AMOR | Viagens a Dois

Sempre disse que não seria capaz de viver com alguém com quem não fosse capaz de viajar. E a verdade é que esse era o meu maior medo antes de viajar para Londres com o Gui há mais de um ano: se a viagem corresse mal, eu não seria capaz de imaginar uma rotina a seu lado. Afinal, como poderia sequer imaginar-nos num apartamento exclusivamente nosso se não fosse feliz durante os dias de viagem? A relação estaria, à partida, condenada. 

E apesar de uma viagem feliz não nos garantir o mesmo sucesso numa casa partilhada - porque ambientes diferentes proporcionam-nos reações e atitudes distintas e nada na vida nos está garantido -, acredito que possa dizer muito - ou tudo - quando corre mal e promove zangas constantes.

Eu sei que se a nossa viagem a Londres tivesse sido um desastre, eu não colocaria em cima da mesa a hipótese de sair à descoberta do mundo com o Gui e muito menos continuaria a defender a possibilidade de vivermos juntos. Deixaria de fazer sentido. Repito: uma viagem bem sucedida não traduz necessariamente a compatibilidade necessária para uma vida a dois fora da casa dos pais mas pode ajudar-nos a eliminar todas as ilusões e a esquecer os planos que tínhamos criado.


Obrigada pelo tweet que despoletou esta publicação, Inês.

7 comentários:

  1. Antes de eu e o Ricardo começarmos a procurar casa, decidimos viajar os dois por uma semana, para ver se nos iamos dar bem. E demo-nos mesmo. E hoje, depois de 8 meses a viver juntos, estamos bem. Todos os dias é uma descoberta.
    Beijinho

    www.bloguerosa.com

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  2. Até ao momento só fiz uma viagem a dois, do início ao fim, uma única vez. Curiosamente também foi a Londres e correu tudo bem. Compreendo perfeitamente o que queres dizer. Apesar de não ser algo certo, é verdade que ajuda a ter uma visão mais ampla de como seria o futuro da relação.

    Ricardo, The Ghostly Walker.

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  3. Apesar de não ser uma garantia de nada, fazer viagens é uma boa forma de testar a relação. Porque há opções a fazer, porque há que estar em sintonia, porque podem acontecer adversidades e a reacção a tudo isto diz-nos muito sobre como nos podemos entender enquanto casal. Eu há anos que viajo com o meu namorado e não podia estar mais grata por ter alguém do meu lado que é um verdadeiro companheiro de aventuras :)

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  4. Entendo perfeitamente e eu também penso assim!

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  5. entendo perfeitamente o que queres dizer e em breve terei a prova disso: erasmus a dois!

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  6. Às vezes o ambiente, as histórias que vamos ouvindo e tudo o que se passa à nossa volta faz-nos duvidar das histórias de bonito amor que nos contam alguns avós... Mas sabes que mais? Podemos provar que são mais do que histórias. São vidas. Claro que exigem esforço e alguma sorte em encontrar a cara-metade perfeita, mas também é preciso a capacidade para ver com clareza que a perfeição é construída com os nossos olhos e não existe...
    Nós pelo menos gostamos de pensar assim. Começamos o mês a falar mais ou menos disto no blogue. Às vezes o pessoal à nossa volta não faz por mal, mas procura baixar-nos as expectativas e faz-nos prever o pior, quando na verdade, pode ser tudo muito mais simples e a felicidade completa pode ser muito real. Pode ser completamente real. Só não podemos ter medo de a viver...

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