SWEET CAROLINE | 19 Coisas que Aprendi com 19 Anos

1. As pessoas não são infinitas. E não faz mal. Nos últimos doze meses foram várias as pessoas que ficaram para trás e eu aprendi a aceitá-lo sem sucumbir aos sentimentos de culpa. Ninguém me está garantido mas, por muito cruel que isto possa soar, nem todas as pessoas que ficam para trás são verdadeiras perdas. Ou porque deixamos de ser capazes de nos identificar com elas ou porque as etapas da vida assim o exigem... Perceber que há alturas críticas e que nem todos os nossos amigos continuarão connosco é meio caminho andado para manter a tranquilidade e a consciência limpa.

2. A minha ansiedade não me define. Em tempos achei que sim e confesso que me senti maluca muitas vezes por causa disso mas neste último ano - um ano crítico e de grandes mudanças, por muito que me custe admiti-lo - também percebi que a minha ansiedade, ainda que faça parte de mim, não me define e é apenas uma característica minha no meio de tantas outras; é um detalhe que, aos poucos, vou controlando e limitando.

3. Fotografar muito não é um defeito. A congelação de momentos é algo que não dispenso. E apesar de me recusar a fotografar eventos específicos - como concertos, por exemplo, que gosto de apreciar sem lutar contra a inevitabilidade das imagens desfocadas e escuras - a ideia de ter fotografias para ver, seleccionar, imprimir, catalogar em álbuns e espalhar pela casa em molduras bonitas agrada-me imenso. O truque está em saber quando pousar a máquina fotográfica e como conseguir bons ângulos quando os momentos merecem registos infinitos.

4. Escrever faz bem à alma. Mesmo quando é sobre um assunto banal ou um tema impessoal, mesmo quando são textos aleatórios que sei que nunca verão a luz do dia neste blogue. Escrever faz-me bem, ajuda-me a relaxar, promove a minha concentração e leva-me a organizar melhor as minhas ideias, opiniões e argumentos. Sobre tudo. Quando os dias são confusos ou as hipóteses se misturam, gostar de escrever é uma vantagem que prezo com o maior dos carinhos.

5. Massa Carbonara combina com todas as estações do ano. Mesmo que os vinte anos me tragam capacidades culinárias brilhantes, eu duvido que deixe de comer massa carbonara todos os meses, seja Inverno ou Verão, esteja frio ou calor. Há pratos que resultam sempre e para quem gosta tanto de comida italiana como eu, carbonara é uma excelente - e fácil (e calórica!) - opção. Acho que nunca tinha comido tanta massa num só ano.

6. Eu não devo nada aos meus amigos e os meus amigos não me devem nada. Aprendi à força - e está relacionado com o primeiro ponto desta lista - mas a verdade é só uma: eu não tenho paciência para dramas desnecessários ou cobranças. Os amigos não cobram, compreendem. Num ano de muito trabalho académico e alguns projectos exigentes, percebi que os meus verdadeiros amigos são aqueles que não amuam quando o tempo não estica.

7. Os meus limites são estabelecidos por mim. Na vida não há patamares de segurança nem zonas de conforto eternas mas os meus limites não são mais do que aquilo que deixo que eles sejam. Na Faculdade, nas relações, na forma de vestir ou no desporto... Os meus limites estão onde eu deixo que eles estejam e se há alguns que me recuso a ultrapassar - porque funcionam como barreiras de protecção dos meus princípios e valores -, há outros que são apenas medos que tenho o dever de superar.

8. Londres é uma cidade ainda mais bonita do que aquilo que eu me lembrava. Foi a única viagem que fiz com dezanove anos mas não foi isso que me deu uma visão encantada sobre a capital inglesa. Londres é uma cidade incrível e os motivos que me levaram a pisar as suas ruas fizeram com que esta viagem fosse absolutamente extraordinária. Registei tudo no blogue, fiz um álbum para poder revê-la sempre que me apetecer e guardo a experiência da segunda vez em Inglaterra com o maior brilho no olhar e um coração a transbordar de amor. 

