Thirteen

INSTAGRAM | Abril 2015

Abril não foi um mês fácil. Muitas distâncias, muitas ausências, muitas falhas, muito trabalho e muita ansiedade fizeram-me hesitar e desconfiar em alturas que precisei de segurança. Foi o pior mês do meu ano até então. Mas como nada é para sempre, Abril chega ao fim com uma Carolina derrotada e um blogue pouco actualizado que espera pelo sol de Maio e pelos projectos que me manterão focada.

Fica o registo daquilo que me faz feliz: a celebração - ou semi-celebração entre afazeres inadiáveis - do primeiro ano de namoro com o Gui, a visita de quem mora longe, os ovos Kinder gigantes tão típicos da Páscoa, a família toda junta, os presentes ideais, a criação do nosso álbum sobre Londres, a entrada em alguns projectos interessantes, a capacidade de desligar mais vezes das redes sociais, as aulas de condução e os amigos que ficam sem dramas desnecessários. Que Maio seja melhor, com mais sol, mais amor, mais gargalhadas e mais sucesso.

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O mundo divide-se entre as pessoas que se dedicam e as que esperam que os outros façam.

TEMPO DE ANTENA | São as diferenças que nos aproximam

"Os opostos atraem-se, sempre ouvi dizer. E é o que a minha curta experiência de vida me tem mostrado. No meu antigo relacionamento éramos iguais. Gostávamos de fazer as mesmas coisas, íamos sempre aos mesmos sítios, tornou-se uma rotina. Agora, é tudo diferente. Nós somos completamente diferentes um do outro. Não nas ideias principais de um futuro a dois, mas em coisas mais práticas e simples do dia-a-dia.

Ele é extrovertido, vê sempre o copo meio-cheio, sabe sempre o que dizer e gosta de falar com toda a gente. Já eu, sou tímida, vejo o copo meio-vazio e não tenho muito jeito com as pessoas. Ele gosta de comida saudável, adora ir a festas tipicamente portuguesas e a sua estação do ano favorita é o Verão. Já estão a ver que comigo é o oposto.

Todas estas diferenças que nos podiam afastar, fizeram com que nos aproximássemos ainda mais. Nós fizemos isso acontecer. O facto de cada um gostar de uma coisa diferente faz com que a nossa relação não caia na rotina. Se hoje vamos comer um bacalhau no forno e dançar numa festa do rancho, para a próxima vamos ao McDonald's e dançar numa discoteca.

Perguntam vocês: mas porque é que fazem coisas que à partida não vão gostar? Porque gostamos de ver o outro feliz. É claro que no início não era assim tão fácil. Pensei muitas vezes em não fazer isto ou aquilo só porque ele gostava. Mas com o passar do tempo percebi que aquilo até nem é assim tão mau, e que me posso divertir e gostar de outras coisas. É claro que continuo a preferir as minhas batatas fritas, mas um bacalhau no forno também é uma refeição bem agradável. E quem diz isto, diz tantas outras coisas. Na nossa relação, nenhum de nós deixou de ser quem era. O truque é estarmos abertos a novas experiências, aprender a arriscar e a não ter medo do incerto. É fazer com que as diferenças estejam lá, mas aprendermos a viver com elas."

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love..

Quando ele vai à Faculdade de noite apenas para me dar o abraço que sabe que preciso... é amor.

TEMPO DE ANTENA | Irmandade

"Quando tinha três anos e me disseram que ia ter um irmão, ainda era muito nova para compreender o que isso significava. Dizem que escolhi o seu nome, mas deve ter sido uma daquelas escolhas sugeridas primeiro por alguém. Ainda assim, era uma miúda quando o vi pela primeira vez ao chegar a casa, enrolado em cobertores. Não me lembro de muitas coisas com essa idade, mas sei que ver aquele bebé, com quem iria ter mil e uma brincadeiras, foi uma espécie de presente de Natal atrasado. Um presente para o resto da vida. 

