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VIDA ACADÉMICA | Mestrados

O tema dos Mestrados é um tema polémico entre Finalistas. Uns acham que faz mais sentido tentar entrar no mercado de trabalho imediatamente a seguir à Licenciatura, outros sentem que precisam do Segundo Ciclo de Estudos para conseguirem uma preparação mais focada, outros pretendem trabalhar e estudar em simultâneo e outros estão divididos. Esquecendo questões relativas a áreas de especialização, unidades curriculares e instituições de Ensino (que também suscitam dúvidas atrás de dúvidas nos alunos finalistas), a pergunta que nos assombra todos os dias é só uma: devo fazer Mestrado imediatamente a seguir à Licenciatura?

Acredito que a resposta dependa muito da área que escolhemos num primeiro contacto com o Ensino Superior mas também sinto que essa mesma resposta é influenciada pelo ano em que nascemos. Se há uns anos poucas eram as pessoas que faziam Mestrado, rapidamente a tendência se inverteu e, neste momento, parece-me que há um meio-termo e uma combinação de gerações: existem Mestrados Integrados que obrigam os estudantes a prosseguir os estudos, existem muitas pessoas que arriscam a entrada no mercado de trabalho deixando o Mestrado para mais tarde (ou não seguindo esse caminho académico, de todo) e existem alunos que, duma forma ou doutra - a tempo inteiro ou em regime pós-laboral - prosseguem os seus estudos e lutam por uma especialização.

Independentemente da minha escolha pessoal - que abordarei mais à frente - penso que é pertinente salientar um ponto que algumas pessoas parecem esquecer: o Mestrado não é obrigatório. Há Licenciaturas que são suficientemente específicas, há áreas que valorizam mais a experiência profissional, há trabalhos que necessitam de uma especialização e há pessoas que se sentem mais seguras se entrarem no mercado de trabalho com uma bagagem teórica mais focada. Nenhuma opção é errada e nenhuma está correta - cada pessoa terá as suas razões para tomar a decisão que lhe convém.

Neste momento, faz sentido para mim realizar uma candidatura a um Mestrado. Porque a minha formação-base não é específica e porque sinto que preciso de aprender muito mais para conseguir crescer dentro da área que me desperta maior curiosidade. O estágio curricular ajudar-me-á a compreender se é esta a área que realmente me despoleta interesse mas se a resposta for positiva necessitarei dum conhecimento que ainda não tenho e que muito dificilmente terei se não apostar numa formação mais direcionada para aquilo que pretendo. Na minha Faculdade as Licenciaturas são propositadamente abrangentes e apesar de sentir que tenho uma noção geral de todos os temas discutidos e vertentes abordadas, também me parece que serei ultrapassada por muita gente se não der corda às sapatilhas e se não procurar uma formação além-estereótipos. Eu quero progredir e se um Segundo Ciclo de Estudos me ajuda - e se reúno as condições para construir esse caminho -, porque não?

Eu (penso que) quero uma profissão capaz de relacionar Tecnologia, Comunicação e Turismo e, neste momento, não me sinto competente para desempenhar tal papel uma vez que só tenho conhecimentos sobre duas destas três áreas. "O que é que tu sabes sobre Tecnologia ou Informática?" - perguntaram-me há dias. "Lá está, muito pouco ou nada. Por isso é que quero uma formação nessa área." - respondi. As pessoas têm que perceber que o Mestrado, para além de ser um Ciclo de Estudos opcional, é uma vantagem para quem o escolhe e não faz sentido optar por uma especialização numa vertente que já dominamos. Não é uma garantia de trabalho - não há garantias nesta vida, aprendam! - mas é conhecimento, esperança, luta e realização pessoal.

14 comentários:

  1. Tens uma perspectiva equilibarada das coisas, e isso é muito bom. Tirei um Mestrado Integrado, e sendo eu alguém que gosta de ter boas bases teóricas, acho que foi uma boa decisão, mas conheço Engenheiros de Licenciatura que sabem, na prática, mais do que eu quando acabam o curso. É tudo muito relativo nestes assuntos, e depende muito do objectivo de cada pessoa.

