Espero, em 2017, fazer pelo menos uma viagem.

TURISMO | O Desperdício

Não acredito que as pessoas que levam para a mesa vinte fatias de pão, cinco croissants, duas chávenas de chá, três copos de sumo, três taças de cereais e uma dezena de peças de fruta façam o mesmo em casa. Da mesma forma como não acredito que essas pessoas utilizem cinco toalhas por dia ou que deixem copos de plástico, guardanapos e pontas de cigarro no jardim.

Não condeno nenhum estilo de viagem mas o desperdício gerado pelos turistas nos hotéis - seja no momento do pequeno-almoço ou ao longo de todo o dia, como acontece nos resorts que privilegiam o regime "tudo incluído" - incomoda-me. Porque é absurdo, porque é ridículo mas, mais do que isso, porque é uma falta de respeito. Pelas pessoas que não têm comida na mesa, pelos empregados que arrumam a lixeira que os hóspedes vão deixando pelo caminho, pelos cozinheiros, chefs e ajudantes de cozinha que preparam todas as refeições.

Os meus pais sempre me ensinaram que o hotel é a minha casa durante o tempo em que estou hospedada. E por isso deixo o quarto como o encontrei (não fazer a cama não conta, está bem?), coloco no prato apenas aquilo que sei que vou comer e levanto-me para repetir se assim desejar, não utilizo três toalhas sempre que tomo banho (e não demoro duas horas a fazê-lo), não deixo copos de plástico e papéis junto das espreguiçadeiras na zona da piscina, apago as luzes quando não preciso delas. Respeitar os outros e o espaço que me acolhe - protegendo também o meio ambiente - é o mínimo que posso fazer. Estou a pagar pelo serviço, sim, mas o custo da estadia não me confere liberdade para tudo - é preciso bom senso.


O mundo divide-se entre as pessoas que dizem "Terreiro do Paço" e as que dizem "Praça do Comércio".

Créditos: Leonor.

TECNOLOGIA | Asus Zenfone Max

Quando decidi comprar um smartphone não tinha nenhuma marca ou modelo em mente - pude ser imparcial durante a minha pesquisa. Queria um telemóvel que não custasse mais do que 200/250€, que fosse rápido, que me permitisse instalar as minhas aplicações favoritas e que tivesse uma boa câmara fotográfica principal. Encontrei vários que cumpriam estes parâmetros.

Decidi comprar o Samsung J5. Porém, mudei de ideias quando percebi que os 8GB de memória interna não chegavam para instalar as aplicações que utilizo todos os dias (sendo que muitas delas não podem ser instaladas na memória externa - cartão MicroSD). O facto de ter uma câmara principal excelente e uma resolução de ecrã ótima tendo em conta o seu preço não compensaram esse detalhe (não podia ter um smartphone que não me permitisse instalar mais do que redes sociais e aplicações básicas, correto?). Excluí o J5 e, no geral, excluí a marca Samsung porque os modelos igualmente acessíveis não me apresentavam uma boa relação qualidade/preço.

Pensei durante uns dias, procurei outros e escolhi, de forma ponderada, o Asus Zenfone Max. A Asus ainda é principiante no desenvolvimento de smartphones (começou há cerca de dois anos a colocá-los no mercado, se não estou em erro) mas estou feliz com a minha compra e não tenho nada de negativo a apontar: a marca sabe o que faz e apresenta produtos fortes a preços razoáveis.

O Asus Zenfone Max é um telemóvel Dual Sim que nos proporciona a personalização de todas as suas funções. É rápido e fluído - mesmo quando estão várias aplicações abertas em simultâneo -, tem um sistema de acessibilidade muito útil - é possível abrir a câmara, os contactos ou as mensagens durante o desbloqueio do ecrã, por exemplo - e tem ainda 16GB de memória com possibilidade de expansão com MicroSD até 64GB.

A bateria de 5000 mAh é uma das características que o diferenciam dos seus concorrentes. Pessoalmente estava habituada a carregar o meu smartphone todas as noites porém este Asus permite-me usar o dispositivo durante pelo menos três dias sem me preocupar com o seu carregamento. Isto dependerá sempre de cada utilizador mas é inegável que a durabilidade da bateria é superior à da maior parte dos smartphones que existem no mercado neste momento. O Asus Zenfone Max tem vários modos de poupança de bateria e consegue acumular tanta energia que também nos oferece a função de power bank (sim, é capaz de carregar outros dispositivos e traz um acessório que nos auxilia nessa tarefa).

