Thirteen

AMIZADE | Será que somos o que somos desde sempre?

Há uns dias encontrei um rapaz que fez parte da minha turma durante o Ensino Primário e que, depois disso, desapareceu por completo da minha vida. Reconheci-o de imediato quando o vi ao longe mas nenhum de nós parou para conversar. Eu estava a meio duma chamada e ele parecia apressado portanto limitámo-nos a um cumprimento de passagem e a meia dúzia de palavrinhas misturadas com uns sorrisos. Fiquei a pensar se ele teria realmente seguido o sonho de ser Sacerdote ou se tinha enveredado por outra profissão menos religiosa.

Achei engraçado que caminhasse com o mesmo jeito e que tivesse mantido o seu o estilo - com óculos redondos e calções aos quadrados. Achei piada à sua forma tão própria de falar, análoga às minhas lembranças. Era um bom miúdo, super simpático e prestável. Um bocado doido, é certo, mas um bom amigo. E o facto de ter o mesmo sorriso, o mesmo piscar de olhos, a mesma trapalhice e a mesma forma de vestir fez-me pensar: será que somos o que somos desde sempre? Será que o nosso crescimento nos impede de perder as características básicas do nosso ser ou será que teremos sempre a base do que fomos outrora? Será que conseguimos sempre identificar a personalidade dos nossos amigos e conhecidos ou será que, quando a vida nos separa durante algum tempo, perdemos essa capacidade?

Este pequeno reencontro mostrou-me que ainda há pessoas genuínas. Que realmente são o que são desde sempre. Que se mantêm fiéis a si mesmas. Pessoalmente não sei se o sonho dele é idêntico ao que tinha em criança nem tão pouco conheço as suas opiniões mais profundas mas sei que ele me disse "Olá Carolina" sem hesitar depois de também me ter reconhecido de longe. Se calhar também eu tenho o mesmo jeito de andar, a mesma forma de conversar ou os mesmos traços físicos. De qualquer forma, gostei de o ver.


Não se esqueçam que podem participar no passatempo em parceria com a Pinkable Cases até dia 07 de Setembro.

7 comentários:

  1. Acho que isso depende imenso das pessoas.

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  2. :) Acho que mantemos a essência. Quer dizer, na verdade nem todos.

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  3. Concordo com o comentário da Luna :)
    r: é o que estamos a tentar fazer, mas não deixa de magoar as coisas que se ouve :x

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  4. Oh, foi uma pena que não tenham trocado contactos.

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  5. Acho que isso depende das pessoas e das vivências de cada um. Há pouco tempo encontrei uma amiga que já não falava há já algum tempo e quase não a consegui reconhecer. Embora continuasse simpática e divertida, não tinha a mesma "essência" - por assim dizer.
    No fundo, o que quero dizer é que as pessoas não mudam. Os seus traços gerais e características únicas lá continuam, mas existe algo neles (e em nós) de diferente, algo que vem com o tempo...

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  6. Eu sinceramente não faço ideia se sou uma pessoa diferente ou se estou igual!!

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  7. Comecei recentemente a seguir o teu blog e a espreitar constantemente o que escreves. Adoro! Revejo-me muito nas tuas opiniões e é sempre bom saber que não estamos sozinhas no mundo, não é? Este texto tocou-me especialmente, porque desde que sou pequenina que me pergunto se as pessoas que me acompanham mudam como eu sinto que já mudei. Porém concordo contigo, não tenho ainda muitos anos mas é tão bom rever pessoas que brincavam comigo no recreio e que permanecem quase intocáveis. Acho que uma percentagem da população por muito pequena que seja se consegue manter fiel a si mesma!

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