Thirteen

LISBOA, PORTUGAL | Ristorante Pizzeria Valentino

Partilhei em voz alta a vontade de matar saudades da comida italiana - a minha favorita, muito provavelmente! - e imediatamente os meus desejos foram cumpridos. A Karima levou-nos ao Valentino (um restaurante italiano situado na zona dos Restauradores) com a garantia de que iríamos gostar e não estava enganada. O espaço tem esplanada, é convidativo, acolhedor e tradicional, o serviço é óptimo e rápido (mesmo numa sexta-feira à noite), os empregados são extremamente atenciosos, educados e simpáticos e os pratos presentes na ementa falam por si. Entre massas, pizzas e lasanhas há seis páginas de sugestões e a decisão final não é nada fácil de tomar. 

Depois de alguma indecisão optei pela Pasta Carbonara - uma das minhas favoritas - e fiquei fã à primeira garfada sendo que ainda tive oportunidade de provar os maravilhosos ravioli e de me babar para as pizzas apetitosas que vi passar para outras mesas. É um facto: a comida do "Ristorante Valentino" é deliciosa e guardar espaço para a sobremesa depois do prato principal é difícil uma vez que as doses são bem generosas. O único ponto negativo (para além da dificuldade em encontrar estacionamento na zona, obviamente) é o preço. O Valentino é um restaurante que pratica preços justos mas, ao mesmo tempo, é um espaço para visitar apenas quando as saudades da gastronomia italiana batem à porta.



Falta uma semana!

INSTAGRAM | Janeiro 2016

Comecei esta rubrica em 2013 e enquanto selecionava as fotografias para este primeiro mês de 2016 não pude deixar de pensar no quão estranho é continuar deste lado e ser capaz de compactar um mês inteiro numa quase-tradição que, até hoje, não falhei. Os anos passam, a vida avança, eu mudo e, curiosamente, o blogue evolui comigo mantendo os pequeninos detalhes que tão bem me caracterizam. No fim de Janeiro, cá estou eu de novo para registar pedacinhos das semanas que lhe pertenceram.

Quando a contagem decrescente terminou e soaram as doze badaladas eu abracei a minha avó com toda a força do mundo e parti um prato na varanda com a mesma vontade. Eu sabia que estava a começar um ano de novidades e de mudanças e sabia que tinha de desejar um ano incrível com todo o meu coração. Foi o que fiz. E apesar de ainda agora termos iniciado o ano, eu já prevejo muitas estreias, muitos sentimentos à flor da pele, muitos desafios e muitas saídas da minha zona de conforto. Porém, o ano não começou bem: o meu amigo de quatro patas deixou de nos fazer companhia e a dor que sinto sempre que penso nisso é indiscritível.

Janeiro foi o tradicional mês dedicado à Faculdade mas nem por isso me senti menos desafiada pela vida em geral. Janeiro foi um mês atarefado, com pouca paciência para dramas. Foi um mês produtivo, com elogios à mistura, lanchinhos rápidos a dois e alguns passeios. Janeiro foi o mês da chuva incansável, dos sapatos de salto, do estudo e dos relatórios, da dedicação. Com o falecimento do Apolo não posso dizer que Janeiro tenha sido O mês - de todo - mas prevejo um ano extremamente desafiante e repleto de novidades. Boas e más.


O mundo divide-se entre as pessoas que tratam os pais por "tu" e as que os tratam por "você".

GUARDA-ROUPA | Embrace Inc.

Há uns tempos vi que a Professora Cândida Pinto tinha deixado o Ensino para se dedicar a um sonho antigo que combina perfeitamente com a sua personalidade - a Moda. E se por um lado fiquei com pena (porque os próximos alunos não vão saber o que é ter uma professora tão jovem, criativa, dinâmica e original), por outro fiquei (muito!) contente por ela. Deixar um emprego seguro para seguir uma carreira incerta não deve ter sido uma decisão fácil mas a Cândida arriscou, seguiu o seu sonho e transformou-se numa inspiração ainda maior para todos nós. Eu tive a sorte de me cruzar com ela numa fase de crescimento e de mudança e é bom ver que o lado artístico desta Professora - que tanto me marcou pela positiva - poderá alegrar e colorir os dias frios e cinzentos de desconhecidos.

De repente, pelas mãos da Professora Cândida Pinto (que já não o é mas que o será sempre para mim), nasceu a Embrace Inc, uma marca portuguesa de casacos de pêlo sintético que abraçam (e trazem conforto a) quem os veste (daí o nome); uma marca irreverente, carismática, inovadora; uma marca com uma atitude inconfundível e que assume até um pedacinho de rebeldia. Sou suspeita, claro, mas fiquei fã das criações e mal posso esperar por vê-las de perto, por sentir as suas texturas e por, quem sabe, fotografá-las.

O mundo precisa de mais pessoas assim - dinâmicas, empreendedoras, surpreendentes, felizes - e a Embrace Inc traduz tudo isso. O público-alvo são as mulheres que gostam de arriscar - no estilo e na vida - e os casacos e coletes de pêlo da Cândida são peças divertida que ajudam a construir essa imagem de mulher corajosa enquanto testam os limites de quem os veste graças às suas cores vivas e padrões.


Sigam a Página do Facebook e o Instagram e estejam atentas às novidades! Algo me diz que esta marca vai ser ENORME.

Esta polémica relativa às nomeações para os Prémios da Academia é só absurda.

TEMPO DE ANTENA | A Arte de Acumular

"O que mais me assusta nas decisões não é o facto de, de entre tantas portas, escolher apenas uma e seguir em frente, porque posso retroceder. O que é verdadeiramente terrífico é aperceber-me de que, à medida que tomo as minhas opções, há portas que se fecham irreversivelmente. 

É-me relativamente simples pensar em tudo aquilo de que gosto e pretendo manter comigo. Por outro lado, acho imensamente complicado afirmar com toda a certeza que abomino uma certa coisa e que a quero eliminar por completo da minha vida. Não sei se acontece apenas comigo, mas penso que descartar algo é uma ação muito mais definitiva. Porque eu posso ter X e rejeitá-lo a qualquer momento... Porém, depois de me livrar dele, nem sempre o posso repescar.

Talvez por isso as roupas que já não me servem (não aquelas que me ficaram pequenas, mas as que deixaram de se encaixar nos meus gostos) se vão acumulando. Provavelmente é por essa razão que vou guardando objetos que outrora me foram úteis, ainda que, atualmente, de pouco me sirvam. Se calhar esta é a justificação para a minha enorme dificuldade em apagar documentos e fotografias no geral, por muito pouco importantes que sejam. Quem me garante que não vou acordar um dia e olhar de forma diferente para aquela camisola que está no fundo do armário e que tenho vindo a ignorar? Ou que não conseguirei encontrar uma nova utilidade nos utensílios que tanto tempo se resguardaram na gaveta? Ou que não gostarei de abrir aleatoriamente alguns dos muitos ficheiros que tenho guardados e revê-los? 

