VIDA ACADÉMICA | A Comparação Que Ninguém Faz

A propósito deste texto da Inês surgiu em mim uma vontade imensa de demonstrar também a minha opinião como estudante universitária duma Instituição Privada. Como (quase) todos vocês sabem (especialmente se acompanham o meu Instagram ou a Página do Facebook do Blogue), eu estudo na Universidade Católica Portuguesa. Terminei o Secundário em Línguas e Humanidades no Ensino Público com uma média ideal de 17,7 (que, para registo, me dava acesso a QUALQUER par instituição/curso do meu interesse) e acabei por escolher Turismo.

No Ensino Público (incluindo Universidades e Institutos Politécnicos) a média para o curso que eu pretendia era de 14 valores no máximo. Concorri pelo site da DGES - como toda a gente fez - e entrei sem surpresas. Trabalhei para alcançar bons resultados durante três anos e tinha média para arriscar e acertar à primeira portanto não estava minimamente preocupada com o acesso ao Ensino Superior. No entanto, preferi esquecer essa minha candidatura e ingressar na Católica. A Universidade em questão está, na minha perspectiva, bem conceituada na área da Gestão, da Economia e da Comunicação (tanto aqui como lá fora) e isso, parecendo que não, é uma mais valia para a minha própria licenciatura. 

Eu entrei na Privada porque quis e neste aspecto sou como a Inês. Estudo na Privada porque olhei bem para todas as opções antes de me decidir e porque fiz comparações detalhadas entre planos curriculares, docentes, gastos e condições. Se hoje sou aluna da Católica é porque o escolhi ser (ainda que houvesse muita gente a dizer-me que era "um desperdício" eu estudar "numa Católica"). Se hoje sou aluna da Católica é porque a Instituição reúne as condições que eu procurava. Dizerem-me que o meu curso é mau só porque estou numa Privada é apenas ridículo. É tentarem incendiar-me só com a ponta dum fósforo e sem isqueiro e, pior, é gozarem com a vossa própria inteligência. 

Digo-vos, com toda a certeza e com conhecimento de causa, que o plano curricular do curso de Turismo na Católica é dos melhores a nível nacional e que isso só vem provar o que eu tenho vindo a defender durante os últimos meses: todas as Universidades têm pontos fracos e pontos fortes. Nenhuma Universidade é boa em todos os cursos e exemplo disso é a Universidade de Coimbra, que é fantástica no que ao Direito diz respeito mas que é péssima na área do Turismo uma vez que tem um plano curricular que não internacionaliza os alunos e que os restringe a determinadas saídas profissionais. A Católica é excelente em todas as áreas? Não, claro que não. As Privadas têm cursos que não lembram ao Diabo? Têm, claro que têm. Mas as Universidades do Porto, de Aveiro, do Minho, de Lisboa, de Coimbra ou doutros locais também não são excelentes em todas as áreas e também têm cursos que não servem para nada. Escolher a Católica em detrimento duma Pública apenas significa que as opções no Ensino Estatal não correspondiam àquilo que eu procurava. Significa que eu pensei pela minha própria cabecinha em vez de ser influenciada pelos meios de comunicação e pelas opiniões do "disse que disse".

Asseguro-vos que, graças à minha Bolsa de Mérito, pago menos do que TODOS os meus amigos e colegas que frequentam uma Universidade Pública ou um Instituto Politécnico (seja na mesma cidade ou noutra qualquer) e garanto-vos ainda que não tive nenhuma nota inflacionada em nenhum dos dois semestres que frequentei. Obtive classificações incríveis nas disciplinas que achei mais fáceis e tive avaliações menos boas naquelas que me causaram mais problemas. Se tive um 18 a Introdução ao Turismo foi porque trabalhei para isso e se vou ter um 10 ou um 11 ou um 12 ou um 13 ou seja o que for a Direito (que a nota final ainda não foi publicada), será porque, apesar do meu estudo, o meu esforço não bastou para uma nota em condições que me deixasse orgulhosa. Isso de estudar ou de queimar pestanas e depois ficar a ver navios ou passar à rasquinha também me acontece. Também há chumbos na minha turma. Também há quem deixe cadeiras para trás. Há de tudo, como em todo o lado. E por isso não me digam assim à cara podre que na Privada só existem meninos ricos que têm tudo numa bandeja de prata e que fazem o curso com uma perna às costas. Não é verdade. Há de tudo, volto a dizer. Porque na Pública também há os tais meninos ricos que vão para as aulas de Jaguar e na Privada também há os que estudam à custa de bolsas sociais e que não têm dinheiro nem para mandar cantar um cego (que é apenas uma forma popular de dizer que andam a contar os trocos a cada minuto).

