SWEET CAROLINE | 20 Coisas que Aprendi

Ter medo é normal. A minha vida é feita de etapas, de altos e baixos, de sorrisos e lágrimas, de conquistas e de dúvidas. E é normal ficar de pé atrás antes de começar uma nova fase académica, antes de ingressar no mercado de trabalho ou antes de iniciar uma atividade nova. Repito: é normal. O medo faz parte do ser humano e seria estranho se eu não sentisse qualquer tipo de preocupação, receio ou desconforto perante algo que ainda não conheço e que tanto pode ser maravilhoso como terrível. O importante é não deixar que o medo me consuma ou que a preocupação me impeça de ser incrível e bem sucedida.

"Tu estás onde tu queres estar". Foi um dos ensinamentos que retirei do nosso "Vamos falar de Turismo?" e que continua a fazer sentido para mim dia após dia. Nada me impede de criar condições para abraçar outra forma de viver, nada me impede de transformar por completo a minha vida, nada me impede de fazer escolhas diferentes, de correr riscos mais ou menos intensos, de arriscar de forma mais ou menos calculada. Eu estou onde eu quero estar e o meu estilo de vida não é uma obrigação - é uma escolha.

Eu importo. Ninguém tem o direito de me amedrontar, de me intimidar, de me envergonhar, de me inferiorizar, de me difamar. Não. A minha idade ou a minha condição de estudante não são um livre-trânsito para faltas de respeito. Não. Eu não deixo que me rebaixem, ainda que tenha medo das consequências. Não. Eu mantenho a postura e não faço alaridos - muito menos quando sou apanhada de surpresa - mas enfrento a batalha e dou luta. Com medo? Sim. Com um coração a mil? Sim. Com esperança? Sempre. O estatuto não protege ninguém das consequências quando a maldade está entranhada na pele de quem age. Eu tenho mais força do que aquilo que imagino ter e a minha consciência será sempre uma mais-valia contra aqueles que se olham como detentores da verdade e do mundo. Escolher não ficar calada foi a decisão mais difícil que tomei este ano mas foi também a mais correta e os resultados estão à vista tanto para mim como para muitas outras pessoas que jamais serão obrigadas a passar pelo mesmo.

Os números são apenas isso: números. O peso indicado na balança, o tamanho das minhas calças ou do meu soutien, a quantidade de tratamentos que já experimentei ou o número de consultas que paguei... Nada disso tem influência no meu valor. Nada disso determina o meu sucesso, o meu futuro, a minha realização pessoal, as metas que irei atingir ou os objetivos que irei riscar da minha lista. Os números são apenas números e só têm a importância que nós escolhemos dar-lhes. Nenhum número me define. Nenhum número deve ser uma razão para me sentir inferior.

Comer com pauzinhos não é assim tão difícil. Era a maior dor de cabeça e desistia sempre à segunda tentativa porque não me apetecia andar à luta com os pseudo-talheres asiáticos, comer a comida fria e espalhar ingredientes variados pelo prato e pela mesa. E foi a maior vitória quando, numa das nossas idas ao nosso restaurante chinês, venci a descoordenação que aqueles pedacinhos de madeira me proporcionavam até então. Tive um bom professor, obviamente, mas a conquista é minha e merece ficar registada para a posterioridade.

Ter liberdade para escolher o que vestir é um privilégio. De há uns anos para cá tenho vindo a aprimorar o meu estilo pessoal e tenho arriscado mais na minha forma de vestir. Já não me sinto condicionada pela opinião das pessoas que me são mais queridas, já não ligo a olhares reprovadores de amigos ou familiares. Desde que o reflexo no espelho me dê confiança suficiente para encarar o meu dia, eu sou feliz com as minhas escolhas e coordenados. E sou uma sortuda por poder escolher o que vestir. Eu sou uma privilegiada.

"A vida começa fora da tua zona de conforto." Se aos 19 anos eu saí da minha zona de conforto, com 20 anos eu distanciei-me dela duma forma inegável. Enfrentei o mercado de trabalho e tive pela primeira vez um horário completo, terminei a minha Licenciatura, estive presente em eventos que à primeira vista não me diziam nada, experimentei restaurantes novos, fiz uma sessão fotográfica, enfrentei as consultas de psiquiatria e vim viver sozinha. Com 20 anos eu senti que estava a viver intensamente cada semana, com fugas à rotina fabulosas e muita imprevisibilidade.

Um ano faz TODA a diferença. Eu sou jovem, tenho uma vida pela frente e muito para aprender mas se há coisa que noto em mim mesma é uma evolução constante. Tenho tentado ser uma versão melhorada e limada de mim própria e a verdade é que, sempre que me olho ao espelho, encontro uma Carolina mais decidida, mais determinada, mais mulher. A cada aniversário - mesmo que a minha aparência não se altere tanto assim - eu consigo apontar mudanças significativas e isso vale ouro. Crescer é a maior dádiva e sentir que um só ano é capaz de me proporcionar alterações abismais (não só no meu comportamento mas também nas minhas reflexões e postura) é fantástico.

"Não importa quão delicada e frágil seja uma situação, existem sempre os dois lados". E eu sou uma solucionista. Apesar de não o parecer em alturas mais delicadas, eu sou uma pessoa positiva e consigo ser suficientemente imparcial para avaliar sempre os vários lados da situação. Gosto de observar com atenção os dois lados da moeda e gosto de espalhar as cartas em cima da mesa antes de tomar uma decisão mas reconheço-o: não baixo os braços e encontro sempre a saída mais indicada para mim. Não faz sentido ficar desmotivada durante dias, é preciso erguer a cabeça e encontrar motivação nas pequeninas coisas que me fazem sorrir.

Os dias "não" devem ser aproveitados e valorizados. As coisas nem sempre correm como eu idealizo e as frustrações fazem parte da vida porém a minha maior dificuldade até então estava relacionada com os dias menos bons. Tentava sempre contrariá-los e as tarefas acabavam por ter que ser feitas mais do que uma vez. Com vinte anos eu aprendi: os dias maus existem e não faz mal. Se é para ter um dia mau, que seja. Vou aproveitá-lo da melhor forma - normalmente com uma postura preguiçosa e mimalha - para que os seguintes sejam absolutamente maravilhosos e produtivos.

É possível não estar inspirada e escrever artigos à altura daquilo que pretendo. Devo esta aprendizagem ao Estágio Curricular que fiz. O meu trabalho consistia - entre outras coisas - em escrever para websites e, como é natural, havia dias em que não estava inspirada para o fazer. Porém, de forma mais ou menos rápida, eu conseguia escrever o artigo que tinha em mãos naquele momento e a inspiração nunca foi um entrave. Aprendi que a inspiração se treina e que ser uma pessoa extremamente racional tem as suas vantagens nesta tarefa. Há sempre uma forma de arranjar as palavras certas e de apresentar o texto nos prazos estabelecidos.

Estar rodeada pelas pessoas certas é meio caminho andado para a vida ser fabulosa. Eu já sabia que tinha ao meu lado as melhores pessoas do mundo mas, numa fase difícil, de grande ansiedade e muitas tarefas, o mês de Maio e os afazeres de Finalista provaram-me que há muito mais do que abraços e palavras bonitas. Ter amigos que entregam, recebem e guardam fitas como se fossem suas, que arranjam forma de te ajudar quando os teus horários são incompatíveis e que te ajudam a superar os teus medos quando o mundo é um lugar assustador é impagável. E a vida é maravilhosa quando escolhes livrar-te das pessoas tóxicas e aproveitar com amor todos os momentos com quem não faz cobranças de tempo, quilómetros ou favores.

Há tempo para tudo mas não há tempo para tudo todos os dias. Foi uma das aprendizagens mais valiosas do meu ano. Eu não sou a Super-Mulher e, melhor ainda, eu não tenho que ser a Super-Mulher nem quero ser a Super-Mulher. E se por um lado sou capaz de me organizar ao ponto de conseguir fazer tudo aquilo que os projetos que tenho em mãos me exigem, por outro é importante perceber que não sou capaz de fazer tudo todos os dias e que os meus dias têm apenas as típicas 24h que não esticam e que não se multiplicam. O truque? Estabelecer prioridades e ser organizada.