A verdade é esta: até me posso lembrar de recuperar isto ou aquilo, mas é óbvio que muitas coisas não voltam a ver a luz do dia, para ser sincera. Quanta coisa desnecessária vou juntando, pergunto-me? Ainda assim, esta nem é a questão mais problemática para quem, como eu, tem dificuldade em se desfazer do que quer que seja. Ir acumulando peças de vestuário, objetos ou documentos não causa propriamente mossa - para além de ocupar espaço. O que nos mói são as relações tóxicas que não queremos abandonar, as pessoas que nos magoam e que insistimos em manter por perto e os pensamentos que só nos fazem mal mas que permanecem na nossa cabeça... Quantas coisas prejudiciais mantemos na esperança de que um dia nos deixem de lesar?"


Ju, Naïve.

De todos os temas que abordo aqui no blogue, qual é o vosso favorito?

LISBOA, PORTUGAL | Museu da Electricidade

O Museu da Electricidade foi aberto ao público em Maio de 2006 e está localizado no antigo edifício da Central Tejo, em Belém, pertencendo agora à Fundação EDP. Procura explicar o modo de funcionamento desta antiga central termoeléctrica e reúne diferentes espaços a fim de tornar a visita mais completa: uma sala dedicada às Energias Renováveis, um núcleo interativo chamado "Experimentando", maquetas sobre o processo de produção, transporte e distribuição da electricidade e uma exposição dedicada aos cientistas que promoveram algumas das descobertas mais importantes da área. E como se não bastasse, há ainda um espaço pronto para receber as coleções mais improváveis e as exposições temporárias mais diversificadas. 

Pessoalmente, não achei grande piada à exposição temporária que tive oportunidade de ver em Novembro (tratava-se apenas uma coleção totalmente aleatória e sem um fio condutor por isso, apesar de ter gostado de algumas peças, a exposição como um todo não me cativou ao ponto de a recomendar) mas, por outro lado, gostei imenso da exposição permanente e comprovei aquilo que tanta gente me havia dito: o Museu da Electricidade é um poço de conhecimento, todas as salas têm informações pertinentes e esclarecedoras (o vídeo explicativo no início da visita está fantástico) e o Museu é, no geral, um espaço bem organizado que cativa os visitantes.


IKEA em Braga? Cadeado na carteira.

SOCIEDADE | "Esperem Sentados"

"Que cases. Que te juntes numa cerimónia branca e imaculada, rodeada de família e amigos. Que tenhas filhos depois. Só depois. Esperam de ti, mulher, que saibas, no mínimo, estrelar ovos e que gostes de homens. Mas que sejas fiel. Ordeira e arrumada. Limpa e asseada. E que dês de mamar. Que sejas incansável na função de mãe, sem lágrimas ou dúvidas. Mãe que é mãe nunca se arrepende de nada. Nem de os ter. Nem do que faz. Nunca questiona os conselhos dos mais velhos. 

Esperam de ti isso e mais. Que qualquer sensação de fraqueza é para erradicar do peito e da cabeça. Esperam que se te dizem que deves dar peito até aos dois anos, é para cumprir. Que se não sentes qualquer gozo nisso, és menos mãe. Menos capaz. Menos mulher. Esperam de ti um parto normal. Gaja que é gaja, tem parto vaginal. As outras são umas “meninas”. Esperam de ti a boçalidade da pré-história. Esperam que tenhas os filhos sempre limpos e que lhes dês banho todos os dias após uma refeição sem fritos ou salsichas. Esperam que a roupa do homem com quem casas, porque é suposto gostares de homens, esteja passada a ferro. Que se não podes, contrata alguém. Esperam que não haja vincos na tua camisola quando vais trabalhar todos os dias nem nódoas de ranho ou papa. Esperam que tires um curso. Que sejas “alguma coisa” mas que consigas ter a casa num brinco, sem pingo de pó ou brinquedos fora do sítio. Esperam que sejas magra. Atlética. Que corras todos os dias. Ou dia sim, dia não, vá. De depilação feita e unhas coloridas. Que faças bolos ao sábado. E que não tenhas as raízes do cabelo por fazer. Esperam que te comportes bem e que nunca bebas um copo a mais para não caíres em figuras ridículas. Que nunca sejas daquelas que urina entre dois carros, no meio do Cais do Sodré. Esperam isso. Esperam mais. Que nunca adormeças maquilhada porque sujas a fronha da almofada. E que não te separes. Aguenta. É suposto aguentares porque tudo dá trabalho na vida. Por isso, é suposto esforçares-te. Pelos filhos. Por ti, não. Não carece. Por ti, não. E pela imagem. A imagem. E o que gastaram naquele casamento sumptuoso! Não. Aguenta, se faz favor. Pelos teus pais e pelos teus filhos. Esmera-te. É capaz de ser culpa tua. 

Esperam isso de ti. E não convém falhares. Esperam que tenhas sempre a louça na máquina e a roupa estendida. Que a cama esteja sempre feita. Todos os dias. Esperam de ti pouco rasgo. Se pensares demasiado, vais questionar demasiado. Ser curiosa ainda vá. Reflectir é evitável. Não esperam que sejas uma grande intelectual ou que fumes charutos ou que gostes de brandy. Vais beber licor de café ou vinho do porto e fumar qualquer coisa com sabor a mentol. Esperam de ti a dignidade. Que aceites o assédio como um galanteio. Esperam que uses saltos altos todos os dias e que uses um perfume que enche o elevador. Esperam que sejas isto. E mais. Só não esperam que sejas feliz."


Texto de Rita Marrafa de Carvalho (AQUI).

"A abstenção também demonstra o descontentamento dos cidadãos.". NÃO. A abstenção demonstra desinteresse e preguiça. SÓ.

CINEMA | Burnt [2015]

Os filmes resultam quando existe uma boa ideia, um argumento interessante, um protagonista forte e uma equipa de produção maravilhosa. É um facto. Porém, quando a esta fórmula acrescentam uma dose industrial de frases feitas e momentos óbvios, o brilhantismo do filme acaba por se perder entre histórias de amor previsíveis e conquistas aguardadas. E foi isso que aconteceu com "Burnt". Apesar de ser um bom filme e de ter características muito fortes que cativam, "Burnt" não surpreende.

