Coisas boas desta vida: chegar à cama depois de um dia cansativo.

INSTAGRAM | Setembro 2014

Setembro deve ter sido, em termos fotográficos, o mês mais estranho e ambíguo de sempre. No meu Instagram as praias coabitaram com os guarda-chuvas e os momentos com as minhas pessoas coabitaram com a comida gordichona. E não deixou de ser um mês giro e relaxado apesar dos dois contratempos que me preocuparam imenso. Sinto que me repito a cada edição mas a verdade é só uma: eu sou sempre feliz e neste mês isso não foi excepção. Independentemente das adversidades, tenho as melhores pessoas comigo e isso compensa mil problemas.

Em Setembro apresentei o meu objecto para o Projecto Pic Me (obrigada por teres acrescentado as hiperligações dos participantes à publicação durante a minha ausência, Gui!) e consegui arrumar o meu quarto duma ponta à outra escolhendo finalmente os elementos que quero colocar nas paredes. Em Setembro fui de férias de forma inesperada (e que bem que me soube!), comprei o meu mapa decorativo e peças de roupa geniais, festejei o 94º aniversário da minha avó, almocei e jantei fora, organizei o ano lectivo que se iniciou oficialmente esta semana, resmunguei, sorri e festejei. Em Outubro regressa a rotina académica, o uso intensivo do Traje, a Praxe, a nova onda de caloirinhos e, claro, o trabalho assustador que este semestre nos promete.

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Amanhã começará oficialmente o nosso ano lectivo. Sejam bem-vindos, Futuros Caloirinhos!

VÍDEO | #ViolenceIsViolence

A propósito desta publicação da Margarida surgiu em mim a vontade de partilhar convosco um vídeo que visualizei há uns meses e que não é mais do que uma experiência sociológica que se enquadra perfeitamente nesta onda de igualdade entre géneros que tem vindo a ser tão falada um pouco por todas as redes sociais.

Na primeira parte do vídeo o homem eleva a voz e faz um grande banzé no meio da rua e a mulher, por sua vez, assume uma personalidade submissa, aterrorizada e indefesa. À volta do casal o mundo abranda. Chama-se à razão o ser humano exaltado e a mensagem é clara: a violência é muito mal vista aos olhos da sociedade. Porém, na segunda parte do vídeo, quando os papéis se invertem e o ser dominador está entranhado na pele feminina, as reacções dos transeuntes sofrem uma mudança abismal. Há gozo, risos, despreocupação. Afinal, quando os papéis se invertem deixa de haver violência? Deixa de ser uma atitude condenável? Vejam o vídeo e façam uma reflexão:

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O meu objecto de consumo para a próxima estação é um casaco de pêlo fofinho. Sugestões?

TEMPO DE ANTENA | Deixa-me Voltar

"É a oitava vez que começo este texto. Tenho estado a praticar a arte de escrever e apagar tudo logo de seguida. Tenho melhorado muito nesta área e é tudo graças a ti. Foi por ti que comecei a escrever e apagar o que escrevia. Primeiro foram as mensagens, depois os grandes textos e, de repente, já não apagava nada, simplesmente fingia que não sabia ler e escrever. E tudo porque não suporto a ideia de já não te ter na minha vida e muito menos suporto o facto de não pareceres estar importado com isso porque sabes — ou pensas que sabes — que eu voltarei assim que estalares os dedos. 

Mas desta vez não é assim tão fácil. Nestes três anos fiz por me tornar menor, por me deixar ficar em quinto plano, por não fazer sequer parte da lista de escolhas. Deixei que mandasses naquilo que eu era. Podias fazer algo muito mau e eu voltava sempre. Curiosamente, também tinhas uma parte de ti que me procurava sempre. Eu deixava-te voltar tal como eu voltei sempre. Até ter deixado de ter para quem voltar. Se voltasse agora não saberia para quem estava a voltar. 

Pelo que resta, sei que és um dos meus melhores amigos, que o que nós vivemos nunca será um grande “nada” mas não sou obrigada a assistir ao episódio-piloto da tua série: “Como afastei a única pessoa que se preocupava mesmo comigo”. Ainda assim, tenho estado sempre presente. Prefiro que me digam que não mereces que esteja presente a que algum dia me digam que não estava presente quando precisavas. 

Talvez no fundo ainda espere que voltes. Deve ser por isso que, mesmo sem voltar a ti, continuo parada no meio do caminho: ou voltas ou eu terei de seguir um trajecto — seja ele regressar ou seguir para sítios onde nunca estive. No fundo, ainda espero um abraço, um discurso de despedida onde expliques o porquê de me afastares. No fundo, ainda continuo a ter alguma esperança. 