Em miúdos sempre brincámos juntos. Eu era a mais velha e a espalha-brasas que queria mandar nas brincadeiras todas, enquanto ele era o rapaz calmo e adorável que não fazia tantos disparates. Aprendi a andar de bicicleta sem rodas e pouco tempo depois o meu irmão também já conseguia fazer o mesmo. Ele nunca quis ficar para trás, e mesmo com três anos de diferença entre nós, nunca notei essa mesma distância de idades. Fizemos fábricas de chocolate com lama, esfolámos os joelhos ao cair de bicicleta, passámos horas a fazer buracos na areia que tivessem profundidade suficiente para cabermos lá dentro, engolimos muita água salgada a apanhar ondas. Os nossos pais nunca nos compraram coisas individuais para cada um, por isso sempre partilhámos tudo, desde a PlayStation (as horas que perdemos a jogar Vice City e Eye Toy) ao balde em forma de castelo para levar à praia. Como irmã mais velha não deixava ninguém meter-se com o meu irmãozinho e protegia-o o mais que podia. 

No entanto, nem sempre fomos os irmãos mais unidos. Veio a maldita adolescência para ambos, cada um tinha os seus amigos e andávamos em escolas diferentes, e isso fez com que nos afastássemos durante um tempo. Eu não conseguia falar com ele porque o achava infantil. Ele, provavelmente, achava-me uma insuportável de mau humor com a mania que era crescida. Ainda assim, sei que estávamos atentos um ao outro. Eu não gostava da nova escola nem da nova morada, mas parte de mim ficava feliz por ver o meu irmão a gostar do novo colégio, a fazer amigos e integrar-se. Eu não estava bem, mas ao menos o meu irmão estava, e isso fazia com que as coisas não fossem tão difíceis para mim. 

Sempre me disseram que, passada a idade da parvalheira, os irmãos voltam a aproximar-se, mas nunca tomei isso como verdade absoluta. No entanto, o último ano veio provar-me que estava errada. Voltámos a aproximar-nos aos poucos porque ele iria entrar na faculdade e estava perdido sem saber o que escolher. Ajudei em tudo o que pude e apoiei todas as decisões que tomou, mesmo quando decidiu por um caminho que depois trocou. E ele, mesmo de forma inconsciente, tem contribuído para que eu seja mais responsável, mais atenta e não ande a passear na vida só porque sim. Tem feito com que eu queira ser melhor. 

Tenho muito orgulho naquele miúdo que agora até é mais alto que eu. Tenho orgulho no bom rapaz que é, na maneira educada como trata os outros à sua volta, na pessoa esforçada e trabalhadora em que se tornou. Passamos horas a falar de coisas aleatórias, algo de nunca acontecia. Não sei como vai ser quando já não partilharmos a mesma casa, quando não bastar ir ao quarto ao lado para falar com ele ou quando não o vir todos os dias. Não penso nisso muitas vezes, mas quando o faço é como se estivesse a perder alguma coisa. Dói crescer. E é estranho separar-me de alguém com quem vivi todos os dias e de quem sou tão próxima. É inevitável isso acontecer, bem sei. Fica a certeza de que, por muitas voltas que tudo dê, a irmandade vai sempre existir."

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(- | via Facebook

Tento escrever todos os dias. Mesmo quando não publico. Faz-me bem à alma.

PUBLICIDADE | A Família Ideal da Coca-Cola

Acho incrível que a Coca-Cola já não precise de publicidade mas que continue a apostar em vídeos bonitos que nos levam a questionar algumas ideias pré-concebidas que a sociedade nos vai impondo ao longo do tempo. E foi isso mesmo que a marca da bebida mais famosa do planeta voltou a fazer.

O que é uma família normal? Três crianças muito diferentes umas das outras, uma mãe demasiado velha, uns pais de outra nacionalidade e um casal de homossexuais protagonizam o vídeo publicitário da Coca-Cola e levam-nos a um só resultado transversal a qualquer assunto: a felicidade é sempre a melhor resposta. E, na realidade, não é isso que deve ser avaliado numa família? Palmas para esta chamada de atenção. Os estigmas e preconceitos vêm da educação que damos às crianças e esta publicidade é uma excelente forma de criticar subtilmente algumas defesas sociais sem fundamento que tanto se apregoam por aí.


A Gata bem que pode dar à sola este ano... O cartaz, pelo menos, não lhe dá razões para ficar. Espero que os grupos de amigos compensem.

