AMOR | O que aconteceu aos encontros?

Sinto-me grata por muitas coisas na nossa relação mas uma das que mais me orgulho é a de termos sido capazes de nos conhecermos um ao outro à moda antiga. Sem redes sociais, sem fotografias de fases de vida que tinham terminado, sem ecrãs a transformarem-nos em seres humanos mais corajosos do que aquilo que somos na verdade.

Nós conhecemo-nos entre frases sobre nós próprios enquanto comíamos gelados no carro com vista para as luzes da cidade. Nós descobrimos os gostos um do outro entre filmes, passeios, cafés e concursos de fotografia. Nós percebemos que tínhamos personalidades compatíveis graças a conversas longas, histórias engraçadas e jogos de perguntas. Sem darmos conta, deixámos as redes sociais de lado e vivemos o momento como ele deve ser vivido: naturalmente. 

Com quantos casais isto ainda acontece? Quantas pessoas conhecemos do zero, sem recurso a redes sociais? Quantas relações evoluem graças ao romantismo dos encontros, dos lugares novos, dos piqueniques, do fogo-de-artifício e das surpresas? É quando penso nestas pequeninas grandes coisas que percebo: eu sou uma sortuda.

LOOKBOOK | "É um conflito interno"

"É um conflito interno. Por um lado, racionalmente, eu compreendo; as coisas não duram para sempre. Tudo. As pessoas não duram para sempre, há relações que não duram para sempre, não ficamos nas mesmas etapas e fases para sempre, não ficamos nos mesmos lugares para sempre e nem as coisas duram para sempre. Tudo tem o seu tempo e propósito para durar e devemos desfrutar dessa presença enquanto permanecer do nosso lado e aceitar que as coisas mudam e que não continuamos a mesma coisa, com as mesmas pessoas, nos mesmos lugares e nas mesmas fases até ao fim. A mudança é natural. Mas o meu lado emocional martiriza-se com esta realidade." - Inês Mota.


Já a pensar na semana de férias e de praia, este macacão veio morar comigo.

QUERIDO PAI NATAL | Caixa com Flores da Uterqüe

Podia dizer-vos que não sou fã da Uterqüe mas a verdade é que só não choramingo mais vezes para as suas montras porque a loja fica no centro comercial. Os produtos da marca têm uma qualidade excepcional, o design das peças é feminino, elegante e clássico sem ser aborrecido e o atendimento é sempre excelente. 

Na semana passada, o meu coração viajou uma vez mais para dezenas de acessórios e peças de vestuário da nova coleção mas houve uma carteira que me encantou particularmente (entre muitas que poderiam perfeitamente vir morar comigo): uma carteira preta em formato de caixa, decorada com pedraria multicolor que forma um conjunto de flores. Pai Natal?


CORPO | Small Boobs? Big Boobs? Healthy Boobs!

Durante muito tempo eu senti-me mal comigo mesma por causa do tamanho do meu soutien. Durante anos recusei-me a usar soutiens sem aro, vivi enfiada em soutiens push-up e detestava comprar biquínis porque saía sempre frustrada dos provadores. Não fui abençoada com umas mamas grandes e, durante muito tempo, isso incomodou-me.

Durante muito tempo senti-me menos mulher por não vestir uma copa C - ou maior. Porque "uma mulher real tem curvas" (na parte da frente e na parte de trás, de preferência). Porque até as mulheres magras das revistas têm mamas e rabo. Porque não vestir - no mínimo! - uma copa C "é parecer um rapazinho". E quando ouvimos estes comentários muitas vezes, começamos a acreditar neles.

Aos poucos, esqueci-me de gostar do meu corpo e de tirar o melhor partido dele através daquilo que vestia e da atitude que assumia; interiorizei a ideia de que havia realmente algo de errado em mim (e nunca coloquei em cima da mesa a hipótese de que o erro poderia estar, na verdade, nos padrões que a sociedade foi definindo ao longo das décadas).

Hoje, em paz comigo mesma, vario mais nos modelos de soutien e reconheço uma data de vantagens neste antigo-problema de ter pouco peito: posso usar roupas com decotes nas costas sem me preocupar com a falta que o soutien me faz, posso usar qualquer decote sem ter medo que uma mama salte ou saia do sítio, posso dormir de barriga para baixo sem incómodos e, melhor ainda, posso escolher não usar soutien quando a peça de roupa e a ocasião mo permitem (com a garantia de que não ficarei com dores de costas no final do dia).

