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Queridos colegas universitários: qual é a vossa opinião sobre Praxe?

16 comentários:

  1. confesso que nunca achei graça nenhuma... fui praxada (primeiro em direito, depois em arqueologia) e não tinha grande paciência. Em arqueologia só fui ao primeiro dia. As aulas interessavam-me muito mais e não foi por isso que deixei de fazer amigos ou de me divertir.

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  2. Dado que fui praxada até ao fim e faço parte de uma sub-comissão de praxe, sendo também praxante, tenho uma boa opinião face à praxe. Quando entrei na faculdade estava já decidida a experimentar as diversas actividades. Na altura tinha conhecimento de casos menos bons que aconteceram em situação de praxe, e mesmo sabendo isso, decidi ir. "Porque não?" pensei eu; não perdia nada em fazê-lo, para além de que só posso dizer se gosto ou não de alguma coisa se lhe der uma oportunidade. A verdade é que foi das melhores decisões que tomei.
    Vejo a praxe como um meio de integração e criação de amizades (atenção que não é a única forma de criar laços na faculdade, porque tantos outros amigos que tenho foram feitos fora de situação de praxe). Os meus amigos mais chegados na universidade foram feitos em situações em que rebolámos juntos na relva lamacenta, fizemos flexões à chuva, participávamos em jogos onde tínhamos que imitar animais, berrávamos músicas consideradas ordinárias porque têm palavrões; no entanto, são também amizades que fizemos porque pintávamos as caras uns dos outros com tinta das mais variadas cores, em que rimos feitos uns desalmados quando tentávamos ao máximo fazer actividades que envolviam mímica, que espetávamos ovos nas cabeças uns dos outros, que parecíamos, juntos, pizzas prontas a ir ao forno. Esses mesmos amigos foram os que, juntos, sentiram as emoções à flor da pele quando trajámos pela primeira vezes, quando envergámos as capas pretas e as traçámos durante a Monumental Serenata que ocorria na altura, na Cidade Universitária. São amigos com quem praxei durante o ano passado e que me vão acompanhar durante este ano.
    Se a praxe é só coisas boas? Claro que não, dá muitas dores de cabeça, mas essas dores de cabeça provêm de algo que gosto. Se a praxe é obrigatória? Também não, e podes recusar participar na mesma. As pessoas que praxam têm conhecimento dos limites humanos e não vão mandar fazer algo que achem estar fora do limite. Tal como disse, a praxe também não é o único meio de fazer amizades na faculdade; tens tantas outras pessoas que se sentem constrangidas porque não conhecem ninguém, estão na mesma posição que todos os outros. No entanto, a praxe é, para mim, algo bom. É algo que puxa por mim, e que me faz querer puxar pelos outros, tanto colegas praxantes, como pelos caloiros. É algo no qual tenho orgulho de participar, mesmo com todas as confusões internas que possam haver. É algo que deve ser falado, sem dúvida alguma, mas com conhecimento.

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  3. Fui praxada e não achei muita graça à coisa (como a Maria Francisca, a paciência é pouca e as minhas ideias vão de encontro com as da praxe). Mas irrita-me profundamente pessoas que não experimentaram e criticam com toda a força. Ou os que experimentam e não gostam e portanto insultam os que gostaram.

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  4. Acho útil e importante no ano de caloiro. Visto que na minha faculdade todas as hierarquias sao praxadas, acho certas atividades uma perca de tempo e uma palhaçada. Sou da praxe e concordo, mas admito que deve existir um limite, e esse por vezes é esquecido. E não me refiro ao tipo de atividades, nunca me fizeram mal nenhum e adorava enquanto caloiro, mas sim as obrigações que um doutor tem! Há pessoas que se esquecem que a praxe não passa de uma brincadeira e embora seja tudo muito bonito, não nos vai dar emprego. Mas sim, sou a favor que hajam praxes académicas e já me diverti imenso com elas.

