Thirteen

O mundo divide-se entre as pessoas que dizem "bacia" e as que dizem "alguidar".

TEMPO DE ANTENA | Ensino Superior: Medicina

"Desde pequenina que quero ser médica - em parte influenciada pelo meu irmão, uma vez que, quando nasci, já ele frequentava o primeiro ano do curso que lhe daria acesso a esta profissão. No entanto, sempre pensei no assunto de forma consciente e nunca quis ir para Medicina só por ter um familiar na área ou por até tirar notas boas. E isso fez com que, no secundário, me questionasse: era mesmo aquilo que queria?

A resposta chegou com os resultados do 11º ano: foi quando vi a minha média de dois anos baixar imenso por causa de dois exames que percebi que Medicina era realmente o meu sonho desde pequenina, e que me estava a escapar. Parece irónico, mas foi quando as incertezas em relação à minha entrada neste curso surgiram que ganhei certezas do que queria no futuro. E a partir daí foi mais fácil.

No 12º ano, na primeira fase, não só fiz os exames de Português e Matemática A como repeti os do ano anterior. Desta vez, o trabalho foi recompensado e a maior experiência e maturidade favoreceram-me: consegui resultados que me garantiram uma média de acesso ao ensino superior bastante confortável. Só faltava escolher.

Não hesitei em gastar as seis opções com cursos de Medicina (e preenchi mesmo as seis porque, apesar de estar confiante, nunca se sabe…). Felizmente, e apesar de o caminho ter sido tortuoso, entrei na minha primeira opção, a FMUP (que é, atualmente, a minha segunda casa). Coloquei esta faculdade no topo das minhas escolhas pelo prestígio, pelas oportunidades que oferece, pelo método de ensino, pelos testemunhos de outras pessoas, pela localização (não fosse o Porto a minha cidade do coração!) e pela relativa proximidade a casa. E mesmo hoje, apesar de tudo, não me arrependo.

Ainda não sei o que o futuro me reserva, não sei que especialidade seguirei (e, com todas as mudanças que estão a haver, ainda nem sei como será a minha prova de seriação para escolha de especialidade – porque o famoso Harrison será, muito provavelmente, aniquilado até que chegue a minha altura – nem se terei o Ano Comum – já que estão a pensar extingui-lo, se o 6º ano for profissionalizante quanto baste). No entanto, sei que, de cada vez que chegar ao meu local de trabalho (seja no bloco, no centro de saúde, no serviço de urgência ou noutro lugar qualquer), não saberei o que me espera. E esta é uma das coisas que mais me fascina, tanto na profissão que irei ter como no meu curso: a falta de monotonia. De facto, apesar de os 3 primeiros anos de curso serem mais teóricos (e de nos restantes 3 passarmos pelas diferentes especialidades e termos uma maior noção da prática clínica), a verdade é que nunca o são verdadeiramente, incluindo, até, bastante prática. Até agora, já usei n vezes o microscópio em Histologia, fiz casos clínicos e simulações em Fisiologia, virei ratinho do laboratório nas cadeiras da área da Biologia e Bioquímica, debati-me com o SPSS em Bioestatística, rezei para que os cálculos dessem certo em Epidemiologia e estudei com recurso a cadáveres em Anatomia (sendo esta uma grande mais-valia da FMUP, pois nem todas as faculdades de Medicina do país oferecem esta oportunidade).

No entanto, nem tudo é bom! Sempre me disseram que o difícil era entrar, mas eu cá acho que é difícil mantermo-nos no curso. A pressão é enorme (especialmente na época de exames), há cadeiras e cadeirões (e CADEIRÕES!), muitas horas de sono ficam perdidas, os dezoitos, dezanoves e vintes deixam de ser uma constante e, de repente, há onzes que parecem vintes e por vezes um dez já é bom… Para além disso, não demorou muito até perceber que aquela que é por muitos apelidada de «melhor faculdade do país» também tem as suas falhas, e o meu ano foi cobaia de uma reforma curricular que causou (e continua a causar) os seus problemas... Porém, as adversidades existem em todo o lado e não há nada como limpar as pedras dos sapatos e continuar a caminhar. Quando se gosta, tudo se faz.

Aos aspirantes a médicos (e aos caloiros em geral, que muito do que vou dizer a seguir também se aplica), muita calma. Lutem pelos vossos sonhos e, se o plano A não funcionar, lembrem-se que há mais letras no alfabeto. Não deixem que uma falha vos defina. Tentem distribuir bem o tempo e ocupar parte dele com pessoas e coisas de que gostem, sempre (vão precisar, para bem da vossa sanidade mental!). Estudem muito mas, acima de tudo, estudem bem. Experimentem a praxe (não há nada como tentar e eu até gostei da praxe da minha instituição). Desfrutem destes anos, que dizem ser os melhores das nossas vidas - a minha curta experiência ainda não mo permite confirmar (ainda assim, já posso afirmar, com toda a certeza, que podem ser muito bons...). E, para finalizar, nunca se esqueçam da máxima de Abel Salazar: "O Médico que só sabe Medicina, nem Medicina sabe.".

Pinterest: descubre y guarda ideas creativas

Ju., Aluna do Segundo Ano do Mestrado Integrado em Medicina na Universidade do Porto.

[Se tiverem dúvidas ou questões podem deixá-las na caixa de comentários. A Ju. irá responder às vossas perguntas no mesmo espaço assim que possível.] 

