VIDA ACADÉMICA | Qual é o teu sonho?

Cada vez mais sinto e me apercebo que as pessoas são empurradas para áreas que não querem seguir, para Licenciaturas que não querem tirar, para Mestrados que não fazem qualquer sentido aos seus olhos, para Estágios que lhes trazem infelicidade. E fico preocupada com as gerações que chegam agora ao Ensino Secundário e ao Ensino Superior. Afinal, vocês escolheram essa área e essa Licenciatura porque queriam realmente? Ou porque alguém decidiu que era a melhor opção?

Tenho a sorte de pertencer a uma família que nunca me colocou entraves e que sempre deixou as decisões académicas e profissionais nas minhas mãos. Irritava-me não ter conselhos concretos, confesso, mas agora compreendo que isso me obrigou a ser responsável, a lutar por aquilo que realmente quero, a ser mais ponderada e a colocar em cima da mesa todos os prós e contras da situação. Eu escolhi a minha área de estudos no Secundário, eu escolhi a minha Licenciatura, eu escolhi estudar numa Universidade Privada, eu escolhi a minha área de Estágio, eu escolhi a empresa onde quero estagiar e hei-de escolher o meu Mestrado se isso fizer sentido quando chegar a altura das candidaturas. E estou agradecida. Pela responsabilidade que me incutiram e pelo apoio que me deram a cada etapa.

Os pais querem sempre o melhor para os filhos. E não é fácil ver tantos jovens desempregados e imaginar que, daqui a uns anos, os seus rebentos irão fazer parte das estatísticas também. Mas não tem de ser assim. E empurrá-los para uma área - ou para um curso; ou para uma Universidade - que não faz sentido aos seus olhos não pode ser opção. Não é uma ajuda, é dinheiro deitado fora.

daydreamer-k8:



❤

10 comentários:

  1. Pensamos da mesma maneira e devemos sempre seguir a nossa vocação e aquilo que realmente gostamos, não pelos outros mas sempre por nos!

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  2. Exacto. Acho que os país podem e devem aconselhar e dar a sua opinião, mas na hora H a decisão tem que ser dos filhos, caso contrário estamos a criar seres humanos sem sentido de responsabilidade e que começam a vida académica e, mais tarde, profissional cheios de amarguras, frustrações e sonhos roubados.

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  3. Os pais podem sempre aconselhar e dizer o que acham, mas a decisão final deve ser sempre nossa porque somos nós que vamos ter de frequentar todas aquelas cadeiras e possivelmente ter um emprego nessa área para o resto da vida.

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  4. Eu, infelizmente, estive em ciências e tecnologias no secundário, e odiava. Com muito esforço, acabei no ano pretendido e entrei agora para o ensino superior. Adoro o curso onde estou, e a parte má disto tudo, é só e apenas, estar a largos quilómetros longe de casa. Tirando isso, tudo perfeito.
    Concordo contigo no facto de os pais não deverem empurrar os filhos para algo que eles não gostam. Para além de ser dinheiro deitado fora, também é mau ver o nosso filho infeliz. Acho que os pais nos devem aconselhar ao máximo, mas a decisão final deve ser sempre nossa!

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  5. Ora, e este é mais um dos assuntos em que estou completamente de acordo contigo! Os meus pais sempre foram como os teus, embora o resto da minha família sempre tenha tido o sonho de que a menina da família fosse médica. Quando eu cheguei à beira dos meus pais e lhes disse que queria Biologia, eles apenas me perguntaram em que universidade. Também escolhi. E, ao fim de um ano, disse que queria Genética. E eles nunca se opuseram, nunca vieram com a história do "ai, mas isso não tem emprego". Já o resto da família é completamente o contrário. Tal como tu, tive a sorte de escolher tudo e acho completamente absurdo que também venham com estas tretas do não-se-vai-arranjar-emprego-nessa-área, porque quando realmente se quer, encontra-se.. é complicado, mas não é impossível :)

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  6. O meu pai dava ideias daquilo que eu devia de tirar.. Fui para algo muito diferente.. Mas agora está a querer que eu deixe a minha área para ir ser militar.. até parece que não conhece a filha que tem..

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  7. Eu acho que isso se vê principalmente com o pessoal que entra em medicina. Se a pessoa tem uma média alta, tem automaticamente de colocar medicina nas primeiras opções, porque é isso que a família espera dela. Ou então colocam-na em explicações desde sempre já com o objetivo de que acabe por entrar efetivamente em medicina. Não quero generalizar, mas vi muitos casos assim. E depois é o evitar de cursos que têm uma grande percentagem de desemprego como a educação ou a psicologia. Eu, felizmente, sempre tive liberdade de escolher o que quis. Embora os meus pais sempre tenham dado a opinião deles (e muitas vezes de forma demasiado exaustiva), a última palavra foi sempre minha. E acho que é assim que tem que ser.

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  8. Às vezes penso que eu própria podia estar no grupo de pessoas que segue o que não quer. Isto porque cresci a ouvir os meus pais dizerem que nunca me iriam pagar os estudos para que eu fosse professora. Então sempre tentei querer outra coisa - agora percebo que isso nunca iria dar bom resultado. Felizmente eles acabaram por perceber que eu podia ser realmente boa no que faço e deixaram de me "pressionar" para seguir outro caminho. Embora, neste momento, já no final da licenciatura, ainda me tentei "desviar" da área do ensino. Mas já sabem que estou mesmo decidida e que nada me vai fazer mudar de ideias... estão, aos poucos, a aceitar isso, eu acho xb

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  9. Quando escolhi o curso de secundário ainda não sabia o queria seguir, portanto resolvi escolher o "caminho confortável" no sentido que tinha maior escolha, por sentir alguma pressão por causa daquela ideia pré formada ridícula de que quem tem boas notas vai para ciências e tanto o meu pai como o meu irmão (que é apenas um ano mais velho que eu) eram da área. Acabei por escolher algo de que não gosto, mas visto que tenho a prova de ingresso precisa para o que quero na faculdade e é só mais este ano, preferi continuar.

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  10. Os meus pais sempre sempre me disseram para seguir aquilo em que eu me revia, aquilo que eu achava que realmente gostava porque quando se gosta é mais fácil ser bom e "para os bons há sempre lugar". hoje agradeço me terem sempre transmitido essa passagem

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