Thirteen

A CAROLINA RESPONDE | Rotina de Maquilhagem

"Podes falar um bocadinho sobre a tua rotina de maquilhagem, por favor?"

Se o Anónimo que me fez esta pergunta espera uma resposta muito elaborada provavelmente ficará desiludido graças a um simples motivo: apesar de eu não apreciar sair de casa de cara lavada, odeio maquilhagens exageradas e não acordo mais cedo apenas para me dedicar aos cosméticos. Sou muito prática e dispenso acumular sete bases, cinco correctores e seis lápis de olhos à volta do lavatório.

Gel de limpeza, creme hidratante, corrector quando acho necessário, base líquida, pó compacto e máscara de pestanas são os produtos que utilizo para colmatar as minhas falhas. E isto chega para minimizar a minha aparência de zombie numa tradicional manhã de aulas. Porém, tenho também à minha disposição produtos como eyeliner, iluminador, lápis branco, pó bronzeador para contornos, blush e batom se achar que ocasião exige um pouco mais. Normalmente opto pela maquilhagem natural e quase imperceptível mas há alturas em que também me apetece fazer algo de diferente e, nessas ocasiões, aposto nos detalhes. Como estou longe de ser uma verdadeira especialista em cosméticos, esses pormenores são os meus maiores aliados e como utilizo coisas tão básicas durante o dia-a-dia, são suficientes para marcar a diferença.

À noite retiro a maquilhagem com toalhitas desmaquilhantes, uso novamente o gel de limpeza para lavar o rosto e, por fim, coloco um creme/gel purificante que controla a oleosidade da pele e impede o aparecimento de borbulhas.

Penso que não faz qualquer sentido falar em marcas ou artigos específicos (costumo dar a minha opinião sobre os produtos de forma individual e é assim que pretendo continuar) mas acredito que os itens que mencionei sejam, na verdade, os básicos essenciais para qualquer menina que goste de se maquilhar ou que pretenda começar a fazê-lo. Se quiserem saber mais sobre algum dos produtos supracitados terei todo o gosto em elaborar uma publicação nesse sentido assim que me for possível.

vogue-is-viral:

fashion—victime:

Kate Moss for Elle France September 2011

Já fizeste a mala, Carolina? Claro que não. Sou portuguesa, deixo tudo para a última.

TEMPO DE ANTENA | "Não se deixem levar pelo falso optimismo"

"Incomoda-me quando as pessoas dizem que davam tudo para estar no meu lugar e que estou a viver uma experiência incrível. Quando me dizem isto a única coisa que me apetece fazer é pedir para que se calem e que não me mintam. Acredito que se quisessem de facto viver uma experiência como a minha, isto é, viver noutro país, já teriam feito tudo o que estivesse ao seu alcance para que tal se realizasse. Claro que poderiam no final não reunir as condições necessárias para tal, mas ao menos teriam tentado fazer aquilo que dizem ser "o seu sonho". 

O meu sonho nunca passou por sair de Portugal. Sonhava com viagens porque sempre desejei visitar novos países e conhecer cidades e culturas diferentes da minha. Sonhava em poder viajar sem data para voltar. Sonhava em abrir o meu próprio negócio. Sonhava com muita coisa, mas nunca sonhei viver num país que não o meu com uma certeza de 99,9% de que não voltarei a viver em Portugal nos próximos anos a não ser que a vida dê uma volta muito grande. No entanto, aqui estou eu. A viver no Reino Unido. A viver o sonho de um número considerável de pessoas. 

A decisão de me mudar para aqui foi fácil. Arrisco-me a dizer que foi das decisões mais fáceis que tomei. Tinha acabado de concluir os meus estudos, o meu contracto de trabalho como professora explicadora tinha também chegado ao fim e o meu namorado tinha acabado de receber a confirmação de que tinha sido aceite no programa doutoral a que se tinha candidatado aqui no Reino Unido. No fundo, encontrava-me naquela situação em que não tinha nada a perder, por isso, por que não arriscar? Arrisquei tudo. Não me arrependo de tê-lo feito apesar de ainda não ter ganho nada que me faça sentir preenchida e realizada profissionalmente. 

Na verdade, o que me irrita no meio de todo o discurso proferido pelas pessoas que afirmam entre suspiros que adorariam estar a viver em Inglaterra (ou noutro local do Mundo) é o facto de este estar recheado de um falso optimismo. Percebo que só gostem de falar do lado bom da mudança, ignorando tudo o resto. É o mais fácil a fazer, mas o mais fácil nem sempre é o mais correcto e uma decisão deste tipo requer que se pense quer nos pontos positivos quer nos negativos. Não é uma decisão que se tome de ânimo leve e se disse anteriormente que a decisão de me mudar para o Reino Unido foi fácil, com tal não quis dizer que foi tomada sem que eu pensasse antes nos prós e nos contras. Por isso, se estão a pensar em arregaçar as mangas e arriscar tudo o que há para arriscar num país que não o vosso pensem bem se estão dispostos a fazê-lo tendo em conta todos os contras que irão encontrar na vossa lista. 

Ao viver "longe" dos que me aquecem a alma descobri duas coisas. Descobri que sou muito mais forte do que aquilo que julgava ser e que o mais difícil é não se estar imediatamente lá, em Portugal, para as pessoas que nos são importantes, quando algo de realmente mau acontece."

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I woke up like this...

Estou a adorar a sensação de fazer o que me apetece sem me sentir culpada.

CINEMA | The Imitation Game [2014]

Fico fascinada e curiosa com os filmes que retratam a Segunda Guerra Mundial e por isso não podia deixar de ver aquele que expõe o matemático brilhante Alan Turing durante a época de Hitler e o terror alemão sentido em toda a Europa. Em resumo, "The Imitation Game" é um filme clássico da Era Moderna, passado em Inglaterra e baseado numa personagem histórica real e factos verídicos.

