Há duas redes sociais que já experimentei várias vezes e que não colaram na minha vida: Snapchat e Tumblr.

INSTAGRAM | Julho 2016

Já por aqui disse várias vezes que é importante para mim parar para pensar naquilo que me faz sentir bem, naquilo que poderei corrigir, naquilo que me faz sentir grata, naquilo que me motiva, naquilo que quero melhorar, naquilo que quero alcançar. Sou péssima com objetivos a longo prazo e as reflexões no final do mês - ou do dia ou da semana - são uma forma de colmatar essa falha - perceber o que correu bem, o que correu mal, o que deve ser valorizado - e, por outro lado, uma forma de definir algumas metas mais especiais. É um exercício enriquecedor que não dispenso e que gosto de partilhar convosco. Estas reflexões, apesar de estarem no grupo de publicações que recebem menos feedback, são muito importantes para mim. E, ao contrário do que possam pensar, não as escrevo no 30º dia do mês - vou escrevendo, para que o mais importante não falhe e os sentimentos sejam genuínos. E Julho foi... intenso! 

Em Julho o L13 celebrou o seu terceiro aniversário e eu fiz a Defesa do Relatório de Estágio, tive uma excelente nota (dança da vitória!) e terminei a minha Licenciatura. Desde o início do mês que estou oficialmente licenciada e a sensação é fantástica! Certificado na mão, inscrição feita no IEFP e... olá vida profissional! Iniciei o meu Estágio Profissional no mês que amanhã termina e não podia estar mais contente com o desafio que me foi lançado - a empresa apostou em mim e no meu trabalho e eu espero honestamente ser capaz de realizar um bom trabalho para que não haja probabilidade de desiludir quem acreditou em mim.

Em Julho eu matriculei-me na Escola de Dança e tive direito a um dia de praia com o Gui. Em Julho a Seleção Portuguesa esteve presente na Final do EURO 2016 e ganhou, frente à França (!). Em Julho eu fiz boas compras. Em Julho eu acordei mais tarde. Em Julho eu fiz questão de reorganizar a minha roupa, o meu calçado e os meus produtos de rosto e de corpo. Em Julho eu escrevi muito. Em Julho eu consegui descomplicar, tratei de mil e uma burocracias e aproveitei os fins-de-semana como se de dias de férias se tratassem. Em Julho eu tive direito a um fim-de-semana prolongado graças aos dois únicos dias de férias que recebi com o maior dos carinhos. Em Julho eu dei mergulhos ao final da tarde numa piscina calma. Em Julho eu passeei por ruas espanholas. Eu Julho eu entrei para o Departamento de Marketing da empresa. Em Julho eu finalmente defini - e fui escrevendo/continuando a escrever - todas as publicações que irei publicar na semana do meu aniversário (em Novembro). Em Julho eu iniciei a minha vida profissional - com os dois pés na empresa e não com um pé ainda na Faculdade. Em Julho eu recebi uma notícia péssima, sobre o falecimento de um dos professores que mais me marcou ao longo da minha vida académica. Em Julho eu repensei os meus objetivos pessoais. Em Julho eu joguei Pokemon GO. Em Julho eu senti-me desafiada. Em Julho eu fui ao desfile da Embrace Inc. Eu Julho eu vou fazer, finalmente, o percurso dos Passadiços do Paiva. Julho foi - está a ser - um mês ocupado e comprido.


Facto: nunca escrevo na primeira página de um caderno ou bloco.

VIGO, ESPANHA | Uma Vez Por Ano

Ao longo dos anos tive a sorte de conhecer algumas cidades e ilhas espanholas - Vigo foi uma delas. Sendo tão pertinho de casa, costumamos ir até lá pelo menos uma vez por ano e gosto sempre de fazer algumas compras e de apreciar a cidade com toda a calma do mundo. A arquitetura, os jardins, o sol maravilhoso acompanhado pela brisa de Verão que não nos deixa torrar, a água que rodeia a cidade, o momento em família... Tenho um carinho especial pelo país vizinho e Vigo é uma cidade maravilhosa que não me canso de visitar. 

Na verdade, Vigo não é uma cidade grande mas é uma cidade que ganha um encanto especial pelas suas ruas, pela segurança que transmite, pela quantidade de marcas que reúne nas ruas principais, pela arquitetura (ainda que haja alguns prédios mais degradados), pela diversidade de restaurantes que converge, pelo clima semelhante ao nosso mas habitualmente menos quente nos dias excessivamente abafados por aqui. Se não conhecem Vigo, aproveitem este Verão para descobrirem os seus pormenores e jardins - e se são do Norte, não têm desculpa!


O mundo divide-se entre as pessoas que dizem "foguetes" e as que dizem "fogo-de-artifício".

BLOGOSFERA | Abordar o Tema da Ansiedade

Quando escrevo sobre problemas de ansiedade e ataques de pânico, gosto de referir que não sou especialista no tema e que todas as informações partilhadas têm por base a minha experiência pessoal, as minhas vivências, as minhas aprendizagens. Acredito que estes temas devem ser discutidos e abordados, sim, mas também acredito que devo salvaguardar que cada pessoa reage de forma diferente a certos alimentos, atividades, situações e tratamentos e que eu não estou certificada para aconselhar profissionalmente quem me lê. Cada caso é um caso e tudo o que posso fazer é partilhar a minha experiência, aquilo que me influencia e os resultados que vou obtendo.

Esta publicação vem a propósito de outras que tenho lido. Acho fantástico que se debata um tema tão delicado como este, que partilhemos aquilo que funciona connosco e que mostremos que não somos um caso único - é muito mais comum do que acreditamos - mas, ao mesmo tempo, acho que precisamos de ter cuidado com a forma como abordamos as questões. E, claro, enquanto leitores devemos ser críticos nas nossas leituras.

Todos nós sabemos - melhor ou pior - aquilo que resulta connosco mas isso não faz de nós especialistas no tema nem nos dá a capacidade necessária para aconselhar profissionalmente os nossos leitores. E este texto é particularmente sobre uma doença de foro psicológico mas poderia ser sobre turismo, desporto, nutrição, dermatologia ou outra coisa qualquer. Quando não são escritas por pessoas da área e não retratam uma experiência pessoal, acho este tipo de publicações um perigo.


Apresento-vos o meu companheiro nesta primeira fase de Estágio Profissional - perfeitamente adequado ao meu trabalho. Giro, certo?

AMIZADE | Até Sempre, Professor!

Na quinta-feira, por volta da hora do almoço, recebi uma mensagem dum antigo colega de escola - o nosso Professor de Educação Física tinha falecido nessa manhã. Cancro. A doença conseguiu derrubar um homem de quase dois metros em meia dúzia de meses e eu continuo sem perceber como.

Não tive reação. Agradeci a mensagem e, como o meu colega tinha pedido, adicionei à conversa os outros colegas que, assim como eu, talvez quisessem ir ao funeral do nosso antigo Professor de Educação Física. Era o mínimo, tendo em conta a paciência que ele sempre demonstrou na nossa turma e a sua energia incansável - ninguém diria que uma doença o iria derrubar.

Ao contrário de alguns dos meus colegas, eu nem sequer sabia que ele estava doente e, por isso, foi uma notícia totalmente inesperada que me atingiu como uma bomba. Como é habitual, só me caiu a ficha uns minutos mais tarde, quando saí da empresa para almoçar e quis contar ao meu pai que o meu Professor tinha falecido. Não contive as lágrimas. Não as contive quando comecei a escrever este texto. O cancro venceu mais uma vez depois de uma luta que foi com certeza dolorosa e, tendo sido um dos professores que mais acreditou em mim e nas minhas capacidades e que mais me marcou, me fez rir e me desafiou ao longo do meu Ensino Secundário, a notícia foi - e está a ser - difícil de digerir. Ainda não sei se terei capacidade emocional para ir ao funeral, confesso.


Quando fazemos o que gostamos, é fácil acordar cedo para ir trabalhar.

