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GUARDA-ROUPA | Inspirações vs Réplicas

No mundo da moda há muita coisa que me causa confusão mas confesso que há um tema que me incomoda particularmente: a fraca distinção social entre "inspiração" e "réplica".

Sejamos realistas: um inspired product traduz-se como uma nova versão de um artigo que outra marca lançou (sem etiquetas falsas e nunca exactamente igual) mas uma réplica é, inegavelmente, uma cópia detalhada que inclui logótipos e elementos patenteados. As lojas de fast-fashion democratizam os modelos popularizados pelas marcas de alta costura ao utilizar materiais mais em conta, pormenores distintos e etiquetas completamente diferentes (quem não se lembra das sapatilhas com salto de Isabel Marant que começaram a ganhar terreno graças às novas versões que apareceram em todas as lojas mais acessíveis?) mas as carteiras vendidas nas barraquinhas do S.João são apenas falsificações que promovem uma economia paralela.

Quando compramos um inspired product não passeamos a falsa-marca nem tentamos enganar quem passa por nós na rua. Porque se compramos uma carteira na Zara não esperamos o acabamento duma peça Dior por muito semelhantes que sejam esteticamente. Não há sobreposições de interesses. Não há ilusões. As marcas de fast-fashion não são concorrentes das marcas de alta costura e mesmo que as primeiras tentem trazer até nós os icónicos casacos e modelos de malas, nós sabemos que não estamos a pagar por algo imaginário. O público-alvo não é sequer comparável.

Quem recorre às réplicas, afinal? Honestamente, uma vez que os modelos das peças são de fácil acesso - nem que seja uns meses mais tarde graças aos tais inspired products - e uma vez que a qualidade não entra na equação, a minha resposta é só uma: as pessoas que recorrem às réplicas são aquelas que querem parecer ou transmitir algo que não são e que não têm. Nunca entendi bem essa necessidade de possuir uma mala Chanel pelo estatuto e, talvez por olhar para as minhas peças de sonho como um objectivo e um medidor de sucesso financeiro, nunca compreendi o orgulho de possuir um Rolex falsificado. No mundo onde vivo, a cópia total - tenha o nome que tiver - ainda é considerada crime e eu não contribuo para o sucesso de esquemas mal contados.

Gosto de algumas marcas menos acessíveis e há certos artigos que me fazem babar, porém torço de imediato o nariz às lojas facebookianas que publicitam a quatro ventos as suas "réplicas perfeitas". Adquirir um produto apenas pelo possível estatuto que ele me poderia dar aos olhos alheios não faz sentido para mim. Compro um artigo pela originalidade, pela qualidade dos materiais, por se enquadrar nos meus gostos pessoais, pela valorização da inovação que surgiu em tempos e que originou a sua democratização. Independentemente das minhas razões e independentemente de fazer compras em lojas mais ou menos acessíveis há algo que ninguém pode negar: não compro réplicas e não contribuo para economias paralelas. O grande sistema da contrafação não cresce à minha custa.

Vivaboo - Enjoying Life!

O mundo divide-se entre as pessoas que dizem "quarto-de-banho" e as que dizem "casa-de-banho".

QUERIDO PAI NATAL | White Converse

As minhas primeiras Converse foram compradas em 2005 durante as nossas férias em Barcelona. Eram cor-de-rosa e antecederam as amarelas, as vermelhas, as bordeaux, as roxas, as pretas, as castanhas, as edições limitadas e as cores repetidas. Tive todas ao longo dos últimos dez anos. Usei-as até a minha mãe achar que estava na hora de as colocar no saco do lixo. E, curiosamente, quando isso acontecia, eu dizia sempre que as próximas seriam brancas. Pela versatilidade, pela intemporalidade, pela casualidade, pela cor neutra. Mas nunca aconteceu. Porque se sujariam facilmente, porque ficava deslumbrada com as mil e uma cores, porque as pretas tinham rompido e eram as que fazia questão de ter naquele momento... Nunca cheguei a ter umas Converse brancas mas continuo a achar que são giras, intemporais e óptimas para a estação mais quente. Pai Nataaaal?


Estes são os meus cereais. Desde sempre.

INSTAGRAM | Março 2015

Março foi um mês feliz. Pelos raios de sol e pelos blusões que vieram substituir os casacos de pêlo, pelo Exame de Código e pelo início das minhas incríveis aulas de condução. Em Março terminei as publicações sobre Londres, escrevi menos do que nos dois meses que lhe antecederam, comecei projectos novos, experimentei a minha Lomo Instant Camera, fotografei um Festival de Tunas, conheci muita gente nova e descobri algumas coisas importantes sobre mim própria e sobre as minhas relações interpessoais.

Março foi o mês das (in)certezas, das comidas gordichonas e das conversas sérias, profundas e genuínas. Foi o mês dos amigos, do namorado, das lágrimas e dos sorrisos, dos sentimentos à flor da pele, da visita de estudo à Sé de Braga, das calças rasgadas e dos chocolates. Março foi um mês intenso, com algumas preocupações mas com muitos dias felizes e algumas palavras de segurança.

