Thirteen

Está na hora de fazer uma pausa no blogue para aproveitar as férias. Até breve!

INSTAGRAM | Julho 2014

Há um ano atrás comecei esta rubrica e foquei essencialmente o nascimento dos meus priminhos trigémeos (que estão cada vez mais giros!), o adeus ao Ensino Secundário e o tormento das candidaturas. Na altura não sabia que a minha vida ia dar uma reviravolta de todo o tamanho nem imaginava conhecer as pessoas que conheço neste momento. Não imaginava chegar onde cheguei com este blogue e não coloquei sequer a hipótese de atingir a meta dos 500 seguidores. Há um ano atrás as três edições publicadas do Ad Infinitum não estavam sequer planeadas e o LUCKY 13 era apenas mais um blogue acabadinho de criar enquanto que eu era apenas uma miúda confusa. 

Porém, muita coisa muda num só ano e, neste mês de Julho, senti o orgulho do dever cumprido. Recebi boas notícias na Faculdade, tracei (e repensei) alguns dos meus objectivos a curto e longo prazo e, na verdade, Julho revelou ser um mês despreocupado. Tive a oportunidade de ver o pôr-do-sol, de ir ao Optimus Alive e de correr à chuva, coisa que adoro. Tive o meu espectáculo de ballet, fui picada por mosquitos, comprei o meu casaco de curso (que é liiindo), passei bons momentos com as pessoas que mais adoro, recebi presentes e aprendi que o meu corpo também tem limites. Não consegui ir à praia nem à piscina mas tenciono vingar-me durante o mês de Agosto (vamos lá ver se é desta que me livro da cor de lula que me assombra todo o ano!). Em 2014, Julho foi o mês dos sorrisos, da inscrição na escola de condução e das surpresas.


Ontem foi dia de ensaios gerais e noite de actuações. A correria deixa-nos exaustos mas é tão bom fazer parte disto...!

AD INFINITUM | 03

Esta é uma questão delicada que divide opiniões e que nos coloca num daqueles debates acesos que eu adoro. Infelizmente, ainda é um tema que nos oferece apedrejamento directo em praça pública seja qual for a nossa visão. Somos presos por ter cão e presos por não ter. Somos condenados por não defender o aborto e julgados por defender o poder decisório. Há quem compare o procedimento em questão com a crueldade dum homicídio. Há quem diga que a pílula do dia seguinte provoca o mesmo efeito. Há quem defenda que uma gravidez só deve ser interrompida em caso de violação ou crime sexual e há quem diga que as consequências devem ser enfrentadas quando a mesma foi gerada por falta de cuidado ou estupidez. São opiniões e, entre muitas, podem ver aqui a da Ana Garcês. Eu cá digo que o aborto não pode ser comparado ao acto de tomar um comprimido para a dor de cabeça (é um procedimento ponderado, senhores, não é assim tão simples!) mas também não me parece tão criminoso como um assassinato de ódio e crueldade.

Os textos falaciosos que vou lendo a favor da penalização desta prática não me convencem. Não defendem uma perspectiva com argumentos válidos e não modificam o meu ponto de vista porque apenas insultam quem contraria a sua premissa. Tentam alterar a opinião pública mas fazem-no através do choque e essa é uma forma de manipulação que está longe de me conseguir cativar. Incomoda-me que as pessoas tratem questões tão delicadas de forma tão obsessiva, que façam petições suportadas por textos arrepiantes e que formulem toda uma novela mexicana à volta da lei que existe em Portugal.

Eu sou a favor do poder de decisão. E, nesse sentido sou a favor da despenalização do aborto. Do poder de escolha suportado pelo período obrigatório de reflexão. Da lei que me dá o controlo sobre o meu próprio corpo se eu alguma vez tiver necessidade disso. Sou a favor do aborto nesse sentido. Não defendo a prática (nem tão pouco a vejo como um método contraceptivo, como já li algures) mas também não a condeno. Há casos e casos, pessoas e pessoas. Cada situação é uma situação e nenhuma delas tem a ver comigo ou com aquilo que posso prever até eu estar, efectivamente, nesse lugar. Felizmente, a lei é restrita o suficiente para não haver abusos e abrangente o suficiente para reduzir os abortos clandestinos. Não sei se esta nítida mudança de mentalidades é positiva e receio que haja uma banalização do procedimento mas isso só o tempo dirá. Em 2007 venceu o "sim". Será que em 2014 voltaria a vencer?


Graças à Piz Buin e ao Sempre na Moda, estes produtos passarão a fazer parte da minha rotina de férias. Alguém já experimentou?

VIDA ACADÉMICA | O Lado Prático da Questão

Por muito aplicados e interessados que sejamos, por muito competentes que sejam os nossos professores e por muito completo que seja o nosso plano curricular, o trabalho no terreno é a ferramenta para a aprendizagem e, infelizmente, é algo que falha no Ensino Superior Português.

Podemos conhecer - como alunos que somos - as saídas profissionais que a nossa licenciatura nos proporciona, podemos aprender com os nomes mais fantásticos da área e podemos até ter acesso a experiências controladas dentro do laboratório mas, na prática, nada sabemos. Não sabemos lidar com os clientes ou os utentes, não temos uma ideia concreta das exigências do trabalho que ambicionamos e, na maior parte das vezes, nem sequer sabemos que opção profissional tem mais a ver connosco já que as nossas experiências se baseiam em simulações e suposições. Não há nada de real, nada que nos obrigue a melhorar - inevitavelmente - a cada dia. E perante isto eu pergunto: como é que podemos dizer que estamos no curso certo se não pisámos, sequer, o mercado de trabalho que (pensando positivo) nos acolherá? Como é que podemos dizer que queremos ser arqueólogos ou advogados se estamos sempre atolados em livros e nunca temos acesso ao meio? Como é que esperam que sejamos competentes se nunca somos colocados à prova? Como é que podemos ser despachados e automáticos se nunca tivemos a oportunidade de entrar no ritmo e de conhecer verdadeiramente bem uma empresa? É aqui que o Ensino Superior falha. Nós só começamos a aprender tudo ao pormenor quando as nossas necessidades assim o exigem. Só retemos a informação que nos é útil. Como é que um aluno de segundo ano pode dizer que vai adorar ser jornalista se só conhece experiências alheias e se nunca trabalhou numa redacção sob pressão? Como é que podemos formular opiniões se tudo o que temos são expectativas, sonhos e imaginação?

