Thirteen
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O mundo divide-se entre as pessoas que celebram o Halloween e as que não ligam nada à época em questão.

INSTAGRAM | Outubro 2015

Outubro foi um mês comprido, com poucas horas de sono e muitas capas negras. Foi um mês de emoções fortes, de certezas, de aniversários, de sorrisos, de determinações, de dramas, de lágrimas, de ansiedades boas e más. Outubro foi um mês de chuva e casacos quentinhos, de muito trabalho na Faculdade e uma mini-entrevista no Brisa Passageira; um mês intenso, um mês de tradições, de chatices, de pouco tempo livre, de viagens de carro, de muitos miminhos e um coração cheio de pessoas bonitas. Outubro foi um bom mês. E eu não esperava que fosse.

Gostava sinceramente de ter um texto bonito para juntar às poucas fotografias que tenho para partilhar convosco mas a verdade é só uma: não tenho. Outubro foi um mês demasiado pessoal, demasiado meu, demasiado emotivo. E isso não é necessariamente mau mas é obrigatoriamente privado. Desta vez, as recordações do mês ficam apenas para mim e termino Outubro duma forma inesperada e positiva, com o orgulho de ter sido vista como exemplo, com a bagagem de ter estado presente em conferências e seminários, com a vontade de iniciar Novembro da melhor forma e com a certeza de que estou rodeada pelas pessoas certas.

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O mundo divide-se entre as pessoas que dizem "canadianas" e as que dizem "muletas".

Frase sugerida pela Alforreca.

VIDA ACADÉMICA | Futuros Afilhados

Normalmente não escrevo sobre as situações que vivo no dia em que elas acontecem mas hoje tinha que o fazer. Apesar do cansaço, das dores e da vontade de tirar o Traje e de me enfiar na cama, hoje chego a casa de coração (ainda mais) cheio e escrevo assim mesmo, com o sentimento à flor da pele e o orgulho sincero estampado no brilho do olhar de quem não esperava ser escolhida para acompanhar três recém-chegados ao Ensino Superior.

Sempre encarei a Praxe duma forma muito própria e sem sobressair - pensava eu, pelo menos - no meio de tantos trajados. O meu objectivo principal como elemento da Comissão de Praxe - num ano com menos corajosos do que nos anos anteriores (porque as histórias que os media passam não perdoam e os pais ficam receosos) - era apenas um: fazer um bom ano de Praxe com tudo o que de bom eu tive e com as melhorias inevitáveis que acontecem de ano para ano. Nestas primeiras semanas tracei a capa mesmo quando o sol convidava a vestir calções. E fi-lo pelo amor à Praxe, pela vontade de ser mais e melhor, pelo orgulho que tenho em cada milímetro do meu Traje. Se esperava receber cartas de pedidos de apadrinhamento por causa disso? Não. De todo.

É realista dizer que estas três cartas foram a maior surpresa do meu ano. Se tudo correr bem - porque nada é certo por agora - serão os meus primeiros (e também os últimos) afilhados e, a par do orgulho, da surpresa e da felicidade, sinto uma responsabilidade enorme por ter a oportunidade de os receber na família. Porque apadrinhar não é um prémio. Porque apadrinhar é acompanhar, transmitir tradições e caminhar sob o olhar atento de alguém que nos vê como exemplo. Não é brincadeira nenhuma.

Julieta, Margarida e Uriel, podia dizer-vos muita coisa mas prefiro que o descubram com o tempo. Por agora, garanto-vos que estarei deste lado para vos aplaudir a cada meta e para vos dar na cabeça quando for preciso, pelo vosso bem. Tenho medo de falhar, de desiludir e de não corresponder às expectativas, confesso. Tenho. Claro que sim. Mas sinto o maior orgulho por ter sido escolhida para vos transmitir as tradições da Academia, o verdadeiro significado de Praxe e todos os símbolos que lhe estão inerentes. Não prometo ser a melhor do mundo mas prometo ser o melhor que conseguir ser. Sempre. Não prometo frases inspiradoras nem boa disposição permanente mas prometo ensinar-vos tudo o que sei e acompanhar-vos não só nas etapas simbólicas mas também nas pequeninas conquistas. Acredito - mesmo! - que vão honrar o nosso Código e chegar intactos ao final. De pé. Vocês são bons miúdos e eu espero que aproveitem tanto como eu aproveitei, que cheguem ao último ano com a mesma sensação de missão cumprida. Por agora, como Futura Madrinha, sinto não só inveja por vos ver a começar uma das melhores etapas de sempre mas também brio por me deixarem fazer parte dela. Obrigada pela honra.

noirettediary:

Fashion + Beauty | NoiretteDiary

Se alguém descobrir o segredo para estar em dois locais ao mesmo tempo, agradeço que partilhe comigo.

