Thirteen

VIDA ACADÉMICA | "Primus Inter Pares"

No Colégio que frequentei até ao 9º Ano havia um projeto intitulado de "Primus Inter Pares" que consistia na atribuição de certificados aos alunos que privilegiavam determinados valores - respeito, solidariedade, amizade, ecologia (...). Os alunos vencedores em cada categoria eram selecionados pela respetiva turma através duma votação que ocorria habitualmente na última semana de aulas e, para além destes, havia dois alunos destacados pelos professores: aquele que tivesse atingido melhores resultados académicos e aquele que tivesse progredido mais tendo em conta os resultados do período anterior. Atualmente, esta prática mantém-se e, para além das categorias que existiam na altura em que estudei naquele Colégio, neste momento a instituição destaca também outras áreas - relacionadas com a tutoria, o apoio aos colegas e o apoio à comunidade - e atribui certificados coletivos destacando uma turma em cada categoria.

E, pessoalmente, fico contente por ver que a tradição se mantém e que os valores continuam a ser privilegiados diariamente. Os certificados são apenas isso - certificados. Não existem prémios monetários ou bens materiais associados ao reconhecimento por parte da comunidade educativa mas a entrega destes documentos autenticados motiva os alunos a serem melhores alunos e, especialmente, melhores pessoas - o bom trabalho é valorizado, as atitudes simpáticas são estimadas e o esforço é reconhecido.

É claro que nem sempre as votações são totalmente justas - as amizades poderão interferir, como em qualquer outra votação do género (estamos a falar de crianças) - mas o Colégio tenta minimizar essa tendência ao incutir desde cedo aos seus alunos uma ideia que os adultos parecem esquecer atualmente: um único voto pode fazer a diferença, assim como a postura de cada um de nós na  comunidade em que nos inserimos.


O mundo divide-se entre as pessoas que dormem com meias e as que dormem descalças.

Créditos: Maria.

INSTAGRAM | Junho 2016

Junho foi um mês difícil que não trouxe o cheirinho a mar mas que me deu a oportunidade de dormir até mais tarde, de testar um novo modelo de publicação e de organizar os meus dias duma forma mais calma, como há muito não tinha oportunidade de fazer. Não trouxe férias e descanso - pelo contrário, trouxe crises de ansiedade absolutamente assustadoras e muito trabalho! - mas deu-me a oportunidade de estar com algumas pessoas que já não via há bastante tempo e de celebrar com elas alguns momentos significativos. Junho não trouxe viagens e fugas mas permitiu-me despachar o Relatório de Estágio, tratar de algumas papeladas que estavam pendentes na minha secretária e ainda apreciar o algodão doce e o fogo-de-artifício na noite de São João, como manda a tradição bracarense que me é tão querida.

O João e a Natacha casaram (e foi lindo!) em Junho. O Reino Unido decidiu que queria sair da União Europeia. Portugal passou aos quartos-de-final do Euro 2016. As Josefinas lançaram uma nova edição de sabrinas e eu entrei no vídeo de apresentação. Junho foi um mês de momentos marcantes para mim e para o Mundo e apesar de não ter sido sempre fácil, Junho trouxe-me alguns ensinamentos que irei partilhar convosco um dia mais tarde, gelados partilhados, noites na esplanada e roupas mais leves.

A Defesa do Relatório de Estágio está aí à porta e, depois disso, tudo será uma incógnita. Resta-me manter os amigos por perto, aproveitar os momentos em família e mentalizar-me do óbvio: este ano não tive nem terei direito a férias mas estou prestes a iniciar uma nova etapa e só posso esperar o melhor. Julho será desafiante e imprevisível.


Está marcada a minha Defesa do Relatório de Estágio. Estado: absolutamente aterrorizada.

BLOGOSFERA | Carimbo de Qualidade #23

Sobre a Intolerância. "Hoje em dia abro os jornais e a única coisa que consigo ler são aberrações, mortes, violações e atentados... A evolução da espécie, a história que carregamos com o passado cheio de horrores e atrocidades deveriam ser o que bastava para que hoje em dia (em pleno século XXI) tudo ser diferente. Mas não é... Estamos mais intolerantes que nunca, xenófobos e fechados na nossa bolha."

Os meus óculos são os vossos óculos. Falo por mim mas acredito que seja geral: já estamos mais do que habituados às parcerias entre bloggers e marcas, aos passatempos, às edições limitadas, às coleções especiais. E, confesso, a maior parte passa-me ao lado. No entanto, esta coleção d'A Pipoca Mais Doce em parceria com a SKOG  - uma marca portuguesa que desconhecia até então - encantou-me. São oito modelos com lentes polarizadas e cada modelo tem o nome dum destino. Gosto!

A minha relação com a fotografia/instagram. Como apaixonada por Fotografia e sendo o Instagram a minha rede social de eleição, não poderia deixar de recomendar esta publicação da Lyne, que aborda duma forma bastante peculiar a sua evolução na área da Fotografia e a sua visão perante a rede social referida. A minha paixão pela Fotografia e a minha vontade de melhorar é (muito!) antiga e não pude deixar de me identificar com as suas palavras, com a necessidade de trazer conteúdos diferentes para o blogue, com a sua relação com os editores de imagem, com o poder que ela própria atribui a uma simples imagem.

As ilustrações do Marc Johns ♥. Sou fã assumida das ilustrações de Marc Johns e por isso não podia deixar de partilhar convosco esta publicação do We Blog You, numa ode ao seu trabalho. Tenho a certeza que já viram algumas destas ilustrações em blogues e outras redes sociais - eu própria já utilizei algumas por aqui - mas, se não conhecem as obras deste senhor (ou se querem acompanhá-lo com maior assiduidade), esta publicação é obrigatória.

Sundy. "E de repente existe um lugar perdido no mundo, onde tudo fez sentido. Onde todas as questões tiveram resposta, porque o questionamento se esvaiu. Fechei os olhos e tu estavas ali. O meu encantamento era o teu encantamento. E depois de me teres aparecido, já não voltei a estar sozinha."


Este Verão está a ter um sabor agridoce. Os fins-de-semana terão de ser muito bem aproveitados.

AVEIRO, PORTUGAL | Tripa de Aveiro

A Tripa de Aveiro chega até nós quente, polvilhada com canela e recheada com um ingrediente à nossa escolha. É um doce tradicional de Aveiro e, com a sua massa elástica e fofa estrategicamente dobrada, é algo que não podemos deixar de comer quando visitamos a cidade dos moliceiros. Existem mil e uma combinações para todos os gostos mas sabemos que não deixaremos Aveiro desiludidos pela sua especialidade.

Há uns anos havia apenas três opções: simples (sem recheio), com chocolate ou com ovos moles. Hoje, são dezenas as combinações possíveis. E enquanto que o Gui optou por uma das versões tradicionais - Tripa de Aveiro com ovos moles - eu, como não poderia deixar de ser, escolhi Tripa de Aveiro com Kinder. O resultado? Delicioso. Existe um bom equilíbrio entre a quantidade de massa e o recheio e, apesar de doce, não é enjoativo - recomendo, ainda assim, que comprem também uma garrafa de água. O chocolate derretido ao longo de toda a massa, a canela que dá o toque final... Este não é um doce para comer todos os dias mas é obrigatório numa ida a Aveiro.



Os meus familiares e amigos acompanham o meu blogue e isso não me condiciona minimamente.

TEMPO DE ANTENA | Poder de Voto

"Dou por mim a olhar à minha volta e a ficar assustada com os tempos que aí vêm. Vejo uma parte da sociedade verdadeiramente interessada em ter mão no seu futuro, em ter ideias e opiniões, em saber o que se passa no Mundo e nas entidades que decidem o seu modo de vida. Mas depois vejo outra parte, arrisco-me a dizer que bem maior, capaz de afirmar com orgulho que "não quero saber de política!".

