Thirteen

CINEMA | Spotlight [2015]

Aplausos para um filme que aborda um escândalo sem nunca entrar em caminhos políticos. "Spotlight" foca a importância e a relevância do jornalismo independente e assume-se como uma obra cinematográfica pertinente, precisa e bem explorada com um nome pouco óbvio que nos direciona para uma equipa do jornal "The Boston Globe" e para os seus trabalhos de investigação detalhados e demorados.

"Spotlight" baseia-se em factos verídicos e destaca uma investigação jornalística que permitiu provar aquilo que tanta gente desconfiava mas não tinha coragem - ou maneira - de afirmar: os crimes de pedofilia no seio da Igreja Católica. A equipa de jornalistas de Boston trabalhou meses e meses neste caso, investigou pormenorizadamente cada uma das pistas que surgiram, elaborou um trabalho meticuloso e, apesar da pausa forçada no meio de acontecimentos que fizeram o mundo parar pela atrocidade e pelo choque - refiro-me aos atentados de 11 de Setembro, é claro - os factos apareceram de forma bastante equilibrada, realista e gradual. "Spotlight" não é um documentário mas não foge muito à realidade e apresenta-nos um caso difícil, delicado e complexo duma forma bastante dinâmica, sólida, cativante e talentosa.

Acredito que "Spotlight" tenha vencido o "Prémio de Melhor Filme" ontem à noite pela pertinência do tema. A concorrência era forte e eu confesso que não acreditei nesta atribuição até ela efetivamente acontecer mas, apesar de ter ficado fascinada com outros nomeados, consigo perceber (ao contrário de algumas pessoas, pelo que li durante esta segunda-feira) porque "Spotlight" venceu. O filme não nos choca mas explora a dificuldade do trabalho dos jornalistas e, mais importante, explora a sua importância sem se basear em temáticas gastas. "Spotlight" foca os envolvidos - e respetivas reações - duma forma intensa sem cair no erro de dar o protagonismo aos indivíduos que ocupam cargos de alto poder. Não, a polémica está presente durante todo o filme mas o foco está na equipa de jornalistas e isso oferece-nos uma perspetiva completamente diferente do habitual.

O elenco é extremamente talentoso, o cineasta está de parabéns e a narrativa é-nos apresentada da forma mais correta: sem falinhas mansas e, ao mesmo tempo, sem seguir caminhos pretensiosos. O jornalismo  de investigação independente é uma mais-valia no mundo em que vivemos e, depois de vermos "Spotlight", ficam as questões: Onde estão estas equipas agora? Onde está o jornalismo que vive da paixão e da vontade de melhorar o mundo e a sociedade? Onde estão os jornalistas íntegros que não se deixam corromper pelo dinheiro e pelas coscuvilhices, que se importam realmente com a pertinência dos temas investigados e publicados, com um trabalho de excelência?


Afinal foi a Heidi que lutou com o urso?

BLOGOSFERA | Carimbo de Qualidade #16

Valentine's day. A Sara já nos habituou à escrita maravilhosa e inconfundível e às bonitas fotografias e quando as duas se unem numa publicação acontece magia! Para festejar o dia dos namorados, a Sara foi para Tavira com a sua cara-metade. Um lugar que levo no coração e que nunca é demais rever. Em cada palavra conseguimos absorver a calma e todos os sítios e detalhes bonitos da vila e de um Algarve na estação fria. Lindo.

Guia para manhãs felizes. Começar um novo dia com cinco passos relativamente fáceis. O We Blog You sugere que a nossa manhã seja diferente, cheia de coisas boas e de inspiração para um dia cheio e em cheio. Pelo menos na minha óptica, começar o dia bem de manhã e com boa disposição dá-me logo outra motivação para o resto do dia e coragem para enfrentar todas as tarefas por fazer!

HUMANOS, MAIS UMA VEZ. Num texto com palavras duras se critica (mais uma vez) a humanidade na mais recente polémica da morte do bebé golfinho para que turistas tirassem uma fotografia com ele numa praia na Argentina. Esta notícia mexeu comigo e neste texto está completamente espelhado aquilo que penso e aquilo que sinto nua e cruamente em relação ao tema. Sem paninhos quentes e com humor adequado à mistura.

Ali. Os textos que a Inês escreve são todos maravilhosos mas tenho um carinho especial pelos que têm a etiqueta Passaporte e que se referem a viagens. É-nos descrita a forma como a Inês olha para um novo local e é inspirador seguir o seu raciocínio e depararmo-nos com algo novo. Faz-nos ver a maneira tão diferente como várias pessoas olham para um só sítio e é fascinante por nunca ter pensado desta forma. Uma palavra? Incrível.

De Blogger para Blogger. Desta vez são partilhadas connosco dicas e truques que, na opinião da Inês, fazem toda a diferença num espacinho blogosférico. Confirmo absolutamente todas as que concretizo e que me têm dado muito jeito em todo o tempo que tenho mantido o blogue. Indicações pertinentes e a ter em atenção de uma blogger para tantos outros bloggers. Adoro esta partilha de dicas!


Esta edição do "Carimbo de Qualidade" é da inteira responsabilidade da Leonor.

Apostas: é desta que o Leonardo DiCaprio ganha o Oscar e a internet colapsa?

INSTAGRAM | Fevereiro 2016

Fevereiro foi o mês das férias académicas depois dum semestre trabalhoso, o mês da Semana da Engenharia Informática na Universidade do Minho, o mês do Dia dos Namorados mais surpreendente e amoroso, o mês da maratona de filmes nomeados, o mês da Praxe 24, o mês do concerto do Miguel Araújo e do António Zambujo. Fevereiro foi um mês intenso e muito produtivo nos mais diversos sentidos. Não foi um mês com muitas fotografias no Instagram mas foi um mês feliz, com muitas novidades e lugares bonitos. Fevereiro trouxe-me momentos a dois, decisões tomadas em conjunto, um boost na auto estima, muito frio e muitas descobertas. Ao contrário do ano passado, Fevereiro não me trouxe uma viagem mas trouxe-me - à semelhança do que aconteceu em 2015 - muito amor, fugas à rotina, os melhores abraços do mundo e os sorrisos mais genuínos.

Cada vez mais sinto que sou capaz de desvalorizar os momentos menos bons do meu quotidiano - e da minha vida - e de destacar apenas aquilo que me faz feliz. E apesar de Fevereiro não ter sido 100% incrível - porque nenhum mês o é e as cadeiras deste semestre preocupam-me como nenhuma outra me preocupou -, eu gosto de pensar que sim. Com menos fotografias do que o habitual mas, se me permitem dizer, com uma qualidade mais significativa.


A Praxe 24, no Inverno, é mais Praxe para nós, doutores, do que para eles, bichos. Este ano foi particularmente difícil.

CINEMA | I Am Sam [2001]

Apesar de ser um filme totalmente irrealista e previsível com uma história que nunca terminaria assim no mundo em que vivemos, "I Am Sam" é um filme bonito e esperançoso. Procura facilmente a lágrima do espectador em alguns momentos mas também nos diverte e encanta com uma banda sonora cuidada que encaixa perfeitamente em cada uma das cenas apresentadas.

"I Am Sam" conta a história de um homem mentalmente incapacitado que, apesar de autónomo, tem a inteligência de um miúdo de sete anos. Sam - interpretado de forma soberba por Sean Penn (com todos os tiques e linguagem específica) - é pai solteiro mas essa custódia é seguida de perto pela proteção de menores que, a certo ponto, decide que o protagonista, apesar do seu empenho, carinho e dedicação, não tem condições nem capacidades para educar uma criança.