Apesar de todas as críticas sociais que são tradicionalmente apontadas em filmes biográficos da época nazi - a discriminação entre géneros, o casamento obrigatório, o trabalho, a homossexualidade, a pobreza, a fome, a espionagem - o filme é construído à volta do brilhantismo de Turing e ainda que por vezes sejamos forçados a deixar-nos levar pela sua faceta de incompreendido e de vítima, esta peça não deixa de ser uma homenagem ao homem que deu os primeiros passos para a utilização de computadores. Baseia-se num argumento relativamente simples e surge na época mais previsível (porque Alan Turing foi perdoado oficialmente pela sua homossexualidade em 2013) mas é uma obra cinematográfica muito bem estruturada e justamente nomeada para os Prémios da Academia. "The Imitation Game" pode ser o típico filme biográfico/histórico inglês - um pouco na onda de "The King's Speech" - mas é uma história de determinação, de génios e de expectativas superadas.

Realizado pelo norueguês Morten Tyldum, "The Imitation Game" é um filme feito para o público em geral - não exige conhecimentos prévios e não faz referências a situações ou atitudes muito técnicas. A analepse, a criptografia, o brilhantismo em detrimento da normalidade, os actores fabulosos (destaque para a postura séria e acanhada de Benedict Cumberbatch e para a posição determinada de Keira Knightley em representação das mulheres da época da desigualdade), a desconfiança, a amizade, o desenvolvimento das capacidades sociais dum génio que sempre se refugiou no que é lógico, a narração, a fotografia pensada ao pormenor e os sentimentos à flor da pele tornam-no único. Gostei.


Será que tenho? Será que temos?

VIDA ACADÉMICA | Interesses Combinados

Terminei o semestre com uma sensação de derrota e sem saber ao certo que resultados esperar. Baseando-se maioritariamente em projectos e trabalhos, o primeiro semestre do segundo ano foi, sem dúvida, o mais difícil até agora. Foi complexo, foi muito intenso e foi, sobretudo, altamente trabalhoso. E de certa maneira obrigou-me a reflectir sobre "o que raio ando eu por aqui a fazer".

Tive cadeiras chatas, trabalhei em projectos que à primeira vista nada têm a ver com a minha licenciatura e concluí que sou mais do que a redoma que a sociedade me tenta colocar. Afastei-me muitas vezes da minha área de estudos em diversos trabalhos e isso só vem provar a minha indecisão perante a candidatura ao Ensino Superior: tenho interesses demasiado abrangentes e espero, aos poucos, arranjar forma de os concliar. A escrita, a fotografia, o Turismo, a publicidade, o Marketing, a comunicação... Todas estas áreas fazem parte de mim numa vertente mais séria e eu tenho apenas que arranjar uma forma incrível de utilizar cada uma delas para criar a minha pegada profissional.

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Estou a pensar fazer publicações detalhadas sobre Londres. Organização, transportes, dicas, descontos, sítios giros... O que acham?

INSTAGRAM | Janeiro 2015

No primeiro mês deste novo ano consegui finalmente dizer a palavra "Malabarista" e consegui abrir um xarope com proteção para crianças. Recebi um belo 20 na pauta de Espanhol, renovei o meu cartão de cidadão, lutei contra a Estatística, espetei com o telemóvel no chão acidentalmente, estive ausente por terras Instagrâmicas e consegui comprar a minha Lomo Instant' Camera (que espera ansiosamente pela sua incrível estreia). A primeira mensagem que recebi foi do Gui, o primeiro filme que vi foi "The Curious Case of Benjamin Button" e a primeira pessoa que abracei foi a minha avó. Comecei o ano sem moedas nas sapatilhas e quase a perder um pulmão - com tonturas e muita tosse - mas de coração cheio e rodeada de pessoas que me fazem bem. 

Apesar dos medos, dos sustos, da ansiedade e da vontade de atirar a toalha ao chão, eu quero continuar a olhar para Janeiro como o início de um ano promissor no qual estou destinada a cortar metas geniais. Porque depois da tempestade vem a bonança. E depois do susto vem a tranquilidade; depois do medo vem a viagem a Londres; depois das ansiedades vêm os lanchinhos partilhados entre conversas aleatórias. Os últimos dois dias de Janeiro serão passados entre roupas, malas, filmes, séries e descanso. E que Fevereiro seja tudo aquilo que eu quiser fazer dele enquanto vou partilhando os melhores momentos convosco.

fashion-clue:

www.fashionclue.net | Fashion Tumblr, Street Wear & Outfits

O que é que eu vou fazer hoje? Não faço ideia. E adoro não ter planos ou obrigações.

CORPO | Creme de Mãos: Fleur de Coton da Sephora

As cores giras e femininas da embalagem de 30Ml e o preço igualmente apetecível fizeram com que eu trouxesse este creme de mãos comigo para casa. A Sephora é um verdadeiro mundo e este hidratante - Fleur de Coton - é só mais uma pequena maravilha. 

Sou a maior fã do seu cheirinho suave e a verdade é que não podia estar mais satisfeita com a fórmula super fluída que permite usar pouco produto. É leve, não cola (mil pontos para esta característica!), é rapidamente absorvido e deixa a pele realmente macia. A melhor parte? O preço. Custou 3€ - em vez dos habituais 4,90€ - por ser um dos produtos do mês de Janeiro (corram!) e apesar de eu ter escolhido o "Fleur de Coton" pela sua suavidade existem muitos outros com outros aromas (coco, manga, chocolate, baunilha, framboesa, flor de laranjeira, mirtilo, caramelo...) que com certeza encaixarão de alguma forma nos gostos de cada uma de vós. Para mim foi uma excelente descoberta. Estou encantada com a sua textura perfumada.