Adoro casamentos. Tinha ficado com esta ideia no ano passado, quando uma das minhas primas casou. No entanto, em 2016, com dois casamentos na agenda, percebi o inegável: adoro casamentos e gosto de reparar nos detalhes de um dia tão importante para duas pessoas que me são tão queridas. Com o bónus da desculpa para me arranjar um pouco mais e estrear um vestido especial, é claro.

Acordar cedo transforma completamente o meu dia. Especialmente durante o fim-de-semana, quando supostamente poderia dormir até tarde. A rotina do trabalho obriga-me a acordar cedo e, ao fim-de-semana, mantenho esse hábito porque é algo que me traz tranquilidade, que me motiva, que me faz sentir bem comigo mesma. Já não desperdiço manhãs e tento acordar sempre antes das 9h30/10h. Sinto que estou a cuidar de mim quando acordo cedo e sinto que o dia é muito mais longo e produtivo quando isso acontece. Sou, cada vez mais, uma pessoa de manhãs.

A minha saúde (e o que faço por ela) influencia a minha autoestima. E é absurdo pensar o contrário. Se a minha autoestima está relacionada com a perceção que tenho do meu próprio corpo, então a saúde é a base de tudo aquilo que observo. Não há como fugir: a minha imagem é um reflexo da minha saúde e das minhas escolhas.

As pessoas nem sempre interpretam corretamente aquilo que eu escrevo. E não faz mal. Posso perfeitamente responder-lhes e explicar o meu ponto de vista através de um conjunto diferente de palavras. A língua portuguesa pode ser bastante traiçoeira em alguns casos e, infelizmente, a minha escrita nem sempre é tão clara como eu gostava que fosse. Mas não há problema nenhum nisso! Vale a pena esclarecer, iniciar um debate civilizado sobre o tema e discutir com respeito os diferentes pontos de vista - até que não haja margem para interpretações erradas.

Parar é importante. Às vezes estou tão concentrada no meu trabalho e tão preocupada com as tarefas que decoram a minha lista de afazeres que me esqueço de parar. E essa é uma terrível falha que aprendi a colmatar ao longo deste ano. Independentemente do caos que me rodeia e da quantidade de ocupações que preciso de concretizar, eu posso - e devo! - parar para respirar, para fazer o que gosto, para cuidar de mim, para lanchar, para a aproveitar o fim-de-semana. Parar é importante. E, por vezes, em quinze minutos conseguimos recuperar a tranquilidade que havíamos perdido e aguentar mais um dia intenso e complexo.

Eu defino o meu caminho e abro as portas que aparecem a meio do percurso. E, depois, escolho se quero ou não entrar ali. O meu background académico não define o que posso alcançar enquanto profissional - a minha Licenciatura só me limita até certo ponto e mesmo assim há barreiras que posso contornar e ultrapassar com formação, leitura, mentoria. Há áreas e interesses que sou perfeitamente capaz de conjugar. Exigem muito trabalho, sim, e é normal sentir que não fui talhada para determinada função mas depois penso: o que me impede? Porque é que não hei-de ser melhor? Eu defino o meu caminho.

"Nós somos os outros dos outros". Para o bom e para o mau, as coisas não acontecem só aos outros.  E é importante ter isto presente sem deixar que nos consuma ou que nos preocupe excessivamente. As coisas não acontecem só aos outros; também nós temos direito aos nossos sucessos, sustos, oportunidades e falhanços.


[Esta publicação foi escrita ao longo do ano e as aprendizagens estão, sempre que possível, por ordem cronológica.]

FAMÍLIA | "De Italianos"

"(...) Na minha família há sempre um prato a mais para alguém e ninguém pode passar fome. A comida é para um batalhão e todos querem fazer as receitas preferidas dos membros. Na minha família não se diz "já estou bem" porque antes disso já tens mais uma perna de frango, uma colherada de bacalhau com natas, uma dose de arroz no teu prato ou uma fatia de bolo sem dares por isso.

São bem tramados. Intensos. Dão o coração inteiro a quem recebem em casa, de braços abertos, sorriso gigante e genuíno. Mas não façam farinha com eles. Como disse, uma família de italianos que não admite que nenhum membro da família seja magoado, traído, enganado, seja em que pretexto for. Se aparecemos a chorar por um coração partido, sentam-nos à mesa com abraços e um arroz doce da avó, mas quem nos partiu o coração não vê mais a porta aberta, nunca mais. Se chegamos cabisbaixos porque o dia correu mal, temos abraços, palavras de ordem para relativizar e muitos filmes para dividir e fazer esquecer os problemas. Se ligamos em desespero porque fomos enganados, roubados, destratados ou humilhados, a casa cai inteira e a equipa vem, em avalanche. E ai de quem se meta no caminho deles, porque são doces mas não perdem o valor por isso nem admitem tal coisa!

Acima de tudo, é uma família muito enraizada com o culto de... família. Porque quando vivo uma vitória sei que tenho, pelo menos, uns oito números para ligar - e se não ligar e souberem por outro membro, está o caldo entornado! -, porque quando apresento pessoas incríveis à minha família, ninguém sai da casa sem ser bem tratado, porque quando fazemos anos há uma festa incrível com direito à escolha de cardápio e quando há boas notícias há gritos de felicidade, parabéns ditos em voz animada e muitos "já sabes da boa notícia?" "já, estava aqui mesmo ao lado".

A minha família é uma família de italianos. Intensa, mas muito unida. Desdobramo-nos em milhões para ajudarmo-nos uns aos outros ou para fazermos algum parente feliz. E eu sei que, quer o mundo desabe nas minhas costas quer os ventos soprem a meu favor, eu sei que, deles, terei sempre isto: apoio incondicional, um abraço, uma solução (talvez seja por isso que digo que sou solucionista, é de família), uma festa, um bolo, um prato preparado com carinho e amor. E eu gosto tanto."


INSTAGRAM | Outubro 2016

Setembro demorou imenso a passar mas Outubro passou num ápice. E ainda que tenha passado num instante, trouxe-me mudanças significativas, algumas compras, muito amor, muitas tarefas e muitas despesas. Outubro foi um mês bonito, no qual senti o espírito do Outono e comecei uma nova fase da minha vida.

Outubro foi, quase sem querer, um mês de reencontros, de desafios, de novas séries, de aniversários bonitos, de publicações mais estruturadas. E Outubro trouxe-me uma nova motivação para escrever no blogue (acho que nunca gostei tanto do meu blogue como gosto agora e isso é fantástico!). Foi um mês de miminhos, de casa nova, de novos projetos, de novas ideias, de muitas reuniões. Foi um mês intenso, sem dúvida alguma, e um mês ocupado e cansativo - oh, se foi! - mas foi também um mês decisivo para mim, especialmente a nível pessoal, e que guardo no coração por tudo o que me ensinou.


Instagram: @carolinanelas

EVENTO | Keep Chic and Be Woman

O evento "Keep Chic and Be Woman" acontece no Espaço Guimarães de 2 a 6 de Novembro e dá-vos a possibilidade de participarem num desafio que vos habilita a levar para casa um novo par de sapatos. 

Em cinquenta gavetas há sapatos de vários tamanhos e cores, vocês escolhem uma delas e, se o sapato servir, é vosso! Giro, certo? Eu vou lá estar no dia 5 de Novembro, sábado, juntamente com outras bloggers e celebridades, para celebrar o meu gosto por sapatos e para uma tarde tipicamente feminina onde não faltarão fotografias numa photocabine, maquilhagens flash com apoio da Sephora e muitas outras surpresas. Encontramo-nos por lá?

AMIZADE | A Distância Não Atrapalha

A melhor coisa que a Faculdade me deu foi o grupo de pessoas que trago comigo no coração todos os dias. E não há melhor sensação do que receber os meus afilhados em casa - na minha casa - estando consciente de que, apesar da distância e das rotinas incompatíveis, nada muda. Eles sabem que estou aqui para o que precisarem e sabem que, mesmo longe, estou alerta.