O Ensino Superior Português não promove a observação, a experiência e a entrada - atempada - no ambiente profissional. É triste. É ridículo um aluno ter que esperar até ao terceiro ano para praticar conhecimentos se não der corda às sapatilhas ou se a sua Faculdade não promover estágios facultativos que o desafie (como, felizmente, a minha promove). Na maior parte dos cursos há muita teoria e pouca prática e isso, meus amigos, é um erro. Os estágios deviam ser obrigatórios em todos os anos de todos os cursos. É a minha opinião, vale o que vale.

What do you love?

Não há sentimento maior, seja em que formato for.

BLOGOSFERA | In Dancing Shoes

O In Dancing Shoes é um blogue temático que contribui para o crescimento do mundo da dança em Portugal. Ao ajudar a partilhar todas as novidades que lhe estão associadas, o blogue recebe diariamente muitos dos apaixonados pela arte do movimento e tem tido bastante sucesso. É um blogue que faz referência a todas as modalidades de forma pertinente e que tem um leque de assuntos muito variado. Entrevistas, dicas, truques, workshops, bailados, concursos, problemas, programas de televisão, apresentações, castings e ofertas de emprego são apenas alguns dos conteúdos regulares a que temos acesso com apenas um clique. Apesar de informativo, o In Dancing Shoes é um espaço muito versátil que prima pela qualidade das publicações. O seu design pode até nem agradar a todos mas os artigos publicados merecem reconhecimento e isso é inquestionável. Se se interessam pelas novidades culturais deste género, visitem-no.

Living romantically ♥ | via Tumblr

Ainda não fui à praia - nem à piscina - este ano. Isto assim nem é Verão, que tristeza.

AMOR | As Discussões Motivam-me

Não seria capaz de me entregar a alguém que não me desafiasse, que não me contrariasse ou que não conseguisse desenvolver a sua capacidade argumentativa perante os temas polémicos que eu coloco em cima da mesa. Sei que não conseguiria aliar-me a um ser humano incapaz de formular os seus próprios pensamentos ou de os agregar à vontade de descobrir sempre mais, de partilhar pontos de vista e de flexibilizar a mente como se a evolução da Humanidade dependesse disso. Estou convicta de que perderia a minha essência se não pudesse ter essas discussões sobre a actualidade, a sociedade ou os assuntos mais banais e sei que seria incapaz de me transformar na namorada-troféu que se limita a concordar com tudo. Sei - como Carolina que sou - que odiaria ter comigo uma pessoa que não fosse capaz de me testar dentro dos limites do bom senso, que não perdesse tempo a ouvir (e a debater comigo) as minhas ideias mais profundas ou que não possuísse o sentido crítico que eu tanto aprecio. Felizmente - e para meu conforto - essas questões nem sequer se colocam. As nossas discussões (sem cadeiras voadoras ou gritos despropositados) motivam-me. Sou uma sortuda.

soleste:

with-grace-and-guts:

Sarah Sherman Samuel {smittenstudioonline.com}

Gostava de conhecer blogues novos... Quais são os vossos favoritos?

APLICAÇÃO | Go SMS Pro

Por muito parvo ou paradoxal que isto soe, uma das minhas frustrações como utilizadora do sistema iOS esteve durante algum tempo relacionada com uma das incapacidades do sistema Android. Eu enviava macaquinhos, cocózinhos, coraçõezinhos, presentinhos, carrinhos (e outras mil coisas acabadas em "inhos") e os meus amigos simplesmente não os viam. O sistema Android não suportava o teclado Emoji e das duas uma: ou substituía os ícones por quadradinhos brancos (que eram, na verdade, sinónimos de erro) ou os eliminava só porque sim.

Para colmatar esse erro que me fazia resmungar sobre a qualidade das mensagens que eram enviadas em meu nome e que não mostravam metade daquilo que eu tinha escrito, os meus amigos - que defendem o sistema Android a pés juntos e que fazem questão de atirar piadolas para o ar sempre que o meu iPhone fica sem bateria - começaram a procurar soluções e aplicativos que estivessem à altura e que lhes permitissem visualizar - e enviar - os bonequinhos que eu tanto gosto. 

Assim, há uns bons meses atrás, deu-se o boom da instalação da Go SMS Pro, uma aplicação que permite ao utilizador ter acesso a todas as mariquices fofinhas que personalizam num ápice uma mensagem escrita e que tornam as conversas muito mais divertidas. Basicamente, este é um aplicativo que pode ser usado sem ligação à internet e que não interfere com o funcionamento normal do telemóvel, do sistema operativo, do tarifário ou das conversas. O programa, depois de instalado, transforma-se numa caixa de mensagens intuitiva que o utilizador pode personalizar consoante o seu gosto e as mensagens, quando recebidas ou enviadas, são automaticamente acrescentadas ao programa . A partir daí, o céu é o limite. Podem ser enviadas chávenas de café, casinhas, cavalinhos e mil e uma outras coisas que qualquer pessoa com sistema iOS ou com a mesma aplicação irá receber sem problema. O aplicativo é super prático e - apesar de poder ser considerado um capricho estético - a verdade é que torna as conversas muito mais originais permitindo que os defensores do Android tenham a certeza de que recebem tudo o que os seus amigos - defensores da concorrência e doutros sistemas operativos - enviam. Recomendo.

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A Mattel planeia lançar, no 55º aniversário da Barbie, uma boneca inspirada em Karl Lagerfield. O que acham?

TECNOLOGIA | Personal Drink ID

O Personal Drink ID é um pequeno aparelho portátil relativamente barato e reutilizável que nos permite detectar a presença de drogas nas nossas bebidas durante, por exemplo, uma saída à noite. Colocamos o aparelho dentro da bebida, ele recolhe uma amostra, analisa-a através de três testes distintos e no minuto seguinte divulga os resultados da forma mais prática possível. Se a bebida tiver sido realmente alterada seremos alertados através da luz LED presente neste gadget e poderemos também consultar a análise dos contaminantes nos nossos smartphones.

