Thirteen

SOCIEDADE | A Magia do Natal

Num mundo onde tudo é tão etéreo, digital e a correr, cada vez mais sinto que é importante deixarmos as nossas crianças serem crianças. Especialmente no Natal, quando tudo lhes é dedicado, quando os valores mais simples estão presentes em todo o lado e transbordam, quando a magia de ser criança faz ainda mais sentido. Vivemos numa sociedade cada vez mais ligada por Wi-Fi e não por verdadeiros laços e ainda que também eu seja viciada em redes sociais e internet - porque o sou, inegavelmente - eu sinto que estamos a prejudicar os mais novos ao oferecer-lhes iPads em vez de Nenucos e Legos.

O Natal é uma das épocas mais bonitas do ano por toda a inocência e ingenuidade que lhe está inerente e ver a magia e os valores a perderem-se ou a serem substituídos por contas bancárias recheadas e birras ensurdecedoras assusta-me um pouco, sobretudo quando a família só é família na Noite de Consoada e as crianças não se sujam ou esfolam os joelhos no resto do ano. Este Natal, promovam as histórias relacionadas com o Pai Natal, ofereçam presentes adequados às idades, deixem os telemóveis de parte durante dois dias, sejam cúmplices no assalto à mesa de doces e vejam filmes em família. Com presentes entusiasmantes e princípios igualmente fabulosos, não deixem que a essência do Natal se transforme aos olhos inocentes de quem tem sido obrigado a crescer rápido demais.

6 comentários:

  1. Sem dúvida que deixar vir a magia do Natal ao de cima é o mais importante :)

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  2. Sem dúvida Carolina! Concordo plenamente. Ainda hoje assisti a uma situação de um pai que ofereceu a um filho de 10 anos um telemóvel de 200 e tal euros. Para que é que uma criança dessa idade precisa de um telemóvel desse nível? E tenho observado os miúdos que conheço e acho que eles crescem sem serem crianças a sério. Vivem cheios de stress, de preocupações... Vivem vida de adultos quando ainda deveriam viver de brincadeira.

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  3. Concordo contigo. Hoje em dia as criancas crescem rápido de mais e a tecnologia não ajuda. Parece que saltam fases da infância e torna-se crescidinhos em idades que ainda deviam estar a brincar com nenucos e carros.

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  4. Concordo muito contigo! Adorava ter pessoas mais novas na minha família, sou a única com menos de 18 anos :/

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  5. Não podia concordar mais contigo. Acho um «crime» dar certas coisas a crianças... Têm tanto tempo para crescer! Fico mesmo feliz por ter sido "inocente" durante muito tempo...
    Beijinho*

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  6. Estou contigo nessa demanda Carolina :)

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