O filme retrata todas as aprendizagens, audiências de tribunal, pressões, dificuldades e lutas entre advogados mas consegue, simultaneamente, focar tarefas simples do quotidiano e não dispensa uma mensagem forte que se alia a meia dúzia de momentos cómicos e amorosos: apesar das suas limitações, os deficientes mentais são capazes de grandes feitos e conseguem ter um trabalho e uma vida independentes.

Como disse inicialmente, este é um filme irrealista que não deixa de transmitir esperança ao espectador. E é isso que o torna num bom filme. A moral da história reúne um conjunto de valores bonitos e equilibra-se com uma fantasia cinematográfica mas a mensagem não deixa de ser poderosa, sobretudo porque foca questões que vão para além da discriminação e das doenças mentais: a família, a traição, a amizade, o trabalho, a carreira, a atenção, a sociedade, as decisões. Este é um filme que nos mostra que por vezes não existe um lado bom e um lado mau mas sim um lado certo e um lado errado. Vale pela intenção, pelas interpretações brilhantes, pela banda sonora, pela reflexão que nos provoca: será que, na vida real, a história teria o mesmo fim? Ou será que a forma certa e justa de lidar com a situação seria, na verdade, a mais custosa e complexa?


Os interessados poderão ver o filme ainda esta tarde, na Fox Life Portugal.

Publicação escrita em parceria com a FOX Life Portugal.

Facto: não sei fotografar roupa.

TEMPO DE ANTENA | Ainda o Feminismo

"As mulheres têm que entender, de uma vez por todas, que os comportamentos que querem ou não querem ver num homem começa pela forma como elas educam os homens na sua vida. Não adianta uma mulher queixar-se que o marido não faz nada em casa mas depois ensina o filho nesse mesmo princípio. Não interessa queixarem-se que os homens não fazem nada mas depois nunca os implicarem em tarefa nenhuma de casa porque há outras mulheres em casa para as fazer. 

A minha mãe queixa-se sempre que a vida das mulheres é mais difícil e que os homens deviam fazer mais coisas em casa, mas depois só me chama a mim para fazer alguma tarefa doméstica, mesmo quando o meu pai e o meu irmão estão mais livres. A minha mãe obrigava-me a limpar a casa toda à sexta-feira à tarde, depois das aulas, quando eu só tinha 11 anos, mas se o meu irmão, hoje em dia, limpar o quarto dele então já fez muito. A minha mãe ensinou-me a cozinhar quando eu tinha 13 anos, mas ainda não ensinou (nem vai ensinar, claro) o meu irmão, que já tem quase 18. A minha mãe chama-me sempre a mim para a ajudar a fazer a cama do meu irmão, mas ninguém faz a minha. A minha mãe teve grande discussão comigo quando eu me recusei a limpar o quarto do meu irmão porque ele é rapaz e essas coisas são tarefas de meninas. Mas depois queixa-se que o meu pai não mexe uma palha em casa e que o meu irmão só suja e desarruma e que ela é que tem que limpar. 

As mulheres queixam-se do machismo, mas são elas que criam os machistas. São elas que se põem a jeito, ao permitirem que estas situações se perpetuem e ao incitarem até este tipo de comportamentos. Nenhum homem vai fazer o que quer que seja em casa se houver alguém que faça por eles. Tal como nenhuma mulher o faria, se outra pessoa tratasse disso. É inerente à preguiça do ser humano: se alguém faz, eu não preciso de fazer. Não basta dizer que ninguém nos ajuda, até porque não é nenhuma ajuda. As mulheres não precisam que os homens as ajudem - que é outra coisa que me irrita, esta ideia de que o homem ajuda muito lá em casa - quando a casa é dos dois e as tarefas têm que ser dos dois. É preciso partilha, não ajuda. Eu sou perfeitamente capaz de fazer tudo dentro de casa, não preciso que um homem me ajude. Preciso que o meu homem partilhe comigo as tarefas que são também dele, para o bem-estar comum. Simples assim."



Em toda a minha experiência académica nunca me tinha sentido tão perdida e assustada. Não me sinto minimamente confiante.

CORPO | Creme de Duche de Karité, The Body Shop

Quando finalmente consegui entrar numa das lojas The Body Shop e trazer comigo a fabulosa manteiga corporal que adoro (ESTA), havia uma promoção em que, por mais dois euros, poderia trazer também um kit que continha dois produtos de banho e ainda uma toalha esfoliante. Como não aproveitar? A Body Shop do Outlet de Vila do Conde é sempre uma maravilha, sobretudo em dias (ainda mais) especiais.

O creme de duche da mesma linha foi um dos produtos que trouxe por um preço irrisório e que me surpreendeu pela positiva. Nunca tinha utilizado creme de duche com estas características - optava sempre pelo gel de duche e completava-o com outro produto mais hidratante - mas confesso que fiquei fã. O creme de duche de Karité da marca tem uma textura espessa, cremosa e aveludada, é ideal para peles secas e confere ao corpo um aroma absolutamente divinal. Por não ser um gel de duche e por ter na sua composição produtos naturais este é um produto que, não sendo agressivo para a nossa pele, limpa enquanto hidrata intensivamente tornando-a mais macia e agradável ao toque. O facto do produto não fazer (muita) espuma normalmente dá-me a sensação de uma limpeza pouco eficaz mas o creme de duche de Karité da Body Shop cumpre aquilo que promete com o bónus do cheirinho a Verão. Está recomendado!


O mundo divide-se entre as pessoas que escrevem com caneta azul e as que escrevem com caneta preta.

BLOGOSFERA | Carimbo de Qualidade #15

Macau. É a parte da China onde se fala português. Os nomes das ruas em português, a calçada portuguesa... Macau é um lugar que me fascina e que espero visitar um dia apesar de saber que a maior parte da população já não sabe falar o nosso idioma. A combinação entre duas culturas tão diferentes mas que se unem num pontinho do globo não passa despercebida aos meus olhos e esta publicação no Downtown Diaries reacendeu a vontade de esquecer o quão cara é a cidade e partir à descoberta.

InstaFave Sunday: inspirações pelo Instagram. Adoro descobrir novas contas de Instagram e perder-me entre fotografias. Apesar de olhar para esta rede social como uma fonte de registos e um álbum de memórias, estou sempre à procura das melhores imagens e das pessoas mais inspiradoras - seja pela forma de vestir ou pelas viagens fabulosas que fazem - e tento que a minha galeria também seja agradável ao olhar. E, nesse sentido, tinha que partilhar a estreia da nova rubrica da Catarina: um conjunto de publicações onde irá partilhar, daqui para a frente, as suas inspirações semanais e as suas fotografias favoritas.

Auto dos Transportes do Inferno. Os transportes públicos nunca fizeram parte da minha rotina diária e, graças a isso, a minha experiência com comboios, metros e autocarros é bastante tranquila. Não tenho histórias verdadeiramente nojentas para partilhar (nunca vi ninguém a cortar as unhas no comboio, por exemplo) e para além de alguns pontos menos graves - como as pessoas que ouvem música sem auriculares ou aquelas que conversam demasiado alto - nunca tinha pensado nos diversos estereótipos que podemos associar às pessoas que encontramos nas redes de transportes disponíveis. Como poderia ignorar esta publicação tão hilariante do Ricardo? Confesso que foi o título (genial!) que me cativou mas o conteúdo do post não podia ser mais cómico. Olhar para as situações chatas do dia-a-dia com humor é a fórmula para o sucesso em rotinas desagradáveis - é isso mesmo, Ricardo!

