Thirteen

AD INFINITUM | 02

De há uns tempos para cá tenho vindo a desenvolver o meu gosto pela fotografia em geral e pela fotografia analógica em particular. Não sou nenhuma especialista no assunto mas as minhas tentativas/erro têm corrido razoavelmente bem e eu tenho ficado genuinamente feliz com os meus registos. Levo a Matilde para todo o lado mas a fotografia analógica é, para mim, incrível e insubstituível. Sou eu, a máquina e um rolo de 36 exposições no máximo. Não há como fazer variações de ISO. Não há como ter diversos efeitos de cor num só rolo sem a ajuda de filtros externos. Não há como trabalhar as características do filme e não há como fugir ao estado puro e genuíno da imagem. Não há como evitar o factor surpresa ou a ansiedade de ver o resultado final. A revelação, a criação de memórias palpáveis e a aprendizagem são obrigatórias e são três factores que conferem à fotografia um encanto diferente aos olhos dos apaixonados pela arte do analógico.

As desvantagens do analógico residem essencialmente no investimento contínuo e na probabilidade de erro incorrigível. Algumas dessas máquinas fotográficas - especialmente as mais recentes - podem até nem ser muito caras e podem até ser ultra-fáceis de utilizar (lembram-se de vos ter falado na minha máquina lomográfica com efeito de aquário?) mas os rolos e a revelação não têm preços propriamente acessíveis e as imagens nem sempre saem como planeámos.

No entanto, essas duas desvantagens são compensadas pela resolução excelente, pela autenticidade da imagem e pelo cuidado que temos durante os registos. O digital pode ser incrível para determinadas situações mas quem quer aprender mais sobre a arte da fotografia tem, obrigatoriamente, que trabalhar com o analógico. Há que testar para aprender. E se pudermos testar as nossas capacidades de fotógrafos amadores com uma câmara que nos obriga a analisar as situações e que nos leva a avaliar as condições antes do disparo, tanto melhor.

Enquanto esta modalidade fotográfica não desaparecer por completo (ou enquanto não se transformar numa actividade disponível apenas para fotógrafos profissionais milionários), eu continuarei a utilizá-la. Ninguém me tira os rolos revelados e as fotografias instantâneas. São memórias que ficam. Memórias que perduram. Memórias que não dispenso mesmo que o Mundo evolua num ápice. A fotografia digital pode estar mais presente na minha vida mas a fotografia analógica estará sempre mais presente no meu coração e uma não ocupa o lugar da outra. No meu mundo há espaço para as duas e as guerras de superioridade que têm surgido entre o analógico e o digital são apenas ridículas. Tudo depende dos nossos objectivos e dos nossos gostos. Tudo depende da situação, do nosso estado de espírito e das condições que temos à nossa disposição. Ninguém é superior a ninguém por fotografar em analógico. É o fotógrafo que faz a imagem e não a máquina.

Se quiserem ver as noções básicas da fotografia digital (e aproveitar os conceitos para a fotografia analógica), vejam esta publicação da Ana Garcês. O conhecimento não ocupa espaço e tenho a certeza que irão perceber melhor a vossa máquina, os vossos filmes e os vossos erros fotográficos. Divirtam-se e fotografem muito que, no fim do dia, é isso que importa.

15 comentários:

  1. Já sabes que adorei completamente o teu texto! Este projeto é um máximo! Vou agora ler a parte da Ana!
    Beijinho*

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  2. Já sabes que adorei completamente o teu texto! Este projeto é um máximo! Vou agora ler a parte da Ana!
    Beijinho*

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  3. Eu quero comprar uma máquina fotográfica analógica! Acho que as fotografias que ficam bem acabam por compensar o investimento. Pelo menos eu adoro ver e tê-las guardadas para rever quando me apetecer :)

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  4. Esta publicação é tão, mas tão Carol que é uma coisa impressionante!

    (E não é para me gabar, porque eu até sou modesta, mas nós formamos uma dupla do caraças!)

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  5. Vocês juntas partem tudo! Gostei muito*

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  6. Gostei de muito das publicações! :)

    Amanhã vou buscar as minhas fotos, vai ser uma surpresa total!! Já me mentalizei que algumas devem estar horríveis... :P

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  7. Estou seriamente a ponderar pedir-te ajuda com a minha Diana, eheh
    Sem brincadeiras, comprei-a por mero acaso. Uma espécie de impulso e agora não lhe dou saída porque não percebo nada de rolos.
    Achas que me podes dar umas dicas?

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  8. Pelo que diz no site Lomography, os rolos são de 35 mm. Isso é basicamente tudo o que sei.
    Aprender a lidar com a máquina é uma questão de prática e de me dedicar mesmo a ler as instruções, porque está lá tudo.
    Mas, por exemplo, onde comprar os rolos. É uma coisa que não sei. Já ponderei encomendar pelo site oficial, mas não sei se tem, por exemplo, na fnac. Esse tipo de coisas, mais práticas. Deves saber disso melhor que eu...

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  9. Ok, estou a sentir-me super ignorante! :D
    Então, por favor, explica-me essa parte do ISO, se não der muito trabalho!

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  10. Pronto, já me sinto menos ignorante!
    Então eu vou ver isso bem!
    Obrigada por tudo. Nem sabes a ajuda que me deste! A primeira foto que tirar *rezando para que fique bem tirada*, dedico-te :)

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  11. Já tinha visto! Estão super fofas. Com alguns erros, mas tenho a certeza que as minhas não ficarão muito melhores!
    É, é isso que eu vou fazer! Testar tudo!

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  12. Pois, não sei. Pode ter sido uma situação excepcional, mas posso perguntar amanhã se é "normal" eles levarem 4 ou 5 dias a revelar.

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  13. Não, não me baralhaste, está descansada!
    Eu vou então ver isso com calma e tentar fazer algo já esta semana!
    Depois eu digo-te como correu ;)
    Obrigada!!

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  14. Quero muito aventurar-me nesse mundo :)
    coucoucaroline.blogspot.pt

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