Escrevi uma vez que "A política é muito mais do que "são todos iguais", "são todos uns mentirosos", "é mais do mesmo" e "não vale a pena". A política é feita todos os dias por cada um de nós, ao expressarmos a nossa opinião, ao ouvir e considerar a opinião dos outros, ao lutarmos pelos nossos ideais, sejam eles quais forem e em qualquer assunto, ao estarmos atentos ao que se passa à nossa volta e às decisões que permitimos - ou não - que outros tomem por nós.". E mantenho esta opinião. Não é preciso estar filiado a um partido, nem é preciso dizer que apoiam x ou y. Mas é preciso ter consciência de que todas as decisões que são tomadas pela classe política têm consequência directa nas nossas vidas. E é aí que nós, os comuns Cidadãos, entramos.

Porque da política também faz parte o direito ao voto. E esse, parece-me, tem-se tornado uma arma muito potente para muita gente que não tem noção do que tem "nas mãos". Vejamos o caso do referendo relativamente à saída do Reino Unido da União Europeia. Horas após o fecho das urnas - reforço o após - houve um boom de pesquisas no Google sobre quais seriam as consequências da saída. Depois da divulgação dos resultados, foram conhecidos imensos casos de pessoas que votaram pensando que o seu voto não faria diferença e que agora estão arrependidas da opção que tomaram. Vemos agora imensos casos de pessoas claramente mal informadas sobre as consequências de cada uma das opções que tinham à escolha.

Não é preciso fazer juízos de valor sobre o resultado para perceber que algo está muito errado aqui. Não se trata sequer de pensar nas consequências dos resultados. Trata-se apenas de reconhecer que provavelmente foram resultados fortemente baseados no diz-que-disse, no voto por protesto inconsequente, e até na abstenção e na indiferença (25% de abstenção não é muito se comparado com os valores habituais em Portugal, mas continua a representar um quarto dos votantes que optaram por deixar a decisão na mão de outros). 

Tomamos a democracia como tão certa e garantida que já nem a levamos a sério. Importa por isso pôr a mão na consciência e aprender com os erros, sejam os dos britânicos ou os nossos, que insistimos em nomear a abstenção como grande vencedora de qualquer votação. Importa perceber que todos os votos contam e, por isso, o voto é uma ferramenta muito útil na decisão do destino de qualquer sociedade. É o nosso futuro num papel. Tomemos bem conta dele!"


Joana Sousa, Jiji.

O mundo divide-se entre as pessoas que dão a cara pelo blogue e as que optam pelo anonimato.

AMOR | O Amor Está Nos Detalhes

O amor está nos detalhes. Também está nas serenatas e nas surpresas planeadas com duas semanas de antecedência, nos presentes em dias especiais e nas viagens que nada têm de impulsivas mas está, essencialmente, nos detalhes do quotidiano, nas rotinas, nos hábitos. O Amor está nos gestos mais simples - naqueles que são espontâneos e genuínos e que não pressupõem pagamentos absurdos ou roupas especiais.

O amor está no apoio, na compreensão. E está também na mensagem de bom dia, na chamada a caminho de casa e nas decisões pessoais que são postas em cima da mesa porque, afinal, afetam a pessoa que temos ao nosso lado. O amor está nas tarefas do quotidiano, no silêncio que conforta, na presença, nas mãos dadas, no sorriso genuíno de quem sente orgulho pelos nossos feitos e que não nos julga nas derrotas. O amor está nos detalhes. Porque, quando falamos de amor, são os pormenores que transformam a nossa história naquilo que ela realmente é: única, inesquecível, nossa.


Precisava genuinamente de um dia passado em família. E o último domingo, com uma piscina para mergulhos, não podia ter sido melhor.

WEBSITE | Tweet Deck

Depois de vos ter falado do Gamblr, que permite agendar publicações no Instagram e publicar a partir do computador, hoje partilho convosco o Tweet Deck, um website que com certeza será precioso para quem, assim como eu, gere redes sociais de marcas, projetos, blogues ou empresas.

Num tom mais pessoal, não o utilizo. Acredito que o Twitter viva de pensamentos aleatórios e instantâneos, de comentários em tempo real e por isso esta sugestão não se aplica à minha vida pessoal. No entanto, para quem gosta do controlo de ter todas as suas redes sociais atualizadas mesmo quando as prioridades são outras, o Tweet Deck é uma excelente ajuda. E para quem, tal como eu, utiliza o Twitter numa vertente profissional, acredito que seja ainda mais útil. As redes sociais vivem da sua atualização frequente e, quando falamos de marcas ou projetos, as nossas ocupações e o nosso tempo livre não podem influenciar aquilo que publicamos. O Tweet Deck é a ferramenta ideal.


O que responder perante algo assim? Obrigada Carolayne. De coração.

SAÚDE | Vitiligo

Sou branquinha e, ainda na Escola Primária, diagnosticaram-me uma doença de pele: Vitiligo. Foi um bónus que a Ansiedade me trouxe - apesar de não ser a principal causa uma vez que se trata duma doença genética, a Ansiedade pode desencadeá-la ou agravá-la; foi o que aconteceu. 

Cremes, comprimidos, protetores solares especiais... Desde que me lembro que sou obrigada a ter o triplo do cuidado com o sol e, quando era pequenina e a doença ainda não era muito estudada em Portugal, éramos forçados a encomendar de Espanha os medicamentos que eu precisava. Durante anos e anos fui acompanhada por uma dermatologista - que ainda me recebe de vez em quando - e durante anos, para além das análises periódicas, incluí na minha rotina diária alguns medicamentos que me ajudaram a travar a doença e que fizeram com que ela regredisse (e que não eram - nem são - comparticipados porque, em Portugal, o tratamento de Vitiligo é considerado um capricho).

Quando caía e sangrava, a minha pele cicatrizava rapidamente mas não pigmentava. No lugar da ferida, ficava uma manchinha branca com as mesmas dimensões. A minha mãe chamava-lhes marcas de guerra. E hoje, quando olho para os meus joelhos e cotovelos, recordo com carinho cada uma das quedas que dei enquanto aprendia a andar de bicicleta ou de patins e enquanto jogava futebol na rua ou na escola. No entanto, para além dessas marcas de guerra, começaram a surgir manchas novas: à volta dos olhos, nas pontas dos dedos, em redor dum sinal de nascença. Era Vitiligo.

Vitiligo é uma doença que está relacionada com a redução das células responsáveis pela pigmentação da pele. Pode ser hereditária ou não. Não causa dor, não provoca comichão, não incomoda, não é contagiosa, não dá sinal através de sintomas específicos... mas influencia a autoestima de quem é forçado a viver com ela e o tratamento é normalmente despoletado pelo transtorno estético que promove. É uma doença que incomoda porque é feia e porque nos rouba o protagonismo em dezenas de conversas.

Durante anos - sobretudo durante a puberdade (na época em que a doença se desenvolveu a um ritmo assustador) - eu tive vergonha da minha pele. Eu não usava maquilhagem - era demasiado nova para tal e nunca coloquei essa hipótese até chegar ao Ensino Secundário - mas não conseguia deixar de reparar naquilo que o espelho me mostrava. Sentia-me diferente (e todos sabemos o quão terrível é ser diferente aos dez ou doze anos). E mesmo que as outras pessoas achassem giro, eu odiava as manchas que tinha no rosto, nas mãos, nos cotovelos, nos joelhos.

Com o passar dos anos e dos tratamentos, a minha pele voltou a pigmentar. A doença regrediu e estabilizou, quase todas as manchas desapareceram e eu deixei de incluir medicamentos na minha rotina diária. Algumas dessas manchas mantêm-se, obviamente, mas passam despercebidas aos olhos dos mais distraídos porque são agora mais suaves, mais naturais, menos intensas. A doença poderá voltar à carga em qualquer fase da minha vida - não há forma de prevenir tal acontecimento - mas deu-me a capacidade de relativizar a aparência dos outros e uma certeza: a nossa saúde (e aquilo que fazemos por ela) influencia - sempre - a nossa autoestima.


Ao fim-de-semana, o pequeno-almoço é tomado fora de casa. Preferencialmente na esplanada.

