LISBOA, PORTUGAL | Museu do Design e da Moda (MUDE)

O Museu do Design e da Moda é de visita obrigatória para quem gosta de moda, decoração e História. Os diferentes pisos do antigo BNU da Rua Augusta estão muito bem aproveitados e acho sinceramente que o MUDE é um Museu que deve ser (re)visitado muitas e muitas vezes. A música que acompanha cada época leva-nos numa viagem bem organizada pelos objectos fabulosos da exposição permanente e as exposições temporárias convidam-nos a regressar para conhecer as novidades e os diferentes artistas. Fiquei fã. O Piso -1 (que reaproveita o cofre do antigo Banco) não está sempre aberto ao público - é uma falha! - mas a minha opinião geral perante o Museu é muito positiva.

No início do mês de Novembro, para além da exposição permanente, havia duas exposições temporárias: uma sobre o design em Portugal durante a época salazarista - Ensaio para um Arquivo: O Tempo e a Palavra (1960-1974) - e uma sobre a Identidade e o Design da Companhia Aérea Nacional - TAP Portugal: Imagem de Um Povo (1945 - 2015). A primeira não me cativou muito, confesso, mas a segunda fascinou-me por ser adequada ao meu curso e ao meu gosto por companhias aéreas, viagens, moda e marketing. Penso que a exposição da TAP, ao contrário da primeira, já não pode ser visitada (se não me engano estava patente no MUDE apenas até dia 15 de Novembro) mas, se voltar a surgir a oportunidade, aproveitem para conhecer um bocadinho melhor - através de anúncios, cartazes, objectos típicos e documentação - a Companhia Aérea Nacional.



Espero ansiosamente o lançamento do novo álbum dos Coldplay. Está quase!

VIDA ACADÉMICA | Qual é o teu sonho?

Cada vez mais sinto e me apercebo que as pessoas são empurradas para áreas que não querem seguir, para Licenciaturas que não querem tirar, para Mestrados que não fazem qualquer sentido aos seus olhos, para Estágios que lhes trazem infelicidade. E fico preocupada com as gerações que chegam agora ao Ensino Secundário e ao Ensino Superior. Afinal, vocês escolheram essa área e essa Licenciatura porque queriam realmente? Ou porque alguém decidiu que era a melhor opção?

Tenho a sorte de pertencer a uma família que nunca me colocou entraves e que sempre deixou as decisões académicas e profissionais nas minhas mãos. Irritava-me não ter conselhos concretos, confesso, mas agora compreendo que isso me obrigou a ser responsável, a lutar por aquilo que realmente quero, a ser mais ponderada e a colocar em cima da mesa todos os prós e contras da situação. Eu escolhi a minha área de estudos no Secundário, eu escolhi a minha Licenciatura, eu escolhi estudar numa Universidade Privada, eu escolhi a minha área de Estágio, eu escolhi a empresa onde quero estagiar e hei-de escolher o meu Mestrado se isso fizer sentido quando chegar a altura das candidaturas. E estou agradecida. Pela responsabilidade que me incutiram e pelo apoio que me deram a cada etapa.

Os pais querem sempre o melhor para os filhos. E não é fácil ver tantos jovens desempregados e imaginar que, daqui a uns anos, os seus rebentos irão fazer parte das estatísticas também. Mas não tem de ser assim. E empurrá-los para uma área - ou para um curso; ou para uma Universidade - que não faz sentido aos seus olhos não pode ser opção. Não é uma ajuda, é dinheiro deitado fora.

daydreamer-k8:



❤

É preciso (re)lembrar o mundo: a situação dos refugiados não está resolvida.

SWEET CAROLINE | "I'm Thankful For..."

A minha família. Os meus amigos. O meu namorado. A minha capacidade de resolver situações mais delicadas. A lareira que acendemos hoje pela primeira vez. As cartas e mensagens bonitas que recebo tantas vezes. As minhas viagens. Os festivais de Tunas. Os concertos. A organização da minha agenda. Os momentos a dois. Os cafézinhos na esplanada. Os debates e discussões. A relação próxima com os Professores e Coordenadores. A comida que nunca me falta. As viagens de carro. A música. As festas de aniversário. A minha segurança. As decisões que tenho vindo a tomar ao longo dos anos. O desporto. As séries e filmes. Os casacos quentinhos. Os abraços. Os beijinhos. As mãos dadas. A consciência. As gomas. As minhas conquistas académicas. As dúvidas que me indicam o caminho mais acertado. As sapatilhas confortáveis. Os sorrisos. O sofá e as mantas em dias de chuva. Os miminhos. Os regressos a casa. As descolagens e aterragens. Os resultados surpreendentes. O conhecimento. A evolução da minha personalidade. O cheiro a mar. Os blogues. Os banhos depois dos dias de praia. Os mergulhos. As estradas sem trânsito. As gordices. As declarações de amor entre bebidas. As corridas e correrias. Os objectivos cumpridos. Os momentos académicos. O meu Traje. Os preços baixos em bilhetes de avião, museus e espectáculos. Os chocolates Kinder e o algodão doce. Os "Bom Dia!". Os jogos de futebol. O cafuné. A boa música. As serenatas e cortejos. Os meus futuros afilhados. As cores. Os lenços, cachecóis e gorros. As gargalhadas. Os jogos de tabuleiro. Os amuos. Os sonhos. Os passeios entre luzes de Natal. As certezas. Taaaaaaanta coisa...!


Querida semana... Podes terminar?

BLOGOSFERA | Carimbo de Qualidade #5

Coisas que quem vai começar um blogue devia saber. São muitas as pessoas que me pedem dicas sobre a Blogosfera, sobre a melhor forma de começar um blogue, sobre a maneira ideal de conciliar uma vida longe do computador com todas as exigências que um blogue acarreta. E eu podia efectivamente escrever sobre esses assuntos - como já fiz - mas se a Inês o faz melhor do que eu, porque não partilhar? Dicas preciosas para quem se quer aventurar nesta coisa dos blogues.

#VIVEATUABELEZA. Num mês de tanta desgraça e tristeza, a Sara Cabido traz-nos fotografias bonitas e histórias inspiradoras. O projecto #ViveATuaBeleza é feito de mulheres para mulheres e assume-se como um movimento anti-inseguranças que visa alterar a mentalidade do que é a perfeição. Ignorar padrões, ignorar estereótipos, valorizar todos os detalhes bonitos, destacar aquilo que nos transforma no que somos. Alinham?