A equipa responsável pelo Personal Drink ID diz que o grande objectivo do projecto é capacitar as pessoas perante a insegurança do mundo e, a mim, parece-me algo interessante nesse âmbito. Prevê-se que o Personal Drink ID chegue ao mercado a partir de Abril do próximo ano e que o seu preço ronde os 50 euros - um valor justo e aceitável quando comparado com todos os gadgets dentro desta área. Se tudo correr bem e o dispositivo for bem aceite, este projecto (financiado através de crowdfunding) poderá salvar vidas.


Uma parte de mim morre sempre que leio um "fizes-te".

VIDA ACADÉMICA | Se é para trajar, que seja em condições.

Esta é uma verdade que qualquer pessoa consegue confirmar: quando eu visto o meu Traje cumpro todas as regras que estão definidas no Código de Praxe da minha Faculdade e é fácil encontrar-me a resmungar por ter presenciado faltas de respeito à capa e à batina.

Não uso verniz nas unhas, não uso elásticos coloridos no cabelo nem uso maquilhagem na cara. Visto roupa interior branca ou nude e calço as meias semi-opacas que rasgam com facilidade mas que nunca têm buracos. Nos pés seguro os sapatos de velhota que nunca tiro - e que, felizmente, não me magoam - e aos ombros carrego a capa que me protege do frio e da chuva. No pescoço levo o nó académico que um veterano fez na minha gravata quando trajei pela primeira vez e no braço esquerdo equilibro a pasta que contém os meus objectos pessoais, a folha branca com as cinco palavras, a caneta azul ou preta e o Código de Praxe. Não vou a lado nenhum sem a minha capa negra e o resto das peças de roupa que envergo nunca tocam no chão.

Quando eu visto o meu Traje sinto orgulho e não fico incomodada com os olhares de quem não me compreende porque sei, no fundo do meu coração, que ninguém tem nada a apontar-me. Respeito aquelas peças de roupa com todos os centímetros do meu ser e espero, no futuro, incutir isso aos meus caloiros. Nada de unhas de gel, brincos, números pares, pins, máscaras de pestanas, relógios, pulseiras, óculos de sol, etiquetas ou palmilhas. Nada de mini-saias ou parvoíces. Se é para trajar, que seja de acordo com as regras do Código que nos rege e NUNCA "só porque sim". Se é para trajar, que seja com um propósito. Que seja por entendermos o seu simbolismo. Se é para trajar, que seja em condições.

Trajes, dos bonitos | Flickr – Compartilhamento de fotos!
naimabarcelona:

Quotes

Adoro chegar a casa com um sorriso parvinho na cara. Tenho tantas coisas para valorizar...!

BLOGOSFERA | Trabalho de Bastidores

Em Portugal toda a gente escreve livros, toda a gente canta, toda a gente publica autobiografias e toda a gente tem um blogue. Não é de agora - ao contrário do que muita gente pensa - mas a verdade é que nos últimos anos os blogues têm revelado ser uma forma de promoção brilhante e muito eficaz. As marcas e as celebridades encontram assim uma forma gratuita de lidar com um público diferente que procura opiniões sinceras e que vai além dos rótulos das embalagens ou da suposta imparcialidade dos meios de comunicação. Os bloggers deixaram de ser os nerdzinhos anti-sociais e passaram a ser vistos como ditadores de tendências, de sucessos e de fracassos. Se a internet fosse o sistema solar, a blogosfera seria Júpiter e eu adoro que se criem centenas de blogues todos os dias. Venham eles, que eu gosto de novidades!

No entanto, são poucos aqueles que atingem o topo ou que nos marcam pela diferença. Ter um blogue  - mesmo que seja em jeito de passatempo, como este que me faz chegar até vocês - exige trabalho. Exige dedicação e pesquisa. Exige sinceridade. Parcialidade. Originalidade. Um blogue - seja ele temático ou generalista, mais pessoal ou mais factual - exige paixão. Sempre. E nem toda a gente está para aí virada. Claro que também exige uma escrita perceptível e dispensa, logicamente, erros ortográficos absurdos mas, no fundo, tudo se treina e tudo se aprende se em nós houver uma vontade incontrolável de escrever e de partilhar aquilo que escrevemos. Mesmo que, durante os primeiros tempos, nos pareça que estamos a escrever "para o ar virtual" e "para as paredes blogosféricas", continuamos. Porque é algo que gostamos de fazer independentemente do número de parcerias que somos capazes de estabelecer.

Ter um blogue implica estar ligado ao mundo sem nos apercebermos disso. Implica criar um espaço à nossa medida e ter orgulho em cada palavra. Implica aturar pessoas que acham que sabem tudo sobre nós quando, na realidade, só conhecem aquilo que publicamos. Ter um blogue implica ter ideias novas todos os dias e arranjar forma de as colocar em prática assim que nos lembramos delas. Implica ser inovador e implica pausas, que também são necessárias de vez em quando. Ter um blogue implica sinceridade e convicção. Implica opinião em detrimento de influência. Um blogue implica muita coisa mas quando temos orgulho no nosso espaço tudo vale a pena. Pela minha perspectiva, o sucesso é apenas o bónus que nos dá reconhecimento e nos motiva.

infinite

Aviso à navegação: o próximo tema do Ad Infinitum será polémico. O respeito será imprescindível mas a promoção do debate está garantida.

VIDA ACADÉMICA | O Ingresso no Ensino Superior

Desde o décimo ano que tenho vindo a notar uma crescente obrigatoriedade social de ingressar no Ensino Superior. Como se todas as profissões que vão para além da Medicina, do Direito, da Biologia e das Ciências da Comunicação fossem profissões menores. Como se as pessoas que não têm uma licenciatura fossem vistas como seres inferiores por não terem, efectivamente, frequentado meia dúzia de aulas, feito não sei quantos exames, acumulado créditos e recebido um diploma.