Como aluna da Privada vejo as oportunidades (e as palestras e todos os conhecimentos extra-aulas) que tenho tido e dou graças pela minha escolha. Isto não significa que tenha um futuro garantido mas sinto que, no meu caso, escolher a Católica foi uma boa opção. Acredito fielmente que a melhor Universidade é mesmo aquela que nos abre portas e aquela que nos dá as ferramentas necessárias para procurarmos a chave. Para mim, este ensino mais personalizado é uma mais-valia. Numa turma de 20 eu consigo sobressair enquanto que, se calhar, vocês não conseguem porque estão numa turma de 200 pessoas e preferem que os professores não saibam o vosso nome. Não é batota ou facilitismo, é estratégia. Se o país e o mundo estão como estão, eu cá acho que conseguir sobressair é uma vantagem.

happy-nobody

25 comentários:

  1. Também li o post da Inês. Não posso dizer nada em relação a universidades privadas pois estou numa pública mas se isso vos abre mais portas, se pesquisaram e para vocês é a melhor opção, então acho muito bem :)

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  2. Obrigada pela resposta e também por este post. Eu confesso que tinha uma ideia diferente sobre o ensino privado. E numa fase de decisões, foi óptimo ter este esclarecimento :)

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  3. Acho os vossos casos excelentes mas na maioria dos cursos não é assim tão frequente. Se eu na minha área tivesse equacionado uma privada seria um erro. Porque se nem as publicas tem prestigio quanto mais a privada que só se houve falar do curso por motivos não académicos. Os meus amigos que estão em cursos nas privadas não estão porque propriamente foi a melhor opção a nível de currículo mas por causa da media. Não sei, o teu rapaz no curso dele está na tua universidade? É ele que está em informática certo?
    Mas também acho que a maioria das privadas é relativamente recente ou seja não tem tempo para ter um bom corpo de docente em todos os cursos...
    Conheço um rapaz que mora longe de Lisboa e queria uma publica cá mas não tinha dinheiro para se manter cá e para as propinas portanto inscreveu-se numa faculdade perto de casa. Com um currículo péssimo!! Sendo ele um rapaz com notas brilhantes sugerir exactamente isso uma privada bastante prestigiada na area dele cá em Lisboa que com bolsa de mérito lhe custava imenso dinheiro e saia com um curso de gente.

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  4. Ups enganei-me * que lhe cortava imenso nos custos e saia com um curso de gente.

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  5. adorei o teu post e nem sabes como foi esclarecedor para mim. tal como tu, também espero candidatar-me este ano na u.católica de lisboa, no curso de comunicação. Se há curso de comunicação na pública? Há! Mas o plano curricular não me parece tão interessante como o da católica. Quando digo a pessoas que quero ir para a católica, muitas delas torcem o nariz e dizem que isso é para "betinhs" e que a vida académica não ver são tão boa como em coimbra, por exemplo. é verdade que não deve ser igual, mas pelo que já pude averiguar as diferenças não são muitas e a universidade não é só a vida académica.

    xoxo,
    andy

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  6. Deve depender dos cursos :) No meu sinto que é muito injusto porque vejo pessoas das privadas a tirarem melhores notas do que eu, sabendo que eles nunca tiraram boas notas enquanto eram da minha turma. Na minha turma é raro tirar-se notas acima de 15, é mesmo muito difícil,... e há certas cadeiras que até tem que se fazer oral caso a nota seja superior a 16 (para a defender), por exemplo, devido a serem "casos raros".
    E depois algumas pessoas que andam na Egas, da Lusófona ou na Fernando Pessoa, onde tirar mais do que 15 para eles era normal e aqui não conseguem sequer passar às cadeiras mais fáceis do curso e não os consigo mesmo imaginar a acabar este curso aqui algum dia, porque o nível de exigência não tem mesmo nada a ver e até nos sentimos ofendidos ao saber que há por aí pessoas como eles já com o canudo na mão que não sabem sequer as dificuldades por que passamos, nem têm metade do conhecimento que os professores nos exigem a nós. Mas penso que na área da saúde, que é onde estou, e nas engenharias (não se pode comparar um curso tirado no Técnico com outra universidade NUNCA) esses casos sejam mais flagrantes.
    Contudo em relação à Católica não tenho nada a dizer porque o meu curso nem sequer existe aí xD Para além disso acho que é a melhor universidade privada do país, daquilo que conheço dessa e das outras :)