To Do Before Bed. Cada vez mais dou importância a publicações de dicas, truques e conselhos. A ideia da partilha é a base da Blogosfera e se podemos melhorar a nossa qualidade de vida graças às aprendizagens e rotinas alheias... porque não? Mais uma Inês nesta edição do "Carimbo de Qualidade", com dicas para noites descomplicadas, dias relaxados, equilíbrios do quotidiano e vidas menos agitadas.

Ser deficiente não é insulto. Utilizo a palavra "anormal" fora de contexto e como um insulto para mim própria e os meus amigos mais vezes do que aquelas que seriam aceitáveis. E nunca me tinha lembrado de olhar para essa atitude como algo de grave até ver esta publicação da Pipoca Mais Doce. A banalização dos termos associados a deficiências cresce de dia para dia e todos nós contribuímos para isso. Nós não somos "anormais" quando nos esquecemos da chave dentro de casa, os nossos amigos não são "atrasados" quando fazem parvoíces. Há expressões que não devem ser utilizadas à toa, sob pena de contribuírem para o aumento da exclusão social e a campanha que a Ana partilha connosco (também) luta contra isso.

Puta de doença. Não é a primeira vez que destaco um texto do "Homem Sem Blogue" e com certeza não será a última mas hoje destaco uma publicação com um título agressivo porque a verdade é que não há outra forma de apelidar uma doença que rouba vidas, que destrói famílias, que desarma o mais forte dos soldados. Num tom mais pessoal e a propósito dum assunto actual, são parágrafos que fazem todo o sentido nesta rubrica.


Coisas boas desta vida: conduzir. Sozinha.

QUOTIDIANO | Let's Do This.

Eu costumo gostar de segundas-feiras - muito mais do que de domingos ou de quintas-feiras - mas a última semana do mês (já?) começa de forma atribulada, com um aperto no coração e preocupações exageradas. O sol e o frio combinam-se para me animar mas o trabalho, as reuniões, o estudo e os afazeres transformam esta segunda-feira num dia bem mais sombrio e menos inspirador do que aquilo que eu esperava que fosse. Entre mil e uma coisas que não tenho vontade de referir, espera-me uma semana difícil, naturalmente ansiosa e preocupante, com pouco tempo para mim e para os meus. Estamos na recta final, é o último ano e é inegável o turbilhão de emoções e de projectos. Vamos a isto?

Imagem de snow, christmas, and winter

O mundo divide-se entre as pessoas que dizem "luzes de Natal" e as que dizem "piscas de Natal".

AMOR | Sobre o Cavalheirismo

Uma das coisas que me cativa e me conquista é o seu cavalheirismo natural. Ir buscar o carro quando está a chover, abrir-me a porta, emprestar-me o seu casaco, ajudar-me com os livros pesados, automaticamente ficar do lado de fora do passeio quando passeamos juntos... Pequeninas coisas que tornam os dias mais bonitos, que aparecem quase sem esforço e sem reflexão, que fazem parte da sua forma de ser, que espelham a sua forma de lidar com a vida e que são especiais exactamente porque não acumulam segundas intenções.

Dizem que o cavalheirismo se tem vindo a perder de geração para geração e eu, quando penso na pessoa que tenho ao meu lado, não podia discordar mais. E olho para o cavalheirismo como um dado adquirido nele porque a simpatia, a cortesia, o respeito, a educação e o cuidado - para além de serem as características que suportam a minha definição de "cavalheirismo" - são traços de personalidade naturais e genuínos que ele não consegue esconder.

Honestamente, eu sinto que o cavalheirismo não morreu e que é o mundo que vê segundas intenções em todo o lado. Como esperam gestos bonitos se os interpretam da forma errada? Como esperam atitudes genuínas se as limitam e condicionam? Há uma diferença entre ser correcto, simpático e educado ou ser atiradiço. E o cavalheirismo só morre se os dois termos se confundirem.

tierdropp:

Flowers for a rainy Wednesday

"Eles têm armas, mas nós temos flores e velas."

ROSTO | Base Líquida: Teint Infusion da Sephora

Há cerca de um ano e meio experimentei uma base líquida da marca Sephora e odiei. O produto não era indicado para mim e apesar de ter sido acessível - cerca de 12€, se não estou em erro - foi dinheiro deitado fora. Gosto de ir testando as opções disponíveis no mercado e de ir intercalando produtos mais e menos acessíveis mas fiquei realmente desiludida com esse artigo da Sephora - coisa que nunca me tinha acontecido até então - e perdi um pouco a credibilidade nas bases da marca.

Até que no mês passado decidi arriscar numa diferente, adequada ao meu tipo de pele. E ainda bem que o fiz! Chama-se "Teint Infusion" e estou totalmente satisfeita com ela. Não está ao nível das bases mais caras que já testei mas também não lhes fica muiiiito atrás e, pela diferença de preço, acaba por compensar. Voltarei a comprar, sem qualquer queixa ou desilusão.

Este é um produto que custa 19,90€ - espero não estar a dizer nenhuma barbaridade! - e que se destaca pela embalagem - resistente e com uma pipeta que nos permite controlar, gota a gota, a quantidade de produto utilizado -, pela textura leve, pela cobertura que pode ser construída consoante o estado da nossa pele e pela secagem quase instantânea. Esta é uma base que não se transfere para a roupa, que passa despercebida no rosto e que fornece à nossa pele um aspecto aveludado e natural ao longo do dia. Apesar de ter água na sua composição - daí a necessidade de agitar antes de utilizar -, é uma base que cumpre aquilo que promete e dentro das opções mais em conta é, pelo menos até agora, uma das minhas favoritas.


Outras bases líquidas: Perfection Lumière Velvet | Fit Me

Pouco tempo, muito trabalho. 

POLÍTICA | O que define uma família?

No dia em que as crianças foram para a escola de pijama num movimento solidário anual que nos (re)lembra que "todas as crianças têm direito a uma família", Portugal vai mais além. Depois de polémicas, dramas e argumentos pobres e ilógicos, o país do fado dá mais um passo em frente e aprova, no Parlamento, a adopção por parte de casais do mesmo sexo. 