QUERIDO PAI NATAL | Agenda 2017

Poderá parecer-vos um pouco absurdo eu fazer - em Julho! - uma publicação com o meu desejo de agenda para o próximo ano - especialmente num separador associado ao Natal! - mas a verdade é que já senti necessidade de assinalar planos e compromissos que estão definidos para 2017 (sim, já!) e achei que era o mote ideal para procurar a minha companheira para o próximo ano.

Costumo optar por agendas simples e práticas, de capa preta, com elástico, marcador e uma página pautada à direita para apontamentos, notas e lembretes (daqueles que não encaixam nos afazeres da semana, sabem?) mas, para o próximo ano, pretendo - surpreendentemente - anotar os meus momentos numa agenda mais colorida. Não quero ilustrações exageradas ou cores muito garridas - e continuo a querer uma agenda que possa personalizar consoante os acontecimentos que pretendo registar - mas quero mais do que a agenda simples que tenho vindo a utilizar nos últimos três anos. Está na hora de deixar de jogar pelo seguro.

Espreitei as novas agendas sem argolas da Mr. Wonderful mas, para além de serem escolares, continuam a ter muitas páginas desnecessárias para mim. Mantenho a minha paixão por tudo o resto (e tenho um caderno a caminho!) mas ainda não é desta que adiro às agendas. E, depois dessa mini-desilusão, lembrei-me da Nuts for Paper e descobri que esta marca tem agendas giríssimas e totalmente personalizáveis (ou seja, posso escolher as cores e ilustrações da capa e, ainda assim, ter o formato prático que tanto aprecio na organização dos meus dias e semanas). Estou rendida.

Gosto do pragmatismo da minha agenda da Moleskine mas, confesso, as edições especiais da marca não me têm cativado e as cores - para além da que tenho, preta - não me agradam. Manter o interior que adoro e ter uma capa mais divertida é a solução ideal - obrigada Mafalda! - e admito: estou de olho em duas. Fica um exemplo giro:


Não gosto de fazer diários de viagem. Acho mais especial focar individualmente os locais que visito, pela ordem que me parece mais interessante.

NOVA IORQUE, EUA | American Girl Store

Numa das suas viagens de trabalho aos Estados Unidos, os meus pais compraram-me uma American Girl. Eu tinha seis anos e, mesmo trocando rapidamente as bonecas pelos carrinhos, fiquei fascinada com aquela. A minha American Girl era parecida comigo até na cor dos olhos e eu achei imensa piada ao facto da sua roupa ser semelhante àquela que a minha mãe gostava de me vestir. A minha American Girl representava-me sem eu ter consciência disso. E foi a única boneca que guardei até aos dias de hoje.

Em 2012, quando estive em Nova Iorque, pude finalmente conhecer o conceito da loja que a minha mãe tantas vezes referia nas conversas sobre brinquedos e crianças. E digo-vos: a American Girl Store NÃO é uma loja de brinquedos; é um mundo temático, inteiramente dedicado a todas aquelas coisas que associamos imediatamente aos sonhos e às brincadeiras de criança. A loja cor-de-rosa está dividida em vários pisos bem organizados e quando os pisamos percebemos imediatamente o conceito - esta não é uma loja qualquer. 

Na American Girl Store existe uma boneca para cada menina independentemente da sua raça ou característica e a ideia é que cada uma tenha a sua boneca, única e personalizável. A American Girl Store reúne nas bonecas todas as características físicas das crianças e os acessórios que as acompanham espelham os seus sonhos, dificuldades e preferências. As bonecas podem ser TUDO o que a sua amiga quiser - de polícia a bailarina, de bombeira a professora, de médica a mecânica, de cabeleireira a jornalista, de campeã olímpica a futebolista - e são uma óptima ajuda para mostrar às crianças que usar óculos, ter gesso na perna ou estar numa cadeira de rodas não é motivo para vergonha - afinal, as bonecas também usam, têm e estão.

Na loja há um "Hospital" - onde os funcionários vestem uniformes médicos, "curam" as bonecas partidas, colocam gesso e passam receitas -, um cabeleireiro para bonecas e meninas e ainda uma zona dedicada à exposição das bonecas disponíveis e/ou resultantes de edições especiais. Como disse: um verdadeiro mundo (mundo esse que dificilmente conseguirei explicar com apenas um texto e uma fotografia; quando estive em Nova Iorque estava tão fascinada com tudo que são raras as imagens que tenho para partilhar convosco, confesso).

Roupas para as mais diversas ocasiões (as meninas podem, sim, vestir-se como as suas bonecas e vice-versa - quão giro é?), acessórios para os mais variados gostos... A American Girl Store transporta-nos para a nossa infância e faz-nos querer aproveitar todos os segundinhos ali. Não é um ponto turístico para os portugueses - porque, afinal, em Portugal esta marca e este conceito não são muito conhecidos - mas é um local giríssimo que recomendo aos futuros visitantes de Nova Iorque. Pessoalmente, adorei conhecer a loja - sobretudo porque também eu tenho a minha American Girl e porque finalmente pude descobrir onde ela foi comprada. Fantástico!


Mais sobre Nova Iorque: 9/11 MEMORIAL | WICKED | GRAND CENTRAL STATION
Amanhã inicio oficialmente a minha vida profissional. Desejem-me sorte!

TEMPO DE ANTENA | Ensino Superior: Bioquímica

"Quando fui para o 10º ano, jurava a pés juntos que ia ser Engenheira Civil. No entanto, quando chegou a altura de concorrer ao Ensino Superior, as primeiras 3 opções foram Bioengenharia, Bioquímica e Ciências Farmacêuticas. Primeira lição a reter: os nossos gostos vão mudando conforme a vida nos vai mostrando coisas novas. Não tenham medo disso. No secundário, a disciplina que mais me fascinava na altura era Biologia mas também achava piada a Química. Por isso optei por cursos que tivessem uma forte componente dessas duas áreas. Acabei por entrar na minha segunda opção, Bioquímica, e licenciei-me nesse curso. E é aqui que entra a segunda lição: se não entrarem na vossa primeira opção, não desanimem. Por um lado, vão sempre a tempo de mudar e seguir o vosso sonho. Ou, como eu fiz, descobrir que a segunda opção, afinal, era a melhor opção. Mas afinal de contas, o que é a Bioquímica? 

Tal como o próprio nome indica, é uma junção da Biologia e da Química. Se ODEIAM uma destas áreas, este curso não é para vocês. No meu caso, eu gosto mais de Biologia do que de Química, mas não detesto Química. Existem coisas na Química que gosto muito, outras que gosto menos. Mas, de uma forma geral, é uma ciência que me interessa. Eu frequentei a licenciatura em Bioquímica na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP). Modéstia à parte, é a melhor licenciatura em Bioquímica do país. Não estou a querer dizer-vos que é a que vos vai garantir trabalho, nem que é a que tem mais ligação com o mundo empresarial. Mas posso garantir-vos que é a que vos dá as bases mais sólidas, com um conjunto de professores e instituições de grande prestígio. 

A licenciatura em Bioquímica é leccionada em parceria com o Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS), o que lhe dá uma maior interdisciplinaridade. Este instituto tem os cursos de Medicina e Medicina Veterinária e contribui no curso de Bioquímica com uma parte mais ligada à biologia e à saúde, com disciplinas como Biologia Molecular, Bioquímica, Fisiologia Animal, Histologia e Microbiologia. Já a FCUP contribui com as bases sólidas de Química: Química Orgânica, Inorgânica, Química-Física, entre outras. E todas estas temáticas se interligam de uma forma perfeita o que leva a conhecimento mais profundo sobre vários temas. Vou dar-vos um pequeno exemplo: toda a gente conhece a hemoglobina, certo? Nós abordamos esta proteína numa visão da saúde, como componente dos glóbulos vermelhos do sangue e transportadora do oxigénio. Estudamos a importância desta proteína na oxigenação dos tecidos do corpo. Mas depois também falamos sobre ela num contexto mais químico, no qual “esmiuçamos” a estrutura da proteína e aprendemos de que forma é que o átomo de Ferro presente na estrutura da hemoglobina se vai associar ao oxigénio, para o seu transporte. Enquanto se calhar alguns cursos das Ciências da Vida e da Saúde só abordam o lado mais generalista, nós explicamos as reacções metabólicas ao nível molecular e atómico. E isso faz de nós profissionais mais completos nesta área, sem qualquer dúvida. 

