Thirteen
/spaceebound | via Tumblr

Não vou fazer dietas nem transformar-me numa obcecada por exercício físico mas algumas coisas têm que mudar.

TEMPO DE ANTENA | Erros Certeiros

"Ao longo da minha vida tomei algumas más decisões. Foram algumas apenas mas suficientes para terem o poder de mudar a minha vida. Acredito que, se as tomei, foi por alguma razão e que foram elas que me fazem estar aqui hoje. Acredito no destino. Que as coisas estão destinadas a acontecer, sejam elas boas ou más. Hoje em dia podia ser nadadora de alta competição se na altura tivesse dito que sim e não tivesse tido receio do futuro. Podia ser ainda vocalista de uma banda se tivesse acreditado mais em mim. Podia ter escolhido um curso diferente daquele que frequentei no secundário e ter uma média, quem sabe, superior. Podia ter feito muitas escolhas diferentes das que fiz mas, se as tivesse feito, estaria onde estou hoje? Teria conhecido as pessoas que conheço? Não. As más decisões não acontecem por acaso e se acontecem por alguma razão é. Por isso, comecei a não ter medo de arriscar. Se os caminhos que escolher no futuro me levarem a algo extraordinário, ótimo. Senão, nada está perdido. Porque a única coisa que não tem solução na vida é a morte."

I Choose to be Happy

Mafalda, 18th Creation.
Blues | via Tumblr

Coisas boas desta vida: mensagens de bom dia.

TEMPO DE ANTENA | O Medo de Viver

"Durante praticamente toda a minha vida tive receio de tudo e mais alguma coisa. Receio de ser aquilo que queria ser, com medo de ser criticado. Receio de dar a minha opinião, simplesmente porque era diferente das restantes à minha volta. Receio de mostrar o quanto gostava de algo, só pela maioria não pensar da mesma forma. Nunca tentei ser alguém para agradar fosse quem fosse, mas admito que nunca fui eu por completo. Nunca fui alguém com atitude, determinação ou auto­estima em alta. Mas sempre tive muitos sonhos e sempre desejei, um dia, conseguir ultrapassar todos os meus medos. 

A verdade é que nos últimos anos sinto que cresci. Cresci enquanto pessoa e consegui, aos poucos, tornar­-me naquilo que sempre desejei ser. As mudanças bruscas e, por vezes, terríveis na minha vida fizeram­-me ver o mundo de outra forma e fizeram também com que abrisse a minha mente e me focasse no que realmente era importante para mim. E é por isso que concordo quando dizem que, por vezes, o melhor mesmo é cometer erros! Aprendemos e crescemos com eles e isso é o melhor que pode acontecer nas nossas vidas. Principalmente quando esta não atravessa uma fase boa ou quando não estamos completamente cientes de quem somos ou do que fazemos neste mundo. 

Sou da opinião de que todos nós temos algo. Todos nós somos especias de alguma maneira e todos deveríamos ter a oportunidade de saber ao certo o que nos vai na alma. Eu, aos poucos, descobri­-me. Aos poucos, percebi­-me a mim mesmo. Aos poucos, tornei­-me naquilo que sempre desejei. E saber que hoje vivo sem medo do que as pessoas possam dizer; saber que os olhares matadores de (des)conhecidos não me vão afetar; ou ter a certeza que o que faço só a mim me diz respeito é só das melhores sensações do mundo. Porque cada um tem de ser aquilo que deseja. Cada um tem de viver os seus próprios sonhos e seguir o seu próprio caminho. Não importa o que os outros possam pensar. Não importa que erros foram cometidos e o melhor é deixar o passado para trás. Aprendi que tudo acontece por uma razão. E tudo é uma nova razão para viver. Para sorrir. Para sonhar. Para não desistir. Porque só assim a vida faz sentido!"

tornqvistm


A Margarida foi de férias e encontrou isto no hotel. Não há maneira de se esquecerem de mim... Adoro!

INSTAGRAM | Agosto 2014

Agosto foi o mês do descanso, da apresentação do Projecto Pic Me e das aulas de código. Começou com uma semana de férias em Islantilla, uma passagem por Sevilla e a publicação duma entrevista no 33% of Titanium. Foi um mês em cheio - tanto para mim como para o blogue - antes dum Setembro de renovações e de recomeços. Tive direito a praia, a piscina, a protetor solar e a sol. Tive direito a mimos, a chuva e a céu nublado. Recebi abraços. Ofereci presentes. Celebrei aniversários. Fui feliz e reparo agora - com a ajuda desta rubrica - que essa minha capacidade (de guardar os momentos mais positivos e de dar prioridade àqueles que me deixam memórias sorridentes) é uma das melhores características que possuo. Por muitos problemas que tenha - ou por muitas discussões e chatices com as pessoas que adoro - eu sou capaz de chegar ao final do mês feliz e esse hábito de conseguir deitar-me todas as noites sem me sentir culpada é impagável. É isso que me faz gostar de ser a Carolina.

Agosto foi o mês das festas, dos amigos, das férias, da praia e da diversão. Foi o mês em que fiz a inscrição no segundo ano da Faculdade (já?) e o mês em que também tive dúvidas. No entanto, foi um mês muito mais relaxado do que o Agosto de 2013 e só por isso já merece pontos extra. Que venha Setembro, a primeira edição do Projecto Pic Me, a textura da capa negra no corpo e o recomeço!


(2) Tumblr

Digam-me lá: a que cursos é que os meus incríveis leitores se candidataram?

VIDA ACADÉMICA | O Alcance dos Resultados

As mudanças acentuadas na vida dum estudante que transita do Ensino Secundário para o Ensino Superior não se baseiam apenas na dimensão da instituição, na falta de manuais ou na quantidade de matéria dada numa só aula. Os métodos de estudo também têm que ser adaptados ao novo curso - e a nós mesmos - e os apontamentos pormenorizados passam a ser essenciais na maioria das disciplinas teóricas. Se no Secundário podíamos ter a cabeça na lua de vez em quando, na Faculdade isso pode ser uma atitude perigosa. É importante que encontremos, desde cedo, o método que melhor se relaciona com a nossa capacidade de memorização e de aprendizagem e, claro, com o nosso curso e as nossas cadeiras. Uma coisa é certa: não há nenhuma receita infalível para o alcance de resultados satisfatórios ainda que os futuros universitários a procurem incansavelmente. 