SWEET CAROLINE | Eu Decido

A minha mãe sempre me disse que nesta vida tudo se paga e que ninguém dá nada a ninguém. E apesar de eu confiar facilmente nas pessoas que me rodeiam, aprendi a ficar de pé atrás em algumas situações mais sérias porque ela decidiu incutir-me essas frases que ainda hoje repete. Sou péssima a negociar mas nunca esqueci essas duas citações porque 1) sempre as ouvi com bastante frequência e porque 2) sempre fizeram sentido para mim.

Por isso, no princípio, não deixava que ele me pagasse o café ou o lanche. E tivemos muitas birras sobre este assunto porque eu me recusava a aceitar o acto de bondade. Se tudo se paga nesta vida, então eu escolho como pago aquele café, aquele lanche ou aquela boleia. Pelo menos até confiar plenamente nas pessoas que me rodeiam. E pago com dinheiro na própria pastelaria ou com os apontamentos que empresto, com amizade, com um abraço, com um beijo ou com amor, se for o caso. Mas sou eu que escolho. Sempre.

Mesmo sem ter em mente as possíveis intenções alheias - porque nunca tenho, porque raramente desconfio e porque nunca acho que podem haver segundas atitudes disfarçadas pela simpatia -, agora sei que preciso de pensar duas vezes antes de aceitar uma boleia ou um almoço. Porque ninguém dá nada a ninguém. E se o pagamento se pressupõe, então eu decido como quero fazê-lo. Com confiança e segurança.

♡ Fashion is my passion ♡

Ninguém merece ter aulas ao sábado de manhã depois de uma semana difícil...

GUARDA-ROUPA | Josefinas Pop Square

Depois das sabrinas básicas e de outras colecções mais especiais e exclusivas, chega Pop Square, uma colecção de Josefinas inspiradas em Abbey Road. Assim, Linda, Mo, Pattie e Yoko fogem ao preto e apresentam-se quadriculadas com a qualidade de sempre tentando demonstrar o lado feminino da banda inglesa na passadeira mais famosa do mundo e invocando a máxima que nos diz que ao lado de um grande homem está sempre uma grande mulher. De regresso aos anos 60 e à jovialidade da época, as Josefinas Pop Square em tecido Gingham prometem fazer as delícias das mais delicadas por 119€ cada par.


Esta semana vi uma senhora a comer uma bifana com talheres. O mundo está perdido.

VIDA ACADÉMICA | Carolina Turista (?)

Se estivesse hoje em posição de tomar decisões académicas pelo meu futuro provavelmente não escolheria o curso em que estou. E antes que as más línguas venham opinar sobre a minha reflexão eu deixo alguns pontos bem assentes: gosto da minha faculdade, gosto das pessoas que me rodeiam, gosto das matérias que abordo e gosto de (quase) todos os professores. Se me imagino a trabalhar no sector do Turismo um dia mais tarde? Não. Da mesma forma como não imagino nada que vá para além do próximo mês. Mas adoro aquilo que aprendo e tenho alguns sonhos utópicos que um dia gostaria de cumprir ainda que não estejam directamente relacionados com a área que escolhi.

Hoje lido com esta frustração aos poucos enquanto tento descobrir o que raio quero eu fazer daqui para a frente e por agora espero apenas que seja uma descoberta rápida e feliz. Mesmo que seja numa temática completamente diferente daquela para onde direcciono os meus estudos.

Babe take a deep breath

AAAAAAAAHHHHHHHH!

CINEMA | O Beijo Mais Icónico

No Dia Internacional do Beijo pergunto a quem me lê: qual é o beijo mais icónico no mundo do Cinema? Para mim, a resposta é simples: a Dama e o Vagabundo. A inocência, a magia, a massa italiana, a música, a distracção... Podia eleger qualquer outro casal - e há beijos muito marcantes neste mundo! - mas a verdade é que não consigo pensar noutra opção (nem mesmo numa opção mais real e humana) quando reparo que estes dois cãezinhos marcaram gerações inteiras com um só beijo e uma personificação maravilhosa de valores que muita gente não tem. A Dama e o Vagabundo levam o prémio. Têm o beijo mais icónico.

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got | via Tumblr

O mundo divide-se entre as pessoas que vêem Game of Thrones e as outras, como eu.