Eu, como portuguesa, só posso estar orgulhosa. Porque o que importa realmente são as condições e oportunidades dadas à criança e não o que as pessoas fazem no quarto. Este é apenas o primeiro passo para a mudança de mentalidades em Portugal mas, sejamos sinceros, a alteração desta lei é um excelente primeiro passo. Ainda que a discriminação não tenha terminado, estamos no bom caminho e aos poucos o mundo vai percebendo que a orientação sexual de um indivíduo em nada tem a ver com a quantidade de amor que ele consegue partilhar ou com a sua capacidade de educar um ser humano. Palmas!

Imagem de modern family, funny, and lol

O mundo divide-se entre os emotivos e os racionais.

APLICAÇÃO | CoolFriend

Antes de ir para Lisboa fiz o download de uma aplicação que queria testar há algum tempo. Qual? CoolFriend. Uma aplicação gratuita que nos mostra os lugares mais cool e bonitos de acordo com o tipo de visita que queremos elaborar na Capital Lusitana (Gastronómica, Romântica ou Histórica). Protegido pelo design moderno, pelo estilo jovem e pelas informações pertinentes, o CoolFriend está associado ao site LisboaCool e não podia ser um guia turístico mais giro ou inovador.

Em que consiste? Recomendações de amigo que podemos combinar para criar um roteiro personalizado e que podemos gravar para que nada nos falhe. Aquele café giro que passa despercebido, aquele bairro tradicional que ainda não foi dominado pelas lojas de souvenirs... Está tudo no CoolFriend.

Quando viajo - seja cá dentro ou no estrangeiro - gosto de visitar os lugares turísticos (monumentos, museus, marcos da cidade...) e de acrescentar ao meu roteiro alguns lugares menos conhecidos, sobretudo no que diz respeito às refeições e passeios. E nem sempre é fácil descobri-los. Contudo, esta aplicação vem colmatar essa falha. O CoolFriend não é um roteiro qualquer, é um amigo cool que nos conhece e que nos deixa criar um roteiro personalizado. Sem dramas ou publicidades chatas e à medida das nossas carteiras.


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É absolutamente ridículo que as pessoas não cumpram aquilo que se comprometem a fazer.

LISBOA, PORTUGAL | 5 Dias na Capital

A oportunidade de passar uns dias em Lisboa surgiu de forma inesperada há umas semanas mas rapidamente foi aceite e acordada. A vontade de regressar à nossa capital era muita e a chance chegou em jeito de celebração tardia pelo meu 20º aniversário. "Posso comprar os bilhetes?". Claro! E lá fomos nós rumo à Cidade das Sete Colinas. 

Foram cinco dias de passeio (quatro em Lisboa e um em Sintra), gordices, conversas, descobertas, música, reencontros e conhecimento. Cinco dias que guardarei com carinho e que me trouxeram algo de inesperado: cumplicidade. Pretendo partilhar convosco os locais que visitei, alguns detalhes da viagem, muitas fotografias e até várias dicas que considero pertinentes para futuros visitantes mas os interessados podem matar a curiosidade no meu Instagram - @carolinanelas - através da hashtag criada para o efeito: #CarolinaEmLisboa2015. Viajamos juntos, uma vez mais?


Por muito boa que uma viagem seja, regressar a casa aquece-me o coração.

ATUALIDADE | Sexta-Feira, 13.

Está instalado o pânico na Europa. É normal. Todos temos consciência de que somos uns privilegiados e que o mundo não é um lugar totalmente seguro mas este cantinho Ocidental costumava ser. E eu acho que é por isso que, neste momento, há uma união tão forte deste lado do mundo. Não é egoísmo. Não é uma questão de raça. Paris é uma cidade próxima cujas ruas conseguimos pisar depois de duas horas de voo e vê-la assim - frágil e débil - dá-nos outra perspectiva perante actos tão negros e violentos. Não significa que não nos importemos com a Síria, o Iraque ou a Tailândia, significa apenas que essa passou a ser uma realidade próxima. E é assustador. Se o lado mais seguro do mundo já não o é, onde vamos encontrar conforto e segurança?

Quando vi as notícias, fiquei sem reacção. Tive medo, fiquei insegura, elaborei mentalmente mil e uma questões. Mas não tive reacção e não disse nada. Tive pesadelos todos os dias - ou todas as noites - desde então. Os atentados da passada sexta-feira em Paris deixaram marcas - em mim, na Europa, no Mundo - e por muito que me digam que o Bem vence sempre, neste momento eu não sinto isso. Não sinto.

Eu estava em Lisboa quando ocorreram os atentados e apesar de saber que Portugal é um país privilegiado, não consegui deixar de pensar no que aconteceria se houvesse uma emergência da mesma dimensão. Longe do meu ambiente e das minhas pessoas, eu só conseguia pensar no quão difícil deve ser viver numa Capital, não pelo trânsito ou pela confusão mas pela susceptibilidade e reconhecimento internacional. Quão difícil será aprender a viver numa cidade segura que, de repente, deixa de o ser?

Imagem de girl, train, and travel

Tenho uma mala para fazer. Regresso na próxima semana!

DESPORTO | "Correr está na moda."

Do nada, toda a gente começou a correr, a inscrever-se em corridas, a sonhar com maratonas, medalhas e pistas de atletismo. Correr está na moda. E se por um lado aplaudo todos estes movimentos de bem-estar e preservação do corpo, por outro não posso deixar de ficar surpreendida com a quantidade de pessoas que ficam genuinamente indignadas com tais práticas. Para que são as críticas direcionadas a quem escolhe mudar de vida, a quem escolhe ser mais activo, a quem escolhe fazer mais por si, pelo seu corpo, pelo seu estado de espírito? Não compreendo a onda de indignação.