Talvez um dia voltemos. Talvez nunca voltemos. Mas isto... tu sabes que não dá para apagar. 

Caramba, estala os dedos e deixa-me voltar."

Bc i miss you.

Trajes, dos bonitos | Flickr – Compartilhamento de fotos!

Coisas boas desta vida: ter sapatos de Traje que não me magoam (nem nunca me magoaram) os pés.

LAGOS, PORTUGAL | Centro de Ciência Viva

Numa manhã de céu cinzento decidimos ir até Lagos. A ideia era dar um passeio e recordar a região que nos acolheu em 2009 mas a chuva trocou-nos os planos e acabámos por entrar no Mercado Municipal dando de caras com o Centro de Ciência Viva no topo das escadas logo de seguida. Apesar deste ser um espaço maioritariamente infantil, a nossa visita fez-nos sair da rotina por uns momentos e levou-nos a soltar algumas gargalhadas e a aprender algumas coisas giras.

Fiquei particularmente encantada com as ilustrações que decoravam as paredes do edifício e com a diversidade de temas abordados. Apesar do Centro de Ciência Viva não ser um Museu muito complexo e de ser feito à medida dos mais pequenos, interactivo como eles gostam, não perdi nada com a visita. Para os interessados fica a informação de que o bilhete de estudante custa 1,50€ e ficam também algumas das fotografias que captei durante a visita (visita essa que nos ajudou a passar o tempo quando a praia revelou ser um destino impossível).


BYKIKI.SE - Interior Fashion Fitness

Como diz a minha avó: só quem vive no Convento é que sabe o que lá vai dentro.

APLICAÇÃO | Love Cycles

Esta aplicação - Love Cycles - não é mais do que um calendário menstrual que nos permite controlar os nossos ciclos de forma super completa e detalhada. É gira sem ser demasiado infantil - quem não gosta dos pormenores femininos e das ilustrações queridas? - é intuitiva, é fácil de utilizar e é muito prática. Permite-nos controlar as datas de menstruação, a chegada da TPM, as alterações de humor e de temperatura, os dias de risco e todos os sintomas que achemos pertinentes registar (com a ajuda de bonequinhos engraçados). É, basicamente, um banco de dados que, quando alimentado frequentemente, se torna num companheiro fiel e certeiro. 

É importante afirmar que cada organismo é um organismo e que a aplicação Love Cycles poderá não estar totalmente correcta, especialmente nos primeiros meses se a utilizadora não tomar a pílula. No entanto, também é relevante dizer que ela se vai adaptando aos nossos registos. Se registarmos o princípio e o fim da nossa menstruação (basta pressionar o dia pretendido e voilà!) e se não nos esquecermos de organizar o aplicativo consoante os nossos acontecimentos (lembretes, detalhes importantes...) este torna-se no nosso melhor amigo. Utilizo-o há precisamente 29 meses e não o troco porque é realmente um alívio para mim ter um local onde guardar os meus detalhes mais privados e saber que estão ali se precisar de consultar as minhas informações. A aplicação é gratuita e permite colocar password no acesso aos dados sendo que, se criarem uma conta, não perderão as estatísticas guardadas até então quando trocarem de telemóvel.

Love Cycles
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Digam-me lá: qual é o filme que tenho mesmo que ver?

ALBUFEIRA, PORTUGAL | Estamos em Todo o Lado!

Foi em Albufeira que encontrei uma loja de tatuagens com o nome do meu blogue. Foi em Albufeira que comi um hamburguer de aspecto delicioso que me provou que as aparências enganam. Foi em Albufeira que vi uma praia com escadas rolantes e piratas feitos de areia e foi também em Albufeira que me trataram como se eu fosse uma turista inglesa. 

É verdade, durante a nossa semana de férias pelo Sul do País deixámos Portimão por umas horas e rumámos até Albufeira para um passeio. Enviámos os postais que tínhamos escrito e caminhámos pelas ruas da localidade, fazendo uma paragem no Costa Café (internet!) e outra na Hamburgeria da Vila. Albufeira, apesar de ser extremamente turística - ingleses por toda a parte! - é também muito bonita e arranjadinha. As casas brancas e azuis dão-lhe um encanto inquestionável e o movimento que se faz sentir - mesmo durante o mês de Setembro - mostra-nos que é uma localidade de muita vida, festas e diversão.