BLOGOSFERA | O Conteúdo Não Cai das Árvores

Sempre que escrevo sobre os lugares que visito, os produtos que experimento, os filmes que vejo e os restaurantes onde faço as minhas refeições longe da rotina - entre muitas outras coisas -, lembro-me das exigências que um blogue acarreta. O L13 vive das minhas opiniões, das minhas experiências. E quando escrevo sobre isso - que é, realmente, aquilo que gosto mais de fazer por aqui - não consigo evitar pensar no trabalho e custos que estão associados a cada uma dessas publicações. 

Ter um blogue pressupõe um investimento. Porque se eu não tivesse disponibilidade para viajar, para conhecer, para ver filmes, para experimentar, para descobrir, para visitar, para escrever, para fotografar... eu não teria metade dos conteúdos que tenho; não partilharia metade das coisas que partilho; não poderia ter o tipo de blogue que tenho. O meu blogue só é aquilo que vos apresento porque eu reúno condições para apostar neste conceito.

E é por isso que acredito que as publicações dizem muito mais do que aquilo que está exposto em cada linha. As publicações expõem muito mais do que uma opinião, muito mais do que um interesse pessoal, muito mais do que um traço de personalidade. Acho isso absolutamente fascinante.


“If you can’t explain it to a six year old, you don’t understand it yourself.” - Albert Einstein

AVEIRO, PORTUGAL | Café Ramona

Perdoem-me as cinco - ou mais! - pessoas que me recomendaram o Café Ramona e me garantiram que ali encontraria o melhor hambúrguer da minha vida; esta publicação não será do vosso agrado. 

Chegamos a Aveiro à hora do almoço e, sem tirar as malas do carro, decidimos ir ao Café Ramona, assolados pela fome e com a certeza de que seria um espaço despretensioso com preços bastante acessíveis - confirmo. E quando entrámos no estabelecimento percebemos imediatamente que aquele era um café popular sem grandes regras de etiqueta. O Café Ramona não é um restaurante, é um café - e isso basta para ser acolhedor à sua maneira e descontraído na medida certa, ideal para uma refeição rápida e bem servida.

As mesas estavam todas ocupadas e tivemos que esperar um pouco mas rapidamente nos sentámos e fizemos o pedido: dois hambúrgueres, dois refrigerantes e uma dose de batatas fritas, como seria expectável. 

O Café Ramona serve bons hambúrgueres, sim, mas não serve os melhores hambúrgueres do mundo. Aliás, está muito longe disso e as expectativas tramaram-me. As batatas fritas que pedimos eram viciantes e deliciosas, o pão era fofo, a carne estava bem temperada e os restantes ingredientes eram saborosos mas, como um todo, o hambúrguer - para além de não ser visualmente apelativo e de incluir um ovo estrelado que era, na verdade, ovo cozido - esteve muito longe de ser o melhor hambúrguer que alguma vez comi. Tendo em conta as sugestões que me fizeram - referindo SEMPRE o Café Ramona e os seus "maravilhosos-deliciosos-incríveis-fabulosos hambúrgueres" - eu esperava (muito) mais. Aplaudo o preço justo de cada prato e o serviço extremamente rápido e eficaz mas, no geral, não achei extraordinário. O hambúrguer do Café Ramona é muito bom, sim, mas é só mais um hambúrguer.



Os blogues têm, cada vez mais, um papel decisivo no sucesso das marcas. Será positivo e sustentável ou negativo?

BLOGOSFERA | La Veine

Chegou este mês e conquistou-me imediatamente. La Veine é o nome do blogue da Marta e é também o nome do blogue que trouxe uma lufada de ar fresco à minha lista de leitura. As publicações são essencialmente sobre moda e beleza e são escritas tanto em português como em inglês mas desenganem-se se pensam que é apenas mais um blogue sobre moda e beleza - não é. La Veine é um blogue especial, editorial, cuidado, desafiante, crítico, fascinante, apelativo.

A Marta é estudante de Design de Moda, vive em Lisboa e La Veine é uma experiência: a Marta quer perceber se o jornalismo de moda e o seu fascínio pelo editorial podem unir-se na sua vida profissional. Se me permitem o palpite, eu diria que sim. A Marta sabe escrever, a Marta tem personalidade, a Marta sabe colocar um pouco de si em cada palavra e cativar-nos enquanto leitores. Sendo de quem é, não esperava outra coisa: o La Veine já é - arrisco-me a dizer - um dos meus blogues favoritos. Aplausos para um blogue que se distingue desde o primeiro mês.


A minha rede social favorita. 

TEMPO DE ANTENA | Ensino Superior: Tradução

"No momento em que me candidatei ao Ensino Superior sabia perfeitamente qual era o curso que queria candidatar-me. Demorei algum tempo a percebê-lo ao longo de todo o meu Secundário, mas no momento em que descobri o curso de Tradução e todas as suas especificidades sabia que tinha encontrado ali o amor da minha vida. 

Quem conhece a minha história sabe que a minha candidatura foi um bocado atribulada. Explicação rápida: candidatei-me assim que saí do Secundário ao Ensino Superior mas como os Exames Nacionais não me tinham corrido bem, não entrei. E por isso, um ano mais tarde repeti os Exames Nacionais e consegui o dobro da nota tirada anteriormente. O que me levou a que tentasse novamente a minha sorte na entrada ao Ensino Superior. 

Talvez dos melhores dias da minha vida, o dia em que soube que tinha entrado no meu curso tão desejado, o curso de Tradução, na Universidade de Aveiro. Lembro-me como se tivesse sido hoje, a minha felicidade de orelha a orelha, o olhar de orgulho dos meus pais, a emoção e a ansiedade dos dias que aí vinham. 

Até que finalmente chegou o primeiro dia. O dia das matrículas. Foi um dia bastante cansativo tenho de admitir, onde conheci alguns futuros colegas de curso, onde tratei de imensa papelada, demasiada para o meu ver. E depois de tudo isso, conheci a Comissão de Faina – Comissão de Praxe, para alguns. Depois de bastantes explicações, dicas importantes e da derradeira pergunta “Estás a pensar fazer praxe?” soube que Aveiro tinha sido o sítio ideal para começar o meu percurso académico. 

Quanto ao curso em si, devo dizer que tem sido um desafio não pelas cadeiras propriamente ditas mas pela liberdade que tens quando vais viver para uma cidade sem os teus pais. O primeiro semestre do meu 1º ano foi talvez dos mais atribulados, pois no início ainda não vivia em Aveiro o que fazia com que a fatiga levasse a melhor. Devo dizer-vos que aquele pensamento “Nunca vou faltar a uma aula” que tinha no primeiro semestre se dissipou no meu segundo semestre e provavelmente vais ter de faltar a algumas aulas depois de algumas quintas-feiras académicas agressivas. Mas tudo em moderação claro, estás em Aveiro para estudar mas um bocado de diversão também não faz mal a ninguém. 

As cadeiras propriamente ditas são bastante educativas e um tanto curiosas se apanhares os professores certos. E se estiveres a pensar vir para o meu curso, digo-te já: a melhor professora deste curso é a Maggie que dá Inglês I e Inglês II e, por muito que procures, só ela é que realmente se importa. Quanto a cadeiras mais complicadas, tenho de falar naturalmente da cadeira que me está a dar dores de cabeça neste semestre: Linguística Contrastiva. Linguística quê? Perguntas tu. Também eu me pergunto o mesmo todos os dias porque ainda estou a tentar descobrir. 

Quanto à tão adorada Faina Académica, fiz praxe do início ao fim. Sem medos. Sem receios. Sem qualquer tipo de arrependimento. E quando dizem que a praxe é para integração acreditem que é, pelo menos cá em Aveiro a união prevalece. Aqui não somos caloiros, somos aluviões ou lodos e lamas. Aqui não há padrinho ou madrinha, existem patrões ou patroas. Aqui não há afilhados ou afilhadas, existem pedaços de terra. E talvez, esta distinção faz-me afirmar que a Faina Aveirence é talvez das mais especiais de todo o país. E não me posso esquecer de referir o tão respeitado Código de Faina, um livro que podem encontrar online, se quiserem já começar a recolher informação. Mas uma coisa vos digo, ter entrado na praxe foi talvez das melhores decisões que podia ter feito. E hoje, enquanto vos escrevo isto, posso dizer-vos que acabou há pouco tempo mas que as saudades já são muitas. 