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Fico sempre surpreendida com os concorrentes do MasterChef Junior. Aqueles miúdos são geniais.

DESAFIO | Deixa as Palavras Voarem: Sonhos

Gosto de sonhar com os pés bem assentes na Terra. De evitar desilusões. Gosto de desejar com muita força e sem hesitações mas sempre enquanto traço o meu próprio caminho até à meta. Os meus sonhos são grandes, muito maiores do que eu. São do tamanho do mundo. E raramente são exteriorizados. Porque são meus. E se os partilho numa conversa mais íntima debaixo das estrelas ou num passeio de fim de semana entre risos e raios de sol significa que colocaria a minha vida nas mãos de quem me ouve sem hesitações ou receios. 

Os sonhos movem o mundo. Pequenos, grandes, cor-de-rosa, azuis, individuais ou partilhados. Os sonhos são mais do que sonhos. São pedaços de nós próprios. Vontades. Objectivos. E talvez por isso seja tão difícil para mim partilhá-los. Sonho com viagens, com aviões, com malas, com fotografias que matam saudades, com álbuns e com textos bonitos. Sonho com risos, abraços, dias preenchidos e conversas. Sonho com coisas que quero manter. Sonho com regressos e relógios parados, com outras culturas, com amizades novas, com realizações profissionais, com aprendizagens inegáveis. E sonho todos os dias, com a cabeça nas nuvens e os pés bem assentes no chão que piso. Mas esses sonhos são meus e eu não os partilho com o mundo até os concretizar a todos. Um por um.

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[esta publicação está inserida no desafio "Deixa as Palavras Voarem" da Adelisa M.]

Ter amigos bêbados que gritam "CAROLIIINA! LIGA A RÁDIO PORQUE ESTÁ A DAR COLDPLAY!" é impagável.

LUCKY 13 | (Im)Previsibilidade

Não sei se acontece o mesmo desse lado mas eu olho para o carácter generalista do meu blogue como uma vantagem nos dias em que a inspiração e a vontade de escrever não sintonizam. E nessas alturas - quando quero escrever e quando quero actualizar o blogue mas a formulação de palavras não colabora - recorro a quatro ou cinco temas menos pessoais que me permitem escrever sem me expôr e sem fugir à premissa de não publicar textos mais negativos quando estou aborrecida, triste ou chateada. Gosto de saber que, independentemente da minha disposição sentimental, tenho sempre algo para partilhar. E que partilho o que me apetece porque me apetece. Se me apetecer. Todos os dias ou três vezes por semana.

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....💭

Não gosto que me chamem "querida". Parece-me falso.

BLOGOSFERA | Homem Sem Blogue

Um blogue à moda antiga - criado em 2012 - com muito textos, poucas imagens e assuntos actuais e pertinentes. O Homem Sem Blogue está na minha lista de favoritos e vale pela qualidade das publicações e pelo seu autor que vai partilhando opiniões masculinas num mundo maioritariamente feminino. O Homem Sem Blogue estimula o debate, o conhecimento, a informação e a formulação de opiniões e ainda consegue trazer-nos novidades várias vezes por dia misturando temas mais sérios com assuntos mais divertidos. É um espaço que conta com centenas e centenas de seguidores mas que merece todo o reconhecimento e destaque pela falta de filtros, pela imprevisibilidade e pela capacidade de cativar. A Carolina aprova.

Oh yeah >3

Durante a hora do almoço vejo sempre um ou dois episódios dos Simpsons. Nunca me farto.

VIDA ACADÉMICA | Praxe: Essencial à Integração?

Mesmo sendo defensora da tradição académica no âmbito das actividades praxísticas - porque sou de forma inegável e ninguém afirma o oposto - acho sempre a maior parvoíce quando me dizem que a Praxe se define como a linha que separa a integração da exclusão e a amizade da solidão numa nova etapa de estudos.

Toda a minha vida fiz amigos e estabeleci relações por mim mesma, de forma natural e sem recorrer a actividades dirigidas por alunos mais velhos. Fi-lo como qualquer um de vocês, com maior ou menor dificuldade segundo a minha personalidade e os meus valores. E portanto coloco em causa tal argumento e uso uma frase bastante simples para sossegar quem tem medo de ser excluído pelas suas convicções relativamente à tradição: é uma questão de personalidade. Nunca, em Faculdade alguma, a Praxe pode ser vista como o único meio para atingir o bem-estar académico e social. Acredito que seja um meio extremamente eficaz - caso contrário não a defenderia como defendo - mas com certeza não será essencial para toda a gente.

Agora, se penso que a Praxe é uma grande ajuda quando chegamos a um local novo e não conhecemos ninguém? Sem dúvida. Porque é que vou demorar um mês a conhecer alguém se posso fazê-lo logo no primeiro dia e ter histórias para partilhar logo na segunda semana? Porque é que hei-de me limitar à minha turma ou a um só curso se posso conhecer gente doutros anos, doutros cursos e talvez até doutras faculdades? A Praxe não nos integra na Faculdade mas permite-nos conhecer pessoas que nunca nos dirigiriam a palavra se não partilhássemos esses momentos todas as semanas. E só por isso já vale a pena. A Praxe vale pelas pessoas. Pelos valores. Pelos ensinamentos. Mas sobretudo pelas pessoas e pela união e laços que se vão criando. Pelas histórias de amizade. Pela entreajuda. Pelas histórias de amor.