Mas o curso não aborda apenas a área da Saúde. Como a Química está um pouco por todo o lado, abordamos também a Química aplicada na área alimentar. Temos mesmo uma disciplina de Química dos Alimentos, que nos dá algum conhecimento complementar que, combinado com outas disciplinas, nos torna aptos para trabalhar na indústria alimentar. Uma outra indústria onde podemos trabalhar é a indústria farmacêutica, devido aos nossos conhecimentos de Química e Biologia, que podem ser aplicamos na síntese e design de fármacos. Por fim, podemos ainda trabalhar em qualquer laboratório de análises, sejam elas clínicas ou de controlo de qualidade. Como podem ver, uma grande vantagem da licenciatura em Bioquímica é a grande diversidade de temas que esta aborda e que permite com que trabalhemos nas mais diversas áreas. O que, nos dias de hoje, com as enormes taxas de desemprego, é uma mais-valia. 

Uma outra grande vantagem da licenciatura em Bioquímica na Universidade do Porto é a sua forte componente prática. Temos um segundo ano completamente louco, com imensos laboratórios e relatórios para entregar. No entanto, isso é óptimo porque nos prepara melhor para a realidade que vamos encarar no mercado de trabalho. Temos várias oportunidades para por as “mãos na massa” e isso é excelente. No último semestre do curso, temos ainda uma disciplina de Estágio/Projecto, na qual podemos ir para um instituto, laboratório ou até mesmo empresa (esta última opção é menos comum) e desenvolver um trabalho prático durante alguns meses. Há quem aproveite para fazer esta disciplina em ERASMUS, que foi o que eu fiz. Fazer o estágio em ERASMUS é duplamente bom porque além de ganharmos experiência profissional (mesmo que seja feito numa faculdade), vivenciamos a realidade de trabalhar e viver num outro país. É uma experiência muito enriquecedora, a todos os níveis. 

Apesar de toda a diversidade de temas e da forte componente prática, acho que a Faculdade – FCUP – deveria investir um pouco mais na colaboração com empresas. Noutras Faculdades existem várias feiras de emprego e muitas empresas vão lá recrutar estudantes, mas na FCUP isso não se vê, o que é uma pena. Deviam mesmo apostar na ligação ao mundo empresarial e a falta desta ligação é um ponto negativo para esta faculdade. 

Ainda assim, eu adorei o curso e não me arrependo em nada das minhas escolhas. Hoje estou no mercado de trabalho e sinto que a licenciatura em Bioquímica me deu bases sólidas para enfrentar muita coisa na minha vida laboral."


Catarina, Ex-Aluna da Licenciatura em Bioquímica na Universidade do Porto.

[Se tiverem dúvidas ou questões podem deixá-las na caixa de comentários. A Catarina irá responder às vossas perguntas no mesmo espaço assim que possível.]

Poucas coisas me relaxam mais do que aquele banho delicioso depois de um dia de praia ou de piscina.

OFIR, PORTUGAL | A Minha Praia

A Praia de Ofir é a minha praia e é a praia mais bonita do mundo (mesmo que não o seja realmente). Porque só a partilho com pessoas especiais, porque me vê crescer de ano para ano, porque fica relativamente perto de casa e porque me traz tranquilidade quando as dúvidas são imensas e o coração bate depressa. A Praia de Ofir tem água gelada e vento mas nem isso me impede de a visitar sempre que possível e de prolongar os banhos de sol, as caminhadas à beira-mar e as entradas a medo num mar que me congela os ossos e que aprendi a respeitar e a não subestimar. 

Na Praia de Ofir o som das ondas é especial, os raios de sol são quentes e traiçoeiros e a brisa intensifica-se com o passar das horas. Precisamos sempre duma camisola mais quentinha ao final do dia, dum pára-vento bem enterrado na areia e dum guarda-sol resistente mas os passeios, os jogos de cartas, os miminhos e os almoços tardios valem sempre a pena e transformam a Praia de Ofir naquilo que é realmente: a minha praia.


Na minha praia há um cartaz que diz: "PRAIA COM AR CONDICIONADO". Praias do Norte são assim.

BLOGOSFERA | Carimbo de Qualidade #24

[EsLOVEnia] o paraíso onde vivem os contos de fadas. As melhores publicações sobre viagens são aquelas que nos dão vontade de largar tudo e partir à descoberta dos lugares maravilhosos que vemos nas fotografias que algum sortudo partilha connosco. E o relato da Raquel sobre a Eslovénia encantou-me. Primeiro, porque é um sítio que não conheço e que gostava muito de conhecer. E segundo, porque as fotografias retratam um verdadeiro paraíso em tons de verde - daqueles que só vemos em fotografias. A Eslovénia é um destino subvalorizado e eu não me importava nada de a conhecer melhor.

The Beauty Issue - A Beginner's Guide to Makeup. Para quem não tem o hábito de se maquilhar e/ou quer saber mais sobre o tema, esta publicação da Marta é extremamente pertinente porque 1) funciona como um guia - como o próprio título indica - eficaz e fácil de consultar, 2) inclui algumas dicas e conselhos preciosos que não encontramos nos rótulos dos produtos e 3) a Marta teve o cuidado de dividir os produtos e sugestões consoante a zona do rosto a que se referem. O mundo dos cosméticos não tem fim e, para quem está a começar, esta publicação tão clara e organizada vale ouro.

Descomplica, a liberdade começa agora! A Associação de Planeamento da Família e a Sociedade Portuguesa de Contracepção, lançaram, com o apoio da Bayer, uma campanha para alertar e despertar a nossa atenção para os métodos de contracepção de longa duração. E acho importante que este tema seja desmistificado nos blogues que acompanhamos. Porque, mesmo em 2016, há pessoas mal informadas - sem terem razões para tal - que não têm ideia daquilo que é mais indicado para o seu organismo. Esta chamada de atenção da Joana não só é pertinente como refere algo muito importante que podemos aplicar a outros temas: a liberdade de escolha.

Das coisas que não percebo. "Custa-me compreender como é que existem cidadãos franceses que recorrem às redes sociais para desejar que os atentados sejam em Portugal. Foi "apenas" um jogo de futebol, por acaso de uma competição que até já tinham vencido em casa. Atentados como aquele não se desejam a ninguém. Uma das coisas que não percebo é o ódio que leva ao desejo de atentados perto daqueles que nos venceram um jogo de futebol. O que queria mesmo era que os atentados acabassem de vez. Que o medo fosse cada vez menor em vez de ser cada vez maior. Que as pessoas tendessem a confiar nos outros em vez de acreditar que têm tudo para ser um terrorista. E por aí fora."

ICELAND. A Islândia fascina-me e sendo um país que quero muito - muito! - visitar, não podia deixar de partilhar esta publicação que reúne tantas fotografias e informações pertinentes. Depois de uma recomendação triste mas verdadeira, terminamos esta edição do "Carimbo de Qualidade" com algo que me faz feliz: publicações sobre viagens que me levam a viajar sem sair de casa. Às vezes precisamos de inspiração e a Karkova é inspiradora por correr riscos, por conhecer o mundo, por viajar de mochila às costas, por procurar o que de mais bonito este planeta tem para nos oferecer. E é ainda mais inspiradora por ser simpática o suficiente para partilhar tudo isso connosco.


Coisas boas desta vida: ver o meu nome nos Agradecimentos do Relatório de Estágio dum amigo.

TEMPO DE ANTENA | Ensino Superior: Matemática

"«Vais cansar-te de ver números à tua frente!»; «Deixarás de gostar e arrepender-te- ás de ter feito essa opção.»; «Isso não é vida para ti, o que vais seguir? Ensino?»; «Para malucos esse curso, de certeza que queres isso?»;… foram infindáveis os comentários negativos que tive de ouvir quando comecei a dizer às pessoas o que queria seguir. Na verdade, poucos foram aqueles que me apoiaram, consigo contá-los numa mão! Contudo, não percebo a surpresa de maior parte das pessoas. 