Photo

Alguém sabe para onde foi a A e o seu Hook Line?

VIDA ACADÉMICA | 3 Semestres, 6 Ensinamentos

Por vezes um 10 sabe a 20. Se no Secundário era impensável ter uma nota abaixo de 16, na Faculdade a história é outra. Por muito que estudemos e por muito que nos dediquemos vão sempre haver cadeiras mais chatas que nos fritam o cérebro e nos pedem para desistir. E não faz mal desejar um 10 nessas alturas. Desde que isso não se torne regra, é válido ficar contente e fazer uma dança de vitória pelo 10. Temos direito a falhas, a más-disposições e a notas mais baixas de vez em quando. 

As médias servem para pouco. Vai haver sempre alguém a competir pelas notas mais altas exactamente como aconteceu no Ensino Básico - é um facto - mas por muito cliché e fantasioso que isto possa soar, as competições académicas pouco importam na vida real. São os conhecimentos que adquirimos e as oportunidades que aproveitamos que definem o nosso sucesso profissional.

É possível fazer uma cadeira sem ler o livro de quinhentas páginas que foi dado como bibliografia obrigatória no início do semestre. Isto depende muito dos cursos e dos professores mas é, normalmente, uma forma de lucrar com a ingenuidade dos alunos, especialmente se o autor do livro for o próprio docente ou alguém que lhe é prezado. Um livro - e apenas um! - não determina a linha de reprovação se tivermos a nosso favor a assiduidade nas aulas, as perguntas pertinentes e os apontamentos imaculados.

Os professores mais exigentes são os mais justos nas avaliações. Talvez este ponto varie consoante a Instituição mas no meu caso é mesmo assim. Os professores mais atarefados, mais exigentes e menos descontraídos são aqueles que, na hora de avaliar os alunos, o fazem da forma mais justa exactamente porque não têm nada a ganhar com isso. Se eu merecer um 12 vou ter um 12 e se merecer um 18 vou ter um 18 independentemente de ser a Carolina, a Anabela ou o Marco. Sem falinhas mansas ou botas engraxadas.

Há tempo para tudo. É importante estudar, fazer testes, ir às aulas e preparar apresentações mas os anos de Faculdade não se resumem a artigos científicos e apontamentos. Também há tempo para aquela sessão de Praxe, aquele café na esplanada ou aquela publicação no blogue. Em três semestres aprendi a equilibrar a vida académica, a vida pessoal e a vida social sem esquecer o meu futuro e esse é um ensinamento que levo comigo para fora da academia.

É possível ir a um jantar de Faculdade e ir à aula na manhã seguinte. Esta depende muito da nossa perspectiva - e obviamente há quem discorde - mas eu sou a prova viva de que é realmente possível. Sair durante a noite académica e ir às aulas na manhã seguinte é demonstrar que sabemos estabelecer as nossas prioridades. Diversão - sim, sem dúvida - mas não em detrimento do curso. A semana não pára só porque decidimos ir dançar.

London Traffic

Independentemente dos resultados, por agora estou de férias.

ROSTO | Pó Compacto: Fit Me da Maybelline

O pó compacto é um produto que utilizo diariamente por cima da minha base e que não dispenso apesar de me recusar a gastar dezenas de euros num artigo cosmético deste tipo. Serve para fixar a base e para eliminar alguns brilhos indesejados e, nesse sentido, é um excelente bónus numa maquilhagem natural e rápida como a minha.

Hoje venho falar-vos dquele que tenho vindo a utilizar nos últimos meses: Fit Me, da Maybelline. Está disponível em dezoito tons diferentes (ainda que por terras lusitanas existam apenas seis) e pode ser encontrado em hipermercados (eu comprei o meu no Continente) por um preço simpático que varia entre os 9€ e os 12€. É um pó compacto matte - sem brilhos. Possui uma textura muito leve e confortável, permite um acabamento natural, dura uma vida (eu estou a usá-lo há mais de três meses) e vem bem acondicionado numa embalagem prática e resistente que traz um espelho de tamanho razoável e uma esponja (para quem preferir esse artigo em detrimento do habitual pincel - não é o meu caso). Apesar de eu utilizar uma base de grande qualidade que dispensa outros artigos para manter o aspecto aveludado (esta), noto que este menino vem fortalecer a sua durabilidade. Adapta-se bem ao tom do meu rosto (se interessar, eu uso o número 130), aperfeiçoa a minha maquilhagem e não necessita de quaisquer tipo de retoques durante o dia. Recomendo. 

pink | Tumblr

Coisas boas desta vida: velas giras que cheiram bem.

BLOGOSFERA | Anonimato: Sim ou Não?

Há uns tempos fiz uma experiência blogosférica que ainda hoje recordo com o maior dos carinhos: preservei temporariamente o anonimato. Criei um blogue, tratei da parte estética desse espaço, escolhi um nome diferente do meu e durante dois dias escrevi sobre aquilo que me deu na real gana: dramas, cosméticos, blogues, divagações. Não revelei a minha cidade, não referi o meu verdadeiro nome ou a minha idade e dediquei-me a um espaço condenado - detentor de prazo de validade - com dois objectivos em mente: conhecer a sensação de ser anónima, nova e invisível aos olhos dos grandes blogues e, claro, perceber se as pessoas me seguiam pela minha escrita e pelos conteúdos que eu partilhava ou se, pelo contrário, o faziam por eu ser a Carolina que já conheciam.