Outras perpectivas sobre Medicina: AQUI | AQUI

Perdeu-se totalmente a noção de "privacidade". 

CINEMA | Mission: Impossible - Rogue Nation [2015]

Não vi - pelo menos não de forma atenta e irrepreensível - os quatro primeiros filmes da saga "Missão: Impossível" mas na passada sexta-feira optámos pelo mais recente e eu não fiquei nada desiludida. Aliás, fiquei até surpreendida com o resultado. "Missão: Impossível - Nação Secreta" é o típico filme de acção sobre espionagem - com muita porrada, bons carros, armas e explosões - mas é também um filme que se destaca pelas questões mais técnicas e que nos entretém duma forma inteligente ao longo de duas horas.

"Missão: Impossível - Nação Secreta" conta com um bom elenco e um argumento bem construído que nos vai surpreendendo e envolvendo pelas reviravoltas constantes. A certo ponto desconfiamos de tudo e, apesar de sabermos como vai acabar, continuamos atentos aos detalhes que nos revelam um pouco mais sobre a personalidade de cada uma das personagens. Não é propriamente uma obra revolucionária mas é uma longa metragem divertida e conta com uma banda sonora que aproveita bem o clássico da saga. Gostei que houvesse algumas piadas pelo meio, muitas paisagens bonitas, figurinos elegantes e diversidade de cenários. Vale a pena.


Coisas boas desta vida: aquela felicidade que não nos cabe no peito e que não nos deixa dormir pelo friozinho que nos provoca na barriga.

TURISMO | Turismo da Morte

O "Turismo da Morte" é um segmento relativamente recente que se prende com a (i)legalidade da Eutanásia; é o acto de viajar para outro país - onde a Eutanásia é legal - com o objectivo de recorrer ao suicídio assistido. É um tipo de Turismo muito popular na Suíça, por exemplo, e nada tem a ver com visitas a cemitérios (a isso chamamos "Necroturismo"). O doente terminal viaja com a sua família à procura duma morte digna (prática à qual não tem acesso no seu país de origem) e evita os tratamentos dolorosos e as dificuldades que a sua patologia acarreta.

Contudo, existem países - como a Holanda, se não estou em erro - onde a Eutanásia é legal apenas para os seus residentes (os cidadãos do país podem recorrer à Eutanásia mas os estrangeiros não podem viajar com esse objectivo) e existem ainda outros onde a Eutanásia é totalmente ilegal - como acontece em Portugal. No primeiro caso funciona como uma espécie de salvaguarda política que evita algumas situações internacionais e a questão que se coloca é só uma: será correcto validar ou negar o acesso à Eutanásia pela nacionalidade do cidadão que a procura?

Confesso que ainda não tenho uma opinião bem formada sobre este assunto. Já ouvi opiniões contraditórias sobre a Eutanásia e o "Turismo da Morte" mas ainda não fui capaz de apoiar inteiramente nenhuma das teses. É um tema delicado que envolve questões éticas, financeiras, políticas e culturais e se por um lado sou a favor da legalização da Eutanásia (com protocolos e regras bem definidas), por outro a questão do "Turismo da Morte" deixa-me um pouco apreensiva pelo simples facto de ser muitas vezes vista como um negócio privado.

Italian dinner 🇮🇹

Em termos gastronómicos, acho que seria muito feliz - e gorda - em Itália.

LUCKY 13 | Uma Questão de Privacidade

Recentemente fui contactada por um programa de televisão. Estavam a preparar um episódio sobre problemas de ansiedade e ataques de pânico, viram as minhas publicações sobre o assunto e convidaram-me para uma entrevista que poderia resultar numa ida ao estúdio para uma conversa em directo. Recusei. Vergonha? Medo? Insegurança? Não. Privacidade.

Comecei a escrever sobre problemas de ansiedade e ataques de pânico (AQUI) com o objectivo de ajudar as pessoas que lidam com as mesmas questões mas nunca, em momento algum, me expus demasiado ou contei mais do que aquilo que seria aceitável aos meus olhos se estivesse do outro lado. Estes são temas que devem ser abordados, debatidos, falados e transformados em algo natural - porque existem aos montes e não vão desaparecer apenas porque decidimos ignorá-los - mas também são temas pessoais que, na minha óptica, não devem ser expostos sem ponderação. Não condeno quem aceita tais convites nem aponto o dedo a quem dá o seu testemunho num canal de televisão nacional mas, no meu caso e segundo as minhas regras pessoais, é algo que não faz sentido.

Aceitar o convite implicaria contrariar aquilo que defendo. Implicaria ignorar a tal distinção entre pessoal e íntimo que tantas vezes refiro e, optando pela vertente anónima da reportagem, implicaria deixar de dar a cara pelas minhas opiniões e palavras. Estaria a quebrar as minhas próprias regras e os meus próprios valores. Preferi recusar.

Eu tomei a decisão de escrever sobre o assunto no blogue por achar que podia mudar alguma coisa no mundo (ingénua - já sei) mas também fiquei de pé atrás antes de carregar no botãozinho cor de laranja porque não me esqueci que esta é uma página que QUALQUER pessoa pode ler. Reli os textos as vezes que foram precisas e editei-os até restarem apenas três coisas: 1) a confirmação de que também eu lido com a ansiedade e o pânico, 2) as ferramentas ou palavras que sei que ajudam quem vive com o mesmo problema e 3) um olhar crítico - racional, até - perante a situação.