A resolução do ecrã de 5.5 polegadas é alta e, em termos de fotografia, o Asus Zenfone Max é um bom telemóvel que reúne algumas funcionalidades especiais indicadas para vários tipos de luminosidade, cenários e ambientes. A câmara frontal tem 5mpx e a câmara principal tem 13mpx com uma abertura de 2.0. O dispositivo é rápido no disparo, foca rapidamente (automaticamente ou consoante o toque), capta cores reais (tanto no exterior como em locais fechados e com menos luz), filma em Full HD e permite trabalhar características tais como a luminosidade, a exposição e o ISO.

Com uma aparência simples e minimalista, o Asus Zenfone Max está disponível em duas cores - preto e branco - e tem um preço médio de 260€ (comprei o meu por 230€ na FNAC). Vem acompanhado de carregador, auriculares e micro cabo USB ONT (que auxilia a passagem de energia para outros dispositivos). Para quem procura um telemóvel rápido, com uma memória interna razoável (com possibilidade de expansão) e uma boa câmara fotográfica principal, este revela ser uma boa opção.


O mundo precisa de um emoji de dinossauro.

GUARDA-ROUPA | Já conhecem a Sophie?

Sophie é a mais recente novidade lançada pela Josefinas: uma carteira disponível em dois tamanhos que representa a concretização dos sonhos, a evolução da marca e o poder feminino. Depois da maravilhosa loja aberta em Nova Iorque (se ainda não conhecem, vejam AQUI), a marca portuguesa de calçado expande o seu conceito sem perder a essência feminina, poderosa, delicada e original que tão bem a caracteriza. 

Sophie é muito mais do que uma carteira - é uma subtil homenagem à icónica Sophia Loren, reconhecida pela sua elegância e sofisticação. Personificando uma mulher que não tem medo de ser poderosa, que adora viajar e descobrir o mundo, que é amável e generosa, forte e determinada, que não tem medo de perseguir os seus sonhos, Sophie abraça os detalhes que automaticamente associamos à Josefinas e mostra-nos que a marca está aqui para ficar e para conquistar o mundo. Não é bom termos a oportunidade de ver projetos portugueses a chegar tão longe?


O mundo divide-se entre as pessoas que levam o telemóvel para a casa-de-banho e as que não têm medo de ficar trancadas lá dentro.

INSTAGRAM | Instantâneo? Não.

Não partilho fotografias no momento em que as tiro e por isso, para mim, o Instagram acaba por perder a característica instantânea que lhe é automaticamente associada. Nunca tive esse hábito e, inconscientemente, acredito que tenha sido o meu eu paranóico (ou cuidadoso) a definir essa minha atitude. Preservo a minha privacidade, o meu conforto e a minha segurança.

Num mundo onde tudo está online e onde todas as informações são facilmente encontradas (por muito cuidado que tenhamos), eu prefiro - enquanto blogger e utilizadora assídua das mais diversas redes sociais - dizer onde estive em vez de dizer onde estou. Não utilizo o sistema de localização - e por isso o nome da terrinha ou da rua não aparece sempre que publico uma fotografia -, salvo raras excepções não publico fotografias no momento em que as tiro, não publico em tempo real. Porque não faz sentido. Porque prefiro editar a imagem com calma sempre que ela não é tão bonita como eu gostaria, porque não quero desperdiçar um momento feliz no meio de filtros, contrastes e editores de imagem. Porque apesar de gostar de registar os lugares bonitos - e também aqueles não tão bonitos assim - que fazem parte da minha vida, não quero que toda a gente saiba onde me pode encontrar naquele exato momento. É mais especial para mim poder selecionar uma fotografia enquanto recordo o momento em que a tirei. Se é uma hora, um dia, uma semana, um mês ou apenas uns minutos mais tarde... isso já não importa.


Este foi o escolhido quando finalmente decidi comprar um telemóvel. Até agora, nada de negativo a apontar.

LIVRO | Making News: A Straight-Shooting Guide to Media Relations

"Making News" foi o primeiro livro que li sobre Marketing e Relações Públicas, uma área que se assume como um enorme desafio profissional. Neste momento, para além do projeto no qual trabalhei durante o meu Estágio Curricular e que continuo a alimentar com orgulho, estou também a trabalhar no departamento de Marketing da empresa e sou, com toda a certeza, a pessoa que menos sabe sobre o assunto - quero contrariar isso.