INSTAGRAM | @nesvivas

É arriscado dizer isto porque sigo imeeeeeensas pessoas que fotografam lindamente o seu quotidiano mas vou dizer na mesma: se eu pudesse escolher apenas uma conta de Instagram portuguesa para seguir diariamente, a minha escolha recaía sobre esta. E digo-o por dois motivos: actualização frequente e realismo. Quando vemos o perfil da Inês - @nesvivas - temos que nos controlar para não pôr coraçõezinhos em tudo - e eu nunca consigo. Não há fantasias, não há coisas impossíveis. São detalhes reais que aparecem todos os dias e que nos mostram que todos os dias são bonitos, mesmo quando o vento nos despenteia e a chuva nos troca os planos. A família, o pormenor, as ruas, a autoestima, o jogo de cores, a naturalidade, as refeições, os interesses, o detalhe, a luz... Não é por acaso que visito tantas vezes a Inês no Instagram. Pessoas bonitas - por dentro e por fora - merecem todo o destaque.


Coisas boas desta vida: casacos quentinhos em dias de chuva.

TURISMO | Será que o número de estrelas define realmente a qualidade de um hotel?

As estrelas na fachada do edifício podem ser um critério importante na hora de decidirmos onde queremos ficar alojados mas a verdade é que nem sempre essas mesmas estrelas definem a qualidade do hotel. Por vezes, o número de estrelas está associado a uma estratégia comercial e quando percebemos isto passamos a avaliar os hotéis doutra forma - sem sucumbir aos mitos comuns e sem colocar de parte uma determinada categoria pelos preconceitos que lhe estão associados.

O sistema de classificação de hotéis é um sistema de pontuação. Para abrir um estabelecimento hoteleiro é necessário cumprir certos requisitos de qualidade, segurança e higiene mas o hotel é avaliado de duas formas: consoante a categoria onde está inserido e consoante os serviços opcionais que oferece ao cliente. Não me vou alongar sobre esta questão - porque é algo mais técnico que com certeza não interessa à maioria - mas deixo AQUI o documento que explica tudo direitinho.

Mas dizia eu que número de estrelas nem sempre define a qualidade do hotel, correcto? Pois é. E se vocês pensam imediatamente nos hotéis que não merecem as estrelas que têm - e nisso o TripAdvisor é uma maravilha -, eu abordo o outro lado da questão: existem hotéis que podiam perfeitamente possuir mais uma estrela mas que recusam a subida de categoria. Porquê? Estratégia. Às vezes é mais vantajoso ter um hotel de categoria inferior - tudo depende do público-alvo, do mercado, da concorrência, dos recursos - e superação de expectativas também é um trunfo. Independentemente dos critérios de classificação, cada caso é um caso e é absurdo excluir uma categoria inteira só porque sim.

fashion, classy, and dress image
peach-ly:

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Facto: só passo o dia de pijama se estiver doente.

EVENTO | Zombies em Lisboa

Para quem tolera bem o susto e o disfarce - ou tem um fascínio peculiar por Zombies e Halloween - a ZombiExperience é a experiência do ano. E a segunda edição do evento idealizado por Leonel Alves é já dia 31 de Outubro no Armazém 22, em Alvalade.

Caiu um meteorito em Portugal e algumas pessoas foram infectadas por um vírus que as transforma em zombies - é esta a premissa. Simples, certo? O ZombiExperience é um jogo e o participante pode entrar como sobrevivente (numa experiência de 50min) ou como sobrevivente e agente (numa experiência de 1h40). Os sobreviventes - que devem manter-se em grupos de 12 - fazem um percurso pré-definido (com sustos, cenas de acção, suspense e zombies garantidos pelo caminho) e os agentes - que entram primeiro como sobreviventes - regressam ao percurso (sozinhos!) para resgatar os elementos do grupo seguinte. 

A primeira experiência aconteceu em Abril deste ano e contou com 300 participantes. Nesta segunda edição, a organização espera o dobro dos participantes e o dobro das emoções num espaço novo: um armazém escuro com muitos efeitos especiais. Os bilhetes - que podem ser comprados AQUI - variam entre 19,90€ e 29,90€ e estão quase esgotados. Algum corajoso desse lado?