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  5. Infelizmente não pude participar na minha, por isso digo apenas que sei que há quem tenha adorado e quem tenha detestado. Acho importante que as pessoas experimentem e tirem as suas próprias conclusões :)

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  6. Sou a favor pela mesma razão que sou a favor do casamento homossexual: ninguém é obrigado, só vai quem quer e não é por alguém não querer fazê-lo que os outros têm de compadecer. O facto de alguém ir à praxe não afeta em nada os que não querem ir, bem como dois homens ou duas mulheres casarem não afetam nada um heterossexual que o queira fazer.
    Apesar de ainda não ser universitária, a praxe é sem dúvida algo que quero experimentar quando tiver oportunidade. Tal como o traje, é uma tradição e uma tradição que só faz mal a quem deixa. Tenho plena noção de que não vai ser fácil fazer amigos nos primeiros tempos, porque já ninguém pergunta "olá, queres ir brincar?" e confio na praxe para facilitar essa criação de laços, principalmente por se tratar de um meio de brincadeira onde toda a gente está usualmente bem disposta e divertida. Claro que não andar na praxe não impede as pessoas de se conhecerem, mas, a meu ver, é uma tarefa bem mais complicada e demorada. Aparte da integração (que é, sem dúvida, a principal razão que me fará aderir à praxe), acho que são transmitidos valores muito importantes como o respeito pelos superiores, o companheirismo e o espírito de equipa. Além disso, tenho a certeza que de lá resultarão muito boas experiências e histórias bem divertidas para contar um dia mais tarde. Sei que nem tudo é doce, mas eu sou toda virada para essas coisas e não vejo mal nenhum em cantar uns palavrões alto no meio da rua ou imitar uma stripper de vez em quando. Desde que seja feito dentro de limites e as pessoas levem isso para o lado cómico, está tudo bem. Afinal, somos jovens e temos que fazer umas asneiritas dessas que não fazem mal a ninguém, de vez em quando.

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  7. Infelizmente, não pude participar na minha. Mas adoraria! Pelo que vi e ouvi falar, parece fantástica. Claro que há aquelas ordens simplesmente estúpidas/parvas/ridículas... mas o próprio praxado tem de saber dizer "não". Cheguei a ler o código de praxe, também, embora não tenha sido praxada (é preciso estar minimamente dentro do assunto para poder criticar!) e até gostei. Sou a favor das praxes, MAS discordo completamente quando dizem que se não forem para a praxe, não vão estar integrados ou fazer amigos. Fui à UP na 1ª fase e disseram-me logo isso no primeiro dia, mas entretanto eu mudei de faculdade/curso na 2ª fase. Como já era um bocadinho tarde, não deu para entrar para a praxe na faculdade que estou. Gostava de experimentar, isso gostava. Ainda por cima porque na minha faculdade há a "praxe solidária" e eu acho a ideia awesome!
    Como a minha opinião não é a mais importante, porque não frequentei... posso dizer que já houve doutores a dizerem-me que já não achavam tanta piada, outros que não gostaram, outros que apenas a toleram e outros que adoraram :)

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  8. Eu experimentei ser praxada e gostei :) Já para praxar a história é outra!! Nunca o fiz e sinceramente acho que não tenho perfil para tal!

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  9. Eu não gostei da praxe do meu curso, no meu ano de caloira. Não sei como foi nos outros anos (até pode ter sido MUITO melhor) mas a verdade é que achei extremamente aborrecida. Se quisesse fazer flexões durante meia hora, bastava-me ir a um ginásio e não teria pessoas a gritar e a insultar apenas porque podem. Não fez nada por mim, e consegui fazer amizades sem a ajuda da praxe. No entanto sei de muitas praxes que são absolutamente hilariantes e criativas e aplaudo os Doutores que conseguem fazer da praxe algo excitante.