É assim que eu tento ajudar: não falo dos meus episódios mais negativos nem abordo situações concretas mas esclareço as dúvidas que me colocam, aconselho da melhor forma que consigo quando me contactam, partilho dicas (como ESTAS, ESTAS e ESTAS), tento mostrar que há mais gente no mundo com a mesma dificuldade, que é possível melhorar, lidar com isso, viver com tal característica sem medicamentos, químicos, tratamentos de choque. Eu ajudo como posso sem comprometer a minha personalidade ou os meus valores. E é assim que pretendo continuar.


Não vou mencionar o nome do canal nem o nome do programa porque não sei até que ponto estou autorizada a fazê-lo. Espero que compreendam.

Desde quarta-feira que estou oficialmente matriculada no último ano da Licenciatura. Nem acredito que já sou finalista...!

SAÚDE | (Mais) 3 Dicas Para Combater a Ansiedade

Praticar desporto. Nunca me tinha apercebido que o exercício físico me ajudava a reduzir os níveis de ansiedade até ter ficado um ano parada graças a incompatibilidades de horário. O desporto permite-nos abstrair dos nossos pensamentos mais obscuros e confere-nos uma sensação de relaxamento e bem-estar que, para além de nos beneficiar a muitos níveis, nos ajuda a estabilizar os problemas relacionados com o sono e os níveis de adrenalina. Por consequência, praticar desporto relaxa-nos. Mas não vale fazer uma caminhada apenas quando o rei faz anos. Para resultar, tem de ser um hábito, uma coisa frequente, uma rotina. Duas ou três vezes por semana, no mínimo. E não importa se é dança, corrida, basquetebol, ginástica, lançamento do peso ou caminhada. Vale tudo.

Estabelecer rotinas de sono. Ter horas para adormecer e acordar. Fazer exercícios de respiração e de relaxamento antes de adormecer. Tomar um chá calmante antes de ir para a cama ou até um banho quente, se ajudar a melhorar a qualidade das horas de sono. Enquanto dormimos produzimos hormonas que nos ajudam a andar mais tranquilos durante todo o dia e estabelecer uma rotina de sono (dormindo sempre as 7-8 horas necessárias ao nosso organismo) permite-nos descansar verdadeiramente sem abrirmos os olhos com aquela sensação de atropelamento.

Ouvir música e/ou ler. Foi uma dica que aprendi recentemente mas que funciona relativamente bem não só porque me distrai mas também porque, para além de me dar aquelas energias positivas que todos precisamos, me ajuda a ter tempo para mim e a relaxar sem sequer pensar em tal objectivo. Música clássica ou músicas mais calmas que (quase) todos os artistas têm são uma boa opção (eu prefiro os instrumentais mais ou menos mexidos enquanto faço outras coisas, por exemplo) e livros felizes, com histórias bonitas ou até mesmo livros informativos (gostam de moda? de fotografia? de decoração? de jardinagem? de informática?) também são boas hipóteses. Em épocas mais críticas evitem a música pesada ou os livros que mexem brutalmente com as nossas emoções e nos deixam em taquicardia.


O amor ensinou-me a ser mais paciente e tolerante.

CORPO | Manteiga Corporal de Karité, The Body Shop

Com o tempo aprendi a estabelecer rotinas de cuidados para a minha pele. E durante esse processo comecei a dar mais atenção a alguns produtos e marcas que, até então, não me cativavam tanto. Passei a valorizar outros tipos de cosméticos - sobretudo aqueles que contêm ingredientes naturais e que são postos à venda por marcas com bons valores, que não testam em animais - e a compreender melhor as suas funções - usar o mesmo creme todos os dias, seja Verão ou Inverno, esteja mais ou menos hidratada, já não é para mim. E foi assim que me rendi às manteigas corporais. 

Numa visita a uma das lojas The Body Shop escolhi uma manteiga corporal de Karité. Como é indicada para peles secas pareceu-me ideal para as minhas pernas - que, dum momento para o outro, ficaram excessivamente desidratadas, sensíveis, irritadas - e hoje escrevo uma publicação a confirmar a minha intuição: este creme tem feito maravilhas pela minha pele quando aqueles que eu utilizava anteriormente já não originavam efeitos suficientemente satisfatórios. 

Apesar de ser uma manteiga corporal - o que significa que tem uma textura mais pesada do que a os cremes a que estava habituada - não deixa a pele pegajosa, hidrata ao longo de todo o dia e deixa um cheiro suave e agradável que desaparece gradualmente sem se transformar num aroma enjoativo. O preço não é o mais apelativo mas as promoções compensam e o produto vale cada cêntimo especialmente pela sua durabilidade. Gosto muito.

x | via Tumblr

O mundo divide-se entre as pessoas que dizem "à minha beira" e as que dizem "ao pé de mim".

ATUALIDADE | Goodbye, Dust Lady

Marcy Borders tinha 28 anos e estava a trabalhar há um mês no Bank of America quando as Torres Gémeas sofreram o atentado em Setembro de 2001. Sobreviveu. Ignorou as instruções que lhe deram para esperar pelos bombeiros e correu pelas escadas em direcção à rua. "Só dizia para dentro e em voz alta que não queria morrer." Marcy estava no 81º andar e, quando procurava a saída, foi fotografada por Stan Honda - que a transformou num ícone de sobrevivência após um ataque de maldade. Desde então que é conhecida como "The Dust Lady".

