VÍDEO | #ViolenceIsViolence

A propósito desta publicação da Margarida surgiu em mim a vontade de partilhar convosco um vídeo que visualizei há uns meses e que não é mais do que uma experiência sociológica que se enquadra perfeitamente nesta onda de igualdade entre géneros que tem vindo a ser tão falada um pouco por todas as redes sociais.

Na primeira parte do vídeo o homem eleva a voz e faz um grande banzé no meio da rua e a mulher, por sua vez, assume uma personalidade submissa, aterrorizada e indefesa. À volta do casal o mundo abranda. Chama-se à razão o ser humano exaltado e a mensagem é clara: a violência é muito mal vista aos olhos da sociedade. Porém, na segunda parte do vídeo, quando os papéis se invertem e o ser dominador está entranhado na pele feminina, as reacções dos transeuntes sofrem uma mudança abismal. Há gozo, risos, despreocupação. Afinal, quando os papéis se invertem deixa de haver violência? Deixa de ser uma atitude condenável? Vejam o vídeo e façam uma reflexão:

11 comentários:

  1. Como referi no blog da Margarida já interferi em situações de violência de homem para mulher e fazia-o também se fosse uma mulher para um homem.
    O que eu acho é que as mulheres lutaram tanto pelos seus direitos para agora descer a tais níveis (...)

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  2. Eu também acho que violência é violência seja ela de homem para mulher e de mulher para homem. Contudo, na segunda situação, por ser algo diferente ou simplesmente "escondido" e não dado a conhecer ao público, este mesmo público tem reações que não são de todo mais correctas... mas só porque desconhecem a situação como algo normal e que sim, acontece, em muitas famílias.

    O problema reside mesmo nos rótulos impostos pela sociedade; sendo o homem visto como o "sexo mais forte" (e esta é ainda a realidade) o facto dele apanhar de uma mulher o torna alvo de chacota. Daí os gozos no vídeo.

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  3. É realmente verdade, não é por os papéis se inverterem e por ser o homem a sofrer a violência que deixa de ser violência..
    Dá que pensar..
    Beijinhos,
    Sofia
    http://sweaterdiaries.blogspot.pt/

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  4. É triste por vezes, sermos agredidas pela sociedade desta maneira. Somos iguais. Apenas há diferenças genéticas, mas e? E nada! Devemos ser tratados de maneira igual, somos seres humanos e os nossos direitos estão escritos exatamente no mesmo livro.



    r: Correu bastante bem, obrigada :D

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  5. Eu já tinha visto este video e é bastante chocante e relata a porcaria de sociedade em que vivemos. Seja homem ou mulher a levar á sempre aqueles que nunca fazem nada. Normalmente pelas histórias, livros, filmes, etc a mulher é sempre a vitima e o homem é que é o mau da fita ou normalmente a salva. Por isso todos a ajudar as mulheres, mas quando é um homem que normalmente é que é agressivo, a pessoa mais forte, etc se torna vitima ninguém o salva é como se fosse normal e nada de importante. é triste de verdade!

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  6. é de facto verdade é é tão triste, mas pensando bem "nós" fazemos isto todos os dias quase sem pensar quando dizemos a um rapaz"vai tu a frente, que eu tenho medo" ou "men up, mas és um homem ou o que?" expressões deste tipo usadas numa forma inocente.

    http://umacolherdearroz.blogspot.pt/

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  7. Penso que há violência na mesma, independentemente de quem é o agressor e de quem é a vítima. De positivo no vídeo, haver pessoas que tentaram parar o agressor, pena não o terem feito também quando se tratava da agressora.

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  8. aposto que tbm nao fazias nada...

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  9. O vídeo retrata realmente muito bem essa grande diferença que ainda existe. Parabéns Carolina por teres complementado de forma tão boa o post da Margarida!*

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  10. Volto a dizer o que diss e no blog da Margarida, acho que este é um problema que nunca havemos de ultrapassar!!

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  11. Em primeiro o vídeo está muito bem conseguido pois consegue passar a mensagem pretendida e consegue também colocar-nos a refletir. É importante haver mais matéria acerca da violência doméstica sofrida pelo sexo masculino, pois naturalmente todos nós associa a violência doméstica ao sexo feminino e isso está mal.

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