    Jiji

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  2. No meu caso (e já falei disto há uns tempos), mesmo que quisesse fazer um Mestrado no final da Licenciatura não tinha nem dinheiro nem uma ideia concrecta do Mestrado que queria. Interesso-me por algumas áreas mas sinto que preciso de explorar mais opções e pensar bem no que quero... se é que quero. Tal como disseste, depende muito dos cursos. A meu ver há cursos que sem o Mestrado não servem de muito porque fica sempre a faltar alguma componente importante.
    Além disso, também concordo com a parte em que dizes que "não faz sentido optar por uma especialização numa vertente que já dominamos". No meu caso, como o meu curso é mesmo Jornalismo, um Mestrado em Jornalismo não seria assim tão útil, daí também não ser tão simples para mim decidir-me em relação a formações futuras.


    www.asofiaworld.com

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  3. O meu caso já o expus estou a adiantar o mestrado. E agora vou escolher já a tese sem ter a licenciatura feita (o que me está a fritar porque me vem os E se todos xD) . No meu caso, o curso é a porta para o mestrado. Eu quero fazer o que estou a aprender agora e não a ser developer que é o que quem sai da minha faculdade com licenciatura acaba por fazer. A generalidade das pessoas do meu curso acabam por nem concluir o mestrado porque acabam empregados e a receber e depois puff 0 tempo para a faculdade. Só pessoal que quer mais segurança, multimédia, ir para as gestões é que como é algo "novo" termina o mestrado. Porque caso contrário não compensa! Logo para mim o mestrado fazia todo o sentido. Não por me sentir inexperiente mas porque não ser o que eu quero fazer. A irmã do meu namorado entrou agora para a minha faculdade, noutro curso, e o curso dela é totalmente inútil sem mestrado... Eles aprendem um pouco de tudo e não sabem de nada. Logo é um curso para quem ainda está perdido porque tu vais experimentando ao longo dos 3 anos, o curso é pratico e chegas ao mestrado e escolhes a área em que te queres especializar e tens imensa vantagem face a outros cursos porque na licenciatura tiveste a beber conhecimento de outras áreas.

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  4. O mestrado não é obrigatório, mas o mercado de trabalho está a exigir, cada vez mais, algo para além da licenciatura, nem que sejam pós-graduações. Olha o meu curso, Direito, sem mestrado não podemos fazer muito, há áreas no Direito que só com mestrado lá podemos chegar...Mas há cursos em que para já não o exigem tanto, mas, na minha opinião, vão começar a exigir lá para a frente, há cada vez mais pessoas a licenciarem-se, tem de se estabelecer critérios mais altos...

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  5. Concordo com o que disseste! Por exemplo eu estou em Ciências da Comunicação que é uma licenciatura super abrangente, e quero ir para Jornalismo, ou seja vou-me especializar nisso. Se o meu curso fosse só Jornalismo talvez pensasse duas vezes, mas assim sei bem que devo fazer mestrado - agora se no final da licenciatura ou se uns aninhos depois isso logo vejo, ainda tenho 5 semestres pela frente :)

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  6. Concordo totalmente contigo. Tens uma perspectiva bastante terra a terra das coisas, o que é bom. No meu caso fazer o Mestrado era quase que condição para exercer plenamente a minha profissão (não sendo mestrado integrado, a legislação exige que tenhamos mestrado para exercer determinados cargos dentro da área), mas mesmo que não fosse necessário teria feito. Porque queria aprofundar mais o meu conhecimento e aprender métodos de investigação que só aprenderia com este segundo ciclo de estudos. Nunca foi com perspectivas de arranjar mais trabalho ou mais bem remunerado (sei há muito que isso não existe). E por falar nisso, enquanto escrevo recordo-me de uma frase que ouvi no outro dia na televisão, já não sei sequer quem a disse "mérito e oportunidade não são sinónimos".