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Não gostei do resultado da parceria entre a Swatch e a artista Joana Vasconcelos. Fui a única?

CINEMA | Marie Antoinette [2006]

Marie Antoinette ficou historicamente marcada como uma mulher austríaca fria, fútil e irresponsável que casou com o herdeiro francês com o objectivo de unir duas nações mas que assumiu o trono sem qualquer preparação para reinar. Apesar de ter sido uma figura extremamente popular no início do seu reinado, Marie Antoinette passou a ser vista como a causa da crise económica anterior à Tomada da Bastilha pela sua excentricidade e pelos gastos abusivos em Versalhes.

Porém, neste filme de 2006, Sofia Coppola decide apostar numa imagem diferente e cria uma Marie Antoinette simpática e moderna, muito senhora de si mas simultaneamente consciente daquilo que se passa à sua volta. E, logicamente, este é um filme que divide opiniões. Se por um lado há quem aplauda a inovação presente num filme de época, por outro há quem condene a fuga à reconstituição histórica.

Pela minha perspectiva, Marie Antoinette é um filme que não nos deixa indiferentes - e isso é bom. Somos quase forçados a escolher um lado - ou gostamos ou não gostamos - e não há como ficar no meio termo. Apesar de ser estranho ao princípio, a versão pop de Marie Antoinette fica bem no grande ecrã e a utilização de músicas actuais - The Cure, Bow Wow Wow (...) - não é nada absurda. Afinal, estamos a tentar conhecer a história de uma adolescente que é obrigada a desempenhar um papel difícil e que, aos poucos, graças ao ambiente onde se insere, vai caindo nas teias da superficialidade refugiando-se em doces franceses e vestidos.

Um rei louco, grandes festas, um marido desinteressado (que nunca chegamos a saber realmente se é desinteressado apenas por Marie Antoinette ou se prefere homens), dificuldades em engravidar, falhas de comunicação, uma aliança delicada entre dois países, conselhos preciosos e protocolos exigentes - e até parvos - criam um argumento sólido para o filme de Sofia Coppola. Seria mais fácil optar pelos factos óbvios da Revolução ou seguir realmente a História Francesa mas, uma vez mais, não era esse o objectivo.

E se esquecermos o lado histórico da questão, não temos razões de queixa. Um guarda-roupa brilhante, uma banda sonora maravilhosa e inovadora e uma fotografia absolutamente fascinante e cativante são as peças-chave deste filme. Podia ser aborrecido? Podia. Mas as questões técnicas não deixam que seja. Continuo a tentar perceber porque raio há um par de sapatilhas no meio dos sapatos pontiagudos, dos folhos, dos bolos coloridos e dos espartilhos mas... Este é um bom filme de fim-de-semana. Não é nada de elaborado mas é, sem dúvida, agradável ao olhar pelas cores imensas, pelo estilo de filmagem e pelos detalhes arquitectónicos focados em cada cena. Pelo que vi, eu e Sofia Coppola partilhamos o gosto pelo pormenor.


Publicação escrita em parceria com a FOX Life.
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Em princípio irei a Lisboa no próximo mês. Sugestões? Dicas? Recomendações?

SWEET CAROLINE | Mudamos?

Sou uma pessoa naturalmente ansiosa e medricas - não o nego, abomino mudanças drásticas e imagino sempre mil e uma consequências - mas esta é uma postura que tento contrariar, especialmente quando a situação é delicada e me afecta não só pessoalmente mas também como elemento de um grupo. Desde pequenina que me motivam a tomar a iniciativa, a ser a mudança que quero ver no mundo. E por muito cliché que possa soar, eu tento seguir tais conselhos e tento superar os meus medos pelo bem das minhas convicções e valores. Nem sempre sou bem sucedida, é certo... Mas se posso fazer algo por mim, por nós, pelo mundo... Porque não? Por muitas características negativas que tenha - e que são tantas, com tantos defeitos à mistura! -, ver o mundo a girar para o lado errado sem tentar contrariar a sua direcção não é, de forma alguma, uma delas. No dia em que eu baixar os braços, deixarei de ser a Carolina que tão bem conheço.

flowure:

vicsecretmodels:

Elsa Hosk.

ROMWE

Faço 20 anos daqui a precisamente duas semanas!

VIDA ACADÉMICA | 1 mês de aulas e...

