TURISMO | Companhias Aéreas de Baixo Custo

É errado condenar as companhias aéreas de baixo custo sem conhecer as suas vantagens e é igualmente precipitado aplaudi-las sem conhecer as suas falhas. Porque apesar de terem vindo permitir, de certa forma, a democratização do Turismo, ainda há muita coisa à espera de ser desmistificada. E a pergunta que se coloca é só uma: as companhias aéreas low-cost são, ou não, uma carta que devemos colocar em cima da mesa no momento em que decidimos viajar?

Para pelo menos tentar responder a esta questão começo por deixar bem claro algo bastante simples: o facto destas empresas terem preços mais acessíveis não significa - de todo! - que a qualidade dos voos esteja comprometida. Um bilhete mais caro pode não significar um voo sem falhas e um bilhete mais acessível nunca pode justificar erros de segurança. Como em todos os sectores, há leis e regras que nos protegem - como cidadãos e clientes - e que zelam pelo nosso bem-estar.

E quando decidimos comprar um bilhete de avião é pertinente separar as águas. Estamos a olhar para o produto num âmbito mais profissional e técnico ou num sentido menos exigente, de turista comum? Perguntas diferentes e olhares mais ou menos críticos levar-nos-ão a respostas inevitavelmente distintas e neste ponto confesso que faço bem a distinção. Viajo em companhias low-cost sem qualquer problema, hesitação ou medo mas não está nos meus planos trabalhar numa delas, por exemplo. E se por um lado fui capaz de reconhecer, nas viagens mais recentes que fiz, as falhas de formação de alguns elementos da tripulação, por outro lado, nunca, em momento algum, senti que isso me pudesse prejudicar como cliente ou que me colocasse em perigo numa situação de emergência. Como disse no parágrafo anterior, há leis e regras básicas comuns a todas as companhias aéreas e a segurança necessária tem de estar assegurada independentemente dos preços praticados.

Porém, é também essencial que sejamos conscientes e que não coloquemos sequer a hipótese de receber um serviço que não corresponde ao valor que saiu do nosso porquinho mealheiro. Quando compramos um frango de churrasco não nos dão camarão tigre, correcto? Nos bilhetes de avião é a mesma coisa. Se pagamos vinte euros por um voo - com taxas incluídas - não podemos esperar refeições gratuitas, massagens e poltronas reclináveis. Se viajamos em low-cost ou em classe económica não faz sentido que reclamemos um tratamento premium. Há que ter bem presente aquilo que comprámos e há que ler com atenção as informações disponibilizadas pela marca.

Neste sentido - e respondendo finalmente à pergunta que coloquei no início deste texto - as companhias aéreas low-cost devem, sim, ser consideradas. Porém, salvaguardo que essa hipótese deverá ser colocada apenas para voos de curta duração por uma questão de conforto. Num Porto - Nova Iorque ou num Lisboa - Rio de Janeiro o melhor é mesmo apostar numa companhia aérea regular que nos permite levar uma mala diferente e que nos oferece refeições aceitáveis e bebidas, conforto, televisões individuais, almofadas, cadeiras que não nos deixam o rabo quadrado e mantinhas.

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9 comentários:

  1. Não podia concordar mais contigo. Aliás, se formos a ter em conta o que se tem passado com a TAP é uma razão pela maior procura de low cost sempre que as viagens são de curta duração. Eu sou a favor das low cost e agradeço a existência das mesmas :)

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  2. r: as palavras são capazes de tudo *.*

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  3. Sorteio no blog, xoxo
    http://eighteenshadesofglitter.blogspot.pt/

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  4. Eu nunca andei de avião por isso também não tenho muito que opinar, mas acredito que qualquer companhia tem vantagens e desvantagens e apenas é preciso tempo para escolher a que melhor se adapta a nós

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  5. O fantástico das low cost é que nos deixam poupar dinheiro que pode servir para algo mais tarde assim como para aproveitar mais o local para onde vamos viajar! Já voei em ambos os tipos de companhias aéreas e há algumas diferenças.

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  6. Nunca viajei por low-cost, mas nunca as poria de lado!

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