ALIVE 2014 | O Ambiente e os Concertos

Os artistas subiram aos palcos sem grandes atrasos, as barraquinhas publicitaram as suas marcas da forma mais correcta, os passatempos e os brindes estavam presentes, os rapazes giros estavam um pouco por todo o lado e as opções alimentares causavam dilemas na hora da decisão gordichona do dia. O ambiente do Optimus Alive - ou NOS Alive - estava ao rubro e toooooda a gente estava feliz. Afinal, que problemas é que poderiam eventualmente existir num local onde há gente gira, pizza e música brutal? Fiquei agradavelmente surpreendida com a organização do primeiro dia do Festival e continuo a dizer que repetia a experiência no dia seguinte - mesmo ridiculamente cansada e inegavelmente farta de transportes.

Sou mais apologista dos concertos "avulso" (porque ver a nossa banda do coração durante duas horas ao lado de milhares de pessoas que estão ali pelo mesmo motivo é bem diferente de ver um concerto mais reduzido num palco-padrão) mas não fiquei nada desiludida e pretendo regressar assim que o cartaz fizer os meus olhos brilhar de novo. Um Festival de Verão tem um ambiente que contagia de forma distinta e o NOS Alive valeu cada cêntimo e cada minuto de viagem.

No palco NOS vi concertos brilhantes. O Ben Howard (que é a personificação da música de pôr-do-sol para pessoas com bom gosto, como costumo dizer) fez-me gostar ainda mais dele. Apaixonei-me novamente por uma voz masculina e conheci imensas músicas que me arrependo de não ter ouvido antes. Os Imagine Dragons (que explodiram de energia e que fizeram toda a gente saltar e cantar o mais alto possível) foram, possivelmente, a banda que mais interagiu com o público durante todo o primeiro dia de Festival. Muita gente diz que foram o ponto alto do dia 10 de Julho e eu só não concordo por completo porque os Arctic Monkeys têm sempre um lugarzinho especial no meu coração e também estiveram à altura. No entanto, tenho que admitir que as minhas expectativas não saíram defraudadas. Os Imagine Dragons foram absolutamente geniais e atribuo-lhes sem hesitar - como já dei a entender - o prémio da interacção - roubado com facilidade aos Arctic Monkeys. A banda do nosso Alex Turner - que faz aquele abanar de ancas e que penteia o cabelo como ninguém - trocou poucas palavras com o público mas compensou nas guitarradas e na qualidade vocal incrivelmente fantástica que pouca gente menciona. Os Arctic Monkeys não costumam desiludir e apesar de não me terem surpreendido relativamente ao alinhamento, conseguiram conquistar-me. Há bandas que não valem a ponta de um fósforo fora do estúdio mas estes meninos não falham e são igualmente incríveis em cima do palco.

Por outro lado, nos palcos secundários, consegui ainda descobrir algumas bandas que desconhecia e consegui ouvir músicas nas quais tropecei sem querer - umas melhores, outras piores. No geral, gostei das escolhas. O Alive é - digam o que disserem - um festival versátil e no recinto recebemos um banho de música completamente diferente daquele que receberíamos se à nossa frente estivesse apenas uma banda. 

Não faltaram as brincadeiras, as fotografias parvas e a comida gordichona. Chegámos a Braga às 8h30 de sexta-feira (depois de uma camioneta, uma estação de metro e uma viagem de comboio) mas não me arrependo de nada. O calor foi terrível (especialmente na viagem de ida) e o cansaço era inquestionável mas acho que falo por todos os elementos do nosso grupinho quando digo que valeu completamente cada cêntimo e cada dorzinha nos músculos. É para regressar quando a carteira nos permitir e o cartaz nos aliciar.

5 comentários:

  1. Eu arrependi-me de não ter ido, mesmo sem companhia :P

    ResponderEliminar
  2. 5 estrelas para a organização. E Imagina Dragões top top top!

    http://coucoucaroline.blogspot.pt/

    ResponderEliminar
  3. És tu, na segunda fila?

    ResponderEliminar
  4. Gostei (para não variar) deste post, carol! Fico triste por não ter ido porque o cartaz deste ano era mesmo muiiiiito bom. Mas enfim, para o ano há mais! xD
    Beijinho*

    ResponderEliminar