Desde sempre, mesmo antes de ter escolhido o meu curso, eu só tinha uma ideia “quero ir para a Universidade de Aveiro”. Porquê perguntam vocês? Tenho de admitir que uma das razões que me levou a escolher, foi o sítio. O campus, todos os departamentos num só – ainda que mais tarde tenha descoberto que o meu departamento, o Departamento de Línguas e Culturas seja o mais velho e mais afastado de sempre. Uma dica para futuros aluviões: o Autocarro Bar, o Confúcio, o McDonalds e o Convívio vão ser os vossos melhores amigos porque se gostam de comer como eu é lá que vão sobreviver. 

Uma coisa podem ter a certeza, Aveiro tornou-se a minha casa, o sítio onde o meu coração está. Sem sombra de dúvidas que Aveiro me conquistou. E que Tradução foi o melhor curso que podia ter escolhido. Porque no final, azul e branco é coração. (Cores do meu curso e do meu clube, não acham que estava mesmo destinado?)."


 Letícia, Aluna do Primeiro Ano da Licenciatura em Tradução na Universidade de Aveiro.

[Se tiverem dúvidas ou questões podem deixá-las na caixa de comentários. A Letícia irá responder às vossas perguntas no mesmo espaço assim que possível.]

O mundo divide-se entre os alunos que experimentam a Praxe e ficam, os que desistem e os que nem chegam a experimentar.

SOLIDARIEDADE | Passa a Outro e Não ao Mesmo

Onze Artistas, Onze Canções, Onze Causas. O disco "Passa a Outro e Não ao Mesmo" está inserido na plataforma "Eu Ajudo" da Rádio Comercial e é um projeto solidário que apoia a União Zoófila, a Acreditar, a Cais, a Fundação do Gil, o Banco Alimentar, as Aldeias SOS, a Just a Change, a Re-food, a PAR, a APAV e a Ajuda de Berço.

As instituições foram escolhidas pelos artistas que contribuíram para a criação deste disco - ÁTOA, Diogo Piçarra, Black Mamba, Amor Electro, Agir, David Fonseca, D.A.M.A, HMB, Márcia, Dengaz e João Só - e as canções inéditas seguem apenas uma regra: a última frase de cada música é também a primeira da música seguinte (mais ou menos como aquele jogo da história que, no fim, não faz sentido nenhum). O disco estará à venda a partir do próximo dia 24 de Junho e as vendas revertem para as causas supracitadas.


Vi hoje de manhã os episódios de apresentação do MTV IT Girls e, confesso, não fiquei convencida.

INSTAGRAM | @kat_in_nyc

As fotografias da Kat - @kat_in_nyc - inspiram-me. Pelo conceito, pela luz, pelas cores, pelos cenários. A Kat é fotógrafa e tem uma vantagem sobre todos nós mas, ao mesmo tempo, constrói diariamente uma galeria que é muito mais do que um conjunto fotografias bonitas. Na verdade, as imagens que a decoram são muito mais desafiantes do que aquelas que estamos habituados a ver nesta rede social - e é isso que a torna fantástica e inspiradora. Esta é uma conta com alma.

A Kat fotografa pessoas e regista a sua essência duma forma única. Os detalhes arquitectónicos de Nova Iorque também estão lá mas este Instagram vive das pessoas que transformam a cidade naquilo que ela é. Algumas imagens poderão ser arrojadas aos olhos de alguns porém, para mim, são obras de arte. A Kat desafia os estereótipos de beleza e os padrões definidos pela sociedade ao proporcionar aos seus seguidores uma visão diferente, romântica e editorial de Nova Iorque. Gosto muito.


Nunca tive TV na cozinha e não tenciono ter.

VÍDEO | Action Movie Kid

A vida é uma aventura e na imaginação das crianças é muito mais desafiante e divertida. Quem nunca saltou de sofá em sofá porque o chão era lava? Quem nunca fingiu que disparava tiros contra os mauzões que se escondiam nos lugares mais improváveis da casa? 

James é uma criança normal que imagina os mais diversos cenários e que cria as suas próprias histórias e aventuras mirabolantes. Daniel é seu pai e trabalha para a Dreamworks Animation. E a junção das brincadeiras do filho com o talento do pai resulta no canal de Youtube que vos apresento hoje: Action Movie Kid. Daniel dá vida às brincadeiras do filho com a ajuda de efeitos especiais e os vídeos são sempre geniais, amorosos e extremamente divertidos. Se o mundo fosse moldado pelas crianças, seria assim. E sabemos quem seriam os heróis, certo?


Conheço uma rapariga que é vegetariana e que come francesinha vegetariana... com molho. Sentem a ironia?

VIDA ACADÉMICA | A Compilação

Ao longo dos últimos três anos, fui registando neste blogue alguns momentos importantes da minha vida académica - e não só. O fim dos Exames Nacionais, a entrada para o Ensino Superior, a Praxe - e todas as suas fases -, as cadeiras demoníacas, as festas, as amizades, as capas negras, os sucessos, as dificuldades, as Cerimónias. E, pelo meio, fui escrevendo algumas publicações menos pessoais. Neste separador partilhei dicas, sugestões e conselhos que continuam atuais e que poderão ser úteis para quem está prestes a iniciar um novo ciclo de estudos e - porque não? - para quem já vive a aventura do Ensino Superior. Hoje, decidi reunir as publicações que me pareceram mais pertinentes. Atentem:

Curso/Instituição: A Escolha. Para quem, como eu, nunca soube ao certo qual era a profissão que gostaria de ter no futuro, a escolha do par curso/instituição pode ser uma grande dor de cabeça. Quando fomos para o secundário, tínhamos meia dúzia de hipóteses mas, no final do décimo segundo ano, puseram-nos uma lista com trezentos cursos à frente e mandaram-nos mergulhar naquelas áreas todas e escolher o nosso futuro. A verdade é que não é uma Licenciatura que condiciona toda a nossa vida mas convém seguirmos um caminho com o qual nos identifiquemos. E, para isso, é preciso colocar as cartas em cima da mesa. Nesta publicação, falo-vos um pouco sobre o processo que me levou à minha decisão final: Turismo na Universidade Católica Portuguesa.

O ECTS e os Créditos. ECTS é a sigla de European Credit Transfer and Accumulation System, um sistema que mede as horas que o estudante tem que trabalhar para alcançar os objectivos do seu plano curricular. Essas horas de trabalho incluem as aulas - sejam elas práticas ou teóricas - mas também as possíveis horas de estágio, os seminários, as avaliações, as apresentações e as horas dedicadas ao estudo e à elaboração de trabalhos. Este sistema é novo para quem chega pela primeira vez ao Ensino Superior e parece-me pertinente explicá-lo com maior detalhe.

E os Manuais? É uma questão que causa confusão a alguns alunos de primeiro ano e é por isso que partilho esta publicação. No Ensino Superior não existem os tradicionais manuais escolares e poderá ser tentador adquirir todos os livros recomendados pelos professores. Como finalista, este conselho é um dos melhores que vos posso dar: sejam críticos na hora de selecionar os materiais de apoio ao estudo e na hora de comprar o material escolar que vos acompanhará ao longo do semestre. Não gastem dinheiro à toa.

Como Sobreviver à Época de Avaliações? Organizar o Estudo. A época de avaliações é o drama de qualquer estudante universitário. Como conciliar todos os trabalhos, apresentações, relatórios e frequências? Como conseguir bons resultados nos temíveis exames? Como não descarrilar? Calma. Milhares de alunos sobrevivem  à época de avaliações no fim de cada semestre e vocês também vão sobreviver. O truque? Ser organizado a todos os níveis, estabelecer prioridades e ser equilibrado.