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  7. Eu acho que um Mestrado tem uma particularidade que não mencionaste muito neste texto em concreto mas que também dou muita importância: a maturidade. Parece um pouco absurdo mas eu não acho que o Mestrado seja uma vertente de ensino tão leviana como uma passagem de Secundario ou Licenciatura (que em si já não são levianas também, mas considero-as mais leves que um Mestrado) Eu encaro-o com uma postura mais séria e é por muita gente achar que é uma garantia de trabalho que candidatam-se como se fosse mais um ano de Licenciatura, sem consciência do esforço que exige. Para mim, é de um peso e responsabilidade maior e que deve ser encarado com uma maturidade que não vejo em muitas colegas e amigos que já a estão a frequentar é isso reflete-se nos resultados deles.
    Eu não quero seguir, para já, um mestrado. A minha estratégia é perceber onde na minha área eu encaixo e a partir daí, já com a experiência do mundo de trabalho, eu "ataco" num grau de ensino superior sobre algo que já saiba que é a minha vocação. Faz sentido para mim e acho que faz sentido no meu curso em questão. Mas obviamente discordo desta perspectiva em outros cursos. Estou a lembrar-me agora do curso do meu namorado e de uma grande amiga minha, Biologia. É completamente aberto a inúmeras áreas e saem sem uma especialização concreta. E concordei totalmente quando a minha amiga seguiu para Mestrado, tal como concordo quando o Diogo diz que quer fazer um mestrado. Faz todo o sentido no rumo deles. No meu... Acho que tenho alternativas (para já e nas minhas vivências académicas, claro!)

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  8. Concordo em tudo com o que disseste! Há cursos e áreas em que não faz, de todo, sentido rumar para mestrado obrigatoriamente depois da licenciatura, nem sequer é influenciável no mercado de trabalho.
    Outras áreas, porém, como a minha, eu acho realmente necessário. Por Relações Internacionais ser uma área mesmo muito abrangente, por estudar na licenciatura diferentes áreas específicas, eu acho importante encontrar uma área que me cative realmente e na qual me possa especializar. Mas isto do meu ponto de vista. No entanto, acho que é necessário, como a Inês disse, maturidade. Eu posso especializar-me em Direito, em Economia, em Comunicação Política... e penso que, se quero, realmente, muito tirar um mestrado, também sinto o peso da escolha certa, do mestrado certo, pela panóplia gigaaante de possibilidades que tenho!
    A minha melhor amiga, por exemplo, estuda Fisioterapia e é como ela diz: não precisa do mestrado para nada para ser fisioterapeuta, até porque não iria especializar-se em nada, teria apenas o grau de mestre. E para ela, e eu concordo, não faz sentido embarcar no mestrado após a licenciatura, é dispensável.
    Por isso, sim, acho que é importante conseguirmos pesar as nossas opções, o mercado de trabalho no qual nos queremos inserir e as possibilidades que a licenciatura e o mestrado nos dão :)

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  9. r: Cada turma aqui (temos 2, numa disciplina 3 e em algumas turma única) tem 200/300 alunos, os professores não decoram.

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  10. Eu por acaso adorava tirar mestrado, espero que um dia consiga :) e acho que fazes bem em tirar um :)

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  11. Eu pretendo candidatar-me a um mestrado e se possível arranjar um part time :) *

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  12. Para mim é quase obrigatório tirar mestrado, uma vez que a carreira que quero seguir assim o exige. Nesse caso, o ideal será fazer logo depois da licenciatura, quando o ritmo de estudo ainda está bem presente e até para poder entrar no mercado de trabalho que eu quero o mais cedo possível. Pausa para trabalhar e esse tipo de coisas não me fará diferente, sendo que já trabalho neste momento, o que já me fez ter experiências no assunto e não precisar tanto de parar um ano para ganhar essas experiências :)

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  13. Eu escolhi especificar uma área abordada no meu curso... Gestão abrange tantas áreas e todas tão interessantes para mim que confesso que foi bastante difícil ter que escolher :)

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  14. Eu sou daquelas pessoas que preferem primeiro trabalhar e só depois, fazer mestrado. E assim foi e é. Já tenho contacto com o mercado de trabalho e agora quero fazer um mestrado e sei perfeitamente o mestrado que quero fazer.
    Se tudo correr bem, ´´e para o ano :D

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