"Making News: A Straight-Shooting Guide to Media Relations" é um livro que procura desmistificar as relações entre jornalistas e profissionais de relações públicas e que se debruça sobre os métodos mais utilizados nesse âmbito. Desperta-nos para alguns detalhes no que diz respeito à promoção de marcas, organizações e produtos e fornece-nos algumas dicas sobre a transformação dessas mesmas marcas, organizações e produtos em notícias credíveis não associadas a patrocínios. Constituído por três grandes capítulos - "Getting to Know The Media", "Rules Of Engagement" e "Media Relations Field Guide" - divididos em subcapítulos curtos e fáceis de consultar após uma leitura global mais atenta, "Making News" reúne dicas, sugestões, opiniões e testemunhos de jornalistas internacionais e promove uma leitura fluída que cativa quem se interessa pela temática. É um livro técnico, sim, mas David Henderson utiliza uma linguagem tão terra-a-terra que não nos causa dificuldades na hora de compreender o que ele pretende exprimir - nem fazia sentido doutra forma. Os exemplos são muitos e ainda que sejam maioritariamente focados em acontecimentos trágicos ou escandalosos, ilustram muitíssimo bem cada ideia.

O livro, no geral, faz sentido - mesmo que, em alguns parágrafos, nos custe a admiti-lo. Foca a necessidade de pesquisar, de criar contactos e de estabelecer ligações e enfatiza a mudança constante trazida não só pelas novas tecnologias mas também pelas exigências de novos públicos e gerações, abordando o aparecimento do digital, dos blogues e da necessidade óbvia de se ser o primeiro a lançar uma notícia num mundo onde uma simples frase pode tornar-se viral em meia dúzia de minutos. A mensagem do livro é clara: os jornalistas precisam dos profissionais de relações públicas (e vice-versa) mas não lhes atribuem credibilidade em todas as situações nem tão pouco se interessam por tudo o que eles lhes enviam.

"Making News" foca a importância das audiências, dos números, das estatísticas e do dinheiro e, ainda que seja um pouco repetitivo em alguns pontos (em todos os capítulos é referida a mudança nos paradigmas do Jornalismo, por exemplo), David é capaz de nos levar a passear por diversos temas que se relacionam entre si: a necessidade de escolher os canais certos, a forma correta de conseguir uma notícia, os detalhes que cativam o jornalista durante a leitura de uma press release ou o que o leva a querer saber mais sobre o projeto, o impacto que determinadas atitudes podem ter no crescimento da marca, a importância que uma notícia tem dependendo da gestão e do público-alvo daquele jornal, revista ou blogue, a importância das fotografias e da imagem, a forma mais eficaz de comunicar, a construção de uma marca tendo por base os Media, o valor de um pedido de desculpas, a importância dos comentários, do follow-up, de estar lá e de responder rapidamente, a simplicidade, a flexibilidade e a autenticidade dos blogues, a questão dos advogados (...). Parece-me completo, sobretudo porque aborda tantos temas de uma forma tão acessível.

A última parte de "Making News" é, para mim, a mais concreta uma vez que foca questões mais relacionadas com a escrita de uma press release, de responder a uma entrevista e de apresentar uma ideia ou um produto que poderá vir a transformar-se numa notícia. David Henderson, com o apoio de outros jornalistas, dá-nos dicas específicas sobre a formatação da news release, sobre aquilo que devemos ter em mente mesmo antes de a escrevermos, sobre o que podemos ou não fazer. Esta parte é sim, um guia nesse sentido.

Senti algumas vezes (sobretudo na parte mais inicial) que o livro não era aplicável à minha realidade enquanto portuguesa - pareceu-me mais focado nas grandes organizações americanas e no seu potencial/perigo - porém, consegui colocar-me numa posição mais imparcial, de autoavaliação e fiquei esclarecida relativamente aos temas abordados. As comparações, metáforas e exemplos são o bónus: permitem-nos concentrar mais facilmente porque conhecemos as referências, lembramo-nos dos vários escândalos e estamos minimamente familiarizados com os casos apresentados (existem casos mais particulares que eu não conhecia mas isso, de uma forma geral, não atrapalhou a minha leitura).

Não sei se "Making News" está disponível em português - penso que não mas corrijam-me se estiver errada - mas as dicas específicas (algumas mais óbvias do que outras, claro) tentam minimizar a ideia de que não há um guia ou um conjunto de regras para o sucesso. Existem muitos factores que influenciam os resultados de uma ação de Relações Públicas e este livro pretende ser uma ajuda naquilo que podemos realmente controlar - o resto, é uma questão de sorte (se é que lhe podemos chamar isso).


Ao contrário do que tenho ouvido e lido, não me parece que a utilização do burquini na Europa seja uma provocação.

TURISMO | Adults Only

Todos os anos há uma - ou várias - polémicas relacionadas com o Turismo em Portugal, na Europa e no Mundo. Nos últimos meses têm surgido várias e eu tenho andado atenta a cada uma delas, tentando perceber os argumentos de ambas as partes e desenvolvendo a minha própria opinião sobre cada temática. Uma dessas polémicas está relacionada com os "hotéis sem crianças" que, apesar de não serem novidade - porque existem há anos, incluindo em Portugal - voltaram a ser tema de conversa neste Verão.