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Adorei a sensação de estar ao volante e mal posso esperar pela aula de amanhã!

FOTOGRAFIA | I Lira: Pelas Ruas de Braga

Quem me segue no Instagram ou viu esta publicação sabe que no sábado fotografei os momentos do I Lira, um Festival de Tunas Femininas que contou com as actuações das quatro tunas a concurso - Tôna Tuna, Spestuna, Quetuna, Pikatuna -, da tuna anfitriã - As Líricas - e das duas tunas convidadas - Magistuna e Estudantina de Braga. Porém, o meu trabalho não se limitou ao espectáculo propriamente dito e a Matilde começou a registar detalhes logo ao início da tarde, num ambiente mais descontraído.

Pelas ruas soalheiras de Braga, entre conversas, instrumentos musicais, sotaques e capas negras, surgiram as fotografias que se seguem (focadas particularmente n'As Líricas e na Estudantina de Braga). Admito que estava um pouco receosa pela responsabilidade - porque mesmo que me digam que não faz mal se as fotografias não ficarem bem, eu gosto de sentir que cumpro aquilo que me comprometo a fazer - mas, apesar de não ter gostado totalmente do resultado, gostei imenso de fazer parte disto. Para a próxima correrá melhor.


Family guy

Primeira aula de condução, aqui vou eu!

FOTOGRAFIA | Estudantina de Braga no I Lira

Ontem houve mais um Festival de Tunas na cidade dos arcebispos e a Estudantina de Braga (que vocês já conhecem tão bem) esteve presente com as músicas que eu tanto gosto e a boa disposição de sempre. A sua actuação no I Lira não me surpreendeu porque foi tão boa como as restantes que eu já tinha tido a oportunidade de ver e ouvir mas, na Aula Magna da Faculdade Filosofia (completamente cheia!), as palmas de quem não os vê e ouve com tanta frequência revelaram que eu não sou a única a ficar encantada com as suas canções, actuações e teatralidades tão características. A Estudantina de Braga é a verdadeira definição de Tuna pelo talento e pelos elementos que sabem o que fazem e que vivem a música e os festivais como se isso lhes estivesse no sangue. Fica o registo da sua mais recente actuação:



Depois duma manhã de aulas, a tarde e a noite de sábado serão passadas entre tunas, máquinas fotográficas e música.

SWEET CAROLINE | O Passado, o Presente e o Futuro

Todas as minhas relações interpessoais me marcam e todas elas me condicionam e ensinam à sua maneira. É normal. É assim que cresço, é assim que aprendo e é assim que me torno numa pessoa mais forte, mais segura de mim mesma, com gostos mais definidos e vontades mais concretas. Contudo, também é graças a essas marcas que desenvolvo medos, inseguranças e desconfianças. Também é normal. Mas só até certo ponto. E não é normal reagir da forma como eu reajo perante algumas situações e preocupações. De todo.

Esta semana percebi que alguns dos meus medos e ansiedades mais profundas estavam relacionados com algumas situações passadas e isso fez-me confusão. Mas também fez todo o sentido. Porque, afinal, são as relações e atitudes passadas - sejam elas relações familiares, amorosas ou de amizade - que me permitem evitar erros já cometidos, que constroem as minhas defesas e que protegem o meu coração.

Mas será que essas defesas são, realmente, as mais indicadas? Só o tempo dirá. Entretanto, vou tentando contrariar as barreiras que o meu organismo vai criando. Nenhuma relação é igual a outra. Pessoas diferentes, vidas diferentes, consequências diferentes, maturidades diferentes e vivências diferentes tornam cada uma delas em algo único e especial. Sem arrependimentos. O truque reside em aprender com o passado sem deixar que ele limite a nossa felicidade actual. E viver o presente de maneira a construir um futuro igualmente feliz.

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Quero muiiiito ver o novo filme da Cinderela!

BLOGOSFERA | Viajo Logo Existo

No início de mais um fim-de-semana - pelo menos para quem não tem aulas ao sábado de manhã - chega a recomendação de mais um blogue que se diferencia pela história cativante, pelas fotografias incríveis e pelas dicas preciosas. Escrito por dois brasileiros que estão há mais de um ano na estrada, o Viajo Logo Existo é um espaço de leitura obrigatória para quem gosta de turismo ou ambiciona descobrir novas cidades, populações e culturas.

Entre banhos frios, centenas de quilómetros, problemas diários e alguns receios, o Leonardo e a Rachel vão partilhando connosco as ruas bonitas de cada cidade, as histórias de pessoas simpáticas que vão conhecendo e as curiosidades engraçadas que não aparecem nos livros turísticos sem nunca esquecer a parte mais informativa de cada publicação e os textos mais pessoais sobre situações do quotidiano. O Viajo Logo Existo tem de tudo - desde dicas sobre fotografia e aluguer de carros até listas com recomendações de locais a não perder - e é actualizado frequentemente. É um blogue que cativa o leitor a cada publicação através da sua genuinidade e está inegavelmente bem organizado para que seja simples encontrar as publicações relativas a determinado país. É, sem qualquer dúvida, um ponto de inspiração para os amantes de viagens e imagens bonitas.

