INSTAGRAM | Julho 2015

Este blogue nasceu há dois anos e esta rubrica foi lançada nessa altura também. Dois anos de Lucky 13, de desabafos, de reflexões, de partilhas, de temas diversificados. Dois anos de Carolina, de evoluções, de amores, de conquistas e de algumas derrotas. Dois anos de fotografias e valorizações mensais. Em dois anos muita coisa mudou mas os muitos quadradinhos que aparecem no final de cada mês permanecem por aqui. De mim para vocês. Sem filtros. Dois anos depois, eu fico orgulhosa por manter este projecto e por não ter tido vontade de desistir do blogue.

Em 2015, Julho foi um mês ambíguo com danças da vitória, muitas publicações no blogue e alguma tristeza por ainda não ter pisado a areia da praia. Julho foi um mês comprido, que custou a passar mas que me trouxe muita felicidade em família (#ALiliJáCasou!), boa música, uma remodelação no blogue (obrigada uma vez mais, Gui!) e algumas certezas sem sapatilhas de ballet pelo meio, coisa que já não acontecia há anos. Termina com uma semana de abraços e miminhos, sem piscina, sem praia, com um tempo ranhoso. Termina com um nervoso miudinho e um coração cheio, com partidas de Monopoly, filmes e muitas publicações bonitas. 

Cada vez mais quero escrever sobre as coisas que me inspiram e cada vez menos dedico o meu tempo a textos 100% pessoais. Nesse sentido, esta rubrica continua a ser uma das minhas favoritas por me obrigar a fazer aquilo que eu acho mais importante na vida: olhar para os momentos bons desvalorizando os medos, as lágrimas e as ansiedades e valorizando os amigos, os sorrisos e os dias bonitos.


O meu blogue contém tantas opiniões, horas de trabalho e recordações que acho que já não seria capaz de o eliminar.

ALIMENTAÇÃO | Mostarda&Chocolate

Um restaurante pequenino, nos arredores da cidade, pronto para nos receber nas suas mesas ou sentados à volta do balcão. Óptimo para almoços rápidos ou jantares mais demorados entre amigos que partilham o gosto pelas refeições deliciosas que dão conforto, que não têm preços abusivos e que terminam com uma sobremesa maravilhosa em jeito de surpresa já que os doces vão variando conforme os dias.

O Mostarda&Chocolate vale pela decoração moderna e querida (as mesas de madeira, os mini vasos de flores nas mesas, os quadros de ardósia, a boa música e o detalhe dos bonequinhos aflitos na porta das casas-de-banho são só algumas das muitas coisas giras do espaço) e pelo staff extremamente dedicado, eficiente e simpático mas vale ainda mais pela refeição, que é o que realmente importa. Recomendo particularmente a francesinha  especial (alguém se lembra do meu TOP4?), os hambúrgueres e, claro, as natas do céu para sobremesa (um doce fresquinho, confeccionado com natas, bolacha esmigalhada e doce de ovos).


"Lamechas", "borbulha" e "asqueroso" são, muito provavelmente, as palavras que menos gosto no nosso lindo português.

DANÇA | A laca não serve só para o cabelo!

Quando danças percebes que a laca tem funcionalidades muito mais abrangentes do que aquela que toda a gente conhece. Não é aplicada exclusivamente no cabelo nem serve apenas para não aparecermos em palco com uma juba de leão. Na verdade, assim de repente, consigo lembrar-me de pelo menos três usos diferentes para uma lata de laca. Vejamos:

Furos. Os collants (ou meia-calça, como preferirem) são muito bonitinhos, elegantes e fofinhos porém, para a maioria das pessoas, duram pouco. Um furinho num local disfarçado passa despercebido mas o desgraçado nunca fica por aí e percorre a nossa perna de cima a baixo como se fosse dono de tudo. O truque? Aplicar laca no pequeno furo antes que ele se revolte. Isso irá impedi-lo de se transformar num buraco negro que nos obriga a trocar de meias. E, se não tiverem laca à mão, podem sempre utilizar verniz transparente.

Pisos escorregadios. Esta é a utilização mais frequente a seguir à aplicação de laca no cabelo até porque não é utilizada exclusivamente por bailarinos já que imensos desportistas de pavilhão conhecem esta dica: a laca serve para pulverizar a sola das sapatilhas impedindo-nos de escorregar em pavimentos com um nível de atrito bastante reduzido.

Leotards e maillots. A laca serve também para colar as roupas do bailarino ou do ginasta à pele (ou aos collants). Só se utiliza em espectáculos e roupas mais específicas, pelo que acaba por não ser nocivo para a pele - e sai dos tecidos com a lavagem - mas é uma dica maravilhosa para quem a) não deseja ficar nu em palco e b) não gosta que as roupas subam/desçam/saiam do sítio com os saltos, lifts e movimentos mais bruscos. Com roupa muito justa não se arrisca.

Hair Spray;3 | via Tumblr
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A mim é que não me apanham com umas Nike Huarache nos pés.

FAMÍLIA | Os Pilares da Vida

Com o tempo, as relações falhadas, os amigos que se afastam e os dramas da vida aprendes que existem pessoas que não te julgam e que não gostam menos de ti pelos teus erros. E aprendes que essas mesmas pessoas estão contigo mesmo quando tu não estás, que servem de base à tua estabilidade emocional e que não te falham mesmo quando tu pensas que o mundo inteiro está contra ti.

Com o tempo aprendes também que o mundo não está contra ti e que as consequências negativas vêm exclusivamente da tua forma de agir e de lidar com as situações mas quando a vida é injusta aos teus olhos, quando as lágrimas te escorrem pelo rosto e o coração bate aceleradamente, existem pessoas que não se afastam, que se mantêm firmes ao teu lado mesmo quando tu não consegues fazê-lo por ti próprio: a tua família; os teus pais, os teus avós, os teus tios, os teus primos, os teus amigos de sempre; a família que te calhou na rifa e/ou a que foi escolhida por ti; a de sangue e/ou a que não é de sangue mas que é como se fosse. Valoriza as pessoas que não te abandonam.

A vida é feita de desilusões, de tristezas, de raivas e de fúrias mas também é feita de conquistas, de alegrias e de festas e se há algo que nos ajuda a suportar o mau e a tornar o bom ainda melhor, esse "algo" é a família. A família é o pilar essencial de qualquer vida e é bom que aprendas isso logo que possível. Eu sou uma sortuda por ter a família que tenho e faço questão de me lembrar disso todos os dias.

True.

Amor é passar a tarde a jogar Monopoly, ir à falência e querer a desforra.

SAÚDE | (Mais) 3 Dicas Para Combater a Ansiedade

Sair dos locais que nos incomodam. Pode parecer uma dica absurda mas ainda há muita gente que contraria os sintomas que o organismo assinala. Sair do local que nos provoca desconforto - seja pelo barulho excessivo, pelo fumo ou pelo número de pessoas - não é sinal de fraqueza; é um ponto de partida para a recuperação do nosso bem estar. Se ignorarmos a respiração apressada, o mais provável é que a situação piore e que tenhamos que sair mais tarde, a hiperventilar e com a cabeça a andar à roda. Se não for mesmo possível utilizar este método para relaxar o organismo (como numa aula ou reunião em que não podemos mesmo sair para apanhar ar) então recorremos a uma das dicas básicas (utilizar a ansiedade para algo produtivo desviando a nossa atenção para uma tarefa que exija concentração). No entanto, devemos ter em mente que a ansiedade não nos pode limitar ou condicionar. Não foi por acaso que escrevi "sair dos locais" em detrimento de "evitar os locais".

Abraçar. Os abraços são algo de maravilhoso quando a ansiedade decide aparecer. Um abraço de alguém que nos faz sentir bem leva o nosso corpo a libertar Oxitocina, uma hormona que nos ajuda a reduzir tanto os níveis de adrenalina como os níveis de stress. Não é por acaso que digo que não há nada mais tranquilizante do que um abraço e a ciência comprova-o.