No Ensino Superior há quem fique para trás sem sequer dar conta disso e há quem ceda às pressões dos trabalhos, dos exames finais e das aulas cansativas. É triste mas é verdade. É fácil descarrilar porque há muita coisa nova, muitas pessoas diferentes. No entanto, também é simples contrariar tal tendência (paradoxal?). O ingresso nesta nova etapa ensina-nos, sobretudo, a sermos responsáveis. Ninguém vai andar atrás de nós se faltarmos a uma aula. Ninguém vai querer saber se estudamos muito ou pouco ou nada para um exame. O nosso futuro está nas nossas mãos e, se nós escolhermos desperdiçá-lo, alguém há-de aproveitar a oportunidade que deitámos fora. Qual deve ser, então, o comportamento ideal para alcançar resultados satisfatórios?

Primeiro: não faltar às aulas. É tentador pedir a um colega para assinar a folha de presenças por nós mas não convém fazê-lo se queremos bons resultados. Se o vosso curso tem aulas teóricas e práticas sobre a mesma matéria e se acham que as primeiras não vos trarão conhecimentos novos, então usem esse tempo para algo diferente (produtivo, de preferência!). Contudo, lembrem-se que é uma escolha vossa e que esta deve ser tomada de forma consciente. Não se admirem se, na aula prática, fizerem referência a detalhes ou temas que vocês nunca ouviram falar. Se não houver nada que vos impeça, frequentem todas as aulas. Usem o curso e as vossas capacidades a vosso favor.

Segundo: ir para o auditório dormir não pode ser sequer uma opção. Se chegamos a horas e se escolhemos ali estar (porque não há quem nos obrigue) então há que tirar apontamentos (quantos mais, melhor!) e ouvir com atenção o que o docente vai dizendo. Há dias piores e aulas mais cansativas (sobretudo ao final da tarde) mas há que fazer um esforço para absorver conhecimentos. A matéria duma só aula pode ser muito extensa mas o facto de estarmos atentos a maior parte do tempo fará com que o estudo seja mais eficaz e produtivo. Palavra de Carolina!

Terceiro: evitar as ilusões e esquecer os possíveis facilitismos. Nunca é "só" um trabalho, "só" um teste ou "só" uma aula. Tudo conta, ainda que não pareça. Trabalhem mesmo que os professores não saibam os vossos nomes. Não caiam no erro de facilitar mesmo que pareça um trabalho simples. O estereótipo português manda-nos deixar tudo para o último segundo (e eu admito que o faço muitas vezes) mas esta é uma atitude perigosa que nos pode deixar ficar mal à frente dum professor influente ou dum futuro empregador. Há cadeiras mais simples do que outras mas todas exigem trabalho. Umas mais, outras menos.

Quarto: ser organizado e equilibrado é meio caminho andado para o sucesso. Ter uma agenda para não esquecer datas importantes poderá ser uma mais-valia para os distraídos e estudar de forma produtiva é essencial para toda a gente (mesmo que o nosso método varie de cadeira para cadeira). No entanto, também é preciso mudar de ares e desanuviar. O equilíbrio é a chave. Fazer pausas a meio do estudo, ir à Praxe, sair para dançar, ir lanchar à esplanada, escrever no blogue, fotografar, ir a um jantar ou tomar café com amigos também são coisas importantes que não devemos dispensar. Há tempo para tudo e devemos aproveitar o nosso dia (e a nossa semana) ao máximo (tendo em mente que dias de preguiça também são necessários de vez em quando). Se organizarmos os apontamentos na própria aula - e se não fizermos milhões de riscos e desenhos nas margens - não teremos que os passar a limpo nem de fazer resumos antes do exame, por exemplo. É um dom que acabamos por ganhar com o passar dos dias e que nos obriga a poupar tempo valioso. Há que rentabilizar as nossas atitudes académicas. No fim vai valer a pena, acreditem.

Pode parecer uma grande mudança mas, se se organizarem e se se aplicarem desde o princípio não entrarão em pânico tantas vezes. Há sempre uma frequência, um trabalho ou um exame que nos deixa mais ansiosos mas garanto-vos que é perfeitamente normal. Usem-se a vosso favor. Sejam inteligentes e responsáveis e divirtam-se na medida certa. Utilizem a oportunidade que muita gente gostava de ter e lembrem-se que o Ensino Superior não é uma brincadeira mas sim uma despesa muito grande para o nosso Estado (quando se lembrarem de dizer que é caro tirar uma licenciatura em Portugal consultem os preços em Inglaterra ou nos Estados Unidos, por exemplo). Não deitem a toalha ao chão. Lutem pelos vossos sonhos. Sejam estudantes a sério e tracem objectivos. Aproveitem!

Having everything organized for school

Não se esqueçam que podem participar no passatempo em parceria com a Pinkable Cases até dia 07 de Setembro.
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Ainda não aderi à tendência das Birkenstock.

GUARDA-ROUPA | A Mais Recente Polémica do Grupo Inditex

Na Zara chamavam-lhe a "t-shirt do xerife" mas os comentários negativos surgiram assim que a imagem começou a ser partilhada pelas redes sociais. Os mais sensíveis diziam que a camisola em questão fazia lembrar os uniformes dos prisioneiros judeus em campos de concentração e o grupo Inditex foi obrigado a agir rapidamente optando por ceder às pressões.

De acordo com os jornais internacionais, o artigo encontrava-se à venda em vários países por 12,95€ e as denúncias principais surgiram na França, na Dinamarca, na Suécia e em Israel. O site da Zara em Israel pediu desculpa aos consumidores via Twitter e prometeu retirar o produto das prateleiras das lojas de todo o mundo. A Zara portuguesa garante que a camisola já não está à venda em solo lusitano e diz ainda que "o design do produto foi inspirado na estrela do xerife de filmes clássicos de Western". O comunicado refere que "a Zara é uma empresa onde mais de 180 nacionalidades trabalham juntas" e faz questão de salientar que é uma marca "construída por pessoas que respeitam todas as culturas, raças e religiões rejeitando veemente qualquer forma de discriminação".



É oficial: sou a pior pessoa do mundo a lidar com sentimentos. Felizmente sou também especialista a resolver os meus desastres.

AMIZADE | Será que somos o que somos desde sempre?

Há uns dias encontrei um rapaz que fez parte da minha turma durante o Ensino Primário e que, depois disso, desapareceu por completo da minha vida. Reconheci-o de imediato quando o vi ao longe mas nenhum de nós parou para conversar. Eu estava a meio duma chamada e ele parecia apressado portanto limitámo-nos a um cumprimento de passagem e a meia dúzia de palavrinhas misturadas com uns sorrisos. Fiquei a pensar se ele teria realmente seguido o sonho de ser Sacerdote ou se tinha enveredado por outra profissão menos religiosa.