Tive a sorte de ser escolhida por dois miúdos incríveis que me respeitam e que respeitam as tradições e os valores que lhes transmiti. São os dois loucos - de formas muito diferentes um do outro - mas enchem-me a casa de carinho e de elogios mal entram. E acho que isso é o mais importante: eles estarem confortáveis no meu apartamento (sem cerimónias ou formalidades que nada têm a ver connosco). Estava a precisar de um momento assim e o primeiro jantar no apartamento não podia ter sido mais especial (os cupcakes deliciosos foram o final perfeito! Obrigada Ângela!).

O APARTAMENTO | Curiosidades Aleatórias

O apartamento está todo equipado e mobilado mas ainda não está totalmente decorado. Faz-me imensa confusão não ter um espelho de corpo inteiro em casa. A minha coleção de revistas Vogue continua a crescer numa das prateleiras da sala. Tenho que comprar umas cortinas para o quarto. Acredito que uma casa sem fotografias é uma casa vazia.  A primeira conta que paguei foi a do condomínio. Não tenho televisão na cozinha. É muito difícil encontrar lençóis, colchas e afins a preços acessíveis para a minha cama. Consigo ver o miradouro da minha Faculdade da janela do meu quarto. Há umas escadas em caracol dentro do apartamento. Uma das primeiras coisas que comprei foi um estendal. Recebi um presente de aniversário adiantado quando mudei de casa: um secador de cabelo. Tenho dormido lindamente. Ao contrário do que seria expectável, esta mudança abrupta na minha vida trouxe-me tranquilidade. Acredito mesmo que os detalhes têm feito toda a diferença. O Gui e a minha mãe foram incansáveis nas limpezas e mudanças. Uma das paredes da sala é azul e eu ainda não sei se gosto dela. Tenho cadeiras de metal da Carlsberg numa das mesas. Comprei uma jarra mas ainda não comprei flores. A primeira divisão que limpei e reorganizei foi a cozinha. Não saio de casa sem verificar que todas as luzes estão apagadas. Tenho um poster enorme de Friends - a icónica imagem da grua, a preto e branco - numa parede. Os móveis do escritório e do quarto de hóspedes são brancos. Não deixo acumular loiça suja na cozinha. O primeiro jantar de grupo será hoje.

VIDA PROFISSIONAL | Challenge Accepted!

Sempre que me é proposta uma nova tarefa numa área onde não estou confortável, eu estremeço. Tenho medo de falhar, de não corresponder às expectativas, de desiludir a equipa que acreditou em mim e no meu potencial. E nunca esqueço que tenho muito para aprender porque acredito que esse seja o primeiro passo para o sucesso da minha aprendizagem.

2016 tem sido um ano absolutamente fabuloso para o meu crescimento pessoal e profissional. Sinto-me mais Carolina, mais independente, mais competente, mais corajosa, mais forte. E sei que grande parte deste sentimento se deve aos desafios que abracei quando me distanciei dos estágios curriculares tão típicos na minha Licenciatura. Não me arrependo de ter escolhido trabalhar não só na área do Turismo mas também nas áreas da Comunicação, do Marketing - aplicado aos mais diversos temas! - e da Moda. E independentemente do que acontecer em 2017, a verdade é só uma: o meu caminho não podia ter sido diferente.

ALIMENTAÇÃO | Infusão de Lúcia Lima e Menta

No fim de semana passado fui ao Continente e provei um dos novos chás Lipton compatíveis com as máquinas Nespresso. Não resisti: trouxe uma caixinha comigo e espero ansiosamente pelos novos sabores da marca. Neste momento existem cinco opções - e nenhuma delas cobre os típicos chás de cidreira, camomila ou tília, por exemplo - e eu escolhi rapidamente a infusão de lúcia-lima e menta.

Cada caixinha traz dez cápsulas especificamente desenhadas para máquinas Nespresso (a base de cada cápsula assemelha-se ao típico saquinho do chá e todas elas são individualmente seladas com uma película protetora única, removível e que visa preservar todos os aromas de cada chá ou infusão) e este produto chega mesmo a tempo do Inverno. Em menos de um minuto e com apenas alguns cliques o nosso chá está pronto. Pessoalmente prefiro colocar mais água e diluir um pouco mais a cápsula - a própria marca recomenda-o - mas quem gosta do chá mais forte também tem essa opção.


Feliz aniversário, Mamã!

INSTAGRAM | 20 Contas Inspiradoras

Já por aqui disse várias vezes que o Instagram é a minha rede social de eleição. Sou apaixonada por fotografia e sinto-me inspirada por galerias bonitas, por fotografias que me provocam sensações diversificadas, por pessoas que se dedicam e que, na hora de publicar uma imagem, pensam nos detalhes e no panorama geral do seu perfil.

O Instagram é uma rede espontânea, sim, e com o Instagram Stories essa espontaneidade é mais visível, mas sinto que é também a rede social mais positiva a que temos acesso neste momento - as pessoas têm tendência para fotografar coisas bonitas e positivas. Nesta despedida dos 20, reunindo tantos pormenores felizes, não fazia sentido não partilhar convosco as 20 Contas de Instagram que acompanhei com 20 anos.

Não vou escrever sobre cada uma delas individualmente - talvez o faça futuramente no separador que corresponde a esta temática, como já aconteceu com algumas delas - mas espero que facilmente percebam porque é que as escolhi. Todas, de uma forma ou de outra, são inspiradoras, felizes, positivas. E, para além disso, todas reúnem fotografias personalizadas o suficiente para eu ser capaz de identificar automaticamente o seu autor. Os detalhes arquitectónicos, o destaque para os produtos de beleza, as paisagens, os retratos, as famílias, o estilo, as cores, as sombras, as cidades, as viagens... As contas de Instagram que constituem esta lista foram escolhidas a dedo e espero que gostem delas tanto como eu.

BLOGOSFERA | Kill Your Barbies

Não estou sempre de acordo com a Nádia mas reconheço o seu poder de argumentação e o seu sentido crítico perante os mais diversos assuntos. Ainda que em alguns temas concordemos em discordar - e ainda bem que assim é - acredito que o seu blogue seja verdadeiramente enriquecedor para todos os que, assim como eu, escolhem acompanhá-lo publicação após publicação, tema após tema. Por muito diferente que eu seja da Nádia, há algo que não posso negar: esta miúda tem uma personalidade fortíssima, admiro-a por isso e tenho a certeza que alcançará os objetivos que definiu e que irá ainda definir daqui para a frente.

Kill Your Barbies é um blogue poderoso, sem floreados e muito equilibrado. Porque nós podemos ser versáteis, discutir assuntos atuais, ter as nossas próprias crenças e partilhar com os outros mais do que fotografias bonitas e vestidos sem perder o gosto pela moda ou pela vaidade. O blogue da Nádia é cru, feminino e abrangente o suficiente para me cativar a cada publicação. Recomendo.

QUERIDO PAI NATAL | Quase nos 21!

Sinto que este ano estou numa posição delicada relativamente aos meus presentes de aniversário. O apartamento está completamente mobilado e equipado, já comprei alguns elementos decorativos (almofadas para o sofá, uma colcha, peças de cerâmica, velas, molduras...) e também já trouxe de casa dos meus pais algumas das minhas coisas favoritas (a coleção de revistas Vogue, as fotografias, alguns livros, os CDs, a roupa de Outono...) mas continuo a sentir que faltam certas coisas que farão toda a diferença: elementos nas paredes, almofadas, candeeiros (...).

E sinto que podia perfeitamente usar o meu aniversário como desculpa para terminar de decorar o apartamento - até porque não falta assim tanto! - mas ao mesmo tempo sinto que hoje posso ser egoísta e criar uma wishlist maioritariamente focada em mim e não no apartamento. Alguns desejos são antigos, outros são uma novidade mas todos são 100% Carolina. Sonhar não custa, correto?


Na Página do Facebook, a partir de hoje, há uma nova rubrica: "Música da Semana". Parece-vos bem?

O APARTAMENTO | Sozinha?

Quando disse a alguns amigos que ia viver sozinha - e quando partilhei a novidade por aqui - várias pessoas me perguntaram imediatamente se ia mesmo viver sozinha ou se ia, na verdade, viver com o meu namorado. E a maior parte ficou surpreendida com a minha resposta.

