (e sem sair de casa!) para as pessoas que merecem ouvir (ou, neste caso, ler) um agradecimento sincero, consiste apenas no preenchimento deste formulário e não podia ser mais simples. Colocamos o remetente e o destinatário, escrevemos a mensagem, pré-visualizamo-la se assim preferirmos e... enviamos! Os CTT fazem o trabalho seguinte e levam as nossa mensagens (impressas e em formato de carta) às pessoas que merecem ser valorizadas. Num mundo onde as tecnologias se apoderam do nosso quotidiano e num universo onde as cartas estão praticamente extintas, receber um miminho destes vale ouro.

Não desperdicem esta oportunidade de fazer alguém sorrir! Não digam que são os pequeninos momentos e as pequeninas surpresas que importam... Demonstrem! Escrevam meia dúzia de linhas em cinco segundos e melhorem o dia das pessoas que são realmente importantes para vocês. Digam-lhes que se lembraram delas sem mais nem menos e agradeçam. Pelo bolo de chocolate, pelos abraços, pelos sorrisos, pelos momentos, pelos apontamentos relativos àquela frequência terrível... Por tudo. Não sejam tontos... Agradeçam! Porque um "obrigado" vale mais do que muita coisa e eu já enviei dois no mês passado. Sejam ladrões de sorrisos!


Esta campanha começou no dia 9 de Maio e está disponível até ao dia 30 de Junho. Apressem-se!
Nestl

Nesta Copa do Mundo gosto particularmente do facto das vuvuzelas estarem quase extintas. 

SWEET CAROLINE | Para Reler Sempre Que Necessário

"Depois de algum tempo aprendes a diferença, a subtil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. E aprendes que amar não significa apoiar e que companhia nem sempre significa segurança. E começas a aprender que beijos não são contratos e que presentes não são promessas. Acabas por aceitar as derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança. E aprendes a construir todas as tuas estradas de hoje porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos e o futuro tem o costume de cair em vão. Depois de algum tempo aprendes que o sol queima se te expuseres a ele por muito tempo. Aprendes que não importa o quanto tu te importas, simplesmente porque algumas pessoas não se importam. E aceitas que apesar da bondade que reside numa pessoa, ela poderá ferir-te de vez em quando e que precisas perdoá-la por isso. Aprendes que falar pode aliviar dores emocionais. Descobres que se leva anos para se construir a confiança e apenas segundos para destruí-la e que poderás fazer coisas das quais te arrependerás para o resto da vida. Aprendes que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que tens na vida, mas quem tens na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprendes que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebes que o teu melhor amigo e tu podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobres que as pessoas com quem tu mais te importas são tiradas da tua vida muito depressa e que por isso deves sempre despedir-te das pessoas que amas com palavras amorosas porque pode ser a última vez que as vês. 

Aprendes que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós mas que nós somos responsáveis por nós mesmos. Começas a aprender que não te deves comparar com os outros, mas com o melhor que podes ser. Descobres que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que se quer ser, e que o tempo é curto. Aprendes que ou controlas os teus actos ou eles te controlarão e que ser flexível nem sempre significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, existem sempre os dois lados. Aprendes que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer enfrentando as consequências. Aprendes que paciência requer muita prática. Descobres que algumas vezes a pessoa que esperas que te empurre, quando cais, é uma das poucas que te ajuda a levantar. Aprendes que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que tiveste e com o que aprendeste com elas do que com quantos aniversários já comemoraste. Aprendes que há mais dos teus pais em ti do que supunhas. Aprendes que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são disparates. Poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso. Aprendes que quando estás com raiva tens o direito de estar com raiva, mas que isso não te dá o direito de ser cruel. Descobres que só porque alguém não te ama da forma que desejas não significa que esse alguém não te ame com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam mas que simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso. Aprendes que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém e que algumas vezes tens que aprender a perdoar-te a ti mesmo. Aprendes que com a mesma severidade com que julgas, poderás ser em algum momento condenado. Aprendes que não importa em quantos pedaços o teu coração foi partido, o mundo não pára para que tu o consertes. Aprendes que o tempo não é algo que possa voltar para trás. 