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  7. Mas isso não se trata de egoismo trata-se de bom senso o que me interessa os cursos de outras areas que a minha faculdade tem... interessa-me é como o mercado de trabalho vê a minha faculdade e se lhe interessa as pessoas que vem de lá. Quais são as outras opções e fazer a relação beneficio custo... se calhar na tua area a melhor faculdade é num local qualquer longe de portugal mas epah escolhe-se dentro do que se pode ter o melhor, neh? E de preferência escolhe-se um curso dê algo porque pagar só para dizeres que tens um curso?
    A catolica cá em lisboa nas areas de comunicação/jornalismo é excelente, tens a egas moniz na costa da Caparica que tem medicina dentária e é super prestigiada...
    A minha critica não é as privadas nem a voces que deliberadamente acharam que esta era o curso certo para vocês é para todos aqueles que acham que tirar um curso em publicas é exigente demais logo vai-se para a privada brincar... as vezes em cursos com nomes maiores que o meu nome completo.

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  8. Pois é exactamente isso na minha área era um erro... o que não significa que seja para todas... irrita-me, talvez por ter entrado tão a custo na minha faculdade ver gente que se inscreve ocupa vagas e a meio do ano sai-se com um ah isto é difícil vou tirar este curso num lado mais fácil. E sairem com notas tão altas e depois mandarem vir connosco. Mas lá está a minha melhor amiga escolher uma privada porque quis porque o curso tinha componentes que mais lhe interessavam do que na publica.

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  9. Não tenho nada contra universidades privadas, o meu irmão até fez o curso dele numa privada. Custa-me é a crer é que os custos sejam inferiores ao da escola pública, mesmo com essas bolsas de mérito e tudo mais. Não basta contar as mensalidades normais, tens também as taxas de inscrições, etc, etc...

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  10. Não quis de forma alguma duvidar da tua palavra, mas é daquelas coisas que só ver para crer. É normal. O que te posso dizer é que tenho um amigo na católica e paga bem mais que na escola pública(talvez por ser mestrado, não faço ideia) (Isso das deslocações/habitação é um caso à parte.)

    ;)

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  11. também ando numa privada, tem o seu lado bom e o seu lado mau, mas acho que ninguém deve condenar até porque existem cursos fabulosos nas privadas e nas públicas são uma porcaria.
    Mas o termo privado sempre foi um tabu na sociedade portuguesa e acho que vai continuar a ser durante muito tempo infelizmente

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  12. Olá Carolina! O que tu dizes é, sem dúvida, verdade. Mas há um ponto a ter em atenção: a católica não deve ser metida no mesmo bolso que as restantes privadas. Ao passo que a Católica é uma universidade que se preocupa com o futuro dos alunos, ou seja, com o que virá depois da licenciatura, que sabe formar e tem um ensino de grande qualidade, há por aí muitas privadas, como Portucalenses, Fernando Pessoa (peço desculpa a quem estudar lá), e por aí fora, que os alunos que saem de lá são praticamente excluídos do mercado de trabalho. O mesmo não acontece com a católica, que , por exemplo, no Porto, sei que o curso de gestão é melhor do que na FEP. Sem dúvida que não se deve generalizar, mas sabe-se que, no geral, os cursos na pública são mais bem conceituados, o que não quer dizer que não existam exceções!

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  13. Não posso opinar sobre o assunto privada-pública porque não conheço a outra realidade. Quando me candidatei a única coisa que sabia que tinha que ser na minha área de residência e numa pública porque não tinha dinheiro para mais!
    Muito sinceramente pensei muito em planos curriculares nem na faculdade que deveria escolher.
    A minha média era de 14 valores mas os exames baixaram-me para 11,6 o que me deixou um pouco apertada na escolha do curso, para além de que não sabia o que havia de seguir, só que teria de ser da área de ciências e tecnologias que foi o que estudei e o que mais gostava.
    Basicamente cai de paraquedas em Engenharia Informática e multimédia numa faculdade que tem uma taxa de empregabilidade nos 90 e tal e por cento. Somos poucos a conseguir tirar o curso mas o que tiram na grande maioria arranja emprego com bastante facilidade.
    Acho que acabei por ter sorte porque era algo que não conhecia e que estou a gostar bastante! Dá muito trabalho, a nossa época de exames acaba tardíssimo mas penso que mais tarde vai valer a pena!