E com esta experiência eu aprendi que tenho um lugar na Blogosfera independentemente de me apresentar como Carolina, como Antonieta, como Inês ou como Maria Joaquina. Aprendi que os meus textos têm valor, que as minhas ideias são bem recebidas, que as pessoas gostam do que eu escrevo e que os meus visitantes me seguem porque se identificam (ou não!) com o que partilho. E também aprendi que o anonimato não dá para mim. Que só estou bem a ser a Carolina 24h por dia: na Blogosfera, na Faculdade, na esplanada e nas viagens que faço, de sapatilhas a contar os quilómetros e de máquina fotográfica ao ombro.

O pseudónimo cria mistério, é giro, faz-nos viver uma vida paralela e protege-nos dos julgamentos não fundamentados de quem conhece o nosso rosto mas eu prefiro, sem margem para dúvidas, a conta não-anónima. Eu quero dar a cara pelas minhas ideias. Eu quero poder partilhar uma fotografia sem ter que pensar se estou ou não a comprometer a minha identidade. Não sou - nem quero ser - anónima.

E se não publico fotografias minhas com frequência não é, de todo, por querer fugir das minhas ideias ou para evitar que as associem a mim. Se não escrevo sobre assuntos mais pessoais não é por ter medo de ser julgada e criticada pelas pessoas com quem me cruzo na rua. É por achar que não faz qualquer sentido espetar com a minha cara nas publicações se não houver ligação entre o texto e a minha fronha. É por achar que não faz qualquer sentido colocar na internet - para o mundo e para a eternidade - uma situação tão minha ou tão íntima. Não é uma questão de anonimato, é uma questão de bom senso.

Sou a Carolina e não quero ter outro nome porque nenhum me identificaria tão bem como este que a minha mãe me deu. Não quero ser anónima. Não quero sentir-me presa a uma condição tão complexa como essa que nos impede de partilhar o nome do curso, a cor do cabelo ou o restaurante preferido. O que eu escrevo para as pessoas que não me conhecem defendo com unhas e dentes numa conversa de esplanada com os amigos de sempre. E, nesse sentido - sabendo ainda que as minhas pessoas acompanham o meu blogue - não preciso do anonimato para nada. É a minha escolha. Vocês com certeza terão as vossas e mil e um argumentos para as defenderem.

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Esta semana vou... estudar muito e passar no Exame de Mercados e Turismo Internacional.

VIDA ACADÉMICA | Diversidade Cultural: Turquia

Enquanto frequentava o nono ano de escolaridade surgiu uma oportunidade que eu agarrei sem hesitações: aprender turco. Durante um ano lectivo, aos sábados, ia para o Porto com mais três amigos e passava o dia entre palavras, tradições e turcos que nos acolhiam semanalmente na Associação Luso-Turca. Foi uma experiência que me obrigou a contactar com uma cultura diferente da minha duma forma muito natural e que me fez passar momentos que recordo hoje em dia com o maior dos carinhos. Se me lembro do idioma? Pouco. Se acho que foi tempo perdido? Nem pensar. Porque há coisas que não se esquecem.

A minha última apresentação do semestre é para Mercados e Turismo Internacional e é sobre Diversidade Cultural. Cada elemento da turma tem um país e, com o objectivo de partilhar aquilo que aprendi, eu escolhi a Turquia. Agora, enquanto preparo a minha apresentação, nasce em mim uma nostalgia brutal e a vontade de voltar aos livros com letras estranhas, ao chá, às risadas e aos conhecimentos culturais. Talvez um dia. Entretanto, é tentar condensar em alguns minutos tudo aquilo que quero partilhar sobre a cultura turca. Está a ser difícil, confesso!

😂

Quando tiver tempo e disposição vou rever "Gilmore Girls".

AMOR | A Primeira Viagem

Fazer uma viagem a dois é tomar decisões em conjunto, fazer cedências para conciliar gostos e gramar com as más disposições não-planeadas de alguém que nos enche o coração. É arranjar soluções para problemas inesperados, discutir sobre transportes e despesas e ir ao museu com a promessa de que iremos passear pelo parque a seguir. É descobrir rotinas e partilhar fraquezas, é permitir que a outra pessoa repare nas nossas manias ou que veja a nossa vulnerabilidade. É deixarmo-nos observar no nosso estado mais simplista e deixarmo-nos reconhecer sem manhas, artimanhas ou maquilhagem na cara. E são estas atitudes tão complexas - disfarçadas de simplicidade - que nos permitem conhecer realmente a pessoa que temos ao nosso lado.

Fazer uma viagem a dois é um salto de fé e uma demonstração de confiança. É mais do que uma viagem. É uma prova de fogo. Uma experiência traiçoeira. Um desafio que não nos permite esconder defeitos, que nos leva a imaginar - ou não! - uma casa partilhada, que nos obriga a enfrentar caminhos desconhecidos e que nos conduz para o refúgio que a outra pessoa nos oferece.

Sempre afirmei que só conseguiria ter uma relação com alguém com quem fosse capaz de viajar e agora que a minha prova de fogo está quaaaaase a chegar eu não podia estar mais ansiosa ou animada. Quero aceitar o desafio, resmungar e rir muito, tirar fotografias cliché e fazer um álbum para recordar. Quando vamos, afinal?

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Apesar de haver um grande desacordo entre ser anónimo ou dar a cara na blogosfera... Quais são as opiniões de quem me lê?

LUCKY 13 | Tão Bom!