[Sentires] #Viveatuabeleza. Depois de, em Novembro (AQUI) vos ter apresentado o #VIVEATUABELEZA (um projeto - feito de mulheres para mulheres - que visa alterar a mentalidade da população ao ignorar padrões e estereótipos, ao valorizar todos os detalhes bonitos e ao destacar aquilo que nos transforma no que somos), hoje apresento-vos uma publicação que se encaixa lindamente neste movimento anti-inseguranças e que não foi elaborada por nenhuma das caras que associamos imediatamente ao projeto. O #VIVEATUABELEZA quer fomentar a força interior das mulheres e esta publicação da Linda prova que o objetivo está mais perto da concretização.

Retratos. Não somos os rótulos que a sociedade nos impõe nem tão pouco somos aquilo que fomos um dia. Os tempos mudam, as pessoas crescem, os gostos alteram-se e as personalidades evoluem. Os erros ficam para trás se estivermos dispostos a corrigi-los... Ou será que não? Será que aquilo que fizemos um dia - independentemente da sua gravidade ou razão - será relembrado no dia do nosso funeral? Nós somos aquilo que somos ou aquilo que fazemos? E, quando chegar o fim, do que é que as pessoas se irão lembrar? Do presidiário ou do homem simpático que guardou o pacote de açúcar?


Coisas boas desta vida: sentir-me grata.

GUARDA-ROUPA | Porque Sou Livre!

Hoje rasguei as calças. E é engraçado como umas calças de ganga e um rasgão num sítio inconveniente me fizeram refletir sobre algo que é, para mim, um dado adquirido: eu sou livre para vestir aquilo que quero. Reconheço que a situação em si nada tem a ver com a reflexão que me proporcionou - afinal, eu não escolhi rasgar as calças nem tão pouco escolherei vesti-las daqui para a frente - porém a ideia apareceu e eu recuso-me a deitá-la fora. Sejamos sinceros: quantas pessoas têm a mesma sorte? E quantas pessoas se sentem condicionadas na hora de vestir? 

Eu confesso: sempre argumentei, discuti e defendi as minhas opiniões com garra e confiança mas, durante um par de anos (e isto é grave), o meu estilo pessoal foi condicionado pelo ambiente onde me inseria, pelas opiniões daquele que me era mais próximo na altura e que, de forma genuína e cuidada, torcia o nariz a tudo o que fosse para além do básico. Eu nunca fui alvo de comentários foleiros ou maldosos e nunca me senti verdadeiramente limitada a vestir aquilo que me apetecia porém não vestia tudo aquilo que gostava e que queria vestir porque achava que isso poderia evitar algumas reações e desilusões e porque sabia que alguém que me era querido não apreciava o mesmo que eu. Quão absurdo é? Como me deixei condicionar a esse ponto, sem dar conta? Como deixei que alguém censurasse aquilo que eu vestia quando nem sequer era uma miúda excêntrica? É assustador.

De há uns anos para cá - mais ou menos desde que ingressei no Ensino Superior ao lado de pessoas diferentes - tenho-me sentido cada vez mais mulher, cada vez mais Carolina. Não que não o fosse anteriormente mas, numa questão de guarda-roupa, eu tenho vivido sem condicionantes e tenho sido mais feliz com a minha aparência. Eu tenho arriscado mais, tenho usado mais acessórios, tenho dado um uso mais significativo aos meus sapatos de salto, tenho criado coordenados elegantes e jovens sem cair na monotonia, tenho combinado transparências, cores e texturas, tenho tentado ceder aos meus desejos (aos que a minha conta bancária pode suportar, pelo menos), tenho-me permitido sonhar com peças irreverentes que não agradam toda a gente.

E sabem que mais? É absolutamente fantástico e libertador. Há muita gente que não tem a mesma sorte do que eu, que não tem a mesma Liberdade, que não pode comprar e vestir aquilo que quer. E se eu tenho esse Direito, jamais o voltarei a recusar. Fica aqui registado: não volto a ignorar este meu poder; não volto a deixar que me censurem (mesmo que essa censura esteja disfarçada de preocupação e simpatia genuína). Eu escolho aquilo que quero vestir. Ponto.


Será que o Reino Unido vai mesmo sair da UE?

SAÚDE | Vocês* precisam de ler isto

Não é fácil ser uma pessoa naturalmente ansiosa e, por consequência, insegura. As situações banais do quotidiano ganham uma dimensão diferente - muitas vezes absurda - e, muitas vezes, aquilo que é apenas um detalhe para a maioria das pessoas, acaba por ser um monstro para mim. E é em dias como o de hoje que me cai a ficha: não deve ser NADA fácil lidar comigo, com as minhas preocupações, com as minhas inseguranças.

Recomendei este texto do HelloGiggles na 12º edição do Carimbo de Qualidade mas sinto que ele merece um destaque diferente. Para mim, a parte mais complicada nesta história da ansiedade é explicar às minhas pessoas "por que raio sou assim" ou "por que raio reajo de determinada forma". E, nesse sentido, à falta de palavras para conseguir escrever uma explicação lógica, tomei a liberdade de traduzir o texto supracitado. Para que as pessoas que me amam consigam perceber pelo menos uma pequenina parte daquilo que sinto. São apenas sete pontos - todos escritos no plural porque, afinal, nenhum de nós está sozinho - mas todos são bastante pertinentes. Atentem:

1. Não tem nada a ver convosco. Pensar em todos os nossos erros, em tudo o que estamos a fazer de errado ou até naquilo que pode correr mal é um exercício cansativo para quem sofre de ansiedade. Às vezes temos vontade de nos sentar e chorar. Às vezes perdemos o interesse nas atividades em que estamos envolvidos. Às vezes desabamos e são vocês que levam com as culpas, mesmo sem o merecerem. Às vezes ficamos nervosos e inseguros e duvidamos daquilo que vocês sentem mesmo quando não temos razões para tal. Acima de tudo, nós queremos que vocês saibam que não tem nada a ver convosco. Vocês não têm culpa. Nós gostamos de vocês e lamentamos imenso se demonstramos precisamente o oposto. O que se passa é que nós não gostamos dos nossos cérebros neste momento e ainda não sabemos lidar com isso.

2. Não tentem dissuadir-nos das nossas emoções. Tentar ajudar-nos e tentar fazer com que os nossos medos desapareçam pode parecer uma excelente ideia. E é. Na verdade, nós até poderemos perguntar-vos se temos alguma razão para estarmos preocupados para que, dessa forma, possamos combater a parte irracional que nos faz ter medo. Mas há uma linha muito ténue que separa a ajuda que nos podem proporcionar da atitude de quem tenta convencer-nos de que os nossos pensamentos estão errados. Nunca nos digam que as nossas preocupações não existem, ou que conseguimos ultrapassá-las se pararmos de pensar nelas. Estas afirmações fazem-nos sentir mal, fazem-nos sentir que existe algo de errado connosco e que nem as pessoas mais próximas são capazes de nos compreender.

3. Nós sabemos que os nossos medos não são racionais mas não conseguimos ter controlo sobre isso. Nós sabemos que aquela frase embaraçosa não foi assim tão embaraçosa quanto isso, sabemos que provavelmente não influenciou a opinião que as outras pessoas têm sobre nós e sabemos que aquele grupo não está a conversar sobre o quão terríveis nós somos. Nós sabemos que isso é absurdo e é ainda mais absurdo dizê-lo. Mas numa parte de nós... existe uma coisa chamada ansiedade. E ela fica connosco, alimentando-se de nós, aparecendo nos nossos pensamentos de forma ocasional, relembrando-nos da sua existência e presença. Essa é a parte de nós que nos questiona constantemente e nos faz duvidar: "E se, desta vez, as minhas preocupações estão corretas"?.