Deixando de parte os clichés assumidos pela longa metragem e focando os pontos positivos, destaco Bradley Cooper - que carrega o filme às costas com competência e profissionalismo e que dá vida  ao grande ecrã através da personagem magnética e fascinante que consegue criar a cada passo - e a dinâmica de cada uma das cenas - que se desenvolvem entre tachos, panelas e aventais e ingredientes que se transformam entre discussões. "Burnt" foca o mundo da culinária duma forma crua - com zangas, dívidas, competitividade, dependências, vinganças, muita pressão, ansiedade e palavrões (Gordon Ramsay, és tu?) - mas também se desenvolve entre beijos apaixonados, críticas realistas, amizades e um bolo de aniversário amoroso.

Acredito que as personagens secundárias poderiam ter dado um encanto diferente ao filme se as suas vidas tivessem sido aprofundadas (e nem precisavam de ocupar uma parte significativa da obra cinematográfica) mas tal não acontece e por isso "Burnt" é um filme previsível. Se é bom? É. Mas não tem um argumento por aí além e o brilhantismo de Adam Jones (o chef) é limitado pelo teor da história.

Há pratos maravilhosos a desfilar em frente às câmaras, a fotografia cativa e Londres foi uma boa escolha (o que há para não gostar nesta cidade?) mas apesar de tudo isto, "Burnt" não tem uma história poderosa e se retirarmos o perfeccionismo, a magia do simples acto de cozinhar (e toda a paixão que tal gesto exige), a dedicação e a exploração das emoções, ficamos com pouca coisa. "Burnt" é uma longa metragem leve que resulta de diferentes formas porque faz com que o espectador sinta empatia com as personagens e porque foca a superação pessoal e a perseguição dos sonhos mas é um filme de fim-de-semana e, nesse sentido, não podemos ter padrões de exigência muito elevados. Se assistirmos de forma descontraída e tendo em mente estes pontos, não ficamos desiludidos. Eu, apesar da previsibilidade que lhe está associada, gostei bastante.


Esta semana percebi que o meu blogue, para além de tudo o resto, é um refúgio.

LISBOA, PORTUGAL | Belém

Curiosamente, Belém é uma zona que não me preenche ou que não priorizo. É um daqueles lugares que só visito de longe a longe com um propósito - uma exposição, uma visita, um passeio mais específico - e que, apesar de agradável em dias de sol, não me parece obrigatório a não ser que queiramos uma experiência verdadeiramente turística. A mistura de idiomas nesta zona de Lisboa é perfeitamente justificada pelos edifícios que reúne mas sinto que a experiência fica altamente condicionada pela meteorologia que a envolve e pela hora do passeio.

Contudo, é em Belém que encontramos (com o bónus dos espaços verdes e uma marginal convidativa) o Mosteiro dos Jerónimos, o CCB, a Torre de Belém, o Museu da Electricidade e o Padrão dos Descobrimentos e só por isso vale a pena. O peso histórico vale ouro. Ficam as fotografias, num dia de sol quentinho em pleno mês de Novembro:


Coisas boas desta vida: blogues que são atualizados com frequência.

SOLIDARIEDADE | Refood

Quero escrever mais vezes sobre projetos que valem a pena, instituições que são maiores do que a publicidade a que têm direito. E começo hoje, escrevendo sobre a Refood, uma organização que tenta evitar os desperdícios alimentares, actuando no apoio aos sem-abrigo e famílias carenciadas. Porque há comida que vai para o lixo apesar de estar em perfeitas condições para consumo e porque é possível contrariar esta tendência.

A fórmula Refood é bastante simples: os voluntários recolhem os desperdícios e sobras em restaurantes, mercados, cafés, pastelarias, supermercados e afins, separam, organizam e distribuem diariamente pelas famílias que mais precisam. Sem fins lucrativos, sobrevivendo através dos donativos e gerando um impacto positivo na comunidade.

Neste momento a Refood está em vários pontos do país - vejam onde AQUI - e terá todo o gosto em receber novos voluntários a fim de proporcionar resultados maravilhosos em cada um dos seus núcleos. Sentem empatia com o projeto? Querem contribuir de alguma forma? Divulguem o trabalho das equipas de voluntários e a missão desta organização (como eu estou a fazer agora), contribuam para o seu reconhecimento e crescimento, apoiem a Refood com bens materiais adequados às suas necessidades, façam donativos monetários, participem num turno uma vez por semana. Pequenas acções poderão fazer a diferença.


Voltei a comprar ESTA base líquida. A relação qualidade/preço é fantástica.

TEMPO DE ANTENA | O Tempo Tomou Conta de Nós

"O tempo às vezes é o nosso maior inimigo. Digo isto porque, por vezes, passamos a vida à espera daquele momento certo, do amanhã, do futuro. Desde pequeninos que nos perguntam o que queremos fazer no futuro em termos profissionais. Ora bolas, como podemos estar a construir uma sociedade assim? Um aglutinado de indivíduos à espera que o relógio ande mais depressa do que devia, a perder a vida - que precisa de ser vivida com intensidade - por meros segundos.

Mas contra mim falo. Passo o tempo a sonhar com um outro tempo: Onde vou ser feliz, onde vou fazer aquilo, onde estou livre de determinada tarefa. Porém, chega o dito momento e já me esqueci das promessas de felicidade que tinha para cumprir. A minha cabeça olha de novo para a chegada de um novo instante que será ainda melhor. 

Contudo, a minha convicção é que esta é a filosofia do Homem, por mais incorrecta que seja. Esta é a inconsciência do verdadeiro significado da vida, do desperdício que fazemos a olhar para números que não passam de uma mera invenção nossa. Esta é a existência que levamos - todos os dias, todas as horas - muitas vezes contra um relógio que é nosso, somente nosso."



Eu gostava de saber as minhas notas finais... Todos os semestres acontece o mesmo drama.

BLOGOSFERA | Carimbo de Qualidade #11

Trabalhar em casa | 10 dicas para não perderes o ritmo. A nossa casa pode ser sinónimo de tranquilidade, conforto e sossego mas, durante a época de exames, na hora de realizar tarefas e na altura de apresentar resultados poderá não ser o lugar mais produtivo. Nem toda a gente é capaz de trabalhar a partir de casa e nem toda a gente é organizado o suficiente para o fazer. Assim, não podia deixar de partilhar as dicas de alguém que está familiarizada com as dificuldades e que, com o tempo, foi encontrando estratégias para as minimizar.