Portanto, planta o teu jardim e decora a tua alma ao invés de esperares que alguém te traga flores. E aprendes que realmente podes suportar mais, que és realmente forte e que podes ir muito mais longe depois de pensar que não podes mais. Aprendes que a vida tem valor e que tu tens valor diante da vida! As nossas dádivas são traidoras e fazem-nos perder o bem que poderíamos conquistar se não fosse o medo de tentar."

RESORT | Kayture

Um texto que faz sempre sentido.
Endless of possibilities | via Tumblr

Adorava saber as minhas notas finais... A sério que sim!

FOTOGRAFIA | Máquina Lomográfica: Fisheye

Apesar da minha colecção não ser enorme, sinto que tenho um conjunto bastante completo no que diz respeito a máquinas fotográficas. São apenas quatro mas enchem-me as medidas e permitem-me captar os meus momentos de quatro formas distintas, o que é óptimo. Quem gosta de fotografia - ou quem percebe um bocadinho mais sobre este tema - entende exactamente o que eu quero dizer com isto. Cada máquina fotográfica - seja analógica ou não - é diferente. Para cada ambiente, para cada luminosidade, para cada condição e para cada efeito pretendido há sempre uma máquina ou uma lente que se adapta melhor. Neste aspecto tenho uma pequena colecção muito interessante uma vez que nenhuma delas substitui a anterior. Tenho uma máquina fotográfica compacta (todo-o-terreno), tenho uma máquina mais profissional (quem não conhece a Matilde?!) e tenho duas outras câmaras peculiares, sendo que uma delas é a minha máquina lomográfica.

A lomografia é, resumidamente, um movimento fotográfico que utiliza máquinas de baixo custo e que salva as fotografias palpáveis da exterminação num mundo onde tudo é digital. Apesar de ser, de certa forma, um investimento constante (os rolos e a revelação levam-nos à falência, daí a minha hesitação sempre que fotografo em analógico), é também uma opção muito interessante para desenvolver a nossa paixão pela fotografia no seu estado mais incrível, envolvente e genuíno. Estas máquinas não são mais do que bocados de plástico e, para ser completamente honesta, não passam de brinquedos (até são chamadas de "Toy Cameras") mas são uma forma singular de captar momentos e de obter efeitos bastante artísticos.

Eu tenho uma Lomo Fisheye 2 resultante duma edição limitada solidária de apoio à Cruz Vermelha Japonesa. É uma máquina muito simples que capta momentos com apenas um efeito - o olho de peixe - e não há muito que saber no que diz respeito ao seu modo de funcionamento: é rodar o rolo, ligar o flash se acharmos necessário, aproximar o mais possível do objecto que pretendemos fotografar e carregar no botão de disparo. Feito. O lema da lomografia é mesmo "fotografar sem pensar" por isso não há grande ciência. Convém apenas ter em atenção o tipo de rolo e as condições de ambiente que temos à nossa disposição adaptando a exposição (prolongada, curta ou normal) para obtermos diferentes efeitos. Não há edição, não há ajustes de zoom. Não há nada a não ser a nossa perspectiva sobre o mundo e algum talento.

Não vou mentir: no meu primeiro rolo - que serve para conhecer a máquina! - muitas das imagens foram para o lixo. Se investem numa máquina lomográfica têm de estar preparados para uma pequenina desilusão e para surpresas muito agradáveis quando a usam pela primeira vez. Por muitos manuais que leiam, as primeiras fotografias serão o oposto daquilo que esperam e isso pode ser muito bom ou péssimo. Esta é, na verdade, a única desvantagem duma máquina de rolo que nunca utilizámos antes: só podemos conhecer os erros quando vemos as fotografias depois de as revelarmos. De qualquer modo, estas máquinas menos complexas só vêm desenvolver as nossas capacidades. São um investimento incrível (e contínuo...) para quem gosta da fotografia no seu estado mais puro. São aparelhos fantásticos se quisermos treinar a nossa visão e o nosso olho fotográfico. Cada fotografia tem um encanto diferente e a Fisheye tem sido uma boa companhia agora que a Matilde está na oficina. Todas as fotografias de aquário são engraçadas (até as más). Estou apaixonada. Os interessados poderão comprar este tipo de câmaras (que existem com efeitos muito diversos) na FNAC ou em lojas locais. Na zona de Braga, sei que existem na Conceito X. Convencidos?