Evitar o café e tudo o que tenha cafeína. Porque nos deixa mais sensíveis, mais ansiosos, mais nervosos e mais acelerados e porque dificulta o simples acto de adormecer. Se sofrem de ansiedade, como eu, o café acaba por ser uma bombinha relógio pronta a disparar e pronta a promover todos os nossos tremores e pensamentos mais obscuros. A nossa alimentação também influencia o nosso bem-estar e há certos alimentos que devemos evitar. É claro que essa lista varia consoante a pessoa, o estilo de vida e o próprio organismo mas, regra geral, o café é uma má opção para quem tem problemas de ansiedade e/ou ataques de pânico e, por muito bom que seja, não vale as consequências.


Não bebo gin nem como sushi. Sou menos interessante por isso?

TURISMO | O Problema do Booking

Quando fiz o meu Estágio perdi a conta ao número de pessoas que ligavam para a Agência de Viagens em pânico porque tinham reservado hotéis através do Booking e a reserva tinha corrido mal. Não foram dois ou três clientes; em três meses foram dezenas (o que é absurdo para uma época inegavelmente baixa e para uma Agência pequenina). E eu, que não tinha noção da frequência destes problemas, passei a olhar para este tipo de plataformas com outros olhos. Olhos mais críticos, confesso.

E se muitas vezes a culpa era do próprio turista - que não tinha seleccionado bem as datas, que não estava informado sobre as regras de cancelamento, que não tinha confirmado os dados pessoais, que não tinha lido as letrinhas pequeninas, que não tinha entendido bem o pagamento de taxas ou que não tinha reclamado o email de confirmação quando este falhava - havia outras situações em que a culpa era da própria relação estabelecida entre a plataforma e o hotel: faziam overbooking (ou seja, aceitavam mais reservas do que o número de quartos disponíveis).

Quando isto acontece só há duas soluções: colocar os hóspedes num quarto superior sem lhes cobrar mais por isso ou, se o hotel escolhido estiver completamente esgotado, colocar os hóspedes num hotel com a mesma classificação - ou superior - pelo preço da reserva efectuada previamente. Nunca se prejudica o turista. Nunca.

Contudo, não deixa de ser chato. Se o turista escolhe um hotel em detrimento doutro é porque é ali que quer ficar independentemente das suas razões (localização, staff, refeições, piscina...) e perder tempo à espera dum quarto é aborrecido, especialmente porque as viagens passam a correr e os negócios não esperam. Isto não acontece apenas nas plataformas de reservas (pode acontecer o mesmo quando se contacta o hotel directamente porque as falhas informáticas existem) mas é preciso algum tacto e cuidado para não haver surpresas. Pessoalmente, apesar de nunca ter tido qualquer problema, só utilizo estas plataformas se os preços forem espectaculares quando comparados com os meios mais tradicionais.

akilaberjaoui:

Kirsten. Baros, The Maldives. June 2015.

Alguém já fez sessões de acupuntura? Com que objectivos? Resultou?

CABELO | O Truque da Escova de Dentes

Quando danças aprendes a prender o cabelo de forma a ficar imaculado, mesmo que isso implique usar trezentos ganchos, laca, gel, mais do que um elástico e um ou dois truques absurdos aos olhos das outras pessoas. E foi exactamente graças aos espectáculos de ballet que fiz que aprendi que uma escova de dentes faz maravilhas quando queremos controlar todos os cabelinhos parvos que ficam no ar.

O truque? Prender o cabelo o máximo possível, aplicar laca muito forte e, depois disso, usar uma escova de dentes (pulverizada com laca abundante!) para pentear e empurrar os cabelinhos pequeninos para o meio dos restantes. Pelo seu formato e material - e com a ajuda da laca - a escova de dentes ajudará a disfarçar os fios chatos que ficam no ar - ou que ficam espetados perto das orelhas - e que nos fazem parecer doidas. Comigo resulta e é ainda mais eficaz se isto for feito com o cabelo húmido. Fica a dica.

NIGAY KARINA (@karina_nigay) • Foto e video di Instagram

As pessoas vão sempre torcer o nariz quando eu disser que sou Escorpião.

TURISMO | (Des)Valorização Excessiva

Existem muitos problemas no sector do Turismo mas, em Portugal, há dois que se destacam: a desvalorização do território lusitano por parte dos seus residentes e a valorização excessiva do território lusitano por parte dos seus residentes. Confuso? Eu explico.

Os museus não são interessantes, as ruas são todas iguais, o fado é aborrecido, as francesinhas só fazem sentido no Porto, os azulejos estão partidos, a calçada portuguesa não combina com saltos altos e os sinos das igrejas incomodam os transeuntes e não nos deixam conversar quando nos sentamos na esplanada. Um drama. Um aborrecimento. Uma seca. Já para não falar que os turistas são chatos porque estão sempre a pedir indicações e andam devagar. Os restaurantes e praias ficam cheios de idiomas que não suportamos, não temos lugar para estacionar o carro e é complicado encontrar um café que não esteja à pinha. Uma chatice. As nossas praias são tão boas e vêm os franceses e ingleses ocupá-las quando podíamos perfeitamente tê-las só para nós? Sinceramente.

Já tive algumas discussões feias com colegas e amigos por causa destas ideologias (Porque é que vamos chamar turistas para Braga? Isto são só igrejas e vê-se tudo numa tarde!) e fico particularmente chocada - e incomodada! - quando são pessoas da área a defender a necessidade de impedir os turistas de ficar em Portugal ou de os enviar para Lisboa/Porto/Faro quando o país tem tanto de tão bom para tantos interesses distintos. O Turismo é uma das actividades mais importantes para a economia do nosso cantinho - que tem muito para oferecer! - e só não há um aproveitamento maior dos nossos recursos exactamente porque as mentalidades não deixam. Afinal, como esperam vender um produto se não lhe atribuem qualquer valor? Ou como esperam rentabilizar uma zona rural condenada se não gostam de turistas e se preferem vê-los na televisão?

É uma situação contraditória mas a verdade é só uma: os portugueses gostam das vantagens do turismo e do dinheiro a entrar no bolso mas não compreendem porque raio é que os turistas escolhem Portugal para visitar quando temos Espanha aqui ao lado e não acham piada a terem de andar mais vinte ou cinquenta metros para estender a toalha. É um dos maiores defeitos do sector e eu não tinha noção disto até começar a estudar a área com maior afinco. O cidadão português, no geral, não conhece o seu Património Citadino, Histórico e Cultural - e só o valoriza quando a UNESCO dá sinal - mas também torce o nariz quando, nas zonas de praia tipicamente turísticas - especialmente durante a época balnear - alemães, ingleses, franceses e japoneses ocupam a linha de costa que lhes dá tanto gozo no resto do ano. É muito triste. E, para mim, é até desmotivante. Às vezes sinto que estou a falar para paredes.


O que eu compro sempre nos saldos: roupa interior. 

SAÚDE | 3 Dicas Para Combater a Ansiedade

Quando escrevi o texto sobre os problemas de ansiedade e os ataques de pânico (aqui) confirmei algo que já sabia: as pessoas não falam sobre este assunto e não sabem ao certo como devem lidar com ele. Têm medo da crítica e do julgamento e deixam andar algo que acaba por se transformar num factor limitativo do seu quotidiano. Também eu já fui assim. Contudo, recebi uma wake-up call que me abriu os olhos e passei a cuidar mais de mim e a dar maior importância aos alertas que o meu organismo me fornece. Aos poucos fui chegando a alguns truques que, no geral, me ajudam a combater a ansiedade. Hoje deixo-vos as três dicas mais básicas que conheço.

Respirar fundo de forma controlada, com a ajuda disto. A oxigenação do cérebro deixa-nos mais calmos e o sistema de inspirar/expirar num ritmo certinho ajuda-nos a reduzir os níveis de ansiedade. Isto porque a ansiedade é gerada por medos e, ao recorrer a um sistema deste tipo, somos obrigados a concentrarmo-nos na nossa própria respiração deixando de pensar naquilo que nos apoquenta. Há quem prefira recorrer a um saco de papel ou até quem prefira deitar-se, fechar os olhos e colocar um livro em cima da zona do diafragma. Seja como for, respirar controladamente (para encher o saco de papel, para fazer o livro subir e descer ou para seguir um ritmo específico contando até oito, por exemplo) é o que devemos tentar fazer assim que sentimos a respiração acelerada ou pouco profunda.