O Ensino Superior não é para todos. É para quem quer lá estar e, por muito cruel que isto soe, é para quem pode e para quem tem capacidades para tal. Há quem não queira pôr os pézinhos na Universidade, há quem não tenha desenvolvido qualquer interesse por um curso e há quem simplesmente tenha outras prioridades. Há cursos técnicos. Há formações. Nem toda a gente tem que ser médico ou advogado. Nem toda a gente o quer ser e, numa altura de decisões, vocês - finalistas de Secundário - têm que pensar nos vossos objectivos, ignorando todo e qualquer comentário que vos influencie. Serão vocês a lidar com a pressão das aulas e dos exames. Serão vocês a acordar cedo. Vocês traçarão os vossos objectivos. O vosso futuro. E se não querem ingressar no Ensino Superior, não o façam. Não roubem lugares às pessoas que lutaram. Não tentem viver uma vida que alguém escolheu para vocês. Não sejam infelizes. Sejam conscientes.

Se acham que uma licenciatura vos dará ferramentas para alcançar os objectivos que têm em mente, continuem o vosso percurso académico e entrem na etapa que vos ensinará muito sobre a profissão que ambicionam, sobre a vida e sobre vocês próprios. No entanto, se pensam que a universidade serve para bebedeiras e saídas à noite, não concorram. Não se candidatem se não tencionam ir às aulas ou se não têm sequer vontade de ingressar numa turma nova. Não abram o site da DGES se, na vossa cabeça, a vossa profissão de sonho não está relacionada com uma Universidade ou um Instituto Politécnico. Há opções que não incluem o Ensino Superior e que são tão dignas como essa que se transformou em "lei social". Se querem ser carpinteiros, força. Se querem ser nutricionistas, sigam em frente. Se querem ser médicos, tentem. Se querem ser jardineiros, lutem por isso. A vida vai muito além das profissões que temos à nossa disposição no Ensino Superior e, neste momento, cabe a cada um de vocês encontrar a indicada. Lutem por aquilo que ambicionam sem ligar a comentários tristes ou despropositados. O futuro é vosso. Que seja aquele que idealizaram mesmo com todos os obstáculos que terão de enfrentar pelo caminho.

dreamthemoment:

fashion/beauty/lifestyle posts ♥

Voltaram as temperaturas mais baixas, os blusões e o céu nublado... Santa paciência!

SWEET CAROLINE | Sobre a Flexibilidade Mental

Tenho uma mentalidade flexível e isso agrada-me bastante. Posso ter as minhas convicções bem entranhadas em todos os centímetros do meu ser e posso defender com unhas e dentes o que sinto mas sei que tenho, em simultâneo, a capacidade de avaliar uma situação e de não desatar aos berros quando alguém demonstra uma perspectiva diferente da minha. Ser convicto e determinado é uma coisa. Ser teimoso só porque sim é outra completamente diferente.

Explicar o nosso descontentamento perante uma opinião e fortalecer outro ponto de vista através de argumentos válidos que nos fazem chegar mais longe numa discussão é uma mais-valia. Por muito delicada que seja uma questão, existem sempre os dois lados e ter uma mente suficientemente flexível  - que nos permite corrigir os nossos erros e que nos permite perceber que, por vezes, há decisões melhores e pessoas com conhecimentos mais abrangentes que nos podem ser realmente úteis em tudo - é motivo de orgulho. Dizer que é necessário abrir horizontes é muito bonito mas é ainda mais bonito quando conseguimos ser capazes de admitir que a nossa opinião é passível de correcção e de evolução. Por muito convencida que eu possa soar ao afirmá-lo, orgulho-me de ter em mim própria essa flexibilidade mental que tanto aprecio nos outros. Não podemos apenas desejar que a sociedade evolua. A mudança começa nos centímetros do nosso ser. Nós somos o primeiro exemplo.

what-id-wear:

What I’d Wear : The Outfit Database
(source : Kayture )
(100+) Favorieten | Tumblr

As férias estão marcadas. Este ano teremos direito a uma semana bem pertinho da praia e isso agrada-me!

ALIVE 2014 | O Ambiente e os Concertos

Os artistas subiram aos palcos sem grandes atrasos, as barraquinhas publicitaram as suas marcas da forma mais correcta, os passatempos e os brindes estavam presentes, os rapazes giros estavam um pouco por todo o lado e as opções alimentares causavam dilemas na hora da decisão gordichona do dia. O ambiente do Optimus Alive - ou NOS Alive - estava ao rubro e toooooda a gente estava feliz. Afinal, que problemas é que poderiam eventualmente existir num local onde há gente gira, pizza e música brutal? Fiquei agradavelmente surpreendida com a organização do primeiro dia do Festival e continuo a dizer que repetia a experiência no dia seguinte - mesmo ridiculamente cansada e inegavelmente farta de transportes.

Sou mais apologista dos concertos "avulso" (porque ver a nossa banda do coração durante duas horas ao lado de milhares de pessoas que estão ali pelo mesmo motivo é bem diferente de ver um concerto mais reduzido num palco-padrão) mas não fiquei nada desiludida e pretendo regressar assim que o cartaz fizer os meus olhos brilhar de novo. Um Festival de Verão tem um ambiente que contagia de forma distinta e o NOS Alive valeu cada cêntimo e cada minuto de viagem.

No palco NOS vi concertos brilhantes. O Ben Howard (que é a personificação da música de pôr-do-sol para pessoas com bom gosto, como costumo dizer) fez-me gostar ainda mais dele. Apaixonei-me novamente por uma voz masculina e conheci imensas músicas que me arrependo de não ter ouvido antes. Os Imagine Dragons (que explodiram de energia e que fizeram toda a gente saltar e cantar o mais alto possível) foram, possivelmente, a banda que mais interagiu com o público durante todo o primeiro dia de Festival. Muita gente diz que foram o ponto alto do dia 10 de Julho e eu só não concordo por completo porque os Arctic Monkeys têm sempre um lugarzinho especial no meu coração e também estiveram à altura. No entanto, tenho que admitir que as minhas expectativas não saíram defraudadas. Os Imagine Dragons foram absolutamente geniais e atribuo-lhes sem hesitar - como já dei a entender - o prémio da interacção - roubado com facilidade aos Arctic Monkeys. A banda do nosso Alex Turner - que faz aquele abanar de ancas e que penteia o cabelo como ninguém - trocou poucas palavras com o público mas compensou nas guitarradas e na qualidade vocal incrivelmente fantástica que pouca gente menciona. Os Arctic Monkeys não costumam desiludir e apesar de não me terem surpreendido relativamente ao alinhamento, conseguiram conquistar-me. Há bandas que não valem a ponta de um fósforo fora do estúdio mas estes meninos não falham e são igualmente incríveis em cima do palco.