She

Tive 16 na última frequência de Direito do Turismo - a cadeira do demónio! 16!!!

VIDA ACADÉMICA | A Comparação Que Ninguém Faz

A propósito deste texto da Inês surgiu em mim uma vontade imensa de demonstrar também a minha opinião como estudante universitária duma Instituição Privada. Como (quase) todos vocês sabem (especialmente se acompanham o meu Instagram ou a Página do Facebook do Blogue), eu estudo na Universidade Católica Portuguesa. Terminei o Secundário em Línguas e Humanidades no Ensino Público com uma média ideal de 17,7 (que, para registo, me dava acesso a QUALQUER par instituição/curso do meu interesse) e acabei por escolher Turismo.

No Ensino Público (incluindo Universidades e Institutos Politécnicos) a média para o curso que eu pretendia era de 14 valores no máximo. Concorri pelo site da DGES - como toda a gente fez - e entrei sem surpresas. Trabalhei para alcançar bons resultados durante três anos e tinha média para arriscar e acertar à primeira portanto não estava minimamente preocupada com o acesso ao Ensino Superior. No entanto, preferi esquecer essa minha candidatura e ingressar na Católica. A Universidade em questão está, na minha perspectiva, bem conceituada na área da Gestão, da Economia e da Comunicação (tanto aqui como lá fora) e isso, parecendo que não, é uma mais valia para a minha própria licenciatura. 

Eu entrei na Privada porque quis e neste aspecto sou como a Inês. Estudo na Privada porque olhei bem para todas as opções antes de me decidir e porque fiz comparações detalhadas entre planos curriculares, docentes, gastos e condições. Se hoje sou aluna da Católica é porque o escolhi ser (ainda que houvesse muita gente a dizer-me que era "um desperdício" eu estudar "numa Católica"). Se hoje sou aluna da Católica é porque a Instituição reúne as condições que eu procurava. Dizerem-me que o meu curso é mau só porque estou numa Privada é apenas ridículo. É tentarem incendiar-me só com a ponta dum fósforo e sem isqueiro e, pior, é gozarem com a vossa própria inteligência. 

Digo-vos, com toda a certeza e com conhecimento de causa, que o plano curricular do curso de Turismo na Católica é dos melhores a nível nacional e que isso só vem provar o que eu tenho vindo a defender durante os últimos meses: todas as Universidades têm pontos fracos e pontos fortes. Nenhuma Universidade é boa em todos os cursos e exemplo disso é a Universidade de Coimbra, que é fantástica no que ao Direito diz respeito mas que é péssima na área do Turismo uma vez que tem um plano curricular que não internacionaliza os alunos e que os restringe a determinadas saídas profissionais. A Católica é excelente em todas as áreas? Não, claro que não. As Privadas têm cursos que não lembram ao Diabo? Têm, claro que têm. Mas as Universidades do Porto, de Aveiro, do Minho, de Lisboa, de Coimbra ou doutros locais também não são excelentes em todas as áreas e também têm cursos que não servem para nada. Escolher a Católica em detrimento duma Pública apenas significa que as opções no Ensino Estatal não correspondiam àquilo que eu procurava. Significa que eu pensei pela minha própria cabecinha em vez de ser influenciada pelos meios de comunicação e pelas opiniões do "disse que disse".