Últimas palavras de um menino de onze anos antes de se suicidar. Habitualmente partilho coisas positivas nesta rubrica. Histórias de superação, lugares bonitos, dicas que nos podem ser úteis... Tento afastar o negativismo das partilhas que vão sendo feitas nos blogues que leio. Não por querer esconder a maldade ou a tristeza mas porque acredito que são as coisas bonitas e positivas que merecem chegar a mais gente. Porque o mundo precisa de inspiração, de motivação, de boas notícias. No entanto, contraditoriamente, hoje partilho convosco uma história que me deixou sem reação; uma carta que nenhum pai deveria ler. E faço-o porque a vejo como uma chamada de atenção. Porque sinto que o mundo precisa de ter mais momentos de reflexão. Porque sinto que é preciso abrir os olhos, conversar, criar laços de confiança, fazer parte duma comunidade, ser humano. Quando um menino de onze anos acredita que só a morte é a saída viável para não ir à escola e acabar com o sofrimento que aquele espaço lhe provoca... O que há para dizer?

3 Sugestões Gratuitas em Sinta. Sintra tem um defeito: precisamos de vender um rim no mercado negro para conseguirmos visitar todos os seus pontos turísticos, parques e monumentos (mesmo com todos os descontos específicos e as combinações de preços). Sintra tem lugares absolutamente maravilhosos aos olhos de qualquer turista mas há poucos bilhetes acessíveis, poucas entradas que não pressupõem um custo. No entanto, a Inês ajuda-nos um pouco neste campo e sugere-nos três locais que merecem visita e que são totalmente amigos das carteiras dos seus visitantes. A melhor parte? Todos são ao ar livre e todos traduzem a beleza e os encantos da Vila.

Dublin #8. Convidando-vos a espreitar também as sete publicações anteriores (e a nona também), hoje partilho convosco algumas dicas e informações pertinentes sobre Dublin. Sabiam que os autocarros não têm troco e que os motoristas não aceitam notas? E sabiam que há espaços nos museus que só podemos conhecer se escolhermos as visitas guiadas? Ou que a Primark é irlandesa e que a primeira loja da cadeia tem outro nome? Isto e muito mais, no Little Tiny Pieces of Me.

Faculdade | O Meu Mestrado. Para muitos de nós, o Mestrado é o passo seguinte à Licenciatura. E numa época de decisões quase a aparecer, é importante percebermos como funcionam as candidaturas e o segundo ciclo de estudos no Ensino Superior. A Ella fez uma publicação 100% informativa sobre este assunto e eu não poderia deixar de a sugerir pois, apesar de não me ter transmitido grandes novidades, acredito que possa ser uma grande ajuda para casos mais específicos ou estudantes mais perdidos. Sabiam que podem ir tirando o Mestrado se tiverem cadeiras da Licenciatura em atraso? Não? Então esta publicação é para vocês (apesar de existirem variações de regras e calendários de Universidade para Universidade).

 

Crescemos juntos. Ontem o (meu) mundo ficou mais pobre.

TEMPO DE ANTENA | Quando Te Apaixonas Pelo Teu Melhor Amigo

"As amizades são das coisas mais preciosas da vida: encontramos alguém com quem partilhamos os nossos pensamentos e sentimentos, alguém que nos compreende, que não nos julga, que nos vai apoiar aconteça o que acontecer. Mas as amizades são ainda mais preciosas quando são com alguém do sexo oposto. Encontramos alguém que nos protege, ao mesmo tempo que conhecemos o ponto de vista de uma pessoa do outro género. 

Ter um melhor amigo do sexo oposto é das melhores coisas que existe. No entanto, quando te apaixonas pelo melhor amigo, entras numa aventura entusiasmante, mas ao mesmo tempo assustadora. Os sentimentos são tão intensos, mas o medo de os revelar pode tornar-se paralisante. 

Todos nós temos aquele melhor amigo que esteve sempre presente e pronto para nos ajudar, mesmo quando nós não pedimos. Tu contas com ele para te acompanhar naquela festa cheia de casais, e ele vai com todo o gosto, só para estar contigo. É com ele que vais ter quando tens algum desgosto amoroso, quando estás a ter problemas com os teus pais, ou quando precisas simplesmente de um ombro amigo para chorar. 

Mas é com ele também que partilhas os teus melhores momentos. É com ele que soltas as gargalhadas mais genuínas, que tens as melhores brigas, que tens as melhores piadas e que mais ninguém percebe, a não ser vocês os dois. Tu consegues olhar para ele e perceber logo o que ele está a pensar, e parece que ele consegue fazer o mesmo. Vocês até conseguem completar as frases um do outro. 

As pessoas de fora assumem que vocês namoram. A família acha que um dia vocês ainda vão casar. Os vossos amigos dizem que vocês são uns idiotas por não estarem a namorar. Porém, vocês estão completamente cegos, negando sempre a possibilidade de sentirem algo um por o outro, negando que, na verdade, vocês seriam perfeitos um para o outro. 

Mas um dia, misteriosamente, começas a ter sentimentos pelo teu melhor amigo. De repente, tu reparas no sorriso fofo que ele faz quando te vê. Quase avanças um batimento cardíaco quando ele te olha nos olhos: é como se ele pudesse ver a tua alma. Reparas na maneira como as linhas da palma da mão dele se encaixam perfeitamente nas tuas. Começas a saber tudo aquilo que nunca soubeste, ou não quiseste saber. Tudo aquilo que agora queres saber. A pessoa que antes estava apenas nos bastidores da tua vida é agora tudo o que mais queres. 

Lentamente, as coisas começam a tornar-se estranhas e desconfortáveis. Se antes ficavas calma na presença dele, agora ficas nervosa. Se antes não te preocupavas com a tua aparência, agora queres estar no teu melhor ao pé dele. Lentamente, entras num estranho novo mundo e, pela primeira vez na vida, não sabes o que fazer. 

Porém, rapidamente reprimes esses sentimentos .“E se ele não sentir o mesmo que eu?” “E se ele reage mal, não consegue lidar com a situação e foge?” “O que é que eu tenho de errado para me ter apaixonado pelo meu melhor amigo? Toda a gente sabe que não se deve misturar amizade com amor, certo? ”Questões como esta flutuam na tua cabeça, fazendo com que sintas um medo aterrador de o perder. Já não consegues imaginar a tua vida sem o teu melhor amigo, o teu confidente, o teu porto seguro. Por isso, escolhes não revelar-lhe os teus sentimentos. 

Eventualmente, vocês separam-se e seguem caminhos diferentes, quem sabe até em cidades diferentes e com pessoas novas. Tu arranjas um namorado que não te compreende nem te faz feliz. Ele arranja uma namorada e, aparentemente, parece estar feliz, o que te deixa com ciúmes. Perguntas-te se o teu melhor amigo gosta mesmo da namorada dele. Perguntas-te também como seria se vocês os dois tivessem namorado. Mas nunca irás saber. Porque nunca arriscaste."


Cherry, Life Of Cherry.

Coisas boas desta vida: pão quentinho, acabadinho de sair do forno.