Por outro lado, nos palcos secundários, consegui ainda descobrir algumas bandas que desconhecia e consegui ouvir músicas nas quais tropecei sem querer - umas melhores, outras piores. No geral, gostei das escolhas. O Alive é - digam o que disserem - um festival versátil e no recinto recebemos um banho de música completamente diferente daquele que receberíamos se à nossa frente estivesse apenas uma banda. 

Não faltaram as brincadeiras, as fotografias parvas e a comida gordichona. Chegámos a Braga às 8h30 de sexta-feira (depois de uma camioneta, uma estação de metro e uma viagem de comboio) mas não me arrependo de nada. O calor foi terrível (especialmente na viagem de ida) e o cansaço era inquestionável mas acho que falo por todos os elementos do nosso grupinho quando digo que valeu completamente cada cêntimo e cada dorzinha nos músculos. É para regressar quando a carteira nos permitir e o cartaz nos aliciar.


Alemanha ou Argentina, meninos?

AD INFINITUM | 02

De há uns tempos para cá tenho vindo a desenvolver o meu gosto pela fotografia em geral e pela fotografia analógica em particular. Não sou nenhuma especialista no assunto mas as minhas tentativas/erro têm corrido razoavelmente bem e eu tenho ficado genuinamente feliz com os meus registos. Levo a Matilde para todo o lado mas a fotografia analógica é, para mim, incrível e insubstituível. Sou eu, a máquina e um rolo de 36 exposições no máximo. Não há como fazer variações de ISO. Não há como ter diversos efeitos de cor num só rolo sem a ajuda de filtros externos. Não há como trabalhar as características do filme e não há como fugir ao estado puro e genuíno da imagem. Não há como evitar o factor surpresa ou a ansiedade de ver o resultado final. A revelação, a criação de memórias palpáveis e a aprendizagem são obrigatórias e são três factores que conferem à fotografia um encanto diferente aos olhos dos apaixonados pela arte do analógico.

As desvantagens do analógico residem essencialmente no investimento contínuo e na probabilidade de erro incorrigível. Algumas dessas máquinas fotográficas - especialmente as mais recentes - podem até nem ser muito caras e podem até ser ultra-fáceis de utilizar (lembram-se de vos ter falado na minha máquina lomográfica com efeito de aquário?) mas os rolos e a revelação não têm preços propriamente acessíveis e as imagens nem sempre saem como planeámos.

No entanto, essas duas desvantagens são compensadas pela resolução excelente, pela autenticidade da imagem e pelo cuidado que temos durante os registos. O digital pode ser incrível para determinadas situações mas quem quer aprender mais sobre a arte da fotografia tem, obrigatoriamente, que trabalhar com o analógico. Há que testar para aprender. E se pudermos testar as nossas capacidades de fotógrafos amadores com uma câmara que nos obriga a analisar as situações e que nos leva a avaliar as condições antes do disparo, tanto melhor.

Enquanto esta modalidade fotográfica não desaparecer por completo (ou enquanto não se transformar numa actividade disponível apenas para fotógrafos profissionais milionários), eu continuarei a utilizá-la. Ninguém me tira os rolos revelados e as fotografias instantâneas. São memórias que ficam. Memórias que perduram. Memórias que não dispenso mesmo que o Mundo evolua num ápice. A fotografia digital pode estar mais presente na minha vida mas a fotografia analógica estará sempre mais presente no meu coração e uma não ocupa o lugar da outra. No meu mundo há espaço para as duas e as guerras de superioridade que têm surgido entre o analógico e o digital são apenas ridículas. Tudo depende dos nossos objectivos e dos nossos gostos. Tudo depende da situação, do nosso estado de espírito e das condições que temos à nossa disposição. Ninguém é superior a ninguém por fotografar em analógico. É o fotógrafo que faz a imagem e não a máquina.

Se quiserem ver as noções básicas da fotografia digital (e aproveitar os conceitos para a fotografia analógica), vejam esta publicação da Ana Garcês. O conhecimento não ocupa espaço e tenho a certeza que irão perceber melhor a vossa máquina, os vossos filmes e os vossos erros fotográficos. Divirtam-se e fotografem muito que, no fim do dia, é isso que importa.


A Spirito já abriu no Porto! Podem encontrar o maravilhoso gelado de Kinder (e muitos outros sabores) na Rua Mouzinho da Silveira.

ALIVE 2014 | O Transporte

Os concertos e festivais (ou outros eventos) na zona de Lisboa transformam-se em autênticos sugadores de dinheiro para aqueles que, como eu, residem no Norte do país. Os transportes públicos são caros e levar viatura própria é impensável portanto há que procurar soluções diferentes. A nossa (encontrada por acaso) evita chatices acrescidas e gastos abusivos. Chama-se Autocarro 404 e é uma empresa que organiza viagens para concertos e festivais a preços mais reduzidos.

O processo de compra de bilhetes não podia ter sido mais simples: fizemos a reserva, recebemos a confirmação num espaço de horas através dum email, fizemos o pagamento por transferência bancária, recebemos os bilhetes em casa (sem custos acrescidos) e na passada quinta-feira partimos do Porto em direcção a Oeiras (fazendo uma paragem em Aveiro para apanhar os festivaleiros que partiram daí). A viagem estava muito bem organizada, os responsáveis foram super simpáticos e atenciosos (certificando-se sempre que todos estavam presentes na hora da partida) e, na minha opinião, a empresa conseguiu destacar-se das restantes empresas de transportes que poderíamos eventualmente escolher. 

Eu confesso que estava reticente uma vez que nunca tinha ouvido falar da  Autocarro 404 mas depois de ter chegado sã e salva a casa não podia deixar de dizer que fiquei satisfeita com a nossa escolha. 19€ foi um bom preço e, se sublinharmos o cuidado da organização perante os festivaleiros e o facto do autocarro nos deixar o mais próximo possível do recinto (mesmo à porta, no caso do Alive), então podemos dizer que esta é uma empresa fiável e de qualidade. Não tenho nada de errado a apontar e, no futuro, tenciono voltar a viajar com a Autocarro 404. Recomendo.