Asseguro-vos que, graças à minha Bolsa de Mérito, pago menos do que TODOS os meus amigos e colegas que frequentam uma Universidade Pública ou um Instituto Politécnico (seja na mesma cidade ou noutra qualquer) e garanto-vos ainda que não tive nenhuma nota inflacionada em nenhum dos dois semestres que frequentei. Obtive classificações incríveis nas disciplinas que achei mais fáceis e tive avaliações menos boas naquelas que me causaram mais problemas. Se tive um 18 a Introdução ao Turismo foi porque trabalhei para isso e se vou ter um 10 ou um 11 ou um 12 ou um 13 ou seja o que for a Direito (que a nota final ainda não foi publicada), será porque, apesar do meu estudo, o meu esforço não bastou para uma nota em condições que me deixasse orgulhosa. Isso de estudar ou de queimar pestanas e depois ficar a ver navios ou passar à rasquinha também me acontece. Também há chumbos na minha turma. Também há quem deixe cadeiras para trás. Há de tudo, como em todo o lado. E por isso não me digam assim à cara podre que na Privada só existem meninos ricos que têm tudo numa bandeja de prata e que fazem o curso com uma perna às costas. Não é verdade. Há de tudo, volto a dizer. Porque na Pública também há os tais meninos ricos que vão para as aulas de Jaguar e na Privada também há os que estudam à custa de bolsas sociais e que não têm dinheiro nem para mandar cantar um cego (que é apenas uma forma popular de dizer que andam a contar os trocos a cada minuto).

Como aluna da Privada vejo as oportunidades (e as palestras e todos os conhecimentos extra-aulas) que tenho tido e dou graças pela minha escolha. Isto não significa que tenha um futuro garantido mas sinto que, no meu caso, escolher a Católica foi uma boa opção. Acredito fielmente que a melhor Universidade é mesmo aquela que nos abre portas e aquela que nos dá as ferramentas necessárias para procurarmos a chave. Para mim, este ensino mais personalizado é uma mais-valia. Numa turma de 20 eu consigo sobressair enquanto que, se calhar, vocês não conseguem porque estão numa turma de 200 pessoas e preferem que os professores não saibam o vosso nome. Não é batota ou facilitismo, é estratégia. Se o país e o mundo estão como estão, eu cá acho que conseguir sobressair é uma vantagem.

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You Know The Way  | via Tumblr

Hoje entreguei no laboratório o primeiro rolo da minha máquina lomográfica. Mal posso esperar por ver como ficaram as fotografias!

AMIZADE | As Tardes de PlayStation

Estou longe de entender o drama que vai aterrorizando as relações alheias e que tem por base as horas que os namorados, amigos, maridos, amantes e afins passam em frente à televisão a jogar PlayStation. É um tema que dá origem a mil e uma publicações de indignação que eu não compreendo e, para dizer a verdade, até tenho ali guardado um cupão para "uma tarde a jogar PES" que vou usar à primeira oportunidade.

Enquanto algumas se queixam que eles não largam o PES, o FIFA, os jogos de carros e os não-sei-das-quantas-porque-eu-só-conheço-os-jogos-que-gosto-de-jogar-e-há-mais-jogos-neste-mundo-do-que-quilómetros-de-costa, eu cá junto-me aos rapazes em frente à televisão da sala e alinho nos torneios enquanto enfardamos fatias de pizza e outras comidas gordichonas sem sequer darmos conta disso. Não há dramas, não há aborrecimentos, não há discussões e não há nada melhor. Troco, sem dificuldade e sem pensar duas vezes, uma tarde de cabeleireiro e mariquices do género por uma tarde a ver jogos do Mundial ou a jogar PES com os meus meninos. Não quer dizer que não seja feminina, só significa que não vale a pena ficarmos irritadas com tal coisa. Se não os podemos vencer, juntamo-nos a eles e ainda nos divertimos! Eu, pelo menos, gosto imenso deste tempinho que passamos juntos a resmungar sobre o jogo em questão e a picar os adversários.

More games

Gritámos o mais que pudemos e apanhámos meia dúzia de escaldões mas passámos na Tribuna com orgulho e mostrámos que somos incríveis!