Continuo a dizer que não sou Finalista. Recuso-me. Tento mentalizar-me disso todos os dias mas confesso que ainda tenho dificuldades em dizer que estou no terceiro ano do Curso ou que estou prestes a terminar a Licenciatura. É uma realidade que ainda não faz muito sentido para mim e acho que é bom sinal: eu estou em paz comigo mesma e estou a adorar esta etapa. Ainda ontem estava perdida nos corredores da Universidade a tentar perceber onde ficavam as salas e o que raio significavam as letras antes dos números... E agora já sou finalista? É claro que não quero chumbar às cadeiras do último ano nem tenho pretendo pagar propinas desnecessárias mas é um misto de sensações que só me mostra que não podia terminar esta etapa de melhor forma.

Já tenho um conjunto absurdo de projectos para criar, desenvolver e/ou terminar. O segundo ano foi exaustivo e por isso aprendi a organizar-me melhor mas, ao mesmo tempo, sinto que, à medida que o curso avança, os trabalhos vão ficando cada vez mais exigentes. Sei que é normal mas não deixa de ser assustador. Passou apenas um mês de aulas e eu tenho tanta coisa para fazer até Janeiro - fora aqueles que nada têm a ver com as minhas unidades curriculares - que, se não começo já, o caldo entorna.

A minha ideia de Estágio começa a ganhar forma. Tem sido a maior vitória dos últimos dias: eu finalmente comecei a delinear um caminho, a idealizar empresas, a fazer pesquisas mais específicas. É também um desafio - porque o objectivo que escolhi não é assim tão comum e não há protocolos com empresas desse ramo - mas sai-me um peso dos ombros só de pensar que já sou capaz de dizer uma área quando me perguntam em que vertente quero estagiar no próximo semestre.

A agenda de 2016 já me fez muita falta. O último domingo da minha agenda actual - 3 de Janeiro de 2016 - está hilariante. Isto porque eu anotei nesse dia tudo o que era referente ao próximo ano. Frequências, entregas de projectos, relatórios, informações importantes... Digamos que seria um domingo extremamente - e exageradamente - produtivo. É um facto: preciso de comprar uma agenda para o próximo ano. Rápido.

A minha conta bancária já derramou muitas lágrimas. É inevitável: no Verão consigo poupar e pôr dinheiro de lado mas quando o ano lectivo recomeça a minha carteira sofre imenso. Fotocópias, eventos, lanches, almoços, gasolina, festas, jantares... Fico verdadeiramente surpreendida com a quantidade de dinheiro que gasto num só mês mesmo sem fazer compras. É assustador.

Sonho todos os dias com uma viagem diferente. Desvantagens (?) de estudar Turismo. Todos os dias há uma referência a uma cidade, a um monumento ou a um hotel e a vontade de conhecer o mundo cresce de forma inegável. A sensação de ter uma viagem agendada é absolutamente maravilhosa e se eu já sonhava com os mil e um locais fabulosos deste planeta, ser obrigada a estudá-los e a conhecê-los com maior detalhe faz-me sonhar o dobro. Não é por acaso que digo tantas vezes que vou trabalhar para poder viajar.


A vida académica está a dar cabo de mim mas eu sinto que tenho aproveitado cada segundo desta etapa.

VIDA ACADÉMICA | Passo a Passo

Não entrei no Ensino Superior com uma ideia fixa daquilo que queria fazer profissionalmente. E se no primeiro ano ficava absolutamente aterrorizada com tamanha indecisão (especialmente quando olhava para o lado e via os meus colegas completamente focados num objectivo mais específico ou numa profissão em particular), agora que estou na recta final sinto que não podia estar a viver a minha Licenciatura doutra maneira. 

Por muito absurdo que isto possa soar, eu sinto realmente que essa minha indecisão foi uma vantagem na hora de caminhar e de aproveitar oportunidades. Eu nunca pus uma opção de parte só porque não era o que eu pretendia. Eu mantive a mente aberta e fui capaz de questionar as opiniões que ia ouvindo, de fazer perguntas pertinentes. Quão gratificante é? Saber que colocaste todas as hipóteses em cima da mesa, que não te limitaste àquilo que já conhecias? A Universidade vale por isso mesmo. E eu sinto que a minha postura foi vantajosa na medida em que me ajudou a conhecer-me melhor e a definir os meus interesses dentro da área duma maneira mais eficaz.


Depois do desastre do ano passado, a mim é que não me apanham na Comic Con.

BLOGOSFERA | Carimbo de Qualidade #4

O Peso da Bata Branca. Há peças de roupa que são mais do que peças de roupa. O vestido de casamento, o Traje, o casaco que herdamos de alguém especial... São objectos que nos marcam, que têm uma carga sentimental enorme, que carregam o sentido da responsabilidade e de uma etapa importante. A bata branca é mais um exemplo disso e a Ju. percebe-o e transmite-o aos seus leitores. O acto de vestir uma bata branca não é um simples comportamento; há algo de essencial escondido em cada uma das suas costuras.