Achei engraçado que caminhasse com o mesmo jeito e que tivesse mantido o seu o estilo - com óculos redondos e calções aos quadrados. Achei piada à sua forma tão própria de falar, análoga às minhas lembranças. Era um bom miúdo, super simpático e prestável. Um bocado doido, é certo, mas um bom amigo. E o facto de ter o mesmo sorriso, o mesmo piscar de olhos, a mesma trapalhice e a mesma forma de vestir fez-me pensar: será que somos o que somos desde sempre? Será que o nosso crescimento nos impede de perder as características básicas do nosso ser ou será que teremos sempre a base do que fomos outrora? Será que conseguimos sempre identificar a personalidade dos nossos amigos e conhecidos ou será que, quando a vida nos separa durante algum tempo, perdemos essa capacidade?

Este pequeno reencontro mostrou-me que ainda há pessoas genuínas. Que realmente são o que são desde sempre. Que se mantêm fiéis a si mesmas. Pessoalmente não sei se o sonho dele é idêntico ao que tinha em criança nem tão pouco conheço as suas opiniões mais profundas mas sei que ele me disse "Olá Carolina" sem hesitar depois de também me ter reconhecido de longe. Se calhar também eu tenho o mesmo jeito de andar, a mesma forma de conversar ou os mesmos traços físicos. De qualquer forma, gostei de o ver.


Não se esqueçam que podem participar no passatempo em parceria com a Pinkable Cases até dia 07 de Setembro.

Coisas boas desta vida: pão de forma sem côdea com chocolate Kinder.

VÍDEO | Always #TipoMenina

Quantas vezes é que nós, mulheres, ouvimos a expressão "correr como uma menina"? E quantas vezes é que acrescentamos "como uma menina" no fim de um verbo para lhe atribuir um sentido menos positivo? Eu já o fiz, confesso. Não usei a expressão em causa como se se tratasse dum insulto absolutamente terrível mas já a usei com o objectivo de fazer a outra pessoa imaginar feminilidade no movimento. Fi-lo sem sequer dar conta disso, é certo, mas fi-lo como (quase) toda a gente.

Eu própria, menina e mulher, por vezes lanço um "pareces uma menina" e ouço uns quantos "que menina" em tom depreciativo como referência a faltas de coragem ou atenção exagerada aos pormenores. E uso e ouço este tipo de expressões sem me sentir insultada e sem o objectivo de insultar alguém mas... será que estas palavras não são, efectivamente, insultos? Ou melhor, quando é que "fazer algo como uma menina" se tornou um insulto? Quando é que deixou de significar "fazer algo incrivelmente genial e fantástico"? Sim, eu corro, danço, como, chuto e escrevo como uma menina porque... guess what? EU SOU UMA MENINA e vou fazer tudo como uma menina porque não consigo fazer xixi em pé. Eu gosto de ser uma menina e este vídeo é uma excelente chamada de atenção:


Estou oficialmente inscrita nas cadeiras do segundo ano de Turismo. Wish me luck!

VIDA ACADÉMICA | Praxe: Sim ou Não?

Sim. Pelo menos uma vez. Por muito que eu escreva sobre a Praxe, por muito que vos fale sobre o que aprendi com o meu Dux, os meus Veteranos ou os meus Doutores e por muito que registe a minha experiência pessoal, eu nunca vou ser capaz de entrar na vossa pele e de lidar com os vossos sentimentos perante o acolhimento típico das nossas Universidades. No entanto - e independentemente de eu ser defensora da Praxe (que sou) - posso-vos dar o conselho mais sincero: experimentem.

A Praxe não é - nem nunca vai ser - obrigatória. A Praxe começa e termina quando o recém-chegado  à Faculdade assim o deseja. A Praxe é o que as pessoas fazem dela e em todo o lado há pessoas boas e pessoas más que conduzem bem e mal a Praxe, respectivamente. A Praxe não é - nem nunca vai ser - uma exposição de poderes ou frustrações. Humilhações, palavrões e faltas de respeito não são Praxe. Por isso experimentem. Tirem as vossas próprias conclusões. Vivam esta etapa segundo os vossos princípios, opiniões e experiências. Tracem os vossos caminhos sem preconceitos e tomem as vossas próprias decisões. De que adianta dizer-vos que gostei muito da minha Praxe - porque gostei mesmo - se estou num curso distinto e numa Faculdade diferente? Nestas coisas da Universidade cada caso é um caso e cada vida é uma vida. Sejam conscientes, cresçam, arrisquem, desafiem-se, descubram coisas novas, ganhem responsabilidades e testem os vossos limites.

Porém, lembrem-se disto: se quiserem experimentar e/ou frequentar a Praxe esqueçam os saltos altos, os vestidinhos curtos, as saias muito justas, a maquilhagem exagerada, o cabelo estupidamente arranjado e as roupas favoritas. Sujem-se. Divirtam-se e sejam responsáveis. Permitam-se viver com lama na t-shirt ou farinha na cara. Sejam crianças de novo e sejam, ao mesmo tempo, adultos responsáveis que se sabem defender e que têm vontades e ideais próprios. Equilíbrio é a palavra-chave.

The Old Vans
Untitled

Coisas boas desta vida: andar descalça.

VIDA ACADÉMICA | E o Material Escolar?

Uma caneta e um conjunto de folhas brancas - que, mais tarde, organizo numa capa de argolas - costumam ser suficientes para guardar os apontamentos que escrevo como uma verdadeira profissional. Em casa ficam os livros de apoio ao estudo, as fotocópias (se não precisar delas nas aulas), os marcadores para sublinhar e os post-its. Recuso-me a andar carregada - é um facto - e limito-me sempre ao básico. Sou pragmática e dispenso as mil e uma canetas coloridas, o estojo a abarrotar, as toneladas de cadernos, o tubo de cola, os lápis de cor e as folhas de cartolina. Neste primeiro ano não gastei muito dinheiro em material escolar e tenciono continuar desta forma. É uma liberdade que temos desde o primeiro dia de Faculdade (se não estivermos em cursos mais específicos como Design ou Arquitectura) e que eu aproveito sem hesitar. Posso parecer a desorganização em pessoa mas acreditem: os meus apontamentos estão sempre imaculados e mais do que prontos para serem estudados e emprestados as vezes que forem precisas em qualquer circunstância ou local.

Acrescentem à vossa lista de compras uma agenda se acharem pertinente. Levem o tablet convosco para as aulas se precisarem de consultar frequentemente documentos enviados pelos professores. Carreguem o computador na mochila se acharem que é mais rápido escrever os apontamentos num ficheiro. Adaptem-se mas simplifiquem. Organizem-se segundo os vossos métodos. Nenhum professor vai estar obcecado com o tamanho do vosso caderno ou com a cor da vossa caneta. Nenhum professor vai exigir folhas quadriculadas, pautadas ou lisas. Não compliquem. Sejam práticos. E, mais importante, aproveitem esta nova etapa e absorvam as palavras dos docentes - mesmo dos mais chatinhos - com todos os centímetros do vosso ser. O que conta, no fim, são as oportunidades que vocês aproveitaram e os conhecimentos que adquiriram. Boa sorte!

christiescloset:

Yeah so far, its alright, alright, baby

Não se esqueçam que podem participar no passatempo em parceria com a Pinkable Cases até dia 07 de Setembro.

