VIDA ACADÉMICA | Competitividade Académica

No primeiro ano da Licenciatura eu sentia os níveis de competitividade a disparar na minha turma e isso assustava-me. Não por me sentir ameaçada ou prejudicada - coisa que nunca aconteceu - mas porque via pessoas a atingir objetivos sem olhar a meios e a serem elogiados pelos resultados. "Se são assim numa simples aula, como serão quando houver dinheiro em cima da mesa?" - pensava eu.

Agora, no terceiro ano e prestes a entrar na reta final, já não sinto isso. Nem um bocadinho. E fico muito contente por pertencer a uma turma cujos elementos, com o passar das semanas e dos meses, foram capazes de se adaptar às situações e personalidades uns dos outros sem passar por cima de ninguém para alcançar resultados. Estar num curso abrangente com tantas saídas profissionais é indubitavelmente vantajoso a muitos níveis e um deles é, sem dúvida alguma, a calmaria do último ano no que diz respeito às parvoíces da competitividade académica.

A oportunidade de escolhermos onde queremos estagiar - aeroportos, hotéis, empresas de organização de eventos, museus ou até entidades menos tradicionais - mostrou-nos, como turma, aquilo que eu já dizia há tanto tempo: apesar de todos termos as mesmas bases, não somos concorrentes uns dos outros. E é óptimo poder observar a união e o apoio que todos os dias aparecem duma forma ou de outra e sentir que pertenço a esta Universidade, a esta Faculdade, a este Curso.

9 comentários:

  1. Por acaso, estive para escrever um post sobre este assunto.
    Realmente, é mesmo verdade. Estou no primeiro ano da minha licenciatura,e sinto muito essa competitividade. Se no início do ano reinava o ambiente de " somos todos muito amigos e ajudamo-nos uns aos outros" ( em grande parte, devido à praxe), agora no final do semestre já sinto a competitividade em níveis claramente exagerados. E acho que no meu curso (Enfermagem) vai ser sempre assim porque , ao contrário do teu, não há muita variedade de sítios onde possamos estagiar, e também grande parte dos enfermeiros vai para o desemprego no final do curso, daí a competitividade ( todos nós queremos arranjar emprego).
    Beijinhos,
    Cherry
    Blog: Life of Cherry

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  2. Nunca senti grande competitividade na minha turma (isto porque a maioria das pessoas nem sabe o que lá anda a fazer... só estão lá porque não entraram em mais nenhum curso), mas sempre senti imenso egoísmo! Há sempre discussão se precisamos de tomar decisões sobre mudanças de testes ou de aulas, isto porque se limitam a olhar para o seu próprio bem-estar, sem olhar à volta. Acho que a verdadeira competitividade vou ver no mestrado, quando vamos lutar todos pelo mesmo objetivo e quando as oportunidades na área são tão poucas!

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  3. Ainda não cheguei à universidade, mas já consigo observar essa competitividade no ensino secundário, mesmo que a maior parte queira seguir cursos completamente distintos parece que existe a necessidade de ser melhor que o colega do lado. Por isso é que me irrita imenso quando, depois de receber um exame/teste, fazem a pergunta "quem foi a melhor nota?"

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  4. R : Obrigada :) E nem pareço ter a idade que tenho, é o que toda a gente diz xD

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  5. Continua a escrever posts sobre a universidade, porque sem dúvida alguma, me motivas a mim e a muito mais gente! :)

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  6. Eu estive duas vezes no primeiro ano, em dois cursos diferentes... e acho que as pessoas entram na faculdade com essa ideia de competitividade. Mas depois acabam por acalmar.
    É o que eu vi nestes dois anos :)

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  7. Espero que quando for a minha vez, não sinta isso no início... só de pensar, até nascem borboletas na barriga!

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