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O APARTAMENTO | O que devemos ter em conta quando procuramos o apartamento ideal?

Acho que esta vontade de ter casa própria acaba por ser natural, mais cedo ou mais tarde, para a maioria das pessoas - umas porque querem constituir família, outras porque precisam do seu próprio canto. Contudo, tenho a perfeita noção de que a crise e o desemprego têm travado este tipo de mudanças na vida de muitos. Felizmente, o meu caminho está a ser traçado sem muitos percalços e tudo está a correr bem.

Não tive que procurar um apartamento – um alívio! – mas reconheço que essa não seja uma tarefa propriamente fácil para a maioria dos jovens que querem sair de casa dos pais. As dúvidas são muitas e a decisão final tem que ser tomada com consciência. Se estão nesta etapa da vossa vida, eu aconselho-vos a analisar o seguinte conjunto de situações:

Arrendar ou comprar? Relativamente a este dilema, creio que o mais sensato é pensar na finalidade do imóvel, ou seja, se é para ser habitado temporariamente ou por largos anos. Esta decisão vai diretamente conduzir à escolha do tipo de contrato. Será que vale a pena investir tantos anos numa casa que nunca chegará a ser totalmente nossa? Ou não será melhor arrendar um apartamento e não levar com os encargos do condomínio, do IMI e das obras, caso estas sejam necessárias? Coloquem estas hipóteses na balança e vejam para que lado ela pende.

Localização. Sabemos que, em teoria, os apartamentos que estão situados dentro das cidades são mais caros comparativamente aos que se localizam na periferia. Por outro lado, ter os transportes públicos, a praia ou as zonas verdes por perto pode, em certos locais, aumentar o valor da habitação. Portanto, aqui o importante é perceber o que é dispensável e do que não abrem mão.

A área e o número de divisões. Este é um fator que pesa imenso na escolha de um apartamento. Há quem não possa pagar uma casa com mais de um quarto e comece a vida num T0 ou num T1, desde que as divisões tenham áreas minimamente aceitáveis. Há quem não consiga pagar mais do que um T0, mesmo que seja um autêntico “cubículo”. Por outro lado, há ainda quem pense que a compra de um T2 ou mesmo de um T3 é uma prioridade, sobretudo quando já se pensa em filhos. No fundo, para além da questão orçamental, esta decisão também está diretamente relacionada com os objetivos futuros de cada um.

O preço e as condições do imóvel. O preço que pedem – que pode, ou não, ser exagerado - e as condições do imóvel – o seu estado de conservação e o recheio – são mais dois fatores a ter em conta. Um apartamento equipado e mobilado faz aumentar os valores, especialmente os de venda. O mesmo acontece quando existem divisões complementares, como uma varanda ou uma suíte. Portanto, o mais aconselhado neste caso é comparar as condições que acham mínimas com as que são apresentadas na oferta, assim como os valores que pedem com aquilo que acham ser justo, colocando também os gostos, as prioridades, o bom senso e a capacidade financeira em cima da mesa.

Eu não passei pela procura do apartamento e imagino que não teria sido tão simples e rápido para mim se tivesse sido obrigada a passar por esse processo de seleção. Sou uma sortuda e reconheço-o (não sei até que ponto teria vontade para tomar uma decisão tão definitiva que implica tanto esforço, tempo e dedicação, mesmo que a colocasse nas mãos de uma imobiliária) porque, na verdade, nunca ouvi alguém dizer que fazer este tipo de mudanças é simples ou fácil. 

Contudo, uma coisa é certa: a oferta que existe no mercado é mais do que muita por isso não se cansem de procurar e de visitar as casas que vos despertam interesse. E se me permitem um último conselho: façam negócio apenas quando estiverem convictos de que já encontraram o apartamento ideal. Porque ele existe (mesmo que pareça que não).


Publicação escrita em parceria com a Zaask.

7 comentários:

  1. vais sair de casa? que fixe. morar sozinho é uma grande aventura! boa sorte!

    beijinho
    the-not-so-girlygirl.blogspot.com

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    1. Já estou a morar sozinha há umas semanas. Estou a gostar muito! Beijinho :)

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  2. A vontade de viver sozinho já me acompanha há algum tempo mas, devido a questões monetárias, dificilmente conseguiria suportar todas as despesas sozinho. Pelo que vejo, hoje em dia praticamente ninguém compra casas. Pessoalmente, custa-me um pouco a ideia de remodelar uma casa que, tecnicamente, não é minha, mas enfim. Concordo, o apartamento de ideal existe, há é que saber procurar :)

    Ricardo, The Ghostly Walker.

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  3. gostava imenso de morar sozinha, mas não me imagino, é um facto :)

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  4. tenho imensa inveja por teres conseguido evitar o desespero que é encontrar A casa! comigo foi terrível; eu cheguei a desesperar, a dizer ao meu namorado que nunca iríamos encontrar nada dentro dos parâmetros que tínhamos estipulado, que devíamos lower our standards, que nunca ia acontecer. depois, um dia, ele arrastou-me para espreitar uma casa cujo anúncio não me despertava grande interesse e... foi amor à primeira vista :)

    isto para dizer que: a) concordo muito contigo, o apartamento certo existe - é uma questão de termos paciência suficiente e alguma sorte!, e b) que os anúncios por vezes enganam muito (para melhor e para pior...). por outro lado, Lisboa é provavelmente a pior cidade para arranjar casa neste momento, por isso talvez as pessoas do resto do país não tenham experiências tão traumáticas como a minha :)

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  5. Espero encetar a minha procura já daqui a uns meses e, para já, acho que vou arrendar: tenho pavor de achar que a minha casa ideal é assim, e depois descobrir que afinal queria assado! Como quero viver sozinha mas um dia quero ter o meu canto para a minha família, o plano é arrendar, e depois comprar uma casinha maior. A ver vamos, para já, tudo encaminhado :)

    Jiji

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  6. Sou ainda um pouco nova para já querer andar à procura de casa ou sequer pensar fazer isso mas verdade seja dita precisamos de ter em consideração todas essas coisas. Talvez daqui a uns anos volte ao teu blogue e relembre estas dicas :P

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