Independentemente de estar no fundo do poço ou no topo do telhado (lembram-se?!), tenho sempre temas para partilhar. Saber que posso partilhar as fotografias que tirei num evento, divagar sobre a minha vidinha académica ou armar-me em crítica de cinema sem qualquer tipo de restrições faz com que eu me sinta bem por aqui. O LUCKY 13 permite-me chegar até vocês sem pressões e tem um nome que não me obriga a escrever exclusivamente sobre moda ou dramas amorosos e isso permite-me fazer dele aquilo que idealizo todos os dias. É a melhor parte de ter um blogue abrangente e generalista, confesso.

Vocês estão carecas de saber (adoro esta expressão!) mas eu volto a dizê-lo: não seria capaz de ter um blogue especializado. Essa coisa de ter que opinar seeeeempre sobre produtos de beleza, de escrever seeeeempre sobre política ou de fotografar seeeeempre trapos e trapinhos não é para mim. Eu gosto é de escrever sobre o que me dá na real gana, de misturar os dramas universitários com as músicas do momento e de me dar a conhecer através dos textos mais indignados ou apaixonados. Adoro que me sigam e que me visitem sem saberem a temática do próximo texto. E adoro não ter planos ou obrigações para com este espaço.

Keep Calm and Be Rich | via Tumblr
London

Algo me diz que não vou poder partilhar novidades convosco enquanto estiver em Londres. Provavelmente levarei este telemóvel.

CINEMA | Expecting Amish [2014]

"Expecting Amish", como o seu nome indica, é um filme que aborda um tema pouco comum - a sociedade Amish - e que está longe de poder ser considerado uma comédia romântica. Criado para ser transmitido no canal de televisão Lifestyle - assim como "Muder in a Trial in Italy" - "Expecting Amish" mistura a cultura supracitada com a popular cultura americana e divide-se entre dilemas amorosos e decisões difíceis para a protagonista.

Confesso que por vezes me esqueço que ainda existem sociedades assim, que não usam electricidade e que se resignam àquilo que a terra lhes dá. E "Expecting Amish" relembra-me disso duma maneira muito suave, fazendo referência a várias tradições duma forma leve e pertinente. Há uma história de amor, há um casamento combinado, há uma fuga à rotina, há uma data de pensamentos contraditórios e há personagens muito distintas mas há, principalmente, uma narrativa bem estruturada e um argumento bem construído apesar dos erros históricos (que existem). 

"Expecting Amish" tem um fim bastante prevísivel e tem algumas incorrecções ao nível da própria sociedade Amish mas tem também uma história interessante que marca pela diferença e pela forma como retrata esta religião tão peculiar. Não é o melhor filme do mundo e compreendo a classificação do IMDB pela falta de veracidade em alguns detalhes (que servem unicamente para enaltecer a desigualdade abismal entre ambas as comunidades) mas, no final do dia, não sinto que tenha sido tempo perdido. O filme despertou a minha curiosidade para a realidade Amish e entreteve-me. Não esperava muito mais do que isso.


Publicação escrita em parceria com a FOX Life.

Mas afinal quando é que as aulas acabam?! Socooooorro!

BLOGOSFERA | (Mais) Quatro Dicas Para Afastar a Carolina

Erros ortográficos. Toda a gente falha uma letra ou mistura palavras de vez em quando e também eu sou prova disso. No entanto, quando os erros são frequentes perco a vontade de ler o blogue em questão e afasto-me dele de forma quase instantânea. Por muito fabulosas que sejam as ideias expressas, se estiverem escritas de maneira incorrecta eu não vou querer conhecê-las.

Pedidos de desculpa por escrever muito ou pouco. Não me vou alongar muito neste ponto porque já escrevi sobre ele aqui mas, em suma, quando visito um blogue espero que ele seja genuíno. Independentemente de ser mais específico ou mais generalista, sobre viagens ou moda, mais pessoal ou mais imparcial, espero que o seu autor seja sempre genuíno. Como é que posso esperar genuinidade de alguém que se sente culpado por expôr as suas opiniões da forma que idealiza?

Smiles nas publicações. Farto-me de usá-los nos comentários que faço e nas mensagens que envio mas por algum motivo - e pode ser só implicância minha - não acho apropriado usá-los nas publicações. Gosto de pessoas que conseguem expressar-se bem sem extras nos seus blogues. Se precisam assim tanto de smiles, o mais provável é não me terem como seguidora.

Publicações apenas quando o rei faz anos. Por muito interessante que possa ser um blogue, eu não terei interesse em acompanhá-lo se ele não for actualizado com frequência. Não digo que o seu autor tenha que escrever todos os dias ou cinco vezes por semana mas é certo que vou acabar por me esquecer que ele existe se houver apenas uma ou duas novidades por mês.

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Se não fossem os mil e um casacos giros e os cachecóis aconchegantes, eu odiaria as roupas de Inverno.

SOCIEDADE | O Drama das Cores

É quando me falam em cortinas rosa chá, tapetes caqui e toalhas taupe que eu fico com a ligeira sensação de que devo ter sido homem noutra vida. Para mim há o cor-de-rosa, o preto, o branco, o vermelho, o azul, o castanho, o verde, o amarelo, o cor-de-laranja, o roxo e pouco mais. E quando me aparecem com a história do lavanda, do azul ciano e do tijolo está o caldo entornado.

Consigo entender perfeitamente a necessidade de acrescentar "escuro" ou "claro" à definição da cor em questão mas confesso que não vejo utilidade na parafernália linguística que vai para além disso. Se não trabalhamos numa loja de tintas... de que nos serve a informação? Para quê a complicação, senhores? São nomes de código? Admito que nunca me tinha apercebido de que era tão naba a perceber idiomas do género mas esta semana caiu-me a ficha: sou um desastre. Não sei o que é rosa-chá.

☺

Coisas boas desta vida: abraços.