Fotografia de Helena Martins

QUOTIDIANO | A Luta Infernal

As caixas da Tupperware podem ser a coisa mais prática do mundo no que toca a transportar comida. Até podem podem ser a coisa mais útil do universo quando temos necessidade de guardar aquelas gordices que sobram depois de comermos até não conseguirmos mais. Porém, aquela porcaria é mais difícil de organizar do que sei lá bem o quê e tira-me do sério sempre que tenho que as encaixar umas dentro das outras! Oh senhores, é quase preciso um curso para desempenhar tal tarefa - ("Como arrumar caixas de plástico em dez segundos" não soa bem?) - e, pelo menos para mim, conseguir executá-la sem grandes queixas assemelha-se a passar um nível complicadíssimo de Tetris.

É que não há maneira de guardar tudo em condições sem me transformar num ser maléfico e (ainda mais) resmungão...! Conclusão: fico sempre cheia de vontade de atirar as caixas de plástico todas para dentro do armário sem ver bem onde as coloco. Ideal seria fechar a porta o mais rápido possível sob o risco de levar com uma delas na testa na próxima vez que precisar dum utensílio daquele armário em particular mas, como não pode ser, lá ando eu na luta infernal constante para não causar traumatismos cranianos a ninguém lá em casa. Há coisas muito chatinhas nesta vida mas arrumar as caixas da Tupperware deve estar, sem qualquer dúvida, no topo da lista. Santa paciência!


[E sim, esta é uma publicação sobre tupperwares e a minha indignação perante tal luta]
tornqvistm | via Tumblr

De que é que nos adianta ter uma mansão se não pudermos estar juntos? Há coisas que o dinheiro não compra.

VIDA ACADÉMICA | Bloggers na Faculdade

Hoje na aula de Instrumentos Básicos de Gestão fizemos algumas apresentações à turma no âmbito das estratégias a aplicar em determinadas situações. A ideia era continuar um trabalho que tínhamos feito anteriormente apresentando agora as soluções para os pontos fracos que havíamos abordado na análise SWOT (uma análise que visa definir quais os pontos fortes e fracos da empresa e ainda as oportunidades e as ameaças da mesma). O meu grupo escolheu o Brasil já que o tema está na ordem do dia graças ao Mundial de 2014 (e quem me dera lá ir!!) mas houve quem escolhesse companhias aéreas, empresas de rent-a-car ou até mesmo outros países e algumas regiões portuguesas. 

Uma dessas regiões - apresentada por um dos meus colegas - foi o Gerês. Podia ter sido uma apresentação normal (e até aborrecida) mas ele optou por uma abordagem diferente. Escolheu elementos da turma para desempenhar papéis importantes dentro dessa região e cada um devia pensar e sugerir soluções para os problemas da sua área (improvisada) mais específica. Escusado será que dizer que ele teve apenas de fazer a conclusão do seu próprio trabalho e a ligação entre "entidades" mas isso não importa nada porque foi criativo. Havia o Presidente da Câmara, havia o candidato da oposição, havia proprietários de restaurantes, bares, bancos e hotéis e, entre eles, estava eu a demonstrar a minha opinião como blogger, pois claro.

Apesar de não esconder o meu blogue a ninguém - ainda que também não o anuncie aos quatro ventos - não estava à espera que o meu colega se lembrasse deste meu passatempo (nem tão pouco sabia que ele, em particular, tinha conhecimento deste espaço) e confesso que fiquei surpreendida. No entanto, fiquei mais ainda quando reparei que ele decidiu colocar neste pequeno desafio uma blogger em detrimento duma jornalista. Temos um professor que refere as "press trips" imensas vezes mas nem toda a gente aceita essas viagens da melhor forma e por isso admito que não esperava tal referência. Esta situação só vem provar que o mundo dos blogues tem sido cada vez mais reconhecido. Toda a gente sabe que os blogues são uma forma de promoção inegável e eu tenho vindo a notar que também estão a chegar à área do turismo da mesma forma como chegaram à área da moda e dos cosméticos. Sinceramente, é bom saber.

Rihanna 2014 CFDA Awards - Rihanna 2014 CFDA Style ICons - Harper's BAZAAR Magazine

Isto não é, nem nunca vai ser, sinónimo de elegância. Chama a atenção, que é o que se quer, mas torna-a vulgar. Não gosto.