Live in the Moment ∞† | via Tumblr

Todos os dias me surpreendo com a quantidade de coisas que já partilhei por aqui e com a minha vontade de continuar a fazê-lo.

FOTOGRAFIA | Sé de Braga

O meu curso ensina-me a passear pelas ruas com olhos mais críticos e pensamentos mais focados. E isso vale ouro para mim, não só porque me dá uma visão nova sobre o mundo e os locais que conheço desde sempre mas também porque me leva a evoluir em termos fotográficos.

Nesse sentido, quando o professor de Turismo Cultural e Religioso nos disse que iríamos visitar a famosa Sé de Braga durante a aula desta semana, eu achei que a Matilde também devia acompanhar-nos. Porque a Sé de Braga é imponente, marcante, cativante e inegavelmente artística. Porque a Sé de Braga faz as delícias de qualquer apaixonado por fotografia, história, religião ou arte. Porque é um mundo de detalhes e de significados. E ainda que eu ache que as obras no Tesouro-Museu ficaram um pouco aquém do resto - porque tentaram (e conseguiram) modernizar algo que também era interessante pela sua arquitectura típica -, a visita não podia ter sido melhor. Tivemos a oportunidade de regressar às capelas, ao museu e à catedral principal com a vantagem de sermos guiados por um professor que sabe do que fala e o resultado traduziu-se no conjunto de observações específicas que treinam o nosso olhar para detalhes que provavelmente passariam despercebidos doutra forma.


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Tenho saudades dos dias de praia!

AMOR | O Tempo é Irrelevante

Ao longo deste último ano cresci muito, evoluí imenso e aprendi muita coisa mas um dos ensinamentos que guardo e relembro diariamente é que o tempo é irrelevante. Não importa se estamos juntos há um mês, há um ano ou há uma década. Se tiver que terminar - e se tivermos que seguir caminhos diferentes - não vai ser a contagem dos dias que vai impedir seja o que for. 

E ser capaz de perceber isso com uma tranquilidade que supera o medo permite-me olhar para os dias duma forma mais assertiva, sem pretensiosismos ou seguranças exageradas. Nada me está garantido e é bom que eu tenha isso em mente quando opto por fazer birra e decido esperar pelo telefonema em vez de ser eu a tomar a iniciativa.

Porque amar é assim mesmo. É ter medo e batalhar. É saber que pode correr mal e lutar para que corra bem. É sentir que ninguém vai ser nosso para sempre e ainda assim oferecer a maior das dedicações com o maior dos carinhos. É não tomar as coisas por garantidas durante épocas fantásticas e não desvalorizar uma discussão mínima que, afinal de contas, é tão importante como outra qualquer. O tempo é irrelevante. E uma relação de um ano é tão válida como uma de dez. Apenas se diferenciam pelas etapas, pelos graus de entendimento, pela quantidade de barreiras superadas e pela qualidade do laço que vai apertando um pouco mais a cada dia.

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Amanhã vou marcar as minhas aulas de condução. Nova fase, aqui vou eu!

FOTOGRAFIA | Lomo Instant Camera: Primeira Impressão

A Lomo Instant Camera é uma máquina fotográfica extremamente traiçoeira. Não posso dizer que esteja arrependida - até porque raramente me arrependo perante as minhas aquisições - mas reconheço que talvez ainda não estivesse preparada para lidar com uma câmara tão sensível, que exige adaptações tão específicas para cada ângulo, luminosidade e ambiente. Gosto muito de fotografia mas admito que ainda não tenho conhecimentos suficientes para alcançar imagens bonitas em todos os cliques e por isso não consigo deixar de me sentir culpada quando as imagens não ficam como eu gostaria. A Lomo Instant Camera não é uma máquina instantânea para principiantes e é diferente de todas as câmaras que já experimentei. É um poço de ensinamentos constantes mas é uma máquina que exige o conhecimento prévio que eu sinto que ainda não tenho.

Ao contrário da Instax Mini 10 que utilizo quando possível - ou da Instax Mini 8 que anda nas mãos de toda a gente - a Lomo Instant não dá origem a fotografias perfeitinhas se nos limitarmos a clicar no botão de disparo sem revermos as suas definições. Não a recomendo a quem sonha com uma máquina instantânea apenas para ter as imagens na mão segundos mais tarde mas estou fascinada com a necessidade de aprender mais e com o desafio de ser mais e melhor a cada clique. Um dia ainda vou conseguir fotografias bonitas em todas as impressões automáticas mas, por agora, babo-me para todas as funcionalidades que ainda não tive oportunidade de testar, sorrio sempre que vejo as fotografias do nosso passeio de sábado e tento perceber cada um dos detalhes que tornam uma imagem banal em algo realmente bonito.

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Quem disse que no Ensino Superior não havia visitas de estudo? Quarta-feira lá vamos nós a um dos museus mais emblemáticos da cidade.