Praxe: Sim ou Não?  e Praxe: Essencial à Integração?. Chegamos a Setembro e começam os rumores, os dramas e as notícias exageradas sobre a Praxe. Os Caloiros sentem a preocupação dos pais, lembram-se das notícias assustadoras que viram na televisão e chegam à instituição de ensino com receio de experimentar as atividades de Praxe - não os culpo. No entanto, como defensora desta tradição académica, quando me perguntam se devem ou não experimentar, eu respondo afirmativamente. Experimentem e decidam se querem - ou não - continuar a participar. A Praxe não é - nem nunca vai ser - obrigatória. Sejam críticos e conscientes. Definam o vosso próprio caminho. E, se quiserem efetivamente experimentar, lembrem-se dos conselhos que partilho no último parágrafo da  primeira publicação!

O Alcance dos Resultados As mudanças acentuadas na vida dum estudante que transita do Ensino Secundário para o Ensino Superior não se baseiam apenas na dimensão da instituição, na falta de manuais ou na quantidade de matéria dada numa só aula. Os métodos de estudo também têm que ser adaptados ao novo curso - e a nós mesmos - e os apontamentos pormenorizados passam a ser essenciais na maioria das disciplinas teóricas. Se no Secundário podíamos ter a cabeça na lua de vez em quando, na Faculdade isso pode ser uma atitude perigosa. É importante que encontremos, desde cedo, o método que melhor se relaciona com a nossa capacidade de memorização e de aprendizagem e, claro, com o nosso curso e as nossas cadeiras. Uma coisa é certa: não há nenhuma receita infalível para o alcance de resultados satisfatórios ainda que os futuros universitários a procurem incansavelmente.

3 Semestres, 6 Ensinamentos6 Conselhos de Finalista10 Coisas que Aprendi na Faculdade e (Mais) 8 Coisas que Aprendi na Faculdade. Quatro publicações distintas que reúnem um conjunto de conselhos quase aleatórios e algumas aprendizagens que me parecem extremamente pertinentes e atuais. Apesar de alguns pontos se repetirem, fazem todo o sentido para mim e são frases que partilho de coração, com a maior das sinceridade e baseando-me numa experiência realista.

Vamos lá desmistificar o meu curso. Um bónus que só despertará interesse a quem pretende seguir Turismo mas que não podia deixar de partilhar: a minha opinião sobre a minha própria Licenciatura na Universidade que escolhi há três anos. Para todos os outros (que pretendem debruçar-se sobre outras áreas de estudo), visitem o separador "Tempo de Antena: Ensino Superior" e leiam os testemunhos dos alunos dos restantes cursos. Ao longo dos próximos meses tentarei convidar outros alunos para que mais licenciaturas sejam abordadas neste separador do L13.


Boa sorte com os Exames Nacionais e as candidaturas ao Ensino Superior!

Se quiserem ler outras publicações relacionadas com o Ensino Superior, a minha experiência pessoal e as tradições académicas, consultem este separador.
Continuo a achar que o Zee, The Flea fica muito mais giro assim vestido.

ESTÁGIO CURRICULAR | A Fita

O Estágio Curricular marcou, sem qualquer dúvida, a minha mais recente e quase finalizada etapa académica. E, na altura da distribuição das Fitas de Finalista, por todos os motivos e mais alguns, achei que fazia todo o sentido deixar uma na empresa que me acolheu. Deixei-a na cozinha, juntamente com uma caneta, e enviei uma mensagem para o email geral (aquele que encaminha para toda a gente):

"(...) assim como os meus colegas de Faculdade, familiares, professores e amigos de infância marcaram esta minha etapa, vocês também fazem parte do meu percurso (...) e, uma vez que este estágio representa o meu último passo antes de ser realmente Licenciada (yaaay!), faz todo o sentido que tenham a oportunidade de me deixar os vossos conselhos e mensagens. Deixei na cozinha uma fita amarela e convido-vos a escrever, assinar ou desenhar - gostava muito de ter um bocadinho desta empresa na pasta que representa esta minha mais recente fase académica. A fita estará lá para vocês até quarta-feira e espero que não esteja vazia quando a for buscar! (...)"

Não pedi a ninguém em particular que escrevesse para mim - neste caso, não fazia sentido - mas, quando a fui espreitar no próprio dia, um dos lados estava completo. Quando a levei para casa dois dias mais tarde, dezenas de mensagens bonitas decoravam a minha Fita de Finalista e não havia espaço para mais. Mais de vinte pessoas escreveram na minha Fita amarela. Mais de vinte. Mais de vinte pessoas acharam que eu merecia uma mensagem de boa sorte, um conselho, uma frase engraçada. Mais de vinte pessoas guardaram uns momentos do seu dia para escrever para mim quando nem sequer tinham essa obrigação. Mais de vinte pessoas acharam que eu merecia levar aquela empresa comigo.


Se as Faculdades não fazem provas de admissão, entrevistas e afins, então os Exames Nacionais são importantíssimos.

TURISMO | "É demasiado popular."

Há uns anos conheci uma rapariga que, apesar de adorar viajar e de visitar com frequência cidades portuguesas e além fronteiras, se recusa - e esta é mesmo a palavra correta, não é um eufemismo - a visitar atrações tipicamente turísticas. Quando esteve em Paris, não visitou o Louvre. Quando foi a Nova Iorque, não subiu ao Empire State Building. Quando foi a Roma, não visitou o Coliseu. Quando esteve em Lisboa, ignorou a zona de Belém.

E quando lhe perguntei por que razão se recusava a conhecer espaços tão significativos para a cidade quando estes lhe despertam curiosidade, respondeu-me que não gosta de pontos turísticos e que, para conhecer esses monumentos e zonas, pode perfeitamente fazer uma rápida pesquisa em alguns motores de busca. Acredito que seja um pouco contraditório para alguém que é, simultaneamente, apaixonada por aviões, aventuras, mochila às costas e viagens de carro.

Esta miúda viaja todos os anos, conhece uma grande parte da Europa e da América, já esteve na Austrália e visitou até um pouco da Ásia mas quando falamos com ela sobre os lugares que toda a gente associa aos destinos que ela teve a oportunidade de conhecer, responde que não esteve lá, que não entrou, que não visitou, que não observou com os seus próprios olhos. Esta miúda tem um preconceito tão enraizado na sua mentalidade que só a ideia de ser considerada turista a deixa aterrorizada - mesmo que, inegavelmente e por muito que lhe custe, o seja.

E se por um lado eu compreendo a necessidade de realizar uma viagem personalizada e única que vá  (muito) além daquilo que os guias turísticos nos proporcionam, por outro não posso deixar de estranhar esta necessidade de ser diferente a toda a força e de, consequentemente, perder a oportunidade de conhecer realmente lugares tão fantásticos.

Não sou pessoa de excursões, de roteiros delineados ao pormenor ou de horários rígidos enquanto viajo nem tão pouco visito todas as atrações turísticas duma cidade ou deixo que a minha viagem se limite a elas. Mas sou alguém que quer sempre conhecer o melhor de cada cidade e de cada região. E, na minha inocência de turista que quer sempre descobrir mais, reconheço que, às vezes, esses lugares são extremamente populares. Vou deixar de visitar, de conhecer e de me encantar só porque toda a gente visita e conhece? Não! Se me interessa, eu vou também. E elimino da minha lista de prioridades algumas atrações que não me dizem assim tanto sempre que viajo mas nunca, em momento algum, as retiro dos planos só porque são populares. Cada um tem a sua forma de viajar e de conhecer o mundo mas esta ideia de deixar de ir só porque toda a gente vai faz-me confusão.


Apostas para o jogo de amanhã?

EVENTO | Faz Música Lisboa 2016

Lisboa recebe este fim-de-semana mais uma edição do Festival Faz Música Lisboa, um conjunto de concertos que se inserem nos diversos estilos de música - do Reggae ao Rock, do Fado ao Blues, entre outros - e que promete transformar a nossa capital num Festival de Verão. Nos dias 17, 18 e 19 de Junho, Lisboa terá vários palcos espalhados pelos seus jardins e a diversão está garantida!