O que me faz mexer para congelar momentos giros. O deporto que mais gosto de fotografar.

QUOTIDIANO | Um Objectivo a Longo Prazo

Um dos meus objectivos para este próximo ano - porque, como estudante, um novo ciclo começa para mim em Setembro - é tentar reduzir as horas que gasto à volta das redes sociais e da tecnologia que tenho à minha disposição (não incluindo as máquinas fotográficas, obviamente). Tenho aplicações que me facilitam a vida e é um sossego ter todas as minhas notificações num só espaço mas é também problemático quando quero deixar as mensagens, as redes sociais e os emails de lado durante algum tempo e já não o consigo fazer de forma natural. Quero ser capaz de me desligar do mundo virtual com maior facilidade e de ter alguns momentos menos modernos nesse sentido e essa mudança só depende de mim portanto vou esforçar-me para que aconteça.

Tenho evitado pegar no telemóvel e no computador durante as refeições - mesmo durante as que faço sozinha - e tenho sido capaz de me impedir de pedir a palavra-chave da rede nos restaurantes a que vou mas isso não me parece suficiente. Vivemos num mundo demasiado tecnológico e eu, que valorizo tanto as pequenas coisas, os pequenos detalhes e os momentos mais íntimos e pessoais, dou por mim a pensar que muita coisa provavelmente me passa ao lado por causa desta minha faceta de tech geek. Tenciono alterar isso com o tempo e tenciono começar agora. Quem se junta a mim?

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Porque é que eu nunca tinha comido isto? Esta Pizza é "só" incrivelmente deliciosa!

TEMPO DE ANTENA | A Indiferença à Diferença

"Este verão tive a oportunidade de trabalhar com cerca de trinta pessoas especiais, compreendidas entre os vinte e os sessenta anos. A APPACDM é a responsável por acolher estas pessoas tão queridas e levam de mim todo o carinho e admiração mais sinceros! Confesso que nunca tinha tido a oportunidade de conviver com alguém assim, mas reconheço: não podia ter ficado mais rendida. As responsáveis pela associação referente a Braga, nomeadamente Gualtar, fizeram pedidos a todas as piscinas do conselho para receber estes meninos e apenas duas aceitaram o desafio de braços abertos (a piscina onde trabalhei foi uma delas!). 

Ao saber deste facto fiquei muito triste! Em Braga há imensas piscinas. Como é que alguém consegue colocar estas pessoas tão limitadas? Como é que alguém tem coragem para fazer isto? Eu não conseguia! Eles são seres tão inteligentes. Adorei aqueles meninos: eles são puros, sinceros. São divertidos, têm sentido de humor. Com eles cresci imenso e levo dali uma lição de vida que jamais esquecerei. Há pessoas que valem a pena e eles, sem dúvida, fazem parte desse grupo de pessoas! No meio disto tudo, lá na piscina, havia um senhor que trabalhava connosco e que não gostava deles e o pior é que ele não disfarçava o preconceito, chegando a fechar todas as portas à chave para eles “não roubarem nada” (palavras dele!). Acho lamentável e desumano. 

Vivemos num mundo livre, é certo. Somos todos diferentes, mas cada um é especial à sua maneira, seja limitado ou menos limitado. Convivam com estas pessoas, verão que vale a pena. Encham-nos de mimos, eles merecem. Acreditem que, sem se aperceberem, eles já estão a retribuir. Desde que o mês de Agosto findou, eu tenho acompanhado os seus progressos e trabalhos e estou muiiiiito orgulhosa! É bom termos pessoas assim connosco, por vezes determinados seres humanos revelam ainda mais incapacidades! É triste, mas é a realidade. Isto tudo para dizer que um dia são eles, mas que noutro dia podemos ser nós. Por isso, meus amigos, despertemos o nosso lado mais doce e aprendamos a conviver com as diferenças."

Close Friends | via Facebook

Imagem 7 de BLUSÃO EFEITO PELE da Zara

Bem-vindo ao meu guarda-roupa, lindinho!

BLOGOSFERA | Hook Line

O Hook Line com certeza ser-vos-á familiar mas tem sido uma caixinha de surpresas nos últimos meses e por isso faz todo o sentido mencioná-lo nesta pseudo-rubrica que me permite destacar os blogues que mais gosto de visitar. Este espaço, escrito por uma recém-chegada à Faculdade, revela-nos um pouco mais da vida duma futura designer com opiniões muito concretas e mostra-nos que os blogues pessoais e menos generalistas também podem ser interessantes e cativantes.