Hoje dizemos-lhe adeus. Com 42 anos, Marcy faz parte das estatísticas referentes às vítimas de cancro. O atentado destruiu-lhe a vida pela depressão profunda que lhe proporcionou e mesmo depois do álcool, das drogas, do isolamento, da perda da guarda dos filhos, foi o cancro que a derrotou. Quantas dificuldades tem de suportar uma só pessoa?


Esta será sempre uma fotografia icónica.
💕

Oeste é o lado do Oceano e Este é o lado de Espanha. Foi assim que aprendi.

TURISMO | O Lado Negro

O sector do Turismo é fascinante pela sua multidisciplinaridade e pela quantidade de áreas de acção em que se divide mas é também assustador pelo seu lado negro e pelos segmentos que alimentam economias paralelas e atentados contra os Direitos Humanos. Alguma vez ouviram falar em Turismo de Morte, Turismo de Drogas, Turismo Sexual ou outros termos menos positivos? A verdade é que todos existem e apesar dos nomes assustadores, são segmentos legais em muitos países. Em Portugal, nenhum destes é permitido.

Contudo, existem sempre os dois lados da moeda. Se por um lado a Eutanásia, o consumo de drogas e a prostituição são legais em muitos locais que gerem correctamente tais práticas, por outro também estão associados ao Tráfico Humano, ao Tráfico de Órgãos, à Exploração Infantil e a crimes pesados. O sector do Turismo é um dos mais difíceis de controlar e existe mesmo um lado negro e sombrio que muitas vezes nos passa ao lado. É importante perceber que o Turismo vai muito além daquilo que observamos como turistas - para o bom e para o mau.


Fotografia do Projecto "Los Intocables" de Erik Ravelo.
araliaah:

😞

O mundo divide-se entre as pessoas que dizem "almofada" e as que dizem "travesseiro".

TELEVISÃO | DogTv

Enquanto deprimia no sofá e fazia zapping enrolada numa manta descobri um canal que nunca pensei que existisse: DogTv - um canal para cães. As transmissões variam entre horas de relaxamento e horas de estímulo e o canal - bloqueado cá em casa porque ninguém por aqui pagaria 4,99€/mês por uma coisa destas - tem um só objectivo: fazer com que os cãezinhos não se sintam sozinhos. 

Podia dizer muita coisa sobre este assunto mas fiquei tão surpreendida e parva com isto que deixo só um par de questões: há mesmo quem pague 5€ por mês para estupidificar o cão em frente à televisão? E há algum cão que fique quietinho em frente à televisão enquanto o dono faz o jantar? Mistérios.


Quando é que acabam com a parvoíce das touradas?

CINEMA | La Cage Dorée [2013]

"A Gaiola Dourada", em português. Vi na semana passada e, ao contrário de muita gente, gostei bastante. As minhas expectativas não estavam muito elevadas mas depois de tantas críticas negativas em tantos blogues esperava algo totalmente desprestigiante e injurioso. E não foi isso que vi.

Esta é uma comédia baseada em estereótipos com muitos clichés mas é uma comédia que entretém, que retrata pormenores interessantes e que, apesar de não ter um argumento fabuloso, tem um elenco bem estruturado (palmas para as participações de Rita Blanco e de Joaquim de Almeida!), paisagens bonitas e uma boa banda sonora. No geral, o Ruben Alves - filho de emigrantes portugueses - fez um bom trabalho e criou um filme divertido com um toque francês, detalhes culturais e valores bonitos de trabalho, coragem e orgulho.

Apesar de não ser nada de muito profundo ou intelectual e apesar de ter alguns pormenores que caem de páraquedas só pela piada, esta é uma longa metragem que faz boas referências à saudade portuguesa, ao amor pela pátria, aos hábitos de quem está fora, à aculturação e aos desafios do quotidiano num país diferente estereotipando também as personagens com maior poder financeiro.

Sei que muita gente ficou ofendida com algumas abordagens do cineasta mas eu não me senti gozada nem achei que, como portuguesa, tenha sido apelidada de ignorante só porque as personagens principais têm profissões mais simples (afinal, foi isso mesmo que aconteceu na década de 60; não é motivo de drama ou vergonha e esta exposição não deve ser vista como um insulto). O filme é baseado em estereótipos e deve ser levado na brincadeira.

fashion-clue:

www.fashionclue.net | Fashion Tumblr, Street Wear & Outfits

Enquanto as pessoas não compreenderem que o conceito de caro é relativo, continuarão a existir discussões desnecessárias.

NOVA IORQUE, EUA | 9/11 Memorial

Quando estive em Nova Iorque visitei o Memorial do 11 de Setembro. E se por um lado senti que as vítimas do atentado estavam MESMO a ser homenageadas ali, por outro experimentei também uma sensação de impotência e pequenez. Afinal, até onde vai a maldade do Homem? 

O Ground Zero liberta uma carga emocional enorme e as vítimas têm mesmo um lugar de destaque tanto no espaço exterior - solene, de reflexão, de respeito, de silêncio - como no Museu (que foi aberto ao público em 2014 e que, por isso, não tive oportunidade de visitar). Todos os nomes estão gravados à volta das duas estruturas construídas nos locais onde as Torres existiam e isso dá-nos uma perspectiva diferente perante o ataque. As pessoas não são números. Têm nomes, famílias, histórias, objectivos.