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  14. Eu não estou na universidade, nem sequer no meu último ano. Mas eu Tenho um irmão, que acabou agora o 12º e tem o curso mais que escolhido à uns 3 ou 4 anos. Faltava a universidade, havia duas à escolha, o técnico ou a fct (faculdade de ciências e tecnologias), ambas têm o curso e são aqui perto de casa, tem transportes, portanto as duas davam na perfeição. Há uns tempos foi à fct e e perguntou a um universitário qual a diferença entre uma universidade e a outra e este respondeu-lhe que na fct à mais espírito de estudante, integrasse mais facilmente. E além disso os rapazes do curso de informática, o curso que ele quer seguir, disseram-lhe que aquele era o melhor curso da universidade, e outras pessoas de outros cursos o confirmaram. Eu sinceramente acho que ele fez uma boa escolha, vai estudar (vamos lá a ver as notas, mas em principio serão boas) onde quem e o que quer, as duas são públicas, não há escolha. Apenas quero que ele seja muito feliz a fazer o que mais gosta!

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  15. No caso do curso que tirei só existem duas boas escolas privadas, porque de resto os cursos estão super mal conseguidos, tanto em públicas como em privadas. Eu estudei num politécnico não só por ser o mais próximo de minha casa mas também por ser o que tinha as melhores referências. Ainda estava no secundário quando investiguei trabalhos na área e reparei que muitos dos sítios pediam como elemento fundamental pessoas formadas na minha faculdade. O mais importante quando se escolhe o local de estudo é muita pesquisa!

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  16. Fiz este comentário também no da Inês.

    É assim, eu ando na escola secundária de Lisboa que mais "ricos" tem, mais pessoas com pais influentes na sociedade portuguesa: advogados, gestores etc que cederam aos pedidos dos meninos e os quiseram pôr numa escola pública.

    Eu sei e conheço pessoas que nunca fizeram nada na vida - nunca- nunca estudaram etc prejudicam as aulas dos colegas e depois chegam a gastar 400€ por mês só em explicações e estão simplesmente a "cagar.se" se os colegas conseguem aprender nas aulas.

    Essas pessoas já sabem onde vão estar para o ano... vao estar na católica de lisboa, simplesmente porque já sabem que entram. Lá na católica não querem saber da tua media, querem saber de dinheiro. E aquelas pessoas que ganhas as boas... ahahahha a piada. no ano seguinte tiveram uma média tao baixa que já nao recebem bolsa nenhuma (porque nao compensa aos da catolica tarem a pagar-lhes bolsas). E é se essas pessoas conseguirem entrar porque geralmente (e sei do que falo) as medias sao inflacionadas em algumas pessoas com conhecimentos lá dentro. Um exemplo que poderas compreender:

    - Aluno A (rico) media 10 -- entra
    - Aluni B (pobre) media 16 - ñ entra

    E depois qual é o futuro dos tao bons alunos que vao para a católica, qual é? PSD, CDS...
    ~
    Eles (catolica) não querem saber de mais nada a nao ser dinheiro. E as cadeiras sao muiiiito mais faceis que num ISCTE e uma NOVA. Não estou a falar do teu curso e do da inês que se calhar compensa. Estou se calhar a generalizar todos os cursos na catolica de lisboa mas isto acontece mesmo e é coisas assim que estragam o ensino privado e portugal!

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  17. Eu estou a acabar o 1.º ano num Politécnico. Devia ter entrado em 2012 mas em nenhuma das fases consegui a colocação que queria. Ponderei ingressar na Católica, mas em Lisboa. E só não o fiz porque, infelizmente, não tinha (nem tenho) dinheiro para me sustentar a estudar numa privada - até porque as bolsas de mérito e os "descontos", por assim dizer, relativos à média não me serviriam visto que a minha média era só de 15,5 e, se não me engano, paga-se menos com médias a partir dos 16.
    No entanto, como o que eu queria mesmo era Jornalismo no sítio onde estou agora decidi esperar um ano e candidatar-me outra vez. Tive sorte.
    Um dos meus melhores amigos está em Direito na Católica e eu até me esqueço de que ele está numa privada.
    Acho que há aquela ideia de que nas privadas entram os ricos e os que não têm médias para outros sítios, entre outras coisas, e nem é bem assim...