Hoje, em paz comigo mesma e com os meus soutiens sem aro e/ou sem enchimento, sei que o tamanho do meu peito não define a minha sensualidade nem tão pouco define se sou mais ou menos mulher. Não uso uma copa D, é verdade, mas tenho um corpo proporcional que só faz sentido assim. Se às vezes gostava de ter umas mamas maiores? Sim. Se isso ainda me faz confusão? Não. As minhas mamas são pequenas, é verdade... e muito saudáveis também!

PORTO, PORTUGAL | S. João!

Não levei o martelo azul e vermelho que me acompanha nestas noitadas desde que me lembro, não dei marteladas a ninguém, não tive que fugir dos idiotas que tentam acertar-nos com o alho-porro na cara, não comi algodão doce, não comprei farturas. E, ainda assim, um dos momentos mais bonitos que vivi no Porto foi o S. João de 2013.

Em pleno Douro, depois de um passeio pelo rio, o barco parou. Faltava pouco para as doze badaladas e, à minha frente, a Ponte D. Luís completamente iluminada fazia-me esquecer que, do lado esquerdo, centenas e centenas de pessoas conversavam alto enquanto arranjavam o melhor lugar para ver o espetáculo de fogo-de-artifício típico desta data.

O espetáculo pirotécnico começou e eu, confesso, senti uma paz interior inexplicável. Não havia confusão nem empurrões e, ainda que o exame de História A estivesse à porta, uma nova etapa começava a espreitar ali, para mim. Ali, naquele barco, eu senti-me em paz comigo mesma.



O mundo divide-se entre as pessoas que julgam os livros pela capa (literalmente) e as que não a valorizam.

ROSTO | HD Finishing Powder da NYX

A NYX abriu uma pop-store no Braga Parque no mês passado. A loja é pequenina e não vende todos os produtos da marca (apenas as novidades, os best sellers e alguns acessórios, como os pincéis) mas está bem conseguida e apresenta produtos básicos - e outros mais ousados - a preços apelativos. No meu saco de compras, trouxe o High Definition Finishing Powder.

Este pó compacto deve ser aplicado depois dos outros produtos de rosto - à excepção do rímel e do batom, é claro - pois, como o seu nome indica, é um pó de acabamento. E, com um preço bastante acessível (9,90€, se não estou em erro), é o melhor que experimentei até agora (salvaguardando que sempre optei por marcas mais acessíveis neste tipo de produto).

High Definition Finishing Powder fica transparente quando aplicado no rosto e, por isso, é indicado para todos os tons de pele (se bem que, para quem tem manchas vermelhas ou olheiras muito escuras deve optar pelas versões verde ou amarela). Este é um pó que elimina brilhos, promove o toque aveludado e aumenta a durabilidade da maquilhagem. Para mim, que nunca retoco a maquilhagem, é um produto que não sairá da minha rotina nos próximos tempos.

SOLIDARIEDADE | Como ajudar as vítimas?

Ainda não sei muito bem o que dizer sobre este assunto - porque não há mesmo palavras para descrever tudo o que se tem vivido em Pedrógão Grande - e não sou sequer capaz de imaginar o que aquelas pessoas estão a sentir mas tenho andado a pesquisar formas de ajudar aqueles que perderam tudo na tragédia que já matou dezenas de pessoas e que ainda não está controlada.

Os bombeiros da região pediram que fossem cessados os envios de bens alimentares e água - a onda de solidariedade que se gerou em todo o país foi verdadeiramente inspiradora e eficaz - mas acreditem: podem - e devem - fazer essas entregas noutros quartéis do país (na empresa onde trabalho fizemos uma recolha de água e iremos entregá-la no quartel de bombeiros voluntários da nossa cidade, onde nos confirmaram que ainda precisam dessa ajuda). O Verão está a começar e, infelizmente, o trabalho dos bombeiros não irá terminar assim que o incêndio de Pedrógão for extinto. Se puderem, contribuam com água e alimentos com datas de validade bastante longas.

As vítimas do incêndio precisam de toda a ajuda. E para além dos bombeiros, médicos, polícias e enfermeiros que têm feito um trabalho excepcional, as vítimas precisam de psicólogos que os ajudem a combater esta situação traumática e de veterinários que cuidem dos animais que ficaram feridos e que também perderam tudo.