Livre. 04 de Outubro. Dia de Eleições. Dia de publicações relacionadas com as Legislativas. Dia de Apelos. E, entre muitos textos sobre o tema, partilho este da Inês, que refere tudo aquilo que eu penso: não ir votar não é uma demonstração de protesto nem é uma mensagem; não ir votar é uma falta de respeito, é uma demonstração absurda de indiferença. Ainda há muita gente que esquece o quão difícil foi conquistar este direito e esta publicação, camuflada pelo testemunho mais pessoal, transformou-se numa excelente chamada de atenção. Espero honestamente que TODOS os meus seguidores tenham honrado a memória de quem lutou e que tenham levantado o rabo do sofá para ir votar.

Sete Entrevistas | Inês, She Was Here. Duvido que alguém se dedique tanto a uma entrevista como o Jota e, nesse sentido, não podia deixar de recomendar a segunda entrevista publicada no âmbito das Sete Entrevistas. Mais uma Inês. Dezenas de perguntas personalizadas, fotografias bonitas, paixões infinitas, respostas maravilhosas. O Jota é inegavelmente cuidadoso ao seleccionar as questões mais pertinentes e a Inês esteve, sem dúvida alguma, à altura do desafio. Estão ambos de parabéns.

Cabeça, pernas, coração: Foi assim a primeira Maratona. Acompanho a Pipoca Mais Doce há uns anos, desde que me rendi aos encantos da Blogosfera. E lembro-me perfeitamente dos textos hilariantes sobre não mexer uma palha, sobre ser uma lontra e não correr um quilómetro sem ficar com os bofes de fora. Pois bem, a Pipoca correu uma Maratona e o seu relato não podia estar mais incrível. A emoção, o agradecimento, as dicas subtis, a superação... Correr uma Maratona não é fácil mas correr uma Maratona Solidária para angariar 73 Mil Euros (!!!) é ainda mais difícil e a Pipoca conseguiu. Parabéns!

Porque existem rainhas que usam lenço e não coroa. Não consigo ficar indiferente a textos que tratam o Cancro por tu e que nos tornam mais humanos. Ninguém está a salvo e no mês onde se assinala o Dia Mundial do Cancro da Mama não poderia deixar passar uma publicação que, em poucas palavras, nos diz tanto. Não se desleixem, façam o autoexame, estejam atentas. Como diz - e muito bem! - o Homem Sem Blogue, pequenos gestos podem fazer a diferença.


Coisas boas desta vida: acordar às 10h numa segunda-feira.

SOCIEDADE | "É contra a Natureza do Homem."

Este é o argumento que ouço e leio mais vezes quando em cima da mesa está o tema do casamento entre pessoas do mesmo sexo. E perante tal afirmação, uma montanha de questões invadem o meu pensamento de forma imediata: as pessoas que defendem tal ponto de vista tomam comprimidos para a dor de cabeça? Usam tampões? Vivem numa casa com fundações sólidas? Atestam o depósito do carro? Caçam e pescam?

O mundo evolui, a sociedade transforma-se. E, em pleno século XXI, poucas coisas do nosso quotidiano podem ser consideradas "naturais". Tirando a alimentação baseada nos legumes da horta lá de casa, quantas atitudes ditas naturais temos todos os dias? O uso de métodos contraceptivos, as vacinas, os carros, as televisões, as redes sociais... Nada disso é natural. E se o casamento homossexual não é natural - porque o objectivo do casamento é a reprodução da espécie - significa, então, que os casais com problemas reprodutivos não se podem casar? Significa que precisamos de proibir também os casamentos que são realizados após a idade fértil?

Pessoalmente, não me interessa minimamente aquilo que as pessoas fazem ou deixam de fazer com o seu corpo, a sua alma, o seu coração. E parece-me que esse é o problema principal neste preconceito do casamento entre pessoas do mesmo sexo: o mundo preocupa-se demasiado com o que as outras pessoas fazem na sua vida íntima e privada. Querem casar? Casem. O mundo precisa de mais casais felizes que não infernizam as vidas alheias.

thevrverdict:

www.vydiarishie.com
IG @vydia

O mundo divide-se entre as pessoas que dizem "shopping" e as que dizem "centro comercial".

Frase sugerida pela Alforreca.

