Thirteen

CINEMA | RoboCop [1987]

Talvez por terem chegado ao mundo no mesmo ano, o Gui adora o "RoboCop" e não me perdoaria se eu recusasse ver com ele o filme do polícia do futuro. Assim, esta semana, lá lhe fiz a vontade e não pude evitar uma confissão: este é um filme que justifica o seu sucesso e eu podia perfeitamente tê-lo visto antes sem ter torcido o nariz.

"RoboCop" é uma longa metragem de acção policial que retrata o combate ao crime em 2028 numa esquadra americana escolhida para testar um novo elemento: um robot cujo programa assume a possibilidade de aprendizagem e o torna indestrutível às mãos dos criminosos. Uma novidade cinematográfica que se apresenta em formato de robot com partes de homem e não de homem com partes de robot.

À primeira vista, o argumento parece simples e pouco espectacular ou cativante para quem não é verdadeiramente fã deste tipo de filmes mas se observarmos bem a época em que foi realizado (anos 80, amigos!), percebemos que este é um filme de vanguarda que merece reconhecimento. Afinal,"RoboCop" acaba por ser uma obra visionária - entre tiros e muito sangue - pelos temas abordados (o crescimento populacional, a privatização de alguns serviços básicos, a influência das empresas e por aí em diante) e pela pergunta que espreita a cada cena entre efeitos especiais pormenorizados: o que faz do Homem aquilo que ele é?

É um filme violento que não agrada toda a gente. É. Há mãos a serem arrancadas e troncos a serem trespassados violentamente por balas. Porém, numa época anterior ao digital, vemos figurinos bem construídos (a armadura de robot é genial e super detalhada!), boas caracterizações e maquilhagens e boas relações entre computadores e humanos à excepção duma queda que nos desilude pelo irrealismo e que só deixamos passar pela data de realização.

Contudo, o filme que podia ser conhecido unicamente pela pancadaria sem fim - porque é isso que causa impacto no espectador durante a maior parte do tempo - faz referências deliciosas a memórias e sentimentos que nos são familiares e que humanizam o filme duma forma interessante, dramática mas pouco romantizada e sem colocar as personagens demasiado dependentes de estereótipos. "RoboCop" vale pela técnica, pelo argumento, pelo elenco e pela visão totalmente futurista. Há algumas falhas e algumas pontas soltas ao longo da história mas, no geral, isso pouco importa porque aquilo que deve ser destacado está lá sem grandes rodeios.


O slogan dramático e épico. Não falha.

4 comentários:

  1. Acho que já vi o filme, sinceramente não me lembro :/

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  2. Vi este filme aqui há tempos em família e gostei de ver o fascínio do meu pai por o ter revisto x) Eu gostei, não é o tipo de filmes que gosto de ver, mas proporcionou um bom serão.

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