Se preferirem fazer donativos materiais, podem contribuir com alguns dos seguintes elementos: rações, roupas, mobiliário, equipamento médico, materiais de construção, livros, brinquedos, lençóis e atoalhados, equipamentos e materiais agrícolas, mantas, eletrodomésticos, kits de primeiros socorros (ligaduras, compressas, água oxigenada, soro fisiológico, pomada para queimaduras), cobertores (...). Algumas corporações de bombeiros, associações, grupos de amigos e empresas estão a fazer recolhas de bens para que as ajudas possam chegar a quem perdeu tudo. A título pessoal, vou fazer uma limpeza no meu guarda-roupa e enviar o maior número de peças que conseguir e tentar doar também algum mobiliário que não irei utilizar no novo apartamento - se souberem de alguma recolha na zona de Braga, partilhem comigo!

Para quem prefere fazer donativos monetários, existem também diferentes opções. A Caixa Geral de Depósitos, o Grupo Montepio, o BPI, o Millennium BCP, a Cáritas e o Novo Banco criaram contas solidárias que reverterão a favor das vítimas do incêndio (podem encontrar os dados para donativos nos respetivos sites). Como alternativa, podem também contribuir através das linhas solidárias criadas exclusivamente para o efeito: 760 100 100 (SIC) ou 760 200 600 (RTP) - cada chamada custa 0,60€ + IVA e 0,60€ revertem a favor das vítimas.

A compra de bilhetes para concertos solidários também pode ser uma boa hipótese. Dia 24 de Junho, David Fonseca e Orquestra Jazz de Leiria, Academia de Ballet e Dança - Annarella, Omnichord Records, Samp Pousos, Orfeão de Leiria Conservatório de Artes e Fade In - Associação de Ação Cultural irão atura no Teatro José Lúcio da Silva (os bilhetes custam 15€ e estão à venda no próprio Teatro). Dia 27 de Junho, no MEO Arena, haverá ainda um concerto produzido pela Sons em Trânsito (representante de artistas como Deolinda, António Zambujo, Pedro Abrunhosa, Luisa Sobral e Salvador Sobral) e todas as receitas obtidas reverterão para o apoio às vítimas e à reconstrução das áreas afetadas. 

Não há desculpas para não contribuir. Se somos tão unidos quando Portugal ganha taças, também precisamos de o ser quando um acontecimento trágico destrói uma parte tão significativa do nosso país e rouba tantas vidas. Vamos ajudar?

SOLIDARIEDADE | Como ajudar os bombeiros?

O país acordou com a notícia trágica de dezenas de mortos no incêndio de Pedrógão Grande e hectares de floresta consumidos pelas chamas. Perderam-se casas e vidas e o fogo teima em não acalmar, apesar dos esforços da população e dos profissionais. Não há palavras para descrever aquilo que se tem vivido na zona de Pedrógão Grande nas últimas horas.

Os bombeiros estão a ser mobilizados para o centro do país como forma de dar apoio às populações locais, às vítimas e aos colegas que tentam contrariar as chamas neste que é um dos piores incêndios dos últimos anos. A nível nacional estão a ser recolhidos alguns bens que irão ajudar os bombeiros na luta contra as chamas. Entre eles estão: soro fisiológico, água, sumos, produtos de higiene, barras de cereais, enlatados, leite, fruta, bolachas, barras energéticas, cobertores, roupa e pomadas para queimaduras. Se puderem ajudar, verifiquem o que é necessário em cada zona e façam-no. A entrega de alguns destes bens nos quartéis de bombeiros pode ser, aparentemente, uma ação simples mas fará certamente a diferença em muitas vidas.

RELIGIÃO | E quando não acreditamos em Deus?

Esta semana, num tom totalmente egoísta, desejei ser capaz de acreditar em Deus. O chão fugiu-me dos pés e desejei ser capaz de acreditar que, fechando os olhos, entrelaçando os dedos uns nos outros e exteriorizando um pedido, tudo ficaria bem. Infelizmente, não acredito que uns sussurros possam definir o destino de alguém ou a reversão de uma situação mais ou menos delicada.

A minha relação com a religião é, talvez, um dos maiores paradoxos da minha personalidade. De uma forma fria, acredito que as pessoas se agarram à religião para receberem respostas e, ainda que eu opte sempre pela explicação lógica e científica dos acontecimentos, invejo a paz que essas crenças lhes proporcionam quando as respostas científicas não explicam tudo.