Esta é uma chávena de café desenhada em computador e criada numa impressora 3D. Não é fantástica?

VÍDEO | Para Quem Gosta de Palhaços Pseudo-Inofensivos

Eu não gosto de palhaços. Não gosto. São seres com vozes estranhas e gargalhadas maléficas que não conseguem ganhar a minha confiança por muitos anos que passem. Não quero saber que me digam que "são apenas pessoas disfarçadas que não fazem mal nenhum aos comuns mortais",  eu não gosto de palhaços e vou sempre mudar de passeio se um deles vier na minha direcção. Dispenso bem as cores fortes dos fatos-macacos, dispenso a tinta branca e dispenso as perucas e os balões ou os rebuçados. Não gosto. Os palhaços são seres maléficos que querem dominar o mundo (porque as crianças são o futuro!) e vocês vão todos arrepender-se por não terem acreditado em mim enquanto ainda estavam a tempo de criar um refúgio na cave e de levar para lá todas as latas de Coca-Cola, todas as barrinhas Kinder e todas as bolachas que adoram. Os palhaços são seres demoníacos e, se não acreditam em mim, então vejam o vídeo que se segue:


...depois não digam que eu não avisei!
bback mnt | via Tumblr

Já não vou ao cinema desde Setembro mas os bilhetes são tão caros que, se posso ver os filmes em casa, me parece um desperdício.

BLOGOSFERA | Bobby Pins

Se há um blogue que me dá gosto ler e que está sempre na minha lista de favoritos é este, que acompanho desde o primeiro dia e que nunca desilude. Pela escrita cativante da autora, pelas palavras contagiantes e pelas opiniões genuínas sem papas na língua ou filtros, o Bobby Pins é um blogue que dispensa apresentações mas que continua a merecer todo o reconhecimento que lhe conseguirmos dar.

Música, nutrição, viagens ou amor são só alguns dos temas que podemos encontrar diariamente neste espaço e a verdade é que este blogue está longe de ser como muitos outros. Pode ser igualmente generalista e pode até ser igualmente escrito por uma estudante universitária com uma vida pela frente porém, consegue uma distinção de mérito no meio de centenas de milhares de blogues. O Bobby Pins tem os textos mais maravilhosos e as situações mais cómicas; é o blogue mais sério e mais hilariante em simultâneo. É um dos meus blogues de eleição e, neste momento, é o que visito com mais frequência. Dou os meus parabéns à Inês pelos seus textos argumentativos brilhantes, pela forma genial como relata as suas paixões e pela maneira como me consegue deixar com um sorriso sempre que leio mais uma frase, mais um parágrafo, mais um texto. O Bobby Pins certamente não vos é desconhecido mas, para mim, seria uma terrível falha se não lhe fizesse uma referência mais especial. Se não costumam passar por lá, façam-no. Eu recomendo sem hesitar.

naimabarcelona:

Oscar De La Renta

O meu mundo deu uma volta de 180 graus em apenas seis meses.

ALIMENTAÇÃO | Hot Dog House

Na passada sexta-feira fui com alguns amigos a um restaurante diferente do habitual que nos obriga a fazer uma viagem no tempo até aos anos 50. As cadeiras confortáveis, os azulejos pretos e brancos, a música doutros tempos, a ementa escrita nos quadros de ardósia, a bateria no mini-palco improvisado, as fotografias de Marilyn Monroe e as frases cómicas nas paredes distinguem a Hot Dog House de todos os outros restaurantes de comida rápida que por aqui existem. Este espaço moderno, situado na Rua Nova de Santa Cruz em Braga - a rua dos bares da Universidade do Minho, para quem não sabe - passa despercebido aos olhos de muitos mas não se mantém indiferente aos olhos de quem sobe as escadas e é recebido com um sorriso, a passe da rede wi-fi, um cachorro-quente gigaaaante (que eu não consegui acabar, para alegria do Leandro) e um atendimento de valorizar.

Hot Dog House é uma casinha muito agradável à qual tenho - definitivamente - que voltar. Quero dar uma nova oportunidade às gargalhadas e às conversas com os amigos que gostam de sítios giros como este e quero fotografar o espaço em condições antes de devorar mais uma das opções presentes na ementa. Eu confesso que não sou a maior fã de cachorros-quentes mas também admito que fiquei satisfeita com a nossa escolha não só em termos de espaço mas também em termos de refeição. Optámos todos pelo Texas (que pelos vistos é um dos cachorros mais pedidos neste diner super original) e o sabor não desiludiu. A Hot Dog House tem preços acessíveis e é perfeita para um jantar entre gordichões. Recomendo.


Há um ano atrás nasceu este blogue. Parabéns a todos nós, que fazemos dele o que ele é!

AMOR | Expressões Há Muitas

Vocês que lêem as minhas dissertações sobre os mais diversos temas podem sempre contrariar-me de forma convicta porque opiniões são opiniões e vocês só conhecem aquilo que eu partilho mas a verdade é só uma: eu sou terrível com as palavras e é frustrante. Não o sou quando as escrevo nem vou ser hipócrita ao ponto de dizer que não tenho orgulho nas minhas divagações mais genuínas mas não há volta a dar: eu sou terrível quando, a meio duma discussão, digo coisas que não devia e que magoam as outras pessoas sem eu ter sequer intenção disso. Sou terrível quando me atrapalho com as palavras e quando misturo temáticas. Sou terrível quando expludo, quando tenho vontade de virar costas e quando faço referência a assuntos passados porque acumulei mil e uma mariquices durante um mês. Sou um desastre incontrariável e isso ninguém pode negar. 

Mas mesmo que eu não seja a pessoa que deixa um rasto de mel por onde passa, sou a pessoa que dá o abraço mais sincero porque não há nada que diga "gosto de ti" como um abraço apertado. Mesmo que eu seja a pessoa mais idiota do universo e mesmo que não seja capaz de transformar as palavras que saem da minha garganta em declarações incríveis ou as minhas ideias mirabulantes em acções geniais, quando gosto, gosto a sério e nem sequer consigo disfarçar. Eu sei que vou ser sempre a pessoa mais adaptável que dá tudo pelas pessoas que adora mesmo que seja também a pessoa que resmunga por nada. Está-me no sangue. É inevitável. 