TURISMO | Como poupar dinheiro numa viagem de avião?

Não comprar bilhetes de avião excessivamente cedo. O ideal é fazer as reservas com dois meses de antecedência, sobretudo se viajarmos dentro da Europa. Nem mais, nem menos. A ideia do "quanto mais cedo, melhor" é um mito. Há excepções - e por isso devemos andar atentos e aproveitar os preços mais baixos imediatamente quando estes são realmente aliciantes - mas, tradicionalmente, os cartões multibanco choram mais quando são utilizados excessivamente cedo.

Não comprar bilhetes de avião em cima da hora. Da mesma forma como é um erro comprar os bilhetes de avião excessivamente cedo, fazê-lo na semana anterior à viagem pode ser igualmente preocupante para as nossas contas bancárias (ou até mais, na maior parte das vezes). Também existem promoções de última hora - quando o voo não está completo as companhias aéreas optam por baixar os preços de forma a aliciar possíveis clientes que não estavam a planear viajar - mas, regra geral, deixar as reservas de voo para o último momento traduz-se em preços abusivos. 

Evitar as épocas festivas. Esta é óbvia. Viajar em época baixa é a melhor forma de poupar. Dou-vos o exemplo da minha viagem a Londres - que por ter sido em Fevereiro foi uma autêntica pechincha - e garanto-vos que, como essa, muitas outras podem encontrar se escolherem - e se puderem - viajar em épocas tradicionalmente menos populares. Viajar nas férias de Natal ou em Agosto será sempre muito mais caro do que viajar em Fevereiro ou Novembro.

Ser flexível nos dias de viagem. Viajar à quinta-feira e regressar numa terça-feira, por exemplo, pode ser uma óptima alternativa aos preços excessivos de fim-de-semana. Quando escolherem as datas dos voos, verifiquem sempre os dias anteriores/seguintes aos que seleccionaram inicialmente. As diferenças por vezes são absurdas e, se podem ir/regressar um dia mais cedo/mais tarde, aproveitem a vantagem.

Cumprir as leis referentes ao transporte de líquidos. Ir preparado evita gastos desnecessários. Para quê correr o risco? Levar os produtos de higiene pessoal em embalagens adequadas é fundamental e ajuda a poupar uns trocos. É uma regra bocadinho parva? É. Mas existe e desrespeitá-la pode causar estragos financeiros. Pensem na quantidade de dinheiro que terão de gastar se todos os vossos cremes e afins ficarem retidos. Desnecessário, correcto?

Optar por companhias aéreas low-cost. É errado condenar as companhias aéreas de baixo custo sem conhecer as suas vantagens e é igualmente precipitado aplaudi-las sem conhecer as suas falhas. O facto destas empresas terem preços mais acessíveis não significa - de todo! - que a qualidade dos voos esteja comprometida. Um bilhete mais caro pode não significar um voo sem falhas e um bilhete mais acessível nunca pode justificar erros de segurança. Como em todos os sectores, há leis e regras que nos protegem - como cidadãos e clientes - e que zelam pelo nosso bem-estar. As companhias aéreas low-cost devem, sim, ser consideradas. Salvaguardo que essa hipótese deverá ser colocada apenas para voos de curta duração por uma questão de conforto mas isso já depende das exigências de cada um.

Levar snacks de casa. Existem produtos - como perfumes e artigos de beleza, por exemplo - que podemos comprar dentro do aeroporto sem fazer a carteira sangrar mas, regra geral, os produtos alimentares são excessivamente caros e os seus preços nem sempre são adequados à sua qualidade. Como não há concorrência, as companhias aéreas e as lojinhas de aeroporto definem os preços e o turista sujeita-se a eles se sentir o estômago a roncar. Levar comida de casa (sandes, bolachinhas, rebuçados...) é uma regra de ouro para quem opta por viajar numa companhia aérea de baixo custo e prefere gastar o seu dinheiro em situações mais justas ao longo da viagem.

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Profissionalmente, se não existissem condicionantes, o que escolheriam?

SAÚDE | A Ansiedade é Uma Bola de Neve

Quem lida diariamente com problemas de ansiedade sabe que os medos ganham dimensões ridículas, que os acontecimentos acabam por tomar proporções absurdas e que os pensamentos são constantes mesmo que mantenhamos uma postura positiva. Não é fácil. Lidar com uma pessoa ansiosa é como lidar com uma bola de neve que vai acumulando partículas e crescendo instantaneamente. 