VIDA ACADÉMICA | Eu achava graça à Estatística... até hoje.

A minha principal frustração de hoje ficou marcada pela Frequência de Estatística que não consegui terminar. Não consegui fazer quatro perguntas (ou duas perguntas e duas alíneas, se preferirem o detalhe) e saí da sala zangada comigo mesma. Nunca tinha deixado perguntas por fazer mas desta vez não fiz 39% da Frequência sendo que 20% correspondiam a uma só alínea que não tive sequer tempo de começar. TRINTA E NOVE POR CENTO. Aquilo que realmente fiz poderá chegar, no máximo, aos doze valores (e eu ponho as minhas mãos no fogo enquanto juro que não vai acontecer) e sinto desilusão porque sabia mais e porque devia ter tido tempo para mais. 

Este está a ser o semestre mais complicado até então. Muitos trabalhos, muitas apresentações, muitas trocas de horários e muitas, muitas chatices. O primeiro ano apesar de trabalhoso foi fascinante mas este semestre está-me a fazer duvidar das minhas escolhas e decisões. Talvez seja cansaço. Resta-me esperar por um amanhã melhor - de preferência com um teste prático bem feito e a soma de dois valores limpinhos à média final de Estatística. Hoje vou continuar o estudo e remeter-me ao silêncio no quentinho do meu quarto. Nem me apetece ver futebol. Também tenho direito a estar triste e desanimada com o mundo.

observando
:D

O mundo divide-se entre as pessoas que dizem "afia", as que dizem "apara-lápis" e aquelas que preferem dizer "aguça".

CORPO | Botox e Cirurgia Plástica: Sim ou Não?

A propósito desta publicação d'A Pipoca Mais Doce também eu senti a necessidade de partilhar convosco a minha opinião sobre o tema. Apesar de nunca ter escrito sobre o assunto em questão - e apesar de nunca o ter mencionado - convivo de perto com a realidade dos tratamentos medico-estéticos e entre tantas opiniões contraditórias explicito a minha através duma só frase: sou completamente a favor. 

Se há depilações definitivas, piercings em sítios estranhos e tatuagens eternas... porque raio é errado alterar um nariz que insiste em ser o centro das atenções ou eliminar aquela ruga chatinha? Não defendo os exageros (e casos como este fazem-me alguma confusão) mas também não dramatizo quando alguém admite que colocou Botox nos lábios ou que reposicionou as orelhas. Com conta, peso e medida... Porque não? Se são defendidos os cremes anti-idade e os produtos milagrosos... qual é o drama de eliminar permanentemente a imperfeição que a maquilhagem tenta cobrir todos os dias? 

Como em tudo - e é importante salientar - também na área da Cirurgia Plástica e da Medicina Estética há bons e maus profissionais. Há os que são falados por terem nitidamente mexido na cara da Maria ou da Andreia e por terem deixado as miúdas ainda mais feiosas, há os que estragam aquilo que até estava bem conseguido e há os que passam despercebidos a olhos leigos por trabalharem inegavelmente bem. Pessoalmente nunca coloquei a hipótese de retocar o meu corpo de forma tão invasiva (tenho dezanove anos e sou medricas, não penso nisso por agora) mas também não condeno quem o faz. A minha única restrição rege-se pelos princípios de segurança e higiene: se é para gastar umas centenas de euros e é, o melhor é não confiar em tudo o que se vai vendo pelas revistas cor-de-rosa ou pelo Facebook. Na verdade, ou estes retoques corporais são feitos em clínicas reais e certificadas com médicos que sabem o que estão a fazer (e não numa festa do pijama em casa da Sónia) ou então não valem, de todo, o sofrimento e o rombo no orçamento. Se for para ficar com a cara em obras de forma permanente talvez seja melhor ideia pegar no dinheiro e na autoestima e ir de férias ou às compras.

Daydreaming♥ | via Tumblr

Onde é que a Carolina vai buscar motivação para estudar Estatística? Ao namorado. E à pizza.

AD INFINITUM | 04

Perder peso. Deixar de fumar. Ler mais. Aprender um idioma. Ser feliz. Fazer voluntariado. Ser mais organizado. Viajar. São muitos os objectivos que vamos ouvindo e lendo no início de um novo ano porém, para mim, Janeiro nunca simbolizou um recomeço e nunca foi um motivo para definir objectivos a longo prazo. É certo que sempre foi uma desculpa para reflectir um pouco sobre os doze meses que pertenceram ao ano anterior mas nunca foi, na mesma medida, uma razão para me propor a estabelecer objetivos.

Confesso que tenho medo de falhar nas situações mais simples e, nesse sentido, apenas me permito definir tarefas que sei que serei capaz de cumprir sem falsas expectativas, falsos moralismos ou pensamentos obscuros. Gosto de viver um dia de cada vez. Sou assim. Porém, para bem da minha saúde mental - e do meu futuro - tenho tentado contrariar essa minha característica para não me deixar viver à deriva dos bónus que a vida me vai propocionando. Ainda não me consigo comprometer a longo prazo quando não possuo certezas (e, nesse aspecto, sou o oposto da Ana Garcês, que todos os anos diz que vai aprender a andar de bicicleta ainda que nunca aconteça) e um ano é muito tempo mas, aos poucos, vou tentando definir objectivos mais longínquos de modo a caminhar com firmeza e metas bem idealizadas. Talvez assim seja capaz de traçar a minha rota, tanto a nível pessoal como a nível profissional - principalmente a nível profissional.