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  18. Ainda há muito preconceito no que diz respeito a universidades privadas. Eu ando na Lusófona de Lisboa. Para além de privada, acresce o desdém tendo em conta as noticias a que tem vindo a ser associada.
    No que diz respeito ao ensino não tenho absolutamente nada a apontar. Estou de tal modo satisfeita que, agora terminada a licenciatura, escolhi permanecer na faculdade para fazer o mestrado.

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  19. Entendi perfeitamente tudo o que disseste e concordo com (praticamente) tudo! Apesar de, na grande maioria - e eu sei que generalizar é péssimo, serem mais os "meninos ricos" nas privadas, claro que os há os mais "pobres" e com menos posses financeiras, simplesmente porque, para quem não pode, é arriscado ir para a privada não tendo certezas de que têm bolsa. Também quando dizes que tu numa turma de 20 sobressais e numa de 200, os das públicas não o conseguem fazer, provavelmente é verdade, sim senhor. Mas acho que o realmente importante num curso é, como dizes, as certezas que tu tens e o que fazes. Podes não sobressair entre todos, mas se sabes e tens a certeza de que és realmente bom naquilo e que consegues, que no mercado de trabalho aplicavas bem, penso que isso basta.
    No entanto, tens toda a razão quanto às comparações que as pessoas fazem... As privadas têm cursos bons e maus. As públicas têm cursos bons e maus. Depende de cada pessoa, de como se adapta, do curso em si... Nem tudo é "sim ou sopas". Eu quero entrar em Direito, para o ano, na FDUP - que hoje está muito bem conceituada! E o que mais ouço é "Direito? Vai para a católica ou para coimbra!" Mas porquê? A verdade é que conheço gente que andou em coimbra e detestou, por ser demasiado antiquada e tantos outros aspetos. E a Católica não é a única faculdade bom. A Faculdade de Direito da UP É, de facto, boa! E se eu conseguir fazer bem o curso e aplicar conhecimentos, tiver ideias, fazer por isso... contra um da católica que andou a passear (ou de outra qualquer, falo da católica porque é a grande comparação que fazem com a fdup) quem será que consegue?
    É tudo muito relativo e as coisas mudam de um ano para o outro... as pessoas acham que sabem mais que nós, que fazemos pesquisas, nos informamos e somos nós quem mais quer o melhor para nós.
    Dou nota 10 a este post!

    Mariana

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  20. Não consigo dar a minha opinião relativamente ao assunto mas nem tudo o que se ouve é verdade, por isso é sempre bom pesquisar e acho que fizeste a escolha certa :) *

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  21. Percebo-te perfeitamente e só me deste asas para eu também comentar acerca deste assunto pois também eu sou aluna de uma universidade privada e muitas vezes fui desvalorizada ou alvo de chacota por isso. Obrigada Carolina, nota 20 a este post, e obrigada por me teres despertado para falar deste tema.

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  22. Concordo com a tua opinião, no entanto tudo varia de faculdade para faculdade (tanto pública ou privada) e falo isto com conhecimento porque vi com os meus próprios olhos. Na Egas Moniz por exemplo (privada) a faculdade acrescentou um valor à média de uma rapariga para ela poder entrar para Medicina Dentária. Na Lusófona (também privada) tenho uma amiga que entrou com o Secundário por terminar, não tinha feito Filosofia. Carolina, isto pode não acontecer na tua faculdade, mas achas justo para as pessoas que passam três anos a trabalhar? Falo por mim, a minha média foi abaixo dos 16 por isso não conseguia entrar de maneira alguma numa faculdade privada (também sejamos sinceras, eu não queria porque o curso que queria só existe no politécnico onde estudo). Eu consigo entender ambos os pontos de vistas e pode ser uma mais valia estudar numa privada no entanto há algumas diferenças de ensinos públicos para privados!
    Com isto não estou a dar mais valor a nenhum, como dizes ambos têm os seus pontos fortes e fracos!

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  23. "Nenhuma Universidade é boa em todos os cursos e exemplo disso é a Universidade de Coimbra, que é fantástica no que ao Direito diz respeito mas que é péssima na área do Turismo...", é bem verdade. Vejo muita gente a dizer "ah, Coimbra está a cair, está velha, agora o Porto e Lisboa são melhores, Coimbra já não é o que era", mas mesmo assim consegue ficar no ranking mundial de Direito juntamente com o Porto e Lisboa. Não se pode generalizar, eu ouço falar muitissimo bem da Católica, da Egas Moniz, como tu disseste há cursos da treta tanto em públicas como privadas. Se achas que a tua educação é melhor aí, nem sequer ligues a comentários desnecessários.

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