Mas como podemos desvalorizar certas situações se elas nos afectam tão significativamente? Como podemos relaxar e respirar fundo se sentimos o coração a mil, um nó na garganta e as lágrimas a querer saltar dos olhos? Como podemos ganhar confiança se a nossa autoestima é constantemente posta à prova? Como podemos sentir-nos seguros se há tanta coisa que nos rouba o chão? A ansiedade é uma doença. E ser uma doença de foro psicológico não a transforma em algo menos significativo. De todo.

Sou uma pessoa insegura de mim mesma e acredito que esta insegurança esteja intimamente relacionada com a ansiedade que me assombra desde que me lembro de ser gente. Quando as mudanças ocorrem, quando as pessoas de mau carácter aparecem, quando os comportamentos são incontroláveis, quando as atitudes me afectam mais do que aquilo que deveriam... Como controlar? Como parar de precisar de ajuda? Como parar de ser um fardo? O principal problema da ansiedade é o factor "Bola de Neve". E, por muito complicado que seja - porque o é - precisamos TODOS de lutar contra ele antes que as consequências sejam abusivas.


Até que ponto seremos capazes de começar do zero? Será possível?

AMOR | À Primeira Vista

Não nego que é necessária alguma empatia, atracção e sintonia para estabelecer uma relação amorosa com outra pessoa mas a ideia do amor à primeira vista é uma ideia que eu não compro. Não consigo. O amor é um sentimento que vai crescendo; é um sentimento que nada tem de impulsivo e essa romantização excessiva perante o passado (quão bonito é dizer que se apaixonaram logo ao primeiro "Bom Dia"?) não me convence nem um bocadinho. Porque o amor é o sentimento que fica e que evolui quando a novidade desaparece. E, afinal, como podemos amar alguém que ainda nem sequer conhecemos? A atracção é o gatilho - e precisamos sempre de algo que nos puxe - mas confundi-la com amor é absurdo. Não consigo acreditar em "amor à primeira vista". De todo.


Coisas boas desta vida: ter liberdade para escolher o que vestir. Nem toda a gente tem a mesma sorte.

CINEMA | The Great Gatsby [2013]

Gosto de filmes que me cativam não só pelo argumento mas também pelas questões mais técnicas - fotografia, banda sonora, figurinos (...) - e The Great Gatsby, na sua versão mais recente, brilha em todas as suas características. 

Se tivesse que escolher uma palavra para descrever esta longa metragem, optaria por moderno. Porque é isso mesmo que sobressai no meio dos penteados curtos das senhoras e dos suspensórios e chapéus dos senhores. The Great Gatsby é um filme moderno que retrata questões lamechas - como o amor impossível, a fidelidade e o reencontro de dois eternos apaixonados - duma forma inteligente, sem se tornar chato e/ou demasiado previsível. As festas e os arrependimentos coabitam com os enigmas e as fragilidades do ser humano, a saudade mistura-se com a criação duma imagem poderosa, os estereótipos descontrolam-se entre sequências musicais electrizantes e o resultado final é realmente fantástico e arrebatador pela quantidade de elementos que nos são apresentados em simultâneo. Palmas para o realizador - Baz Luhrmann -, para o elenco e para toda a equipa de produção. Não foi por acaso que The Great Gatsby esteve nomeado para vários prémios nem foi por acaso que ganhou alguns deles. 

The Great Gatsby assume-se como um filme pouco subtil - com muitos detalhes de babar - e ganha encanto pela mistura nítida entre a altura em que foi filmado e a época que retrata. O romance de F. Scott Fitzgerald ganha cor e som nesta versão criada para o grande ecrã e o filme como um todo é uma só coisa: absolutamente maravilhoso. Porque não vi antes, mesmo?


O mundo divide-se entre as pessoas que mudam de agenda em Setembro e as que mudam de agenda em Janeiro.

QUOTIDIANO | (Finalmente!) Fim-de-Semana

Durante os últimos dias tenho estado na Faculdade de manhã à noite, tenho chegado a casa tardíssimo e completamente exausta, tenho deixado o blogue para trás porque é isto que corto na lista de tarefas quando os dias não chegam para tudo e o cansaço me assombra. Terminaram hoje as duas semanas de Praxe intensivas e eu posso finalmente parar, respirar, descansar e escrever. Não prometo textos muito elaborados nos próximos dias - porque, afinal, há horas de sono para recuperar e mimos para partilhar - mas, aos poucos, tentarei voltar ao blogue que vocês conhecem. 

