Ainda mais?! Socooooooorro!

11 comentários:

  1. Vais ver que os resultados vão ser os que tu queres ou melhores :) Força

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  2. No fim o esforço será recompensado, certamente! :)

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  3. Olá, Carolina!
    Deixei-te hoje um comentário no facebook mas acabei por apagá-lo porque achei que não estava formulado da maneira mais correta e como fiquei a pensar nisso, achei melhor expor melhor aqui no blog :)
    Relativamente à publicação do Carimbo de Qualidade, falaste do facto do turismo ser cada vez mais promovido pelos turistas e os tradicionais livros de mapas, etc começarem a cair em desuso, fiquei com alguma curiosidade sobre isso, que até acho que dava uma publicação interessante com a tua perspetiva. Sempre tive imensa admiração pela área do turismo - confesso que só não foi opção de licenciatura, porque não há em nenhuma Pública, no Porto - e a verdade é que por vezes, parece que está a acontecer com o turismo o que aconteceu com a literatura - não perdendo a qualidade, houve uma certa banalização do profissionalismo e qualquer pessoa, profissional ou não, tem acesso e facilidade em lançar um livro e integrar-se no meio.
    Achas isso possível? Claro que o turismo para funcionar necessita de pessoas que saibam com o que estão a lidar, que tenham capacidade para tal. Mas será possível que comece a ser um pouco banalizado e visto como algo que não carece de especialização? Ou toda esta promoção que agora se faz facilmente, com o desenvolvimento das tecnologias - e que no fundo, sempre houve e é natural que continue a existir, porque é legítimo - é útil e não necessariamente uma desvantagem? É que na altura em que falava bastante do curso, tive realmente a ideia de que a) as pessoas achavam que turismo não era uma licenciatura legítima, era só preciso saber falar línguas e b) acreditavam que a exigência seria menor, porque "para tirares turismo basta seres turista".
    Espero que entendas a minha questão, fiquei realmente curiosa e a pensar sobre o tema!
    Um beijinho! :)

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    1. Olá Mariana,

      Eu li o teu comentário e respondi-te na mesma publicação mas, uma vez que o eliminaste, eliminaste também a minha resposta e, aparentemente, não chegaste sequer a lê-la. Fiz um comentário um bocado extenso pelo que vou tentar lembrar-me do que escrevi de forma a partilhar novamente a minha opinião sobre o assunto sem fugir muito aos detalhes que, na altura, achei pertinentes.

      Curiosamente, tenho um rascunho sobre este assunto pendente (e mais dois relacionados com a área do Turismo) há semanas mas como não sei se conseguirei terminá-los brevemente (porque textos mais técnicos e específicos exigem algum tempo que eu, durante a época de avaliações, não tenho, como deves compreender) respondo-te diretamente.

      Para dizer a verdade, eu sinto que está a acontecer o oposto daquilo que acontece na Literatura: se há uns anos qualquer pessoa era aceite para trabalhar no setor do Turismo, agora as empresas cada vez mais procuram pessoas especializadas para desenvolver certos cargos e papéis. Pelo que tenho visto e ouvido das empresas e das pessoas que vivem (bem!) à custa do Turismo, eu acho que há agora uma maior preocupação e rigor na hora de contratar, sobretudo em Portugal (que só nos últimos anos é que percebeu que o Turismo era uma mina de ouro para o país). Isto não significa que uma pessoa sem um curso superior não possa trabalhar na área (pode, claro que sim, e há imensos casos de sucesso!) mas sinto que há um maior número de critérios na hora de procurar pessoas para trabalhar no "backstage".

      O problema da Licenciatura em Turismo é que as pessoas só fazem a ligação com hotéis, guias turísticos e agências de viagens (que são as coisas que relacionamos imediatamente com o setor) mas muito dificilmente referem o Marketing, a Gestão e a Comunicação que está por trás de cada um desses pontos.

      A verdade é que não é necessário um curso superior para trabalhar em Turismo. Não é e é exactamente isso que descredibiliza a área, como referes. Servir às mesas num restaurante, fazer as camas num hotel, trabalhar no balcão do bar da praia, abrir uma loja de souvenirs, conduzir uma camioneta de transporte de passageiros... Tudo isso é Turismo. E pode não ser necessário um curso superior para trabalhar num hotel e progredir na carreira (há muitos diretores de hotel que se basearam exclusivamente na experiência, que começaram "por baixo" e que têm todo o mérito!) ou para desempenhar o papel de guia turístico num museu se fores fluente noutros idiomas - concordo plenamente! - mas uma licenciatura na área é inegavelmente uma vantagem se preferirmos trabalhar no "backstage", na promoção, nas estratégias de investimento, na política, na economia, na gestão, no marketing, na comunicação, na imagem do destino e por aí além. É uma vantagem se quisermos ir mais longe, se quisermos uma formação multidisciplinar para além daquilo que é associado automaticamente à área.

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    2. Se pensarmos no exemplo do Turismo de Portugal, que tem crescido de ano para ano e que já se traduz numa parte significativa do dinheiro das receitas do país, percebemos que a exigência, de há uns anos para cá, aumentou. E tem mesmo de ser assim. Há mais em jogo e as empresas têm mesmo de inovar e de se adaptar porque o perfil do turista também modificou (o turista é mais exigente, mais preocupado com os detalhes, quer sempre mais e melhor, procura um serviço personalizado...) e é preciso acompanhá-lo e criar serviços à sua medida e à medida das suas exigências. Daí a necessidade de contratar pessoas que estejam por dentro da área, que tenham conhecimentos não só relativamente à tarefa que desempenham mas também relativamente aos serviços que a complementam, ao mercado, às tendências e à evolução do setor. Não acontece em todo o lado e ainda temos muito que caminhar mas noto uma predisposição maior nesse sentido.

      Relativamente à promoção feita pelo turista, eu acho que só pode ser uma vantagem desde que seja gerida da forma correta. É um risco (porque os serviços mais negativos são partilhados com maior facilidade) mas é também vantajoso e pode ser usado a favor do destino e do serviço disponibilizado. Posso estar redondamente enganada (quem sou eu para falar disto?) mas, pelo menos por agora, não vejo esta evolução (aliada às tecnologias e à maior facilidade de promoção) como algo negativo e acredito que é só uma mudança válida e inevitável que exige adaptação por parte do setor mas que tem de ser vista como algo natural num mundo e numa sociedade cada vez mais ligados ao mundo digital.

      Espero ter respondido às tuas questões de forma esclarecedora! :)

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  4. Obrigada pela resposta! De facto, não a vi no facebook, eliminei o comentário antes de receber a notificação, peço desculpa por isso.
    Compreendi perfeitamente o que disseste - e a verdade é que não tinha essa ideia, também porque não estou por dentro da área. Acho que um dos maiores problemas (ou um dos meus problemas!) é que ao Turismo são apenas associadas atividades como as que referiste - guias, hospedeiras, etc - e não atividades relacionadas à gestão ou ao marketing e por isso, a minha questão era mais virada para as primeiras! E veio exatamente pela enorme expansão que o turismo tem tido e o crescimento recente em Portugal - pensei que pudesse, eventualmente, ter o efeito contrário e diminuir a exigência e os critérios de seleção e "banalizar" certos cargos ou funções.
    Mas de certo que é um tema interessante de explorar e perceber melhor! Obrigada pela resposta rápida :) e boa sorte para as avaliações!

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