Entre um beijo e um abraço eu vou sempre escolher o abraço.

TEMPO DE ANTENA | Nós Somos os Nossos Próprios Obstáculos

"A minha Faculdade fica muito perto do aeroporto. Passam uns três aviões por minuto sobre os nossos tectos, tão perto que dá para ver a companhia aérea. E nos meus dias mais desesperados e ansiosos de vida académica (especialmente antes de frequências temíveis) eu olhava para aqueles aviões e, sem falhar, dizia um por um "quem me dera estar naquele avião". Fosse ele para onde fosse. E a verdade é que depois eu pensei "O que te impede?"

Em facto, nós temos muitos "Se eu...", "Se pudesse..." mas, na realidade, não estamos impedidos de nada. Nós somos completamente livres mas vivemos presos numa teia de compromissos e receios. Receios do que os outros pensam, de deixarmos um compromisso em aberto, de desiludirmos outros ou nós próprios. Mas, façamos as contas: nós temos em média 100 anos para viver, como podemos nós sentirmo-nos presos a compromissos indesejados, a decisões dos outros ou a receios se temos tão poucos anos de vida? Num instante tudo nos passa aos olhos e o que era "Um dia vou fazer" depressa se converte para um "Eu era para fazer mas agora já não faz sentido".

Eu sou apologista de vivermos e vivermos bem. De enchermos a cara, mas sairmos com boas lições. Eu não apanhei aquele avião porque tenho um compromisso com a Faculdade que, e porque quero, é um compromisso mais importante que uma viagem, mesmo que seja um pouco mais chato que uma viagem. Mas é a minha escolha e a forma como quero viver.  Eu tenho pouco tempo de vida para tantas opções de formas como viver e é fantástico que eu possa ir escolhendo à medida que vou caminhando. E por isso, se quisesse viajar, iria viajar e se quisesse aquele curso arriscado, eu segui-lo-ia sem pensar duas vezes e se tivesse um amor platónico, de tudo faria para que saísse dessa substância platónica para algo real. Nós somos o que fazemos ainda que muitos pensem que somos o que queremos fazer.

Nada na vida nos impede de sermos e fazermos o que queremos. O único obstáculo somos nós e a nossa cabeça. E é importante que façamos as decisões que temos de fazer para atingir os nossos objectivos, sem dúvida! É importante abdicar de caminhos para chegarmos às nossas metas também. Mas é importante que todas estas escolhas sejam feitas por nós e pelas nossas vontades, e não pelo guiar cego de alguém ou pelo medo de ser só mais um no meio de muitos. São extraordinárias as pessoas que fazem coisas extraordinárias e que se sentem extraordinárias por o fazerem. Tão simples como isto."


Inês, Bobby Pins.
My love

Quando ouvi pela primeira vez na rádio a música "Sing" ia jurar que o seu cantor era o Justin Timberlake e não o Ed Sheeran.

TEMPO DE ANTENA | O Nosso Reflexo nos Outros

"Uma coisa que eu aprendi este ano, e que tenciono levar comigo para o resto da minha vida, é que as pessoas só me vão fazer sentir inferior ou mal comigo mesma se tiverem a minha autorização para tal. Parece absurdo, não parece? Quem, entre nós, tem o desejo de se sentir inferior? Quem, entre nós, pensaria sequer em dar autorização a alguém para fazer tal coisa? Mas acontece. E eu, meus caros, já dei autorização a pessoas para me fazerem sentir mal comigo mesma. 

Não foi um único episódio, foram muitos. E não foi uma única pessoa, foram muitas. Tantas, que eu certamente nem me lembro de todas. Só sei que, em comum, tiveram cartão verde para me arruinarem o dia, dispararem um olhar menos amistoso, me enviarem uma mensagem de ódio ou simplesmente fazerem uma piada que, para mim, não teve assim tanta piada. 

Há coisas em mim que eu não gosto. Não importa que coisas são, se são físicas, psicológicas ou memórias, factos, vivências, vozes da experiência, vozes da inocência, vozes cautelosas ou imprudentes. Não importa o que é, mas haverá sempre algo em mim que eu não aprecio e eu percebi que enquanto eu não gostasse, ou pelo menos assumisse que sou esta pessoa, que tudo isto faz parte de mim, que não vou mudar e que exijo ser aceite desta forma, toda a gente poderia gozar comigo ou tratar-me mal à vontade. E percebi também que se eu pelo contrário me aceitasse, se eu me atrevesse a ser eu mesma a cem por cento com os outros, com todas as coisas boas e más que guardo em mim, eles aceitariam a minha essência sem vacilar. 

Porque a forma como somos tratados é o reflexo perfeito da maneira como nos tratamos. Se formos alegres as pessoas ao nosso redor sê-lo-ão também, se formos confiantes ninguém vai desconfiar. Ninguém vai duvidar daquilo que somos, ninguém vai considerar-nos inferiores pelo que quer que seja. What goes around comes back around. É assim que funciona, é um ciclo vicioso contagiante. 

Não digo que isto seja fácil, porque não é. Este texto não é um manual de instruções, nem sequer é um conselho. Cada um de nós é um ser individual e a vida não ensina toda a gente da mesma maneira. É apenas uma opinião ditada pela minha experiência enquanto pessoa completamente normal, a viver os críticos dezassete anos. E se este ano cometi o erro de me sentir inferior e deixar que os outros vissem isso mesmo, a partir de agora isso não vai acontecer. Eu sou quem eu sou com os meus defeitos, qualidades, tiques e manias. Com o cabelo solto ou apanhado, com sono ou completamente acordada, bem-disposta ou resmungona. Sou sempre eu e, se alguém gostar de mim, se alguém quiser ter um papel na minha vida, então só será autorizado a tal quando me aceitar de todas as formas e assumir que eu, tal como qualquer outra pessoa, tenho coisas em mim que me tornam fantástica. 