Desde pequena que onde quer que vá faço associações matemáticas e vejo em todos os detalhes algo relacionado com ela. Enquanto os meus amigos e primos andavam com livros de colorir atrás, eu carregava sempre a Nova Tabuada Ratinho, aquele livrito pequeno amarelo, e aqueles livros respetivos a cada ano repletos de exercícios diferentes. A minha Padrinha ensinou-me a resolver Sudoku quando eu tinha 7 anos, desde então, tenho sempre na carteira para me ocupar naquelas infinitas esperas para consultas, metros e essas coisas! 

Tive sempre professores formidáveis a Matemática. Todos eles trouxeram algo para a minha vida, tanto no Básico como no Secundário. Ainda hoje mantenho o contacto com todos eles. Incentivaram-me a ser mais e a dar tudo o que tinha. Porém, foi no 12º ano que senti a maior exigência e o importante empurrão para o curso. O meu professor era um crânio, conhecido por todos, temido na escola. Quando ele participava nos testes a nível global (ou seja, um teste para todas as turmas, podendo assim ser averiguada a posição em que cada uma se encontrava) os meus colegas de outras turmas rangiam os dentes de receio. Todavia, ele puxou por mim de uma maneira que só no final entendi. Contrariei todas as opiniões negativas e optei por me candidatar a Matemática em quatro universidades diferentes. Nunca duvidei que fosse entrar no Minho, porém, não podia correr o risco de não entrar no curso que queria! 

As minhas opções favoritas eram a Universidade do Minho e a do Porto. Coloquei o Minho em primeiro lugar por variadas razões: o plano parecia-me excelente, estava muitíssimo perto de casa e sabia que com o nível de dedicação que ponho nas coisas tanto me sairia bem cá como noutra universidade qualquer. 

Completei agora o primeiro ano e não me podia sentir mais realizada. O curso surpreendeu-me, os professores deixaram-me de boca aberta com os seus saberes, conheci pessoas incríveis e tive oportunidade de fazer parte de alguns projetos bem interessantes. 

É verdade irrefutável que a média de Matemática é baixa e, por isso, há uma grande tendência para desvalorizar o curso. Porém, não se deixem enganar, não venham para o curso só porque vos parece fácil! Digo sempre que é preciso gostar mesmo muito de Matemática para se meterem nesta aventura, principalmente, porque não vão ver apenas números! 

Desengane-se quem pensa que o meu curso só dá para Ensino, por favor, retirem este mito da vossa cabeça. Pelo contrário, quando comecei a pesquisar fiquei estupefacta com a quantidade de mestrados que temos ao nosso dispor (Economia, Estatística, Gestão, Engenharia, Programação, etc…) e com a imensidão de oportunidades que podíamos agarrar apenas com a Licenciatura. 

A relação aluno/professor é muito boa por ser um curso pequeno. A disponibilidade que fornecem é incrível, a forma como nos envolvem nas aulas não é nada como aquelas histórias que ouvíamos em crianças. Como uma turma de secundário, os docentes conhecem quase todos os alunos e sabem bem quem está lá para trabalhar e quem está lá apenas para passar tempo! 

O plano de estudos é simples… nunca temos mais do que 5 cadeiras por semestre e a avaliação é feita de forma justa e simples, a maior parte das cadeiras é feita por frequências e creio que são poucas aquelas em que temos trabalhos. 

O primeiro ano prepara-nos para os dois seguintes. Temos as bases do curso, Álgebra Linear I e II, Cálculo I e II, Matemática Computacional I e II (mais direcionadas para a programação), Tópicos de Matemática, Geometria e Matemática Discreta (das minhas favoritas, pois, estudámos a teoria de números). Não são apenas números! Temos de estudar os teoremas e axiomas que estão na base da Matemática e tentar perceber porque fazem eles sentido, coisas que parecem simples aos olhos dos não-matemáticos são-no, porque, os célebres Matemáticos estudaram anos e anos a fio para tentar simplificar e, mesmo assim, dar-nos a conhecer mais da bela Matemática. 

O segundo ano, pelas opiniões que ouvi, é muito diferente, porém, igualmente interessante, composto por 8 unidades curriculares: Álgebra (o bicho), Análise I e II, Análise Numérica I e II, Complementos de Álgebra, Geometria Diferencial e História do Pensamento Matemático (mal posso esperar!). Já o terceiro ano é composto por 9 cadeiras e 3 das do segundo semestre são optativas: Lógica e Fundamentos da Matemática, Métodos Matemáticos da Física, Probabilidades e Aplicações, Estatística e Temas da Matemática são as definidas pelo Plano de Estudos, sendo que Temas é baseada no elaborar de um trabalho com apresentação na reta final! 

Não tem mestrado integrado, porém, como já referi, as portas que se abrem são imensas e podemos sempre optar por o fazer em variadas áreas. 

Não queria muito adiantar destes dois anos, uma vez que ainda não passei por eles. Contudo, os meus colegas mais velhos, até aqueles que este ano já realizavam o primeiro ano de mestrado, têm opiniões positivas sobre o curso no geral. Aliás, a maior parte das pessoas que entra acaba por querer levar o curso até ao fim. 

Do meu ponto de vista, foi um ano tão cheio que nem consigo descrever. Tirar boas notas e ter uma excelente prestação no curso não me impediu de fazer parte da Praxe e de todas as atividades que a envolviam, aliás, a Praxe de Matemática tem imensa história nesta universidade. Assim como também não me incapacitou de fazer parte do Núcleo de Estudantes de Matemática que foi reativo este ano e trouxe com ele uma série de atividades, palestras e contactos interessantíssimos. O companheirismo e entreajuda que senti com os do 2º e 3º ano foi enorme. Ainda tive oportunidade de conhecer alguns alunos do 4º e 5º ano (já nos seus mestrados), pessoas incríveis que me falaram, ajudaram e orientaram no curso. 

Não vou dizer que é um curso fácil, estaria a mentir, na verdade, é daqueles fáceis de entrar, porém, difíceis de sair. A média de anos que os alunos demoram a completar o curso acho que é de 5... o curso tem apenas 3!!!! 

Todavia, é um curso lindo! Eu sabia que ia adorar cada dia do meu percurso. Não deixei de ter tempo para os meus amigos, saía regularmente. Pude ainda inscrever-me na Patinagem Artística. Fiz parte da Dircção do Núcleo. Tive 100% de assiduidade na Praxe. Houve tempo para tudo, porque, se nós quisermos, nós PODEMOS TUDO! E este curso não contradiz esta verdade."


Joana, Aluna do Primeiro Ano da Licenciatura em Matemática na Universidade do Minho.

[Se tiverem dúvidas ou questões podem deixá-las na caixa de comentários. A Joana irá responder às vossas perguntas no mesmo espaço assim que possível.]

Mais sobre Matemática: AQUI

O mundo divide-se entre as pessoas que dizem que o meu curso é interessante e as que me perguntam para que serve.

VIDA PROFISSIONAL | Estágio Profissional: O Processo

O Estágio Profissional é um estágio remunerado que funciona como incentivo ao emprego de cidadãos com idades compreendidas entre os 18 e os 30 anos e que tem como principal objetivo a inserção dos jovens no mercado de trabalho ou a reconversão profissional de desempregados. Durante nove meses - salvo algumas excepções - o estagiário recebe uma bolsa mensal que inclui também um seguro de acidentes de trabalho e o subsídio de alimentação.

O acesso ao Estágio Profissional é relativamente simples mas exige alguma sintonia entre a empresa, o IEFP - Instituto do Emprego e Formação Profissional e o candidato. Porquê? Porque o processo está dependente de duas aprovações distintas que podem atrasar o início do Estágio. Pessoalmente, não senti na pele esses atrasos mas conheço alguns casos menos afortunados de pessoas que esperaram meses até começarem realmente essa etapa da sua vida profissional - vergonhoso.

Em termos práticos, enquanto jovens, os candidatos ao Estágio Profissional precisam de estar inscritos no IEFP. Sem essa inscrição - que pode ser feita online ou presencialmente - nada feito. E estar inscrito implica, também, não falhar convocatórias ou formações (se houver falhas nesse sentido, a atitude é vista como desinteresse e os possíveis candidatos a Estágio Profissional deixam de o ser - se fizerem a inscrição presencialmente, são imediatamente alertados para este ponto). Os dados são preenchidos tendo por base a confiança (não são pedidos quaisquer comprovativos ou certificados nesta fase) e a inscrição não acarreta custos para o cidadão. Simples.

