VIDA ACADÉMICA | O ECTS e os Créditos

ECTS é a sigla de European Credit Transfer and Accumulation System, um sistema que mede as horas que o estudante tem que trabalhar para alcançar os objectivos do seu plano curricular. Essas horas de trabalho incluem as aulas - sejam elas práticas ou teóricas - mas também as possíveis horas de estágio, os seminários, as avaliações, as apresentações e as horas dedicadas ao estudo e à elaboração de trabalhos. 

Cada cadeira é classificada com um determinado número de créditos consoante o esforço que exige e as cadeiras em que o aluno supostamente terá que trabalhar mais serão classificadas com um número de créditos superior. Assim o sistema de avaliação torna-se mais justo e promove a internacionalização do Ensino e do estudante. Um aluno pode ir para outra Universidade europeia (olá programa Erasmus!) e regressar à sua Faculdade de origem sem ser prejudicado pela experiência se tiver tido em atenção o valor classificativo de cada cadeira. Independentemente dos métodos de avaliação escolhidos e dos professores que variam obrigatoriamente, os créditos facilitam a transferência.

No entanto, é importante afirmar que uma cadeira de três créditos tem um impacto diferente na nossa avaliação global quando comparada com uma de seis ou de oito e que o "peso" de cada uma delas na média final será, por lógica, distinto. 

O único problema que surge no ECTS está, na verdade, relacionado com as equivalências que o aluno nem sempre consegue obter quando muda de curso ou quando pede transferência para outra Universidade. As Faculdades atribuem diferentes valores às cadeiras que constituem a licenciatura consoante o plano curricular que elaboram e o aluno só recebe a equivalência se tiver sido positivamente avaliado na cadeira que vale tantos ou mais créditos do que a mesma cadeira na nova instituição. Pode ser chato mas seria injusto dar a um aluno "créditos-bónus" só porque teve uma cadeira semelhante.

Por fim, digo-vos que normalmente um ano lectivo corresponde a 60 créditos e que uma licenciatura de três anos nunca é terminada se o aluno não atingir os 180. Porém, cada Faculdade funciona de forma diferente e por isso há que ver a validade dos créditos, os acessos aos mestrados, a forma de obtenção dos créditos (há cursos que exigem créditos de estágio e não só de disciplinas) e a classificação das cadeiras. Não se esqueçam de confirmar as inscrições em todas as cadeiras e em todos os créditos para não haver problemas no final (até porque as propinas são, na verdade, uma multiplicação dum determinado valor por crédito)!

6 comentários:

  1. Definitivamente muito útil!

    http://nitchdesigns.blogspot.pt

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  2. Durante este ano letivo também tive a dúvida se os créditos influenciavam nas médias, se as cadeiras tinham pesos diferentes... se nenhum professor me tivesse esclarecido isso, ler esta publicação deixar-me-ia absolutamente esclarecida! Para muita gente, é um post bastante útil! :)

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  3. Infelizmente, em muitos casos, o esforço das cadeiras não é directamente proporcional aos créditos que valem. Por exemplo, há cursos em que todas as cadeiras têm os mesmos créditos. Isto tanto pode ser bom como mau...

    Para além do programa Erasmus, existem outros programas onde este sistema é útil. Por exemplo, Portugal tem um programa, Almeida Garret, onde um aluno pode frequentar outra universidade do país durante um semestre, sem sair prejudicado a nível de créditos. :)

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  4. Sendo assim ias persisar de 180 cadeiras. cada uma das tuas devia valer 1 credito dada a facilidade do curso... nem se devia chamar licenciatura a turismo

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  5. Estás em que curso? :) sim, eu se não fizer tudinho neste terceiro ano não fico licenciada, baaah!

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