A escrita da A tem evoluído bastante e tem-se aliado a uma capacidade argumentativa aparentemente natural e o Hook Line tem sido, portanto, um blogue de grande importância na minha lista de leitura. Adoro o lado mais pessoal das publicações (estou a gostar imenso de acompanhar as aventuras da A por Lisboa e sinto até felicidade por saber que os seus sonhos estão a ser concretizados dia após dia) e acho piada aos textos de opinião sobre os mais diversos temas (independentemente de concordar ou não com os parágrafos que leio). O Hook Line é um daqueles blogues que merece reconhecimento e que poderá ser elogiado vezes e vezes sem conta. Confesso que normalmente evito textos demasiado pessoais (manias minhas) e admito que habitualmente prefiro os blogues mais generalistas e discutíveis mas isso só vem comprovar que o Hook Line é especial. Os leitores mais assíduos da A com certeza terão opiniões semelhantes. E aqueles que não conhecem este blogue - de leitura simples e personalidade vincada - não sabem o que perdem.

flower print

Nunca quis ser famosa ou reconhecida na rua. Talvez por isso nunca tenha tido vontade de gerir um blogue de topo.

PORTIMÃO, PORTUGAL | "Beach Hair, Don't Care"

Depois dos dias na Zambujeira do Mar, o destino foi Portimão. Ficámos alojados num apartamento em frente à Praia da Rocha - desapropriado para pessoas com vertigens, uma vez que estava localizado no 24º andar - e não podia ter sido melhor. Praia, piscina, sol, mergulhos, passeios, gordices... O que poderíamos querer mais? O sal e o cloro na pele, as marcas do biquíni, os geladinhos... Enquanto que a chuva em Braga provava que a cidade tem todo o direito de ser apelidada de "penico do céu", o sol em Portimão revelou que afinal ainda há Verão durante o mês de Setembro. Foi uma boa semana que deu para fugir um pouquinho da realidade (dentro do possível). Admito que não conhecia Portimão mas gostei bastante do movimento da zona, da praia e das pessoas em geral. Ficam algumas fotografias:



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Parabéns pelos 94 anos, Vovó!

GUARDA-ROUPA | Polémica na Urban Outfitters

Depois desta camisola ter sido retirada das lojas Zara por ter sido associada aos uniformes dos prisioneiros em campos de concentração na época do Holocausto, surge mais uma polémica que mistura peças de vestuário e História. Desta vez, na Urban Outfitters, foi colocada à venda uma camisola com supostas manchas de sangue e o logótipo da Ken State University. A peça anunciada invoca, assim, o massacre ocorrido em 1970 na Instituição referida e faz uma alusão clara às mortes dos quatro estudantes que faleceram. 

A revelação das imagens da camisola na loja online levou, rapidamente, ao aparecimento de comentários críticos de repudio à peça em questão e a imagem acabou por percorrer os computadores de pessoas um pouco por todo o mundo. A Universidade afirmou que "esta peça é de muito mau gosto" e que "banaliza a tragédia que ainda hoje magoa a comunidade de Ken State". Em resposta, a Urban Outfitters retirou a camisola das lojas e fez um comunicado no Twitter dizendo que "nunca houve a intenção de aludir aos trágicos eventos que aconteceram na Ken State em 1970" acrescentando que "as manchas são da descoloração natural da peça". A marca garantiu ainda que os responsáveis estão "extremamente entristecidos com a situação uma vez que o design da camisola não deveria ter sido percebido dessa forma"

Sofia Diamanti

A vida é tão mais simples quando estamos enfiadas num biquíni...

ZAMBUJEIRA DO MAR, PORTUGAL | A Praia e Uma Carruagem

A Zambujeira do Mar é conhecida pelo MEO Sudoeste mas é muito mais do que um Festival de Verão. Estive lá um par de dias e não podia ter ficado mais encantada. Adorei as praias, o sol, o bom tempo, as casinhas azuis e brancas e todo o ambiente que envolve esta parte do país. Quero muito regressar e recomendo o sudoeste alentejano a quem ainda não teve a oportunidade - ou a ideia - de o conhecer.