Contudo, por muitas voltas que o mundo dê todos os dias, eu sei que sou, neste momento, a pessoa que apoia de forma incondicional. Até posso ser também a pessoa que encosta a cabeça e que faz puppy eyes quando sabe que fez asneira apesar de não saber exactamente como deve pedir desculpa pela idiotice descontrolada e até posso nem ter uma capacidade incrível para me expressar em condições mas os meus olhos dizem tudo e é impossível controlar o seu brilho quando me compram algodão doce, quando me levam a ver o fogo-de-artifício ou as luzinhas da cidade ou quando me dizem coisas bonitas.

sextnoise:

following back tons!
serenata na janela

Adoro as serenatas, as pandeiretas, os estandartes, as vozes e as acrobacias. Adoro o mundo melodioso das capas negras.

ROSTO | Base Líquida: Perfection Lumière Velvet da Chanel

Aproveitei a promoção da Sephora durante o passado mês de Maio e trouxe esta base líquida para casa. Apesar de eu não ser fiel a marcas - principalmente no que diz respeito a cosméticos - o lançamento deste novo produto captou a minha atenção e, na primeira oportunidade (que, para minha sorte, coincidiu com o fim duma base que terminei a muito custo), decidi experimentar. Já a uso há mais de um mês e digo-vos honestamente que não podia estar mais satisfeita com a minha escolha. A Perfection Lumière Velvet da Chanel transformou-se na minha base de eleição devido à sua textura e revelou ser a base ideal para mim por ser leve e fluída, por deixar a pele macia, por ter disponível um tom exactamente igual ao da minha cara e por possuir um acabamento aveludado muito natural.

Já tinha lido maravilhas sobre as bases líquidas da Chanel mas nunca tinha experimentado uma até ter arriscado nesta. Pois bem, estou encantada e, por enquanto, não quero outra coisa. É uma base que não contém óleos na sua composição e que cobre as imperfeições duma forma (quase) milagrosa. Dura o dia todo sem precisar de retoques e, no meu caso, duas ou três gotas chegam para cobrir toda a face. A embalagem elegante tão típica da marca também lhe dá alguns pontinhos extra e o facto de ter SPF 15 é o bónus.

Admito que, no meu papel de consumidora, já tinha perdido a esperança na humanidade e nas fadinhas da cosmética mas esta menina de 30ml veio repô-la. Percebo que não seja um produto propriamente acessível uma vez que ronda os 35€ mas vale cada cêntimo. A minha recomendação vai sobretudo para as meninas que têm pele normal ou oleosa - exactamente por causa das características anteriormente referidas - mas acredito que seja uma base adaptável a qualquer rosto. Não gosto do efeito "base-colada-na-cara-à-chapada" e esta permite-me construir o grau de cobertura que pretendo sem criar o tal efeito pastoso que eu odeio. Com um corrector por baixo quando necessário a minha pele fica perfeitinha e eu fico felicíssima por não ter que usar trinta mil produtos. Estou rendida e tenciono comprar de novo quando esta terminar.

2014 Tour de France to be Smoke-Free

O Ciclismo é um desporto que não me cativa. Dizem que tem estratégia mas, para mim, é apenas aborrecido. São gostos.

DECORAÇÃO | As Sardinhas de Bordallo Pinheiro

O mês de Junho está normalmente associado às festas populares, às tradições e às sardinhas e, neste Verão, esse elemento gastronómico tão importante renasce e imortaliza-se em cerâmica pela mente criativa de Bordallo Pinheiro. Na sequência de uma parceria entre a Câmara Municipal de Lisboa e a EGEAC, o artista criou uma colecção de vinte e duas sardinhas - alegóricas ao concurso "Sardinhas das Festas de Lisboa" - que estão agora à venda em vários pontos do país.

As sardinhas, com as mais diversas cores e os mais diversos detalhes, transformam-se assim em elementos decorativos. Há umas mais simples e outras mais elaboradas mas uma coisa é certa: há sardinhas para todos os gostos e mesmo quem não gosta desta iguaria tão portuguesa (como eu) vai achar piada aos objectos que dão personalidade a um espaço. A colecção será revista anualmente com introdução de novas propostas e edições especiais limitadas e talvez assim a "Sardinha de Lisboa" chegue ao resto do mundo sem prazos de validade.

A marca desenvolveu ainda um projecto de venda ambulante que visa conquistar lisboetas e turistas que caminhem por Belém, pela Baixa e pelo Parque das Nações. Cada embalagem de uma sardinha está à venda por 18,90€ e cada embalagem de duas está disponível por 34,90€. Para além de poderem ser compradas na carrinha Citroen HY de 1960, estes objectos decorativos podem também ser adquiridos na loja da Bordallo Pinheiro nas Caldas da Rainha, na flagshipstore da Vista Alegre ou no El Corte Inglés de Lisboa e de Gaia. Convencidos?

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Era para lá que eu ia agora se pudesse...

SOCIEDADE | Situações Hilariantes num Supermercado

Não há nada mais hilariante do que um homem num supermercado sob as ordens da namorada (que se recusa a sair de casa ou que está, obviamente, demasiada ocupada para perder tempo entre corredores e carrinhos de metal). O ar confuso dele enquanto segura uma caixa de tampões em cada mão, o pânico de chegar a casa com o produto errado e os pensamentos ditos em voz alta para os botões da camisa são algo de fascinante.