9. "Não" é uma resposta tão válida como "Sim". Porque posso. E sobre isto não há muito mais a dizer. Eu não tenho que apanhar uma bebedeira, não tenho que dizer palavrões, não tenho que fazer tudo sozinha, não tenho que ajudar toda a gente, não tenho que emprestar canetas, livros, computadores e rins, não tenho que faltar às aulas, não tenho que ser uma super-heroína. Se algo contraria aquilo que defendo ou aquilo em que acredito, tenho todo o direito de dizer não. É uma palavra como outra qualquer e não me transforma imediatamente em alguém arrogante ou sem graça.

10. A minha família é a melhor do mundo. Quando o meu mundo desaba, quando as coisas não correm como eu gostaria que corressem, quando as dificuldades aparecem... Existem pessoas que não me julgam e que não gostam menos de mim pelos meus erros. E essas mesmas pessoas estão comigo mesmo quando eu não estou, servem de base à minha estabilidade emocional e não me falham mesmo quando eu penso que o mundo inteiro está contra mim. A vida é feita de desilusões, de tristezas, de raivas e de fúrias mas também é feita de conquistas, de alegrias e de festas e se há algo que me ajuda a suportar o mau e a tornar o bom ainda melhor, esse "algo" é a minha família.

11. Não há nada que me enriqueça mais do que uma viagem. A ideia de entrar num avião - ou num carro, não importa - e de aterrar - ou parar - num local que não conheço assim tão bem é algo de absolutamente fascinante. E não há dinheiro mais bem gasto do que aquele que gasto em viagens. Pelas experiências que acumulo, pelas memórias que ficam, pelas superações pessoais, pelas cedências, pelo conhecimento. As viagens são muito mais do que tudo o que eu poderia descrever neste ponto.

12. A organização treina-se. Agradeço à Faculdade por me ter ensinado este ponto no ano mais complicado e desesperante de todos. Sempre fui metódica e organizada mas em certos aspectos da minha vida isso não acontecia - roupa e livros são bons exemplos disso. Porém, as exigências duma etapa mais complexa obrigaram-me a alterar certos comportamentos e isso vale ouro. Ainda deixo muitas coisas para o último momento mas as minhas estratégias são mais eficazes, os meus espaços são mais agradáveis e as minhas ideias já não se perdem entre papéis aleatórios e talões de compras.

13. Pedir ajuda não é sinónimo de fraqueza. É um sinal de respeito próprio e da vontade de ser mais e melhor a cada dia. Combati este ponto durante muito tempo - porque não queria chatear, porque achei que me devia desenvencilhar sozinha... - mas finalmente percebi que também eu posso pedir ajuda e que isso não me torna numa pessoa mais fraca.

14. Menos é mais. Menos quantidade, mais qualidade. É uma máxima que ouço desde que me lembro - sobre os grupos de amigos, sobre as peças de roupa, sobre os projectos, sobre as palavras - mas acho que só aos dezanove anos é que consegui cumpri-la de forma natural, sem reflectir muito sobre esse assunto. Menos é mais. E, a não ser que falemos de amor - porque amor nunca é demais - é algo a reter nas diversas vertentes da vida.

15. Nem toda a gente tem um fundo de bondade. Existem pessoas que não nos trazem nada de bom, que nos sugam a energia, que tentam prejudicar o nosso positivismo e que estão vivas apenas pelo prazer de destruir os outros. Aos dezanove anos deparei-me com algumas dessas pessoas e o choque inicial foi nítido. Sempre tive uma crença inegável na bondade humana e deparar-me com pessoas de carácter tão péssimo - como nunca tinha visto até então - obrigou-me a confirmar a minha ingenuidade. Foi uma lição. Eu pensava que as pessoas não podiam ser puramente más, que todas tinham, no fundo - algumas beeeeem lá no fundo - um coração bondoso. E estava enganada. Há pessoas que não trazem nada de bom ao mundo, que são más por natureza e que nunca conseguirão lutar contra isso - porque não querem e porque são felizes assim, a maltratar e a (tentar) rebaixar os outros.