O Memorial do 11 de Setembro é um murro no estômago. Acaba por ser um espaço bem pensado pelo som da água e pela sombra das árvores que nos transmitem alguma tranquilidade mas não deixa de ter o significado que tem e não há nada que nos faça esquecer as imagens dos aviões, das torres, das vítimas desesperadas que saltaram dos andares mais altos, dos bombeiros, do fumo. 

É um local pesado mas é também um local que quero visitar novamente. Sei que vai ser complicado lidar com as emoções ao visitar o Museu do Memorial (que, segundo o que sei, recolhe todos os elementos que, de alguma forma, fizeram parte do ataque - desde as mensagens deixadas pelas vítimas às colunas que sobraram da destruição das Torres - e destaca os falecidos como individuais ao expôr as suas fotografias e ao dar ao visitante a oportunidade de saber mais sobre cada um deles) mas é algo que tenho que fazer se a oportunidade voltar a surgir. Mesmo sendo um murro no estômago, é um daqueles murros no estômago que todos precisamos de vez em quando, que nos tornam mais humanos e sensíveis.

Pizza is love

Coisas boas desta vida: jantares a dois. E não importa se é comida chinesa ou italiana.

VIDA ACADÉMICA | Duplas Licenciaturas

As Duplas Licenciaturas são comuns noutros países (Inglaterra, Espanha, Estados Unidos...) mas, em Portugal, ainda não são vistas com bons olhos. Para já - e apesar de algumas Universidades Públicas terem manifestado a sua vontade de as incluir na sua oferta formativa - são leccionadas nas Universidades Privadas e, só por aí, são criticáveis aos olhos de muita gente. Mas, afinal, em que consistem e porque têm sido alvo de tanta polémica? 

Uma Licenciatura Dupla é uma Licenciatura mais longa que confere ao aluno o grau de Licenciado em duas áreas que se sobrepõem. É uma Licenciatura de quatro ou cinco anos - dependendo da Universidade e dos cursos seleccionados - onde se aproveitam as cadeiras que os dois Planos Curriculares têm em comum. 

Ao contrário do que muita gente pensa e diz, não é permitido fazer uma Dupla Licenciatura em áreas não complementares; se o aluno escolhe formar-se em Ciências da Comunicação não pode somar cadeiras de Engenharia Civil ao Plano de Estudos nem fica com uma Licenciatura em cada uma dessas áreas. Para lhe ser conferido o título de Licenciado em Ciências da Comunicação e em Engenharia Civil continua a precisar de duas Licenciaturas diferentes. A modalidade de estudos da Dupla Licenciatura só é aplicada a áreas que se enriquecem mutuamente (como Comunicação e Marketing ou Direito e Gestão, por exemplo).

Se eu fizer uma Licenciatura em Comunicação e se mais tarde quiser fazer, na mesma instituição, uma Licenciatura em Marketing, provavelmente terei equivalência às cadeiras que fiz na primeira Licenciatura e que existem novamente no segundo Plano Curricular, correcto? No caso da Dupla Licenciatura o sistema é o mesmo. A única diferença é que, nessa situação, o aluno tem mais cadeiras por semestre conseguindo concluir cadeiras de duas Licenciaturas por um preço mais convidativo, sem reinscrições na Faculdade ou somas de matrículas e taxas de candidatura. Em vez de cinco ou seis cadeiras por semestre, o aluno da Dupla Licenciatura tem sete ou oito e consegue uma formação complementar, com cadeiras que não teria na Licenciatura normal. E é uma vantagem para quem consegue lidar com o aumento da pressão, do trabalho, dos elementos de avaliação e da carga horária.

Na minha opinião, a única polémica que poderá eventualmente surgir está exclusivamente relacionada com o número de equivalências dadas entre os dois Planos Curriculares e não tanto com o tempo que um estudante demora a concluir um curso (ou dois). No entanto, não me sinto à vontade para escrever sobre essa questão pois não tenho conhecimentos suficientes para debater esse tema; não estou numa instituição onde existem Duplas Licenciaturas nem conheço ninguém que esteja a fazer uma. Para mim, a ideia do 2 em 1 é boa e, se funciona em muitos outros países, poderá perfeitamente ser vantajosa para os alunos que a seleccionam em Portugal. Isto se for bem implementada, claro.

Collect the letter W here.

O mundo divide-se entre as pessoas que dizem "duplo V" e as que dizem "dabliú".

BLOGOSFERA | (In)Coerência

Quando temos um blogue as pessoas assumem automaticamente que não podemos crescer ou mudar de opinião. Se não gostávamos de amarelo há um ano atrás, é totalmente errado comprar uma camisola amarela hoje. Se não tínhamos paciência para jogos de carros há seis meses e se dizemos que passámos bons momentos a jogá-los ontem, então fomos nitidamente pagos para isso. Porque a coerência é tudo. E não vale a pena dizer que gostamos de saias de ganga se as odiávamos há cinco anos atrás.

Novidade: as pessoas crescem, os gostos mudam, as almas evoluem, as atitudes alteram com o tempo. E se aceitamos isso num amigo, porque não podemos aceitá-lo num blogue? Porque é que tuuuudo tem de ser automaticamente associado a publicidade, a troca de favores, a comércio? Porque não pode ser apenas influência, mudança, crescimento?