E, sabem que mais? O Lisboa Cool juntou-se a esta Fête de la Musique e criou um roteiro especial que estará disponível durante os dias do Festival. Com a app Lisboa Cool, para além de poderem utilizar a funcionalidade "Perto de Mim" e os roteiros "Gastronómico", "Histórico" e "Romântico", poderão criar o vosso próprio roteiro "Faz Música Lisboa" - um guia que, para além das sugestões que vos levam a conhecer os espaços mais cool da cidade (museus, restaurantes, cafés...), inclui também os concertos que podem ver (e ouvir!) gratuitamente ao longo dos três dias.


O jogo Portugal-Áustria será transmitido em todos os palcos do Faz Música Lisboa - o Festival vai, literalmente, parar para apoiar a Seleção!

Relatório de Estágio enviado para a Orientadora. A questão que se coloca é: estará apto para a defesa?

BLOGOSFERA | Carimbo de Qualidade #22

São apenas menos 50 paneleiros no mundo. Comecei a seguir o "Homem Sem Blogue" por mero acidente e desde então ainda não me arrependi de o ter feito. Para além de escrever todos os dias, sempre com temas atuais, a sua veia de jornalista está mais do que evidente nas suas publicações. Tudo aquilo que ele partilha acaba por me ensinar ou chocar de certa forma, mas esta publicação não me deixou ficar indiferente. O massacre em Orlando deu muito o que falar, primeiro por ter sido um massacre e ter levado a vida de cinquenta pessoas inocentes, e segundo pelo decréscimo da atenção pelo facto de terem sido mortos, apenas, "50 paneleiros". Esta publicação, apesar de ser "só mais uma opinião", traz ao de cima uma mensagem que é bastante importante nunca esquecermos. Penso que vale a pena conferirem por vós mesmos.

Aposto que nunca ouviste falar desta pessoa. Mais um destaque para o blogue do "Homem Sem Blogue". Em contraste com a publicação anterior, esta já aborda uma outra faceta do ser humano, quando muitos dos fatores por detrás do seu sucesso têm tudo para o toldarem num tipo de pessoa asqueroso. É importante salientar que o conceito de "herói" não se aplica, somente, àqueles que salvam a vida de alguém ou que fazem parte de um enredo cinematográfico... Ser-se um herói é, também, oferecer às pessoas uma parte de nós que as possam fazer sorrir naquele e num momento posterior, sem desejar algo em troca... E esta publicação fez-me sorrir por saber que ainda resta um pingo de humanidade dentro das pessoas, mesmo quando nunca ouvimos falar delas!

Das pequenas coisas que me aquecem o coração.  Eu também tenho uma tia cuja idade é próxima da minha. Ela tem 19 e eu 18. Sempre que nos reencontramos, é uma autêntica festa e, embora não a veja tanto quanto gostaria, devido também ao facto de ela ser estudante universitária, é-me mais do que evidente o amor e o carinho que ela nutre por mim e pelos meus primos. Tento fazer o máximo para partilhar coisas com ela, da mesma forma que gosto de ouvir conselhos por parte dela. Ter lido este texto da Ju fez-me relembrar este laço maravilhoso que se pode estabelecer entre uma tia e uma sobrinha. Parece um exagero, mas eu quase chorei ao ler este pequeno relato que, apostando todos os meus livros, tenho quase a certeza que significou muuuito mais do que aquilo que ela partilhou connosco através de palavras... São pequenos gestos como o da sobrinha da Joana que podem iluminar o nosso dia, plantando em nós uma vontade extra de nos atirarmos às nossas tarefas, mesmo quando estas nos roubam parte das energias!

Fim-de-semana King Size. Sou uma grande adepta de livros, sejam eles de fantasia, ficção ou distopias. Independentemente do tema que abordem, gosto da sensação de me envolver com as palavras que um escritor teve o cuidado de entrelaçar, resultando de uma viagem insubstituível… E é assim como eu me sinto desde que entrei no “Bobby Pins”. Provavelmente existem pessoas que não se identifiquem com ela, mas eu adoro a Inês e mal posso esperar pelo dia em que a encontre pelas ruas de Lisboa e a aborde para um abraço. Para quem conhece esta pessoa maravilhosa, e corrijam-me se estiver errada, a sua escrita é qualquer coisa de sobrenatural, sobretudo pelo facto de nos teletransportar para a mesma ocasião que ela, preenchendo uma parte de nós que jamais desconfiávamos existir. No fim-de-semana em que a Inês redescobriu-se uma vez mais e deixou que o stress a abandonasse, junto das suas pessoas, eu celebrava os 18 junto dos meus, portanto consegui compreender a importância dela ter decidido partilhar um momento destes connosco… E eu agradeço-a por ter feito isso, pois nada me deixou mais feliz durante a leitura desta publicação como a recordação de que, tal como ela, o meu fim-de-semana foi aproveitado da melhor maneira possível!

O problema de perguntar "O que queres ser quando fores grande?". Acho as reflexões da Cherry um máximo! De um modo geral, acho a forma como ela aborda os assuntos uma marca só dela (o uso de tópicos), mas quando ela decide escrever algo de forma corrida, cuidado! Não me recordo de alguma vez ter discordado da Cherry, mas desta vez sei que concordo a 100% com ela! Tal como ela concluiu, por vezes pode ser bom questionar uma criança acerca daquilo que ela quer fazer no futuro, estimulando uma procura pelos seus talentos; mas quando essa questão se transforma em algo sufocante, e por vezes obsessiva, torna-se bastante complicado não referir o quão absurdo é fazê-lo a um ser que apenas quer divertir-se e explorar o mundo da maneira que lhe parecer mais adequada... Sem mais delongas, penso que a Cherry tem tudo muito bem explícito nesta sua publicação, que vale mesmo muito a pena!


Esta edição do "Carimbo de Qualidade" é da inteira responsabilidade da Carolayne.

Missão para esta semana: terminar - e entregar! - o Relatório de Estágio.

TEMPO DE ANTENA | Ensino Superior: Design de Comunicação

"Se vos disser que fiz o 12° ano em Ciências e Tecnologias, é provável que achem estranho quando disser que estou em Design de Comunicação. A verdade é que criei o meu blog exactamente no dia em que me inscrevi em Ciências e Tecnologias e três anos depois percebi que criar o blog foi a melhor decisão que tomei naquele dia. Incrível, não é? 

Quando percebi, graças ao blog, que Design de Comunicação era o curso que queria e comecei a ver universidades para me candidatar, entrei em pânico. Nas universidades públicas, ou pediam prova de ingresso de uma disciplina que eu nunca tinha tido (geometria, história e cultura das artes e/ou desenho) ou então aceitavam a prova de português mas a universidade era a uns largos quilómetros de casa - o que para mim era impensável, porque fazia com que eu só pudesse vir a casa uma vez por mês, ou menos. 

Foi então que, já numa fase de quase desistência, descobri a Universidade Lusófona do Porto, relativamente perto de mim e que aceitava o exame de português como prova de ingresso. O melhor? Podia vir a casa todos os dias, estar com as pessoas que gosto, continuar a ter o meu espaço e o meu quarto – coisas que ainda não estava preparada para abdicar. 

Embarquei nesta aventura a ouvir muitos “numa privada? A sério?!“ ou “não vais aguentar ir a casa e vir todos os dias“ (gasto 3h por dia em transportes!) e um ano depois estou aqui, feliz e preenchida. Consegui fazer as cadeiras demoniacas de cada semestre – para mim, Geometria I e Geometria II, porque não tinha qualquer bases na área ao contrário dos meus colegas que vinham de artes. Fiz Introdução ao Desenho e Desenho I com notas muito parecidas à dos meus colegas. E nunca me senti descriminada por estar numa privada ou por vir de uma área diferente. 

Quanto ao curso em si, tem cadeiras práticas e cadeiras teóricas, como todos. Mas, para ser mais específica, passo a explicar-vos. No primeiro semestre, além de geometria e introdução ao desenho (onde aprendi imenso!), tive história de arte e história do design, introdução à fotografia onde exploramos o mundo analógico, fotografamos mais conscientemente e revelamos as nossas próprias fotografias e introdução ao design. 