VIDA ACADÉMICA | Decisões Difíceis

Quando me inscrevi para os Exames Nacionais de 12º ano estava em pânico. Não pelos exames propriamente ditos - que eu sabia que tinha que realizar para terminar o Secundário - mas porque me recusava a escolher um curso pela média que eles ditavam. Eu sabia que queria ir para a Universidade e sabia que precisava de me candidatar ao Ensino Superior para me sentir realizada mas não sabia qual era a licenciatura capaz de preencher os meus interesses e não queria - de todo - ser obrigada a reduzir as minhas opções apenas por causa de um número.

E era nesse sentido que ficava assustada sempre que me falavam em Exames Nacionais. Porque a pressão de tomar a decisão acertada me afectava mais do que aquilo que seria aceitável e, só de pensar que a hora de escolher o meu futuro estava próxima, eu ficava em pânico. Podem-me dizer que é normal ficar preocupada mas eu digo-vos que reagir da forma como eu reagia - e da forma como ainda reajo perante planos a longo prazo - é tudo menos normal.

Fazer uma candidatura ao Ensino Superior é difícil. Não porque o programa falha muitas vezes nos primeiros dias mas porque é um passo de adulto, de evolução e de crescimento. É a escolha de um caminho em detrimento doutros. É decidir ficar na cidade de sempre ou cair de pára-quedas numa localidade nova. É enfrentar um mundo novo com a graça duma criança e a força dum adulto. É equilibrar, inegavelmente, as nossas duas facetas, o possível e o impossível, os interesses e o trabalho, as notas e os sonhos, o esforço e o talento. Por isso é normal sentir medo, ficar em pânico - até certo ponto -, fazer planos e colocar hipóteses substitutas em cima da mesa. 

Mas se me permitem o conselho de quem já passou por aí: analisem tudo. Sejam críticos e não excluam opções por causa de opiniões alheias. É o vosso futuro. A vossa escolha. A vossa meta. O vosso objectivo. Público, privado, ciências, artes ou letras. Vocês sabem o que é melhor. Mesmo que o descubram no último dia, vocês só querem o melhor para vocês próprios. E é por isso que como estudantes e jovens, devem ser as pessoas mais críticas, conscientes e sensatas perante as decisões que têm pela frente. Sigam os vossos instintos mas nunca - em momento algum - coloquem a racionalidade de parte. Por muito que vos iludam e vos digam que sim, nenhuma Faculdade é um mar de rosas. Nenhuma.

My dvd collection.

O mundo divide-se entre as pessoas que preferem séries e as que optam mais frequentemente pelos filmes.

SAÚDE | Pílula: Sim ou Não?

Se andam atentas às notícias têm com certeza reparado nas mil e uma teorias que misturam um método contraceptivo feminino - mais precisamente a pílula - com alguns casos de mulheres que, segundo os estudos e exames efectuados, começaram a ter problemas de saúde. E eu - como mulher - tenho prezado o meu sentido crítico perante essas mesmas notícias. Porque o essencial é andar informada e atenta, não acreditar em tudo aquilo que leio e optar sempre pelo aconselhamento médico a fim de evitar sustos desnecessários (ou algo bastante pior, como tem vindo a ser abordado).

E, nesse sentido, começo por partilhar um facto inegável que suporta fielmente a minha opinião: todos os medicamentos têm efeitos secundários. Todos. Se alguma vez leram com atenção a bula de um medicamento - independentemente de ser um simples ben-u-ron, um antibiótico mais forte ou um contraceptivo de rotina -, puderam ver que há uma lista enorme de possíveis reacções e adversidades. Daí a necessidade de receita para medicamentos mais intensos e específicos. Daí os avisos para não engolir hormonas só porque resultou com a amiga ou o primo. Porque tudo o que é estranho ao nosso organismo é passível de provocar uma reacção negativa. Tudo. Mas também não é por lermos a bula do químico receitado que vamos deixar de confiar no médico que recebeu formação para nos aconselhar.

A pílula é um medicamento. É uma hormona. É um químico. E nem todos os tipos de pílula são indicados para todas as mulheres. Ponto. Assim, é imperativo consultar um médico especialista antes de começar a tomar seja o que for. É importante ter consultas regulares e ter presente que não é normal ter enjoos frequentes ou dores de cabeça diárias depois do mês de adaptação. É importante saber que há coisas que vão inevitavelmente mudar - porque a pílula não é utilizada exclusivamente como método contraceptivo - mas que os riscos são muito reduzidos se tudo estiver controlado. 

Se as notícias vos assustam e se sentem melhor sem a pílula, então deixem de a tomar. Se as notícias vos preocupam mas não querem parar de utilizar tal método - porque vos minimiza as dores e o acne, por exemplo - marquem uma consulta, esclareçam as vossas dúvidas, decidam a partir daí. E se querem continuar a tomar a pílula independentemente dos casos que têm surgido, o importante é que se mantenham atentas perante os sintomas que ela vos provoca. Na minha opinião, parar de tomar um medicamento porque há um caso mais infeliz parece-me um pouco radical. No entanto, reconheço a necessidade de permanecer alerta para qualquer eventualidade ou sintoma que possa surgir e não descuro a ideia de que cada caso é um caso. As pessoas não são números mas não é um único organismo que dita a eficácia ou a pejoratividade de um medicamento. Seja ele qual for.