PUBLICIDADE | O Anúncio da Second Love

Trair está na moda e deixa de ser algo reprovável. Ou não. Mas é isso que os negócios que se baseiam nessa máxima tentam vender: atenção extra e um possível segundo amor. Para mim - e chamem-me avózinha se é isso que pensam que sou - é só ridículo que se promova, em pleno horário nobre, uma plataforma que publicita os casos extra-conjugais como se isso fosse aceitável e passível de apoio.

Existem alguns métodos publicitários que me fazem confusão e este é, sem qualquer dúvida, um deles. O amor é um sentimento muito forte e achar que pode haver um segundo capaz de coexistir com o primeiro é ilusório. Não se ama duas pessoas ao mesmo tempo e só por isso o nome da plataforma está errada. A plataforma Second Love não vende amor. Vende adrenalina, facadas, novidade, fugas deploráveis na rotina e problemas camuflados de palmadinhas nas costas. Absurdo.

A traição é, provavelmente, a única coisa que eu sei que não perdoaria. E acho que a minha reacção seria ainda pior se soubesse que a pessoa que tenho ao meu lado foi cobarde ao ponto de procurar um relacionamento a mais na internet porque lhe apeteceu trair-me e não conseguiu encontrar ninguém mais interessante no círculo de amigos, conhecidos ou colegas de trabalho.

Fotógrafa registra momentos íntimos de casais apaixonados | Estilo

Coisas boas desta vida: comemorar o dia dos irmãos um dia mais tarde. Com cupcakes, brownies e gelados da Spirito.

CINEMA | When in Rome [2010]

O que acontece quando roubamos moedas duma fonte em Itália? No início de mais um fim de semana escrevo sobre um filme que se vai dividindo entre Roma e Nova Iorque e que centra o seu argumento na resposta a esta questão.

"When in Rome" é uma comédia romântica que não passa disso mesmo mas que, apesar de não ter grande conteúdo, promete fazer as delícias de quem se quer rir um pouco com as barbaridades e as correrias das personagens carismáticas. Tem uma história previsível e, na minha opinião, é até leve demais mas é também uma longa metragem que alia a magia dos filmes de criança às preocupações e dramas de adultos mal resolvidos.

E se por um lado sabemos perfeitamente o que vai acontecer, por outro ficamos atentos às parvoíces dos homens que correm atrás de Beth com a vantagem da observação de ruas nova-iorquinas, do incrível Josh Duhamel e das paisagens italianas que dão um encanto diferente a qualquer vídeo. O desespero pelo amor abordado duma forma cómica, as lamechices que dispenso e as personagens divertidas fazem de "When in Rome" aquilo que ele é. Um filme de domingo à tarde, como costumo dizer. Sem pretensiosismos ou intelectualidades.



Coisas que podemos comprar pelo preço do novo relógio da Apple.

AMOR | Sobre a Diferença de Idades

Eu e o Gui temos oito anos de diferença e nunca, em momento algum, isso me causou confusão ou desconforto. Quem olha para nós não diz que a diferença de idades é tão abismal mas nós sabemo-lo desde o primeiro dia (porque a Praxe tem destas coisas) e isso nunca foi problema (nem quando percebemos que podíamos ser amigos nem quando isso evoluiu para algo mais forte). A idade é um número, tem o valor que nós lhe decidimos atribuir e no nosso caso serve apenas para nos rirmos de vez em quando.

Mas por muito que a maturidade seja, ao contrário das velas dos aniversários, o ponto de destaque nesta discussão, para mim há limites que não devem ser ultrapassados e ainda que não sinta qualquer desconforto pela diferença de datas de nascimento que no nosso caso existe, acredito que a minha postura fosse muito distinta se houvesse uma disparidade de idades ainda maior.

O amor não escolhe estações, meses, géneros, fases de vida, aniversários ou alturas e pesos mas exige sempre bom senso. E apesar de não me incomodar ser oito anos mais nova do que o Gui agora, sei que há três ou quatro anos atrás teria sido algo completamente impraticável porque eu era menor de idade e porque os nossos mundos não tinham nada que nos unisse. Volto a dizer: numa relação - seja de que tipo for - é necessário bom senso. E uma criança - porque pelo menos até aos 16 anos todos o somos mesmo que nos recusemos a admiti-lo - não tem maturidade para ser racional quando o coração palpita e o sangue corre pelas veias a alta velocidade. Não tem.