Após a inscrição no Centro de Emprego, o nome do candidato poderá ser sugerido pela empresa onde ele fará o Estágio. As empresas também se candidatam - de forma diferente - ao Estágio Profissional (mostrando-se aptas para receber estagiários para determinadas funções e cargos) e essa candidatura exige uma aprovação (a primeira de duas) que é, normalmente, o passo mais demorado em todo o processo. Dependendo da época do ano e do número de processos à espera de validação, poderá ser mais ou menos rápido - infelizmente, é sempre uma incógnita. Depois disso, uma vez aprovada a candidatura da empresa, esta sugere o nome da pessoa que pretende receber. Importante: o candidato não pode ter quaisquer ligações profissionais com a entidade supracitada (ou seja, não pode ter sido contratado anteriormente pela empresa nem pode ter-lhe prestado serviços de qualquer espécie; a única excepção está relacionada com os estágios curriculares ou obrigatórios de acesso à profissão).

E assim que o seu nome é sugerido, o candidato é notificado e convocado para uma entrevista no IEFP a fim de ser aprovado - ou não - para o Estágio Profissional. Nesta entrevista, o candidato deve levar o seu Certificado de Habilitações (como comprovativo do seu nível de qualificação e aptidão para o Estágio), o Cartão de Cidadão e ainda o histórico de descontos da Segurança Social. O entrevistador valida os documentos, verifica se a formação do candidato e as respetivas unidades curriculares correspondem à área de realização do Estágio Profissional e faz algumas questões, tentando perceber a veracidade das informações, se aquela é a pessoa mais indicada para a oportunidade e se a sua situação está regularizada nas mais diversas vertentes (o candidato assina ainda uma declaração de honra e preenche alguns papéis utilizados para estatísticas). Se tudo estiver em ordem, o entrevistador responsável valida o processo e entrega ao futuro estagiário um documento que será posteriormente entregue na entidade empregadora - que tratará dos detalhes finais (nomeadamente seguro e inscrição do trabalhador na Segurança Social). O Estágio Profissional pode ser iniciado 24h após esta entrevista mas tudo tem de estar em ordem, incluindo a ativação do seguro. No entanto, a data de início do Estágio Profissional não é definida pelo IEFP e poderá ser acordada entre o estagiário e a empresa acolhedora.

Nenhum passo deste processo acarreta custos para o cidadão e, na verdade, o Estágio Profissional é vantajoso tanto para o estagiário como para a entidade acolhedora. Para além de ser efetuado na área de estudos do estagiário e de lhe conferir experiência com uma bolsa simpática no início da carreira, promove a contratação de jovens (sendo que são privilegiadas as empresas com possibilidade de contratação) e apoia a empresa na hora dos pagamentos mensais - uma vez que não é propriamente um salário mas sim uma bolsa, o Estado cobre uma percentagem significativa dos custos. Em suma, o estagiário ganha uma oportunidade remunerada que lhe será útil no futuro e no caso de não ser contratado pela empresa após a conclusão do Estágio Profissional, é certo que ganhará experiência e competências que poderão ser acrescentadas ao seu CV na hora de procurar um emprego.


Todas as informações referentes ao Estágio Profissional podem ser consultadas no site do IEFP.

O blogue acompanha os meus interesses e as minhas etapas e, nesse sentido, o Tempo de Antena - Ensino Superior terminará este Verão.

INSTAGRAM | @stylista_mg

Ser mãe não implica usar roupas largueironas e velhas ou perder a identidade enquanto mulher. Essa ideologia está mais do que ultrapassada e hoje em dia as mulheres não deixam de se arranjar ou de cuidar de si depois de terem filhos.

A Maria Guedes é uma dessas mulheres e o seu maravilhoso perfil no Instagram - @stylista_mg - demonstra-o na perfeição. Portuguesa, com dois filhos e muita pinta, Maria tem um blogue - escrevi sobre ele aqui - e partilha connosco tudo aquilo que a faz feliz. No seu perfil é Verão todo o ano (mesmo quando o destaque vai para as botas e os casacos quentinhos), as cores alegres são uma constante e as pequenas grandes coisas da vida são o mote para mais uma dezena de fotografias bonitas. Os filhos são uma parte significativa da vida de Maria - não poderia ser doutra forma, correto? - mas as suas paixões, a sua descontração e os seus projetos também estão presentes em cada clique. O conjunto está longe da monotonia e é, numa só palavra, inspirador.

Quero!

CORPO | Manteiga Corporal: Fleur de Coton da Sephora

Fleur de Coton é uma linha da Sephora que inclui vários produtos de corpo e que se caracteriza pelo cheiro suave. As embalagens são femininas, cor-de-rosa e apelativas, os produtos privilegiam as fórmulas fluídas e hidratantes e os preços são simpáticos - especialmente porque estão frequentemente associados a promoções e descontos interessantes. A manteiga corporal que vos apresento hoje custou 4€ (nos saldos) e tem sido uma aliada maravilhosa na minha rotina pós-banho.

A manteiga corporal Fleur de Coton cumpre o que promete - hidratação máxima e imediata - e, ao contrário doutras manteigas corporais que já experimentei, não é muito espessa ou pesada (na verdade, tem uma textura mais leve e fácil de espalhar, óptima para dias mais apressados). O boião de 200ml não é prático para viagens mas é óptimo para manter em cima do balcão da casa-de-banho com a certeza de que não nos esquecemos dele e com a certeza que durará uma vida. 

A pele fica macia e hidratada, agradável ao toque e o cheiro não perdura - há quem veja este ponto como algo negativo mas eu gosto de ter controlo sobre isso e gosto que o meu creme não se sobreponha ao perfume que utilizo; gosto de sentir o cheiro suave do creme durante a sua aplicação mas não gosto que se misture com o perfume que utilizo diariamente (a explicação fez sentido?). Pelo preço, pela textura e pelos resultados que tenho vindo a observar, a manteiga corporal Fleur de Coton da Sephora está recomendada.



Mais sobre manteigas corporais: Karité, The Body Shop.

Coisas boas desta vida: ideias para publicações.

DESPORTO | #SomosPortugal!

Cresci entre jogos de futebol sofridos quando no Estádio do SC Braga a maior parte dos adeptos eram benfiquistas e, até hoje, tive o privilégio de ver boas equipas e bons jogadores em campo. Aprendi que não é preciso jogar sujo para ganhar e que, por vezes, a vitória é dos pequeninos porque a garra, a vontade de vencer, o esforço e a dedicação não tomam as taças como garantidas. Foi o que aconteceu ontem, na Final do EURO 2016 frente à França. 

Num jogo sofrido depois de tantos outros que me deixaram com o coração nas mãos, Portugal sagrou-se Campeão Europeu de Futebol ao vencer uma França que retrata tudo aquilo que abomino no futebol (e em qualquer outro desporto): o fanatismo, a ausência de respeito, a violência, a corrupção, a falta de fair play. E a vitória da Seleção Portuguesa teve um gosto especial por ter sido justa e limpa no meio de faltas e cartões não assinalados.

Com um Capitão lesionado a meio da primeira parte e uma arbitragem nitidamente corrompida, Portugal foi mais forte e venceu a Final que o esperava há doze anos. A equipa - não só em campo mas também no banco, na bancada, em Portugal e espalhada pelo mundo - manteve a postura,  jogou como devia, redimiu-se dos erros que havia cometido nos primeiros jogos e privilegiou os valores que todas as equipas deveriam privilegiar em qualquer competição: humildade, fair play, desportivismo, respeito, solidariedade, entreajuda. 

O Nani devolveu a braçadeira ao Cristiano assim que teve oportunidade, o Éder reforçou que o golo não foi exclusivamente seu e que houve um trabalho de bastidores que criou as condições ideais para o remate, o Cristiano sofreu connosco e assumiu um papel de treinador-adjunto, o Rui Patrício fez defesas incríveis, a equipa dedicou-se, os adeptos foram incansáveis, cantaram "A Portuguesa" e abafaram os rivais.