Native Fox
„Waking up to this 🙌 #ibiza“

Coisas boas desta vida: tomar o pequeno-almoço na esplanada.

DECORAÇÃO | Yankee Candle: Midsummer's Night

Depois de terminar a minha Clean Cotton decidi perfumar o meu quarto com a Midsummer's Night da mesma marca: uma Yankee Candle preta com um cheiro intenso e bastante distinta da anterior embora se assemelhe a ela no que diz respeito ao tamanho, à embalagem, ao preço e à durabilidade.

A minha escolha actual tem o aroma dum perfume masculino - fresco mas intenso na medida certa - e é, para mim, muito agradável e calmante. Apesar de ter um cheiro mais forte do que a anterior, cria um ambiente muito acolhedor e característico no meu quarto, óptimo para noites em frente ao computador. Arrisco-me até a dizer que é um aroma único e especial que me tranquiliza em horas de maior ansiedade. Assim como a sua precedente, tem um preço que varia entre os 8€ e os 13€ dependendo dos pontos de venda.

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Coisas boas desta vida: passar no Exame de Código.

VIDA ACADÉMICA | O Baptismo

O Baptismo é um dos muitos momentos simbólicos da Praxe e é uma marca inesquecível na vida académica de quem escolhe a tradição extra-curricular. É o culminar de mais uma etapa, um ritual de passagem e de crescimento. É um momento nocturno e solene que significa a transição de bicho - ou outra coisa qualquer, dependendo das Universidades - a caloiro formalizando o apadrinhamento. Não sei como é nas vossas Faculdades e Instituições de Ensino mas, da forma como eu o conheço, o Baptismo tem uma carga sentimental enorme. A noite fria, o sangue a pulsar, o entusiasmo, a responsabilidade, a água gelada, as palavras em Latim. Vale por toda a sujidade. Vale por todo o tempo de quatro. E, a par das serenatas (que se caracterizam indiscutivelmente pelo silêncio do público, pelo negro e pelo traçar das capas) é um dos momentos mais bonitos. O Baptismo foi um dos meus momentos favoritos durante o meu ano de caloira e sei que neste segundo ano terá uma carga sentimental ainda maior pelo culminar do agradecimento que hoje fiz. Com toda a sinceridade e de coração cheio, é bom saber que caminhamos na direcção mais indicada e que estamos rodeados pelas pessoas certas. 


Não estive dez mil anos presa numa lâmpada mas também tenho um bruto torcicolo!

QUOTIDIANO | As Manhãs de Segunda-Feira

Por aqui, as manhãs de segunda-feira têm ficado marcadas pela organização da semana que se inicia e por alguns cuidados que não costumam existir em dias mais atarefados. Não ter aulas à segunda-feira de manhã significa que posso cuidar da minha pele, preparar-me com calma, ler blogues, escrever, arrumar o que precisa de arrumação e dar uma vista de olhos pela agenda, acrescentando-lhe aquilo que não pode ser esquecido ou posto de parte.

E tem sido óptimo. Estas horas obrigam-me a prever o que de importante tenho para fazer e permitem-me relaxar antes de iniciar mais uma semana infernal - como têm sido todas. Uma vez que não consigo fazer planos a longo prazo, este hábito leva-me a ter ambições diárias concretas e, de certa forma, obriga-me a definir metas semanais. E é gratificante chegar a domingo, olhar para a agenda sempre cheia e concluir que fiz tudo o que me comprometi a fazer. As segundas-feiras de manhã têm sido um empurrãozinho de motivação para toda a semana e eu noto que estas horas de relaxamento fazem toda a diferença na minha organização e determinação. Até pode parecer tempo perdido mas, pelo menos no meu caso, a produtividade aumenta mais tarde, nos momentos de trabalho.

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》E.W.《

O mundo divide-se entre homens e mulheres. E não devia.

DECORAÇÃO | As Viagens da Carolina

O meu mapa mundo é um dos objectos com maior valor para mim dentro do meu quarto porque me relembra o quão pequenina sou. Tem aproximadamente um metro de comprimento, é nele que marco os locais que já visitei e é também a olhar para ele que sonho um pouco mais, que tento imaginar como será quando houver mais pins coloridos a cobri-lo e mais álbuns a complementá-lo.

"São os sítios que já visitaste? E aqui, já foste? Onde gostavas de ir a seguir? Eu também já fui a Paris e a Londres mas ainda não fui a Nova Iorque... O que achaste de Marrocos? E da Tunísia? Na Rússia é muito frio, mesmo no Verão? É verdade que toda a gente anda de bicicleta em Copenhaga?". É mais ou menos assim que a conversa se desenvolve quando alguém entra no meu quarto e se depara com este cantinho personalizado. E eu vou respondendo às perguntas sem me esquecer que sou uma sortuda por ter visitado as cidades que estão identificados neste quadro de cortiça e outras tantas que não aparecem no mapa. E continuo a sonhar com outras viagens, com outras culturas, com um mapa maior e com outros momentos e histórias que, se tudo correr bem, serão registados neste blogue.