Defendo que cada caso é um caso e vivo alegremente uma relação que me preenche totalmente e que me traz felicidade mas admito também que não consigo crer com facilidade num amor assolapado em relações cuja diferença de idades ultrapassa os 15/20 anos. Porque são gerações completamente diferentes e porque é preciso que uma das pessoas tenha uma maturidade muiiiito elevada - ou que seja muiiiiito criancinha - para que as coisas resultem. Se há casos em que funciona? Sim. Na minha inocência - ou desconfiança, dependendo da perspectiva - parece-me improvável.

Sofia Diamanti | via Tumblr

Diferença de idades numa relação: sim ou não? Incomodativo ou insignificante? Aceitável ou reprovável?

GUARDA-ROUPA | 50 Shades of Pharrell Williams

As Adidas Superstar são um ícone inquestionável da marca desportiva e, em 2015, ganham uma nova importância graças à parceria com Pharrell Williams. Chegam em 50 novos tons (gostaram do trocadilho no título?) e passam a chamar-se Adidas Supercolor valorizando a igualdade por meio da diferença, diversidade e originalidade. Há cinquenta opções e cada uma delas é única, especial e pessoal. 

Os pares monocromáticos já andam pelas prateleiras de algumas lojas e pelos pés de vários fãs um pouco por todo o mundo mas, em Portugal, ainda só tive oportunidade de descobrir seis das cinquenta cores disponíveis. Para quem gosta de sapatilhas mais arrojadas fica a informação de que cada modelo custa aproximadamente 90€.

Editora Globo (Foto: Editora Globo)
Vera Ordell | Tumblr

Há dois sítios sombrios que quero visitar: o campo de concentração de Auschwitz e a prisão de Alcatraz.

DESAFIO | Deixa as Palavras Voarem: Violência

Há alguns acontecimentos violentos que me dão arrepios - alguns mais recentes do que outros - mas o 11 de Setembro e o Tsunami na Indonésia estão no topo porque me apanharam de surpresa numa idade delicada. As imagens - primeiro em 2001 e depois em 2004 - chocaram-me de tal maneira que os meus níveis de ansiedade dispararam duma forma que não seria normal numa criança e recordo tais datas tão intensamente que ainda hoje fico com a respiração pesada só de pensar nelas.

O mundo é um lugar inegavelmente violento. E gostava de me referir apenas ao mundo natural e incontrolável - que também tem direito a enervar-se de vez em quando - mas a verdade é que aos incêndios, tempestades, tsunamis e terramotos - que são o suficiente para o universo se defender do crescimento populacional - juntam-se tooooodas as parvoíces e barbaridades que a Humanidade gosta de inventar: as superioridades, a caça aos povos, a violência doméstica, a guerra por coisas parvas, o fanatismo religioso, as bombas nucleares e o dinheiro que cega.

E depois surgem os medos, as ansiedades, os ataques de pânico e as paranóias. Porque quando alguém decide que a rota do avião deve ser desviada de modo a obrigar o piloto a espetar-se contra uma torre está o caldo entornado e o mundo deixa de fazer sentido aos olhos de muita gente. Da mesma forma como deixa de fazer sentido aos meus próprios olhos quando um co-piloto decide que quer ser falado pelos piores motivos e acha que é boa ideia espetar-se contra uma montanha. Ou quando são divulgadas as estatísticas anuais da violência conjugal. Ou quando as primeiras páginas dos jornais abordam mais um atentado, mais um fogo posto, mais um doido que decidiu sair de casa a disparar contra tudo o que era alma inocente numa Universidade. Aos poucos o mundo deixa de fazer sentido para muita gente. E eu vou tentando arranjar razões para acreditar que a Humanidade consegue ser mais do que as barbaridades que abrem os noticiários todos os dias.


[esta publicação está inserida no desafio "Deixa as Palavras Voarem" da Adelisa M.]

Nesta semana de trabalho... Sê positiva, Carolina!