A Final frente à França foi sofrida e repleta de maldade mas provou-nos aquilo que tantas vezes dizemos: cada um tem aquilo que merece. E a Seleção Portuguesa merecia a vitória. Oh, se merecia! Erguer a Taça ao som duma banda portuguesa cujo nome retrata na perfeição aquilo que aconteceu neste jogo foi o fim perfeito para uma Final que nos irritou e indignou mais do que seria expectável. Somos Portugal!



Estas meninas já moram cá em casa. Daqui.

QUOTIDIANO | Bom dia!

O meu sábado foi passado na praia e, tendo em conta a semana intensa e produtiva que o antecedeu, eu não podia ter pedido um início de fim de semana melhor ou mais relaxante. Em cinco dias fiz a Defesa do meu Relatório de Estágio, fiquei oficialmente Licenciada, recebi o meu Certificado de Conclusão do Primeiro Ciclo de Estudos, inscrevi-me no IEFP e ainda me matriculei na Escola de Dança que me viu partir há dois anos e que me irá receber de novo em Setembro. Pelo meio, o blogue celebrou o seu terceiro aniversário e eu recuperei a motivação que tinha perdido. Ainda não consegui descansar - e não sei se será possível - mas os meus dias têm sido produtivos e dinâmicos e eu sinto que estou a entrar numa fase muito positiva e bonita. Para terminar o fim-de-semana em grande, só falta a vitória de Portugal na final do EURO 2016!


Inscrição na Escola de Dança: check!

GUARDA-ROUPA | Os Fatos de Banho da Coração Bobo

Adoro roupa de praia mais elaborada e acho fantástico que os fatos de banho tenham sido democratizados ao ponto de serem fabricados em diversas cores e padrões. Hoje em dia facilmente encontramos biquínis menos tradicionais - para todos os gostos! - e muito dificilmente associamos os fatos de banho às aulas de natação. A roupa de praia sofreu alterações com o passar dos anos e nós somos agora capazes de nos apaixonar por peças e modelos que, há uns anos, eram só aborrecidas; os fatos de banho foram resgatados e os biquínis ganharam novos formatos.

No entanto, a roupa de praia mais elaborada ou mais conservadora tem uma característica que muitas vezes nos faz hesitar na hora da compra: as marcas solares. Por causa dos folhos, das fitas e dos modelos mais tapados, o bronzeado não fica uniforme e há partes do corpo que não chegam sequer a receber os raios solares que nos conferem o tom dourado de que tanto gostamos. Acabamos por escolher os modelos tradicionais e, muitas vezes, ignoramos o conforto ou a confiança que essas peças nos dão. Quem nunca deixou um biquíni ou um fato de banho na loja  porque as marcas solares iam ser estranhas? A Coração Bobo veio resolver o problema.

Sara Santos, Rafaela Monteiro e Daniela Francisco, todas com vinte e cinco anos, conheceram-se no Instituto Superior Técnico de Lisboa quando entraram para o curso de Arquitetura e decidiram lançar este ano um projeto pessoal - criaram uma marca de fatos de banho que anulam as marcas solares provocadas pelo vestuário. Como? Através da utilização de um tecido patenteado e cientificamente desenvolvido que funciona como um filtro seletivo dos raios UV. Ou seja, o fato de banho protege a pele dos raios nocivos mas proporciona um bronzeado uniforme enquanto realça a beleza feminina e confere conforto às mulheres que o escolhem.

A primeira coleção da Coração Bobo é constituída por um só modelo disponível em quatro padrões - Coração Puro, Coração Radiante, Coração Apaixonado e Coração Atrevido - resultantes dum longo processo de experimentação a partir de técnicas manuais. Cada fato de banho custa 55€ e promete ser leve e respirável, com o bónus da secagem rápida graças à porosidade do tecido.


Coisas boas desta vida: chá gelado. Preferencialmente de menta.

SOLIDARIEDADE | Playground Love

Vera Morgado é aluna do Mestrado em Finanças e Fiscalidade da Faculdade de Economia da Universidade do Porto e foi uma dos três vencedores da primeira edição do "impACTO", um concurso promovido pela Gap Year Portugal que desafiou centenas de estudantes portugueses a desenvolverem um projeto de empreendedorismo social numa comunidade estrangeira. Playground Love, um dos três projetos vencedores, propõe a criação de um parque infantil no Mardin Refugee Camp - um campo de refugiados localizado no leste da Turquia, a vinte quilómetros da fronteira com a Síria.

O parque infantil, desenvolvido em parceria com a Art Anywhere - uma escola de circo que trabalha diariamente no local -, permitirá que as crianças que ali residem tenham brinquedos e um espaço que as deixará brincar como verdadeiras crianças, fugindo por momentos à realidade que as rodeia e dando-lhes a possibilidade de sonhar. O parque será de acesso exclusivo a crianças e a cerca será construída em forma de coração para que, das nuvens, a mensagem seja facilmente perceptível. 

O Playground Love estará dividido em duas zonas - uma zona interior e outra ao ar livre - e enquanto a primeira será constituída por três áreas distintas - Fairy Tale (com almofadas gigantes, livros e fantoches), Under Construction (com legos, puzzles...) e Big Ones (com livros de colorir, mesas, brinquedos didáticos, um quadro de ardósia...) -, a segunda terá um campo de futebol, um baloiço e um balancé. Este será um espaço seguro e divertido para todas as crianças inocentes que foram obrigadas a fugir das ruas, casas e escolas que tão bem conheciam.

O Playground Love foi inspirado nos Unfairy Tales da UNICEF e espera "armar a tenda e colorir o mundo" enquanto confere às crianças do Mardin Refugee Camp a possibilidade de sonhar sem limites. No entanto, para se concretizar em pleno, Vera precisa de 6000€ e a vitória no "impACTO" garantiu-lhe apenas 4900€. O restante será angariado através da venda de 2000 lápis de três cores (sendo que cada cor corresponde a um "Unfairy Tale") que podem ser adquiridos em vários locais  por 1€ cada um (descubram onde na Página do Facebook do Playground Love!).


Certificado de Conclusão da Licenciatura em Turismo: check!

TEMPO DE ANTENA | "Cada um faz o que sabe" - manifestações quotidianas do machismo

"Às vezes penso que caminhamos, a um passo que se vem tornando mais veloz, para uma sociedade plena em igualdade de género. Tenho uma imagem positiva da minha geração: mais informados, mais livres, mais igualitários, as mulheres com menos paciência para homens que não se enquadrem nestes valores e que ainda têm a esperança de fazer de nós criadas de servir. Mas depois alguma coisa, como o gráfico abaixo, faz-me tomar um banho de realidade e apercebo-me de que o machismo desenvolveu resistências difíceis de erradicar. 


Nesta coisa da divisão de tarefas domésticas, é comum ouvir, ou ler, uma mesma expressão: cada um faz o que sabe. Fazendo-se passar por uma ideia sensata – afinal, é positivo não ter que despender tempo em tarefas que achamos aborrecidas e para as quais não temos muito jeito – esta visão permite, na prática, a manutenção do papel das mulheres como principais cuidadoras do lar. É sintomático que, a cada vez que me deparo com essa afirmação, esta seja proferida por um homem que prossegue invariavelmente a explicar que as mulheres são melhores a passar roupa a ferro, lavar a louça, fazer o jantar e limpar a casa (e, quando há filhos, a maioria dos cuidados que estes comportam). Os homens, claro está, acorrem em auxílio sempre que é preciso consertar uma torneira ou levar o carro à oficina. Não é preciso estar-se muito atento para perceber o que está errado nesta imagem idealizada da vida conjugal: às mulheres cabe o cuidado diário da casa, horas de trabalho acrescentadas ao horário profissional; aos homens, tarefas pontuais. 