Para quem não está familiarizado com o tema, o que se passa é o seguinte: existem hotéis, um pouco por todo o mundo, que definem uma idade mínima para a estadia e/ou para a utilização de determinados serviços. E se por um lado estes mesmos estabelecimentos hoteleiros afirmam que é uma questão de posicionamento no mercado, por outro lado a DECO diz que é ilegal. Os hotéis querem assumir-se como espaços sossegados sem serviços indicados para crianças (que não são obrigados a ter) e definem uma idade mínima para a estadia para atrair um público-alvo mais específico mas, ao mesmo tempo, são vistos com maus olhos por adaptarem a sua oferta a motivações de viagem tão particulares e por proibirem a entrada a um grupo de pessoas - neste caso crianças.

Confesso que a existência de hotéis não recomendados para crianças não me causa confusão. Porém, parece-me que a polémica foi desencadeada pelos termos escolhidos: uma recomendação e uma proibição são coisas diferentes e a utilização do segundo termo pode dar aso a discriminações futuras (honestamente, acredito que o medo da maioria da população que defende o fim desta restrição resida neste ponto - as crianças são pessoas e o critério da idade acaba por ser tão válido como o do género ou da raça).

Até que ponto será legal proibir, apenas pela idade, a estadia de alguém? Seria igualmente válido proibir a estadia de idosos ou jovens-adultos? A lei diz que o estabelecimento tem "o direito de proibir a estadia a qualquer indivíduo que perturbe o normal funcionamento do espaço" mas ninguém sabe se aquela criança que viaja com os pais é um autêntico diabrete ou se, na verdade, é uma paz de alma que não incomoda ninguém. Se é crime fazê-lo pela raça, pela orientação sexual ou pelo género... poderão fazê-lo pela idade? Teoricamente não. A proibição fará todo o sentido em serviços e zonas inadequados aos mais novos - casino, bar, discoteca, ginásio, spa (...) - mas será aplicável a todo o estabelecimento? Não me parece (a não ser que todo o espaço seja inadequado, obviamente). E é por isso que alguns hotéis optam por oferecer os mesmos serviços em duas versões diferentes (só para adultos e para adultos e crianças) - acontece muitas vezes nas zonas das piscinas, por exemplo. Porém, isto acarreta custos acrescidos que nem todos podem ou querem suportar - perfeitamente compreensível.

O que acaba por acontecer é que, em vez de uma proibição polémica, alguns hotéis expressam indubitavelmente esta característica ao indicarem que não recomendam a estadia a menores de idade - a comunicação é a chave e o resultado acaba por ser o mesmo quando comparado com o dos hotéis que optam pela proibição. Os pais escolhem outro estabelecimento para as férias em família e o hotel mantém as características que o diferenciam dos seus concorrentes. Simples. Em Portugal ainda não houve queixas relacionadas com a proibição de crianças  em estabelecimentos hoteleiros por isso parece-me que as pessoas respeitam estas indicações sem grandes dramas - ninguém quer fazer férias num local onde não é bem-vindo ou que não disponibiliza infraestruturas necessárias ao estilo de viagem que pretende realizar.

Um hotel não indicado para crianças possivelmente terá uma política mais rigorosa no que diz respeito ao ruído, não terá ementas especiais para crianças, não terá cadeirinhas para as horas das refeições, não terá serviços de babysitting, não terá animação adequada aos mais pequenos, provavelmente não terá berços ou camas-extra para colocar nos quartos, poderá até nem ter canais de televisão adequados à sua faixa etária e não terá clube infantil. Será mesmo o que os pais procuram? Um hotel que não dispõe de infraestruturas ou serviços adequados à motivação da viagem provavelmente não será a melhor escolha, correto? E provavelmente não o escolherão por não reunir as características desejadas; mesmo sem uma proibição explícita.

O posicionamento e a segmentação são importantes no Turismo e não são necessariamente algo de negativo. É ilusório pensar que num hotel sem crianças não vão haver bombas para a piscina ou gritos - na verdade, muitas vezes o que nos incomoda são as atitudes dos mais velhos que não sabem respeitar quem os rodeia - mas a existência de hotéis "child free" parece-me tão pertinente como a existência de hotéis "child friendly".


Na verdade, é impossível "ser turista na própria cidade". A definição de "turista" não é compatível com a expressão.

SOLIDARIEDADE | U.DREAM

A U.DREAM é a primeira Empresa Júnior Social do país. Fundada na Universidade do Porto em 2013 e sem fins lucrativos, a U.DREAM é uma entidade que alia a solidariedade às capacidades dos alunos universitários tendo como principal missão o trabalho com crianças cujo estado de saúde é periclitante e vulnerável. Tal como o seu nome indica, a U.DREAM concretiza sonhos e entrega às crianças um novo alento para continuarem a lutar contra um pesadelo bem real e assustador.

