Thirteen

VIDA ACADÉMICA | Sonhos Indefinidos

Ao contrário da maior parte das pessoas que conheço, não ingressei no Ensino Superior com uma ideia nítida daquilo que pretendia. A Licenciatura em Turismo fazia sentido para mim por tudo o que abrangia mas não havia uma área a suscitar-me particular interesse. Normalmente os caloiros chegam à Faculdade com uma ideia clara daquilo que pretendem - mesmo que isso se altere com o passar dos anos e os sonhos passem a ser outros - mas eu não tinha essa certeza e, agora que a tenho, continuo a sentir-me ansiosa e insegura.

E se por um lado sinto que essa insegurança me abriu portas ao longo do percurso - porque, como já referi AQUI, não pus de lado nenhuma oportunidade por não ser exatamente o que eu (achava que) queria - por outro também sinto que, nesta reta final, preciso de certezas mais concretas e de objetivos a longo prazo que não sou capaz de formular. Já excluí tantas opções - depois de efetivamente testar e experimentar - que, neste momento, sinto que o meu leque de interesses e de objetivos ficou reduzido a duas ou três áreas que, na verdade, pertencem a um só domínio mais abrangente. Apostei todas as minhas fichas numa vertente não-tradicional que me suscita interesse e curiosidade mas, sejamos sinceros, está muita coisa em jogo. Se não gostar delas ficarei sem chão e todos os planos que eu consegui finalmente elaborar terão sido em vão. Preciso de certezas, equilíbrio e estabilidade.

6 comentários:

  1. eu acho que ninguem sabe bem o que quer quando entra na faculadade. como é que podemos saber o que queremos fazer da vida aos 18 anos?! eu nao sabia, e acho que ninguem sabe.
    beijinho

    the-not-so-girlygirl.blogspot.com

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    1. Eu não digo que todas as certezas iniciais serão passíveis de concretização (aliás, refiro isso no texto: "mesmo que isso se altere com o passar dos anos e os sonhos passem a ser outros") mas aqueles que me rodeiam entraram no Ensino Superior com uma ideia clara daquilo que pretendiam, com uma visão de futuro. Não digo que as pessoas saibam exatamente o que querem (ou vão querer) mas a grande maioria acha que sabe e isso é um princípio.

      Por exemplo: tenho três amigos que entraram em Medicina no mesmo ano e todos tinham objetivos diferentes; um queria ser Cirurgião, outra queria ser Pediatra e a terceira queria especializar-se em Medicina Legal. Essas ideias foram sendo alteradas ao longo do percurso académico graças às experiências/contacto com as diversas especialidades (dos 3, penso que só 1 continua com o mesmo objetivo) mas quando eram caloiros eles tinham essas certezas. No meu caso, eu não tinha qualquer ideia, tinha apenas noção da abrangência do curso que escolhi :)

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  2. Espero que consigas encontrar esse rumo :)

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  3. Também me encontro numa reta final onde já devia ter mais definido aquilo que quero!

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  4. Eu estou praticamente a meio do segundo ano e continuo sem saber o que pretendo fazer da vida e não sei se conseguirei ter uma ideia do que quero fazer no final do próximo ano..

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  5. Pensa nas coisas a curto prazo e aos poucos acabarás por descobrir o que queres fazer a longo prazo.

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