4. Nós estamos gratos pelo que temos - e por vocês também. Normalmente, as pessoas ansiosas são automaticamente etiquetadas como pessimistas. E é compreensível que tal aconteça. Nós somos os mais talentosos no que diz respeito a saltar instantaneamente para a pior conclusão possível. Mas não somos sempre assim. Na verdade, apesar de haver excepções, nós somos pessoas optimistas entre crises. Nós amamos a vida, nós estamos gratos pelo que temos e estamos especialmente gratos por vos termos a nosso lado. Nós não queremos focar-nos no lado negativo da situação mas, por vezes, não conseguimos evitá-lo. Queremos que vocês saibam que apreciamos tudo aquilo que vocês são. Vocês são a luz ao fundo do nosso túnel. Vocês são as pessoas que se esforçam por entender, que conhecem o nosso lado bom mas também o lado mau e que mesmo assim estão dispostos a ficar.

5. Nós sabemos que nem sempre conseguem ver as coisas pela nossa perspetiva, mas nós valorizamos o vosso esforço. Nós sabemos que para vocês, que não sofrem de ansiedade, não é fácil compreender totalmente o nosso lado. Nós sabemos que, por vezes, parecemos loucos e que pode ser realmente frustrante ter que parar, largar tudo e ajudar-nos a acalmar. Mas sempre que vocês respondem às nossas mensagens inseguras com simpatia e segurança, ou quando vocês nos chamam para nos perguntarem o que se passa, ou simplesmente quando estão ali connosco sem questionar a nossa forma de agir... não somos capazes de expressar o quanto isso significa para nós. É raro de encontrar.

6. Nós gostávamos de desligar a nossa ansiedade, mas não conseguimos. Apesar de muitas vezes parecer, nós não queremos focar-nos naquilo que corre mal. Nós não queremos ser negativos, nós não queremos ficar de mau humor, nós não queremos falar constantemente sobre as coisas que parecem mínimas para quem está de fora. Nós não procuramos atenção. Nós sabemos como soamos e gostávamos de desligar essa parte de nós. Mas não podemos, é parte daquilo que somos.

7. A nossa ansiedade não nos define. Nós podemos ter problemas de ansiedade e isso até pode ser parte daquilo que somos. Mas as nossas paixões também são parte de nós, assim como as nossas personalidades e peculiaridades. A ansiedade é apenas uma pequenina parte. Nós rimos. Nós sentimos o vento no cabelo. Nós valorizamos uma chávena quente de café ou o sol que aquece a nossa pele durante o verão. Nós amamo-vos. E continuaremos a amar. Para sempre.


Tradução livre e adaptada. Texto original: HelloGiggles (AQUI).

*As pessoas que nunca me falham, que gostam de mim, que querem compreender-me, que lidam comigo, que me amam genuinamente.


A história da minha vida.

BLOGOSFERA | Portal Cinema

Portal Cinema é o meu blogue de cinema. Descobri-o há cerca de dois anos e desde então que não deixo de o acompanhar porque, para além de ser actualizado diariamente, converge em si tudo aquilo que associamos de imediato à arte cinematográfica: trailers, críticas, curiosidades, estreias, destaques, passatempos, previsões, prémios, notícias e por aí em diante.

É muito raro para mim acompanhar um blogue temático. As publicações têm que ser diversas dentro do possível, o blogue não pode ficar ao abandono e os textos têm que me cativar pelo conteúdo sem se tornarem repetitivos ou chatos. E o Portal Cinema reúne todas essas características - é incrível. Para quem gosta verdadeiramente de cinema - ou para quem gosta de estar a par das novidades - este blogue é obrigatório. A minha parte favorita? As críticas extremamente completas.


As mudanças de faixa devem ser aquilo que mais me preocupa quando conduzo. Acho-as um perigo.

CINEMA | The Danish Girl [2015]

Apesar dos ângulos certeiros e das paisagens fabulosas em "The Revenant", eu sinto que "The Danish Girl" (também?) merecia ser nomeado e quem sabe ganhar o prémio de "Melhor Cenografia". A fotografia focada nos detalhes e na arquitectura, as cores, as simetrias, o jogo de luzes, as (des)focagens que direcionam o nosso olhar para uma área particular do ecrã... Foi uma característica que me cativou logo nos primeiros segundos de filme e que me marcou de forma significativa ao longo das suas duas horas. Os dois filmes não só estão renhidos para o Prémio de "Melhor Actor" (num duelo fabuloso entre Leonardo DiCaprio e Eddie Redmayne) mas também poderiam ser rivais nesta categoria técnica.

"The Danish Girl" não era uma obra que me suscitava particular interesse - talvez por causa de todo o falatório que a envolvia - mas era um filme que, ao mesmo tempo, me despertava curiosidade por representar um marco importante na História da Medicina. Paradoxal, certo? Reconheço que sim. Porém, os filmes baseados em factos verídicos estão, habitualmente, no topo da minha lista e "The Danish Girl" ganhou um lugar de destaque graças a esse critério. Se é para fazer uma maratona de filmes nomeados, não podia deixar de ver este. E não fazia sentido não partilhar a minha opinião convosco.

"The Danish Girl" é um filme intenso e emotivo. "The Revenant" também o é (oh, se é!) mas "The Danish Girl" reúne essas características duma forma diferente, duma forma muito mais pura, tranquila e subjetiva. O filme não nos choca mas também não nos deixa indiferentes e, como se não bastasse, foca questões pertinentes tais como a falta identificação com o género de nascimento, a traição, o amor, a personalidade, a moda, a negação, a aceitação, o altruísmo e a arte numa época frenética - os anos 20. Os figurinos completam a história, as personagens principais são fabulosas - e interpretadas por um elenco de luxo - e ainda que as personagens secundárias não desempenhem um papel significativo ou particularmente relevante, o argumento é suficientemente complexo e nada confuso. Eu sei que "The Danish Girl" é um filme sobre transexualidade mas, para mim, o argumento principal é uma história de amor muito (muito!) complicada e surreal.

A obra poderia ter sido ainda mais marcante se focasse a interpretação da sociedade e se o final escolhido não fosse insípido (não pela situação trágica - que não poderia ser alterada - mas sim pela forma como chega até nós). No entanto, ao mesmo tempo, "The Danish Girl" é um produto que nos cativa pela força da narrativa, pela sensibilidade das personagens, pelos papéis complexos que foram interpretados pelos melhores (para além de Eddie, aplausos para Alicia Vikander!) e que resultaram na perfeição. A questão atual e pertinente, a empatia que provoca no espectador, a conjugação de cores, luz e focos (não me canso de referir...!), a sequência de cenas e planos, a inspiração, a dificuldade... Há algumas falhas que impedem "The Danish Girl" de ser o filme do ano aos meus olhos mas não deixa de ser uma obra fantástica.


Neste momento sinto que o L13 perderia a essência e a espontaneidade se eu o transformasse num blogue bilingue.

WEBSITE | Quem Conta Um Conto

O conceito da "Quem Conta Um Conto" não podia ser mais simples: aderimos e passamos a receber na caixa de correio electrónico, todas as semanas, uma pequena história. Foi graças à Inês que descobri esta plataforma e desde então tenho vindo a encantar-me com as mais diversas situações, pessoas, aventuras e palavras.

Não sou a maior fã das leituras que toda a gente recomenda. Não gosto de romances, os capítulos fantasiosos (para o bom e para o mau) não me cativam e um livro só me prende se for sobre uma história atual, pertinente para a minha vida e/ou baseada em factos verídicos. Eu leio para aprender mais sobre determinado assunto, para descobrir um lugar que não conheço (mas que existe!), para reflectir sobre mim própria, para conhecer novas perspectivas e/ou para apreciar as particularidades de determinada época ou cultura. E, infelizmente, são raros os livros que me cativam quando o autor escolhe afastar-se dessa linha. É apenas uma questão de gosto pessoal, obviamente, mas prefiro perder-me noutros tipos de textos e livros - mesmo quando eles exigem crueldade na escrita e desconforto na leitura. 