Todas as modas promotoras de um estilo de vida saudável merecem aplausos e adeptos. E se é preciso uma fotografia no fim de cada treino e roupas de desporto engraçadas para arrancar as pessoas do sofá, que seja! Corram, caminhem, joguem basquetebol, andebol ou voleibol, pratiquem natação, dancem, inscrevam-se em aulas de pilates e yoga. Sejam activos! O mundo precisa de mais tendências destas, que transformam o mundo num lugar melhor, com menos raiva e mais objectivos e conquistas. A prática desportiva é positiva. Com ou sem fotografias. Com ou sem redes sociais à mistura.

jewsquats:

Love those shoes
Imagem de kendall jenner

O sonho (utópico!) de ver um VSFS ao vivo em Nova Iorque intensifica-se de ano para ano.

SAÚDE | Acupuntura e Tratamentos Complementares

Em Agosto tive três ataques de pânico em meia dúzia de dias. Depois de semanas e semanas a sentir a respiração pesada, sem conseguir dormir e sem apetite, o meu corpo sucumbiu aos efeitos das preocupações dos meses anteriores e eu cheguei ao meu limite. A minha ansiedade atingiu dimensões assustadoras e eu deixei de ser capaz de resolver o problema sozinha. Comecei um novo tratamento: acupuntura. 

A ideia de me transformar numa almofada de alfinetes não me agradava nem um bocadinho mas depois de ouvir alguns testemunhos - sobre ansiedade, sobre sinusite, sobre dores variadas (...) - decidi experimentar, ainda que céptica e sem quaisquer expectativas. Funcionou. Tem funcionado. E se eu não acreditava nos benefícios da acupuntura, então não pode ter sido um efeito placebo a ajudar-me. Por muito que me custe admitir, eu estava enganada.

A ansiedade é uma doença psicológica relacionada com o sistema nervoso e seria parvo tratar exclusivamente o corpo quando o problema está, precisamente, noutra parte. Assim, o tratamento que estou a realizar vai muito além da acupuntura. Ainda que a aplicação de agulhas em pontos específicos do meu corpo seja uma parte importante de cada sessão, este tratamento passa também pela alteração de alguns hábitos (nomeadamente relacionados com o sono e a alimentação), pelas massagens de relaxamento, pelas técnicas de respiração, pela utilização de corrente eléctrica e calor, pela conversa focada. Algo aparentemente simples que é, na verdade, muito complexo.

Se senti melhorias logo após a primeira sessão? Não. Seria irrealista pensar - ou dizer! - que sim porque nenhum tratamento funciona de forma instantânea. Durante a primeira consulta consegui relaxar parcialmente mas os meus dias continuaram ansiosos e difíceis. Só a partir da segunda ou da terceira sessão é que comecei a sentir melhorias graduais na minha forma de lidar com a ansiedade. Comecei por fazer sessões semanais, passei a fazer sessões quinzenais e agora faço de três em três semanas. Estou cada vez melhor e, para além de estar menos ansiosa, sinto-me mais Carolina, mais focada nos detalhes bonitos do meu quotidiano. Não sei se a acupuntura por si só teria o mesmo impacto - confesso que continuo com as minhas reservas nesse sentido - mas a verdade é só uma: estou mais tranquila por ter dado uma oportunidade ao tratamento em questão e recomendo-o sempre que me perguntam se vale a pena.


Este blazer foi a maior surpresa. Estranho na fotografia, sem graça no cabide e incrível em mim.

AMOR | Rica Sorte

Em alturas de muito trabalho e pouco dinheiro, em horas de cansaço e dias chatos, eu sinto-me a miúda mais sortuda do planeta. Pela pessoa que tenho ao meu lado, pelos mimos, pelos abraços, pelas mensagens inesperadas, pelos beijinhos na testa, pelas festinhas no cabelo, pelas conversas mais sérias, pelos desabafos, pelas brincadeiras, pelas partilhas. E acho que essa é uma das definições mais preciosas e puras que tenho para a palavra "amor": se te sentes sortuda, então vale a pena. Se te sentes amada, então estás no lugar certo.

As borboletas na barriga são óptimas mas a vontade de continuar mesmo quando o mundo não colabora é ainda mais valiosa. A vida não é justa, os dias não correm sempre bem, o nosso humor não é perfeito. E sentirmo-nos sortudos mesmo quando os passeios são escassos ou o cansaço se apodera de nós é meio caminho andado para percebermos que somos melhores pessoas por termos ao nosso lado alguém assim. O amor vive da vontade de querer sempre mais um bocadinho. Sem desistências.


Neste aniversário recebi... os dois livros do projecto "Humans of New York". Adoro!

20º ANIVERSÁRIO | Surpresa!!

Tudo o que eu queria era um jantar tranquilo em família mas a verdade é que recebi muito mais do que isso. Recebi mil beijinhos e abraços ao longo do dia, uma música nova dos Coldplay, mil palavras bonitas, mil chamadas, mil mensagens queridas e uma festa surpresa (com balões prateados a combinar, amigos verdadeiros, um namorado exemplar e uma família maravilhosa que nunca me falha). Este foi o ano em que recebi menos presentes (mas tãaaaao giros!) e, ao mesmo tempo, foi o ano em que me senti mais amada e mais feliz. Nao houve nada - rigorosamente nada! - que corresse mal e consegui acordar bem-disposta e adormecer feliz ao lado de quem me ama. Impagável.

Ainda estou meia abananada, ainda não sei ao certo como devo agradecer todos os mimos, todas as presenças, todos os momentos maravilhosos... E é bom sinal. Este ano não houve espaço para desilusões, não houve momentos negativos, não houve lágrimas, não houve derrotas. Senti-me especial e importante durante todo o dia e durante toda a noite e senti que podia ser verdadeiramente a Carolina que sou, sem olhares reprovadores, sem dificuldades, sem mal entendidos. Não há melhor. Não há mesmo.

Eu não quis uma festa como as dos anos anteriores. Aliás, eu não quis uma festa. Eu não quis ter que seleccionar as minhas pessoas, não quis enviar convites e não quis estar preocupada com a atenção que deveria dar a cada uma dessas mesmas pessoas. Mas alguém o fez por mim. E tive o jantar mais bonito, com gargalhadas em uníssono e a mistura ideal entre cérebro e coração, entre os doces infinitos que não paravam de chegar à mesa e os tons de voz de tooooda a gente que me aplaude, que me dá na cabeça, que evita desistências, que me apoia, que me conta anedotas e que partilha refeições comigo. Foram todos capazes de respeitar o meu desejo de não querer uma festa mas, ao mesmo tempo, foram capazes de me ler o pensamento e reunir as pessoas que mais presentes estiveram ao longo dos últimos doze meses. Não podia ter sido uma aniversariante mais feliz.