Canalizar a adrenalina para algo produtivo. Quer acreditem quer não, comecei a escrever esta publicação com as mãos a tremer e o coração a mil. Agora estou mais calma e acho que esta dica deve, sem qualquer dúvida, ser partilhada também. É quando estou mais ansiosa que escrevo as minhas publicações mais detalhadas exactamente porque tento direccionar o nervosismo para algo útil que me faça distrair. Escrever no blogue, praticar desporto ou conduzir é óptimo porque são actividades que exigem concentração e que nos impedem de pensar nos nossos medos e inseguranças, mais ou menos como acontece com o controlo da respiração mas num nível superior.

Comunicar. É a dica mais difícil de cumprir, pelo menos para mim. Tenho grandes dificuldades em expressar-me e não o faço com qualquer pessoa porque este é um tema que exige um grau de confiança muito específico. No entanto, a comunicação está na base das relações pessoais e, se não conseguimos controlar a nossa ansiedade, se precisamos de alguém que nos tranquilize e que nos dê segurança relativamente aos nossos próprios medos, esta é uma atitude essencial. Os problemas de ansiedade são complexos não só para quem lida com eles mas também para as pessoas que nos rodeiam e falar sobre o assunto com alguém que nos quer compreender acaba por nos dar uma estabilidade que não encontramos sozinhos. Custa um bocadinho, deixa-nos vulneráveis e frágeis, mas ajuda. E se não for com alguém conhecido, então que seja com um especialista da área. O importante é não guardar as sensações negativas que nos deixam as mãos frias e as pernas fraquinhas.


A minha mãe tem no porta-moedas um desenho meu de 2003. É amor.

FOTOGRAFIA | Kim Kardashian na VOGUE Espanhola

Ao contrário de muita gente, não sou fã das Kardashian nem tão pouco acho que tenham um guarda-roupa de fazer inveja ou um estilo de babar (aliás, na minha opinião, são as mais novas - com apelido Jenner - que lhes dão 15 a 0 na hora de vestir) e, regra geral, não gosto das produções em que entram. Parecem-me sempre sobrevalorizadas e sedentas de atenção e não costumam funcionar aos meus olhos.

No entanto, isso não aconteceu com esta produção de Kim Kardashian para a VOGUE Espanhola e eu não podia deixar de a partilhar. Gostei mesmo. Kim aparece em fotografias simplistas - zero brilhos! - e adapta uma naturalidade rara na sua pele acabando por merecer a capa de Agosto em terras vizinhas e ainda algumas páginas dentro da revista. 

A capa não está nada de especial mas a produção mostra-nos um lado diferente de uma das maiores celebridades americanas (e aqui não me refiro apenas ao tamanho do rabo dela). Não sei se compro a história de Kim não ter sido maquilhada para a sessão fotográfica mas a verdade é que esta é uma produção que marca pela diferença e que está longe de ser mais do mesmo para quem segue os trabalhos desta irmã Kardashian.


Todas as fotografias podem ser vistas aqui.

Há temas e problemas que só fazem sentido se forem discutidos pessoalmente. E que seja o que tiver que ser.

TEMPO DE ANTENA | Ensino Superior: Arquitetura

"Lembro-me perfeitamente do dia em que fiz a minha candidatura ao Ensino Superior, há coisa de mais ou menos 2 anos, cheia de dúvidas e incertezas. Assim, quando vi esta iniciativa, senti um apelo para contribuir. Quem sabe se não existem outras Carolinas por aí.

Contextualizando: terminei este mês o 2º Ano de Arquitectura na Faculdade de Arquitectura de Lisboa. Actualmente, a oferta do curso é mais que muita tanto no Ensino Público como no Privado. No caso da Faculdade de Arquitectura de Lisboa, a média de entrada tem vindo a descer e ronda, neste momento, o 14,5.

É sempre necessessária uma das seguintes combinações de Provas de Ingresso: Desenho + Geometria Descritiva, História de Arte + Geometria Descritiva ou Matemática + Geometria Descritiva. Isto resulta em turmas com alunos tanto de Ciências e Tecnologias como de Artes Visuais ou até de Profissionais Artísticos.

Costumo dizer, na brincadeira, que Arquitectura é uma verdadeira maratona. Entrar e começar nem é assim muito difícil, mas só os resistentes chegam ao fim da corrida. Não querendo assustar ninguém, são 5 anos de muito trabalho e dedicação. É preciso gostar e estar de alma e coração neste curso; são muitas horas dentro e fora das aulas que só passam a correr se estivermos convictos do percurso que estamos a trilhar. Deixo igualmente o lembrete de que é um curso com elevado investimento económico dada a quantidade de material específico necessário.

O currículo de Arquitectura é um verdadeiro mundo e extremamente apropriado para pessoas, que como eu, tenham interesses em variadas áreas. Desde Física das Construções e Estática até Desenho e História da Arquitectura, a variedade das cadeiras é mais que muita ao longo dos anos. A única que se mantém durante todos os semestres é Projecto, onde semestralmente se desenvolve uma proposta para o programa lançado. Por exemplo, no 1º Semestre do 1º Ano, projectei um auditório para música clássica e completei desenhos técnicos, maquetes e perspectivas da minha ideia que no final do semestre serviram para ir a exame defender o meu trabalho perante um júri de professores.

Vamos agora a outras questões que também podem ser do vosso interesse. Na minha Faculdade, as praxes decorrem na semana anterior ao início das aulas, assim ninguém é obrigado a participar caso não queira e também ninguém falta a aulas por andar em praxe. Para além do tradicional, incluem-se actividades sociais em que os caloiros visitam associações de pessoas com deficiência ou colaboram com os programas de reabilitação dos bairros envolventes.

O complexo é composto por vários edifícios; aproveitem o dia das inscrições para fazer uma visita à faculdade: existem sempre alunos mais velhos voluntários que não se importam nada de vos mostrar a “casa” e vos orientar no processo de inscrição. Aproveitem também para conhecer a cantina que serve o pólo (da Ajuda) e o espaço desportivo (mais conhecido por CEDAR).

Para concluir, e independentemente do que as estatísticas do desemprego possam dizer, devem seguir Arquitectura se pensar os espaços em que habitam e perceber como é que cada um habita esse espaço é algo que vos fascina verdadeiramente. Existem inúmeras saídas profissionais para além do Projecto, nas quais se incluem, por exemplo, a investigação, a educação, a reabilitação, o planeamento urbano e a arquitectura de interiores. O importante é, mais do que ser brilhante no desenho ou craque nas contas, trabalhar arduamente todos os dias para no futuro sermos profissionais mais completos."

eunhoia:

more here xx 

Carolina, Aluna do Segundo Ano do Mestrado Integrado em Arquitetura na Universidade de Lisboa.

[Se tiverem dúvidas ou questões podem deixá-las na caixa de comentários. A Carolina irá responder às vossas perguntas no mesmo espaço assim que possível.]

O mundo divide-se entre as pessoas que ficam bronzeadas imediatamente e as que vão ficando, a muito custo.

CINEMA | Minions [2015]

Amarelos, pequeninos, com olhos estranhos e jardineiras de ganga. São os "Minions", estão em todo o lado, fazem as delícias de miúdos e graúdos e fazia sentido terem um filme só deles. As minhas expectativas não estavam muito altas (confesso que achei que se iam limitar à fama actual e às linguagens estranhas que fazem toda a gente rir) mas fiquei agradavelmente surpreendida com o argumento. Não é, de todo, um filme que visa emocionar a plateia nem tão pouco retrata nada de muito elaborado (é um filme infantil, não pode ser complicadíssimo) mas tem imensas referências históricas e culturais que os mais pequeninos ainda não compreendem e que dão um encanto diferente à animação aos olhos dos mais velhos.

