Thirteen

SWEET CAROLINE | Eu Decido

A minha mãe sempre me disse que nesta vida tudo se paga e que ninguém dá nada a ninguém. E apesar de eu confiar facilmente nas pessoas que me rodeiam, aprendi a ficar de pé atrás em algumas situações mais sérias porque ela decidiu incutir-me essas frases que ainda hoje repete. Sou péssima a negociar mas nunca esqueci essas duas citações porque 1) sempre as ouvi com bastante frequência e porque 2) sempre fizeram sentido para mim.

Por isso, no princípio, não deixava que ele me pagasse o café ou o lanche. E tivemos muitas birras sobre este assunto porque eu me recusava a aceitar o acto de bondade. Se tudo se paga nesta vida, então eu escolho como pago aquele café, aquele lanche ou aquela boleia. Pelo menos até confiar plenamente nas pessoas que me rodeiam. E pago com dinheiro na própria pastelaria ou com os apontamentos que empresto, com amizade, com um abraço, com um beijo ou com amor, se for o caso. Mas sou eu que escolho. Sempre.

Mesmo sem ter em mente as possíveis intenções alheias - porque nunca tenho, porque raramente desconfio e porque nunca acho que podem haver segundas atitudes disfarçadas pela simpatia -, agora sei que preciso de pensar duas vezes antes de aceitar uma boleia ou um almoço. Porque ninguém dá nada a ninguém. E se o pagamento se pressupõe, então eu decido como quero fazê-lo. Com confiança e segurança.

♡ Fashion is my passion ♡

6 comentários:

  1. r: Devia era estar igualzinho ao do ano passado, que assim os Xutos vinham cá :( triste vida... xD

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  2. Há maneiras infinitas de se mostrar que se gosta de alguém, sem ser com jantares, prendas caras, cinemas, etc... isso é na maior parte das vezes um atalho. E os atalhos às vezes são trabalhos, não é? Mas há também quem não se importe com os almoços grátis e se aproveite essas coisas para felicidade própria. :)

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  3. A minha mãe repete muitas vezes o "ninguém dá nada a ninguém"... E eu aprendi nas primeiras aulas de Economia que "não há almoços grátis" :)

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  4. Nós aprendemos a desconfiar de tudo e todos..

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  5. Aprendi a desconfiar de tudo e de todos (até demais), mas assim não me desiludo tão facilmente!

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