Não sou capaz de me basear em algo tão abstrato e, nos últimos dias, dei por mim a pensar que talvez as situações mais delicadas fossem mais suportáveis se eu tivesse uma base religiosa mais sólida.  Por muito positiva que seja, nem sempre é fácil acreditar que tudo vai ficar bem quando as estatísticas e as previsões científicas não colaboram. Em dias como o de hoje, gostava de ter ao que me agarrar quando o tapete me foge dos pés, de ver para além dos estudos científicos, de acreditar em milagres. 

Quando a ciência não está suficientemente avançada, quando os profissionais de saúde não podem fazer mais, quando queremos agir e não sabemos como... o que fica? Como podemos ajudar? Como podemos contribuir para a mudança? Quando vemos alguém à nossa frente a sofrer, quando não podemos fazer nada para lhe tirar as dores e quando ficar parado a rezar não é opção... qual é a solução? Digam-me, por favor!

ALIMENTAÇÃO | Ape Coffee Braga

O Ape Coffee era conhecido por estar sempre onde precisávamos: no Enterro da Gata, no centro da cidade, perto da Universidade do Minho ou das escolas secundárias e junto aos espaços de concertos. A motinha adaptada que servia café e bebidas à base de café aparece sempre nos locais certos e acabou por ficar bastante popular. Agora, com um espaço físico permanente, as opções são ainda mais variadas e não se limitam às bebidas. 

Estive lá no fim-de-semana passado e a escolha foi difícil tanto para mim como para a minha companhia. Acabámos por um Iced Caramel Macchiato, dois crepes com açúcar e canela e um frappé de iogurte de morango - tudo delicioso, aprovado e recomendado, assim como o espaço e a simpatia de quem nos atendeu.

As bebidas sobre rodas continuam espalhadas pela cidade para quem tem pressa mas, para os que procuram um espaço para lanchar com calma, colocar a conversa em dia, estudar ou - quem sabe? - trabalhar num novo projeto, o Ape Coffee é uma excelente solução.

GUARDA-ROUPA | Josefinas Suffragist

Suffragist - uma homenagem ao movimento sufragista. Durante anos, as mulheres não tinham o direito ao voto e, mesmo tendo sido presas, ridicularizadas e torturadas, não deixaram de lutar para que pudessem ter uma palavra na hora de escolher os seus representantes.

A nova coleção da Josefinas é um tributo a essas mulheres e, tendo por base um pin com as barras de uma prisão, relembra-nos que, para além de não podermos esquecer quem lutou pelos nossos direitos, a guerra ainda não terminou - porque, infelizmente, ainda há muitas mulheres espalhadas pelo mundo que não têm direito ao voto nem são consideradas cidadãs (ou pessoas).

As Josefinas Sufragette estão disponíveis em 1) azul, branco e verde (as cores do movimento sufragista), 2) rosa e 3) azul escuro e, para além de nos lembrarem que não podemos parar de lutar pelos nossos valores, têm um design extremamente elegante e feminino (calçadas ficam tãaaao giras!).

SWEET CAROLINE | A Viver Genuinamente

O meu maior medo antes de começar a trabalhar a tempo inteiro era não ser capaz de gerir o meu tempo ao ponto de não aproveitar tudo o que a vida me proporciona para além dos momentos de trabalho. 

Sempre fui bastante organizada e o meu tempo sempre chegou para tudo mas, quando comecei a trabalhar, percebi que ia ser muito complicado desligar do trabalho nas minhas horas livres. Faço gestão de redes sociais - entre outras coisas - e adoro o meu trabalho mas não posso deixar de lado as minhas responsabilidades profissionais apenas porque estou de fim-de-semana. Há mensagens que precisam de resposta, dúvidas que exigem um esclarecimento, compras que carecem de assistência. A minha ausência poderia significar uma descida nas vendas e eu não me sentiria bem a contribuir para tal consequência.

Criar um equilíbrio entre os momentos de trabalho e os momentos de lazer não foi fácil mas, com o tempo e os horários, aprendi a estabelecer regras que me permitem viver verdadeiramente o momento sem nunca descurar o trabalho ou as minhas responsabilidades.

Hoje, apesar de tudo o que tem acontecido, estou em paz comigo mesma e sinto que aproveito os meus finais de dia e as minhas folgas da melhor forma possível. Voltei a ter tempo para tudo. Para passear, para escrever, para fotografar, para cuidar de mim, para conhecer lugares novos, para fazer sestas no fim do almoço, para ir tomar café, para acordar mais tarde, para pôr a conversa em dia, para aproveitar o sol, a brisa e a sombra, para explorar a minha cidade (e outras também). Neste momento, eu sinto-me em paz com a forma como ocupo o meu tempo e isso, sinceramente, é impagável.