E perante tudo isto, tudo o que posso fazer é agradecer. Aos meus amigos de sempre que se tornaram cúmplices da minha família, à minha família que preparou tudo com detalhe, ao Gui que queimou os neurónios para não me deixar entrar em casa antes da hora combinada e que me fez sentir amada e bonita, às pessoas que não deixaram passar a data e me enviaram as mensagens mais carinhosas, aos Coldplay que lançaram uma música animada no meu dia, às pessoas que vieram de longe. E a vocês, que me deixaram comentários bonitos mesmo sabendo que não podiam comer bolo de chocolate. Pelos mimos, pelos presentes, pelos jogos de tabuleiro, pelas mensagens, pelas flores, pela comida. Pela tranquilidade. Por tudo. Não podia estar mais feliz. Obrigada.

Imagem de cake, strawberry, and background

Coisas boas desta vida: bolo de aniversário.

SWEET CAROLINE | 19 Coisas que Aprendi com 19 Anos

1. As pessoas não são infinitas. E não faz mal. Nos últimos doze meses foram várias as pessoas que ficaram para trás e eu aprendi a aceitá-lo sem sucumbir aos sentimentos de culpa. Ninguém me está garantido mas, por muito cruel que isto possa soar, nem todas as pessoas que ficam para trás são verdadeiras perdas. Ou porque deixamos de ser capazes de nos identificar com elas ou porque as etapas da vida assim o exigem... Perceber que há alturas críticas e que nem todos os nossos amigos continuarão connosco é meio caminho andado para manter a tranquilidade e a consciência limpa.

2. A minha ansiedade não me define. Em tempos achei que sim e confesso que me senti maluca muitas vezes por causa disso mas neste último ano - um ano crítico e de grandes mudanças, por muito que me custe admiti-lo - também percebi que a minha ansiedade, ainda que faça parte de mim, não me define e é apenas uma característica minha no meio de tantas outras; é um detalhe que, aos poucos, vou controlando e limitando.

3. Fotografar muito não é um defeito. A congelação de momentos é algo que não dispenso. E apesar de me recusar a fotografar eventos específicos - como concertos, por exemplo, que gosto de apreciar sem lutar contra a inevitabilidade das imagens desfocadas e escuras - a ideia de ter fotografias para ver, seleccionar, imprimir, catalogar em álbuns e espalhar pela casa em molduras bonitas agrada-me imenso. O truque está em saber quando pousar a máquina fotográfica e como conseguir bons ângulos quando os momentos merecem registos infinitos.

4. Escrever faz bem à alma. Mesmo quando é sobre um assunto banal ou um tema impessoal, mesmo quando são textos aleatórios que sei que nunca verão a luz do dia neste blogue. Escrever faz-me bem, ajuda-me a relaxar, promove a minha concentração e leva-me a organizar melhor as minhas ideias, opiniões e argumentos. Sobre tudo. Quando os dias são confusos ou as hipóteses se misturam, gostar de escrever é uma vantagem que prezo com o maior dos carinhos.

5. Massa Carbonara combina com todas as estações do ano. Mesmo que os vinte anos me tragam capacidades culinárias brilhantes, eu duvido que deixe de comer massa carbonara todos os meses, seja Inverno ou Verão, esteja frio ou calor. Há pratos que resultam sempre e para quem gosta tanto de comida italiana como eu, carbonara é uma excelente - e fácil (e calórica!) - opção. Acho que nunca tinha comido tanta massa num só ano.

6. Eu não devo nada aos meus amigos e os meus amigos não me devem nada. Aprendi à força - e está relacionado com o primeiro ponto desta lista - mas a verdade é só uma: eu não tenho paciência para dramas desnecessários ou cobranças. Os amigos não cobram, compreendem. Num ano de muito trabalho académico e alguns projectos exigentes, percebi que os meus verdadeiros amigos são aqueles que não amuam quando o tempo não estica.

7. Os meus limites são estabelecidos por mim. Na vida não há patamares de segurança nem zonas de conforto eternas mas os meus limites não são mais do que aquilo que deixo que eles sejam. Na Faculdade, nas relações, na forma de vestir ou no desporto... Os meus limites estão onde eu deixo que eles estejam e se há alguns que me recuso a ultrapassar - porque funcionam como barreiras de protecção dos meus princípios e valores -, há outros que são apenas medos que tenho o dever de superar.

8. Londres é uma cidade ainda mais bonita do que aquilo que eu me lembrava. Foi a única viagem que fiz com dezanove anos mas não foi isso que me deu uma visão encantada sobre a capital inglesa. Londres é uma cidade incrível e os motivos que me levaram a pisar as suas ruas fizeram com que esta viagem fosse absolutamente extraordinária. Registei tudo no blogue, fiz um álbum para poder revê-la sempre que me apetecer e guardo a experiência da segunda vez em Inglaterra com o maior brilho no olhar e um coração a transbordar de amor. 

9. "Não" é uma resposta tão válida como "Sim". Porque posso. E sobre isto não há muito mais a dizer. Eu não tenho que apanhar uma bebedeira, não tenho que dizer palavrões, não tenho que fazer tudo sozinha, não tenho que ajudar toda a gente, não tenho que emprestar canetas, livros, computadores e rins, não tenho que faltar às aulas, não tenho que ser uma super-heroína. Se algo contraria aquilo que defendo ou aquilo em que acredito, tenho todo o direito de dizer não. É uma palavra como outra qualquer e não me transforma imediatamente em alguém arrogante ou sem graça.

10. A minha família é a melhor do mundo. Quando o meu mundo desaba, quando as coisas não correm como eu gostaria que corressem, quando as dificuldades aparecem... Existem pessoas que não me julgam e que não gostam menos de mim pelos meus erros. E essas mesmas pessoas estão comigo mesmo quando eu não estou, servem de base à minha estabilidade emocional e não me falham mesmo quando eu penso que o mundo inteiro está contra mim. A vida é feita de desilusões, de tristezas, de raivas e de fúrias mas também é feita de conquistas, de alegrias e de festas e se há algo que me ajuda a suportar o mau e a tornar o bom ainda melhor, esse "algo" é a minha família.