Quando a ideia apareceu, decidi que nesta fase da minha - e da nossa - vida, o melhor seria mesmo viver sozinha. Porque não temos a mesma estabilidade financeira e, mais importante, porque eu nunca vivi longe dos meus pais e preciso de algum tempo para me conhecer, para me habituar às novas rotinas, para descobrir a Carolina mais adulta que já apareceu mas que nunca cuidou de uma casa e que nunca se preocupou com máquinas de lavar roupa ou tábuas de passar a ferro.

Por muito que goste dele - gosto, inegavelmente, e ele sabe - eu preciso de passar por este processo sozinha. De perceber as minhas dificuldades, de aprender a organizar o meu tempo, de viver sozinha para conhecer as minhas capacidades. Tenho vinte anos e toda uma vida pela frente. Esta é a melhor altura para me testar, para explorar todo um mundo novo, toda uma novidade.

SWEET CAROLINE | 20 Momentos Incríveis que Vivi

Fugas: Lisboa, Aveiro, Verim. 1) Ainda em 2015 passei uns dias em Lisboa com a minha irmã e a sua Madrinha Académica. E com tanto sol em pleno Novembro não havia como não gostar. Numa época complicada e de muito trabalho, fugir à rotina num local que nunca tinha explorado com maturidade e calma foi maravilhoso. As viagens - independentemente da sua duração ou distância - enriquecem-me duma maneira inconfundível e eu sinto que não podia ter entrado nos vinte de melhor forma. Foi um óptimo presente de aniversário. 2) Sou a primeira a defender a beleza do nosso país e quando a oportunidade surgiu, imediatamente fiz a reserva. Aveiro recebeu-nos num fim de semana em Maio e fortaleceu-nos enquanto casal numa comemoração atrasada. A nossa caixinha ficou um pouco mais cheia e Aveiro ganhou um encanto diferente aos meus olhos: é muito mais do que ovos moles e barquinhos. Aveiro é também um símbolo de amor, de compreensão e de amizade. 3) Foi em Verim que celebrámos o aniversário da Sarinha e foi lá que passámos dois dias de sol, rio, bolo de chocolate, jogos de tabuleiro e conversas. Verim fica na Póvoa de Lanhoso e é uma zona rural, com uma população envelhecida, um rio limpo e uma área verde cuidada. É uma zona calma e é também a prova de que não é preciso ir muito longe para fugir à rotina. Num ano sem direito a férias e com pouca margem de manobra para viagens e escapadinhas, estes dois dias longe do computador e do trabalho mostraram-me como é bom ser feliz sem wi-fi.

"Vamos Falar de Turismo?". Em Dezembro de 2015 fomos postos à prova: todo o trabalho que tínhamos desenvolvido até então teria que ser apresentado ao público um mês após o meu aniversário. E depois de muitas burocracias, algumas chatices e uma dose generosa de preocupação... o "Vamos Falar de Turismo?" foi um verdadeiro sucesso. Apesar de se inserir numa obrigação académica, o evento que co-organizei ensinou-me muito e inspirou-me duma forma que eu não esperava.

Detalhes e Surpresas. Chocolates escondidos no carro e na mala do computador, lanches inesperados, mimos, elogios que chegam nas situações mais improváveis, abraços, jantares em semanas difíceis, mensagens oportunas, o Dia dos Namorados mais cuidado de sempre, flores, balões, um pedido de apadrinhamento planeado com detalhe, um convite para antecipar o Estágio Curricular, refeições em família - com a minha e com a dele -, cafés marcados no último segundo, dias de praia (...). As pequenas grandes surpresas da vida são sempre incríveis e eu faço questão de me lembrar delas sempre que possível.

Afilhados. Nos meus dois primeiros anos de Faculdade eu fui baptizada em duas circunstâncias diferentes e com dois significados distintos e, no meu último ano, baptizei aqueles que me escolheram como Madrinha e que viveram a Praxe duma forma que me deixa orgulhosa - sem faltas ou desistências, alinhando em todas as brincadeiras e sem nunca dizerem que não. Como Madrinha tive a vida facilitada; não me deram chatices nenhumas e cumpriram tudo aquilo que lhes pedi e exigi - foi uma honra baptizá-los. Foi uma honra ter sido escolhida por eles de forma tão imprevisível e é uma honra acompanhá-los todos os dias, saber como eles estão, ajudá-los na compra do Traje e nos momentos de maior aflição, viver com eles as etapas mais pertinentes da vida académica que vai para além das aulas, das frequências e das propinas - mesmo longe. "Flechas Duracel 2.0" e "Pára-quedista", espero que saibam que a Madrinha está aqui para vocês.

Estágio Curricular. Fui recebida de uma forma simpática e imediatamente comecei a trabalhar nas minhas próprias tarefas e desafios. Aprendi muito, conheci pessoas fantásticas, trabalhei a sério num ambiente fabuloso e percebi algo que me tranquilizou logo na primeira semana: a minha escolha foi a mais acertada. No meu Estágio Curricular eu não fui tratada - nunca! - como estagiária. Fui sempre tratada como uma colega e trabalhei todos os dias num ambiente onde é normal passar por todas as salas só para dizer "bom dia" ou "até amanhã", onde as pessoas gostam daquilo que fazem, onde os colaboradores são jovens, criativos e bem sucedidos. Fantástico!

18 de Abril. Eu e o Gui celebrámos dois anos de namoro numa segunda-feira de trabalho. E entre conversas, sorrisos, presentes inesperados, palavras bonitas e muito amor, eu tive direito a tudo o que há de bom no mundo. Não é fácil celebrar uma data especial depois dum dia intenso e atarefado - sobretudo quando esse dia define o início de mais uma semana ocupada - mas nós conseguimos e eu guardo aquele jantar no coração, assim como guardo os elogios que ele me direciona todos os dias e o seu sorriso sempre sincero e dedicado.

Sessão fotográfica para a Josefinas. Novos ambientes trazem-nos novas oportunidades e novos projetos e eu aceitei o convite para ser fotografada pela marca a fim de promover um dos produtos que iam lançar na altura - as Josefinas Marie Antoinette. Foi um desafio, confesso, mas foi também muito divertido e adorei a experiência. Eu já gostava (muito) da marca portuguesa antes de descobrir que esta estava sediada em Braga - prova disso são as publicações antigas sobre as diversas coleções e produtos! - mas a Josefinas ganhou um lugar especial no meu coração depois de conhecer as pessoas que lhe dão vida e que a tornam num verdadeiro sucesso. Deixar um bocadinho de mim no seu percurso foi uma verdadeira honra (e uma genuína surpresa). Ser convidada para ser figurante num pequeno vídeo de apresentação duma edição especial foi um bónus igualmente divertido.

Fitas de Finalista. É difícil descrever o que senti ao ler cada uma das frases que as minhas pessoas escreveram nas minhas fitas azuis e amarelas. E essas são palavras que guardo com carinho porque, mais do que o finalizar de uma etapa, são a prova de que estou rodeada pelas pessoas certas. O meu namorado, os meus amigos de infância, os meus amigos de Faculdade, os meus familiares, os meus colegas, os meus professores, os meus colegas de trabalho... Todos guardaram uns minutos para escrever nas minhas fitas e o resultado não poderia ter sido mais amoroso, divertido, personalizado e pormenorizado. Ler cada um dos textos em cada fita foi absolutamente maravilhoso e ter sido escolhida para decorar com as minhas palavras as fitas deles foi fantástico. Despedi-me da minha Licenciatura de coração cheio, com um pin especial na pasta e fitas que só poderiam ser minhas.

Cerimónias de Finalista. A Serenata, mesmo que não tenha sido aquela que eu idealizei. A despedida da Faculdade que me acolheu nos últimos três anos. O Traçar da Capa da Afilhada. As lágrimas infinitas. As famílias, de sangue e de Praxe. A Imposição de Insígnias. Os Afilhados trajados. O discurso (CHORA! CHORA! CHORA!). As cartolas e bengaladas. O almoço em família. A Bênção de Finalistas, mesmo com toda a chuva. O Enterro da Gata. O Cortejo. Maio foi um mês muito especial para mim por tudo o que simbolizou e despedi-me da forma mais bonita, ao lado das pessoas que esta etapa fabulosa me trouxe. Impagável.