16. As agências de viagens não são para mim. E ainda bem que o descobri por mim própria num estágio que nada teve a ver com a minha Universidade ou o meu plano curricular. Numa altura de decisões e descobertas profissionais, saber o que não gosto e o que não quero é tão importante como perceber o que gosto e o que quero. E fazer um mini-estágio numa agência de viagens deu-me uma perspectiva diferente perante o mercado de trabalho e mostrou-me que o meu futuro ideal não passa pela elaboração de pacotes turísticos nem pelo contacto constante com programas de reservas.

17. Apesar de tudo, eu sou uma pessoa positiva. A minha ansiedade choca um pouco com esta questão e as pessoas que lidam mais frequentemente com a minha insegurança podem discordar mas eu sei que é verdade e, nas alturas mais críticas, é a característica que me salva do desespero. A minha racionalidade ajuda-me a manter a cabeça fria sem cair num poço de frustração e apesar de não ter muiiiiita confiança em mim mesma, consigo ver o lado bom das situações com alguma facilidade.

18. O amor mede-se pela inclusão da outra pessoa nos nossos planos futuros. O Gui foi um dos protagonistas do meu ano e não podia deixar de incluir nesta lista algo que me foi ensinado por ele. Andei muito tempo a tentar perceber como se poderia medir o amor - como se houvesse medida possível, que parva - e apesar de não a ter descoberto, percebi que me sinto particularmente amada quando vejo futuro na nossa relação, quando ele me inclui nos seus planos e quando eu, aos poucos, consigo elaborar planos que não fazem sentido sem ele.

19. Gostar de celebrar o meu aniversário não é sinónimo de egoísmo. Toda a gente me dizia que, quando chegasse aos vinte e trocasse o "um" pelo "dois" na primeira vela do bolo, a minha animação desapareceria. Não aconteceu. Continuo a gostar de celebrar o meu aniversário e o dia 06 de Novembro continua a ser um dos meus favoritos. Afinal, qual é o mal de gostar de ter um dia só para mim? Há alguma coisa de errado em gostar de presentes, de mimos, de mensagens bonitas, de surpresas? Faz de mim pior pessoa? Não. Gostar de celebrar o meu aniversário é sinónimo de felicidade e paz comigo mesma.

ohwellwtvrnvm:

Had to share this @WeHeartIt http://weheartit.com/entry/180467312/via/themotivatedtype

14 comentários:

  1. chegaste a conclusões fantásticas e verdadeiras =)

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  2. Parabéns! Não só pelo aniversário mas pelas conclusões a que chegaste. Mostram a pessoa sensata que és! Aproveita bem, beijinhos.

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  3. Incrível! E concordo com Imensas! As outras ainda estão por descobrir :p

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  4. Demonstra muito daquilo que és, gostei muito :) *

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  5. Identifico-me bastante com algumas das tuas aprendizagens... Só que, ao contrário de ti, quando vi o 1 a ser trocado pelo 2, deprimi um bocadinho x) Ainda somos muito jovens, mas pensar no futuro já começa a assustar, só por isso :)
    Muitas felicidades agora nos 20, e que te tragam novas aprendizagens :) Mas acima de tudo, que sejas muito feliz!

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  6. Adorei o teu post :). Concordo com muitos pontos. É sempre bom poder aprender com as experiências dos outros, e estes pontos mostram que tens aprendido muito com as tuas experiências e que és uma pessoa com bastante maturidade.
    Beijinhos,
    Cherry

    Blog: Life of Cherry

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  7. Concordo com imensa coisa neste lista. Sem dúvida!

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  8. Grandes conclusões para 19 anos :) you go girl!

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  9. Muitos parabéns Carolina!! Que tenhas um resto de dia muito feliz.
    Quanto ao ponto 15, isso é daquelas coisas que eu vejo cada vez mais que se verifica e tenho a noção de que é verdade, mas penso que no fundo continuo a recusar-me a acreditar (não sei se é normal ou se me percebes).

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  10. Novamente: parabéns! E identifico-me com tantos pontos desta tua lista que até se torna arrepiante!

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  11. Gostei muito! :)

    http://glamourandsparkletrends.blogspot.pt/

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  12. Concordo com algumas!
    beijo
    http://loverofthings27.blogspot.pt/

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  13. Gosto da análise que fazes. Acho que todos nós devíamos fazer isso, guardar um tempo para nós e analisar o que aprendemos e onde podemos melhorar.

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