Não podemos perder a fé em nós mesmos, por muito difícil que isso por vezes seja. Todos (mesmo todos!) temos a sorte de ter alguém no mundo que se importa connosco, que nos quer bem, que nos ajudará quando precisarmos e que nos aceita como somos mas, no final, nem com toda a boa vontade do mundo alguém será capaz de cortar metas e realizar sonhos por nós. Ninguém será capaz de tal coisa porque cada um tem a sua própria corrida para correr, e por muito que queiramos não nos podemos dividir em dois e correr duas pistas em simultâneo. Não é assim que funciona. Por isso é melhor sorrirmos interiormente e assumir que somos perfeitos à nossa maneira. Que merecemos o mundo, que não permitimos que alguém nos faça sentir inferiores sob qualquer circunstância, que vamos dar o nosso melhor a cada dia que passa. O resto virá por acréscimo."

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Mas será que agora todos os vestidos compridos potencialmente giros são, na verdade, vestidos curtos com panos transparentes por cima?!

PINKABLE CASES GIVEAWAY | Escolhe o Prémio!

Graças à Pinkable Cases, uma loja online que vende acessórios para telemóveis e tablets a preços bastante acessíveis, um dos meus leitores terá a oportunidade de ganhar uma capa para telemóvel à sua escolha no valor máximo de 8€. Existe aqui a desculpa perfeita para substituirem a roupa do vosso telemóvel, para o protegerem em condições ou, quem sabe, para receberem aquela capa que não encontram em parte alguma mas que adorariam ter!

O vencedor poderá escolher o seu prémio desde que este não ultrapasse o valor estabelecido e não pagará portes de envio uma vez que são igualmente oferecidos pela Pinkable Cases. São dezenas de produtos a preços muito baixos e a diversidade é imensa portanto acredito que haja capinhas para todos os gostos e (quase todos os) modelos de telemóvel. Para participarem têm apenas que ser seguidores do LUCKY 13 (no blogue e/ou no Facebook), fazer "gosto" na Página do Facebook da Loja  e preencher o formulário abaixo com o vosso nome e email para contacto até dia 07 de Setembro. Para ganharem uma entrada extra basta que partilhem o passatempo numa rede social e que preencham novamente o formulário (acrescentando, nessa segunda vez, o link da partilha). O vencedor será sorteado através do random.org e anunciado na Página do Facebook do Blogue logo que possível. Boa sorte a todos!


dazed and confused | via Tumblr

Adoro usar camisas de homem. Desapertadas e com as mangas dobradas umas quantas vezes dão excelentes casacos em noites mais frescas.

TEMPO DE ANTENA | Apresentação

"Já imaginaram como seria poder escrever no blogue da Carolina (tal como eu estou a fazer agora)? Que temas escolheriam? Que assuntos abordariam? Talvez nunca tenham pensado nisto, já que é impossível fazê-lo. Minto: era impossível fazê-lo... Até agora! O Tempo de Antena chegou para mudar isso, tratando-se de um espaço deste blogue que não será escrito pela sua autora, mas que terá surpresas, opiniões, temáticas e sentimentos muito diversos! É, a meu ver, uma rubrica bastante inovadora, que dará liberdade e voz a vários bloggers, espelhando a diversidade que existe na própria blogoesfera. 

«Então e as inscrições? Como posso participar?». Calma, não se preocupem! Vocês serão os convidados da casa (literalmente)! Aqui não haverá inscrições nem sugestões, sendo os bloggers escolhidos pela Carolina, de acordo com o tipo de escrita, a capacidade de a cativar e, claro, a aptidão para escapar aos erros ortográficos! Cada edição desta rubrica contará com uma pessoa diferente, sendo da sua responsabilidade a escolha do tema do texto e a forma como o escreverá. A cargo da Carolina ficará apenas a seleção do participante (com quem ela a seu tempo contactará) e de uma imagem que se relacione com o conteúdo das palavras do blogger, para integrar a sua publicação. 

Para que tudo isto funcione, é importante que se sintam em casa! Escrevam como se este fosse o vosso espaço, deixem as palavras surgir naturalmente quase como acontece quando começam a escrever uma nova mensagem no vosso blogue. Introduções com agradecimentos (e outras que tais) são escusadas! Por que razão gastar a nossa publicação com coisas dessas se há tanto para dizer? Há que aproveitar bem esta oportunidade!

Como veem, deixar a nossa marca no LUCKY13 já não é mais uma ideia utópica! É agora um projeto real com pernas para andar e que, na minha opinião, terá bastante sucesso. Tenho a certeza de que vamos chorar, rir ou até chorar de rir com as publicações que encontraremos... Acima de tudo, vamos sentir cada palavra de um blogger - que talvez até nem conhecêssemos até então! Por isso, comecem a pensar no que gostariam de escrever no espaço da Carolina, pois a verdade é esta: nunca se sabe quando chegará o vosso Tempo de Antena!"

msfairyfashion:

Dress

Bola de Berlim

Serei eu a única pessoa deste mundo que só gosta de bolas de berlim sem creme e que não tem o hábito de as comer na praia?

LUCKY 13 | Os Comentários Não São Meus!

Já não é a primeira vez que isto acontece na blogosfera e hoje aconteceu comigo. Alguém decidiu que era giro roubar a minha identidade - por motivos que, sinceramente, nem me passam pela cabeça - e deixar comentários noutros blogues. Porém, é preciso deixar bem claro que não sou eu que os escrevo e que há diferenças. Vocês conhecem-me. Sabem como eu sou e como eu escrevo. Sabem que, mesmo quando não concordo com as vossas publicações, dou a minha opinião de forma educada e nunca assim.

No entanto, mesmo que isso não seja prova suficiente, há detalhes concretos que não passam despercebidos aos olhos de quem prefere andar mais atento. Apesar de eu continuar a achar que é absolutamente ridículo a Google permitir o uso dos URLs dos perfis alheios, há diferenças na visualização dos comentários - diferenças essas que podem ver abaixo porque eu fiz questão de as guardar. Simples: nos meus comentários aparece a minha fotografia de perfil e, no perfil anónimo, isso não acontece. É uma diferença subtil que não verão aquando a moderação de comentários mas que poderão verificar nas caixinhas de opiniões. Não conheço a dimensão desta situação e não sei quantas pessoas este problema já "atingiu" mas estou de consciência tranquila porque sei que nunca fui maldosa com nenhum de vocês. Espero que me compreendam e que me ajudem a erradicar esta estupidez. Na verdade, esta situação só vem comprovar o que eu estou sempre a dizer: há pessoas maldosas em todo o lado e, na internet, surgem ainda com maior facilidade. Curiosamente, vêm sempre ter comigo.


Love

O mundo divide-se entre as pessoas que dizem "aloquete" e as que dizem "cadeado". Eu estou no segundo grupo.