CINEMA | The Martian [2015]

Um astronauta dado como morto em Marte e deixado para trás após uma tempestade poderia resultar numa de duas coisas: uma história cativante ou um projeto aborrecido. E, felizmente, "The Martian" encaixa-se na primeira opção graças à sua fórmula. Eu confesso: este foi um filme que me surpreendeu positivamente. Eu não dava uma caixa de fósforos por ele e agora dou a mão à palmatória: gostei muito e percebo perfeitamente as nomeações que me puxaram para lhe dar uma oportunidade.

A combinação entre ficção científica, sobrevivência, criatividade, drama e comédia resulta na perfeição e Matt Damon está de parabéns pela sua prestação - assim como todas as outras caras conhecidas que abraçam papéis secundários com distinção apesar de não lhes ser dado grande destaque. Ainda que este seja um filme baseado na ciência, as explicações científicas nem sempre são tão científicas assim mas tudo isso é perdoado pela competência e ligeireza apresentada em "The Martian". As atitudes criativas que permitem ao protagonista lutar pela sobrevivência são fantasiosas e os planos de salvamento elaborados pela NASA são irrealistas - aliás, um astronauta sobreviver sozinho durante anos num planeta muito pouco explorado e sem reservas de água e alimentação é absolutamente ilusório - mas "The Martian" ganha imensos pontos porque, para além das reviravoltas constantes que criam empatia com o protagonista, não é um filme pretensioso. O humor é privilegiado a cada etapa e o filme entretém-nos graças a Matt Damon, que trabalha com profissionalismo e que dá vida a uma personagem divertida mas igualmente inteligente e emocional, sem cair no exagero.

Numa vertente mais técnica, a banda sonora disco inesperada torna o filme ainda mais divertido e "The Martian" é um filme delicioso cuja nomeação para Melhor Cenografia não me surpreende. Como ainda não vi os restantes nomeados não consigo precisar se "The Martian" sairá vitorioso nessa categoria no próximo mês mas a nomeação é completamente válida pois todo o trabalho de "backstage" faz a diferença em cada cena. Duvido que Matt Damon ganhe o Oscar para Melhor Actor - como disse, ainda não avaliei a concorrência e parece-me que a corrida está renhida - mas não podemos dizer que a nomeação não é justa porque é a sua prestação que dá vida ao filme. Gostei muito.


Até provas em contrário (que espero que não existam) o quinto semestre da minha Licenciatura está terminado.

POLÍTICA | Presidenciais: Quais são os critérios? Serão suficientes?

Ser português - ou portuguesa -, ter mais de 35 anos e recolher um número mínimo de 7500 assinaturas é tudo o que um cidadão - ou cidadã - precisa para se candidatar à Presidência da República. Mas não será este um cargo demasiado importante para se limitar a três critérios tão vagos? As opiniões dividem-se. Se por um lado há quem defenda que todos os cidadãos devem ter acesso ao mesmo conjunto de oportunidades, por outro lado há quem diga que é absurdo não haver mais critérios ou uma seleção mais restrita na hora de aceitar candidaturas. 

Confesso que eu própria estou ainda um pouco dividida nesta questão. E talvez por isso seja precipitado abordar este tema. No entanto, em época de campanha eleitoral e no meio de tantas discussões, não consigo deixar de colocar em cima da mesa algumas perguntas a fim de perceber a minha posição. Faria sentido limitar as candidaturas? Faria sentido criar critérios mais apertados? A formação académica e a experiência profissional deveriam ser entraves às candidaturas dos interessados? Eu acredito que sim. Um - ou uma - Presidente da República tem de cumprir certos parâmetros. A Presidência da República - ou doutra coisa qualquer - não é brincadeira.


Alguém se lembra do "Ad Infinitum"? Um ano depois... temos uma edição no forno!

SWEET CAROLINE | "Tu estás onde tu queres estar."

Se em tantos dias digo que o que queria mesmo era largar a Faculdade e viajar pelo mundo entre mimos e mochilas atoladas em memórias, de máquina fotográfica ao ombro e pausas noturnas para escrever sobre todos os lugares maravilhosos, noutros cai-me a ficha e percebo: esta foi a vida que eu escolhi para mim. Ninguém me obrigou. Ninguém me disse que eu não podia trabalhar ou viajar em vez de estudar. Ninguém me empurrou para uma Licenciatura. Ninguém me disse que o caminho certo era este. Não. Eu escolhi gastar dinheiro num bilhete para um espectáculo em vez de poupar para (mais) uma viagem. Eu escolhi comprar uma máquina fotográfica e um computador de sonho em vez de me perder entre comboios e passaportes. Eu escolhi não ir a um concerto porque havia uma data especial para celebrar noutro lugar, com outras pessoas. Eu entrei nos desafios, eu testei-me, eu escolhi como queria viver e encarar a vida. Eu estou onde eu quero estar. E tu? "Estás onde tu queres estar?"

Há alturas em que questiono as minhas decisões - quem não o faz? - mas raramente coloco em causa o meu estilo de vida. Será que seria mais feliz a viajar sozinha pelo mundo? Será que devia ter dito que não àquela oportunidade de estágio? Será que, em vez da experiência e da aprendizagem, devia ter escolhido um salário fixo e um passaporte muito carimbado? Não faço ideia. Mas não equaciono sequer essas hipóteses porque as minhas decisões fizeram sentido para mim na altura em que as tomei e porque o meu estilo de vida é aquele que me permite experimentar tudo aquilo que me torna na Carolina que sou. Eu escolho as soluções para os problemas, as oportunidades que quero aproveitar e as mudanças que quero abraçar.

E por isso sim, eu estou onde eu quero estar. Mesmo que daqui a dois meses a minha vida sofra uma reviravolta inacreditável, neste momento eu estou onde eu quero estar. E daqui a dois meses - ou dois anos, ou vinte - eu também vou estar onde eu quero estar. Porque quando estou em paz comigo mesma, eu sei que estou no lugar ideal. E vou sempre estabelecer como prioridade essa sensação. Afinal, o que nos impede?


Obrigada, Rafael Polónia por nos teres inspirado no "Vamos falar de Turismo?" e por me teres levado a refletir sobre mim própria com o maior dos orgulhos e uma segurança que raramente aparece. Eu estou onde eu quero estar. E espero que as pessoas que me lêem sintam o mesmo.

Se tudo correr bem, sexta-feira farei a minha última avaliação do semestre. Veremos. Wish me luck!

LIVRO | Coisas Nada Aborrecidas Para Ser Muito Feliz

É certo que as agendas-tendência deste ano me passaram completamente ao lado pela aparente falta de pragmatismo que lhes atribuo mas admito que não deixo de me encantar com as ilustrações inspiradoras da Mr. Wonderful. O positivismo e o conceito feliz que envolvem os produtos da marca de forma inegável - para além da agenda - agradam-me genuinamente e confesso que me encanto com todos os detalhes que são focados a fim de nos relembrar que as pequeninas coisas da vida não são apenas tão pequeninas assim.