O "Quem Conta Um Conto" dá-me o outro lado da moeda e todas as semanas partilha comigo os contos mais amorosos. Já li um pouco de tudo e sinto que inserir o meu email naquela caixa de texto foi a melhor opção. Histórias de amor, contos que não me agradaram particularmente, textos que me fizeram reflectir sobre mim própria, aventuras que provavelmente não leria se não me tivesse registado por recomendação da Inês. Nunca sabemos o que vamos receber e a surpresa está aí: o conto é sempre curto, individual e único - ou seja, não tem continuação e se subscreverem agora não sentirão que perderam o início da história - e permite-nos fugir um pouco à rotina do quotidiano atarefado. Paramos durante dois minutos, lemos a história e continuamos a nossa vida com a certeza de que iremos receber mais um conto surpreendente e inédito a meio da semana que se avizinha. Não tem como falhar, certo?


O mundo divide-se entre as pessoas que dizem "engomar" e as que dizem "passar a ferro".

BLOGOSFERA | Carimbo de Qualidade #14

Coisas que uma esquisita sofre. A minha alimentação é muito limitada. Sempre foi. Não porque me lembrei de deixar de comer certos alimentos mas porque nunca fui capaz de os ingerir. E à minha volta há sempre mil discursos, mil recomendações, mil comentários, mil piadas que na verdade não têm piada nenhuma e que só me fazem sentir pior pessoa. Ao contrário da Inês não encaro este tipo de situações com humor mas é bom sentir que alguém compreende. Sabem quando lêem uma publicação e pensam "eu podia ter escrito isso"? A Inês lê-me os pensamentos muitas vezes e estes tópicos tranquilizaram-me duma forma que ela não pode sequer imaginar: há mais alguém a achar as perguntas absurdas e os comentários despropositados, há mais gente a ter pânico da hora das refeições.

Algumas curiosidades sobre Harry Potter. E porque nunca é demais falar em bons filmes - e boas sagas - aqui fica uma publicação inteiramente dedicada ao Harry Potter. Sabiam, por exemplo, que a autora dos livros (J.K.Rowling) confirmou a homossexualidade de Dumbledore? E qual é o Patronum da Hermione? E do Ron? Qual foi o terceiro cheiro que a Hermione sentiu ao cheirar a poção do amor? Se não sabem a resposta a estas questões, então esta publicação da Rafaela é para vocês.

Pão de Chocolate. A Sara é especialista em mostrar-nos espaços bonitos e fotografias inspiradoras e, como não podia deixar de ser, esta semana partilha connosco uma novidade lisboeta: uma pastelaria que, entre paredes azuis, detalhes pensados com carinho e candeeiros invulgares, convida a um lanche demorado. Nutella? Creme de ovo? Croissants? Bolas de Berlim? Pão acabadinho de fazer? Na "Pão de Chocolate" há um pouco de tudo e a publicação da Sara faz-nos babar para o ecrã. Se a resolução da alimentação regrada e longe de doces ainda estiver de pé, não abram o link.

Diário de viagem: Carnaval na Alemanha. As publicações sobre viagens fascinam-me mas as publicações sobre viagens em épocas específicas e tradições vividas noutros países deixam-me encantada. E confesso: não fazia ideia que, na Alemanha, havia celebrações relacionadas com o Carnaval. Apesar da experiência da Polegarzinha não ter sido a mais animadora ou entusiasmante, as três fotografias que constituem esta publicação e a pequena crítica que as acompanha foram suficientes para despoletar a minha curiosidade.

Quioto - A velha capital. E já que estamos a falar de viagens, mais vale aproveitar a boleia e referenciar também a publicação da Catarina sobre uma parte tradicional do Japão, não? As cores, a cultura a espreitar em cada fotografia... A Catarina é uma miúda fácil de ler e quando partilha as suas experiências transmite-me uma ideia diferente daquela que eu tinha sobre o Japão: não é um país confuso, não perdeu a sua essência com o passar dos anos e a sua população não é fechada e monótona. Apesar da gastronomia me fazer torcer o nariz, sou uma apaixonada pela cultura asiática e as palavras da Catarina vieram ressuscitar a minha vontade de conhecer a terra do sol nascente nas suas diferentes possibilidades.


A minha experiência académica teria sido completamente diferente se não tivesse ido àquele primeiro dia de Praxe em 2013.

AMOR | Love? London? Both.

Preparar-lhe uma festa surpresa, organizar uma viagem às escondidas e ainda conseguir reunir os presentes mais simbólicos era mais do que suficiente para perceber o amor que por ele sentia mas penso que foi em Londres que entendi que conseguia, sem espinhas, imaginar um futuro a seu lado. Durante a preparação da viagem - e mais tarde em plena Inglaterra - o sentimento que partilhamos ganhou uma dimensão (ainda) mais intensa. 

Como amante de viagens, colecionadora de bilhetes e apaixonada por fugas à rotina, sempre disse que não seria capaz de estar com alguém com quem não fosse capaz de viajar. E apesar dos receios, das ansiedades e das incógnitas que me atormentavam antes de entrar no aeroporto, Londres trouxe-me a tranquilidade que precisava: não só escolhi um excelente companheiro de viagem como me senti extremamente segura e amada no meio de dias imprevisíveis e horas incertas.

Temos experiências de viagem díspares, gostos distintos, necessidades que nem sempre estão em sintonia e personalidades vincadas mas Londres provou-me aquilo que eu já tinha experienciado num contexto seguro: nós somos capazes de tomar conta um do outro, nós somos capazes de nos compreender mutuamente com um só olhar, nós lutamos pela felicidade alheia, fazemos cedências e construímos juntos as memórias mais bonitas. A dois. Porque só assim faz sentido. Porque não investir em memórias e experiências seria absurdo quando há tanto para conhecer e tanto para viver.

Londres foi uma pequena amostra daquilo que poderemos ser um dia e eu não podia ficar mais derretida quando penso nas pequenas idas ao supermercado, nas conversas mais banais ou nas soluções inéditas que fizeram tanto sentido naquela cidade. Todos os dias sonho com uma nova viagem mas, mais importante, todos os dias sonho com um futuro sorridente que seja capaz de nos aproximar duma forma ainda mais nítida e adulta.


2016, o ano em que aprendi a comer com pauzinhos. Sem batota.

APLICAÇÃO | Timehop

Os meus amigos partilham o que escreveram há dois anos, riem-se das fotografias vergonhosas que publicaram no ano passado, relembram as músicas que fizeram tanto sentido naquela hora e eu... não faço ideia. Segundo o Facebook, a funcionalidade "On This Day" ainda não está disponível para todos e eu faço parte do grupo de pessoas que não tem acesso às memórias que provam que "uma vez na internet, para sempre na internet".

Até que, por recomendação do Gui, descobri a "TimeHop" - uma aplicação que nos mostra a nossa história pelas redes sociais e que ainda nos apresenta diariamente um acontecimento que nada tem a ver connosco mas que também ocorreu neste dia (sabiam que há 10 anos foi publicado o livro "Eat, Pray, Love"?). E enquanto o Facebook nos mostra apenas aquilo que publicámos nessa mesma rede social, a aplicação "Timehop" permite-nos conectar essa e todas as outras (Facebook, Instagram, Twitter...) dispondo ainda de mais funcionalidades do género (permite fazer conexão com a conta da Dropbox, a galeria do telemóvel e a pasta de mensagens, por exemplo). Pessoalmente aprovei apenas as opções relacionadas com as minhas redes sociais de eleição mas não pude deixar de ficar surpreendida com a dimensão desta aplicação e com todas as suas possibilidades. Especialmente quando vem acompanhada de duas características bónus: um design extremamente apelativo e um dinossauro simpático que nos ajuda a viajar no tempo.