Os primeiros dez ou quinze minutos de "Minions" retratam o seu aparecimento e a sua evolução introduzindo referências diversificadas (do T-Rex ao Conde Drácula e do Faraó ao Napoleão) e a história propriamente dita começa depois disso, em 1968. Nova Iorque, Orlando, Londres, Hippies, Vilan-Con (uma espécie de Comic-Con para vilões), The Beatles, a chegada do homem à Lua (exactamente como eu acho que foi... vejam!) e muito mais, sempre destacando os três Minions que se assumem como principais - Bob (que amooooor!), Stewart e Kevin - em busca dum novo líder pelo mundo fora enquanto os restantes ficam numa caverna gelada à espera de resultados.

Entre muitas trapalhadas - promotoras de gargalhadas em uníssono - "Minions" desenvolve-se em Inglaterra, com uma vilã fraquinha mas com um guarda-roupa mortífero de fazer inveja (mulher de armas no mais puro dos sentidos, esta Scarlet) e algumas personagens menos importantes e divertidas quanto baste. Para dizer a verdade, o filme é de Kevin, Bob e Stewart e a Rainha de Inglaterra quase passa despercebida.

Destaco, para além da história infantil - que refere bons detalhes culturais -, do argumento - que me surpreendeu apesar de não ser naaaaada de extraordinário - e do final - adequado a quem viu os filmes anteriores de "Gru, O Maldisposto" -, a parte mais técnica do filme: as profundidades estão perfeitas, os edifícios não poderiam estar mais pormenorizados e as transições foram bem pensadas.

No geral, bom filme. Fui vê-lo ao cinema com as minhas primas mais novinhas e ambas adoraram - por motivos diferentes - apesar de terem idades muito distintas. A Illumination tem apostado em filmes inovadores ultimamente e "Minions" é mais um.


O (des)conforto do silêncio também mede o amor partilhado.

SOCIEDADE | "Eu merecia mais."

Se eu compro um bilhete para um concerto, um festival ou qualquer outro espectáculo ou evento, então eu tenho o mesmo direito de usufruir dele como a pessoa que está ao meu lado independentemente de saber tantas músicas como ela, de saber mais ou de nem sequer saber quem vai pisar o palco. Se o bilhete está em minha posse e se tenho permissão da organização para estar ali, então não importam as razões que me levaram até àquele recinto. 

Nunca me chateei por alguém ir a um concerto que eu gostava de apreciar também (taaaaantos!) e não compreendo os fãs chatos que resmungam em ambas as situações (quando ficam em casa e quando aproveitam a primeira fila). Se alguém quer pagar cinquenta ou cem euros para um concerto dum artista do qual conhece apenas uma canção e se pode fazê-lo, isso não me incomoda. Da mesma forma como gasto o meu dinheiro nos concertos que quero realmente ver e que sei que vou aproveitar ao máximo. Não há medidores de conhecimento à entrada. Não se merece mais nem menos. Se tens bilhete porque o compraste depois dum trabalho de Verão, mereces tanto estar ali como a pessoa que está ao teu lado e que o encontrou debaixo da árvore de Natal.

chris martin  | via Tumblr

Que saudades de ver os episódios da Pepper Ann!

APLICAÇÃO | Vsco

Não faço grandes edições nas fotografias que tiro com a Matilde mas, quando utilizo o meu telemóvel para registar bocadinhos do meu quotidiano, a história é completamente diferente. E o VSCO é a minha melhor companhia quando as imagens não ficam como eu gostaria. Os filtros do Instagram são estranhos e precisam quase sempre de alterações de exposição, luminosidade e contraste mas os da aplicação VSCO são por si só fabulosos e são raríssimas as vezes que precisam de retoques. Não são muitos mas dão para o gasto e cumprem muito bem o seu papel já para não falar que as fotografias ficam ali guardadinhas para qualquer eventualidade. Já uso esta aplicação há séculos e recomendo-a sempre, tanto para sistema iOS como para Android.

(100+) Likes | Tumblr

Coisas boas desta vida: o banho depois de um dia de praia.

TEMPO DE ANTENA | Ensino Superior: Novas Tecnologias da Comunicação

"Quando cheguei ao 9º ano começou a minha grande indecisão e foi aí que mergulhei numa pesquisa sobre cursos no Ensino Superior. Apesar de nessa época querer Psicologia, não conseguia deixar a minha matemática para trás e optei por Ciências e Tecnologias. Durante os quatro anos seguintes pesquisei muito e encontrei vários cursos que me agradaram, mas com o tempo, deixava de me ver naquela profissão. Até que descobri o meu curso: Novas Tecnologias da Comunicação. 

O curso existe apenas na Universidade de Aveiro e não consegui encontrar muita informação sobre ele: fui um pouco “às cegas”, tal como a maioria dos meus colegas. O plano de estudos não nos informa o suficiente sobre o que vamos encontrar lá. Se em cadeiras como Movimentos Artísticos Contemporâneos e Teorias da Comunicação podemos prever um pouco o que serão, quando nos falam em Laboratórios Multimédia, que nos acompanham durante 5 semestres, ficamos a pensar "mas que raio se aprende aí? ". 

No primeiro semestre temos as cadeiras acima referidas, Expressões da Lusofonia e Imagem Digital Dinâmica. As cadeiras mais práticas são mesmo Laboratório Multimédia 1 e Imagem Digital Dinâmica em que aprendemos, na primeira, a trabalhar com programas de som e o Adobe Flash e na segunda, a fotografar e a trabalhar com o Adobe Photoshop e o Adobe Illustrator. No segundo semestre temos Semiótica da Comunicação, Guionismo, Sonorização para Multimédia, Imagem Digital Dinâmica e Laboratório Multimédia 2, sendo leccionado nas duas ultimas vídeo e sua pré e pós produção e Htlm, Css e bases de JavaScript, respectivamente. 

Uma das coisas que mais gostei no curso foi o ambiente. Existe uma grande interajuda entre todos e os mais velhos estão sempre dispostos a ajudar os mais novos a resolver aquele problema com o programa X. Quanto aos professores, estão sempre disponíveis para tirar duvidas, sendo alguns deles ex-estudantes do curso. Outra das coisas que gostei no curso foi o método de avaliação da maioria das cadeiras: são feitos testes durante o ano e no fim do semestre temos um projecto ou um relatório a entregar. Quanto à Universidade, o campus é enorme e muito bonito, estando todos os departamentos juntos excepto as Escolas Superiores. Quanto à cidade, Aveiro é muito acolhedora e com um espirito académico muito bom. 

Falando de praxe, a Faina Académica de Aveiro é totalmente relacionada com a cidade. Os padrinhos/madrinhas são patrões e patroas, não somos caloiros mas sim aluviões e tudo o resto tem denominações diferentes. Temos um Código de Faina (Código de Praxe) muito regulamentado e não és posto de parte se não participares na praxe. Se estás a pensar seguir este curso, não hesites e vem. Acredita que NTC te vai receber de braços abertos."


Patrícia, Aluna do Primeiro Ano na Licenciatura de Novas Tecnologias da Comunicação na Universidade de Aveiro.

[Se tiverem dúvidas ou questões podem deixá-las na caixa de comentários. A Patrícia irá responder às vossas perguntas no mesmo espaço assim que possível.]
glowieh:

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Futuros caloirinhos, a que cursos se candidataram (ou a que cursos se vão candidatar)?

ALIMENTAÇÃO | Spirito Cupcakes and Coffee

Como assim eu nunca escrevi uma publicação em condições sobre a Spirito?! Como assim eu nunca escrevi sobre todas as gordices que vos farão ter vontade de correr para o transporte mais próximo com destino a Braga? Falha minha. Vou tentar redimir-me hoje.

A Spirito abriu em 2011 com o objectivo de inovar o conceito de café e pastelaria tão apreciado pelos bracarenses e conseguiu. Entre gelados artesanais, bolos deliciosos e bebidas que chegam à cidade em jeito de novidade, a Spirito ganhou um lugar cativo no meu coração e foi capaz de chegar também aos corações do pessoal do Porto e de Guimarães uns anos mais tarde.