Nós ficamos alojados em Várzea das Pedras: uma terrinha constituída por campos e grandes propriedades que se situa - aproximadamente - a treze quilómetros da Zambujeira do Mar. Toda a viagem foi, para mim, uma decisão de última hora mas esta primeira paragem pareceu-me uma escolha genial para começar as férias em grande. Conseguimos misturar a tranquilidade da região com os mergulhos no mar limpo e a fofice da carruagem de comboio bem decorada com o cheirinho a protector solar. Fiquei fã. A Zambujeira do Mar é perfeita para uma semana de rotina de férias (praia-piscina-banho-amigos-risadas) e eu espero ter a chance de regressar. Ficam as fotografias com os detalhes dos meus dias e o agradecimento à Ana e ao Onis que nos acolheram na pequena casinha de madeira:



Está tudo organizado no meu quarto. Só falta colocar estes elementos nas paredes e marcar no mapa os locais que já visitei.

TELVISÃO | A Manuela Moura Guedes no "Quem Quer Ser Milionário?"

Sempre gostei deste estilo de programas de televisão. Sempre gostei de tentar adivinhar as respostas e de as dizer com convicção quando as perguntas são óbvias e as temáticas têm tudo a ver comigo. No entanto, durante a semana passada, vi a versão apresentada pela Manuela Moura Guedes (que renasceu das cinzas televisivas sem eu saber bem como e que regressou para fazer asneiras e degradar um programa que tinha tudo para ser interessante e apelativo) e odiei. É pena. Onde estão os apresentadores sérios, que sabem o que fazem e que não faltam ao respeito dos concorrentes?

A Manuela Moura Guedes, para além de não ter jeitinho nenhum para apresentar um programa do estilo, gozou - literalmente - com dois participantes vezes e vezes sem conta e só não foi mais longe porque o segundo senhor lhe respondeu à altura de forma muito subtil e com educação, cortando-lhe as piadas. Bem sei que há tempos mortos e necessidade de recorrer a temas que não lembram ao diabo - é preciso fazer conversa, eu sei - mas gozar com um concorrente assim à cara podre é inadmissível, seja em que programa for e seja de que forma for. Não fiquei convencida. O "Quem Quer Ser Milionário" perdeu pontos na minha consideração. Muitos, por sinal.

my loving, to you ♥
Daily Glamorous

Adoro viajar e ir de férias mas não há nada como voltar para os abraços quentinhos de casa.

CORPO | After Sun da Isdin

Durante este Verão apostei num After Sun diferente, dono duma textura fluída incontestável. Conhecia a marca pelos protectores solares que me foram receitados durante anos - e sabia que eram produtos de qualidade - mas nunca tinha experimentado outro tipo de cremes da marca espanhola. Este ano, durante as férias no país vizinho, uma alergia ao sol levou-me à farmácia para comprar um spray que resolvesse o problema e, como complemento, acabei por trazer este menino que durou todo o Verão e que me acompanhará também no próximo ano se as idas à praia e à piscina não se repetirem até lá.

Havia três pessoas para usar diariamente um creme que estava a terminar por isso pareceu-me imperativo comprar este produto de tamanho industrial (200ml, vá) durante a minha passagem por Islantilla. Felizmente, a escolha foi um verdadeiro sucesso. Hidrata, é fácil de espalhar, não deixa a pele pegajosa, é óptimo para todos os tipos de pele (cá em casa somos todos diferentes e resulta com todos, é uma alegria) e é fantástico para usar depois daquele delicioso banho que revela as marcas da roupa de praia. A embalagem não é apelativa mas não se deixem enganar: a simplicidade neste caso é mesmo uma mais-valia e o creme em questão ganha pontos pela sua frescura e pelo cheirinho a Verão.

MAFFASHION

Gosto de ler o que escrevi há um ano atrás. De reparar no que mudou e de constatar que a minha escrita continua igual.

AMIZADE | Have Fun, No Drama

Uma das coisas que maior conforto me dá é saber que os meus amigos não vão fazer um drama se não conversarmos durante umas semanas ou até durante uns meses. Não nego que sou a pessoa mais distraída do universo e a verdade é que com a entrada na Faculdade isso agravou (porque se aliou à separação e à mudança). Saber que eles não amuam ou que não se armam em drama queens por eu me ausentar sem aviso deixa-me descansada. Saber que eles, ainda assim, evitam discussões e têm consciência de que estou aqui para o que precisam relaxa-me. Conhecem-me bem o suficiente para saberem que a minha ausência nao é sinónimo de despreocupação. O meu silêncio para com as pessoas que não vejo todos os dias é mais frequente do que o desejável mas eles sabem que eu sou assim e sou uma sortuda por ter amigos que não causam uma tempestade num copo de água por não terem notícias minhas durante algum tempo. Saber que os jantares vão continuar a acontecer e que não precisamos de conversar todos os dias para sermos inseparáveis agrada-me. É raro encontrar bons amigos. Mais raro ainda é encontrar bons amigos que não colocam defeitos na nossa forma de ver a vida e de a viver. Eu sou uma felizarda.