    Portanto, a praxe não é - nem nunca foi - para mim, mas se tivesse experimentado noutro curso talvez tivesse outra opinião. (:

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  10. Todos deviam experimentar, nem que fosse uma hora. Nem que seja para depois ter alguma legitimidade para criticar! Eu não gostei da minha (nem tinha tempo para isso, sinceramente) mas acho que se tivesse uma praxe como a que o meu namorado praticou enquanto praxante, talvez fizesse uma sacrificio maior para conseguir participar. Desisti da minha na primeira semana e sei que foi a melhor decisão que tomei, não me arrependo nada! Em vez de praxe trabalhei de forma a ganhar experiência e "curriculo" na minha área, e ainda namorei bastante e estudei de forma a ter boas notas. Mas admito que a praxe foi importante naqueles três primeiros dias, para me orientar na universidade e até para me ligar um pouco mais aos restantes colegas :)

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  11. A praxe é como a religião: cada um tem a sua crença ou descrença nela, que é completamente de foro e perspetiva pessoal e deve sempre ser respeitada por todos e não atacada ou posta de lado.
    Pessoalmente, sou a favor da "boa" praxe. A que integra, a divertida, a que ensina, a que faz perceber muitas coisas à nossa volta, a que endurece, a que faz criar laços, momentos divertidos, de choro, de luta. Acho que todos deviam experimentar para poderem dizer que sim ou que não. E quando a praxe é agressiva e utilizada meramente para as pessoas se sobrevalorizarem ou ofenderem os outros, acho que todos devem exercer o direito a dizer não.
    Eu tive uma má experiência este ano que passou, mas mudei de curso e vou experimentar a praxe no curso novo exatamente pelo que disse, para experimentar, para poder ter uma opinião. Nem todas as praxes são más e os praxistas não são morcegos nem feiticeiros que andam a humilhar os caloiros!

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  12. Fui com a ideia de experimentar e depois logo se vê e posso dizer que adorei ser praxada! Desde que a praxe sirva para integrar e nunca para humilhar acho que deve ser feita. Concordo com a praxe averirense (sou estudante lá xD) mas há locais em que acho que é um abuso... tudo depende da praxe, das regras da mesma e de quem praxa!
    Se a praxe tiver cabeça, tronco e membros e respeito entre todos só ajuda o pessoal de 1º ano a fazer amizades e a confiar nos mais velhos...

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  13. Olá, Carolina :)
    Sou a favor da existência da Praxe, porque cada um deve ter liberdade de fazer o que entende; no entanto, não me identifiquei com as práticas da minha faculdade.
    Estudo Enfermagem no Porto e, visto que entrei sem conhecer ninguém, fui bastante entusiasmada para lá. Ora não foi o meu espanto quando me confrontei com uma crise de valores de um tamanho enorme... Ok, não é suposto uma caloira ter unhas de gel, mas na primeira vez que aparece na Praxe com elas assim não será ""um pouco"" exagerado mandá-la arrancá-las com uma pedra? Não será um pouco ridículo obrigar os caloiros a encher x vezes (sendo x o número que cada semiputo quiser), sendo que em Enfermagem há cerca de 100 pessoas por ano?
    Enfim, ainda assim sei que no Porto algumas Praxes não são ridículas. Isto é outra coisa que não entendo - como é que a Praxe, dentro da mesma academia, pode ser tão diferente...
    Anyway, na minha fac. há um grupo alternativo à Praxe... E ainda bem que o há!

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  14. Só vou falar da minha experiência porque sei que as praxes são muito diferentes. Eu adorei a minha praxe, graças a ela fiz muitos amigos, logo na primeira semana, conheci a minha madrinha e o meu padrinho que são pessoas fantásticas e que sempre me ajudaram com apontamentos e conselhos. A minha praxe nunca foi muito física, era tudo à base de jogos, alguns perversos mas que tinham imensa piada. Nunca me senti ofendida ou desrespeitada por isso fui sempre que possível. Acho que a grande lição da praxe e que muitos hoje em dia parecem ignorar é que somos todos iguais mas devemos respeitar os mais velhos porque sabem mais que nós e têm mais experiência. Não estou a dizer que nos devemos subjugar aos mais velhos. Sei que algumas praxes fomentam isso mas a minha apenas me ensinou a respeitar. Apelo a que se experimente a praxe mas se não se achar correcto ou em conformidade com os nossos princípios não vejo o mal me desistir.

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