Lembra-te: a idade é um número. Assim como o peso indicado na balança ou o tamanho das tuas calças e do teu soutien.

BLOGOSFERA | Carimbo de Qualidade #13

UO Goals: Morning Routines with Claire EsparrosSendo eu uma declarada apaixonada por manhãs e, sobretudo, pela beleza que podemos encontrar nas nossas rotinas quando pensamos bem nelas, não podia deixar de recomendar este post. Boas fotografias, boas descrições e uma excelente fotógrafa que, numa inversão de papéis, passa para a frente da objetiva. 

Canais de Youtube Pequeninos Que Deviam Estar no Estrelato. A Leonor tem bom gosto. E eu soube-o assim que li este post. Apresentou-nos um mega canal do youtube, que apesar de "pequenino" segundo o número de seguidores, tem potencial para taaaanto! Assim que a Leonor me fez olhar para este projeto, a minha atenção virou-se para uma das youtubers: A Ana Marta. Posso até dizer que, se eu alguma vez me lembrasse de criar um canal no Youtube, ele seria assim.

PARA AMANHÃ... A inspiração é (quase) tudo para mim. E no que toca à derradeira tarefa de escolher a roupa para o dia seguinte, inspiração é mesmo a resposta (quando a paciência deixa de ser, não é verdade?). A Mafalda sabe isso! E é, essencialmente, no instagram que encontra a poção mágica para deslumbrar, com os seus casacões, em pleno Inverno. Um hu-rray para estes outfits confortáveis e reproduzíveis.

Um cheirinho de séries com muita piada. Porque temos dias em que também o cérebro precisa de rir, eis que K! nos dá umas quantas sugestões de comédias. Algumas já vi e posso dizer que a blogger as retratou de uma forma muito fidedigna e, também ela, engraçada. Este tipo de post normalmente atrai a minha atenção muito facilmente, porque séries a mais nunca é demais, certo? (Ah e mostrem algum amor à K, que se juntou a nós há bem pouco tempo).

Nutrição e Depressão. Fiz questão de ler palavra a palavra deste texto. E digo-o porque sei que, no meio das rotinas, tendemos a ignorar textos mais longos. E sei ainda que, eu própria, tendo a não comentar, frequentemente, textos deste tipo, porque sinto que o que tenho para dizer numa caixa de comentários será pouco comparativamente àquilo que a blogger está, de facto, a "partilhar comigo". A Inês sabe escrever. E, mais importante, sabe descrever-nos as suas etapas existenciais, atrevo-me a dizer, como ninguém. Como se, de repente, fôssemos uma das suas amigas mais próximas e ela nos estivesse a confidenciar um orgulho por si mesma. E nós? Nós estamos a sorrir, como se consentíssemos que, de facto, esta é uma miúda que merece o mundo e mais: que o mundo merece.


Esta edição do "Carimbo de Qualidade" é da inteira responsabilidade da Inês Vivas.

Porque decidiste criar um blogue? Quem te inspirou? O que te influenciou?

ALIMENTAÇÃO | Casinha Boutique Café

Quando percebi que a minha opinião sobre a Casinha Boutique Café tinha mudado, idealizei duas soluções: 1) editava a publicação anterior de maneira a ficar compatível com a minha opinião atual ou 2) fazia uma nova publicação sobre o espaço, referindo aquilo que, a meu ver, tinha sofrido alterações. Optei pela segunda. Se este espaço regista as minhas opiniões, então eu quero que também registe - de forma completamente sincera - as suas modificações. Não fazia sentido doutra forma.

Não fiz uma crítica dura ao espaço quando escrevi sobre ele pela primeira vez (AQUI) porque não existiam assim tantos pontos negativos a abordar mas reconheço que há detalhes que foram referidos no texto e corrigidos desde então. Assim, faz sentido para mim partilhar convosco uma opinião mais atualizada e pertinente. A minha primeira impressão sobre a Casinha Boutique Café não foi boa e a segunda foi apenas razoável - muito mais focada no espaço propriamente dito do que nos produtos - mas isso não invalida a minha postura e satisfação atuais: sinto que me rendi ao espaço e que ele me conquista mais um pouco de cada vez que lá vou.

A Casinha é um local que se diferencia pelo conceito e que nos apresenta uma decoração amorosa. O espaço é suficientemente luminoso, confortável e sossegado para estudar e os horários convidam-nos a ficar entre conversas e bebidas. E se por um lado continuo a achar os preços puxados, por outro reconheço algo que defendo tantas vezes: o conceito também se paga. E se o atendimento melhorou significativamente - assim como a qualidade dos produtos, diga-se de passagem! - não há como ficar indignada com o talão de compra. Os scones já não são minúsculos nem salgados (e são tão deliciosos com manteiga e/ou doce!) e depois de provar diferentes bebidas e opções de lanche admito que estava enganada: a Casinha teve um mau início em Braga mas tem um futuro brilhante pela frente se continuar a evoluir desta forma. As carteiras choram um pouco mas o atendimento personalizado e de excelência, os produtos de qualidade, o espaço acolhedor e o conceito convidativo são compatíveis com as tabelas de preços e os desejos dos mais gulosos (ainda que também tenha opções saudáveis!).


Não estou preparada para sair da Faculdade sempre depois das 19h (muito menos para sair às 20h30 quatro vezes por semana).

CINEMA | The Revenant [2015]

"The Revenant" é um filme tão horrível, cru e intenso que acaba por ser fantástico, incrível e marcante. Acredito que tenha sido uma das melhores produções cinematográficas do ano passado e compreendo agora todo o burburinho que acabou por envolver tanto o seu realizador como o seu protagonista (algo me diz que é desta que o DiCaprio arrecada o Oscar!).

O filme não tem um argumento complexo ou confuso. De todo. Insere-se até num estilo que não costumo aplaudir e, como se não fosse suficiente, não é uma obra fácil de digerir. Mas converge em si a fórmula perfeita - uma fotografia de babar, uma história de sobrevivência, superação e vingança, um conjunto infinito de paisagens fabulosas, um leque de personagens maduras e uma música que ajuda a construir com intensidade grande parte das emoções que vamos experimentando ao longo das duas horas e meia de filme - e não deixa ninguém indiferente. "The Revenant" incomodou-me do início ao fim. Não pelas mortes humanas ou sangue a jorrar mas por todas as emoções ambíguas que despoletou em mim, pela crueldade de várias cenas e pela sensação de coração preso, impotência e respiração pesada. E isso é bom! A imagem, a música, os actores, os detalhes, os sussurros, a linguagem... O filme funciona como um todo e resulta magnificamente bem.

A sala de cinema em pleno Dia dos Namorados não estava cheia mas, para além da ausência de conversas durante o filme, ninguém se mexeu quando o ecrã ficou negro. As luzes acenderam e ninguém se levantou. Ficámos todos ali, em silêncio, estupefactos. E se isso não significa que o filme é realmente fascinante, então não conheço os critérios para tal elogio. Para mim, ir ao cinema ainda é um privilégio - porque não é algo que tenha disponibilidade para fazer regularmente - e sinto que esta obra vale cada cêntimo. Aliás, digo-vos mais: se puderem, vejam "The Revenant" no cinema. Há muito tempo que um filme não me marcava tanto e, agora sim, compreendo todas as críticas e nomeações. É um candidato exímio aos Prémios da Academia.