Não sou a mesma pessoa que era há dois anos atrás e nem acho que seja aceitável estagnar no tempo e no leque de interesses. Há um mundo para descobrir, um planeta de cores, padrões, modelos, tecidos, visões. Ficar limitado àquilo que já gostamos e conhecemos é ficar dentro duma caixa enquanto a vida nos passa pela frente. Há tantos sítios onde ir, tantos pratos para provar, tantas colecções novas prestes a sair, tantas opiniões que mudam pelas notícias que lemos e experiências que vivemos... Qual é o drama de passar a gostar de um Museu, de um filme ou de um livro que há dois anos atrás não nos despertava assim tanto interesse? Faz parte. Somos pessoas, não somos chávenas.

refreshingblue:fresh & fabulous 

Alguém já viu esta série? Opiniões?

VIDA ACADÉMICA | Ano de Caloira

Não é por acaso que nos dizem que o Ano de Caloiro é o melhor ano. Tenho aproveitado bem cada uma das minhas etapas académicas mas confesso que guardo um carinho especial pelo meu primeiro ano no Ensino Superior. Pelas novidades que me trouxe, pela mudança que a minha vida sofreu em todos os sentidos, pelo meu crescimento e pela minha evolução, o meu Ano de Caloira foi um bom ano, cheio de emoções fortes e de conhecimento.

A Praxe, os novos amigos, as novas rotinas, as novas matérias... Todos esses pormenores foram decisivos para a minha integração e o primeiro ano de Faculdade foi, sem qualquer dúvida, o ano em que descobri a Carolina que queria ser para mim e para os outros, academicamente e socialmente. Acho que a Faculdade é isso mesmo: mais do que um local é uma etapa, uma fase que nos define (ou que nos ajuda a definir), que nos dá ferramentas para vencer na vida, que nos ensina que tipo de pessoas queremos guardar. Estou prestes a entrar no meu ano de Finalista e repetia o meu Ano de Caloira sem hesitar. Começava tudo de novo com o cabelo cheio de farinha e a textura da capa negra pela primeira vez nas minhas mãos ao som de Feiticeira. Aproveitem.

http://joicyrecco.blogspot.com.br/

A família é insubstituível e vem sempre em primeiro lugar. Sempre.

AMOR | "A vida dá muitas voltas."

Quando alguém refere uma data - seja por que motivo for - imediatamente tento recordar aquilo que estava a fazer na altura. É uma reação quase automática e acontece muito nas conversas que tenho com o Gui por causa da nossa diferença de idades. Quando jogamos quizz ou falamos sobre músicas, filmes, eventos importantes e até sobre determinados momentos pessoais - a entrada para a Escola, os desportos que praticámos, os desenhos animados que víamos... - é comum para mim pensar o quão diferentes éramos e o quão fantástico é estarmos agora juntos, como se o ano de nascimento fosse o pormenor mais insignificante e a vida até aqui fosse um livro de recordações que podemos partilhar para criar as conversas mais mirabolantes ou os encantos que nos transformam naquilo que somos aos olhos um do outro. A vida dá muitas voltas e esse foi o primeiro ensinamento que retirei desta relação.

Eu sou a personagem principal na minha história e todas as outras pessoas são personagens secundárias mas, de repente, alguém que era apenas um figurante cruza-se comigo e passa a dividir o meu estrelato como se fosse natural. Acho isso fascinante. Todos os dias passamos por tanta gente na rua, dançamos ao lado de tanta gente na discoteca, ouvimos a nossa música favorita ao lado de tanta gente com o mesmo gosto musical num concerto e depois, de repente, a pessoa que se coloca ao nosso lado numa apresentação ou num dia de Praxe já não é um estranho e passa a ser alguém que não queremos deixar de ter ali. 

Quão fantástico é? Caminhos que se cruzam e que, à primeira vista, não fariam qualquer sentido juntos, interesses que se misturam quando nem pensávamos que tal coisa fosse possível, aprendizagens que se fazem só porque gostamos da pessoa que nos ensina. Amor também é perceber que as amizades, as paixões e os amores surgem nos locais mais improváveis em fases de vida surpreendentes. E vale tanto a pena...!

leafegrl:

gloomy day n a happy coat 

ig: emdaviesss

Em Braga, falta-me um Domino's e um Mr. Pizza.

VIDA ACADÉMICA | Mudar de Ares ou Fortalecer a Posição?

Talvez seja absurdo ter começado a pensar neste assunto antes de sequer ter uma ideia fixa sobre o estágio que quero fazer neste meu ano de finalista mas a verdade é que, graças aos dias cinzentos atípicos de Agosto, comecei a fazer pesquisas no âmbito dos mestrados. Não coloco a hipótese de não apostar num ciclo de estudos mais elevado após a Licenciatura e, talvez por curiosidade, comecei a procurar oportunidades.

E durante a pesquisa - que, nesta primeira fase, ficou reduzida apenas a dois mestrados - surgiu uma dúvida: ficar na mesma instituição de ensino onde estou a fazer a Licenciatura ou mudar de ares e ir para outra Universidade? Se por um lado acredito que seja mais proveitoso ouvir opiniões diferentes de docentes distintos - que não me conhecem, que não conheço e que têm histórias e experiências diferentes - por outro lado também acredito que ficar na mesma instituição me pode permitir um fortalecimento de nome e de posição. 

Seja como for, este dilema só se coloca se as duas instituições me oferecerem o mesmo Mestrado, coisa que me parece bastante improvável. No fim do dia, penso que acontecerá o mesmo que aconteceu há dois anos: escolherei primeiro o Mestrado que me encher as medidas e me despertar maior curiosidade e só depois avaliarei as opções de localização.