QUERIDO PAI NATAL | Vans Old Skool: Flamingo Edition

Ultimamente, apesar das colecções magníficas de tops maravilhosos e vestidinhos leves, a minha vontade de fazer a carteira chorar tem estado relacionada com sapatos e malas. E ontem, quando vi as novas sapatilhas Vans Old Skool com flamingos (adoro flamingos!), estranhei ter gostado tanto. Costumo optar por sapatilhas sem padrões - ou com padrões mais discretos, digamos - mas, por algum motivo, as cores destas Old Skool cativaram-me. Associo-as de imediato ao tempo quentinho dos calções e da ausência de preocupações. Calço o 37. Pai Nataaaal?


Por favor não se esqueçam de me ajudar num dos meus trabalhos académicos, sim?
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Os básicos são essenciais e eu preciso desesperadamente dumas skinny jeans básicas mas há tanta coisa mais gira para comprar...!

BLOGOSFERA | A Reportagem da SIC

Durante a semana andei um pouco a leste relativamente ao que se passou no mundo televisivo mas ontem, quando cheguei a casa e me deparei com dezenas de publicações carregadinhas de indignação, fiquei curiosa com uma reportagem que tinha sido transmitida no Jornal da Noite da SIC e que tinha dado origem a críticas constantes. Hoje vi a reportagem (aqui) e não hesitei em partilhar convosco a minha opinião.

E começo por perguntar algo bastante simples: como é que seis minutos de vídeo e três entrevistas conseguem deixar tanta gente indignada? Ou melhor, como é que há tanta gente a perder tempo com consternações sobre algo tão simples? Para quem não viu, a reportagem em questão aborda a profissionalização dos blogues, a comercialização dos mesmos e as vantagens financeiras para quem os gere. Usando as experiências de Cláudio Ramos (Eu, Cláudio de 2006), Ana Gomes (A Melhor Amiga da Barbie de 2011) e Vanessa Martins (Frederica de 2013) como exemplos, a peça da SIC reforça a ideia de que é possível ter rendimentos elevados através dum blogue e dá a conhecer alguns dados estatísticos e aliciantes. Só isso.

Se havia outras pessoas para entrevistar e outros blogues para dar a conhecer? Claro que sim. Mas as pessoas gostam de estar familiarizadas com aquilo que vêem na televisão e se tivesse sido eu a dar a cara na entrevista provavelmente a reportagem não teria tido o mesmo impacto por uma razão muito simples: só os blogues grandes que toda a gente conhece é que ganham algo digno de notícia. Se é ridículo alguém dizer que em Portugal não existem bons blogues? Sim, é. Há muitos blogues de qualidade que não são mais conhecidos exactamente por causa deste complexo de inferioridade que dita que projectos estrangeiros são melhores e é absurdo que no meio de milhões de blogues sobre tudo e sobre nada - porque, sejamos sinceros, qualquer pessoa tem um blogue e eu não vejo isso como algo negativo - haja alguém capaz de dizer que não encontrou UM que se enquadrasse nos seus gostos e interesses. Mas são gostos e gostos não se discutem.

Se a Vanessa Martins pode ser considerada blogger apesar de ter uma equipa completa (escritor, fotógrafo, maquilhadora...) a trabalhar para ela? Pode. Lá fora, os blogues verdadeiramente importantes funcionam dessa forma, toda a gente sabe disso e ninguém se importa (conhecem o The Blonde Salad da Chiara Ferragni?). Não sei se a Vanessa irá conhecer todas as coisas positivas de ter um blogue que é fruto do nosso próprio trabalho desde o primeiro dia mas se pode investir numa equipa e se pretende utilizar o blogue como recurso para a sua carreira, porque não? Nem toda a gente utiliza o blogue como um espaço pessoal ou de opinião. Para algumas pessoas - e isto é importante salientar - um blogue é uma ferramenta de trabalho que gera contactos e dinheiro e é uma obrigação que liga marcas e consumidores. Nem toda a gente olha para o blogue como um espaço simples onde pode escrever meia dúzia de parvoíces e trocar experiências. Nem toda a gente olha para o blogue como um espaço de desabafos e registos. Se a Vanessa quer seguir a vertente profissional e se um blogue pode proporcionar-lhe isso, qual é o problema?