Ao contrário do primeiro semestre, o segundo foi 100% prático. Tive Fotografia – digital, desta vez – Design, onde participei em concursos internacionais e onde aprendi muito, Introdução à Computação onde aprendi a brincar com o photoshop, Design Assistido por Computador onde aprendi a trabalhar com o illustrator e onde fiz trabalhos que me deixam orgulhosa, Desenho I e Geometria II. 

Se estou a gostar? Sem dúvida. Estou a adorar o curso, a Universidade, as cadeiras... Tudo. Nos próximos anos avizinham-se cadeiras igualmente fantásticas, visitas de estudo incríveis, mais seminários de design – conversas com designers experientes – uma sala para cada ano do curso onde podemos expôr os trabalhos e trabalhar a qualquer hora do dia e muito mais. Um ano depois, sinto que não podia estar mais feliz com a minha escolha quer a nível de curso como de universidade. Se tivesse de voltar a escolher, faria exactamente a mesma escolha que fiz há um ano e é isso que me faz sentir que estou mesmo no sítio certo."


Paula, Aluna do Primeiro Ano da Licenciatura em Design de Comunicação na Universidade Lusófona do Porto.

[Se tiverem dúvidas ou questões podem deixá-las na caixa de comentários. A Paula irá responder às vossas perguntas no mesmo espaço assim que possível.]

Eu não era uma daquelas pessoas que choram em casamentos... até ir ao casamento do João e da Natacha. Parabéns, meninos!

TEMPO DE ANTENA | Ensino Superior: Enfermagem

"No Secundário, estava convicta que era Medicina o que eu queria. Em grande parte, por estar a ser influenciada pela série “ Anatomia de Grey” e, numa pequena parte, para ser o orgulho dos meus pais e professores. Mas lá no fundo, o que eu queria era poder ajudar e apoiar pessoas, e cheguei a perceber mais tarde que não era de Medicina que eu iria obter isso, mas sim de Enfermagem. 

Aquilo que me fez mudar de ideias em relação a Medicina e escolher antes Enfermagem, foi o testumunho de estudantes universitários que andaram nestes dois cursos. Através desses testemunhos percebi que não eram os médicos quem estavam mais em contacto com os pacientes, mas sim os enfermeiros. São os enfermeiros que trabalham mesmo “na linha da frente”, atuam diretamente no tratamento das pessoas, são os que ouvem os seus pacientes, os seus medos e preocupações... Os médicos também estão em contacto com os pacientes, obviamente, mas estão em contacto de uma maneira mais indireta, mais distante. Os médicos trabalham mais na parte do diagnóstico da doença e na sua prevenção, na prescrição dos tratamentos/medicamentos. Quem realiza a prescrição dos médicos são os enfermeiros. 

As pessoas tendem a confundir as funções dos médicos e enfermeiros. Por vezes, há uma linha muito ténue que distingue estas duas profissões, também porque não existe uma sem a outra. A maior parte das pessoas pensa que só “os frustrados que não conseguiram entrar em Medicina” é que entram em Enfermagem, o que é totalmente mentira. Aliás, se forem para Enfermagem com esse propósito, não entrem, porque rapidamente se apercebem que se tratam de cursos distintos (apesar de serem da mesma área), e depois acontece o que aconteceu este ano no meu curso: desistiram mais de 20 alunos para tentarem outra vez Medicina. 

Falando agora do meu curso. O curso em Enfermagem dura 4 anos e trata-se de um curso muito prático, como só assim faria sentido. O primeiro ano da licenciatura é o mais teórico e o que tem as cadeiras mais difíceis, como Fundamentos dos Sistemas do Corpo Humano (aka Anatomia) e Fundamentos de Biopatologia, Farmacologia e Terapêutica (conhecida entre os alunos como Farmacologia). 

Porque é que eu digo que é um curso muito prático? Porque terão estágios, chamados de Ensinos Clínicos, durante os 4 anos, sendo que o primeiro começa sempre em Maio do 1º ano. Nos restantes anos, os Ensinos Clínicos começam sempre no início do 2º semestre, em Fevereiro, com exceção do 4º ano, em que o último Ensino Clínico começa quase no final do 1º semestre, em meados de Novembro, e depois têm um último estágio, o Estágio de Integração à Vida Profissional. 

Resumindo, ao longo dos 4 anos, terão um total de 8 Ensinos Clínicos, em centros de saúde, hospitais, lares de idosos, etc. Antes destes estágios, terão aulas práticas de preparação para Ensino Clínico, onde aprenderão diversos métodos e técnicas que vos serão bastante úteis em ambiente de estágio. 

Porquê na Universidade do Minho e não em outras instituições de ensino? Pelo que tenho conhecimento, a Escola de Enfermagem da Universidade do Minho é das poucas instituições de Ensino que permite aos seus alunos estagiarem logo no 1º ano. A maior parte das outras faculdades de Enfermagem junta as aulas práticas no 1º ano e só deixa os alunos estagiarem no 2º ano. Acho que é uma grande vantagem estagiarem logo no 1º ano porque, apesar de ainda não terem muitos conhecimentos, já se vão familiarizando com a profissão e toda a dinâmica de trabalho. Além disso, é no Ensino Clínico do 1º ano que vocês descobrem se esta é mesmo a vossa paixão e se pretendem dar continuidade ao curso. 

Apesar de ser um curso muito prático, não entrem em Enfermagem com a ideia de que é mais fácil do que Medicina. De facto, é um curso um pouco mais fácil, mas não é muito mais ao contrário do que a maioria das pessoas pensa. Enfermagem também é um curso muito exigente, com cadeiras difíceis (as mais difíceis são as do 1º ano, mas a dos restantes anos não ficam muito atrás), com Ensinos Clínicos igualmente exigentes... E, mentalizem-se, vão ter que fazer muitos trabalhos de grupo, apresentações e relatórios. Para saberem mais sobre o curso, aconselho-vos a lerem o plano de estudos.

Enfermagem é um curso que vai exigir muito de vocês, tanto a nível físico, como emocional e espiritual. Nem toda a gente consegue lidar bem com o sofrimento das pessoas e com questões como a morte. Mas garanto-vos, que se for esta a vossa paixão, o curso vai valer a pena, e todo o vosso esforço será recompensado. Já dizia Florence Nightingale: “A Enfermagem é uma arte; e para realizá-la como arte, requer uma devoção tão exclusiva, um preparo tão rigoroso, quanto a obra de qualquer pintor ou escultor; pois o que é tratar da tela morta ou do frio mármore comparado ao tratar do corpo vivo, o templo do espírito de Deus? É uma das artes; poder-se- ia dizer, a mais bela das artes!”."


Cherry, Aluna do Primeiro Ano da Licenciatura em Enfermagem na Universidade do Minho.

[Se tiverem dúvidas ou questões podem deixá-las na caixa de comentários. A Cherry irá responder às vossas perguntas no mesmo espaço assim que possível.]

A ideia de ter que gastar o meu primeiro salário num telemóvel não me agrada nem um bocadinho.

GUARDA-ROUPA | Rita Casqueiro: Típica Portuguesa

Os padrões lembram-me os azulejos tipicamente portugueses e os cortes das peças remetem-me para uma mulher jovem, que não tem medo de arriscar e que conhece bem o seu corpo. Numa pequenina frase, eu diria que a Rita Casqueiro acertou em cheio com esta sua primeira coleção. "Típica Portuguesa" é MESMO uma ode ao nosso país, ao sol, aos padrões, à saudade. E eu, confesso, fiquei encantada com algumas das peças - e ainda mais com o facto de serem todas exclusivas e únicas.

A Rita sempre quis ser designer e, com apenas 21 anos, decidiu lançar a sua primeira coleção. O projeto nunca tinha saído do seu subconsciente - as estrelas nunca estavam alinhadas - mas o Mestrado em Branding e Design de Moda foi o empurrão que estava a precisar. Apesar das dúvidas e das inseguranças, a Rita atirou-se de cabeça e está agora a fazer aquilo que gosta e que faz tão bem.