Esta é uma visão que rejeito liminarmente. E não preciso de recorrer a estudos que demonstrem o que deveria ser óbvio: que as tarefas domésticas são responsabilidades unisexo cuja a aprendizagem dispensa formação superior ou uma vocação particular. Não – basta-me fazer um pequeno exercício mental, recordando a minha própria aprendizagem destas tarefas. E o que constato é simples: eu não nasci ensinada, ou sequer inclinada, para desempenhar tarefas da casa. Aliás, ao contrário de muitas mulheres, ninguém me ensinou nada. Aprendi quando tive que aprender, quando percebi que, se não fizesse certas coisas, ninguém as faria por mim. Aprendi lavar a minha roupa porque sou eu quem a veste e deixou de me fazer sentido que fossem outras pessoas a ter essa preocupação. Aprendi a passá-la a ferro para não andar amarrotada. Aprendi a cozinhar porque decidi deixar de comer animais e pareceu-me óbvio que a responsabilidade de preparar as minhas refeições deveria ser minha. E também aprendi a mudar lâmpadas, a acender a lareira no inverno e o grelhador a carvão no verão, a não esperar que nenhum homem carregasse por mim os sacos de supermercado. 

Nada disto é física nuclear e nada disto tem género, é apenas ter competências básicas de sobrevivência. Quando precisamos, aprendemos. Depois podemos dividir, de acordo com as preferências de cada um – desde que essas preferências não sejam enviesadas por padrões de género que resultam numa atribuição intrinsecamente viciada e que beneficia um grupo à custa do outro."


Esta devia ser a regra.

LUCKY 13 | 3 Anos!

Comecei este blogue sem uma ideia concreta daquilo que pretendia construir, apenas pela vontade de partilhar as minhas opiniões e registar as minhas viagens e momentos significativos. Não tinha expectativas, planos ou objetivos. E hoje olho para trás e percebo que este blogue não podia ter seguido outro rumo. Hoje o meu blogue celebra o seu terceiro aniversário e eu não podia estar mais orgulhosa deste pequeno grande projeto.

Continuo deste lado a publicar para quem me quer ler, a receber novos seguidores com carinho e a manter os mais antigos por perto com orgulho. As visitas crescem de dia para dia e ainda que não sejam o mais importante - porque não são -, é óptimo poder analisar as estatísticas e perceber que os meus leitores não perdem o interesse naquilo que eu vou partilhando semana após semana. Três anos depois, a vontade de continuar a escrever permanece intacta e eu sinto-me em casa.

Saber que atribuem valor à minha opinião e às sugestões que faço, que têm sempre uma palavra de força, que sabem contrariar as minhas opiniões com educação e respeito, que perdem alguns minutos a ler os meus textos, a escrever-me um email, um comentário, um convite... é impagável. Eu não podia estar mais grata por tudo o que este blogue me proporciona dia após dia - mesmo quando não tenho tanta disponibilidade para escrever como gostaria - e ter-vos desse lado continua a ser inacreditável e fascinante. Parabéns a nós, que fazemos do Lucky 13 aquilo que ele é!


E agora que estou oficialmente licenciada, está na hora de tratar das burocracias que me permitirão iniciar uma nova etapa brevemente.

FOTOGRAFIA | Síria: Antes e Depois

Quando vi este arquivo fotográfico, soube imediatamente que queria partilhá-lo convosco. Em Portugal há miséria e fome mas não há guerra e só por isso somos uns sortudos com condições para apoiar não só os nossos mas também os que foram forçados a abandonar o seu país - não faz sentido não dar a mão a quem perdeu tudo e é importante percebermos as razões que os levaram a fazer uma travessia tão incerta e dolorosa. O mundo tem de se unir para acabar com este flagelo.

A Síria é um dos países mais afetados pela guerra. Segundo um artigo da TSF, 500 mil pessoas morreram e cerca de 50% da população do país fugiu. Alepo, uma referência para turistas de todo o mundo e uma cidade reconhecida pela UNESCO como Património da Humanidade, é agora sinónimo de controlo, de discriminação, de tortura. Se isto acontecesse no nosso país, não tentaríamos fugir também? O arquivo fotográfico que partilho hoje convosco retrata mais do que um conjunto de edifícios destruídos e ruas descaracterizadas; retrata a ignorância do Homem e a sua maldade.


Se pudessem viajar para qualquer lugar neste momento, para onde seria?

VIDA ACADÉMICA | Oficialmente Licenciada! 🏆

Acordei três horas mais cedo do que o necessário com uma dor de cabeça que já me acompanhava há pelo menos dois dias. Tomei banho, vesti-me sem pensar muito nas peças que estava a selecionar e revi a minha apresentação. O meu lado racional dizia-me que não tinha nada a temer; a minha ansiedade fazia-me questionar todos os slides. Ser a primeira pessoa a entregar e defender o Relatório de Estágio teve o seu lado mau - não sabia o que esperar - mas também me tirou um peso dos ombros. Estou licenciada! 

Foram três anos incríveis que, no fundo, não queria que terminassem mas que só fizeram sentido por terem sido vividos neste período de tempo com esta intensidade e esta emoção. Em 2013 era uma miúda cheia de incertezas e dúvidas e é óptimo chegar ao fim e perceber que todas essas dúvidas me levaram ao caminho que hoje piso. O meu Estágio Curricular foi o fim perfeito para os três anos fabulosos que vivi ao lado de pessoas tão complexas e fascinantes e sou hoje uma pessoa diferente - e melhor! - por ter escolhido percorrer estas estradas. Com a emoção à flor da pele e sem capacidade para descrever o sentimento que me invade neste momento, uma coisa eu sei: não podia pedir um fim melhor para esta etapa.

ESTOU LICENCIADA!


Mentiria se dissesse o contrário: eu tenho vergonha dos meus problemas de ansiedade e sinto-me maluca sempre que eles aparecem.

DANÇA | O Mito

A questão da idade é apenas um detalhe quando falamos de iniciar um desporto. Felizmente, o nosso corpo é capaz de se adaptar a novos movimentos, rotinas e hábitos e com o passar das semanas - e dos treinos, obviamente - vamos ficando mais fortes, mais flexíveis, mais ágeis. A idade é só um número. E isto também se aplica ao ballet (ou a qualquer outra modalidade).

Pratiquei desporto toda a minha vida mas só aos 14 anos decidi que queria inscrever-me nas aulas de ballet. Já tinha experimentado estilos mais urbanos mas nunca tinha frequentado aulas de dança clássica e pareceu-me um óptimo desafio. Em Setembro de 2010, para além de iniciar uma nova etapa académica numa escola diferente e numa turma onde não conhecia ninguém, entrei também no mundo dos leotards, dos collants cor-de-rosa e dos tutus.

A condição da idade não é, na verdade, uma condição ou um entrave. Existem imensas aulas de ballet para adultos espalhadas pelo país e tudo se consegue com esforço e dedicação. Aos vinte ou aos trinta anos já não esperamos ser bailarinos profissionais, obviamente, mas isso não é necessariamente algo negativo - também nós podemos aproveitar as aulas, trabalhar todos os músculos do nosso corpo e fazer mais pela nossa saúde. Ao contrário do que a maior parte das pessoas pensa, este é um desporto que pode ser começado em qualquer idade e que tem inúmeros benefícios para o nosso corpo.

É claro que as crianças têm maior facilidade em certos movimentos por serem muito mais flexíveis e também é óbvio que, na maior parte das vezes, apresentam resultados num período de tempo mais curto. No entanto, isso não significa que um adulto não seja capaz de ser bem sucedido. O ballet, apesar de parecer fácil, é um estilo de dança muito exigente e os movimentos - sejam eles mais lentos ou mais rápidos - exigem equilíbrio, flexibilidade, força (muita força), autocontrolo e concentração e nem sempre os mais novos reúnem todas estas características.

Em Setembro de 2016, depois de dois anos longe das barras e das piruetas, irei - espero eu! - regressar às aulas de ballet. E não podia estar mais contente com esta (muito provável) compatibilidade de horários porque é algo que, para além de me fazer sentir melhor fisicamente - e quem pratica desporto, seja qual for, conhece a sensação - me permite ter tempo para mim independentemente da quantidade de trabalho ou de tarefas que tenho em mãos. Provavelmente irei começar do zero mas isso não me preocupa. Ainda que conheça os nomes das posições, os próprios movimentos e os exercícios, já não tenho a mesma força e a mesma flexibilidade - não poderia (nem pensar!) regressar à turma na qual estava inserida quando fiz o meu último espectáculo, em 2014. E isso não me incomoda. As aulas de ballet são um escape à rotina e um momento de descontração que ajudam a minimizar a ansiedade e as preocupações do quotidiano. E sim, é possível treinar a flexibilidade em qualquer idade - há que trabalhar.