Se a Ana e o Cláudio têm mérito pelo que atingiram? Sem dúvida. Criaram um blogue de raíz e, apesar de eu não ser fã de nenhum dos dois - porque não me identifico minimamente com os conteúdos ou o tipo de escrita - reconheço-lhes o valor assim como reconheço a muitos outros que merecem palmas pelas marcas que criaram, pela exposição que passaram a ter e pelo império de fãs que estabeleceram. E será que a Vanessa tem mérito pelo blogue que tem? Talvez não. Mas isso não dita a qualidade do espaço ou a sua estratégia. Simplesmente seguiu um rumo diferente. Como disse, um blogue não é apenas um espaço pessoal e a Vanessa não será nem a primeira nem a última a criar um blogue para fins puramente profissionais e comerciais.

Em toda a reportagem houve apenas um ponto que me fez confusão: o irrealismo como foi tratado o trabalho que um blogue exige. Acredito que, depois de terem visto a reportagem transmitida pela SIC, muitos jovens - e digo jovens porque são aqueles que se iludem mais rapidamente com o dinheiro fácil - ficaram a equacionar a hipótese de criação dum blogue comercial pelos possíveis patrocínios. E não podiam estar mais enganadinhos. Um blogue, se não formos conhecidos e se não fizermos uma festa de lançamento, é mais do que uma simples página e, nos primeiros meses (ou anos, em alguns casos), não nos dá retorno. As estatísticas são baixas e os comentários idem aspas. Há alturas em que pensamos que estamos a escrever para o boneco. E por isso achei que a reportagem falhou nesse sentido uma vez que deu a entender que qualquer pessoa consegue ter um blogue de sucesso com patrocínios, rendimentos e publicações encomendadas.

Um blogue dá trabalho, exige dedicação, cresce lentamente e provavelmente nunca nos permitirá viver dele. É preciso gostar muito de escrever, de fotografar, de partilhar, de opinar. E esse irrealismo foi a única coisa que, como pessoa que administra um blogue com todo o carinho, me causou desconforto. A forma como a Vanessa escreve (ou não escreve) ou dá a cara pelo Frederica pouco me interessa. Não quero é que as pessoas se iludam com o dinheiro fácil porque, havendo milhões de blogues por aí, a probabilidade de enriquecermos à custa do nosso é totalmente ilusório e irrealista. Só isso. Para dizer a verdade, continuo sem perceber o drama à volta da reportagem!

👌
F r i e n d s  ❁🌵🌺

As novas colecções deixam-me com vontade de comprar tudo! Adoro as peças fresquinhas e leves.

#PICMEPROJECT | Padrões

Começamos o mês de Abril com mais uma edição do #PicMeProject e um tema completamente diferente dos anteriores: Padrões. Desta vez, em jeito de desafio, tentei misturar o literal com a interpretação menos óbvia e o resultado final agradou-me, especialmente porque a manhã solarenga permitiu a execução das minhas ideias mais simples. Optei por registar a madeira da minha espreguiçadeira, uma parede de azulejos, algumas peças de vestuário (na companhia da Maria, que foi operada e que tem um fato cor-de-rosa a proteger a cicatriz) e, claro, as mensagens de bom dia que chegam em jeito de rotina e que são um padrão feliz na minha vida.



Perdi a conta à quantidade de vezes que vi este filme quando era mais nova. Adorava!

VIDA ACADÉMICA | Uma Ajudinha?

Tenho que fazer um trabalho sobre redes para Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) e , dada a minha licenciatura, decidi abordar as preferências dos inquiridos relativamente aos museus que visitaram. Será que me podem ajudar? Tudo o que precisam de fazer é preencher o formulário que se segue (são duas questões simples, perdem apenas 30 segundos da vossa vida!).

Podem enunciar museus nacionais e internacionais e peço que indiquem as cidades onde se localizam (exemplo: The British Museum - Londres ou Museu do Design e da Moda (MUDE) - Lisboa). Agradeço desde já a vossa colaboração. Quanto maior for a amostra (isto é, o número de respostas recolhidas), melhor será o meu trabalho. Obrigada!


Coisas engraçadas da blogosfera: normalmente, as publicações mais lidas são as que recebem menos comentários.