LUCKY 13 | Os Últimos Dias do Blogue

Houve uma altura em que fiquei desanimada com o meu blogue e com a blogosfera em geral. Vi alguns dos meus blogues favoritos a estagnar e a desaparecer, li opiniões e situações que me desiludiram bastante, deixei de acompanhar textos escritos com brutalidade forçada (porque há uma diferença entre ser directo, expressivo ou determinado e ser inconveniente, bruto ou teimoso) e, perante isso, comecei a questionar a minha estadia por aqui. É normal, acho eu. Apesar de sabermos que temos sempre na lista de leitura as publicações magníficas, as opiniões sinceras, as fotografias encantadoras ou os textos sentimentalistas, questionamos a nossa capacidade de cativar novos leitores e de sermos bem sucedidos quando abrimos um rascunho e nos tentamos expor sem o fazermos demasiado. Questionamos a nossa inovação e a nossa escrita.

E por isso fui de férias sem saber que, quando regressasse, a minha vontade iria ganhar uma nova força trazendo consigo as ideias mais sólidas, os rascunhos infinitos e as partilhas mais genuínas. Às vezes é mesmo necessário afastarmo-nos disto por uns dias. É saudável. É o que nos mantém deste lado. E graças a essa pausa nasceu, para mim, uma nova fase do LUCKY 13. Uma fase que me fez criar o Projecto PIC ME e que me trouxe seguidores novos, montanhas de visitantes, dezenas de comentários e uma motivação diferente para colocar mãos à obra e pôr em prática todas as minhas ideias para publicações e projectos. É engraçado como uma pequena mudança de perspectiva nos consegue trazer toneladas de inspiração. A todos os que me acompanham desde sempre, a todos os que chegam, a todos os que aturam as minhas mariquices, a todos os que me visitam, a todos os que alinham nas minhas propostas e a todos os que me deixam palavras sinceras: o meu obrigada. Sem vocês as minhas ideias não tinham nem metade da piada e, na verdade, são vocês que me obrigam - sem querer - a andar por cá e a escrever diariamente. Estes últimos dias foram brilhantes e eu achei que fazia sentido registá-lo. Obrigada.

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Lá fora, os banhos públicos estão associados à angariação de dinheiro para uma instituição. Aqui, estão relacionados com jantares.

BLOGOSFERA | O Estado da Blogosfera de Moda em Portugal

E se eu vos dissesse que 6% dos bloggers trabalham "full-time" no seu blogue e que 2% ganham mais do que o ordenado mínimo? Ficariam surpreendidos? São estes alguns dados que resultam do estudo sobre "O Estado da Blogosfera de Moda em Portugal" onde eu tive o prazer de participar quando preenchi um inquérito sobre a minha perspectiva perante a blogosfera, o meu próprio blogue e as minhas opções. Fiz parte do grupo de 100 bloggers (não só de moda) que foram inquiridos e mostro-vos hoje os resultados finais que revelam alguns dados interessantes apresentados no gráfico giro que pode ser visto aqui

É com estas coisas que nós nos apercebemos do quão importante e rentável pode ser um blogue. Independentemente deste ser um estudo mais direccionado para a parte da moda e da beleza (como são quase todos), é engraçado reparar nas diferenças da blogosfera portuguesa quando comparada com a blogosfera internacional e é interessante ver que, graças ao poder da internet, os conteúdos de qualidade não se concentram unicamente em Lisboa. Este estudo veio provar o que eu digo muitas vezes: manter um blogue actualizado frequentemente é difícil mas - independentemente dos nossos objectivos como bloggers - vale a pena partilhar as nossas paixões e opiniões.


E porque ajudar nunca é demais, também ofereci um relógio destes à minha irmã. Ela tem o vermelho, eu tenho o preto.

VIDA ACADÉMICA | Na Cidade de Sempre

Acho sempre absurdo quando me dizem que não seremos capazes de ter "a verdadeira experiência académica" se continuarmos a dormir na nossa cama e a viver com os nossos pais. Se me dissessem que se perde a parte das responsabilidades domésticas eu até era capaz de concordar mas se a desculpa está na ordem da liberdade, das saídas à noite e das bebedeiras, aí a história é completamente diferente.

Antes de lançarmos palpites temos que nos obrigar a perceber que cada casa é uma casa e que cada família é uma família. O que para uns é abuso, para outros é natural. O que para uns é exagero, para outros é insuficiente. Simples.

Eu fiquei na cidade que me acolhe há dezoito anos e não tenho razões de queixa. Tomei a minha decisão de forma consciente e sei que, neste momento, tenho o melhor dos dois mundos com custos mais reduzidos. Eu não gasto dinheiro em transportes ou rendas. Eu estudo quando preciso sem me obrigar a fazer pausas para tratar da casa. Eu vou tomar café e saio para dançar quando acho que devo. Eu sinto o verdadeiro espírito da Academia. Eu resolvo os meus problemas. Eu vou aos jantares da minha Faculdade. Eu frequento a Praxe.  Eu vivo em equilíbrio - coisa que muita gente não faz. Eu vivo "a verdadeira experiência académica" porque também tenho essa opção. Porque cada caso é um caso e porque, no meu, funciona assim. Não saio todas as noites e não chego a casa sem saber ao certo onde ponho os pés mas permito-me sair as vezes que acho razoáveis e faço-o até às horas que acho que devo (trate-se de uma noitada até às seis da manhã, de uma saída até às duas ou de um cafézinho na esplanada até à uma). Vivo consoante os meus princípios porque fui educada assim e sei que isso não mudaria em Coimbra, no Porto, em Lisboa ou na China. Perdi, efectivamente, a preparação para viver sozinha e para futuramente me desenrascar mas, sejamos sinceros, ninguém se baseia nisso quando menciona a "experiência académica" de quem prefere ficar na sua cidade do coração.

Posto isto, quando vos disserem que vão perder tudo o que há de bom por poderem dormir na vossa cama, não acreditem. Avaliem o vosso caso e não façam comparações parvas. Se o curso que vocês realmente querem está pertinho de casa, o resto é treta. Não o troquem por um cérebro cansado, um par de bebedeiras semanais ou um plano curricular que não vos cativa minimamente. Esqueçam os preconceitos alheios e escolham a opção que vos dá felicidade. Se for lá fora, arrisquem! Mas se for na vossa cidade de sempre, porque não?

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Block Question Mark Ring - Handmade Silver ring

Futuros estudantes universitários, as minhas publicações sobre o Ensino Superior têm sido úteis e interessantes ou nem por isso?

AMOR | O Amarelo Canário ou o Rosa Choque da Cabeça aos Pés

Na minha cidade há um casal de idosos que não passa despercebido. Ela cuida dele. Ele cuida dela. Passeiam lado a lado com os dedos entrelaçados e têm uma característica que os faz sobressair no meio da multidão. Seria bonito se eu dissesse que é o brilho no olhar ou o sorriso genuíno mas a verdade é que é algo muito mais peculiar e perceptível. 