11. Não há nada que me enriqueça mais do que uma viagem. A ideia de entrar num avião - ou num carro, não importa - e de aterrar - ou parar - num local que não conheço assim tão bem é algo de absolutamente fascinante. E não há dinheiro mais bem gasto do que aquele que gasto em viagens. Pelas experiências que acumulo, pelas memórias que ficam, pelas superações pessoais, pelas cedências, pelo conhecimento. As viagens são muito mais do que tudo o que eu poderia descrever neste ponto.

12. A organização treina-se. Agradeço à Faculdade por me ter ensinado este ponto no ano mais complicado e desesperante de todos. Sempre fui metódica e organizada mas em certos aspectos da minha vida isso não acontecia - roupa e livros são bons exemplos disso. Porém, as exigências duma etapa mais complexa obrigaram-me a alterar certos comportamentos e isso vale ouro. Ainda deixo muitas coisas para o último momento mas as minhas estratégias são mais eficazes, os meus espaços são mais agradáveis e as minhas ideias já não se perdem entre papéis aleatórios e talões de compras.

13. Pedir ajuda não é sinónimo de fraqueza. É um sinal de respeito próprio e da vontade de ser mais e melhor a cada dia. Combati este ponto durante muito tempo - porque não queria chatear, porque achei que me devia desenvencilhar sozinha... - mas finalmente percebi que também eu posso pedir ajuda e que isso não me torna numa pessoa mais fraca.

14. Menos é mais. Menos quantidade, mais qualidade. É uma máxima que ouço desde que me lembro - sobre os grupos de amigos, sobre as peças de roupa, sobre os projectos, sobre as palavras - mas acho que só aos dezanove anos é que consegui cumpri-la de forma natural, sem reflectir muito sobre esse assunto. Menos é mais. E, a não ser que falemos de amor - porque amor nunca é demais - é algo a reter nas diversas vertentes da vida.

15. Nem toda a gente tem um fundo de bondade. Existem pessoas que não nos trazem nada de bom, que nos sugam a energia, que tentam prejudicar o nosso positivismo e que estão vivas apenas pelo prazer de destruir os outros. Aos dezanove anos deparei-me com algumas dessas pessoas e o choque inicial foi nítido. Sempre tive uma crença inegável na bondade humana e deparar-me com pessoas de carácter tão péssimo - como nunca tinha visto até então - obrigou-me a confirmar a minha ingenuidade. Foi uma lição. Eu pensava que as pessoas não podiam ser puramente más, que todas tinham, no fundo - algumas beeeeem lá no fundo - um coração bondoso. E estava enganada. Há pessoas que não trazem nada de bom ao mundo, que são más por natureza e que nunca conseguirão lutar contra isso - porque não querem e porque são felizes assim, a maltratar e a (tentar) rebaixar os outros.

16. As agências de viagens não são para mim. E ainda bem que o descobri por mim própria num estágio que nada teve a ver com a minha Universidade ou o meu plano curricular. Numa altura de decisões e descobertas profissionais, saber o que não gosto e o que não quero é tão importante como perceber o que gosto e o que quero. E fazer um mini-estágio numa agência de viagens deu-me uma perspectiva diferente perante o mercado de trabalho e mostrou-me que o meu futuro ideal não passa pela elaboração de pacotes turísticos nem pelo contacto constante com programas de reservas.

17. Apesar de tudo, eu sou uma pessoa positiva. A minha ansiedade choca um pouco com esta questão e as pessoas que lidam mais frequentemente com a minha insegurança podem discordar mas eu sei que é verdade e, nas alturas mais críticas, é a característica que me salva do desespero. A minha racionalidade ajuda-me a manter a cabeça fria sem cair num poço de frustração e apesar de não ter muiiiiita confiança em mim mesma, consigo ver o lado bom das situações com alguma facilidade.

18. O amor mede-se pela inclusão da outra pessoa nos nossos planos futuros. O Gui foi um dos protagonistas do meu ano e não podia deixar de incluir nesta lista algo que me foi ensinado por ele. Andei muito tempo a tentar perceber como se poderia medir o amor - como se houvesse medida possível, que parva - e apesar de não a ter descoberto, percebi que me sinto particularmente amada quando vejo futuro na nossa relação, quando ele me inclui nos seus planos e quando eu, aos poucos, consigo elaborar planos que não fazem sentido sem ele.

19. Gostar de celebrar o meu aniversário não é sinónimo de egoísmo. Toda a gente me dizia que, quando chegasse aos vinte e trocasse o "um" pelo "dois" na primeira vela do bolo, a minha animação desapareceria. Não aconteceu. Continuo a gostar de celebrar o meu aniversário e o dia 06 de Novembro continua a ser um dos meus favoritos. Afinal, qual é o mal de gostar de ter um dia só para mim? Há alguma coisa de errado em gostar de presentes, de mimos, de mensagens bonitas, de surpresas? Faz de mim pior pessoa? Não. Gostar de celebrar o meu aniversário é sinónimo de felicidade e paz comigo mesma.

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Já são 20! Parabéns a miiiim!

ALIMENTAÇÃO | Afinal, o que podemos comer?

As polémicas alimentares estão no grupo de temas que evito comentar. Não pela discussão propriamente dita - porque uma opinião mais ou menos científica todos podemos ter - mas porque sinto que a informação que me chega aos ouvidos nunca é suficiente para ter argumentos sólidos para defender aquilo em que acredito. Sou esquisita por Natureza e não compreendo as dietas da moda, à base de produtos caros e impossíveis de encontrar na mercearia do bairro.

Mas, afinal, o que podemos comer? Se os legumes estão carregados de químicos, se os animais crescem graças às injeções hormonais, se os peixes vivem em ambientes contaminados, se o leite não é indicado para adultos... Tudo é mau? Vamos passar a viver de água e... ar? Se nenhuma dieta faz sentido e se tudo é negócio, como filtramos a informação? Como ultrapassamos as mil e uma teorias da conspiração que nos são vendidas todos os dias? Como evitamos as preocupações excessivas e os alarmes desajustados?