Estas já são minhas!

PORTO, PORTUGAL | Estádio do Dragão e Museu do FCP

O clube azul e branco nada me diz mas o Gui é um verdadeiro fã do Futebol Clube do Porto - ao ponto de ficar mesmo chateado quando a sua equipa perde - e eu prometi que, este ano, faríamos uma visita ao Estádio do Dragão e que visitaríamos o Museu do Clube. No passado fim-de-semana, cumpri a promessa com a certeza de que, mais tarde, escreveria uma publicação completamente imparcial sobre a visita (afinal, estou longe de ser portista mas também não sou anti-clubes).

Depois de um almoço no Steake n' Shake (que nunca desilude), começou a aventura em tons de azul e branco noutra parte da cidade. Nós escolhemos visitar o Estádio e o Museu (15€ para adultos não-sócios) mas é possível visitar apenas o Museu (12€) ou apenas o Estádio (8€).

A visita ao Estádio é sempre feita por um guia e, como faltavam apenas dez minutos para a próxima tour, começámos por aí. A visita foi feita em duas línguas - português e inglês - pois o nosso grupo integrava pessoas de vários países e, para além da zona de jogo, das bancadas, do balneário da equipa visitante (não é permitido visitar o balneário do FCP), da sala de imprensa e do camarote presidencial, existiu ainda a passagem pela galeria e uma paragem nos azulejos com referência ao jogo inaugural (o primeiro de Messi com a camisola do Barcelona). 

A visita ao Museu, por sua vez, é feita livremente e ao ritmo de cada um, havendo também a possibilidade de pedir uma visita guiada ou de recorrer a audio-guias para explicações mais detalhadas. O foco está no futebol - ou não fosse este o desporto-rei em Portugal - e nos diversos troféus que o Futebol Clube do Porto ganhou ao longo das décadas mas há também uma parte dedicada à história do clube e outra dedicada às modalidades. 

Não digo que o Estádio do Dragão e o Museu do FCP sejam obrigatórios numa ida ao Porto - não são, de todo - mas, para quem gosta de desporto e se interessa pela sua evolução em Portugal - ou  simplesmente para quem é fã do clube azul e branco - estes espaços acabam por proporcionar um momento diferente. Para mim, valeu a pena por poder ver o fascínio e o sorriso do Gui sempre que entrávamos numa nova sala.


BLOGOSFERA | Parcerias: Sim ou Não?

Com a popularização dos blogues e graças ao impacto que estes passaram a ter nas massas, chegou a possibilidade de os rentabilizar e de oferecer aos bloggers mais do que visualizações e comentários. As marcas perceberam que a publicidade tradicional já não resultava e descobriram nos blogues uma forma de chegar ao seu público-alvo de uma forma menos agressiva, menos intrusiva e, idealmente, mais natural. Eu, enquanto blogger e enquanto consumidora, acho excelente.

Pessoalmente, apoio a 100% a rentabilização dos blogues desde que haja transparência e critérios de seleção. As parcerias são, sem dúvida alguma, vantajosas para marcas, bloggers e leitores e conferem uma dinâmica diferente e muito interessante aos blogues. Ainda assim, acredito que cada blogger deve definir muitíssimo bem a sua postura perante esta questão e refletir sobre o tipo de blogger que pretende ser.

Quando um blogue começa a mostrar resultados e números significativos, há certas questões que devem ser colocadas em cima da mesa: estou interessada em estabelecer parcerias? Acredito que a parceria em questão será vantajosa para mim e para os meus leitores? Que critérios terei em mente na hora de dar uma resposta a uma marca que me contactou? Irei contactar marcas para rentabilizar o meu blogue ou esperarei que o blogue cresça por si e se torne visível para que seja comercialmente interessante? Serei capaz de ser transparente com os meus leitores? Irei publicitar apenas aquilo que há de bom ou poderei ter publicações com pontos menos positivos sobre alguns produtos provenientes - ou não - de parcerias? 

Na última semana terminei uma parceria com uma marca com a qual colaborei em dois momentos diferentes e que tinha intenções de continuar trabalhar comigo. Fi-lo porque, na segunda colaboração, a marca demonstrou ser pouco profissional na resolução de problemas e porque percebi que a nossa forma de pensar não estava em sintonia. Quão hipócrita seria se mantivesse a colaboração? Como poderia dizer bem do serviço ou do produto se, na realidade, fiquei insatisfeita? Não podia. Desejei-lhes o maior sucesso e segui o meu caminho. 