Em Braga é conhecida pelo espaço pequenino decorado ao pormenor, pela esplanada confortável sempre fresquinha graças às sombras das árvores do parque infantil, pelas filas intermináveis em noites de Verão, pelo staff jovem, simpático e competente e, claro, pelo que realmente importa: os produtos que fecham o buraquinho no estômago. Gosto de lugares felizes com bom ambiente e a Spirito é exactamente assim.

Quando entramos na Spirito a parte difícil é mesmo escolher o que pedir. Costumo variar entre o gelado de Kinder, o gelado de Maltesers, o brownie e o red velvet cupcake mas a escolha é sempre complicada pela lista infinita. Entre sabores de gelados (que variam todos os dias e que vão dos mais normais - morango, chocolate, baunilha... - aos menos comuns - pão-de-ló, bolacha Maria...), bebidas (quentes e frias, para acompanhar as estações do ano e os passeios) e bolos (de cupcakes a bolos de fatia e de cheesecakes a bolos de aniversário que nos deixam felizes só de ver pelo design fabuloso), a Spirito é a Spirito. E não podia ser diferente.


Durante esta semana fui a um museu e paguei 1€. UM EURO! Porque é que as pessoas não vão a museus, mesmo?

CINEMA | RoboCop [1987]

Talvez por terem chegado ao mundo no mesmo ano, o Gui adora o "RoboCop" e não me perdoaria se eu recusasse ver com ele o filme do polícia do futuro. Assim, esta semana, lá lhe fiz a vontade e não pude evitar uma confissão: este é um filme que justifica o seu sucesso e eu podia perfeitamente tê-lo visto antes sem ter torcido o nariz.

"RoboCop" é uma longa metragem de acção policial que retrata o combate ao crime em 2028 numa esquadra americana escolhida para testar um novo elemento: um robot cujo programa assume a possibilidade de aprendizagem e o torna indestrutível às mãos dos criminosos. Uma novidade cinematográfica que se apresenta em formato de robot com partes de homem e não de homem com partes de robot.

À primeira vista, o argumento parece simples e pouco espectacular ou cativante para quem não é verdadeiramente fã deste tipo de filmes mas se observarmos bem a época em que foi realizado (anos 80, amigos!), percebemos que este é um filme de vanguarda que merece reconhecimento. Afinal,"RoboCop" acaba por ser uma obra visionária - entre tiros e muito sangue - pelos temas abordados (o crescimento populacional, a privatização de alguns serviços básicos, a influência das empresas e por aí em diante) e pela pergunta que espreita a cada cena entre efeitos especiais pormenorizados: o que faz do Homem aquilo que ele é?

É um filme violento que não agrada toda a gente. É. Há mãos a serem arrancadas e troncos a serem trespassados violentamente por balas. Porém, numa época anterior ao digital, vemos figurinos bem construídos (a armadura de robot é genial e super detalhada!), boas caracterizações e maquilhagens e boas relações entre computadores e humanos à excepção duma queda que nos desilude pelo irrealismo e que só deixamos passar pela data de realização.

Contudo, o filme que podia ser conhecido unicamente pela pancadaria sem fim - porque é isso que causa impacto no espectador durante a maior parte do tempo - faz referências deliciosas a memórias e sentimentos que nos são familiares e que humanizam o filme duma forma interessante, dramática mas pouco romantizada e sem colocar as personagens demasiado dependentes de estereótipos. "RoboCop" vale pela técnica, pelo argumento, pelo elenco e pela visão totalmente futurista. Há algumas falhas e algumas pontas soltas ao longo da história mas, no geral, isso pouco importa porque aquilo que deve ser destacado está lá sem grandes rodeios.


O slogan dramático e épico. Não falha.


Se recebesse 1€ por cada vez que me dizem que só tenho de respirar fundo teria problemas de ansiedade enquanto viajava pelo mundo.

TEMPO DE ANTENA | Ensino Superior: Engenharia Electrotécnica e de Computadores

"Quando eu era pequena, se me perguntassem o que eu queria ser quando fosse grande, eu rapidamente respondia que queria ser engenheira e que queria estudar na FEUP (provavelmente por influência do meu tio que estudava aí quando eu era criança e das horas que eu passava a ver Discovery Channel). Eu queria fazer robôs. À medida que fui crescendo comecei-me a aperceber do quanto gostava de matemática e física, no entanto sempre tive de ouvir coisas do género "Gostas de Matemática? Isso é porque ainda não viste o que é matemática a sério. Vais ver quando chegares ao secundário". Tal nunca aconteceu. No entanto, isto não agradava nada à minha família.

Eu sempre tive boas notas, ou seja, sempre tive aquela pressão de ir para medicina. Graças a isso não me deixaram inscrever em Geometria Descritiva e obrigaram-me a escolher Biologia e Geologia, disciplina que eu odiava com todas as minhas forças. Isto chegou a um ponto tão mau que eu deixava perguntas por fazer nos testes, para assim poder baixar a minha média e, quando fosse altura, não ter nota para me candidatar. Na minha cabeça de adolescente isso ia resolver o problema. E foi o que aconteceu, mais ou menos. A minha família deixou de me chatear com medicina e passou a ser dentária ou farmácia. Chateavam-me tanto com isso que eu estava quase a ir para farmácia. No entanto, no dia em que fiz a candidatura, não sei bem que me deu, pus farmácia na 3ª opção e no resto engenharias. Acho que não vale a pena referir o rebuliço que foi em minha casa no dia seguinte. Mas foi a melhor coisa que fiz. Acabei por entrar no Mestrado Integrado em Engenharia Eletrotécnica e de Computadores na Faculdade de Engenharia do Porto. Estava nas minhas sete quintas. 

O primeiro ano é um pouco teórico. Tem-se muita matemática, física e programação. As vezes torna-se um pouco frustrante já que é o ano todo da mesma coisa mas a verdade é que um engenheiro tem de ter boas bases nestas cadeiras mas simples. Elas ensinam-nos a pensar da maneira correcta, por nós próprios, a sermos nós a arranjar uma forma de nos desenrascar, a arranjar maneiras diferentes de fazer as coisas. 

No segundo ano começamos a ter cadeiras mais práticas. É mais divertido, não se pode negar. É muito melhor fazer coisas do que apenas projetá-las num papel. Podem ser coisas muito simples como ligar uma luz ou uma campainha mas fazendo tu o circuito em vez apenas desenhá-lo. Durante este ano aprende-se a ter respeito pela Eletricidade. Ao início eu tinha sempre medo de me eletrocutar em alguma coisa mas aprendi que desde que se tenha cuidado e se respeitem as regras nada de mal nos vai acontecer. 

No final do segundo ano escolhemos a área em que gostaríamos de fazer o nosso mestrado. Pode-se escolher “Telecomunicações, Electrónica e Computadores” onde se faz um pouco de tudo, desde Microeletrónica a Comunicações Multimédia, “Energia” onde se aprende sobre a rede elétrica, mercados e energias renováveis ou então “Automação”, que é aquela onde eu espero entrar e onde se aprende a fazer robôs, entre outras coisas, como por exemplo gestão ou sistemas industriais. Sim, o meu sonho ainda é fazer robôs. 

Como podem ver, ao entrar para este curso não significa que se trabalhe com circuitos a vida inteira. A verdade é que um engenheiro pode acabar a fazer qualquer coisa. Ao longo do curso temos tantas cadeiras de tantas áreas diferentes que no final estamos classificados para fazer de tudo um pouco, tal como se espera de um engenheiro. 

Quanto às notas, elas não são boas mas claro que há cadeiras e cadeiras. No geral, em engenharia há más notas e rezam as lendas que o meu curso é o pior a esse nível. Quando temos mais de 10 num exame é realmente motivo para festa. Professores há de todos os tipos. Há aqueles que realmente se importam e tiram dúvidas e depois há aqueles que, se fores falar com eles com uma dúvida sobre a cadeira eles são capazes de responder que o trabalho deles não é ensinar. Isto acontece pois para alguém trabalhar em projectos na faculdade também tem de dar aulas. Muitos sabem muito sobre o assunto que estão a dar, simplesmente não são capazes de transmitir essa informação.