"Típica Portuguesa" é uma coleção que surpreende sem cair no exagero, que dá um encanto diferente a quem veste as peças que a constituem, que homenageia a imagem destemida da rapariga portuguesa, a sua beleza natural, a pele queimada pelo sol lisboeta, a pouca maquilhagem, o cabelo perfeitamente despenteado e as muitas gargalhadas na praia com amigas. "Típica Portuguesa" apresenta-nos peças únicas que não nos deixam indiferentes e RitaCasqueiro é um nome a acompanhar. Pessoalmente, estou curiosa para ver como esta marca vai evoluir e não me importaria nada de ter no meu guarda-roupa algumas peças.


Parabéns, Pai!

AVEIRO, PORTUGAL | O Passeio de Moliceiro

Depois de pousarmos as malas no quarto do Aveiro City Lodge, saímos para conhecer um pouco melhor a cidade e fazer o passeio de moliceiro que vinha incluído no nosso pack Odisseias. O tempo estava incerto e preferimos não arriscar; utilizamos os vouchers logo na primeira oportunidade, para que a chuva não tivesse sequer hipótese de nos estragar os planos.

Fizemos a viagem com a empresa "Memórias da Ria" e não podíamos ter gostado mais. Os senhores que nos receberam e acompanharam foram extremamente atenciosos e simpáticos (assim que nos sentámos entregaram-nos mantinhas para que não tivéssemos frio durante o passeio) e um deles foi-nos explicando duma forma cativante e expressiva a história da cidade e a evolução tanto dos canais como dos edifícios, sem nunca esquecer as recomendações gastronómicas e turísticas e sem nunca esquecer as explicações mais simples para a criança que viajou connosco e que não deveria ter mais do que seis ou sete anos.

Os nossos guias falavam da cidade com paixão e, para além de serem bem-humorados e cuidadosos (quando começou a chover torrencialmente, fizeram uma paragem debaixo de uma ponte, coisa que não aconteceu com os restantes moliceiros que faziam o passeio pela ria naquele momento - as outras empresas não se importaram minimamente com a chuva e o bem-estar dos turistas), fizeram questão de partilhar connosco algumas crenças antigas, lendas e dizeres populares. O passeio foi giro, interessante e divertido, com música portuguesa - Deolinda, Miguel Araújo, António Zambujo, Carminho... - a acompanhar.

A viagem pelos canais com a empresa "Memórias da Ria" custa 8€ por pessoa e tem a duração de 45 minutos. E, na verdade, o pack Odisseias que tenho vindo a referir só compensa se estivermos interessados neste passeio (dado o preço habitual do quarto com pequeno-almoço no Aveiro City Lodge, o passeio de moliceiro fica a custo zero para duas pessoas).



Esta semana, uma das minhas colegas levou o cão para o escritório. Sim, a minha empresa é fixe a esse ponto!

ESTÁGIO CURRICULAR | 459h30

Foram três meses intensos, complexos, cansativos e muito, muito felizes. Trabalhei aproximadamente 460h numa empresa que imediatamente confiou em mim e sinto que toda esta experiência me enriqueceu duma forma única e indescritível. Foi tudo o que eu esperava e ainda mais.

Estou sempre a dizê-lo mas não posso deixar de o repetir hoje: ignorar os protocolos existentes e procurar o local ideal para o meu estágio curricular foi a melhor decisão que tomei. Eu dei corda às sapatilhas, fiz a minha própria pesquisa a fim de relacionar os meus interesses com o meu trabalho, contactei diretamente a empresa e o resultado está à vista - e não podia ser melhor.

Ao longo dos últimos três meses eu conjuguei diversas áreas (Turismo, Marketing, Comunicação, Moda...) e nunca fui para casa com a sensação de que era apenas mais uma estagiária - pelo contrário, senti sempre que fazia parte da equipa e que não estava ali apenas para cumprir um horário ou realizar as tarefas chatas que mais ninguém queria. A empresa que me recebeu é MESMO um exemplo para muitas outras e fez-me sentir em casa desde o primeiro dia. Não é por acaso que gosto tanto de trabalhar ali.

Hoje termino uma etapa com a garantia de que continuarei a trabalhar nos mesmos projetos ao longo dos próximos meses e essa é uma segurança que me faz sentir extremamente grata e realizada. Depois de tantas incertezas e dúvidas, termino a minha Licenciatura com uma visão clara daquilo que me faz feliz a nível profissional e esse é o maior prémio. Estou a viver o sonho de qualquer Finalista e tenciono esforçar-me para aproveitar a oportunidade e aprender cada vez mais.


Ainda este ano, a Google lançará um conjunto de emojis que visam promover a igualdade entre sexos.

BLOGOSFERA | Carimbo de Qualidade #21

¡Hola Madrid! #7. A Sara gosta de planear as suas viagens ao pormenor e, recentemente, todas as suas atenções estiveram viradas para Madrid, uma cidade que merece muitas publicações bonitas - daquelas que só a Sara sabe escrever - e muitas visitas. E em vez de recomendar a primeira publicação da série, eu recomendo a última; porque dicas e sugestões nunca são demais quando o objetivo é conhecer uma cidade tão especial que nos leva a descobrir mais sobre nós próprios num ambiente descontraído e fascinante. Adoro Madrid e não podia deixar de vos convidar a visitar a capital espanhola pelos olhos da Sara.

2013-2016. A Leonor é a blogger mais jovem que acompanho mas é tão genuína nas suas palavras e tão sincera nas suas opiniões e nos seus registos que não consigo ficar indiferente à sua escrita. Em 2013, enquanto eu ficava de quatro e berrava pela minha Academia, a Leonor começou uma etapa que lhe permitiu crescer a todos os níveis e que em nada se assemelhava à minha mas que lhe deu a estaleca que precisava para enfrentar a próxima fase académica. Em 2016, eu termino a minha Licenciatura e ela prepara-se para enfrentar a História A no Ensino Secundário. As nossas vidas não são - nem um pouco! - semelhantes e, mesmo assim, a Leonor merece um "Carimbo de Qualidade". Porque este registo amoroso e sincero demonstra algo que tenho vindo a reparar há bastante tempo: ela é mais do que uma miúda que anseia conhecer novos métodos de ensino e que sonha com viagens pelo mundo. Estes são os agradecimentos mais queridos, vindos de alguém que termina este ano o nono ano de escolaridade e que ainda tem uma vida inteira pela frente.

As relações tóxicas que nos invadem a vida. De há uns anos para cá tenho vindo a eliminar da minha vida todas as pessoas que, duma forma ou de outra, me fazem sentir mal comigo mesma ou com o mundo. À medida que crescemos percebemos quem são as pessoas que nos fazem sentir bem e que nos transportam para momentos de felicidade genuína e aprendemos a manter uma certa distância daquelas que nos são prejudiciais. Eu, pelo menos, aprendi. E foi uma das aprendizagens mais valiosas dos últimos anos. Mas será que uma relação tóxica - não só de amor mas também de amizade ou de trabalho - o é para quem a vive de perto ainda que tooooda a gente acredite verdadeiramente que sim?

Antes morrer... Como a Cherry disse há uns dias: este ano existem muitas pessoas na blogosfera a terminar o secundário ou a universidade. E sendo eu uma dessas pessoas, não consigo deixar de me identificar com as palavras presentes neste texto da Sofia. Os nossos percursos académicos não são semelhantes (nada!) e, mesmo assim, há sentimentos que todos os Finalistas partilham - ou, pelo menos, todos os Finalistas que gostaram de estudar na Universidade que escolheram e que viveram intensamente os anos de Licenciatura (independentemente do que isso significa para cada um). A Sofia deixa este ano a ESCS e despede-se com um texto bonito, numa homenagem às pessoas que por lá encontrou e aos momentos que foi colecionando.

10 Things you should know before taking a fashion degree. Conheço algumas pessoas ligadas ao mundo da moda e sei que não é mágico, ao contrário daquilo que a maioria pensa. E apesar de saber que nem todas elas se identificam com todos os pontos abordados nesta publicação da Marta, não posso deixar de o partilhar convosco. O mundo da moda fascina-me e apesar de nunca ter equacionado um curso nessa área - não ao nível do design e da criação, pelo menos - acho pertinente que se tente desvendar aquilo que realmente se faz. O glamour é uma ilusão.