"O que estou a dar ao mundo?" é a questão que motiva os membros desta associação juvenil. A U.DREAM está presente diariamente no Instituto Português de Oncologia (IPO) no Porto e semanalmente em dois outros locais: no Centro Raríssimas da Maia e na Casa Ronald McDonald do Porto. Os U.DREAMers acompanham as crianças durante um período médio de três meses e, no fim desse período, realizam o seu sonho pessoal (podem ver aqui alguns sonhos já realizados). Depois disso, a U.DREAM possibilita o apadrinhamento e um membro da associação passa a acompanhar a criança e a sua respetiva família. Os sonhos são realizados graças não só à equipa da U.DREAM mas também às empresas que patrocinam bons momentos a todas as crianças que a associação juvenil apoia. 

Há três formas de ajudar a U.DREAM: 1) fazer parte da equipa fisicamente, 2) contratar os serviços de formação e consultoria ou 3) fazer a compra/renovação do cartão de sócio, sendo que este está disponível em duas modalidades: Friend - 12€/Ano - ou Hero - 5€/Mês (podem ver as vantagens de cada um deles aqui). A U.DREAM concretiza sonhos e essa é a forma mais bonita de alegrar uma criança que luta contra pesadelos. Vamos divulgar e apoiar esta ideia?


Ninguém vai lutar pela nossa saúde e bem-estar se nós não o fizermos.

AROUCA, PORTUGAL | Passadiços do Paiva

Se estiverem a pensar em fazer o percurso dos Passadiços do Paiva, há três coisas que precisam de saber: 1) não é um percurso que possa ser feito por qualquer pessoa - especialmente crianças (é proibida a entrada de carrinhos de bebé) ou adultos com maiores dificuldades -, 2) é necessário marcar a visita e comprar os bilhetes com alguma antecedência e 3) é um percurso absolutamente maravilhoso para quem gosta do contacto com a Natureza. Não é um local que possamos visitar num dia aleatório - tem de ser planeado - mas vale muito a pena.

E antes de vos falar da experiência e do percurso propriamente dito, quero deixar aqui uma lista de objetos que me parecem básicos e essenciais, sobretudo nesta época do ano: água (que podem comprar também ao longo do percurso - há vários cafés e barraquinhas), protetor solar, roupa fresca e confortável (incluindo roupa de praia se quiserem dar um mergulho no rio), calçado igualmente confortável, lanche, bilhetes de acesso ao percurso, toalhitas e mochila (não só para poderem levar todas estas coisas mas também para terem onde guardar o lixo - por favor não contribuam para a poluição de um local tão bonito e fascinante). 

Os Passadiços do Paiva localizam-se na margem esquerda do Rio Paiva, no concelho de Arouca. O percurso de 8700 metros estende-se entre as praias fluviais do Areinho e de Espiunca, encontrando-se, entre as duas, a praia do Vau. Este é um percurso para quem gosta de desafios, de desporto, de ar puro e do contacto com a Natureza e para quem, ao mesmo tempo, não tem medo de transpirar e de se sujar - é inevitável, o pó é uma constante.

Fiz o percurso dos Passadiços do Paiva num só sentido (Areinho - Espiunca) na companhia da minha mãe - a minha eterna companheira de aventuras. Fizemos algumas paragens breves para apreciar a paisagem, para tirar fotografias e para respirar com calma e demorámos cerca de duas horas e qualquer coisa a chegar ao fim do percurso. Começando em Areinho, a única situação mais cansativa está logo no princípio: a subida dum número significativo de escadas. Depois, o percurso é relativamente simpático e linear - ainda que com alguns desníveis - e, quem não quiser, não tem de o completar, pode simplesmente sair na Zona de Lazer e Recreio do Vau. A caminhada é feita maioritariamente nos passadiços de madeira mas também há zonas em terra batida (daí o pó). Não é necessário atravessar a ponte suspensa para completar o percurso porém recomendo vivamente que o façam pela perspetiva e pela paisagem (nota: não há nada do outro lado, é preciso passar a ponte duas vezes).

O percurso dos Passadiços do Paiva integra agora o Geoparque de Arouca - classificado como Património Geológico da Humanidade pela UNESCO - e é realmente obrigatório para quem gosta de atividades ao ar livre, de se sentir desafiado, de observar a biodiversidade local. As águas límpidas do rio Paiva e os cinco geossítios - Garganta do Paiva, Cascata das Aguieiras, Praia Fluvial do Vau, Gola do Salto e  Falha de Espiunca - são o bónus.