No centro de mais uma polémica alimentar a minha posição é só uma: viver consciente das minhas escolhas, ter bom senso e fugir aos extremos - que, honestamente, me parecem demasiado frequentes naqueles que estão informados o suficiente e que trabalham na área. É uma questão de equilíbrio, como em tudo na vida. Porque uma saúde de ferro não depende só daquilo que escolhemos nas horas das refeições. O exercício físico que fazemos, o ambiente em que vivemos, as pessoas que temos à nossa volta, a genética, o estilo de vida... Tudo influencia a nossa longevidade. E se tudo o que é excessivo é prejudicial, alguém esperava que neste tema da alimentação isso fosse diferente? Não é. Mais do que ficarmos alarmado com as notícias que surgem com frequência, o importante é estarmos conscientes daquilo que compramos e comemos. Sem dramas. Não sou nutricionista - e por isso posso estar a partilhar a maior das barbaridades - mas uma coisa é certa: também não sou fundamentalista.

aureat:

watamelooon

Uma mistura de Rainha com Tom Hanks?

20º ANIVERSÁRIO | Em Família

Este ano só quero uma coisa: tranquilidade. E por isso optei por dispensar os jantares que me obrigam a dividir a minha atenção por todas as pessoas, os convites que odeio fazer e a confusão de colocar comida para um batalhão em cima da mesa. Por muito fantástico que seja ter um aniversário comprido que reúne amigos de todas as partes do país, num ano de tantas aprendizagens e provas, a celebração que faz sentido para mim é um jantar em família. E é isso que vai acontecer. Tudo o que quero é passar um dia inteiro sem dramas, sem chatices, ao lado das pessoas que gostam de mim, que se orgulham das minhas conquistas e que suportam as divagações do meu quotidiano. Com muitos mimos e bolo de chocolate a acompanhar.

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lushchanel:

brown/modern blog :) 

Entrevista de Estágio: Check. Menos uma preocupação sobre os meus ombros.

BLOGOSFERA | Stylista

É um dos blogues mais descontraídos que conheço e gosto imenso da forma como a Maria Guedes lida com os diversos temas sem cair no ridículo dos post-tendência que se repetem exageradamente pelos blogues nacionais. O Stylista é um espaço que não perde a genuinidade e que nos faz viajar entre os temas mais diversos: decoração, moda, família, beleza, alimentação, fotografia, lifestyle. E podia ser um blogue como outro qualquer, como tantos outros que já existem... Mas diferencia-se. Pelas fotografias bonitas, pelas cores, pela luz, pelos detalhes, pela pessoa que o escreve. Não é um blogue com longos textos ou pensamentos profundos mas é um blogue para pessoas reais, com dicas preciosas, muito estilo e alguns passatempos giros. Recomendo.

autumnleavesandhalloweenspooks:

🍁Autumn is here🍁

O meu aniversário está quaaaaaase aí!

SWEET CAROLINE | 19 Momentos Incríveis que Vivi com 19 Anos

1. Londres. A primeira viagem a dois e, para além disso, a primeira viagem que tive inteiramente à minha responsabilidade. Londres ficará para sempre marcada como a cidade cúmplice; como a cidade que nos ensinou que qualquer lugar do mundo pode ser romântico e desafiador desde que caminhemos pelas suas ruas ao lado da pessoa certa; como a cidade dos reencontros; como uma ode à amizade. Londres foi a única viagem que fiz com 19 anos e seria absurdo não a incluir nesta lista. A semana vivida em Terras de Sua Majestade foi uma prova de fogo que superámos com sucesso. 

2. 20. Ética e Responsabilidade Social foi uma unidade curricular interessante na qual tive nota máxima. Apesar de ter entrado na sala de Exame com confiança nos meus conhecimentos e apontamentos, não estava à espera de conseguir um 20 - muito menos no Exame Final e tendo em conta as características do Professor, muito conservador e sábio. Mas consegui. E fiz uma dança da vitória imediata quando vi a pauta. A sensação de missão cumprida é impagável e esta vitória académica foi importante não pela subida de média mas porque me deixou orgulhosa numa época de pouca motivação e ânimo.

3. Baptismo e Enterro da Gata 2015. Serenata. Cortejo. Imposição de Insígnias. Sinto que tenho vivido as minhas etapas académicas duma forma muito intensa e própria e o Enterro da Gata foi mais uma prova, assim como o meu segundo Baptismo - que não faria sentido doutra forma. Chorei muito mas por motivos felizes e experienciei um misto de emoções que não sei sequer como descrever. Foi a minha primeira verdadeira semana académica e se por um lado pude festejar, dançar e dormir pouco, por outro as cerimónias solenes originaram momentos marcantes que dificilmente irei esquecer: a despedida dos Finalistas, a emoção de estar do outro lado, os pedidos para traçar capas, os elogios, os abraços apertados e os sorrisos sinceros.

4. Dias de Sol. Não gosto de chuva nem de dias cinzentos e sinto que durante este último ano fui capaz de aproveitar os (muitos) dias de sol que vivi. Para passear, para fotografar, para esplanadar, para ser feliz. Sozinha, com os amigos, com o namorado, com a família. Cada vez mais aplaudo esta minha capacidade de valorizar as pequeninas coisas da vida e os dias de sol originaram, sem dúvida, boas conversas, bons passeios e bons momentos.

5. Agenda Finalizada. Pela primeira vez na vida, comecei e terminei uma agenda. E sinto que essa atitude é sinónimo de organização, crescimento e maturidade. Talvez este ponto seja até um pouco metafórico mas o facto de ter escrito diariamente e de terminado uma agenda - quando isso me parecia impensável até então - é, a meu ver, uma prova da minha evolução, tanto pessoal como académica e profissional. Estou mais consciente dos meus objectivos e das etapas que tenho que superar para os alcançar e essa é uma vantagem que levo comigo para a vida.

6. Carta de Condução. Sem dúvida um marco importante não só no meu ano mas também na minha vida. A liberdade de pegar no carro e sair - com ou sem destino -, de cantar as músicas da rádio umas a seguir às outras enquanto viajo numa estrada sem trânsito, de ter os vidros abertos e o vento a afastar-me o cabelo da cara... Há melhor? Não há.