Em relação à Praxe, posso dizer-vos que na FEUP é muito divertida. Não há a pressão de ir a todas as actividades e os doutores estão lá para vos ajudar. Nos primeiros dias, não tenham medo de perguntar por alguma sala, como se arranja casa ou qualquer género de duvida. Vão ser ajudados. Eu sei que isto é um pouco intimidante mas o melhor conselho que posso dar é para experimentarem. Comecem a pensar por vós próprios.

Este é um curso em que muita gente desiste a meio, é um curso com poucas raparigas. Ser a única rapariga numa sala de aula é normal. Por isso alguns dos professores não nos levam a sério. Já me aconselharam a trocar de curso, já que este não era um curso para meninas organizadas. Mas sabem que mais? Não se deixam levar por essas pessoas. Eu adoro este curso. Aconselho-o a toda a gente que goste de matemática e física e que  não se imagine a tirar nenhum curso muito teórico."


TheMaria, Aluna do Segundo Ano do Mestrado Integrado em Engenharia Electrotécnica e de Computadores na Universidade do Porto.

[Se tiverem dúvidas ou questões podem deixá-las na caixa de comentários. A TheMaria irá responder às vossas perguntas no mesmo espaço assim que possível.]
freckul:

Às vezes perco mais tempo a decidir o separador, a etiqueta e o título da publicação do que propriamente a escrevê-la.

LIVRO | Mala de Senhora e Outras Histórias

"Mala de Senhora e Outras Histórias" - na edição que tenho - pertence a uma colecção promovida pelo Expresso que enaltece "jornalistas escritores" e é uma obra para quem se quer obrigar a ler mais. Sendo constituído por pequenos contos de meia dúzia de páginas, este é um livro que combina com dias muito ocupados, bebidas frescas solitárias na esplanada e mesinhas de cabeceira que recusam a vontade de receber pensamentos pesados. É um livro leve, inegavelmente, pelo tamanho das histórias que o constituem.

Numa opinião mais generalizada - porque não faz qualquer sentido referir os contos individualmente sob pena de estragar futuras leituras - este é um livro que foca situações simples e pessoas misteriosas e que nos leva a reflectir sobre a vida de forma quase acidental. Não conhecia o tipo de escrita de Clara Ferreira Alves mas esta revelou-se acessível, fluída, com boas descrições e pózinhos de jornalista (directa ao assunto e sem grandes rodeios). Não morri de amores mas também não tive qualquer dificuldade a decifrá-la linha após linha. Nem mesmo com as expressões em francês e em inglês que vão aparecendo de forma quase aleatória.

É um livro que se lê rápido, que nos provoca algumas questões, que nos faz equacionar algumas das nossas atitudes e que nos leva a pensar que vida queremos ter. Ou se calhar não e isso só aconteceu comigo. Não o achei nada doutro mundo mas, seja como for, é um livro pequenino que se lê bem e que destaca personagens interessantes. Algumas das histórias ficaram aquém daquilo que eu acho aceitável pela falta de profundidade e conteúdo mas outros capítulos acabaram por me maravilhar com as tais questões que se prolongaram até depois de arrumar o livro. Se interessar, o meu conto favorito foi o primeiro: O Coleccionador.



O mundo divide-se entre as pessoas que escrevem "soutien" e as que escrevem "sutiã".

BLOGOSFERA | A Sofia's World

Depois de anos num blogue cujo título não era dela, a Sofia lançou recentemente um novo projecto que não podia ser mais "Sofia" e que foi totalmente construído por si entre códigos e vontades, transferências de textos e novidades. Já conhecem?

Chama-se A Sofia's World e pode ser só mais um blogue para muitos de vocês mas eu cá gosto de olhar para ele como um recomeço, como um projecto sólido que demonstra maturidade e vontade de ser mais e melhor não só na escrita propriamente dita mas também no que diz respeito à formulação de argumentos, ao inglês tão necessário na nossa vida e à fotografia que tanto me diz. Não sei quais serão os próximos temas abordados maaaaas as promessas da Sofia direccionam-nos para textos de opinião, receitas, recomendações, música, passeios e tudo a que temos direito. Vou ficar deste lado para ver o que sai dali.

z

Khloe Kardashian terá um talkshow nos Estados Unidos. O nome? Kocktails With Khloe. Nem quero ver.

TEMPO DE ANTENA | Ensino Superior: Ciências da Cultura

"Fazer carreira como jornalista mora na minha cabeça desde o meu 7º ano. Não passa pela cabeça de ninguém que uma miúda com 13 anos já tenha o seu futuro decidido mas a verdade é que eu já o tinha, e muito bem traçado na minha mente. Lembro-­me até de escrever num papel os passos que tinha que seguir para poder chegar onde realmente queria. Acho que o facto de ser tão interessada por aquilo que se passa à nossa volta, pela informação e novidade, me fez querer enveredar por este meio. Posto isto, apliquei­-me ao máximo para poder seguir o meu sonho. (Esse "máximo" não foi o suficiente, nem foi, na verdade, o meu máximo, porque não mo foi permitido).

Acabei a média do secundário com 14, qualquer coisa, no curso de Ciências Sociais e Humanas.. Se estava satisfeita com a média? Bitch please, não, de todo. Se chegava para entrar no que queria? Muito menos. Se tentei? Não podia não o fazer, até entender mesmo que não conseguia ingressar na instituição que queria. Não consegui entrar em Jornalismo na Escola Superior de Comunicação Social (que é, nada mais nada menos, que a instituição com que sempre sonhei), nem no curso de Ciências da Comunicação, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Eram as minhas duas opções, e falhei na entrada em ambas.

Algo que aprendi desde que entrei na faculdade é: tem a certeza que é aquilo que queres; se não tiveres a certeza, pensa o que podes fazer a partir das cadeiras que tens; se te sentires perdida/o, não te preocupes, tens imensas pessoas no mesmo barco que tu. Mas, acima de tudo, não te arrependas. E se te arrependeres, faz questão de saber que não é tarde demais.

A Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (FLUL) nunca tinha sido uma opção minha. Nunca tinha ponderado sequer candidatar­-me, e, sinceramente, não tinha conhecimento do curso de Ciências da Cultura. Decidi candidatar-­me porque uma amiga minha me sugeriu, e o meu arrependimento é nulo (acreditem que ainda faço uma festa por causa disto, porque sou das poucas que não se arrependeu).

O meu curso, apelidado de CC na FLUL, tem a duração de 3 anos e é uma licenciatura que tem como base diversas cadeiras de cultura, e tantas outras mais direccionadas para a comunicação. As cadeiras de cultura percorrem a história, desde a Grécia Antiga (Cultura Clássica) até à Cultura Moderna ­e são uma verdadeira linha cronológica (que não precisa de ser historicamente seguida, apesar de estar tudo interligado) cultural. Para além da história e cultura até ao período em que nos encontramos, o curso também tem cadeiras como Cultura e Sociedade, História das Ideias Contemporâneas, Cultura Visual, entre outras, em que se fala sobre sociedade e o mundo que nos rodeia. Estudam-­se diversos conceitos relacionados com "cultura", aprende­-se sobre a sociedade, o desenvolvimento de ideias e do mundo. É uma panóplia de cadeiras de estudo de processos sociais.

Em relação às cadeiras de comunicação as coisas são um pouco mais complexas. Admito que me desiludiram em certa parte, porque esperava algo mais prático e mais direccionado para a comunicação social. Acabam por ser cadeiras teóricas (pelo menos as que tive até agora), em que se aprende sobre comunicação, como funciona a transmissão de informação até ao receptor, bastantes conceitos relacionados com a área, estuda-se também a publicidade, conseguindo também estimular a criatividade dos alunos através de certas matérias e trabalhos sugeridos, para além de que desenvolvemos facilmente o espírito crítico. Não está directamente relacionado com comunicação ­ pelo menos não como eu pensava (julgava ser algo prático e relacionado com jornalismo) contudo elucida bastante sobre a área em questão.