Aprendi a distinguir emigrante de imigrante através da relação com exterior e interior.

FOTOGRAFIA | Perceptions of Perfection

Sabemos que cada sociedade tem os seus padrões de beleza e que estes variam muito de país para país mas como podemos comprovar essas diferenças sem assumirmos que a mulher perfeita é apenas aquela que aparece nas revistas que existem nos quiosques portugueses? Dezoito designers de dezoito países distintos foram desafiados a alterar uma imagem duma mulher segundo os padrões de perfeição que lhes foram incutidos desde sempre.

O resultado? Dezoito imagens únicas que comprovam que há SEMPRE alguém no mundo que nos acha bonitas e que o que os meios de comunicação transmitem não é propriamente uma verdade absoluta ou universal. O padrão de perfeição não é mais do que uma definição cultural e as imagens que se seguem (criadas por pessoas de diferentes continentes) comprovam exactamente isso. Reparem:


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Se o número de insultos feios e palavrões mede o grau de amizade, então eu sou uma péssima amiga.

SÃO PETERSBURGO, RÚSSIA | O Lago dos Cisnes

Quando surgiu a oportunidade de ir a São Petersburgo imediatamente desejei assistir a um bailado. O ballet russo é uma das minhas paixões e o Teatro Mariinsky - que é um dos principais nesta coisa da dança clássica - merece toda a fama que tem pelos artistas que recebe. Já que ali estávamos, porque não? Conseguimos bilhetes para "O Lago dos Cisnes" e eu não podia ter ficado mais feliz ou ansiosa graças à oportunidade que fiz questão de aproveitar na borda da cadeira, com os olhos mais atentos e o coração a mil. 

"O Lago dos Cisnes" já era o meu bailado favorito por tudo o que simboliza e pelas sensações que me transmite mas depois de o ver na Rússia através do talento duma companhia incrível que enverga figurinos detalhados que ganham vida perante os sons duma orquestra ao vivo, duvido que algum outro lhe roube o lugar. Os bilhetes foram caros mas valeram cada cêntimo. Foi lindo e deliciosamente memorável. Foi há quatro anos. 

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Não gosto de filmes de terror.

ATUALIDADE | O Peixe de Ouro

Um casal espanhol pagou mais de 300€ por uma refeição num restaurante de praia e isso tem sido tema de conversa um pouco por todo o lado graças à fotografia da factura que gerou toda uma onda de indignação à volta do assunto. O prato de peixe custava 200€ e, quando a conta chegou à mesa, o casal não ficou muito contente.

Se é caro? É. Mas se não perguntam os preços, se não os consultam numa tabela ou se não demonstram interesse nesse aspecto, é óbvio que estão sujeitos a surpresas, especialmente durante a época alta numa ilha turística tão em voga como Formentera. Os clientes lesados dizem que é absurdo - e acham que esta é uma forma de expulsar futuros visitantes - mas o restaurante defende-se com a informação de que os preços dos pratos de peixe são sempre variáveis e que dependem muito do mercado (compreensivelmente). É normal um prato de peixe custar 200€? Não. Mas também depende muito do tipo de peixe e do sítio onde é preparado. Pelo mundo fora há fatias de bolo de chocolate, bifes e saladas a custar uma fortuna e ninguém se incomoda com o assunto. Afinal, só quem pode pagar tais pratos é que escolhe esses estabelecimentos em detrimento doutros mais em conta.

Neste caso em particular não terá sido culpa do casal? Numa tabela de preços onde existe a informação de que o preço varia, não fará mais sentido perguntá-lo antes de pedir determinado prato? Será que a culpa é mesmo do restaurante? O peixe poderia não pesar mais de 1Kg - como é afirmado pelo restaurante e negado pelo casal de turistas - mas o preço, esse, não é sequer discutível. Eu também acho caríssimo mas não vamos esperar preços de shopping num local que recebe figuras públicas de Hollywood e celebridades desportivas, não é verdade? A fama e a marca também se pagam.

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fahdes:

“A painter should begin every canvas with a wash of black, because all things in nature are dark except where exposed by the light.”

—  Leonardo da Vinci

A minha cor de lula não vai desaparecer neste pseudo-verão longe da praia. É um facto.

CINEMA | Pitch Perfect [2012]

A FOX Life transmitiu durante a última semana o filme "Pitch Perfect" e eu - que já tinha lido imensas críticas sobre esta comédia musical - aproveitei para ver (e maldita a hora em que o fiz). Li tantas coisas positivas sobre este musical que, de certa forma, esperava mais. Não gostei e não fiquei curiosa para ver o seguinte. Achei demasiado condicionante e parvo.

O filme é todo construído à volta de personagens estereotipadas e limita-se a um argumento pobre com piadas fáceis à volta da sexualidade e do corpo. Uma escola secundária, um grupo de raparigas populares, um grupo de raparigas totós e renegadas e um grupo musical que precisa dum twist enquanto duas pessoas de grupos rivais se apaixonam. Um tema visto mil e uma vezes no cinema e na televisão que, com momentos musicais à mistura, não nos encanta particularmente. No geral, o filme pareceu-me forçado e sem conteúdo. Destaco positivamente o talento do elenco - porque isso não pode passar despercebido e merece reconhecimento - mas, regra geral, é um filme muito pobre e previsível que não foi capaz de me convencer. Gosto de musicais mas não gostei deste. De todo.



