VIDA ACADÉMICA | Praxe: Sim ou Não?

Sim. Pelo menos uma vez. Por muito que eu escreva sobre a Praxe, por muito que vos fale sobre o que aprendi com o meu Dux, os meus Veteranos ou os meus Doutores e por muito que registe a minha experiência pessoal, eu nunca vou ser capaz de entrar na vossa pele e de lidar com os vossos sentimentos perante o acolhimento típico das nossas Universidades. No entanto - e independentemente de eu ser defensora da Praxe (que sou) - posso-vos dar o conselho mais sincero: experimentem.

A Praxe não é - nem nunca vai ser - obrigatória. A Praxe começa e termina quando o recém-chegado  à Faculdade assim o deseja. A Praxe é o que as pessoas fazem dela e em todo o lado há pessoas boas e pessoas más que conduzem bem e mal a Praxe, respectivamente. A Praxe não é - nem nunca vai ser - uma exposição de poderes ou frustrações. Humilhações, palavrões e faltas de respeito não são Praxe. Por isso experimentem. Tirem as vossas próprias conclusões. Vivam esta etapa segundo os vossos princípios, opiniões e experiências. Tracem os vossos caminhos sem preconceitos e tomem as vossas próprias decisões. De que adianta dizer-vos que gostei muito da minha Praxe - porque gostei mesmo - se estou num curso distinto e numa Faculdade diferente? Nestas coisas da Universidade cada caso é um caso e cada vida é uma vida. Sejam conscientes, cresçam, arrisquem, desafiem-se, descubram coisas novas, ganhem responsabilidades e testem os vossos limites.

Porém, lembrem-se disto: se quiserem experimentar e/ou frequentar a Praxe esqueçam os saltos altos, os vestidinhos curtos, as saias muito justas, a maquilhagem exagerada, o cabelo estupidamente arranjado e as roupas favoritas. Sujem-se. Divirtam-se e sejam responsáveis. Permitam-se viver com lama na t-shirt ou farinha na cara. Sejam crianças de novo e sejam, ao mesmo tempo, adultos responsáveis que se sabem defender e que têm vontades e ideais próprios. Equilíbrio é a palavra-chave.

The Old Vans

13 comentários:

  1. Estava precisamente a escrever sobre este assunto de praxe e concordo plenamente. O meu lema é neste assunto é: Experimentar para Comprovar! :D

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  2. eu quero ser praxada, acho que vou adorar a experiência :)

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  3. Quando existem dúvidas, devemos sempre procurar um esclarecimento. Saber o que é a praxe, passa por experimentar. Esse é o esclarecimento. Não devemos ter receios, pois temos que ter consciência que somos livres de frequentar ou não a actividade em questão.

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  4. Se for para a Uni vou querer experimentar, mas claro que se não gostar ou não me sentir bem lá saiu e pronto

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  5. Exato, isso do gostar ou não já vai de cada um.

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  6. É para esquecer a maquilhagem, de todo. Eu não fui praxada, mas de certeza que ia gostar, pelo que me contaram.
    kiss na cheek

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  7. eu não gostei da minha praxe. ou melhor, eu não gostei da maior parte das pessoas que me praxaram. eram más.. mas lá está, há pessoas boas também na praxe.

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  8. Eu participei, ainda que condicionada, mas não o voltaria a fazer. Não me diz absolutamente nada e não foi por participar que fiz mais ou menos amizades.

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  9. Carolina, todo o tipo de maquilhagem é proibido na praxe ou posso usar rímel ou vernizes discretos sem ser repreendida? Tinha algumas dúvidas quanto a isso :)

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  10. Eu sou a favor da praxe e concordo contigo.

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  11. Sou a favor! :) Devem de experimentar e decidir depois...

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  12. Eu já frequentei o 1º ano na faculdade e fui um dia á praxe e vi o número de caloiros num dia a passar de 170 para 20. A praxe lá era completamente absurda, houve queixas na policia e tudo.
    Agora vou frequentar novamente o 1º ano noutra faculdade e já fico mais reticente.
    Muita gente ficou com muito má ideia da praxe por causa da forma como eles lidavam com a mesma na minha faculdade, aquilo era um poço de medo e não uma forma de interagir e integrar.

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  13. Nunca costumo comentar, apesar de visitar inúmeros blogs, mas neste post tinha que o fazer.
    Acho que escreveste com imensa consciência e fizeste-me deixar de recear a praxe que se aproxima. Concordo plenamente contigo e o meio-termo é, de facto, sempre o ideal. Há que experimentar, mas saber manter os nossos princípios e integridade.

    Continua a escrever!

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