E, honestamente, acredito que é esta sinceridade que falta a alguns bloggers. Receber produtos grátis é tentador mas nunca, em momento algum, poderá colocar em causa aquilo que construímos até então. Uma parceria não poderá significar, nunca, o afastamento dos nossos leitores. É importante sermos fiéis a nós próprios e aos nossos valores. Sempre.


A Josefinas está a oferecer autocolantes giros! Peçam os vossos aqui.

GUARDA-ROUPA | amê moi

Não se deixem enganar pelo nome: a amê moi é portuguesa e tem encantado os corações de muitas mulheres, não só em território nacional mas também além-fronteiras. Para quem gosta de acessórios que representam mais do que a sua utilidade, a amê moi é uma aposta certeira. Criados com materiais de excelência e a maior das sabedorias, estes são produtos com alma.

Nascida no Norte do País - aqui bem pertinho de mim, em Vila Nova de Famalicão -, a marca tem vindo a ganhar terreno um pouco por todo o mundo e a aparecer nas listas de desejos e nos sonhos de mulheres que, assim como a amê moi, acreditam no seu poder, na sua força e na sua capacidade de trabalho.

Com padrões geométricos surpreendentes e linhas direitas, as carteiras, mochilas e clutches da amê moi agradam-me e fazem-me sonhar. A parte negativa? O preço (que, ironia das ironias, não é compatível com a minha carteira atual).
Ao clicarem nas imagens estarão a apoiar o crescimento do Thirteen.

LISBOA, PORTUGAL | Nannarella

Última paragem antes de regressar a Braga? Nannarella! Uma pequenina gelataria que se orgulha de apresentar gelados e sorvetes 100% naturais. Proporcionando ao cliente uma boa experiência, a Nannarella é uma casa de gelados diferente, muito acolhedora e familiar. Aqui não há mesas ou esplanada - é o verdadeiro grab&go - mas nem isso lhe rouba o encanto (afinal, há um jardim maravilhoso mesmo ao lado, com bancos convidativos o suficiente para esta pausa tão fresca).

Os gelados são criados com ingredientes de excelência, sem corantes nem conservantes, e servidos com a ajuda de uma espátula, sendo que o cliente paga a quantidade de gelado/o tamanho do copo ou do cone e não o número de sabores. Os preços são os habituais para gelados artesanais e, para além dos sabores fixos - chocolate, morango, caramelo, stracciatella (...) - há ainda os sabores do dia e os sabores da semana, mais invulgares. E independentemente da nossa escolha, algo está garantido: a qualidade dos gelados e a simpatia de quem nos serve e sugere combinações vencedoras.



O mundo divide-se entre as pessoas que dizem "sabrinas" e as que dizem "bailarinas".

LOOKBOOK | B&W

"Uma mulher é mais do que um pedaço de carne. Muito mais do que um decote ou umas pernas avantajadas numa minissaia. Uma mulher podia andar até nua na rua que isso nunca, repito, nunca, seria justificação para uma violação. (...) Se o decote e a respetiva violação em causa fossem de uma filha, irmã, amiga... diriam o mesmo? Estou certa que não." - Paula Cosme Pinto.

EVENTO | Serralves Em Festa 2017

Este fim-de-semana, na Fundação de Serralves, celebra-se mais um "Serralves em Festa", um evento de cultura contemporânea que decorre durante 50 horas consecutivas e que termina às 22h de amanhã, domingo, 4 de Junho. Em 2017, o tema é "Quebrar Muros".

A programação da 14ª edição de "Serralves em Festa" integra propostas ligadas às artes visuais e às artes performativas, sem esquecer atividades direcionadas aos mais pequeninos, zonas de alimentação e visitas pelo Parque e pelas exposições do Museu e da Casa de Serralves -  as exposições de Gordon Matta Clark, de Julie Mehretu e de Joan Miró estão abertas em horário contínuo para receber todos os visitantes.

Confesso que fui ao evento sem querer (na verdade, queria apenas ver a exposição de Miró, que deixa de estar patente na Casa de Serralves amanhã) mas, para minha surpresa, esperar pelo último fim-de-semana foi uma excelente decisão. Serralves fica MESMO em Festa durante os dias do evento e, sendo um espaço indicado para toda a família, acaba por ser perfeito para miúdos e adultos. Se puderem, aproveitem o domingo para celebrar a cultura contemporânea e para passear e descansar nos maravilhosos jardins e trilhos do Parque!