O rasgão da Amizade. O maior sinal de amizade - ou a maior importância que podemos atribuir a alguém - é o rasgar de uma capa que nunca mais será a mesma. É definitivo. No fim da minha Serenata de Finalista, eu rasguei a capa de uma das pessoas mais incríveis que conheço. Teve um valor indiscritível. Foi um pedido totalmente inesperado e eu sorrio sempre que penso em tal gesto. Obrigada. Por tudo e pelo que ainda aí vem. Foi uma honra, Mota.

Ser convidada para pisar as capas do Gilinho e do João. O maior sinal de respeito no meio de tantas tradições académicas é estender a capa aos pés de outra pessoa convidando-a a pisá-la. Sei que muita gente vê este gesto como algo banal mas, para mim e para eles, sei que é algo que vale muito; que não é um convite que se faça a qualquer pessoa. Aliás, conto pelos dedos das mãos o número de pessoas que pisaram a minha capa nos últimos três anos (foram, precisamente, quatro pessoas). E, apesar da surpresa inicial e das lágrimas óbvias de quem sente grandiosamente estas pequeninas coisas, não podia ter sido mais incrível. Obrigada aos dois. Pela amizade, por serem amigos do coração, por me ensinarem tanto, por estarem presentes, por nunca me negarem ajuda. São fantásticos e eu sou uma sortuda por ter sido Praxada por vocês. Serão sempre o meu eterno Dux e o meu Veterano favorito mas, mais do que isso, são uns amigos fabulosos que quero preservar entre muitos jantares e cafézinhos.

O rasgão do Amor. Na minha primeira serenata o Gui pediu-me que rasgasse ao meio a capa dele e eu recusei. Por muito que gostasse dele, pareceu-me precipitado. Por muito que quisesse acreditar que sim, não sabia se ia correr bem, se íamos ser capazes de ultrapassar as adversidades. No entanto, Finalistas e depois de tantos altos e baixos, pareceu-me (ou pareceu-nos) inevitável. Rasgámos a capa um do outro com cuidado e com a emoção à flor da pele antes daquele que foi o nosso último Cortejo. E foi lindo, apesar da minha hesitação inicial. Independentemente do que possa acontecer daqui para a frente, o Gui marcou a minha passagem pelo Ensino Superior e, se a minha capa representa a minha vida académica, então não fazia sentido não o demonstrar desta forma. 

Casamento da Joana e do Edgar. Casamento do João e da Natacha. Eu não fazia ideia que gostava tanto de casamentos mas algo me diz que, sempre que houver um, estará na lista de momentos do ano. 1) A verdade é que ver um casal que conhecemos tão bem a celebrar o seu amor numa festa tão bonita é sempre motivo de muitos sorrisos e, quando são familiares próximos, a festa é ainda mais divertida, descontraída e animada. Com uma coreografia de primos (e vários ensaios antes do grande dia!), surpresas, muitas fotografias e a presença do Gui, o casamento da Joana e do Edgar está, com todo o mérito, no meu TOP 20. 2) Por outro lado, o João é uma das minhas pessoas favoritas por tudo o que me ensina, por estar sempre presente para mim e por representar uma fase muito importante da minha vida - e acho que ele não sabe disso muito bem - e a Natacha é uma miúda tão simpática, apaixonada e amorosa que não dá para dizer que não foram feitos um para o outro. Guardo o convite de casamento com carinho por nos ter sido direcionado enquanto casal e guardo toda a cerimónia e copo de água com um sorriso no coração por ser de alguém tão importante. Quando são os nossos amigos a casar, estes dias têm um impacto diferente em nós. E estes casamentos marcaram-me muito mais do que o que eu imaginava, por razões distintas.

Oficialmente Licenciada! Foram três anos incríveis que, no fundo, não queria que terminassem mas que só fizeram sentido por terem sido vividos neste período de tempo com a intensidade e a emoção que os caracterizaram. Em 2013 era uma miúda cheia de incertezas e dúvidas e foi óptimo ter chegado ao fim com a certeza de que todas essas dúvidas me levaram ao caminho que hoje piso. O meu Estágio Curricular foi o fim perfeito para os três anos fabulosos que vivi ao lado de pessoas tão complexas e fascinantes e sou hoje uma pessoa diferente - e melhor! - por ter escolhido percorrer estas estradas. Com a emoção à flor da pele e sem capacidade para descrever o sentimento, uma coisa eu sei: não podia ter pedido um fim melhor para o meu Primeiro Ciclo de Estudos no Ensino Superior. Nunca vou esquecer o momento em que finalmente me disseram que estava licenciada.

EURO 2016. Sempre vivi intensamente os jogos da nossa Seleção e, em 2016, voltei a comprová-lo. Os jogos de Portugal foram sofridos, sim, mas os resultados foram incríveis e vencer a França na final - dura e injusta - foi a cereja no topo do bolo que nos fez esquecer o desastre grego de 2004. Vi também vários jogos das outras equipas e acho que, no geral, houve bons jogos e bons jogadores em campo. Houve falhas, claro, mas foram horas bem passadas com o bónus das refeições deliciosas e as celebrações épicas rodeada pelas minhas pessoas favoritas.

Estágio Profissional. O sonho de qualquer finalista, certo? Numa época de tantas dificuldades, fui alvo de um convite irrecusável. Escolhi esta empresa por tudo o que simboliza e adorei o meu Estágio Curricular por isso senti-me verdadeiramente honrada quando me disseram que queriam que continuasse por cá - mesmo que isso implicasse, uma vez mais, não ter férias. Quando nos esforçamos, o mundo colabora e eu iniciei a minha vida profissional sem passar pelo desespero do desemprego no final da Licenciatura. Sinto-me extremamente grata pela oportunidade.

Passadiços do Paiva. O passeio pelos Passadiços do Paiva em Arouca estava prometido desde que foram construídos pela primeira vez. Em 2015 os Passadiços arderam na semana em que tínhamos planeado ir até lá e em 2016 não deixamos passar a oportunidade. Semanas depois, os Passadiços do Paiva e a paisagem envolvente arderam de novo e eu não posso deixar de expressar dois sentimentos diferentes: 1) revolta, pela destruição de uma área tão bonita que só promove coisas positivas e  2) gratidão, por ter tido a oportunidade de viver esta experiência ao lado da minha mãe quando a paisagem ainda era verde e de cortar a respiração.

Miguel Araújo e António Zambujo no Coliseu do Porto. David Fonseca no Theatro Circo. Foram, para mim, os concerto do ano. O primeiro aconteceu em Fevereiro e estava planeado desde Outubro, o segundo foi mais impulsivo e aconteceu em Setembro. E estes dois concertos foram a prova de que há boa música em Portugal, que podemos ter bons momentos ao lado das pessoas que mais gostamos enquanto assistimos aos concertos dos nossos artistas de eleição. Obrigada aos meus pais e ao Gui por me acompanharem nestas aventuras musicais.

Mudanças significativas no blogue. Cada vez mais acho importante ter um blogue que me acompanha nas diversas fases da minha vida e que se vai enquadrando na evolução dos meus gostos. E, dessa forma, as mais recentes mudanças no blogue simbolizaram uma lufada de ar fresco e uma motivação diferente para escrever e partilhar os meus interesses convosco. Ter-vos desse lado continua a ser o melhor prémio mas ter um blogue com o qual me identifico é essencial para ter vontade de vos escrever.

O Apartamento. O momento mais surpreendente dos vinte; a mudança mais significativa do meu ano. Ainda não há muito para dizer - afinal, só dormi no meu apartamento uma noite e ainda não vivi verdadeiramente a experiência que todos anseiam - mas o primeiro passo foi dado esta semana e já é suficientemente significativo para constar nesta lista de momentos incríveis. Quão incrível é ter um apartamento só meu?



[Esta publicação foi escrita ao longo do ano e os momentos estão, sempre que possível, por ordem cronológica.]