Before it Breaks

Recebi esta imagem acompanhada por um "Olha nós!". Vou fingir que não entendi, está bom?

TEMPO DE ANTENA | 04.09.2023

"Sinto-me mais madura. Dou muito mais uso aos meus saltos altos. Saio mais à noite. As discotecas continuam a ser um sítio que não suporto. Jantares. Jantares com velhos amigos - os resistentes - isso sim faz mais o meu género. Jantares que demoram horas. E não, não é porque o bacalhau se atrasa. São as nossas vidas. Preencheram a mesa. O nosso passado reúne-se no centro. O nosso presente está a ser servido. E o futuro? Esse vem sempre à tona como uma sobremesa pela qual esperamos ansiosamente. Ainda nenhum de nós fez as pazes com o despertador. Desde o secundário que detestamos ouvi-lo. Pelo menos isso não mudou. Os rostos deles envelheceram. Mas para melhor. Sempre me perguntei se isso podia acontecer-nos. Cada vez mais autênticos como o vinho do porto. O perfume de cada um é diferente. O estilo de vestir tornou-se mais arrojado. E os seus corações pertencem agora a um alguém. Quem diria que passados estes anos, o tema central "Onde vamos passar férias este ano?" fosse substituído por "Vou casar-me daqui a alguns meses e quero-vos a todos lá.". 

Continuo a adorar café. Aliás, foi ele que me salvou nestes nove intensos anos que o meu curso me levou. Mantive a minha obsessão por maquilhagem - base, rímel, eyeliner e voilà, consigo sentir-me eu de novo. Vivo num pequeno apartamento, no centro de Lisboa. Não me canso da cidade. Todos os dias a admiro como um quadro em constante movimento. Cá, as pessoas não são como as do Norte. Não olham para nós de frente. Não querem saber se temos um novo carro ou um novo amante. Não. Vivem de si, para si. E isso até que me agrada. No Norte, são muito acolhedoras, mas têm uma veia como direi? muito imaginativa. 

Não me canso da cidade. Gosto de percorrer o Terreiro do Paço, sinto-me repleta de vida, de espaço. Continuo a valorizar o meu espaço. Continuo a ser muito independente e amorosamente exigente. Talvez seja por isso que continuo a ir a casamentos. E o pior é que nenhum deles é o meu. 

Drama à parte - continuo a suavizar assuntos, evitando-os - a minha vida é boa. Sinto-me feliz. Talvez um nada incompleta. Mas sinto que continuo verdadeira, genuína, eu. No topo das prioridades permanece a minha família. Coloco-a lá, desde sempre. A minha mãe abriu recentemente um novo salão, depois de tirar uns quantos cursos de cosmética. Consegui concretizar esses seus pequenos e adiados sonhos, com aquilo que fui poupando ao longo destes anos. O meu pai decidiu apostar num curso de Economia. Sempre achei que os números lhe sorriam mais do que chávenas de café. O meu irmão gémeo é agora engenheiro. Continua a ser o único com a capacidade de me levar às lágrimas sempre que diz uma piada. Arranjou-me finalmente uma cunhada que eu aprovo. 

Nove anos e o que mudou foi apenas aquilo que fazemos e não o que sentimos uns pelos outros. Há coisas que o tempo não leva, se as mantivermos juntas a nós."

;-)

Inês Vivas, She Was Here.

Nada me faz sentir mais segura e tranquila do que o abraço dele no momento certo e aquele beijinho na testa quase automático.

#PICMEPROJECT | O Autocarro Vermelho

Eu idealizei o PROJECTO PIC ME, enviei as informações aos interessados, defini as regras, promovi as participações e, ironicamente, quando chegou a hora de pensar no meu próprio objecto-chave dei por mim a sentir-me desafiada. Entre o atrofio de responder a toda a gente em pouco tempo e a sensação de indecisão perante as opções que fui encontrando cá por casa, as possibilidades eram imensas.