Publicação escrita em parceria com a FOX Life.
eunhoia:

more here xx

Aquilo que mais gosto de registar neste blogue são as minhas viagens. Pena que não sejam mais frequentes.

QUOTIDIANO | Andamos um bocado enganados, não?

O calendário diz que estamos em Agosto e confirma-se: estamos de férias, não há frequências para fazer nem horários para cumprir. Estamos em época de saldos com um cheirinho da nova colecção e os emigrantes estão todos de volta para matar as saudades. É Verão, estamos em Agosto. Mas se eu não soubesse estas coisas todas ficaria extremamente confusa. Aliás, se não estivesse consicente dos meus dias iria passar os próximos tempos a questionar-me se dormi durante três meses e acordei em Novembro. Por aqui o céu está cinzento. London style, com direito a frio e a chuva. Não há convites para praia e passar a tarde enroscada numa manta não é nada de absurdo. O mundo está louco.

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Stan Smith Mid-Top. O novo modelo da Adidas. Não estou convencida.

BLOGOSFERA | She Was Here

Cada vez gosto mais deste blogue e da Inês. Ambos têm vindo a evoluir imenso, sobretudo durante o último ano - talvez por causa da entrada na Faculdade - e o tipo de publicações e de escrita têm sido cada vez mais cativantes, curiosos e interessantes. O She Was Here é mais do que um blogue e a Inês é mais do que uma estudante de Medicina. 

A Inês é apaixonada pela vida e o blogue é um dos mais positivos que conheço, mesmo em alturas mais críticas e desmotivantes. A Inês gosta de fotografia e o blogue dá-nos dicas maravilhosas nessa área. A Inês é feminina e o blogue fala-nos de maquilhagem, compras e truques que valem ouro. A Inês ama incondicionalmente a sua família e o blogue transmite isso na perfeição, especialmente quando destaca o irmão gémeo, a mãe e a avó. A Inês sabe o que quer, tem opiniões vincadas e uma personalidade forte e o blogue é o ponto de reunião entre as pequeninas coisas que a fazem feliz. Podia ser melhor? Não. Há pessoas que inspiram através da música, da pintura e da moda. A Inês inspira através do blogue e das fotografias que vai partilhando connosco. Ela esteve aqui. E espero que por aqui permaneça.

Bob hair

O mundo divide-se entre as pessoas que dizem "franja" e as que dizem "repa".

AMOR | Afinal, o que pode ser considerado "traição"?

Com o tempo aprendi que a palavra traição não tem propriamente uma definição generalizada e universal. É, provavelmente, o tema mais ambíguo nesta coisa das relações e com o tempo vamos percebendo que o que é traição para uns, não tem necessariamente de ser traição para outros. Um beijo é traição? Uma quebra de promessa é traição? Um passeio com uma terceira pessoa num sítio especial para o casal é traição? Uma troca de mensagens amorosas é traição? Ou só é traição quando há relações sexuais? Pessoas diferentes em relações distintas terão opiniões antitéticas. O importante no meio disto tudo é estar em sintonia com o parceiro, partilhando uma definição análoga, sem margem para dúvidas ou desculpas absurdas.

pleuriszooi:

I love this picture so much
Fotografia: Catch My Look

Estou apaixonada pelos artigos da Ellen Vicius, que até há um par de meses não conhecia. Muita coisa gira, tudo português.

INSTAGRAM | @rafaelmantesso

Mais uma conta de Instagram que faz sentido acompanhar, desta vez num tom mais criativo e masculino. Rafael Mantesso é um ilustrador brasileiro que cria as fotografias mais originais e divertidas tendo como protagonista Jimmy, The Bull, um cão bem comportado que se deixa adaptar aos mais diversos cenários e situações.

O projecto nasceu quando a esposa de Mantesso o deixou, levando consigo todo o recheio da casa que partilhavam - da mobília às fotografias - mas deixando o seu fiel companheiro para trás: Jimmy Choo. Assim, numa casa de paredes brancas e um cão, Rafael criou uma série original que vai partilhando no seu Instagram - @rafaelmantesso - e até já lançou um livro baseado neste amigo de quatro patas tão versátil. É caso para dizer que há males que vêm por bem, correcto?


Não acho piada nenhuma ao "Não Há Crise".

DANÇA | Quero Voltar!

No segundo ano da Licenciatura não tive horários compatíveis com as modalidades desportivas que me interessavam. Deixei o ballet e não me inscrevi noutras aulas porque a minha disponibilidade não me permitiu. Durante um ano não dancei, não frequentei workshops, não me obriguei a sair de casa todas as semanas para fazer mais por mim, pelo meu corpo e pelo meu bem-estar. A vida académica levou a melhor e o meu ano limitou-se a caminhadas, meia dúzia de corridas e pouco mais. Fiquei parada - algo que nunca me tinha acontecido - e o meu corpo ressentiu-se. Erro atrás de erro.

Hoje sinto saudades do ballet. Pela música, pelas roupas bonitas, pela tonificação do corpo, pela superação pessoal, pelos objectivos, pelas horas de mente vazia, pela flexibilidade, pela sensação de relaxamento e de dever cumprido, pela diminuição dos níveis de ansiedade. Hoje tenho vontade de regressar às sapatilhas cor-de-rosa, aos infinitos bobby pins e à colecção de leotards.

The Big Bun Theory