Mapa: Tiger | Quadro de Cortiça: AKI | Laço vermelho: Tiger | Pins: AKI | Matrícula de Exposição: BMW

Coisas boas desta vida: montanhas russas.

DESPORTO | Uma Questão de Hábito

Entre a equipa de futebol, a natação, hip hop, os workshops de várias modalidades dentro da dança, as corridas, as parvoíces entre amigos, as caminhadas, o ballet e as aulas de educação física, toda a minha vida fiz desporto. Sempre fui uma miúda activa que não gosta de ficar parada e que reconhece os benefícios da prática de exercício físico sem os ver como tortura. E esse hábito desportivo sempre foi, para mim, uma excelente forma de desanuviar com o bónus de manter o meu corpo sem prescindir dos chocolates Kinder. 

O desporto nunca foi, para mim, um sacrifício. Era algo que realmente me dava gosto e que me fazia sentir bem comigo mesma. Porque era algo que me fazia sentir desafiada e porque me obrigava a espairecer enquanto me focava em objectivos concretos que me ensinavam mais sobre mim mesma, sobre o meu corpo, os meus limites e a maneira mais correcta de os ultrapassar.

Porém, com muita pena minha, no último mês de Setembro tornei-me naquilo que mais temia: um ser sedentário. Deixei o ballet porque o meu horário da Faculdade não era compatível com as aulas, não me inscrevi em mais nenhuma modalidade e acabei por ficar parada. Nos últimos meses não corri, não fiz caminhadas, não dancei, não fiz nada. E sinto-me mal com isso. Costumo andar a pé para todo o lado - vantagens de viver em Braga - mas não me chega. E quero contornar essa situação o mais rápido possível porque noto graves diferenças entre aquilo que sou agora e o que era há seis meses atrás. Mais do que uma questão estética - porque o corpo também sofre com a minha preguiça - sinto-me mais ansiosa, mais nervosa, mais difícil de lidar. E isto tem que mudar. 

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<3

Coisas boas desta vida: baterias a 100%.

A CAROLINA RESPONDE | Blogging

Porque não te inscreveste no Blogging, Carolina?

Antes de mais e independentemente das minhas razões, aplaudo a iniciativa que dá o mote à publicação que vos trago hoje e não condeno quem faz parte dela. A plataforma Blogging reúne diferentes blogues portugueses num só espaço, funciona um pouco como base de dados - ou como catálogo -, facilita em muito a pesquisa de novos blogues e podia ser algo absolutamente genial.

Contudo, há um ponto que não faz sentido para mim e que me afasta um pouco em termos de utilização: a plataforma até tem o conceito indicado para o sucesso mas a execução não está a ser posta em prática da melhor forma - a categorização dos blogues, na minha opinião, não está bem feita. Os blogues repetem-se pelas diferentes temáticas e, se não procurarmos exclusivamente um assunto ou uma publicação em particular, acabamos por nos fartar de ver sempre mais do mesmo. Há muitos blogues que abordam vários temas? Sim, há - e até são os meus favoritos! - mas das duas uma: ou se muda os nomes das categorias para que estas sejam mais abrangentes (inserindo também a categoria de blogues pessoais, por exemplo) ou se pede ao blogger para decidir em qual das categorias existentes pretende inserir o seu espaço. Para mim, uma categoria por blogue seria o mais indicado. E eu - ao contrário do que acontece de momento - divertir-me-ia imenso a vaguear pelas diferentes categorias sabendo que todos os blogues seriam diferentes, únicos e especiais.

Respondendo directamente à pergunta: não me inscrevi na plataforma porque não me identifico com este conceito de repetição e de promoção exagerada. Não acho que o meu blogue deva estar espalhado pelas várias categorias disponíveis mesmo escrevendo sobre quase todas as temáticas destacadas na plataforma Blogging. De qualquer forma, visito-a de vez em quando para descobrir mais sobre determinado tema e acho fantástico que haja cada vez mais pessoas a aderir à iniciativa. E porque nem tudo é mau, parabéns a quem criou a plataforma e a tornou num site bastante organizado, fácil de utilizar e muito intuitivo.

spring | Tumblr

E as saudades que eu tinha do sol?

INSTAGRAM | @barbiestyle

Nunca fui uma miúda de bonecas. Sempre preferi os carrinhos e as correrias. No entanto, também eu reconheço a Barbie como um ícone. A mulher que tem mil profissões, centenas de nacionalidades e dezenas de hobbies e que ainda assim consegue fazer tudo sem olheiras ou cabelos despenteados é famosa em todo o mundo e continua a dar cartas nas suas mil e uma versões. 

Mas como seria a Barbie como blogger? Será que daria uma fashion blogger cheia de pinta ou será que seria uma pindérica do pior? Como seriam as suas contas nas diferentes redes sociais? A resposta chega através dum dos meus perfis de Instagram favoritos - @barbiestyle - e é nítida: a Barbie é uma miúda com estilo e está sempre pronta para conhecer o mundo.