Este ano NÃO vou tirar a maquilhagem da cara todas as noites mas vou tentar manter o meu quarto arrumado (so far, so good). Não vou viajar para dez países diferentes nem ler cinquenta livros mas vou dar o meu melhor na Faculdade (estou a tratar disto!) e vou manter o blogue actualizado. Não consigo fazer promessas (as promessas são para se cumprir e eu só prometo aquilo que cumpro) mas talvez seja bom para mim começar a definir algumas tentativas mais específicas. Talvez o meu objectivo a longo prazo para 2015 seja ironicamente esse: aprender a definir objectivos a longo prazo.


Selfie mais fixe de sempre!

SAÚDE | Cartão Europeu de Saúde e Doença

Este é um cartão completamente gratuito que nos permite ter alguma segurança quando viajamos para um país da União Europeia - Alemanha, Áustria, Bélgica, Bulgária, Chipre, Croácia, Dinamarca, Eslováquia, Eslovénia, Espanha, Estónia, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Irlanda, Itália, Letónia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Países Baixos, Polónia, Portugal, Reino Unido, República Checa, Roménia e Suécia - Islândia, Noruega, Suécia ou Liechtenstein e que nos permite obter - junto dos prestadores de cuidados de saúde (públicos!) - a assistência médica necessária durante a nossa permanência temporária em qualquer um dos Estados supracitados.

Como obter? Ir a uma Loja de Cidadão e pedi-lo sem quaisquer custos sendo que o pedido é sempre feito tendo como base o Sistema Nacional de Saúde ou o nosso Subsistema de Saúde. O resultado? Garantias de prestação de cuidados de saúde noutros países sem preços abusivos e nos moldes do país de origem.

Também se pode pedir este cartão pela internet ou pelo telefone mas quando a viagem está para breve é preferível fazê-lo na loja física simplesmente porque não há margem para erros e porque nos é dado um certificado - com dois meses de validade - que tem exactamente a mesma função que o cartão, substituindo-o enquanto ele não chega. O cartão propriamente dito tem a validade de três anos (se for pedido através do SNS) ou um prazo adaptado (se for pedido através de um Subsistema de Saúde) e é enviado para a nossa morada num limite máximo de duas semanas. Eu fui hoje fazer o meu e não podia ter sido mais rápido ou simples: não criei raízes na Loja do Cidadão, em quinze minutos estava despachada e, mesmo que não o utilize nas minhas viagens pelo menos estarei prevenida. Agora é esperar que o Gui levante o rabo da cama e que se decida a fazer a mesma coisa.


Para mais informações, podem consultar este documento que com certeza terá respostas para todas as vossas perguntas.
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Este casaquinho transforma-me num urso polar e eu adoro. Achei que ia ser difícil de conjugar mas não podia estar mais enganada.

BLOGOSFERA | Quatro Dicas Para Afastar a Carolina

Música automática. Odeio entrar num blogue e ser obrigada a ter que procurar o botão para a desligar. Para mim, um espaço blogosférico é muito mais agradável e atraente se eu, como visitante, puder decidir se quero ou não ouvir aquela canção enquanto leio os conteúdos que o autor vai partilhando. Gosto de encontrar artistas e sons novos - e quando a música não é automática se calhar até carrego no botão de play - mas se for obrigada a ouvi-los fecho de imediato a janela do blogue para nem ter que procurar o botão de pause

Cor por toda a parte. O fundo preto, os títulos amarelos, as hiperligações verdes, o cabeçalho cor-de-rosa... Não. Para mim não dá. Um blogue tem de me transmitir alguma tranquilidade e por isso prefiro espaços que utilizam, no máximo, três cores. É certo que isto não passa duma dica relacionada com o meu gosto pessoal mas, para confusa, chega a minha cabeça.

Barra lateral desorganizada. Gosto de conseguir consultar um blogue de forma simples, sem perder muito tempo com isso e, na minha opinião, para facilitar a visita de quem perde um bocadinho do seu tempo a ler-nos, a barra lateral deve ter apenas o essencial. Percebo que as imagens das parcerias tenham que lá estar mas também acredito que há muita coisa dispensável. Nem todas as mini-aplicações disponibilizadas pelo Blogger têm que ser utilizadas.

Etiquetas infinitas. Da mesma forma como as cores me atrofiam o cérebro, o facto de incluir dez ou vinte etiquetas numa só publicação também me faz confusão. As etiquetas demonstram a forma como lidamos com o nosso blogue e eu gosto de blogues organizados que definem bem os seus conteúdos e temáticas. Faz sentido usar duas ou três etiquetas para dar maior visibilidade a uma publicação? Sim, faz. E reconheço-o apesar de não utilizar esse sistema. Mas será que faz sentido ter uma lista de etiquetas maior do que a própria publicação? Para mim é totalmente dispensável.


Para mais dicas sobre a blogosfera visitem a nova rubrica da Kiara.
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Coisas boas desta vida: café.

TURISMO | A (Parva) Regra dos Líquidos

O Turismo tem algumas regras absurdas mas a que mais me irrita - talvez porque é a que enfrento com maior frequência - é a que nos proibe de transportar embalagens de líquidos superiores a 100Ml nas bagagens de cabine. Basicamente, como passageiros, podemos transportar até 1L de líquidos mas esta quantidade permitida deve estar distribuída por embalagens independentes de 100Ml e todas elas devem estar dentro dum saco transparente de abertura e fecho simples.

Digam o que disserem e por muitas explicações que surjam - porque explosivos líquidos são perigosos independentemente de estarem concentrados numa só garrafa ou em três mais pequenas - eu continuo a defender que esta medida não passa de mais uma tentativa de negócio. Afinal, nos aeroportos a água é vendida ao preço do ouro e os comerciantes têm que ter alguma vantagem.

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Once Upon a Disney | via Tumblr

Manhã agridoce: ter 20 na pauta de Espanhol mas esbardalhar o telemóvel no chão. A sério, Carolina?