O mundo divide-se entre as pessoas que preferem pipocas doces e as que optam mais frequentemente pelas pipocas salgadas.

VIDA ACADÉMICA | O Derradeiro Semestre

O último semestre da minha Licenciatura será bastante diferente dos que o antecederam uma vez que estará dividido em duas partes e dois momentos distintos: durante cinco semanas terei aulas e só depois iniciarei o meu Estágio Curricular deixando para trás a rotina da Faculdade que tão bem conheço. E se por um lado me parece um sistema fantástico que nos permite entrar no mercado de trabalho sem sermos assombrados pela preocupação dos exames e das disciplinas, por outro também me parece um método terrível uma vez que nos obriga a compactar, num só mês, o trabalho e a carga horária do semestre inteiro.

O meu maior medo - tanto na época de aulas como no Estágio - é não ser capaz de gerir com eficácia o meu tempo (coisa que sempre fiz com naturalidade até então). Horários pesados, cadeiras complexas, muitas avaliações, um relatório extenso e detalhado para elaborar... Este será um semestre de muitas estreias, aprendizagens e adaptações e, seja qual for o resultado, será um semestre decisivo e importante para mim, não só enquanto estudante mas também enquanto pessoa e profissional - isso é certo.


Se em 2015 saí da minha zona de conforto, em 2016 tenho vindo a distanciar-me dela. E isso faz-me sentir tão viva!

WEBSITE | Braga Cool, Lisboa Cool, New York Cool!

Acompanho o Braga Cool praticamente desde o princípio e identifico-me com o conceito. Nem sempre tenho ideias para dias diferentes, lanches alternativos ou passeios mais específicos e este site reúne todas essas dicas sem se assumir como o típico roteiro turístico. Eu nasci em Braga, vivo em Braga, estudo em Braga e, mesmo assim, recorro ao Braga Cool para descobrir os lugares menos convencionais. Só pode ser bom sinal, certo?

Apesar de ter recorrido ao Lisboa Cool como turista - utilizando também a aplicação que já referi AQUI - e de ter ficado agradavelmente surpreendida com todas as sugestões que experimentei, acredito que o conceito deste website se aplique tanto a turistas como a residentes. Todos os dias surgem novos negócios, novos restaurantes, novos cafés, novas lojas... É impossível conhecer tudo! E se podemos ter acesso a todas as novidades - ou espaços mais icónicos - apenas com um clique, vamos armar-nos em esquisitos e dizer que isto "é só para turistas"? Não é.

Este projeto nasceu em Braga, expandiu-se para Lisboa, recentemente chegou a Nova Iorque (New York Cool) e o Porto está para breve (Porto Cool). E não é tão bom ver uma ideia bracarense a ser bem sucedida e a chegar mais longe dia após dia? Confesso que ganhei um carinho (ainda mais) especial por este projeto no final do ano passado - e talvez um dia explique porquê - mas a minha opinião é totalmente imparcial e sincera: as dicas são pertinentes, os critérios de seleção são apertados e os espaços têm sempre algo que os distingue dos seus semelhantes.


Em 2016... vou a dois casamentos e não a um! Tão bom!

SINTRA, PORTUGAL | Palácio e Jardins de Monserrate

Depois do travesseiro na icónica "Piriquita" - que me desiludiu e que apesar de ser bom me parece que tem mais fama do que outra coisa - visitámos uma das muitas maravilhas de Sintra. E podíamos ter optado pela Quinta da Regaleira, pelo Convento dos Capuchos ou até pelo fabuloso Palácio da Pena mas, dadas as condições e tempo disponível, achámos que fazia mais sentido visitar o Palácio de Monserrate. O resultado? Muitas fotografias para partilhar e uma vontade imensa de regressar com alguém especial.

Durante toda a visita tivemos o espaço só para nós - cruzamo-nos com um casal à saída, só - e pudemos explorar com calma e tranquilidade cada recanto, tanto do Palácio como dos Jardins que o envolvem. É um ambiente tranquilo e desafiador, com muito para descobrir e trilhos para explorar. Terminámos a visita dentro do Palácio mas não sem antes observar com cuidado as espécies de plantas de todo o mundo que se reúnem à sua volta. Cada árvore, cada planta, cada flor... Tudo está bem tratado e assim que passamos os portões da entrada somos automaticamente transportados para um ambiente de fantasia e tropelias principescas, com algumas ruínas pelo meio.

O Palácio em si não é muito grande mas está repleto de detalhes maravilhosos e emana um romantismo único e inquestionável. O espaço combina influências góticas, indianas e detalhes mouriscos e não nos deixa indiferentes à sua beleza, frescura e riqueza. Absolutamente fantástico e fascinante, tanto no seu aspeto exterior como em cada sala que podemos visitar ao nosso ritmo. A visita tem um custo de 6,50€ - para maiores de 18 anos - mas vale cada cêntimo. Palavra de Carolina.


Não desprezo comentários mais vagos ou simples. Já li muitas publicações a condenar quem faz comentários mais curtos e não concordo.

EVENTO | Semana da Engenharia Informática 2016

O Gui desafiou-me a acompanhá-lo em algumas das atividades da Semana da Engenharia Informática da Universidade do Minho e eu aceitei o convite. Torci o nariz e perguntei trinta vezes se era a pessoa indicada para o acompanhar mas depois percebi: é um evento diferente, está fora da minha zona de conforto, a boa companhia está assegurada e eu não tenho nada a perder. O que há de negativo nisto? Nada. Assim, dentro do leque de atividades disponíveis - e mediante as nossas ocupações - escolhemos dois momentos em dois dias diferentes: terça-feira de manhã e quinta-feira de tarde. 

E se inicialmente eu estava receosa por não me enquadrar e por não ter conhecimentos suficientes para acompanhar algumas palestras, rapidamente percebi que este evento combinava os dois lados da informática: a vertente mais ligada à programação e à criação de jogos e a parte mais virada para o crescimento das empresas, o utilizador, o marketing e os negócios. Perfeito.

As minhas expectativas não eram altas mas fiquei agradavelmente surpreendida e, duma forma geral, gostei bastante do evento. Não me senti completamente à vontade - porque houve muita coisa que não compreendi - mas senti que aprendi muito nas atividades em que estive presente (sobretudo nas que eram relacionadas com os meus interesses pessoais) e acho que também consegui perceber melhor o fascínio do Gui pelo lado mais complexo da informática. A organização está de parabéns; a Semana da Engenharia Informática é um evento extremamente completo e diversificado (dentro dos possíveis, obviamente) e não senti que tivesse sido tempo desperdiçado.


Fotografia: Carlos Braga.

Coisas boas desta vida: agendas preenchidas.

ALIMENTAÇÃO | Retrokitchen

"Estamos em casa de alguém?". É esta a sensação com que ficamos quando entramos no Retrokitchen, um restaurante retro situado na Rua do Anjo. Eu e a Ângela descobrimo-lo através do BragaCool e a oportunidade de experimentar surgiu esta semana para um almoço calmo. Não foi fácil identificar o espaço - as portas fechadas passam despercebidas numa rua tão estreita - mas a atenção redobrada proporcionou-nos um almoço despretensioso num ambiente acolhedor. A Tânia e o Rui são atenciosos, abrem-nos a porta com um sorriso, recebem-nos com palavras simpáticas e fazem-nos sentir em casa. Com um serviço de excelência e um atendimento personalizado que nos faz querer ficar e conversar mais um pouco... Como não esperar o melhor?