O APARTAMENTO | A Decisão

Quando vos disse que ia mudar de casa, referi que tinha sido uma oportunidade que surgiu repentinamente. E foi mesmo. Em menos de um mês - três semanas, se tanto? - surgiu a ideia, eu agarrei-a e fiz as mudanças. Sinto que foi uma decisão impulsiva mas, ao mesmo tempo, que foi uma decisão muito ponderada - afinal, podia ter voltado atrás em qualquer momento e, em vez disso, optei por analisar bem a situação financeira em que me encontro e a possibilidade de viver sozinha nesta fase mais complicada.

No geral, acreditei que esta mudança tão significativa me poderia trazer alguma calma e tranquilidade, apesar de ser, contraditoriamente, uma fase muito cansativa e exigente. Ter o meu espaço, ter as minhas rotinas, ser obrigada a desempenhar novas tarefas... Se não fosse agora, não sei quando poderia ser. E se houve coisa que aprendi no último ano foi que não devemos, nunca, desperdiçar oportunidades. Hoje, depois de uma semana exaustiva de limpezas a fundo e transporte de sacos e caixotes - com muita ajuda da minha mãe e do Gui - começo uma nova etapa da minha vida. Hoje durmo pela primeira vez no meu apartamento e espero do fundo do coração que corra tudo bem daqui em diante. 


Se há um ano me dissessem que era aqui que ia estar neste momento, eu ria-me.

O APARTAMENTO | Queridos, Vou Mudar de Casa!

A oportunidade surgiu de forma repentina e não tive muito tempo para a analisar mas decidi abraçar uma nova etapa da minha vida - com contas para pagar, tarefas com as quais não estou familiarizada e menos flexibilidade no que diz respeito às poupanças para viagens ou para novidades no guarda-roupa.

Não imaginava sair de casa dos meus pais tão cedo e apesar de ainda não me sentir confiante com a minha decisão, acredito que essa confiança chegará com o tempo - afinal, a aprendizagem vem da necessidade e tenho a certeza que no meu caso isso não será diferente.

Era esta a grande novidade que queria partilhar convosco e que não consegui conter. Ainda não tenho muita coisa para vos dizer - estou a tentar assimilar tudo numa época emocionalmente complicada e muito intensa a nível profissional enquanto tento arranjar tempo para me organizar e fazer limpezas profundas no apartamento - mas quero muito registar neste blogue a aventura de viver sozinha. Faz todo o sentido que assim seja.

THIRTEEN | 20 Publicações que Gostei de Escrever

Na semana passada partilhei convosco "20 Factos Sobre Mim" e hoje partilho "20 Publicações que Gostei de Escrever". Porque este blogue é o que mais próximo tenho de um diário - ainda que não o seja realmente - e, ainda que todas façam sentido, há certas publicações que me marcam mais do que outras. Pelo conteúdo, pelo que simbolizam, pela reflexão que exigiram, pela conclusão que me proporcionaram, pelo debate que geraram... As vinte publicações que se seguem são especiais para mim, cada uma à sua maneira. E a fim de vos desafiar a (re)lê-las, optei por acrescentar um pequeno excerto de cada uma. Alguma publicação favorita ou que considerem mais pertinente?

SWEET CAROLINE | "Tu importas...". Ninguém tem o direito de me amedrontar, de me intimidar, de me envergonhar, de me inferiorizar, de me difamar. Não. A minha idade ou a minha condição de estudante não são um livre-trânsito para faltas de respeito. Não. Eu não deixo que me rebaixem, ainda que tenha medo das consequências. Não. Eu mantenho a postura e não faço alaridos - muito menos quando sou apanhada de surpresa - mas enfrento a batalha e dou luta. Com medo? Sim. Com um coração a mil? Sim. Com esperança? Sempre.

AMOR | Podes amar antes dos 25...? É uma ideia que me causa alguma confusão, confesso. Essa desvalorização do amor jovem, essa falta de crédito, essa incredulidade na durabilidade da relação... Entristece-me. Eu sinto que as pessoas perderam a fé num dos sentimentos mais bonitos e sinceros e que riem por dentro quando se fala em amor jovem. Afinal, o que define um amor verdadeiro? O que define a nossa capacidade de amar verdadeiramente?

QUOTIDIANO | Palavra-Chave: Aprendizagem. As pessoas não são infinitas. A minha ansiedade não me define. Fotografar muito não é um defeito. Escrever faz bem à alma. Carbonara combina com todas as estações do ano. Os verdadeiros amigos não cobram, compreendem. Os meus limites são estabelecidos por mim. Londres é uma cidade ainda mais bonita do que aquilo que eu me lembrava. "Não" é uma resposta tão válida como "Sim". A família é insubstituível. Não há nada mais enriquecedor do que uma viagem. A organização treina-se. Pedir ajuda não é sinónimo de fraqueza. Menos é mais. Nem todas as pessoas são bondosas. O positivismo é meio caminho andado para o sucesso. O amor mede-se pela inclusão da outra pessoa nos nossos planos futuros. Gostar de celebrar o meu aniversário não me transforma numa pessoa egoísta. Todos os dias são bons mas nem todos os momentos o são. As cartas de amor não passam de moda. Há muito para descobrir em cada passo, em cada respiração, em cada conversa, em cada texto, em cada gesto.

VÍDEO | A Caixa-Surpresa. Eu não sou jornalista. Eu não estudo Comunicação. Eu não trabalho num jornal. Eu não sei desenhar. Mas tenho um blogue. E escrevo neste blogue todos os dias. E transmito as minhas opiniões sem medos, sem receios, sem paninhos quentes. Sou uma sortuda. Os atos de terrorismo de Janeiro de 2015 foram esquecidos pela maioria mas o Público homenageou com carinho a segurança e o conforto que se perderam naquele dia. Excelente.

SWEET CAROLINE | "Tu estás onde tu queres estar." (...) esta foi a vida que eu escolhi para mim. Ninguém me obrigou. Ninguém me disse que eu não podia trabalhar ou viajar em vez de estudar. Ninguém me empurrou para uma Licenciatura. Ninguém me disse que o caminho certo era este. Não. Eu escolhi gastar dinheiro num bilhete para um espectáculo em vez de poupar para (mais) uma viagem. Eu escolhi comprar uma máquina fotográfica e um computador de sonho em vez de me perder entre comboios e passaportes. Eu escolhi não ir a um concerto porque havia uma data especial para celebrar noutro lugar, com outras pessoas. Eu entrei nos desafios, eu testei-me, eu escolhi como queria viver e encarar a vida. Eu estou onde eu quero estar.

CINEMA | Saving Mr. Banks [2013]. Ir buscar uma história icónica com quase vinte anos foi um risco mas, ao mesmo tempo, foi um passo inteligente. Abordar um livro e um filme que fizeram parte da infância de diferentes gerações e explorá-los duma forma inovadora foi uma boa estratégia. Eu fiquei tão encantada com as questões técnicas e com os pormenores de referência à fabulosa Mary Poppins que nem me preocupei com os diálogos ou as transições de cenas menos agradáveis. Os detalhes valem ouro neste filme e "Saving Mr. Banks" é uma longa metragem com muita luz e muitas mensagens bonitas.

SINTRA, PORTUGAL | Palácio e Jardins de Monserrate. Durante toda a visita tivemos o espaço só para nós - cruzamo-nos com um casal à saída, só - e pudemos explorar com calma e tranquilidade cada recanto, tanto do Palácio como dos Jardins que o envolvem. É um ambiente tranquilo e desafiador, com muito para descobrir e trilhos para explorar. Terminámos a visita dentro do Palácio mas não sem antes observar com cuidado as espécies de plantas de todo o mundo que se reúnem à sua volta. Cada árvore, cada planta, cada flor... Tudo está bem tratado e assim que passamos os portões da entrada somos automaticamente transportados para um ambiente de fantasia e tropelias principescas, com algumas ruínas pelo meio.

CINEMA | The Revenant [2015]. O filme não tem um argumento complexo ou confuso. De todo. Insere-se até num estilo que não costumo aplaudir e, como se não fosse suficiente, não é uma obra fácil de digerir. Mas converge em si a fórmula perfeita - uma fotografia de babar, uma história de sobrevivência, superação e vingança, um conjunto infinito de paisagens fabulosas, um leque de personagens maduras e uma música que ajuda a construir com intensidade grande parte das emoções que vamos experimentando ao longo das duas horas e meia de filme - e não deixa ninguém indiferente. 