E, nesse sentido, não podia deixar de vos falar sobre este livro. Não o compraria para mim própria mas sinto que, por ter sido oferecido, ganhou um significado ainda mais importante e especial, sobretudo porque veio de alguém que mo ofereceu com um intuito muito específico e uma mensagem ainda mais querida do que o próprio livro.

Apesar de não ser um livro tradicional e de se assumir como "o livro menos livro do mundo", é um livro feliz. A marca apresenta-o como um "decálogo ilustrado sobre a felicidade explicada como quem fala com um amigo, sincero e transparente" e eu confirmo - é um poço de motivação e um sorriso garantido a cada página. Com detalhes bonitos, mensagens para emoldurar e espalhar pela casa e ainda seis páginas com autocolantes - que utilizo para personalizar a minha agenda! -, este livro é mesmo o livro menos livro do mundo mas é um óptimo aliado nos dias mais ocupados ou negros.


Imaginam-se a escrever no mesmo blogue daqui a, por exemplo, dez anos?

CINEMA | Saving Mr. Banks [2013]

"Saving Mr. Banks" é amor. A sério. É um filme simpático, daqueles que nos trazem recordações bonitas e nos deixam com um sorriso no rosto. "Saving Mr. Banks" é um filme para ver em família e cantar em uníssono. Tem todos os elementos dum verdadeiro filme Disney - fantasia na medida certa, uma boa banda sonora e uma moral relacionada com o amor, a superação e a amizade - e funciona. As histórias relacionadas com os bastidores do mundo do cinema fascinam-me mas parece-me que "Saving Mr. Banks" pegou nesse fascínio e levou-o para um patamar inocente e ainda mais bonito.

"Saving Mr. Banks" conta-nos a história da venda dos direitos cinematográficos de Mary Poppins a Walt Disney e o argumento da longa metragem segue uma linha muito específica, com duas histórias complementares - separadas por uns bons anos - contadas em simultâneo. Ao contrário de muita gente, não senti que a analepse provocasse qualquer tipo de confusão no espectador e achei até que conferia uma dinâmica interessante ao filme uma vez que as mudanças de cena e de época são abruptas.

"Saving Mr. Banks" é construído por personagens fortes e um argumento sólido que nos marca pela positiva. O elenco é brilhante (Emma Thompson e Tom Hanks são a dupla ideal) e ainda que algumas personagens não tenham sido suficientemente desenvolvidas (como é o caso de Walt Disney - que com certeza não era apenas sonhador e lutador e que obviamente foi retratado duma forma muito mais branda do que aquilo que seria se o filme tivesse sido feito por outra empresa que não aquela que utiliza o seu nome), "Saving Mr. Banks" resulta porque reúne tudo aquilo que é defendido pela marca dos parques temáticos: diversão, positivismo, felicidade, genuinidade. Todo o filme se desenvolve em redor das cedências e exigências que a dupla de protagonistas vai fazendo com humor, elegância e uma postura quase intemporal e a apresentação final é verdadeiramente inspiradora.

Ir buscar uma história icónica com quase vinte anos foi um risco mas, ao mesmo tempo, foi um passo inteligente. Abordar um livro e um filme que fizeram parte da infância de diferentes gerações e explorá-los duma forma inovadora foi uma boa estratégia. Eu fiquei tão encantada com as questões técnicas e com os pormenores de referência à fabulosa Mary Poppins que nem me preocupei com os diálogos ou as transições de cenas menos agradáveis. Os detalhes valem ouro neste filme e "Saving Mr. Banks" é uma longa metragem com muita luz e muitas mensagens bonitas.

"Saving Mr. Banks" apresenta-nos uma nova versão duma história que já conhecemos tão bem. Não concordo que seja um filme biográfico e também não concordo que seja um filme pobre, vazio em conteúdo. De todo. Talvez Mary Poppins merecesse um argumento mais trabalhado - com destaque especial para alguns pormenores - mas parece-me que, caso tal acontecesse, todo o objetivo do filme se perderia. "Saving Mr. Banks" é uma lufada de ar fresco. É um filme para recordar a infância entre papagaios de papel e uma mala florida.


Até que ponto os blogues influenciam as vossas experiências, escolhas (restaurantes, bares, monumentos, eventos...) e destinos de viagem?

INSTAGRAM | @anaritaloureiro

Conheci a Rita na Escola de Dança há uns anos e apesar de conhecer o seu bom gosto e de achar imensa piada aos seus vestidos e blusas, estava longe de imaginar o seu talento para a fotografia. O seu perfil de Instagram - @anaritaloureiro - foi a maior surpresa e esta partilha chega até vós com um atraso significativo. Mas não faz sentido guardar estes quadradinhos bonitos só para mim. Não. A Rita e o seu talento merecem chegar mais longe.

No Instagram da Rita é sempre Verão, mesmo entre céus acinzentados, guarda-chuvas e botas. É sempre Verão porque há sempre muita luz, muitos pormenores arquitectónicos, muitos detalhes bonitos, muitas viagens e lugares de sonho, muitos momentos tipicamente portugueses. As fotografias da Rita são fotografias felizes. E são fotografias que nos inspiram, que nos lembram o quão bom é viver, que nos alertam para os encantos das ruas. As fotografias da Rita são para observar com a maior atenção e o maior dos carinhos.


Há lugares que sei que não poderia visitar agora. Exigem uma estaleca e uma preparação diferentes. Ir só porque sim não faria sentido.

LISBOA, PORTUGAL | A Padaria do Povo

O facto de termos ficado alojadas em Campo de Ourique teve - muita! - influência na diversidade de espaços que pudemos conhecer para além das zonas típicas e dos lugares-tendência que fizemos questão de visitar. E a Padaria do Povo - que duvido que a maior parte conheça - foi (mais) uma (boa!) surpresa que ficou por fotografar.

A Padaria do Povo é um restaurante, um ponto de convívio, uma Sociedade Cooperativa, uma sala de cinema, uma desculpa para rever os jogos de tabuleiro da infância e os clássicos da literatura, um bar desportivo. A Padaria do Povo é tudo... menos uma padaria. E é aí que reside o convite para nos sentarmos nas poltronas ou nas paletes a fim de perder a noção do tempo numa boa conversa entre música que nunca passa de moda. O conceito da Padaria do Povo é difícil de explicar mas a vontade de regressar é óbvia.