No "Retrokitchen" tudo tem história e tudo nos transporta para uma época diferente onde os cães de loiça convivem perfeitamente com os brinquedos mais icónicos. Há um quadro de ardósia, há uma Super 8 (que ainda funciona!), há quadros e mensagens bonitas, há flores. Ao almoço, para além da sopa e do café, estão disponíveis apenas duas opções de pratos - uma de peixe e uma de carne que podem ser consultadas atempadamente na Página do Facebook - e os preços variam entre os 5€ e os 7€ mas, ao jantar, há vários petiscos e pratos tradicionais para provar (e partilhar!).

O "Retrokitchen" é um espaço que está longe de ser um restaurante tradicional. E isso é bom! Oferece-nos a comida da avó - e as suas doses generosas - a um preço simpático e saímos encantados, satisfeitos e com vontade de regressar. Braga precisa de mais lugares assim: sem pretensiosismos.


Fotografia: Ângela.

Quero muito passar um fim-de-semana inteirinho em Sintra. Fiquei encantada!

VIDA ACADÉMICA | Mestrados

O tema dos Mestrados é um tema polémico entre Finalistas. Uns acham que faz mais sentido tentar entrar no mercado de trabalho imediatamente a seguir à Licenciatura, outros sentem que precisam do Segundo Ciclo de Estudos para conseguirem uma preparação mais focada, outros pretendem trabalhar e estudar em simultâneo e outros estão divididos. Esquecendo questões relativas a áreas de especialização, unidades curriculares e instituições de Ensino (que também suscitam dúvidas atrás de dúvidas nos alunos finalistas), a pergunta que nos assombra todos os dias é só uma: devo fazer Mestrado imediatamente a seguir à Licenciatura?

Acredito que a resposta dependa muito da área que escolhemos num primeiro contacto com o Ensino Superior mas também sinto que essa mesma resposta é influenciada pelo ano em que nascemos. Se há uns anos poucas eram as pessoas que faziam Mestrado, rapidamente a tendência se inverteu e, neste momento, parece-me que há um meio-termo e uma combinação de gerações: existem Mestrados Integrados que obrigam os estudantes a prosseguir os estudos, existem muitas pessoas que arriscam a entrada no mercado de trabalho deixando o Mestrado para mais tarde (ou não seguindo esse caminho académico, de todo) e existem alunos que, duma forma ou doutra - a tempo inteiro ou em regime pós-laboral - prosseguem os seus estudos e lutam por uma especialização.

Independentemente da minha escolha pessoal - que abordarei mais à frente - penso que é pertinente salientar um ponto que algumas pessoas parecem esquecer: o Mestrado não é obrigatório. Há Licenciaturas que são suficientemente específicas, há áreas que valorizam mais a experiência profissional, há trabalhos que necessitam de uma especialização e há pessoas que se sentem mais seguras se entrarem no mercado de trabalho com uma bagagem teórica mais focada. Nenhuma opção é errada e nenhuma está correta - cada pessoa terá as suas razões para tomar a decisão que lhe convém.

Neste momento, faz sentido para mim realizar uma candidatura a um Mestrado. Porque a minha formação-base não é específica e porque sinto que preciso de aprender muito mais para conseguir crescer dentro da área que me desperta maior curiosidade. O estágio curricular ajudar-me-á a compreender se é esta a área que realmente me despoleta interesse mas se a resposta for positiva necessitarei dum conhecimento que ainda não tenho e que muito dificilmente terei se não apostar numa formação mais direcionada para aquilo que pretendo. Na minha Faculdade as Licenciaturas são propositadamente abrangentes e apesar de sentir que tenho uma noção geral de todos os temas discutidos e vertentes abordadas, também me parece que serei ultrapassada por muita gente se não der corda às sapatilhas e se não procurar uma formação além-estereótipos. Eu quero progredir e se um Segundo Ciclo de Estudos me ajuda - e se reúno as condições para construir esse caminho -, porque não?

Eu (penso que) quero uma profissão capaz de relacionar Tecnologia, Comunicação e Turismo e, neste momento, não me sinto competente para desempenhar tal papel uma vez que só tenho conhecimentos sobre duas destas três áreas. "O que é que tu sabes sobre Tecnologia ou Informática?" - perguntaram-me há dias. "Lá está, muito pouco ou nada. Por isso é que quero uma formação nessa área." - respondi. As pessoas têm que perceber que o Mestrado, para além de ser um Ciclo de Estudos opcional, é uma vantagem para quem o escolhe e não faz sentido optar por uma especialização numa vertente que já dominamos. Não é uma garantia de trabalho - não há garantias nesta vida, aprendam! - mas é conhecimento, esperança, luta e realização pessoal.


Amor (também) é isto.

BLOGOSFERA | Carimbo de Qualidade #12

O Bloggers Camp voltou! O Bloggers Camp foi um autêntico sucesso e a Ana, a Cat e a Cat acharam que fazia todo o sentido levá-lo mais além. Para além da segunda edição - que já tem data definida e bilhetes à venda! - existe agora uma plataforma que reúne informações pertinentes, surpresas, uma vertente solidária e ainda algumas dicas para bloggers e alguns serviços de apoio (design, fotografia e aconselhamento personalizado). E quem melhor do que a Ana para nos falar sobre isto? Corram! Os bilhetes estão quaaaaase a esgotar!

7 things people with anxiety want their loved ones to know. Quando comecei a escrever sobre problemas de ansiedade e ataques de pânico imediatamente percebi que tenho leitores que sofrem da mesma patologia e que nem sempre sabem como lidar com ela. E, desde aí, tenho tentado desmistificar a doença, tenho partilhado dicas que poderão resultar em momentos mais sufocantes e tenho tentado aproximar-me desses mesmos leitores ao escrever sobre a minha própria experiência porque sinto - chamem-me ingénua - que os meus textos podem fazer a diferença. No entanto, para mim, a parte mais complicada é explicar às minhas pessoas "por que raio sou assim". Porque não é fácil. De todo. E quando vi este texto no HelloGiggles soube imediatamente que tinha de partilhá-lo convosco. Enviem-no às pessoas que amam e que vos amam. Acreditem em mim: elas querem compreender-vos.

Mundo Encantado. Para quem gosta de fotografia, a altura do Carnaval é sempre propícia a experiências bonitas. E, quando envolvem os mundos imaginários das crianças que escolhem os seus disfarces e que vão mostrando o desenvolvimento das suas personalidades e interesses. O blogue da Carlota tem sempre as fotografias mais amorosas e esta sessão dos Capuchinhos Vermelhos feita pela Joana Quintanilha merece todas as visualizações. A cumplicidade e naturalidade de cada imagem cativou-me imediatamente.

Mesa para dois, por favor! O Dia dos Namorados está quase aí e a Joana partilha connosco cinco restaurantes que poderão fazer parte dos planos românticos do próximo fim-de-semana. Se estão por Lisboa e querem experimentar uma gastronomia diferente, esta publicação é para vocês. Itália, México, Brasil, Japão... Há sugestões para todos os gostos e todos os espaços parecem extremamente acolhedores e confortáveis. E se não quiserem arriscar as confusões de São Valentim, guardem as dicas e explorem as ementas destes restaurantes noutra ocasião!

Instagram e várias contas! Alguns bloggers - e não só - usam duas (ou mais) contas nas mais diversas redes sociais. Contas pessoais coabitam com páginas para o blogue e contas exclusivamente profissionais dedicadas às marcas e empresas que foram criadas pela mesma pessoa. E se no Facebook é fácil ir trocando de conta e ir fazendo publicações em nome de diversas páginas, no Instagram isso não era assim tão simples... até hoje! A partir de agora é possível usar várias contas em simultâneo e os meninos do We Blog You explicam como.


Falta um mês (e uma semana) para deixar as aulas e a rotina de Faculdade para trás. Não estou preparada.