O momento da Gisele na Cerimónia de Abertura dos Jogos Olímpicos foi tão tranquilo, poderoso e bonito...!

TEMPO DE ANTENA | Ensino Superior: Enfermagem

"Achei que o dia em que me inscrevi no segundo ano de Enfermagem era tão bom como os outros para começar a escrever este texto. 

Quando era pequena nunca quis ser bailarina, nem astronauta, nem médica, nem nada que o valha. Quando me perguntavam o que queria ser quando fosse grande a resposta era sempre um não sei. E não sabia, efectivamente. Até que me comecei a aperceber do Mundo à minha volta e a conseguir separar aquilo que eu gostava daquilo que eu não gostava. 

Quando entrei para o décimo ano não ia com nenhuma profissão em mente quando segui a vertente de Ciências e Tecnologias. Todas as áreas tinham disciplinas que eu gostava – Biologia e História, por exemplo – e todas as áreas tinham disciplinas que quanto mais longe de mim, melhor – Matemática e Geografia, por exemplo. Fui para a área que, de acordo com o meu eu de quinze anos, fazia mais sentido porque poderia depois entrar na Universidade no que quisesse. 

E assim foi. Nos anos seguintes andei a pesar os prós e contras dos muitos cursos que me chamavam à atenção. Isto tudo para vos dizer que não têm de saber como vão ser os próximos anos da vossa vida quando têm quinze anos. 

No final do décimo segundo – com dezoito anos – já tinha decidido aquilo que queria fazer da minha vida depois de muitos debates comigo mesma. Não entrei no que queria nesse ano nem nos quatro anos seguintes. Entrei em Enfermagem, na mui nobre e sempre leal Universidade de Évora em Outubro de dois mil e quinze. Aos vinte e dois. Quando toda a gente que eu conhecia já tinha acabado – ou estava a acabar – os seus cursos. 

Nem tudo é mau. Acho que não conseguiria lidar com as exigências do curso se tivesse entrado nele com dezoito em vez de vinte e dois. Enfermagem é um curso que exige muita dedicação, muito estudo, muita tolerância, muita paciência, muito jogo de cintura, muita criatividade, muito estômago forte, sentimentos à flor da pele (e não tão à flor da pele assim) e, acima de tudo, muito amor. É um curso que nos vai testar em todas as vertentes da nossa vida e da nossa personalidade e ver qual é o nosso breaking point. Não se candidatem a Enfermagem se não tiverem, pelo menos, oitenta porcento de certezas que é isso que querem e não se candidatem se aquilo que queriam mesmo era Medicina. Porquê? Porque é preciso ter muita alguma coragem para ser enfermeira visto estarmos presentes em todos os momentos felizes e trágicos da vida de uma pessoa. Até eu às vezes tenho as minhas dúvidas mas depois, quando penso a longo prazo, não me imagino a fazer mais nada. 

Tendo eu média para entrar em qualquer Universidade que oferecesse o curso de Enfermagem porque é que eu fui para Évora? A Escola Superior de Enfermagem São João de Deus (ESESJD) é uma das melhores colocadas no ranking nacional de faculdades que oferecem o curso de enfermagem. Apesar de isto não ser importante para muita gente, para mim foi um dos factores decisivos porque queria sentir que o meu dinheiro estava a ser bem investido. Outro factor foram os testemunhos de antigos alunos e a maneira como eles são tratados e recebidos nos sítios de estágio. Outro foi a distância até casa e a facilidade de lá chegar e, por fim, o facto de ser uma faculdade pequena em que toda a gente conhece toda a gente e acabamos todos por ser uma grande família: os professores conseguem dar ajuda mais detalhada, os senhores do bar já sabem como gostam da vossa tosta, os alunos dos quatro anos convivem entre eles. A ESESJD tem um ambiente amigável que eu acho importante para o desenvolvimento pessoal e profissional. Se nos sentirmos seguros e em casa onde estudamos então, certamente, iremos ter mais sucesso no nosso futuro e a sensação de familiaridade é algo que me agrada. 

O curso de Enfermagem dura quatro anos. O primeiro ano é aquele que é mais teórico – pelo menos o primeiro semestre – em que temos cadeiras como Anatomia, Processos Saúde- Doença (uma mega cadeira que engloba sub-cadeiras como Farmacologia, Parasitologia, Virologia, Bacteriologia, etc), Teorias e História de Enfermagem entre outras. No segundo semestre começam com as aulas práticas em que iniciamos com o aprender a fazer camas e dar banhos e acabamos com a administração de terapêutica (também conhecido como dar medicação e vacinas). 