Um prédio antigo, uma esplanada interior, um salão, um espaço de reunião para grupos de amigos de TODAS as idades. É verdade que a Padaria do Povo não nos convida imediatamente a entrar e também é verdade que não está na moda, que não tem a entrada mais óbvia ou vistosa. Mas vale pelo ambiente intimista e despreocupado, quase familiar e bairrista. Tudo é bem português, tudo é humilde. Sem meias palavras, sem pretensiosismo, sem falsas vaidades. A Padaria do Povo é genuína e é de todos - é do povo.



O meu maior medo neste momento é não gostar de estagiar na empresa que eu própria escolhi para mim.

LISBOA, PORTUGAL | Sr. Guilho

Quando jantámos no Sr. Guilho, em Campo de Ourique, a Matilde ficou em casa e a bateria do meu telemóvel mostrava uma percentagem inaceitável. Resultado: um lugar maravilhoso, detalhes queridos, um atendimento excelente, comida deliciosa e zero fotografias para registar um restaurante que merece todo o destaque e recomendação.

O Sr. Guilho é um bar/restaurante de tapas e o sotaque dos empregados não podia ser mais adequado aos pratos que aparecem na ementa e que estão completamente aprovados por mim. A mistura entre a gastronomia espanhola e os pratos portugueses é nítida e resulta na perfeição. As tábuas de queijos e enchidos coabitam com os camarões à guilho e os famosos huevos rotos combinam perfeitamente com as batatas alioli, sempre com opções de vinho e gin. Os preços são (muito!) simpáticos, o espaço é pequenino e familiar mas muito giro (comprovem aqui!) e eu irei com certeza regressar numa próxima passagem por Lisboa. Guardem a informação: o Sr. Guilho está aberto de segunda a sábado e merece a vossa visita.



A capacidade de complementaridade é uma das características mais bonitas duma relação.

SWEET CAROLINE | Agenda: 5 Regras de Ouro

Do lado esquerdo estão os sete dias da semana, do lado direito está uma página pautada. Este primeiro ponto está simplesmente relacionado com as características de origem da própria agenda mas senti necessidade de o focar porque são detalhes que fazem uma diferença enorme na hora de consultar aquilo que não posso esquecer. Ter uma visão global da minha semana é essencial mas ter espaço para apontamentos, notas, listas e detalhes é igualmente importante (ex: se na página da esquerda aponto a data de entrega de um trabalho ou relatório, na página da direita coloco os pontos que devo abordar, os diversos passos da investigação e outros pormenores pertinentes).

A minha agenda não tem argolas nem bonecada. São mais duas características de origem mas são, provavelmente, as duas razões importantes para eu não deixar de escrever nela logo em Fevereiro. Sou péssima com argolas e não quero uma agenda que fique com mau aspeto após três meses de utilização intensiva. Por outro lado, optar por uma agenda de uma só cor, sem ilustrações e sem frases, para além de me permitir personalizá-la à minha maneira, com as minhas próprias inspirações e os detalhes que eu mesma escolho, permite-me utilizá-la até ao fim porque não deixo de gostar da capa, não me canso das cores e não embirro com as ilustrações que ocupam espaço precioso em certas semanas.

Tudo é escrito a lápis. Porque as alterações são inevitáveis e porque a minha organização também passa pela forma como apresento aquilo que preciso de relembrar. Não sou apologista de muitas cores, sublinhados e círculos e acredito mesmo que uma versão minimalista e limpa é a melhor resposta. Sem tralhas, sem distrações, sem riscos, sem corretor, sem notas a passarem despercebidas entre o vermelho e o verde fluorescente.

Os autocolantes e os post-its são uma mais valia. Uma vez que não utilizo cores para identificar aquilo que há de mais importante, os autocolantes são uma óptima ajuda para distinguir com apenas um olhar as diferentes tarefas e o seu grau de importância. Costumo utilizar aqueles que a minha agenda traz (estes) mas de vez em quando - sobretudo em datas, eventos e tarefas mais especiais - gosto de utilizar outros mais coloridos, engraçados e divertidos. Por outro lado, os post-its são maravilhosos para pequenas notas inspiradoras, frases bonitas, pequenas missões, objetivos pessoais e listas com ideias para publicações.

Os símbolos e palavras-chave são uma óptima ajuda. Normalmente, quando defino uma tarefa para um determinado dia, coloco antes o tema que lhe corresponde (ex: Faculdade: Exame de Políticas Europeias de Apoio ao Turismo 10H00) e, na página pautada - que é a que utilizo para notas e listas - utilizo um sistema de símbolos (pontos de exclamação para tarefas urgentes, pontos de interrogação para dúvidas a colocar ou situações a esclarecer, entre outros) que me ajuda a identificar de imediato aquilo que tem maior pertinência. Para além disto, todas as tarefas são assinaladas após a sua conclusão (também com um símbolo e não riscando ou apagando a informação anotada previamente).


Todo o esforço vai valer a pena. É isto que repito para mim própria vezes e vezes sem conta.

VIDA ACADÉMICA | Exames Nacionais: Sim ou Não?

Começo este texto com uma afirmação simples: eu sou apologista dos Exames Nacionais no Ensino Secundário. E tenho total noção de que sou muitas vezes condenada pelo meu ponto de vista - porque sou estudante, passei pela pressão das candidaturas e devia defender exatamente o oposto - mas a verdade é essa: os Exames Nacionais no Ensino Secundário fazem sentido para mim.

A existência de um denominador comum é imprescindível quando estamos a lidar com candidaturas. E se há tanta rivalidade entre alunos, entre escolas, entre professores e entre ensino público e privado, então é ainda mais importante haver uma prova que seja igual para todos com base num regulamento rígido e correções apertadas, sem subjetividade. Anular esse mesmo denominador comum sem criar um método diferente não é, nem nunca será, opção. No mundo do trabalho há entrevistas, no mundo académico há exames. Ponto.

Eu teria todas as razões para defender a abolição dos Exames Nacionais. No meu ano os Exames não serviram como denominador comum, não foram justos e não serviram o seu real objetivo de igualdade e uniformidade. Eu fiz o meu exame de Português em condições miseráveis, envolta pelos gritos duma manifestação e tentativas de arrombamento de portas. Eu fiz o meu exame de Português três dias após o falecimento do meu avô. Eu tive que pedir reapreciação da prova de História A e fui forçada a lidar com a incompetência de quem brinca com o futuro dos jovens adultos que sonham com uma Licenciatura (escrevi sobre isso AQUI, nos primórdios deste blogue - alguém se lembra?). Volto a dizer: teria todas as razões para contestar a existência dos Exames Nacionais. E mesmo assim não o faço. Porque até inventarem outro método capaz de uniformizar os alunos, este terá de servir o seu propósito. É uma questão de justiça perante testes, professores, escolas e tipologias de ensino diferentes.