Como em todos os cursos da instituição onde estudo, temos cadeiras opcionais para escolher, de modo a completar os créditos necessários, nas quais podemos escolher línguas. Contudo, o curso de Ciências da Cultura tem Inglês como língua obrigatória e faz­-se até ao fim da licenciatura, tendo um nível todos os semestres. Na minha opinião, acho isto óptimo porque é uma forma de estudarmos e de se aperfeiçoar a língua, que iremos, certamente, necessitar de falar quando entrarmos no mercado de trabalho.

Na licenciatura está incluído estágio proposto pela faculdade, com diversas parcerias (se não estou em erro, os estágios mudam todos os anos), mas o local de estágio também pode ser proposto pelo aluno. Para além de estágio, também há seminário, como opção a quem não vai estagiar. A realização do estágio tem uma duração mínima de 120 horas, e pode ser feito tanto numa entidade pública, como numa privada.

Conheço quem não goste do curso. É muito teórico, e super trabalhoso, algumas cadeiras são aborrecidas, vão encontrar professores muito tramados e bastante dispersos (apercebi­-me também de que dar cadeiras relacionadas com cultura pode dar com alguém em doido;­ muitos professores meus são verdadeiros exemplos disso!), mas não é algo impossível. Acima de tudo é necessário ter muitas bases de cultura geral para podermos, de certa forma, entender certas referências feitas pelos professores (que supõem, obviamente, que conheçamos), e cabeça para aprender tantos conceitos e interiorizar e estudar a linha cronológica até à actualidade. Algo que me agrada bastante no curso, é que quase todas as cadeiras ­- ou unidades curriculares, como lhes preferirem chamar -­ estão interligadas, e é possível utilizar isso em frequências e trabalhos. É um curso que acaba por nos enriquecer muito ao nível cultural, não em relação a culturas de países, mas sim das sociedades do mundo.

A licenciatura tem diversas saídas profissionais, uma não muito vasta lista, mas todas elas relacionadas com cultura, onde também são aplicados os conhecimentos de comunicação que aprendemos no curso. Para mais informações, podem visitar o site onde está descrito o curso.

E agora vos dou o meu testemunho face todas estas explicações super sérias do curso: não me arrependo, mas dou com aquilo em doida! Já cheguei a puxar cabelos por causa de professores, a roer as unhas e até a chorar devido à pressão. Apanhei um trauma com uma professora que me chumbou com 9,4 no primeiro semestre do meu primeiro ano, e o mundo caiu­-me porque não pensava que aquilo fosse possível. Mas foi! Eles têm a faca e o queijo na mão, e nós estamos ali no meio, a rezar a todos os santinhos da cultura para que o fim seja benéfico para nós. E, caso escolham este curso, não sejam totós como eu fui: comprem livros em segunda mão  e depois vendam-­nos caso vejam que não precisam deles futuramente.

Foi graças ao segundo semestre do primeiro ano (terminei agora o segundo ano do curso), que descobri, de certo modo, a minha "vocação". Jornalismo cultural é o que quero seguir, e compreendi que não podia estar noutro curso relacionado com jornalismo, porque não me iria proporcionar (e nem iria eu descobrir) esta vertente que tanto me interessa."

diorangel:

- Sweet like a Strawberry Lemonade - Themes -

Adriana, Aluna do Segundo Ano da Licenciatura em Ciências da Cultura na Universidade de Lisboa.

[Se tiverem dúvidas ou questões podem deixá-las na caixa de comentários. A Adriana irá responder às vossas perguntas no mesmo espaço assim que possível.]

Fico em pânico sempre que penso no estágio curricular.

PUBLICIDADE | "Como é que sabemos isto? Sabemos tudo sobre hotéis."

A Trivago elevou a fasquia. Aliou o humor e o mistério ao conhecimento que uma plataforma de pesquisas hoteleiras deve ter e ultrapassou o Booking no campo da auto-promoção ao criar um novo conjunto de anúncios giros, inteligentes e originais que ficam no ouvido e que são comentados entre grupos de amigos e momentos familiares em frente à televisão. Não têm nada de real mas, ainda assim, funcionam. Quem não associou o slogan do título à marca correspondente?

A falta de inovação na parte comunicativa do Turismo é uma das maiores falhas do sector e ver uma plataforma deste estilo a inovar leva-me a acreditar numa área mais moderna e adequada às necessidades actuais do consumidor. Mesmo não sendo utilizadora da plataforma, aplaudo a criatividade da equipa e reconheço-lhe o brilho. E, pelo que tenho ouvido e lido, não sou a única!

Babe <3

Eu sou a pessoa que fotografa tudo excepto uma coisa: concertos. Os concertos são para serem apreciados no momento. Sem fotos.

TEMPO DE ANTENA | Ensino Superior: Relações Públicas e Comunicação Empresarial

"Ao longo da minha vida nunca soube bem o que fazer. Tenho os gostos muito divergentes (o que me dificultou logo a escolha do curso cientifico-humanístico, no 9º ano) e acabei por escolher ciências socioeconómicas, por achar que conseguia ter uma maior liberdade na escolha do meu futuro (como no 12º percebi que não queria nada ligado à matemática, acabei por fazer os dois exames que me faltavam para acabar o secundário em humanidades). Fui entendendo que também não me queria livrar da parte económica e das empresas e por isso decidi que queria ir para Publicidade e Marketing (PM) na Escola Superior de Comunicação Social (ESCS). Infelizmente, por ter mudado no 2º período e não ter tido aulas ou ter tido poucas das disciplinas a que ia fazer exame, acabei por não conseguir ingressar na minha primeira opção contudo delineei uma estratégia para posteriormente retomar os meus planos: entrar em Relações Públicas e Comunicação Empresarial (RP, como nós costumamos dizer) na mesma instituição. 

Eu escolhi a ESCS pois, para além de ser perto de minha casa, pesquisei e descobri que esta Escola era um pouco diferente das restantes do Ensino Politécnico. Na verdade, a ESCS é uma escola com médias altas e ingressar nela não é fácil. Não existem estágios pois os laboratórios (um género de cadeiras) têm o sentido de reproduzir a realidade e lá podemos fazer trabalhos para empresas reais. Por exemplo, "O coração de Lisboa" (sabem a campanha lançada pela Carris e o Metropolitano de Lisboa?) foi idealizada por alunos de Relações Públicas e Comunicação Empresarial, no ano passado.

Mas, o que são as Relações Públicas? É difícil definir este conceito mas, de uma forma mais simples, podemos dizer que é a construção e gestão de relações entre as organizações e os públicos; é fazer com que a imagem que a organização quer passar seja, de facto, aquela que é transmitida (pois, caso isto não aconteça, a reputação da organização pode ser influenciada). As RP possibilitam a compreensão mútua destes agentes através da comunicação e seu o objetivo é a recolha de feedback do público de forma a estabelecer relações benéficas para ambos os lados. Algumas das funções de um RP passam por estabelecem diálogo entre a organização e os públicos, assegurar a divulgação e transparência da organização comunicando os seus valores, gerir os programas sociais e monitorizar os problemas contínuos (de longa-duração), fazer recomendações à gestão e escrever o relatório anual de Responsabilidade Social. Por causa do uso que algumas pessoas dão ao termo (quem nunca teve um colega de 17 ano que se afirmava como RP de uma discoteca?) muitos profissionais das RP intitulam-se de Técnicos de Comunicação. 