Nos três anos seguintes o nosso tempo é dividido em sala de aula (para aulas práticas e teóricas) e em estágios – os chamados Ensaios Clínicos. Na minha escola são dez no total, em que três são feitos logo no segundo semestre do segundo ano. Nos estágios vamos correr tudo o que é capelinha e serviços: hospitais, centros de saúde, lares, domicílios… 

Se querem mesmo ir para Enfermagem acho que têm que começar a se mentalizar que vão ter que trabalhar em grupo. Antes de serem atirados às feras vão ter muitos trabalhos para fazer, muitas aulas práticas para assistir e muitas apresentações. Se não conseguirem confiar no vosso grupo (ou nas pessoas que vos rodeiam) vão ter sérias dificuldades em se integrarem numa equipa de trabalho. Mas não se assuntem com nada disto! 

Acima de tudo sigam aquilo que vocês acham que vos vai fazer felizes. E se isso for Enfermagem, não se preocupem! A Florence é inofensiva. 

(Espero ver alguns de vocês para o ano na ESESJD! Depois digam-me olá)."


Ana, Aluna do Primeiro Ano da Licenciatura em Enfermagem na Universidade de Évora.

[Se tiverem dúvidas ou questões podem deixá-las na caixa de comentários. A Ana irá responder às vossas perguntas no mesmo espaço assim que possível.]

Mais sobre Enfermagem: AQUI

Esta foi uma semana de conquistas e desafios superados. Agora... fim de semana!

SWEET CAROLINE | AA Emergência

Quando encontramos um telemóvel e queremos devolvê-lo procuramos sempre algo que identifique o seu proprietário e um amigo/familiar que possamos contactar. E a maioria de nós tem tendência para procurar na lista de contactos os números dos familiares diretos (Mãe, Pai...) ou para tentar contactar o último número utilizado pela pessoa que perdeu o telemóvel.

No entanto, nunca sabemos se o objeto perdido é de alguém próximo dos seus familiares nem tão pouco sabemos se a chamada mais recente foi para um amigo. O mesmo para acidentes e situações de emergência - às vezes a mãe e o pai não são as pessoas que devem ser contactadas; às vezes é uma pessoa que não está nitidamente identificada. 

AA Emergência é o primeiro nome da minha lista de contactos. AA porque garanto que fica em primeiro lugar e Emergência por razões óbvias: em caso de acidente, a pessoa que abrir a minha lista de contactos imediatamente sabe quem deve contactar. Simples, certo?

Selecionei um número - de alguém que me atende sempre o telemóvel e que se preocupa o suficiente para responder ao pedido de socorro - e dupliquei-o. Desta forma, quando troco mensagens ou faço um telefonema o ecrã mostra-me o nome real da pessoa e o duplicado fica em primeiro lugar da lista, apenas por precaução. É um detalhe que preservo há já largos anos e que verifico de tempos a tempos.

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Coisas boas desta vida: ser remunerada pelo meu trabalho.

QUOTIDIANO | To Do!

Quando comecei a trabalhar a tempo inteiro rapidamente percebi que os dias são curtos para tudo aquilo que eu gosto ou quero fazer (há tempo para tudo mas não para tudo todos os dias) e prontamente estabeleci algumas regras para me manter organizada. Se até aqui podia usar a segunda-feira de manhã para organizar a minha semana ou se podia reservar alguns fins de tarde para arrumar certas coisas, agora é simplesmente impossível porque os meus horários são exigentes, intensos e imprevisíveis e porque tenho outras preocupações - há certas coisas que não tenho pachorra para fazer depois de um dia do trabalho. Aproveitar os fins de semana e todos os bocadinhos longe da empresa é o que me faz viver intensamente a minha vida mas também é o que me faz ter uma rotina equilibrada e organizada.

Nesse sentido, gosto de aproveitar os fins de semana não só para arriscar em novas experiências mas também para manter a organização que preciso de sentir durante os cinco dias de trabalho. Ao fim de semana, gosto de despachar algumas tarefas que facilitam a minha vida profissional e que me deixam mais confiante para enfrentar os desafios que se aproximam. E apesar de alinhar sempre num passeio, num pequeno-almoço num café novo ou numa noite de filmes, também dedico algum tempo a tarefas menos apelativas. Hoje, partilho convosco aquilo que tento fazer todos os fins de semana.

Viver uma experiência diferente. Durante a semana saio para tomar café e tento quebrar a rotina mas estou sempre limitada pelos horários de trabalho. Ao fim de semana a história é outra: não tenho horários, posso almoçar ou jantar fora com calma, posso visitar um museu, posso ver um filme novo, posso ir à praia, posso ir às compras, posso sair para fotografar (...) como não aproveitar? Esta é a melhor forma de compensar tarefas mais chatas e de ganhar ânimo para mais uma semana de horários apertados. No último fim de semana, por exemplo, passei o dia fora e fiz o percurso dos Passadiços do Paiva.