Se ela veste amarelo, ele veste amarelo. Se ele usa boné, ela usa boné. Se ela usa motivos dos lenços dos namorados - tão típicos do nosso país - bordados na blusa branca, ele usa os mesmos motivos na camisa que traz vestida. Se ele tem o início de um poema estampado nas calças, ela tem o fim. Vestem-se de forma semelhante. Pertencem-se da forma mais óbvia. E é tão raro encontrar amores assim que eu, apesar de normalmente achar que esta dependência estética não passa duma pirosice mal pensada, hoje digo que é uma forma querida de se apresentarem perante o mundo. A capacidade de nunca se falharem na hora de vestir fascina-me. Gabo-lhes a paciência e encanto-me com o sentimento inquebrável que parecem nutrir um pelo outro. Há pessoas que se completam. Este casal fá-lo inquestionavelmente e, graças ao Estilista Bracarense, consigo mostrar-vos que estas minhas palavras não são aleatórias:

cinderela-princesa:

❤cinderela-princesa

Eu escolho a minha felicidade. Todos os dias. Mesmo quando há algo que me corre mal. Sou feliz.

VIDA ACADÉMICA | E Os Manuais?

Não existem. O que existe em cada cadeira é uma lista de obras recomendadas. A utilidade de cada uma delas varia muito de curso para curso e também depende muito da pessoa que as estuda mas, geralmente, com tanta tralha para ler entre apontamentos, sebentas, power points e artigos científicos, os livros mais específicos acabam por ficar para último plano transformando-se assim no dinheiro que fica a encher a estante. O tempo é tão pouco e a carga de trabalhos é tão grande que não há minutos suficientes - ou pachorra, sejamos sinceros - para ler livros inteiros sobre um só tema ou uma só cadeira.

As soluções? Falem com alunos mais velhos, questionem a utilidade do livro, comprem em segunda mão, peçam emprestado. Usem fotocópias e apontamentos de antigos alunos. Consultem a biblioteca da Faculdade se precisarem de informações relativas a um determinado assunto e digitalizem ou fotocopiem o capítulo que vos interessa. Vocês não precisam duma colecção de livros, vocês precisam é de informação útil que vos ajude na hora de estudar. Sejam pragmáticos. De que vos adianta ter um livro de mil e quinhentas páginas que custa um balúrdio (como tantas vezes acontece em cursos como Direito ou Medicina) se não vão ter tempo de o ler por inteiro e nem sequer o vão consultar? Mesmo que pensem que se vão sentir perdidos na hora de estudar, não gastem dinheiro à toa. Não façam compras por impulso. Há livros essenciais (e isso depende sempre da vossa licenciatura) mas há formas de reduzir os custos. Façam pesquisas, usem cópias, usem e-books se conseguirem. Não caiam no erro de enfeitar as prateleiras do escritório com livros técnicos que ficaram por abrir.

Essa vontade de comprar calhamaços pode ser um mecanismo de defesa perante a ausência dos manuais escolares nesta nova etapa mas acreditem: não vão necessitar de todos. E se quiserem comprar livros novinhos em folha sobre o vosso curso, comprem aqueles que vos facilitarão a vida em múltiplas cadeiras. Comprem os livros mais generalistas e consultem artigos e outras obras de outros autores como forma de complemento se necessário. Os melhores livros técnicos são aqueles que conseguimos conhecer de trás para a frente e que podemos consultar quase de olhos fechados. Sejam práticos e inteligentes na hora de seleccionar os materiais de estudo e não se esqueçam: adaptem estes conselhos à vossa personalidade, aos vossos métodos e ao vosso curso.

hard choices | via Tumblr
eleganceisaquestionofpersonality:

http://eleganceisaquestionofpersonality.tumblr.com/

E parabéns aos meus pais que fazem hoje 27 anos de casados!

FOTOGRAFIA | #365collarboneproject

Se têm conta no Instagram e não conhecem a Vanessa e o seu novo projecto não sei o que andam a fazer por lá. O #365collarboneproject é um projecto que obriga esta menina criativa a fotografar diariamente e a dar uma nova vida aos objectos mais simples do seu quotidiano. Não podia ser mais engraçado! O branco das imagens, o cabelo característico da Vanessa, a clavícula que dá nome ao projecto e a diversidade fazem desta hashtag uma das mais giras de sempre. O conceito até pode ser muito simples - porque o é, irrefutavelmente - mas a ideia é tão original que é impossível passar despercebida no meio de tantas outras pessoas apaixonadas pelo Instagram e por imagens bonitas. Fico fascinada com a capacidade de equilíbrio da Vanessa mas fico ainda mais fascinada com a qualidade das fotografias e a variedade de peças que ela segura como se fosse fácil. Há pessoas incríveis neste mundo e a Vanessa é uma dessas pessoas: tem um bom gosto e um sentido estético inconfundíveis.


Na segunda-feira chegou o meu 1FaceWatch. É bom poder ajudar uma causa que me diz muito ao comprar um relógio giro!

BLOGOSFERA | A Sky Full Of Stars

Encontrei o blogue da Filipa durante esta semana e o seu design cativou-me. Imagens bem escolhidas, publicações organizadas e variadas, cores femininas e suaves... Tinha tudo para dar certo mas a verdade é que também poderia muito bem ser só isso. No entanto, Filipa sabe escrever. E mesmo que escreva apenas sobre os temas do seu quotidiano, as suas preocupações e os seus sonhos, não há margem para dúvidas: este é mesmo um blogue pessoal que apesar de não ter as notícias mais recentes, as dicas preciosas sobre um determinado tema ou as tendências da próxima estação, se transforma num espaço acolhedor que não tem sequer uma centena de seguidores. Talvez o "A Sky Full Of Stars" não seja um blogue especializado mas é, por sua vez, um blogue com o qual me identifico e que decidi partilhar convosco hoje. Até porque o seu título - baseado numa música da minha banda do coração - lhe dá pontinhos extra!


O mundo divide-se entre as pessoas que dizem "atacadores" e as que dizem "cordões". Eu estou no primeiro grupo.

AMIZADE | As Discussões

Não suporto que me ignorem e prefiro que me digam que sou a pior pessoa do mundo se isso significar justificações e progressos numa conversa. É muito fácil cair na tentação de ignorar, de testar a outra pessoa e de dar uma chance aos limites mas, no meu mundo, sobrevivem os que fazem o oposto, os que não desistem, os que arranjam argumentos fundamentados e os que procuram soluções. Sobrevivem os que conseguem discutir comigo (sabendo tudo o que isso implica) e que, mesmo assim, são incapazes de caminhar noutra direcção que não aquela que escolhemos juntos um dia. Eu valorizo as pessoas que não me viram a cara e as que se dão ao trabalho de me responder como se isso se lhes estivesse no sangue e como se as suas veias explodissem se não pudessem partilhar palavras completamente sinceras. 