GUARDA-ROUPA | Porque Sou Livre! (...) rasguei as calças. E é engraçado como umas calças de ganga e um rasgão num sítio inconveniente me fizeram refletir sobre algo que é, para mim, um dado adquirido: eu sou livre para vestir aquilo que quero. Reconheço que a situação em si nada tem a ver com a reflexão que me proporcionou - afinal, eu não escolhi rasgar as calças nem tão pouco escolherei vesti-las daqui para a frente - porém a ideia apareceu e eu recuso-me a deitá-la fora. Sejamos sinceros: quantas pessoas têm a mesma sorte? E quantas pessoas se sentem condicionadas na hora de vestir?

AMOR | Parabéns! Parabéns! Por tudo o que vivi a seu lado até hoje, por tudo o que aprendi, por todas as gargalhadas, por todos os abraços e mimos, por todos os presentes que não podem ser comprados mas que eu recebo todos os dias... eu sinto-me grata. No dia em que celebramos o nosso segundo aniversário, faz sentido dizê-lo mais uma vez - obrigada. E que a cumplicidade expressa nesta fotografia seja maior do que as adversidades que o mundo nos impõe.

VIDA ACADÉMICA | Até Sempre! Calhou-me a mim a difícil tarefa de representar os meus colegas neste dia que simboliza a etapa que está prestes a terminar. E eu podia focar as parvoíces, os gritos em dias de Praxe, as cascas de ovos no cabelo, a farinha espalhada pela roupa, as serenatas, as caras sonolentas nas aulas da manhã, os jantares, as noites de Enterro ou os cortejos mas, depois do stress das fitas e das cartolas, das encomendas de camisolas de finalista e da espera infernal pelas últimas notas, fico emocionada só de pensar que tudo isto está a chegar ao fim. Caloiros, quando vos disserem que isto passa num instante, acreditem porque é verdade. Daqui a nada, sem sequer darem conta, serão vocês a escrever discursos e a fazer vídeos de curso.

GUARDA-ROUPA | Josefinas Marie Antoinette. "Os tons de branco, azul, cinza e rosa são tão vívidos que até o som de uma pequena abelha pousada sobre uma rosa nos faz sorrir. De repente o seu corpo vira-se, e o seu olhar dirige-se para o majestoso palácio. A sair pela porta principal está Marie Antoinette. Escutam-se os seus passos confiantes a caminhar até ao jardim. O seu sentido de moda é inigualável. "Bom dia" diz Marie Antoinette!".

VIDA ACADÉMICA | Oficialmente Licenciada! 🏆Acordei três horas mais cedo do que o necessário com uma dor de cabeça que já me acompanhava há pelo menos dois dias. Tomei banho, vesti-me sem pensar muito nas peças que estava a selecionar e revi a minha apresentação. O meu lado racional dizia-me que não tinha nada a temer; a minha ansiedade fazia-me questionar todos os slides. Ser a primeira pessoa a entregar e defender o Relatório de Estágio teve o seu lado mau - não sabia o que esperar - mas também me tirou um peso dos ombros. Estou licenciada!

DANÇA | O Mito. A condição da idade não é, na verdade, uma condição ou um entrave. Existem imensas aulas de ballet para adultos espalhadas pelo país e tudo se consegue com esforço e dedicação. Aos vinte ou aos trinta anos já não esperamos ser bailarinos profissionais, obviamente, mas isso não é necessariamente algo negativo - também nós podemos aproveitar as aulas, trabalhar todos os músculos do nosso corpo e fazer mais pela nossa saúde. Ao contrário do que a maior parte das pessoas pensa, este é um desporto que pode ser começado em qualquer idade e que tem inúmeros benefícios para o nosso corpo.

DESPORTO | #SomosPortugal! Num jogo sofrido depois de tantos outros que me deixaram com o coração nas mãos, Portugal sagrou-se Campeão Europeu de Futebol ao vencer uma França que retrata tudo aquilo que abomino no futebol (e em qualquer outro desporto): o fanatismo, a ausência de respeito, a violência, a corrupção, a falta de fair play. E a vitória da Seleção Portuguesa teve um gosto especial por ter sido justa e limpa no meio de faltas e cartões não assinalados.

AROUCA, PORTUGAL | Passadiços do Paiva. Os Passadiços do Paiva localizam-se na margem esquerda do Rio Paiva, no concelho de Arouca. O percurso de 8700 metros estende-se entre as praias fluviais do Areinho e de Espiunca, encontrando-se, entre as duas, a praia do Vau. Este é um percurso para quem gosta de desafios, de desporto, de ar puro e do contacto com a Natureza e para quem, ao mesmo tempo, não tem medo de transpirar e de se sujar - é inevitável, o pó é uma constante.

MÚSICA | David Fonseca no Theatro Circo. O David Fonseca é um artista muito terra-a-terra, com talento, com lata, com personalidade, com um vasto repertório musical, inteligente, criativo, realista e com pinta mas acredito que a frase que melhor o descreve é mesmo esta: o David Fonseca é um monstro da música.

DANÇA | "Never miss a chance to dance". Fizemos os alongamentos da aula de ballet de hoje ao som de uma versão em piano de "Fix You" e, naquele momento, eu senti a minha alma renovada sem sequer conseguir explicá-lo. Apesar das dores que aqueles exercícios me proporcionaram, eu senti-me em paz comigo mesma e percebi: é por isto que volto, que danço, que aprendo, que testo os meus limites. Depois de um dia difícil e de muitas inseguranças, eu sou feliz por ter a oportunidade de dançar. E sou feliz por poder tentar ultrapassar os desafios que o meu corpo enferrujado me impõe ao som de músicas que me dizem tanto.

THIRTEEN | 4.0. Eu pensava que precisava de simplificar ao máximo e de voltar aos básicos mas, na realidade, precisava apenas de uma simplicidade diferente, de apostar nos detalhes subtis que fazem com que este blogue seja exclusivamente meu. A versão 3.0 do blogue não resultou e a versão 4.0 inclui todos os elementos que não faziam sentido anteriormente mas que fazem sentido agora: um domínio personalizado, as fotografias sincronizadas com o Instagram no rodapé, a opção de consultar todas as categorias por ordem alfabética na barra superior, uma página de destaques e muitas outras coisas que vos convido a descobrir e explorar.

FAMÍLIA | 96? A minha avó fez 96 anos no passado dia 18 de Setembro e eu não podia sentir-me mais grata por ter crescido com ela a meu lado e por ainda a ter aqui comigo, a acompanhar as minhas etapas, a defender-me, a contar-me histórias, a inventar poemas e canções para mim, a partilhar pizzas e gelados. Eu sei que ela não vai viver para sempre - e custa tanto sequer pensar nisso! - mas quem diria que esta senhora tem 96 anos? Ninguém!


[Esta publicação foi escrita ao longo do ano e as publicações selecionadas estão por ordem cronológica.]

AMIZADE | Home Sweet Home

Estou habituada a ter os meus amigos por perto. Estou habituada a tê-los na minha sala para noites de filmes improvisadas, a não ter que convidar ninguém para a celebração do meu aniversário. Estou habituada a sentir que eles estão à vontade aqui. E esse é um conforto que não troco e que não sei descrever porque me acompanha desde que me lembro. São as pequenas grandes coisas da vida que valem a pena. E estes pequeninos momentos representam amizades enormes.

SOLIDARIEDADE | Just a Change

"Just a Change" é uma Associação Sem Fins Lucrativos que reabilita as casas das pessoas mais carenciadas e que as transforma em lugares dignos de serem vividos. Neste momento atua apenas em Lisboa - sendo que, na época de Verão, o projeto é expandido para as áreas rurais - mas o projeto quer chegar ao Porto e a Coimbra num futuro próximo.