FOTOGRAFIA | A Matilde Está Doente

Tenho o meu coraçãozinho-pedra-de-gelo nas mãos e tudo o que posso fazer é esperar que os Senhores Doutores Engenheiros me digam qualquer coisinha sobre o estado de saúde da Matilde. Fui há pouco deixá-la no Hospital das Tecnologias e não consigo ficar sossegada. Apesar de me terem dito que era um defeito de formação, penso sempre em mil e uma alternativas. E se for um problema grave? E se for contagioso? E se não tiver solução? E se tiver que ser abatida? 

A Matilde sempre foi uma máquina impecável. Nunca deu grandes chatices tirando esta da leitura do cartão e por isso também não consigo lembrar-me de nada que pudesse causar este problema tão chato que me faz perder a oportunidade de registar momentos incríveis (a não ser, claro, um defeito de fabrico). Ela nunca caiu das escadas, nunca se atirou para a piscina e nunca se armou em parva tentando experimentar as asinhas imaginárias que acha que tem. Nunca aconteceu nada. Eu tive sempre trezentos olhos em cima dela para me certificar que ela não se magoava e ela nunca deu nenhuma queda desastrosa exactamente porque não havia espaço para asneiras. Será que ficou deprimida quando eu lhe arranjei irmãzinhas novas? Será que é mimo? Birra? Pois, não faço ideia. O que eu sei é que não estou preparada para ter uma Matilde 2.0 portanto vamos lá ver se as coisas se recompõem rapidamente. Isto de estar sem máquina fotográfica não é para mim e ter que activar a garantia logo nos primeiros seis meses também não me agrada nada. Vamos lá escrever postais de melhoras rápidas e vamos lá enviar flores, chocolates e gomas. Pode ser que assim ela se anime um pedacinho e pode ser que tenha vontade de vir rápido para casa, que isto de estar um mês sem fotografar decentemente não é vida.

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Ghost Stories

Já mora cá em casa!

DECORAÇÃO | Mensagens de Confiança

Depois de tantas mudanças, admito que houve dias em que me fui abaixo, em que senti que não era justo e que não ia conseguir alcançar os meus objectivos. Nunca senti que a vida era uma porcaria nem nunca entrei em depressão por causa de nada (mau era!) mas todos temos dias difíceis e todos temos alturas em que achamos que vamos ficar tristes para sempre, momentos em que pensamos que não somos capazes de concretizar os nossos sonhos e minutos em que pensamos que a dor não vai passar nunca. Tenho a sorte de ter amigos incríveis e uma família brilhante que me fazem perceber que não há dias completamente maus (pode haver momentos terríveis mas os dias só são maus se nós deixarmos!) e portanto faço um esforço para não chorar, para me maquilhar, para dançar com a alegria que me identifica, para ir tomar café com os meus meninos, para sorrir, para criar novas memórias e para rir às gargalhadas durante alguns momentos propícios a parvoíces. 

Ajuda ter amigos que nos enviam mensagens de bom dia e ajuda ter frases de motivação à nossa frente sempre que precisamos, ainda que seja de forma acidental. Foi nisso que a minha irmã e o namorado pensaram quando me ofereceram, no último Natal, dois quadros que irei colocar no meu quarto agora que acabei de o arrumar e de o organizar ao meu gosto. Vai-me fazer bem olhar para um "Everything is going to be ok" depois de um momento menos bom e vai-me fazer bem ler um "Life is simple" quando eu me estiver a armar em parva e a complicar tudo o que é - realmente - simples. Ainda não sei bem onde os vou colocar mas as frases são uma boa motivação para não desistir e para continuar de pé ainda que o mundo me empurre do precipício. Gosto de presentes assim. Ainda que os gestos falem mais alto, as palavras também me dizem muito e a verdade é que a frase certa na altura certa pode fazer milagres.


Eu estou a participar e criei um álbum para esse efeito. Quem alinha? Mais informações aqui.