Foram duas semanas de adaptação a uma nova Faculdade, de conhecimento, de lágrimas, de pressão e de missão cumprida. Duas semanas que marcaram o início de um novo ano lectivo com novas responsabilidades e novas funções. Vou tentar recuperar durante os próximos dias, matar saudades do sofá, dos filmes e das mantinhas, organizar tudo o que ficou pendente, voltar às responsabilidades de aluna finalista, vestir-me à civil, usar sapatilhas e maquilhar-me se tiver vontade. Continuam desse lado?


Esta semana estou pelo blogue do Jota, na estreia duma nova rubrica - aqui. Opiniões?

AMOR | Decisões a Dois

Ele tem sempre o cuidado de me consultar quando precisa de tomar uma decisão importante e isso é algo que me faz sentir amada, que me mostra que a minha opinião tem valor. Ele diz que me ama, dá-me beijinhos na testa e empresta-me o seu casaco sempre que tenho frio mas acredito que a chave desta relação esteja na inclusão mútua em todos os planos futuros.

Espalhamos as cartas pela mesa muitas vezes. Expomos dilemas, ouvimos opiniões, percebemos que há comportamentos individuais que afectam a pessoa que temos ao nosso lado... É saudável e é algo que me transmite segurança entre chávenas de chá, gelados e francesinhas. Situações profissionais, projectos, horários, problemas pessoais, situações académicas... É importante para mim saber que não vou ser apanhada de surpresa e fico tranquila por saber que ele me procura antes de tomar decisões mais sérias.

Gosto muito das inúmeras canções bonitas que ele me canta, das visitas inesperadas, dos abraços que ele me dá e das mensagens de bom dia que nunca falham mas também aprecio inegavelmente o seu comportamento quando recebe uma proposta de trabalho, quando tem uma ideia para um projecto ou quando está a equacionar mudar algo de significativo na sua vida. Mesmo que não seja nada comigo - directamente falando - ele consulta-me e tem total interesse na minha opinião. Quão fantástico é? Sentir que temos uma voz e que a outra pessoa também entende que as atitudes individuais influenciam o futuro daquilo que construímos todos os dias é absolutamente impagável e um sinal de crescimento e maturidade. Não estamos a brincar às casinhas.


Votar: direito ou dever?

BLOGOSFERA | Things We Forget

Há blogues que nos inspiram duma forma extraordinária; Things We Forget é um deles. Sigo este projecto desde 2010 e até o recomendei num blogue antigo quando o descobri (alguém se lembra?) mas achei que fazia todo o sentido promovê-lo de novo. Coisas bonitas merecem ser partilhadas vezes e vezes sem conta, certo?

Things We Forget é um projecto simples que se baseia numa só coisa: inspirar o mundo. Frases bonitas e ilustrações a combinar são o mote e os resultados dos post-its amarelos espalhados pelos jardins, pelas paredes e pelos locais mais improváveis são absolutamente maravilhosos. O blogue nasceu em 2009 e é agora uma marca que cresce de dia para dia - há posters, livros, peças de roupa... - mas a verdade é que a sua essência se mantém. Quando os dias são cinzentos ou o ânimo está pertinho do zero, o Things We Forget é uma lufada de ar fresco para mim. Visitem, inspirem-se e valorizem as pequeninas coisas da vida!


Esta semana, o mundo divide-se entre as pessoas que acham que a miúda está submersa e as que acham que está só a chapinhar.

INSTAGRAM | Setembro 2015

Setembro é sempre um dos meus meses de eleição pela lufada de ar fresco que promove. É sempre um mês de reencontros, de novas responsabilidades e projectos, de agendas preenchidas, dias bonitos e aniversários e em 2015 isso repetiu-se mantendo a imprevisibilidade das novas tarefas e dos novos objectivos. 

Setembro trouxe-me um dia de praia na melhor companhia, o final das férias de Verão, lugares novos e a recepção aos alunos do primeiro ano. Setembro trouxe-me roupas bonitas, quilómetros feitos ao volante, descobertas musicais e o regresso às aulas com a certeza de que teremos um semestre muito trabalhoso pela frente e um Outubro paradoxal, como já vem a ser hábito. Com a textura da capa negra no corpo e uma nova fase marcante para toda a Academia, Setembro termina com a vontade de fazer mais e melhor, de fazer a diferença sem esquecer os meus princípios e aquilo que me move. Este último ano tem tudo para dar certo e começar com o pé direito foi a melhor forma de me motivar. Sinto-me preparada para enfrentar Outubro apesar das preocupações de finalista e do cansaço abusivo que me assombra.