Ninguém quer contrariar uma mulher durante a sua semana demoníaca por isso lá vai o indivíduo (também conhecido como "pobre-coitado") em busca da marca ideal, do modelo apropriado e da cor certa - mais ou menos como se fosse um carro. No entanto, a verdade é que a compra vencedora nem sempre é assim tão simples e normalmente resulta numa discussão ou - se tiverem sorte - em muitos risos. A namorada (ainda calma e com grande esperança no ser humano que tem em casa) lá explica - da forma mais detalhada possível - o formato da embalagem e o tipo de produto. Diz as cores exactas, faz observações pertinentes e até lhe diz o que ele NÃO deve trazer para casa. Se for possível até lhe mostra o único exemplar que (ainda) possui mas isso acaba por não servir de muito. O resultado é sempre o mesmo: um homem em frente a uma data de prateleiras, completamente confuso, a morrer de vergonha - sem saber ao certo para onde se virar - e com uma vontade extrema de fugir para comprar video-jogos, cervejas, refrigerantes e batatas fritas.

A minha conclusão depois de ouvir alguns relatos de amigas e depois de visualizar a dificuldade dos rapazes fofinhos que ainda tentam agradar as namoradas com favores complexos é só uma: não vale a pena pedir-lhes para nos substiturem na busca essencial pelos produtos femininos. Se até nós ficamos confusas com tanta variedade e se só sabemos o que trazer porque conhecemos exactamente o que usamos, como é que podemos esperar que eles acertem? E se nós até evitamos ir comprar parafusos ou chaves de fendas, porque é que não os podemos deixar fugir dos tampões e dos pensos higiénicos? É que, se pensarem bem, esta comparação não é assim tão louca quanto isso... Os produtos de bricolage e os produtos femininos têm características em comum; todos parecem iguais para quem não os utiliza e a variação está apenas no tamanho e na marca. Não vale a pena arriscar nem criar dramas e chatices onde elas não existem, correcto? E, meninas, será que estamos mesmo dispostas a receber pensos para a incontinência quando o que queríamos mesmo eram pensos para a menstruação?

Por muito hilariante que seja, eu cá acho que devíamos deixar os meninos livres de situações complexas como esta - mesmo que seja ainda mais hilariante ver o mesmo indivíduo na caixa de pagamento provavelmente com o produto errado, um pack de cervejas e outras coisas supostamente másculas que o ajudam a minimizar a vergonha que sente e que ajudam a evitar confusões nos cérebros alheios (porque "ai de quem duvide da sua masculinidade"...!), obviamente.

Corazón en Papel♥ | via Tumblr

E porque hoje é o aniversário do Leandro... Parabéns pelos 21 e por seres quem és, rapaz!

GOSSIP | Novas Estrelas no Passeio da Fama

No Passeio da Fama, em Hollywood, brilharão mais trinta estrelas. Os escolhidos para tal honra na categoria de Cinema são Will Ferrell, Jennifer Garner, Peter Jackson, Daniel Radcliffe, Paul Rudd, Snoopy, Melissa McCarthy, Christoph Waltz, Eugenio Derbez, Raymond Chandler e Bob Kane enquanto que, no mundo da Televisão, o elogio recai sobre Chris O'Donnell, Sofía Vergara, Jim Parsons, Amy Poehler, Seth Macfarlane, James L.Brooks, Ken Ehrich, Bobby Flay, Julianna Margulies e Kelly Ripa. Na categoria da Rádio, Larry Elder é o único a receber uma estrela cor-de-rosa com o seu nome enquanto que na Música as atribuições são feitas a Pitbull, Lukasz "Dr.Luke" Gottwald, Kool&The Gang, Al Schmitt e Pharrell Williams. Na música ao vivo são Kristin Chenoweth, Dick Gregory e Ennio Morricone quem recebe um dos maiores destaques artísticos do planeta. Confesso que alguns nomes me surpreenderam por não me parecerem tão significativos quanto isso mas, por outro lado, há celebridades que têm uma estrela de forma bastante justa. Há nomes que, para mim, não fazem sentido mas também há outros que merecem lá estar, não para serem pisados mas para serem fotografados ao lado dos pézinhos que identificam os visitantes nas fotografias publicadas no Instagram. Opiniões sobre esta lista recentemente divulgada?

Yeah
itslatingirl:

instagram

Não baixei os braços durante um ano de trabalho e isso vê-se na minha pauta. Só espero que as duas notas que faltam não me desiludam!

DESAFIO | No Ecrã do Meu Telemóvel...

...está esta fotografia que captei há uns meses atrás perto dum café onde tomei o pequeno almoço. É um detalhe engraçado e delicado encontrado por acidente numa parede dum parque de estacionamento barulhento e cinzento. É um detalhe que não depende dos meus sentimentos para fazer sentido ou para me fazer gostar dele. Este pormenor citadino - completamente imperceptível aos olhos de muitos - remete-me imediatamente para uma ilustração relacionada com o mundo da moda e está longe de ser um rabisco aleatório daqueles que os miúdos palermas de doze anos fazem com latas de spray nos contentores do lixo enquanto seguram na pala do boné. Este desenho é arte e eu adoro ter o meu olhar treinado para reparar em coisas simples como esta. No ecrã do meu telemóvel está o talento de alguém. Um talento que eu gostava muito de ter.


Aceitem o desafio e façam uma publicação sobre o ecrã dos vossos telemóveis! As hiperligações deixadas na caixa de comentários desta mesma publicação serão partilhadas na Página do Facebook do Blogue.

Para o seu casamento, Olivia escolheu um conjunto de três peças. Opiniões?

TELEVISÃO | Toddlers and Tiaras

Um dos programas mais ridículos da televisão americana: Toddlers and Tiaras. Um reality show sobre concursos de beleza para crianças convencidas, demasiado competitivas e mimadas. Um mundo de pequenos seres que mal sabem falar mas que vivem segundo os sonhos e os desejos das mães que gastam rios de dinheiro em pestanas e dentes falsos, vestidos brilhantes e perucas duvidosas. De vez em quando lá apanho um episódio e - apesar de não conseguir ver mais do que cinco minutos do dito programa - a minha reacção de choque é sempre a mesma. Poupem-me. Crianças a chorar desalmadamente e bebés a adormecer em palco deviam ser motivos mais do que suficientes para os produtores pararem de dar prioridade a concursos parvos como estes. Ver uma pequena ditadora tirânica a formar-se diante dos nossos olhos e não lhe dar uma palmada no rabo para acalmar os cavalinhos carregados de purpurinas e lantejoulas não é, nem nunca vai ser, uma forma saudável de educar uma criança. A futilidade tem limites. E a falsidade também.