Thirteen

LIVROS | Cada Livro na Sua Estante

Durante toda a minha vida defendi que não gostava de ler, que não tinha paciência, que me sentia aborrecida. Até que percebi: eu andava a ler os livros errados. E, generalizando um pouco, acredito que seja esse o problema das pessoas que não gostam de ler. Quando comecei a ler unicamente aquilo que realmente me dá prazer - sem obrigações! - eu passei a gostar de livros e a incluí-los nas minhas wishlists - é por isso que raramente leio livros recomendados antes de saber mais sobre as sugestões e é por isso que julgo os livros pela capa.

E quando me dizem que TODOS os livros nos ensinam algo, eu torço o nariz - também há livros vazios, livros chatos, livros que nos fazem sentir que estivemos a perder o nosso tempo, livros que mais vale deixar a meio. Há livros incríveis, que nos ensinam e nos preenchem, sim, mas também há livros parvos, aborrecidos, desinteressantes. Pessoas diferentes apreciam leituras diferentes e é bom que aceitemos isso. 

10 comentários:

  1. Como pessoa que lê muito e sobre muitas coisas, acho que muitas pessoas dizem não gostar de ler porque durante muito tempo tinham de o fazer "obrigadas" pela escola, muitas vezes com livros que não estavam preparados para ler ou que não lhes diziam nada. E quando associas ler a algo que sempre fizeste obrigado depois é mais difícil gostares de o fazer. E, claro, quando nunca leste livros de que gostasses como é que podes achar que ler é algo agradável? Tudo o que lês é chato, é óbvio que ler não é uma actividade que te faça soltar foguetes!
    Por exemplo, a minha mãe sempre disse que não gostava de ler, principalmente porque associava ler a ler livros enormes e aborrecidos. Há uns anos começou a comprar livros mais pequenos sobre coisas de que gostava: leu os livros do Nilton. Depois leu os do Nuno Markl. Leu três ou quatro biografias que eu comprei. Leu os meus (obviamente :p). E de vez em quando vai buscar alguns livros à minha estante, e raramente lê livros com mais de 300 páginas, mas nos últimos três meses leu dois livros e já vai começar o terceiro. Para quem não lia há uns anos, é um princípio incrível! E vai lendo porque se habituou a tirar uns bocadinhos para ler algo mas para ler algo de que gosta. E se não gostar pode deixar a meio, que eu também nunca li mais do que uma página do Memorial e também cá estou :)
    Se calhar o problema é exactamente o que referiste: ler por obrigação. Cada um devia ler por gostar e ler algo de que gostasse, seja banda desenhada sejam livros de mil páginas sobre a 2.ª Guerra Mundial! Há que saber escolher os livros que se lêem, tão simples quanto isso :)
    Eu acho que todos os livros ensinam algo: podem é não o ensinar a toda a gente (ou vá, podem ensinar-te a deixares livros para trás).

    [desculpa o tamanho enorme deste comentário :)]


    A Sofia World

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  2. Há um tempo atrás eu achava o mesmo que tu. No entanto, agora estou numa fase boa para leituras e tenho adorado esses pequenos momentos (:

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  3. nisto somos iguais, carolina! eu dizia que não gostava mesmo nada de ler. e o certo é que em minha casa ninguém percebia o porquê de eu não conseguir ler o que eles liam.

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  4. Eu adoro ler! Tive a sorte de encontrar os "meus" livros muito cedo.

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  5. O meu pai sempre disse que as "leituras obrigatórias" - espalhadas um pouco por todo o lado - matavam os autores e a vontade de ler. Eu admito: a escola matou-me Eça, não suporto Eça. E quando estava prestes a matar Saramago, o meu pai driblou a situação.
    Ler é um treino mas tem de ser sempre um prazer. Não consigo deixar livros a meio porque acho pouco inteligente assumir a meio de um livro que não tem nada para me oferecer (e se nas últimas paginas tiver? Humm) e concordo plenamente com o que dizes: quem não gosta de ler, nunca leu o livro certo.

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  6. Sempre fui da opinião que não há pessoas que não gostam de ler; simplesmente nunca encontraram o livro certo para elas. Na minha opinião, isso deve-se, em grande medida, àquelas leituras "obrigatórias" que de ludíco pouco ou nada têm. Obrigar alguém a ler algo que não gosta não vai ajudar ao gosto pela leitura dessa pessoa no futuro; quanto muito terá o efeito oposto.
    Mesmo assim, acho que todos os livros têm algo para nos ensinar, nem que seja o atirar o livro pela janela fora ou utilizá-lo como suporte de uma mesa ou uma cadeira. Há livros assim :)

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  7. Muito sinceramente, não sei quando é que esta minha inclinação por livros começou. Desconfio mesmo que tenha sido desde muito cedo, nos tempos da escola primária, pois tenho recordações de que adorava ir à biblioteca e passar os olhos pela coleção "Uma aventura", ou simplesmente receber as revistas dos "Amiguinhos". Mas este gosto começou a sério no sétimo.
    Eu também não gosto de ler obrigatoriamente, mas essa condição é ultrapassada pelo gostar de ler. Mesmo que a experiência não seja a mesma, sinto que se tivesse deixado "Os Maias" ou o "Memorial" por ler, não teria aprendido... E talvez essa aprendizagem tenha sido, uma vez mais comprovada, de que eu não gosto que me obriguem a ler. Tal como tu dizes, assim como tantos outros, a leitura deve ser algo que nos dá um imenso prazer, e eu concordo plenamente. Tal como disseram aqui nos comentários, juntamente contigo, e com cuja ideia concordo, há quem ainda não tenha encontrado o livro certo! Por saber o bem que ler faz, eu tento contagiar a minha mãe e a minha prima, não com qualquer livro, mas com géneros que elas me dizem que gostariam de explorar. Ainda não consegui convertê-las, mas nunca se sabe! :p E o mesmo acontece com colegas e amigos, que ficam sempre bastante admirados pelo facto de eu ler bastabte

    A Vida de Lyne

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  8. Sempre adorei ler e defendo que toda a gente deveria ler regularmente. Mas concordo contigo, há livros super aborrecidos e que não vale a pena ler - aliás, tenho planeado para esta semana escrever um post sobre isso mesmo, sobre livros que detestei ler e que não trouxeram nada de novo e/ou bom à minha vida -, temos que descobrir aquilo que melhor se encaixa no nosso estilo. Recentemente descobri que sou uma pessoa de thrillers, depois de andar uma vida inteira a ler romances e a não perceber o porquê de detestar cada um deles.

    Beijinhos,
    Andreia ALL THE BRIGHT PLACES

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