Tomar o pequeno-almoço fora de casa. Durante a semana o meu pequeno-almoço é extremamente rápido e simples, sendo que muitas vezes como enquanto preparo tudo o que preciso de levar para empresa ou a caminho do escritório. Não gosto de pequenos-almoços demorados nem tenho grande apetite de manhã mas ao fim de semana sabe bem sair e tomar o pequeno-almoço fora. Poder fazer esta refeição no café - e, sempre que o tempo colabora, na esplanada - confere-me uma dose de energia fabulosa.

Arrumar o quarto. Arrumar a roupa que ficou espalhada graças às indecisões matinais, reorganizar os produtos cosméticos que já não estão pela ordem que privilegio, deitar fora os talões de compras e de estacionamento e os post-its que se acumularam na secretária... Fazendo-o com frequência - sendo que não reservo estas tarefas apenas para o fim de semana - acaba por não ser algo demorado e assume um papel decisivo na minha paz interior. Preciso de um espaço arrumado e equilibrado para me sentir bem depois de um dia de correrias, prazos e trabalho.

Fazer compras. Durante a semana é-me praticamente impossível fazer compras. Os meus horários não são compatíveis com os horários da maior parte das lojas de rua e, como não sou fã de centros comerciais, evito-os. A minha única opção: aproveitar os fins de semana para, quando necessário, fazer compras. Snacks para os lanches da semana, presentes de aniversário, medicamentos, cosméticos que estão a terminar, essenciais que preciso de repor, miminhos que também são precisos de vez em quando... O fim de semana é a minha oportunidade.

Organizar a agenda. Durante a semana vou anotando aquilo que vai surgindo mas ao fim de semana gosto de tirar dois minutinhos para parar, analisar com atenção a semana que se avizinha, verificar se todos os eventos, reuniões e tarefas estão anotadas e ter a certeza que nada me escapa. No meio de reuniões e horários, é importante que aquela consulta marcada há um mês não passe despercebida, assim como o jantar de aniversário de alguém que me é próximo. 

Organizar o caderno do trabalho. A mesma lógica do ponto anterior: gosto de saber exatamente o que fiz, o que tenho para fazer, quais as tarefas prioritárias em determinado dia, quais as áreas em que devo focar-me. O caderno que uso no trabalho é sagrado e tudo o que é relacionado com as minhas tarefas profissionais está escrito com cuidado duma forma organizada. Ao fim de semana gasto sempre cinco minutos a confirmar que tudo está pronto para a semana que se avizinha e que tudo o que era necessário apontar ali não ficou perdido nos post-its que costumo privilegiar enquanto estou no escritório (o caderno não tem riscos, asteriscos ou setas com informações escritas atrás; apenas as anotações finais e, nesse sentido, os post-its são excelentes aliados durante o processo de decisões, apontamentos menos lógicos e rabiscos).

Estar sozinha. Ter tempo significa também ter tempo para mim e para passar algum tempo sozinha - que não vejo como algo negativo. Pintar as unhas, demorar mais tempo a arranjar-me, fotografar, aplicar os meus cremes favoritos, fazer uma sesta, comer uma fatia do meu bolo favorito, escrever para o blogue... Se eu não cuidar de mim, ninguém irá fazê-lo e o fim de semana é a desculpa perfeita para o fazer com maior afinco, ainda que não falhe comigo mesma durante os dias de trabalho.

Acordar cedo. Cada vez mais acho um desperdício ficar na cama até depois das 10h. Tenho um horário flexível no trabalho mas nunca chego ao escritório depois das 9h30 - quanto mais cedo melhor, mesmo que (porque quero) saia bem mais tarde do que o esperado na maior parte dos dias - e ao fim de semana mantenho o ritmo. Não coloco despertador e por isso não acordo tão cedo como nos restantes dias mas tento acordar sempre entre as 9h e as 10h - é possível repor os níveis de sono e não desperdiçar manhãs inteiras.

Sinto que sou agora uma pessoa (ainda) mais organizada. É mesmo verdade: crescemos imenso assim que entramos para o mercado de trabalho e acho que uma das minhas características mais valiosas está relacionada com aquilo que dou tanto no escritório como em qualquer outro lugar: se é para trabalhar eu trabalho mas também aproveito o fim de semana como se este se tratasse de um par de dias de férias. Ainda estou a aprender a desligar dos afazeres profissionais quando não os posso resolver em casa mas, em simultâneo, sinto que estou a viver verdadeiramente por não desperdiçar dias.