Esta conta de Instagram está irrepreensível e é fantástica pelas proporções de cada imagem. Fotografias de qualidade que misturam a fantasia com a realidade, roupinhas de fazer inveja aliadas aos monumentos e às viagens de sonho... Como não amar? A Barbie é uma celebridade que sabe viver a vida. E, entre exercício físico, Fashion Weeks, compras e reuniões empresariais ainda tem tempo para ir tomar chá com as amigas. Acho que precisamos de aprender um bocadinho mais com ela.

Promise 💞

O mundo divide-se entre as pessoas que cumprem promessas e as que merecem dois pares de estalos.

LONDRES, INGLATERRA | Pelos Olhos da Carolina

Sou incapaz de planear exaustivamente uma viagem ou de cumprir roteiros e, quando percebi que ia passar uma semana de férias culturais em Londres, isso não se modificou. Sou apologista das visitas espontâneas e das férias sem horários por isso não me cabia sequer no pensamento estabelecer horários rígidos para todos os nossos passos. O planeamento passou apenas pelo avião, pelos transportes dentro da cidade e pelo Museu de Cera - porque online era significativamente mais barato - e o nosso roteiro foi feito por etapas de poucas horas consoante o tempo, o clima e os nossos desejos.

Calçado confortável - porque as cidades conhecem-se a pé -, livros turísticos, roupa quentinha, máquinas fotográficas e muito amor foram suficientes para formar uma visão romântica de Londres e para nos ensinar a colmatar as falhas alheias enquanto procurávamos encaixar as nossas vontades e os nossos interesses um no outro. E conseguimos.

Londres fica-me no coração como a nossa primeira viagem a dois, como um voto de confiança e como um salto de fé. Ensina-me que seis anos são mais do que suficientes para olhar para o mundo duma forma totalmente diferente e que uma viagem feita durante o Ensino Básico em nada se compara a uma viagem feita durante o Ensino Superior da mesma forma como esta última em nada se comparará a uma viagem feita daqui a dez anos. E nós queremos regressar um dia mais tarde. Os dois. Outra vez.


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Como assim ainda é terça-feira? Socoooorro!

#PICMEPROJECT | Alterações

Nos últimos três meses, mesmo que eu não tenha dado isso a entender, muita coisa mudou aqui pelo blogue e uma das alterações mais significativas esteve relacionada com o #PicMeProject - um projecto criado por mim com o objectivo de evoluir a nível fotográfico à custa de regras e temas particulares.

O segundo ano de Faculdade tem sido terrível - dizem que é o pior e até agora confirmo - e eu senti que não estava a conseguir dar ao projecto aquilo que ele merecia portanto, em vez de ser orgulhosa, de permitir que o desafio fotográfico ficasse aquém das minhas expectativas ou de o congelar por tempo indefinido, pedi ajuda à Leonor - que prontamente aceitou o meu convite. O Projecto exige muita organização e muito tempo - coisa que eu não tinha na altura em que tomei a decisão de me afastar parcialmente - mas a Leonor foi capaz de desempenhar a função de administradora na perfeição nas duas edições que geriu.

Contudo, pareceu-me também injusto obrigá-la (sei que não se trata propriamente de uma obrigação mas não deixa de ser um compromisso) a fazer o trabalho que eu não tinha disponibilidade para fazer por isso tentámos arranjar um meio-termo. E depois de pensarmos sobre o assunto apareceu a solução que vos é hoje apresentada: iremos, as duas, administrar o projecto sendo que nos completaremos uma à outra. Porque faz sentido assim e porque, dessa forma, existirão edições constantes que não dependerão da disponibilidade duma única pessoa. O objectivo é que consigamos colmatar as falhas uma da outra aquando as faltas de disponibilidade em semanas ou meses mais atarefados.

Cabe-me então informar-vos que existe agora um email específico de onde partirão todas as regras e informações e ao qual ambas temos acesso - picmeproject@gmail.com - e relembro também que as inscrições estão abertas de forma permanente para que todos possam juntar-se a nós em qualquer altura. Se quiserem fazer parte do #PicMeProject, tudo o que têm de fazer é escolher um objecto, fazer uma publicação de apresentação do mesmo e enviar a hiperligação para o endereço de correio electrónico supracitado. Ficarão automaticamente inscritos e receberão as informações para as edições que se seguem. Mais simples não podia ser, correcto? Relembro que as participações não são obrigatórias em todas as edições e que pode haver uma selecção de temas a fotografar consoante a vontade de cada um.

O conceito é o mesmo, todos são bem-vindos e, para bem dizer, nada muda para os participantes que nos têm vindo a acompanhar (a não ser o endereço para contacto e envio de hiperligações, claro). No entanto, compreendo que estas mudanças sejam um aborrecimento para algumas pessoas e, nesse sentido, se alguém quiser deixar de receber as informações, basta que o afirme. Será retirado da lista de participantes de forma imediata.

Me 👌📷

Não me habituo às ausências nem ao mundo que nos contraria. Conformo-me e arranjo forma de ter paciência mas não me habituo.