O "Just a Change" funciona em três passos - sinalização, mobilização e reabilitação - e conta com 1) centenas de universitários voluntários que trabalham arduamente para mudar a vida de famílias carenciadas e idosos vulneráveis, 2) parceiros/patrocinadores que ajudam a comprar os materiais necessários e 3) entidades de assistência social que apoiam na identificação de habitações que precisam realmente de obras. O "Just a Change" privilegia o compromisso, o trabalho árduo, a solidariedade, a entreajuda, a alegria e a esperança e não fazia sentido não o divulgar por aqui. 



Ainda só vi o primeiro episódio mas sem dúvida que vou andar atenta a esta série.

SWEET CAROLINE | 20 Factos Sobre Mim

O meu aniversário é sempre a desculpa perfeita para fazer publicações mais focadas em mim e este ano, para além dos dois temas que já partilhei no ano passado (momentos e aprendizagens), incluo também outras publicações que, sendo relacionadas comigo, manterão o blogue ativo num conjunto de dias dedicados ao meu 21º aniversário. A ideia é partilhar uma publicação por semana - sem dia específico - até dia 6 de Novembro. Curiosos?

Hoje partilho uma novidade que com certeza já viram noutros blogues e canais de YouTube mas que nunca foi incluída no Thirteen: factos sobre mim. Não são factos estranhos ou banais - essa adjetivação para mim não faz sentido -, são apenas factos aleatórios, mais ou menos originais, que me transformam na Carolina que sou. E tenho a certeza que se identificarão com alguns deles!

Adoro calças de ganga, tenho imensos pares de diversos feitios e, ao contrário de muitas meninas e mulheres, não acho que sejam peças de roupa aborrecidas ou sem graça. Gosto de ler o livro depois de ver o filme. Quando era mais nova joguei numa equipa de futebol. Não como fruta ou legumes a não ser que estejam incluídos na sopa (e esta tem que ser totalmente passada). Entre um beijo e um abraço, eu escolho o abraço. Digo atacadores em vez de cordões, cabide em vez de cruzeta, sapatilhas em vez de ténis e dourado em vez de doirado. Uso perfumes masculinos em 95% dos dias. Odeio palhaços. A minha Licenciatura ensinou-me a viajar de uma forma muito mais completa, plena e detalhada. Eu não bebo álcool. Se não tivesse criado um blogue ainda no Ensino Básico, provavelmente a minha vida profissional não teria seguido este rumo. Nunca pintei o cabelo mas ele já foi loiro, preto e atualmente é castanho. Adoro parques de diversões e montanhas russas. Gosto de escrever sobre as minhas viagens e de partilhar lugares felizes e momentos bonitos. Não gosto quando as pessoas dizem com orgulho que têm mau feitio; penso sempre que podem tentar contornar certas atitudes em vez de se desculparem com o "mau feitio". O Natal e o meu aniversário continuam a ser mágicos para mim, independentemente da minha idade. Adormeço de forma quase instantânea quando me fazem festinhas no cabelo. Apesar de não haver dress code na empresa onde trabalho, há certas peças de roupa que guardo para o fim-de-semana e que não visto durante a semana. Sou escorpião (e as pessoas torcem sempre o nariz quando o digo). Tenho graves dificuldades em dizer a palavra "malabarista".

LOOKBOOK | I Believe in Pink

"I believe in pink. I believe that laughing is the best calorie burner. I believe in kissing, kissing a lot. I believe in being strong when everything seems to be going wrong. I believe that happy girls are the prettiest girls. I believe that tomorrow is another day and I believe in miracles." - Audrey Hepburn.


Falta um mês para o meu aniversário!

FAMÍLIA | 96?

A minha avó fez 96 anos no passado dia 18 de Setembro e eu não podia sentir-me mais grata por ter crescido com ela a meu lado e por ainda a ter aqui comigo, a acompanhar as minhas etapas, a defender-me, a contar-me histórias, a inventar poemas e canções para mim, a partilhar pizzas e gelados. Eu sei que ela não vai viver para sempre - e custa tanto sequer pensar nisso! - mas quem diria que esta senhora tem 96 anos? Ninguém!

A minha avó nasceu em 1920, teve uma vida difícil e continua a viver alegremente entre roupas perfeitamente cuidadas, cabelo sempre impecável e uma família que, por muito longe que esteja, volta sempre para a visitar. E é incrível como ela tem sempre uma palavra bonita para me dizer, uma história cómica para partilhar, uma anedota nova, um abraço. Não há nada melhor do que isso.

SOLIDARIEDADE | Addict Aide: Like My Addiction

Este podia ser apenas mais um perfil de Instagram criado por uma miúda parisiense que gosta de viajar, que aproveita as pequenas grandes coisas da vida e que segue as tendências mas, na verdade, é muito mais do que isso. Louise Delage é uma personagem criada pela "Addict Aide", uma organização que oferece recursos e apoios a quem batalha contra o alcoolismo.

Louise Delage é a cara de uma campanha de sensibilização apelidada de "Like My Addiction" que pretende mostrar como é fácil um vício desta dimensão passar despercebido entre momentos banais e fotografias bonitas. Todas as fotografias de Louise têm em comum a existência de uma bebida alcoólica e, até ser revelado o vídeo da campanha, ninguém tinha reparado nisso - Louise era só mais uma miúda popular com muitos seguidores no Instagram.

Segundo a instituição, uma em cada cinco mortes de jovens é provocada pelo consumo exagerado de álcool. E será que estamos realmente atentos aos comportamentos das pessoas que nos são próximas? Palmas para a campanha.

INSTAGRAM | Setembro 2016

Ao contrário do que aconteceu nos últimos dezoito anos, desta vez Setembro não simbolizou o regresso à escola ou o início de uma nova etapa depois de umas belas - e longas - férias. Pelo contrário: Setembro simbolizou um recomeço diferente marcado pelas (novas) alterações no blogue e pelo regresso às aulas de ballet que tanta falta me faziam.

O fim de semana da Noite Branca, o concerto fabuloso do David Fonseca, o 96º aniversário da minha avó, os momentos a dois, as publicações mais pessoais sobre a minha ansiedade, os jantares marcados em cima da hora, uma visita rápida a Lisboa para um evento de lançamento de uma aplicação, a aula experimental de flexibilidade, a Masterclass de Marketing Digital especializada no Instagram Stories, a preparação de conteúdos novos para o blogue (tantas, tantas ideias e tão pouco tempo para as concretizar!), as compras - tão especiais e tão minhas -, o trabalho que aumenta de dia para dia, as novas responsabilidades na empresa, o Encontros da Imagem, a remodelação do blogue... Setembro foi um mês longo e intenso.

E Setembro deu para tudo: para sorrir, para chorar, para ter medo, para arriscar, para resmungar, para sonhar, para pensar bem sobre os meses que se avizinham, para trabalhar, para passear, para tomar decisões e para ser feliz, mesmo com o coração a mil e o tórax pesado.

THIRTEEN | 4.0

Depois de uns dias longe, o blogue regressa na sua versão 4.0 com uma nova cara, um domínio próprio, novos elementos e uma aparência mais elaborada e intuitiva (obrigada Gui e obrigada Filipe!). Num mês de grandes desafios e decisões, o [13] passa a ser assumidamente Thirteen e mostra a simplicidade de sempre num layout mais profissional e detalhado que reúne não só as minhas ideias mas também algumas das sugestões dos meus leitores (obrigada em especial à(s) Joana(s), à Leonor, à Cherry, ao Jota, à Sofia, à Daniela, à Inês e à Paula pelo feedback).

Eu pensava que precisava de simplificar ao máximo e de voltar aos básicos mas, na realidade, precisava apenas de uma simplicidade diferente, de apostar nos detalhes subtis que fazem com que este blogue seja exclusivamente meu. A versão 3.0 do blogue não resultou e a versão 4.0 inclui todos os elementos que não faziam sentido anteriormente mas que fazem sentido agora: um domínio personalizado, as fotografias sincronizadas com o Instagram no rodapé, a opção de consultar todas as categorias por ordem alfabética na barra superior, uma página de destaques e muitas outras coisas que vos convido a descobrir e explorar. Ainda há vários detalhes a acertar (se virem formatações estranhas ao longo dos próximos dias não estranhem) mas não faz sentido esperar mais. Bem-vindos de volta!