Não gosto de pessoas que desistem. Que não se dão ao trabalho. Que preferem esperar que o problema desapareça ou que eu peça desculpa. Sejamos sinceros: se não conseguem discutir comigo, se não confiam na minha capacidade de perceber o outro lado, se desistem inevitavelmente e se preferem virar-me as costas, então também eu fico com vontade de baixar os braços. E, para mim, ter vontade de baixar os braços que antes tinha abertos para alguém é muito mau sinal.

Ildiko♥ | via Tumblr
Not Only Photos Set14

Engraçado como o que nós escrevemos pode ser facilmente interpretado de mil e uma maneiras diferentes consoante quem nos lê.

FOTOGRAFIA | A Lata

Na fotografia há uma coisa que me falta: lata. Tenho demasiada vergonha para me aproximar das pessoas, para pedir para fotografar espaços e para me enfiar no meio duma procissão, duma orquestra ou duma multidão que assiste a um espectáculo de rua. Não tenho lata para me intrometer. Gosto muito de fotografar e adoro evoluir sempre que levo a Matilde a passear mas a verdade é só uma: não tenho lata de fotógrafa e sinceramente não sei se algum dia hei-de ter.

Sou apenas uma miúda que poupou durante três anos para uma boa máquina e que agora se diverte a descobri-la e a fazer experiências com os espaços que a acolhem no seu quotidiano. Não sou especialista no assunto. Não sei editar fotografias. Falho em muita coisa e tenho sempre medo de estar a mais quando tento fotografar - por gozo - um evento ou um monumento. No entanto, acho que esta falta de coragem - se é isso que lhe querem chamar - me dá também uma perspectiva diferente perante os objectos. Transformo-a numa característica que fica impressa nas minhas fotografias através do zoom que uso, da selecção que faço num mar de informação e do enquadramento que lhes atribuo. Podia ser um defeito mas eu reverto-o para minha qualidade. Não tenho alma de fotógrafa mas tenho comigo a motivação de aprender a cada dia. Sei que evoluo a cada clique. Se a minha personalidade interfere com as imagens: porreiro. Mais do que de fotografias perfeitas, eu gosto mesmo é das que me transmitem emoções e me fazem regressar ao momento em que as criei.

How Nice :)
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Há dois anos por esta altura estava eu em Nova Iorque. Foi uma viagem de sonho que espero repetir um dia.

SEVILHA, ESPANHA | Para Regressar

O calor horrendo e o sol tórrido de Espanha não me impediram de me apaixonar por Sevilla. Passei lá pouco tempo - seis horas, se tanto - mas fiz questão de pelo menos tentar reparar em todos os detalhes cativantes. Tentei trazer comigo um bocadinho da cidade que me pareceu ser alegre, típica e moderna e não fiquei desiludida com as fotografias que coleccionei apesar de saber que não transmitem nem um décimo daquilo que conseguimos percepcionar quando pisamos  las calles tão tradicionais. 

Sevilla tem um encanto engraçado e é uma cidade única, animada e cheia de vida (tal como o país que a acolhe). No entanto, achei-a diferente de Madrid ou Barcelona. É igualmente incrível mas tem algo que a distingue. Fascinou-me pela arquitectura e pelas paisagens citadinas que se misturam com o rio, pelas cores, pelos edifícios cuidados que lhe dão pontos extra e pela informação turística disponível (que agora não consigo simplesmente ignorar). É uma cidade com muita história e com muitos pormenores que tenciono rever e aprofundar um dia mais tarde num possível regresso. Sevilla não ficou aquém das minhas expectativas e resta-me usar esta pequena paragem em Andaluzia como desculpa para um regresso mais duradouro. Quero muito passear com calma pelas ruas, fotografar de perto os monumentos e passar um dia na Isla Mágica. Por agora, ficam as imagens que a Matilde me ajudou a captar.


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A blogosfera obriga-me a melhorar a minha escrita e faz com que a minha capacidade argumentativa evolua. Gosto.

VIDA ACADÉMICA | O ECTS e os Créditos

ECTS é a sigla de European Credit Transfer and Accumulation System, um sistema que mede as horas que o estudante tem que trabalhar para alcançar os objectivos do seu plano curricular. Essas horas de trabalho incluem as aulas - sejam elas práticas ou teóricas - mas também as possíveis horas de estágio, os seminários, as avaliações, as apresentações e as horas dedicadas ao estudo e à elaboração de trabalhos. 

Cada cadeira é classificada com um determinado número de créditos consoante o esforço que exige e as cadeiras em que o aluno supostamente terá que trabalhar mais serão classificadas com um número de créditos superior. Assim o sistema de avaliação torna-se mais justo e promove a internacionalização do Ensino e do estudante. Um aluno pode ir para outra Universidade europeia (olá programa Erasmus!) e regressar à sua Faculdade de origem sem ser prejudicado pela experiência se tiver tido em atenção o valor classificativo de cada cadeira. Independentemente dos métodos de avaliação escolhidos e dos professores que variam obrigatoriamente, os créditos facilitam a transferência.

No entanto, é importante afirmar que uma cadeira de três créditos tem um impacto diferente na nossa avaliação global quando comparada com uma de seis ou de oito e que o "peso" de cada uma delas na média final será, por lógica, distinto. 

O único problema que surge no ECTS está, na verdade, relacionado com as equivalências que o aluno nem sempre consegue obter quando muda de curso ou quando pede transferência para outra Universidade. As Faculdades atribuem diferentes valores às cadeiras que constituem a licenciatura consoante o plano curricular que elaboram e o aluno só recebe a equivalência se tiver sido positivamente avaliado na cadeira que vale tantos ou mais créditos do que a mesma cadeira na nova instituição. Pode ser chato mas seria injusto dar a um aluno "créditos-bónus" só porque teve uma cadeira semelhante.

Por fim, digo-vos que normalmente um ano lectivo corresponde a 60 créditos e que uma licenciatura de três anos nunca é terminada se o aluno não atingir os 180. Porém, cada Faculdade funciona de forma diferente e por isso há que ver a validade dos créditos, os acessos aos mestrados, a forma de obtenção dos créditos (há cursos que exigem créditos de estágio e não só de disciplinas) e a classificação das cadeiras. Não se esqueçam de confirmar as inscrições em todas as cadeiras e em todos os créditos para não haver problemas no final (até porque as propinas são, na verdade, uma multiplicação dum determinado valor por crédito)!