Acabei então por seleccionar o autocarro vermelho que o meu pai me trouxe de Londres quando eu tinha seis ou sete anos de idade. Este conceito de estar a conduzir o projecto e de ser capaz de vos levar a passear pelas minhas fotografias num meio de transporte giro agrada-me ainda que esta opção esteja longe de ser a mais versátil. Assim, serve a presente publicação para vos mostrar o meu objecto: o autocarro londrino, pequenino (tão pequenino que faz a minha mão parecer gigante), fácil de transportar e fofinho que só ele. Distingue-se pelos pormenores engraçados e identifica-me por estar carregadinho de memórias e associações genuínas. Não fazia sentido escolher algo diferente. Este autocarro tem tudo a ver comigo, com as minhas pessoas, com as minhas vontades e com o meu curso.



Cliquem em cima dos nomes para conhecerem os objectos escolhidos pelos outros participantes:

CATARINA S. | JU. | SOPHIE COLDHEART | CLÁUDIA S. REIS | INÊS VIVAS | MARTA. | ANA MARIA | ANA ROMA | ANA. | FILIPA | DIANA OLIVEIRA | ISY | (MARIA) INÊS | CHARLOTTE | CONSTANÇA | ANGIE | SOFIA | ORQUÍDEA | AGNES | INÊS | LEONOR | DIANA MACHADO | CÁTIA | STORMY | CE ROSE | ANA GARCÊS | RAQUEL | GÁBI | INÊS OLIVEIRA | SÓNIA MALHEIRO | TITA VICENTE | ADELISA M. | ANA RITA | EDNA PATEL | MARIANA GOMES | MEL | EMBER BLUE | BEATRIZ NASCO | CATARINA SANTOS | LANI | MÉRIDA | ELLA | SOFIA | KIARA | ANA N. | MARGARIDA | ÂNIA MOROUÇO | CATARINA GOMES | ALICE | THE MARIA | DANIELA PACHECO | HELENA | SARA SILVA | CIDADE DO PECADO | CARLOS BRAGA | RITA VALENTE | CATARINA | AS | JOTA | PAT | CAMILA BENTO | DAYDREAMER | JOANA | RITA FREITAS | BIRD | BLACKBUNNYY | MARIA HELENA | UMA BLONDIE | BEATRIZ FERNANDES | MELVIN | FILIPA MOTA | JOANA SILVA | MARIA | LILIANA TAVEIRA | MARISSA | MARTA FARIA | MIAK | DONDOCS
Going trips with your best friends :D

Não há nada como um carro cheio de pseudo-cantores que pronunciam as palavras em uníssono.

TEMPO DE ANTENA | As Últimas Coisas

""Se ao menos eu soubesse que não ia existir outra oportunidade", mas nós nunca sabemos, não é verdade? Infelizmente, não temos essa capacidade que era capaz de dar jeito para que nunca tivessemos de lidar com os conhecidos "e se's". Nós nunca sabemos das últimas coisas. Não sabemos se este é o último beijo, se aquele é o último abraço ou se aquela foi a última despedida. Achamos sempre que vai haver mais. Achamos sempre que vamos ter outras oportunidades. Despedimo-nos rápido porque estávamos com pressa e tínhamos de correr para apanhar o comboio. 

Lembro-me de uma noite fria em que eu estava de partida no dia seguinte. Despedi-me de uma pessoa com um beijo rápido e virei costas. Passados dois minutos, se tanto, enquanto caminhava fui assombrada por um pensamento rápido: "E se este foi o nosso último beijo?". Acabei por não dar grande importância e segui. Por mil e um motivos (ou só mesmo porque tinha de ser) as condições mudaram e aquele acabou por ser, efectivamente, o último beijo. A partir desse momento sei que disse a mim mesma que nunca mais iria deixar que o mesmo voltasse a acontecer. 

Na teoria parecia simples mas na prática tornou-se absurdo! "Fingir" que cada beijo, cada abraço, cada "coisa" era a última não funcionava. Foi com a experiência que percebi que não podemos querer ter o mundo nas mãos. Há coisas que fogem ao nosso controlo. Agora é raro ir-me embora de um sitio que me fez feliz e despedir-me. Não costumo olhar para trás como fazia em tempos. Tempos em que ficava parada minutos a tentar absorver tudo, o cheiro, a imagem, o toque daquele espaço. Ontem saí da praia e não me despedi do mar. Há uma semana dei um beijo e não o dei como se fosse o último. Soube-me a "ate já". Talvez até nem tenha sido. Talvez tenha sido mesmo o último beijo, mas se foi, foi um bom último beijo."

eleganceisaquestionofpersonality:

http://eleganceisaquestionofpersonality.tumblr.com/

Untitled | via Tumblr

Setembro também é o mês dos jantares depois dos desencontros que as férias proporcionam.