7. Valorização do Património. No último ano fiz algo que já não fazia há muito tempo: regressei aos museus que tinha visitado quando ainda era criança. Para além de ter tido dias distintos, pude observar os tesourinhos que me rodeiam com outros olhos e conhecer os espaços turísticos com uma bagagem diferente, promovida pelo meu curso. Foi uma excelente decisão.

8. Estágio. Talvez este ponto seja um pouco paradoxal mas não podia deixar de registar a minha primeira experiência no mercado de trabalho. Se gostei? Não. De todo. As agências de viagens não são para mim e fugirei delas imediatamente se puder fazê-lo. Mas foi um momento incrível porque me ensinou mais sobre a minha área, sobre o contacto com os operadores, os turistas e os estabelecimentos hoteleiros, sobre a resolução de problemas, sobre os meus objectivos e sobre mim mesma. Apesar de não ter gostado do trabalho que desempenhei, olho para o meu estágio como uma experiência (muito) enriquecedora e valorizo-a.

9. Casamento da Lili e do Filipe. Momentos familiares têm sempre um lugar cativo no meu coração e o primeiro casamento com idade suficiente para reparar nos detalhes e aproveitar o dia sem aborrecimentos foi absolutamente maravilhoso. Família reunida entre comida deliciosa, vestidos bonitos, fotografias e fogo-de-artifício para celebrar o amor das pessoas que nos dizem tanto... Não há melhor.

10. Dia de Praia. Só tive direito a um, é certo, mas foi incrível por tudo o que significou para mim e pelo sol que me beijou a pele sempre acompanhado pela brisa que o tornava agradável. Fugir às semanas infernais num Verão difícil para conseguir um dia a dois, ter alguém que enfrenta a areia e a água gelada e ignora o telemóvel... Valeu por todas as ausências e distâncias até então.

11. Festivais de Tunas e Concertos. CELTA, FITU, LIRA. David Fonseca. Toda a gente sabe que o meu coração tem uma gavetinha dedicada aos concertos, aos grupos académicos, às Tunas e aos Festivais por isso não podia deixar de mencionar os três festivais bracarenses em que estive presente, o concerto do David Fonseca no S. João de Braga, as actuações de rua e os espectáculos mais simples. As capas negras, os amigos e namorado em palco, as melodias... Festivais de Tunas são Festivais de Tunas (e são sempre brilhantes!) e o David Fonseca não desilude nunca (muito menos depois de algodão doce e fogo-de-artifício).

12. Discussões de Esplanada. Normalmente as pessoas associam as discussões a zangas feias, pratos voadores, murros na mesa e chatices entre amigos mas a verdade é que, à medida que crescemos, as conversas de esplanada também vão evoluindo para algo mais diversificado. Tenho um grupo de amigos com quem sou capaz de discutir temas mais simples ou assuntos mais polémicos e delicados e isso é de valor. Neste último ano estas discussões foram mais frequentes e eu não pude deixar de me sentir agradecida por ter os amigos que tenho.

13. 100€ na Raspadinha. O que há para dizer sobre isto? Muito pouco. Ter a sorte de conseguir 100€ numa raspadinha de 1€ merece registo! Dança da vitória para mim uma vez mais, que não esperava, de todo, ser presenteada com um símbolo correspondente a um prémio tão elevado. Estou um bocadinho mais perto de comprar um computador novo.

14. 18 de Abril. O primeiro aniversário de namoro, com muitos imprevistos e pouco tempo a dois mas com aquele sentimento único e indescritível que caracteriza esta relação. Não me vou alongar sobre este tópico - porque não faz sentido - mas registo o empenho, o esforço, o amor e o carinho que partilhamos todos os dias. Porque é uma daquelas datas importantes que simbolizam mais do que aquilo que conseguimos concretizar num só dia.

15. 95 Anos. Mais um momento familiar: o 95º Aniversário da minha avó, que reuniu toda a família (e somos taaaantos) e que promoveu uma noite descontraída numa casa que transbordava amor. Entre fotografias, cantorias, crianças a correr e boa comida - como não podia deixar de ser -, a família uniu-se para festejar uma data importante não só na vida da pessoa que mais orgulho tem em nós mas também de todos os que a rodeiam.

16. Comissão de Praxe. Tem sido a maior dor de cabeça graças à junção das Faculdades - e ainda estamos no princípio! - mas eu sinto que esta nova tarefa (se é que lhe podemos chamar isso) me tem trazido muitas coisas boas, principalmente no que diz respeito às pessoas que provavelmente não conheceria doutra forma e ao meu envolvimento (ainda mais acentuado) no ambiente académico. Apesar das chatices que lhe estão inerentes, este é um projecto que me dá o maior gozo ainda que também me roube muito do meu tempo livre.

17. Gala de Fim de Ano e Ceia de Natal. Desculpas perfeitas para jantar em ambientes diferentes, mais elegantes e cuidados. Desculpas ideais para fugir ao ambiente académico num tom mais descontraído ao lado de quem parte do meu universo universitário - amigos, colegas, funcionários, professores - valorizando aquilo que nos une: a Universidade. Eventos em que faço questão de estar presente todos os anos porque promovem sempre as melhores memórias e recordações.

18. Cartas de Amor. "Quem as não tem?" Eu tenho. E o meu coração cresce um pouco mais sempre que recebo um coração de cartolina, um post-it escrito à pressa ou uma frase num guardanapo. No último ano recebi muitos miminhos que guardo com o maior dos carinhos e a minha caixinha de recordações não podia ter crescido mais. Estou rodeada de pessoas bonitas e tenho o namorado mais dedicado (que nunca se esquece de mim e que cumpre sempre as promessas que me faz).

19. Pedidos de Apadrinhamento. Quando comecei esta lista - há cerca de uma semana - não pensei sequer que este ponto pudesse estar aqui. Foi algo surpreendente que me trouxe uma responsabilidade nova e que, ao mesmo tempo, conseguiu derreter uma parte do meu coração. Foi um momento incrível e qualquer tentativa de explicar a mistura de sentimentos que experimentei naquele momento seria um falhanço. Tentarei transmitir todas as tradições e regras e estarei presente como outras pessoas estiveram - e estão - para mim. É a melhor maneira de agradecer tal honra.

cailfornie:

indie/fashion/boho