Cada semestre é composto por 6 cadeiras (uma delas vale 4 créditos, outra 6 créditos – os laboratórios-, e as restantes 5). No primeiro semestre tivemos: Teorias da Comunicação (uma cadeira mais teórica e comum a todos os cursos), Teoria e Técnica das Relações Públicas (quem entrar neste curso prepare-se para ser assustado com a palavra “Portefólio”, parece ser um monstro devorador de vida mas não é pois apenas exige dedicação), Gestão Empresarial (somos introduzidos aos princípios básicos da gestão), Estatística (em que aprendemos a utilizar o programa SPSS), Laboratório de Comunicação Interpessoal (um mix de psicologia com tudo o que temos de ter em atenção para fazer uma boa apresentação – meninas, preparem os saltos altos e os blazers!) e Comunicação Gráfica (que é o mesmo que Design Gráfico para o curso Publicidade e Marketing e Audiovisual e Multimédia e em aprendemos a utilizar o Illustrator e o Indesign – esta cadeira vale-nos 4 créditos). O segundo semestre foi mais tranquilo em termos de trabalho (habituem-se a ouvir que quem está em RP não tem vida… Isto é verdade em parte porque depois há pessoas como eu que se recusam a aceitar isto e conseguem estar em quase todos os núcleos da Escola). No segundo semestre tivemos Escrita em Comunicação Estratégica (onde aprendemos a escrever corretamente tendo em conta a gramática portuguesa - vale 4 créditos), Análise Social (Antropologia + Sociologia), Estatística Multivariada (uma continuação de Estatística mas mais fácil, na minha opinião), Comunicação e Linguagem (uma continuação de Teorias da Comunicação mas, para mim, menos chata), Teoria das Organizações (o próprio nome não deixa dúvidas…) e, por fim, Laboratório de Relações Públicas (a cadeira em que vão aprender a ser independentes do professor, já que temos toda a liberdade para usar o tempo da aula como quisermos; a professora dá uma ligeira abordagem sobre o trabalho e depois são vocês que têm de o desenvolver em grupo; os trabalhos podem alterar-se de ano para ano mas há um que é sempre certo: o plano de comunicação). 

Para além das aulas também temos os núcleos: a ESCS FM (a rádio), a ESCS magazine (a revista), a escstunis (a nossa bela tuna), o número f (núcleo de fotografia), o 8ª Colina (o jornal), a AEESCS (a associação de estudantes) e o E2 (somos a única escola que possuí um programa de televisão; passa na RTP2, todas as quintas às 16H - salvo erro). Nos núcleos têm várias coisas que podem fazer, podem optar por trabalhar na área que estão a estudar e desenvolver mais as vossas técnicas de trabalho ou podem aprender algo que nada tem que ver com o vosso curso. 

Quanto a saídas profissionais, diz-se por aí que não é muito complicado ter emprego com este curso (nesta Escola). Mas se não se esforçarem, nada feito. Não pensem que é pêra doce. Sangue, suor e lágrimas (mais as lágrimas e também as horas de sono perdidas…). Às vezes vão pensar: “porque é que o dia só tem 24h?!”. Mas deve ser um pouco como em todos os cursos. Por conhecermos muita gente que entra no mercado de trabalho antes de nós, pode ser que tenham sorte e que alguém mais velho se lembre de vocês para certa vaga de emprego. 

O espírito da escola é fantástico. Quem não se limita a ir à escola para tirar o curso ganha, sem dúvida, uma família. Este ano foi um dos mais felizes da minha vida. Aproveitem tudo o que a escola vos dá, as pessoas que conhecem… Aproveitem a praxe e vivam de novo as alegrias que há muito tempo já não tinham. Eu acabei agora o primeiro ano em RPCE e, apesar de não ser o meu intuito continuar neste curso, estou bastante satisfeita por estes dois semestres."

 Babe

Catarina, Aluna do Primeiro Ano na Licenciatura em Relações Públicas e Comunicação Empresarial no Instituto Politécnico de Lisboa.

[Se tiverem dúvidas ou questões podem deixá-las na caixa de comentários. A Catarina irá responder às vossas perguntas no mesmo espaço assim que possível.]

Um dia vou fazer uma road trip daquelas mesmo geniais. Um dia.

AMOR | Juntar Trapos e Casar ou Casar e Juntar Trapos?

Nestes (quase) vinte anos de vida fui a dois ou três casamentos dos quais não me recordo. E a dois dias de ir a mais um - o primeiro com idade suficiente para reparar nos detalhes e perceber o que raio se está a passar - dou por mim a pensar no quão importante é - ou não - assinar um papel que nos une à pessoa com quem estamos. Será apenas uma formalidade ou será algo imprescindível?

Agora que as etapas se inverteram e existe uma espécie de teste na junção dos trapinhos e na adopção de um animal de estimação antes de passar ao casamento propriamente dito, toda essa união passa a ter um peso diferente na relação. Ou será que não?

Se por um lado me questiono se as pessoas têm efectivamente receio do compromisso e se procuram a facilidade de ruptura (porque, se correr mal, seguem-se caminhos distintos e não há satisfações a dar nem advogados ou papéis à mistura), por outro também me pergunto se não se trata duma estratégia financeira, onde o dinheiro não é sequer visto como um impedimento para uma vida a dois. Qual das hipóteses será?



Texto escrito em: 16 de Julho de 2015
euoria:

Boho  Indie

Quando me disseram que os anos de Faculdade iam passar num instante eu nunca pensei que fosse "um instante ninja".

LUCKY 13 | De Cara Lavada

Sou uma info-naba assumida portanto, na hora de criar o blogue - há dois anos atrás - escolhi um design simples que não exigia grande manutenção e que reunia aquilo que eu pretendia: um título chamativo e uma página extremamente organizada. No entanto, com o tempo, deixei de ser capaz de me identificar com vários detalhes e passei a querer um blogue mais intuitivo, mais fácil de consultar, mais apelativo, mais personalizado, mais meu

E assim surgiu a ideia de remodelar o blogue baseando-me em dois pontos principais: actualizar os elementos essenciais que já existiam - redes sociais, widget de seguidores, tipos de letra, organização de textos (...) - e incluir novos elementos - uma barra superior dedicada às redes sociais e uma forma mais bonita de chegar aos temas que nos interessam.

A ideia inicial passou pela ilustração de cada uma das temáticas mas depois de fazer o teste com algumas fotografias da minha autoria fiquei rendida. Porque não? Afinal, as ilustrações existem em muitos dos blogues que sigo e as fotografias acabam por ser uma novidade totalmente personalizada (pelo menos na parte da blogosfera que eu conheço). Deu trabalho (e o Gui - que aturou todas as minhas mariquices e que merece um agradecimento do tamanho do mundo - que o diga!) mas valeu a pena. Quando abrem o blogue encontram as sete categorias que eu acho que fazem sentido destacar e quando clicam no último quadradinho são direccionados para uma nova página onde encontram toooodos os outros temas. É uma forma bonita de demonstrar a diversidade de assuntos abordados. O meu maior receio é fartar-me destas fotografias e sistema mas, com o tempo, logo veremos.

O que não mudou: a simplicidade da página e o cabeçalho - que já funciona quase como imagem de marca do blogue e que só foi redimensionado para se enquadrar no novo espaço. O que mudou: o tipo de letra, as cores (adeus cor-de-rosa irritante!), a organização de publicações, as larguras, a barra superior, a Carolina. Opiniões?

🍦

Fico sempre chocada com a quantidade de dinheiro que gasto em comida todos os meses.

DESPORTO | Iker Casillas no FC Porto

Quando começou todo o burburinho à volta da transferência do Iker Casillas para o FC Porto, eu torci o nariz e fiquei reservada quanto à mudança de clube. Não por não gostar do guarda-redes - porque gosto muito, até - mas porque, por muito que goste dele (é possível não gostar?), este me pareceu um negócio absurdo. É uma operação de risco. Mediática - muito mediática - mas de risco.

O FC Porto tem, de momento, trezentos e cinquenta e quatro guarda-redes e contratar o Casillas pareceu-me desnecessário. Mas é o Iker, não dá para dizer que é mau negócio ainda que o jogador não seja o mesmo de há quatro anos atrás. É uma transferência que me deixa com algumas dúvidas mas que vem acompanhada de algumas certezas: o FC Porto ganha muito com a chegada do Casillas, pelo menos no que diz respeito a fãs do sexo feminino, publicidade, patrocínios e demarcação internacional. Se vai ser ou não titular, eu não faço ideia nem tão pouco me arrisco a responder porque continuo um pouco reservada relativamente ao negócio propriamente dito. Porém, gosto agora um bocadinho mais do FC Porto, isso gosto.