Esta música é muito (muito!) especial para mim.

TEMPO DE ANTENA | Ensino Superior: Psicologia

"Quando era pequenina dizia que queria abrir uma Escola de Artes e Psicologia. O tempo passou e eu andava sempre na dança, ou teatro, ou isto, ou aquilo. O gosto permaneceu. E apareceu o gosto pela Fotografia, pela Comunicação, pelo Turismo, por imensas coisas. Quando chegou a altura das candidaturas estava super confusa entre Psicologia e Ciências da Comunicação, ambas no Minho. Acabei por ficar na minha primeira opção, Psicologia na Universidade do Minho. 

Como em qualquer curso, acho eu, vai haver professores e cadeiras que gostes mais e que gostes menos. Aconteceu­-me isso, mas acho que é normal. E não me arrependo nada de não ter desistido quando pensei que não estava a gostar. Não tenho um conhecimento a 100% sobre as outras universidades, mas acho que no Minho o curso é realmente bom. Tens cadeiras que te vão causar dores de cabeça, vais ter muitos números à mistura, mas acho que isso acaba por ser recompensado no final. É verdade que é bastante direcionado para a investigação, mas confia, tens professores que são excelentes para outras vertentes que não investigação. Sendo um curso com Mestrado Integrado, no final temos que escrever uma dissertação e fazer um estágio. Apenas a partir do 4º/5º aAno é que passamos a ter uma formação mais específica, seja em Psicologia Clínica e Saúde, Psicologia Escolar e da Educação, Psicologia da Justiça e Comunitária, Psicologia das Organizações ou Psicologia do Desporto. E era isto que eu mudava: devia ser um bocadinho mais específico nos outros anos. Relativamente ao curso em si, é isto que posso dizer. 

À parte das aulas, façam workshops, formações, cursos, apostem em vocês e não se foquem apenas naquilo que vos é ensinado nas aulas. A Universidade do Minho nesse aspeto parece­-me ser boa, assim como a Associação de Estudantes de Psicologia que tenta sempre ter algo que nos motive. Somos todos os anos incentivados a participar em experiências através das quais recebemos créditos que podem ser usados nas notas – mas não para passar à cadeira - e há ainda algo que eu achei super interessante e que me deu imenso gozo fazer: ser colaborador de investigação. E vocês devem estar a perguntar "o que é isto?". Então, há sempre grupos de investigação na Escola de Psicologia, e vocês, ao inscreverem­-se neste projeto, vão ajudar. No meu caso, estive no Centro de Computação Gráfica e foi mesmo interessante, até porque acabou por ser um mix com Engenharia e mostrou­-nos muito mais do que aquilo que as aulas nos dão. Ainda neste contexto de fora de aulas, neste meu segundo ano, fui às Jornadas da Psicologia, em Aveiro, e tenho a dizer­-vos que foi uma boa decisão que tomei. 

As pessoas são recetivas e estão sempre prontas a ajudar. Eu, pelo menos, senti isso. E é verdade, a Praxe ajudou. Experimentem, nem que seja um dia, para tirarem as vossas conclusões. Pode até haver alturas em que vos vai custar, mas acreditem que no fim vai valer tão a pena que vão esquecer tudo aquilo que poderão eventualmente achar negativo."


Joana, Aluna do Segundo Ano do Mestrado Integrado em Psicologia na Universidade do Minho.

[Se tiverem dúvidas ou questões podem deixá-las na caixa de comentários. A Joana irá responder às vossas perguntas no mesmo espaço assim que possível.]

Ter um blogue ensinou-me muito sobre mim própria. Mais do que aquilo que eu imaginava ser possível.

VIDA ACADÉMICA | A Partilha

Eu e a Inês temos opiniões e formas de agir compatíveis em variados temas e este - que ela explica na perfeição numa resposta a um comentário de um Anónimo - é mais um: nunca neguei apontamentos ou materiais de apoio ao estudo aos meus colegas. Porque não faz sentido. Porque o seu sucesso académico em nada influencia o meu. Porque posso ser bem sucedida e vê-los alcançar também o seu objetivo.

Recusar a partilha de materiais é, perdoem-me a sinceridade, ridículo. E quando me dizem que o fazem porque as pessoas não vão às aulas, eu assumo uma postura crítica: quem tem o direito de julgar as faltas, afinal? Se a Universidade não contabiliza nem condena as faltas e se a pessoa não reprova por causa disso... que direito (ou dever) temos nós de condená-la ou castigá-la?

Ao longo dos últimos três anos recebi apontamentos de colegas e alunos mais velhos - não tantos quanto isso mas nunca porque mos negaram - e também eu disponibilizei aos meus colegas e alunos mais novos os documentos e apontamentos que tinha em mãos. E não sei se os utilizaram como complemento aos seus próprios apontamentos ou se se guiaram exclusivamente pelos meus para passarem às unidades curriculares mas isso não me interessa minimamente. Se (não) foram às aulas, se (não) escreveram meia dúzia de páginas ao longo do semestre, se (não) têm melhor nota do que eu... Não importa. Se estudamos pelos mesmos livros, anotações e fotocópias e se alcançamos notas idênticas... tudo bem! Quando falamos de aproveitamento académico, o sucesso dos outros não define o nosso próprio sucesso. E se ambos alcançamos determinado resultado sem batotas ou ilegalidades, estamos em pé de igualdade. A única coisa que peço é que mos devolvam logo que possível. Simples assim.

Fui a primeira pessoa da minha turma a elaborar e entregar o meu Relatório de Estágio e imediatamente me dispus a enviá-lo para os meus colegas que ainda não tinham elaborado o seu, tal como acontece com trabalhos que continuo a facultar aos alunos das turmas mais recentes.  Alguns quiseram vê-los, outros não - mas não neguei o seu envio a ninguém. Podemos todos ter bons resultados sem que isso defina o nosso sucesso individual. Desde que não haja plágio - uma de muitas ilegalidades, como referi anteriormente - todos os trabalhos serão válidos e eu espero genuinamente que todos atinjam os resultados que esperam.

Não partilhar - ou partilhar apenas com os amigos - materiais de apoio ao estudo não só é egoísta como demonstra um carácter vingativo e invejoso que não me convence. A competição saudável faz parte da vida académica - e da vida em geral, convenhamos - mas eu não olho para este tipo de atitudes com esses olhos: não partilhar materiais de apoio ao estudo de alunos mais velhos - assim como os nossos próprios apontamentos - com os colegas não nos torna melhores pessoas (nem melhores alunos ou melhores profissionais). Pelo contrário.


É muito difícil trabalhar numa área que aborda temas familiares à maior parte da população. As pessoas não atribuem valor ao nosso trabalho.

QUERIDO PAI NATAL | Adidas Gazelle

As Adidas Gazelle estão de volta e eu estou rendida. Cada vez gosto mais delas e se por um lado quero apostar nas clássicas, por outro lado fico fascinada com os padrões mais irreverentes e as cores que não víamos neste modelo há uns anos. Hoje estou inclinada para as vermelhas com riscas brancas, que não fogem ao clássico mas que me levam a sair da minha zona de conforto - não tenho nenhuma peça vermelha no meu guarda-roupa.

Imagino-as perfeitamente com calças de ganga, calções ou até alguns vestidos mais casuais (ainda não aderi à mistura de peças formais com outras demasiado descontraídas, confesso!). Seja como for, as sapatilhas são versáteis, vieram para ficar, deixaram de ser um calçado exclusivo de fim-de-semana e eu adoro que o conforto seja privilegiado.


Existem dois tipos de Adidas Gazelle e a GQ explica as diferenças (aqui). As vermelhas da imagem são iguais às pretas do artigo.