ALIMENTAÇÃO | Afinal, o que podemos comer?

As polémicas alimentares estão no grupo de temas que evito comentar. Não pela discussão propriamente dita - porque uma opinião mais ou menos científica todos podemos ter - mas porque sinto que a informação que me chega aos ouvidos nunca é suficiente para ter argumentos sólidos para defender aquilo em que acredito. Sou esquisita por Natureza e não compreendo as dietas da moda, à base de produtos caros e impossíveis de encontrar na mercearia do bairro.

Mas, afinal, o que podemos comer? Se os legumes estão carregados de químicos, se os animais crescem graças às injeções hormonais, se os peixes vivem em ambientes contaminados, se o leite não é indicado para adultos... Tudo é mau? Vamos passar a viver de água e... ar? Se nenhuma dieta faz sentido e se tudo é negócio, como filtramos a informação? Como ultrapassamos as mil e uma teorias da conspiração que nos são vendidas todos os dias? Como evitamos as preocupações excessivas e os alarmes desajustados?

No centro de mais uma polémica alimentar a minha posição é só uma: viver consciente das minhas escolhas, ter bom senso e fugir aos extremos - que, honestamente, me parecem demasiado frequentes naqueles que estão informados o suficiente e que trabalham na área. É uma questão de equilíbrio, como em tudo na vida. Porque uma saúde de ferro não depende só daquilo que escolhemos nas horas das refeições. O exercício físico que fazemos, o ambiente em que vivemos, as pessoas que temos à nossa volta, a genética, o estilo de vida... Tudo influencia a nossa longevidade. E se tudo o que é excessivo é prejudicial, alguém esperava que neste tema da alimentação isso fosse diferente? Não é. Mais do que ficarmos alarmado com as notícias que surgem com frequência, o importante é estarmos conscientes daquilo que compramos e comemos. Sem dramas. Não sou nutricionista - e por isso posso estar a partilhar a maior das barbaridades - mas uma coisa é certa: também não sou fundamentalista.

aureat:

watamelooon

12 comentários:

  1. Sempre achei que tudo o que é em excesso faz mal. Mas a questão que tenho muitas vezes é como saber quando estamos a entrar no excesso.

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  2. É exatamente isso que penso! É preciso equilíbrio (:

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  3. Tenho pensado imenso nos mesmos pontos que escreveste. Não por causa de toda esta polémica da carne, mas porque tenho lido muito sobre a filosofia vegan. E a verdade é que existem pontos importantes no que os vegan defendem, mas o extremismo que rodeia grande parte do movimento é igualmente assustador.
    Para dizer a verdade, já nem sei o que é correcto comer ou não porque tudo parece uma questão de dinheiro. Há uns anos beber leite era quase mandatório para uma vida saudável. Hoje já existem montes de teorias a provar o contrário.

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  4. O que mais importa é haver equilibrio... Porque não está correcto cortar completamente em alguns alimentos nem fazer alimentações que, muitas vezes, a carteira não pode suportar.

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  5. Acho que deviamos de deixar de comer, de beber porque tudo faz mal, até a água por causa dos tratamentos, e até deixar-mos de respirar porque anda muita porcaria no ar que acabamos por respirar. -.-
    Como eu digo, o que é que comemos que não nos faz mal nenhum? Nada. Tudo faz bem e mal a certo ponto.

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  6. Aquilo que respondo normalmente quando me perguntam é: tudo com moderação, tudo é necessário mas sem excesso.. Nunca esquecer do exercício físico, da água e do estilo de vida saudável.

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  7. A minha opinião é muito simples e de acordo com aquilo que sempre fomos ouvindo ao longo do tempo. Fazer uma alimentação equilibrada e saudável e uma vida ativa. Infelizmente há malefícios em várias coisas mas temos que viver de alguma coisa. E o equilíbrio é a forma mais sensata a meu ver.

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  8. Acho isto tudo à volta da alimentação um exagero. É claro que quase nada é tão saudável como era no tempo dos nossos avós, temos uma série de químicos e de hormonas naquilo que comemos e naquilo que bebemos que eles não tinham. Mas se basearmos a nossa alimentação nos artigos que vão sendo publicados há poucas coisas que não acarretem riscos para a nossa saúde. Acho que se não formos aos extremos já é um grande passo

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  9. Tudo faz bem e tudo faz mal até a um certo ponto, somos nós que devemos saber que estamos a exagerar e se devemos parar ou não, somos nós que temos de perceber que devemos comer peixe, carne, vegetais, tudo com pés e cabeça.Os artigos que vão sendo publicados por vezes exageram um pouco e fazem um drama do qual não se pode beber nem comer, nada.Apenas temos que ser conscientes e saber até onde podemos ir .

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  10. Penso o mesmo! Adoro a forma como escreves, como te expressas :)

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  11. A verdade é que qualquer dia nem respirar podemos porque a verdade é que o ar também tem muitas partículas cancerígenas pelas gasolinas e gasóleos etc. Temos que aprender a questionar a comunicação social e a investigar

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  12. Eu como um pouco de tudo mas com moderação :)

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