As minhas leitoras vão compreender.

SWEET CAROLINE | (In)Segurança

Sou convicta das minhas ideias, tenho confiança na minha escrita, sei dizer não e, ainda assim, há algo que não posso negar: sou insegura de mim mesma e isso reflete-se nos passos que dou antes de conseguir saltar, nos elogios que recebo, nos receios em épocas complicadas. Para além de ser uma pessoa ansiosa, sou também uma pessoa extremamente racional e isso, ao contrário do que a maioria pensa ou me faz crer, nem sempre é positivo.

E fico verdadeiramente incomodada quando quero conversar e as palavras não saem, as frases não se multiplicam e as ideias não ganham vida. Há dias em que, por muito que oiça, por muitas ideias que tenha, por muitas novidades que queira partilhar e por muito que possa dizer, são raros os textos que ganham forma e raras as conversas que causam o impacto que eu gostaria que elas tivessem. Hoje é um desses dias. Quero as cartas em cima da mesa e um baralho organizado. Sem dramas. Tenho muito para dizer e toda a calma do mundo para conversar.


Sei exatamente como quero decorar a minha casa. Já falta comprar a casa.

VÍDEO | A Caixa-Surpresa

Quando me deparei com este vídeo, tudo o que eu ia escrever deixou de fazer sentido. Esqueci as sapatilhas de sonho que vi, a opinião sobre o telemóvel que tenho há mais de um ano, as recomendações de blogues, as divagações sobre a época de avaliações, as críticas cinematográficas. Não faz sentido não partilhar este vídeo. Não faz sentido não partilhar este vídeo AGORA. Um ano depois, as imagens do ataque ao Charlie Hebdo ainda me fazem confusão e este vídeo do Público mostra-me que nem tudo está perdido. A Liberdade de Expressão não se perdeu. As forças do mal não venceram.

Eu não sou jornalista. Eu não estudo Comunicação. Eu não trabalho num jornal. Eu não sei desenhar. Mas tenho um blogue. E escrevo neste blogue todos os dias. E transmito as minhas opiniões sem medos, sem receios, sem paninhos quentes. Sou uma sortuda. Os actos de terrorismo de Janeiro de 2015 foram esquecidos pela maioria mas o Público homenageou com carinho a segurança e o conforto que se perderam naquele dia. Excelente.


Apesar de não fazer planos a longo prazo, é muito importante para mim estabelecer metas e objetivos diários e semanais.

BLOGOSFERA | Carimbo de Qualidade #10

Madrid # O Roteiro. Cada vez mais o Turismo é promovido pelos próprios turistas. Os livros turísticos passam a servir-nos apenas pelos mapas que trazem e pelas informações básicas (adequadas a todos os tipos de carteiras) e os blogues ganham terreno de dia para dia no âmbito da personalização da viagem. É uma nova forma de promoção que, pessoalmente, aplaudo com o maior dos carinhos. Assim, não fazia sentido não colocar um carimbo de qualidade neste roteiro da Joana, que esteve em Madrid durante a Passagem de Ano e que partilha connosco algumas dicas sobre a cidade espanhola. De turista, para turista. Gostei.

The eyes of The Danish Girl. Ainda não vi "A Rapariga Dinamarquesa" mas, se a minha curiosidade já estava num patamar elevado antes de ler este texto da Joana, a crítica tão pessoal e profunda no Jiji fez com que essa mesma curiosidade atingisse um nível ainda mais significativo. Se leram a publicação, percebem esta minha recomendação. Se não leram, leiam com a certeza de que terão vontade de conhecer "A Rapariga Dinamarquesa" logo de seguida.

Coisas que tens de saber se vais ao Carnaval de Torres. A Inês é a maior fã de Carnaval que conheço e acho que isso vem exatamente da tradição que vive desde sempre em Torres Vedras - que foge aos fatos de enfermeiras sensuais e que aposta na diversão de rua, com música e perucas a combinar. Não sou fã de pessoas mascaradas, nunca estive no Carnaval de Torres e ainda não é desta que pisarei a Praça da Batata nessa época mas deliciei-me com esta publicação de dicas. Leiam com atenção e, se planeiam ir ao Carnaval de Torres, tirem apontamentos!

10 Coisas que tens de fazer em Amesterdão. E se em 2016 tencionam visitar a capital holandesa, têm, obrigatoriamente, que passar os olhinhos pela publicação da Ana que, para além dos lugares tipicamente turísticos, nos recomenda alguns espaços menos convencionais e nos fornece algumas dicas pertinentes. De turista para turista.

Amores reféns e o principio da misoginia // Capazes. Num mundo que se diz tão evoluído eu acredito que seja imprescindível partilhar estas histórias e mostrar que ainda temos muito que caminhar como sociedade. A violência doméstica e a violência no namoro são dois flagelos nítidos da comunidade em que nos inserimos. E é preciso partilhar textos como este. É preciso ter coragem de falar, de dizer "não", de escolher uma vida melhor longe de quem nos prejudica.


Para mim, é muito mais simples comprar presentes para homens do que para mulheres.

LISBOA, PORTUGAL | Lx Brownie

Antes de vos falar do meu pedido e de partilhar convosco a minha opinião sobre os produtos-estrela desta Lx Brownie, tenho que vos alertar para uma característica da lojinha: não tem mesas, não tem cadeiras, não nos convida a ficar e limita-se a um balcão pequenino. E não perde pontos por isso já que o objetivo não é passar a tarde ali, entre brownies e bebidas quentes. O objetivo é precisamente o oposto: comprar e comer pelo caminho.

A Lx Brownie está situada em Campo de Ourique - numa rua que encontramos por acaso durante um passeio - e vende apenas aquilo que imaginam: brownies. São 13 os tipos de quadradinhos disponíveis e todos têm a mesma base: chocolate normal, chocolate branco ou red velvet. E se o último vem com o tradicional queijo creme, os dois primeiros são apenas o princípio de mil e uma combinações personalizadas. O cliente pode escolher a cobertura que mais lhe agrada (caramelo salgado, chocolate, frutos vermelhos, frutos secos, nutella... - são imensas as opções existentes!) e criar um brownie à sua medida. Eu optei pelo tradicional bolinho de red velvet e - apesar de não ter sido o melhor que já experimentei - fiquei extremamente satisfeita com os sabores predominantes. Os brownies são quadrados (com sete centímetros de lado e dois de altura - o ideal para não enjoar dada a quantidade de doce que sentimos logo à primeira dentada) e têm preços a partir dos 2,20€/unidade sendo que há a possibilidade de encomendar e receber uma caixinha (ou várias!) em casa dependendo das quantidades pretendidas.