PUBLICIDADE | Honest Slogans

E se as marcas dissessem a verdade nas suas campanhas? E se as frases que lhes são associadas fossem a tradução da realidade? Será que continuávamos a comprar os seus produtos? Honest Slogans é o nome de um projecto divertido - criado por Cliff Dickens em 2011 - que visa mostrar os estereótipos que existem sobre as diversas marcas e a sua verdadeira faceta como promotoras do consumo.

O espaço onde o artista deposita os seus trabalhos conta com referências a marcas de diversos sectores e tem sido um verdadeiro sucesso pelas redes sociais. IKEA, McDonald's, Activia, Levi's, Wikipedia, Subway, Lego (...). Basta escolher. Será que todos concordamos com estas publicidades mais honestas? E será que funcionariam, no mundo real e consumista? Será que a sua aplicação proporcionaria resultados fabulosos - semelhantes aos do Pior Hotel do Mundo - ou será que os efeitos seriam absolutamente desastrosos? Cá está uma selecção, para perceberem do que falo:


irina shayk | Tumblr

Elucidem-me: os jornalistas que dizem que a Irina deixou de seguir o Ronaldo no Twitter verificam diariamente os seguidores do rapaz?

VIDA ACADÉMICA | Deixar de Ser Estudante

Ingressar definitivamente no mercado de trabalho - deixando as aulas e a faculdade para trás - é algo que me assusta. Sempre me conheci como Carolina e Estudante e, apesar de saber que é um ciclo normal e um receio comum, não posso deixar de tentar imaginar como será quando continuar a ser a Carolina mas deixar de ser Estudante.

Se tudo correr conforme o planeado acabarei a minha licenciatura com 20 anos (não, não me enganei no número) e ainda não decidi - se é que tenho opção - o que farei a partir daí. Mestrado? Mercado de Trabalho? Estágio Voluntário? Nova Licenciatura numa área diferente? Estágio Profissional? Não faço ideia. Ninguém faz. Só me conheço como Estudante e só quando chegar a hora de deixar de o ser é que vou (re)descobrir o meu poder de adaptação. Como é que alguém com duas décadas de vida consegue ter uma percepção precisa daquilo que quer? Não consegue. E se por um lado é um possível drama ao qual não sei como irei reagir, por outro é uma preocupação que não me assombra de forma excessiva exactamente porque, até chegar a altura, nada posso fazer. Até lá, vou sendo estudante, que é o que sei ser. E vou sendo estudante da melhor forma que consigo ser.

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A minha motivação para entregar os trabalhos e estudar para as avaliações: Londres.

DECORAÇÃO | Yankee Candle: Clean Cotton

Numa tarde de trabalhos infernais decidi finalmente queimar uma das velas que tinha por estrear cá por casa. Gosto de ter velas na minha secretária enquanto escrevo incansavelmente e a escolha desta vez recaiu sobre uma Yankee Candle chamada Clean Cotton. Nunca tinha experimentado os produtos desta marca mas os nomes e cheirinhos originais cativaram-me - assim como a embalagem robusta em formato de jarro - portanto a época festiva foi a desculpa perfeita para trazer para casa dois aromas diferentes.

A "Clean Cotton" tem um cheiro nada enjoativo, bastante suave, familiar e igualzinho àquele que a roupa emana quando sai da máquina de lavar. Apesar do frasco ter apenas 100g, a marca garante que a vela pode durar até 35h e eu - após várias utilizações de várias horas - acredito que seja possível. Para quem, como eu, não suporta cheiros muito doces, a Clean Cotton é uma excelente opção. O único senão é mesmo o preço que, apesar de depender sempre do local e das promoções em vigor no momento, não é muito convidativo. O jarro mais pequenino - que é o que eu tenho - custa qualquer coisa entre 8€ e 13€.


Alguém me explica a presença da (do?) Conchita nos Globos de Ouro?

AMOR | O Fundo do Poço e o Topo do Telhado

Há mais de um ano partiram-me o coração pela primeira vez e eu só não bati com a cabeça no fundo do poço porque, felizmente, tenho à minha volta pessoas absolutamente fabulosas que me confortam e me obrigam a reagir quando não me apetece fazê-lo. Não chorei durante uma semana porque achei que não devia seguir tal caminho - e estava enganada! - mas experimentei a dor de não ser suficiente, de não ser capaz de ultrapassar as circunstâncias e de enfrentar o maior medo que possuía naquele momento. Eu fui honesta, leal e segura daquilo que sentia e do outro lado o último aspecto falhou. Foi o fim do mundo? Foi. Mas só até eu decidir seguir em frente.

Sou agora mais desconfiada e medricas? Talvez. Mas aprendi que os corações partidos também se curam e que, apesar das cicatrizes e das fragilidades, também eu mereço amar e ser amada de volta. Sou terrível a fazer planos a longo prazo e tenho dificuldades em expressar aquilo que sinto? Verdade. Mas conheci e conquistei - sem querer e sem saber, confesso - uma pessoa fantástica que me respeita nesse sentido, que consegue derrubar as minhas barreiras, que se dedica a tranquilizar os monstros que passeiam pelos meus pensamentos e que é capaz de ignorar a minha armadura enquanto partilha comigo as melhores vistas e os maiores pratos de comida italiana. É amor. Depois de ter quase chegado ao fundo do poço estou no topo do telhado e, neste momento, o meu telhado é o mais soalheiro e divertido.

Well well
Zimpye | via Tumblr

Dia 28 acabam as aulas, os trabalhos, os testes e os exames e eu poderei dizer adeus ao primeiro semestre. Mal posso esperar!