TELEVISÃO | House of Cards

House of Cards não é uma comédia de riso fácil mas ganha pela originalidade, pela forma directa como retrata alguns temas mais delicados e pela filmagem fora do habitual. A política, o jornalismo e as manipulações podem ser temas fortes e naturalmente aborrecidos mas na voz do Kevin Spacey e nas características geniais das personagens bem construídas ganham logo outro encanto. 

Vi os treze episódios que constituem a primeira temporada e gostei sobretudo que esta tenha sido muito pouco fantasiosa. Porém, desengane-se quem pensa que House of Cards é uma série demasiado exigente para ser vista num domingo à tarde. Eu, que gosto pouco de comédias românticas que acabam sempre da mesma forma, vejo aqui um verdadeiro refúgio que me cativa a cada episódio. Pelas frases que me fazem reflectir, pelos diálogos que me fazem ver o mundo com outros olhos e, claro, por toda a construção sólida que envolve o argumento, o elenco, os cenários e os sentimentos. Esta é uma série brilhante que me faz duvidar das minhas capacidades para confiar nos outros (no bom sentido) e que me torna cúmplice das personagens mais terríveis e bondosas. Fiquei chocada e surpreendida com algumas revelações que foram sendo feitas ao longo dos diferentes episódios e isso, para mim, é essencial. House of Cards prendeu-me e ficou muito aquém da desilusão. 

Infinityhopedream | via Tumblr

Um dos países que mais quero visitar é Itália. Sinto que vou adorar cada canto de cada cidade.

TEMPO DE ANTENA | Insegurança

"01.09.2014. Faltam 11 meses para a minha vida virar do avesso. Faltam 11 meses para eu deixar de ser o que sempre fui, a única coisa que conheci. Estudante. Estou prestes a acabar o curso e olho para o meu futuro como costumava olhar para equações cheias de incógnitas na escola. Sabem qual é a sensação, não é? Durante anos a fio, sempre tive o meu futuro próximo traçado. Passar de ano, fazer os trabalhos de casa, estudar para os testes, estudar para os exames nacionais, ingressar na faculdade, fazer cadeiras, estagiar, estudar de novo. Hoje, véspera de mais um estágio antes do derradeiro ano, sinto como se o meu tempo estivesse a acabar. Não é suposto nos sentirmos assim, pois não? No início da vida, sentir como se estivesse a correr para um buraco sem saída. Muitos me dizem para emigrar. Com as minhas competências, o estrangeiro é o melhor para mim. Mas eu já venho de lá. Filha de emigrantes, estaria a reatar com uma velha amiga: a saudade de estar longe da terra, da família, de tudo o que o coração ama de verdade. Eu não quero sair. Eu não quero voltar para lá. Seria como fazer uma desfeita a mim própria. Mas por outro lado, qual será o meu futuro se ficar por aqui? Tenho medo de ficar e não me sentir devidamente recompensada e satisfeita com o meu trabalho e sobretudo de não sentir que esteja a concretizar um sonho. Talvez esteja a fazer uma tempestade num copo de água. Ou talvez não. Insegurança. Detesto."

Untitled

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Olá relógio giro! Queres parar de ter um preço absurdo e vir morar comigo?

QUOTIDIANO | Setembro

Setembro sempre foi, para mim, o mês dos recomeços. Há quem diga que "uma nova vida começa em Janeiro" mas para mim (graças à minha condição de estudante) a mudança e o novo ciclo sempre estiveram bem retratados em Setembro. Setembro simboliza a agenda nova, a organização na secretária, a reviravolta no roupeiro, os planos bem estruturados, a designação dos objectivos a curto/médio prazo e a definição de algumas mudanças necessárias. Setembro é o mês do reencontro e das responsabilidades e este ano terá um sabor diferente. Tenciono aproveitar todas as coisas boas que têm chegado e pretendo ter força para enfrentar todas as tarefas e todas as novidades que ainda estão para chegar. Sei que será um ano de trabalho. Sei que exigirá alguma organização da minha parte. No entanto, estou disposta a arranjar motivação nas horas mais complicadas. E, sejamos sinceros, ter ao meu lado as pessoas mais incríveis que (também) fazem de mim o que sou torna tudo mais simples. Tudo a seu tempo. Há planos, por aí?

vogxed:

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Não se esqueçam que podem participar no passatempo em parceria com a Pinkable Cases até dia 07 de Setembro.