Thirteen

LOOKBOOK | Azul

"Uma das maiores vantagens de vivermos num mundo livre - ou, pelo menos, num país livre - é a possibilidade de abraçarmos a nossa pluralidade. Poucas coisas são menos sensatas do que reduzirmos os outros - ou nós próprios - em categorias e rótulos baseados num único interesse. Porque é uma ideia irreal. Não somos um só interesse, um só gosto, um só estilo." - Inês Mota, Bobby Pins.

INSTAGRAM | Julho 2017

Julho foi um mês muito comprido, com muitas emoções contraditórias e sentimentos muito intensos. Gosto de me focar no lado bom de cada mês mas, com o falecimento do meu tio na primeira quinzena  de Julho, só posso dizer que estou extremamente feliz por finalmente ver Agosto a chegar.

Julho começou em Viana do Castelo, teve direito a um fim de semana prolongado em Lisboa e termina na minha casa de sempre (ainda não foi desta que me mudei para O Apartamento, é verdade) com o cansaço de quem dançou no palco do maravilhoso Theatro Circo pela primeira vez. 

E. neste fim de Julho, eu quero deixar palavras de agradecimento. Aos meus leitores, por terem celebrado comigo - dentro do possível - o 4º Aniversário do Thirteen, por alinharem na minha ideia dos postais (continuo a escrevê-los e a enviar envelopes pelo correio, podem ficar descansados que irão recebê-los!), por terem sempre as palavras mais maravilhosas para partilhar comigo e por me acompanharem não só no blogue mas também nas restantes redes sociais. Aos meus familiares e amigos, por me abraçarem sem eu pedir, por não me forçarem a ser alguém que não sou, por ficarem felizes pelas minhas conquistas. Ao Gui, por ser o namorado incrível que é e por fazer parte da equipa que mantém este blogue atualizado. Ao meu tio, por me ter ensinado que um abraço não cura tudo mas ajuda muito. Obrigada a todos, por tudo.


Estas sandálias já moram cá em casa (os preços de saldo da Bimba&Lola estão fantásticos!)

SOLIDARIEDADE | Caia Solidária

"Sozinhos não somos nada, mas juntos mudamos o mundo" - é esta a filosofia por detrás da iniciativa lançada em 2014 pela marca portuguesa Caia. Todos os anos é criada uma almofada de praia cujas vendas revertem parcialmente para o apoio de uma organização. Este ano, o projeto de responsabilidade social viaja até Moçambique.

Por cada Caia Solidária vendida, 1€ é doado à entidade selecionada e, em simultâneo, a marca compromete-se a divulgar a instituição e a sensibilizar a população para o problema em causa. Nos últimos anos, a Caia ajudou a Associação Laço, a Ajuda de Berço e a Comunidade Vida e Paz. Este ano, em tons de azul e amarelo - entre outros -, a Caia Capulana (como é apelidada) tenta melhorar as condições de vida de mais de 900 crianças na Província de Gaza.

LOOKBOOK | Flower Power

“It's so curious: one can resist tears and 'behave' very well in the hardest hours of grief. But then someone makes you a friendly sign behind a window, or one notices that a flower that was in bud only yesterday has suddenly blossomed, or a letter slips from a drawer... and everything collapses.”

LISBOA, PORTUGAL | A Cultura do Hambúrguer

Depois de um dia no NOS Alive e algumas horas de sono, o almoço de sexta-feira foi numa hamburgueria gourmet do Bairro Alto: A Cultura do Hambúrguer.

As hamburguerias estão na moda e aparecem em todos os cantos das cidades mas sinto que, cada vez mais, são iguais umas às outras, não só pela estrela do restaurante (o hambúrguer, precisamente) mas também pela decoração e pelas combinações disponíveis na ementa. Assim, fiquei agradavelmente surpreendida quando entrei n'A Cultura do Hambúrguer e vi uma decoração rústica que me fez lembrar uma casa antiga.

Os hambúrgueres têm combinações incomuns e desde o hambúrguer Eusébio (em pão preto, confeccionado com tinta de choco) ao Sex On The Beach (que tem todos os ingredientes e mais alguns), as opções são imensas. Eu fiquei-me pelo mais básico - e, honestamente, não me recordo do nome mas achei que todos os ingredientes eram de qualidade e que a atenção estava em todos os detalhes. Para acompanhar, uma limonada, como não podia deixar de ser. E que bem que soube o almoço!

CORPO | Toalhitas: Tom&Jerry da Nunex

Ao contrário das toalhitas desmaquilhantes (que só servem mesmo para isso) as toalhitas de bebé são multifunções e não são apenas úteis na hora da mudança da fralda dos mais pequeninos. Tenho sempre uma embalagem por perto (na carteira, no carro e/ou em casa) e digo-vos: já me salvaram nas mais variadas situações.

Uma surpresa recente? As toalhitas Tom&Jerry da Nunex. O aroma não é agressivo e o facto de estarem preparadas para serem utilizadas em bebés com pele sensível faz com que não provoquem vermelhidão, alergia ou irritabilidade. São suaves, não têm álcool na sua composição e são óptimas para limpar as mãos depois do algodão doce ou refrescar os braços quando o calor aperta, mas também para limpar as sapatilhas e o teclado do computador. Nunca as vi em supermercados mas estão disponíveis na Loja De Mãe Para Mãe (em packs de 12 ou de 24 embalagens).

THIRTEEN | Agora sim!

Há uns tempos seria impensável para mim fazer outfit posts. Não por ter medo de transformar o Thirteen num blogue de moda - sei que isso não aconteceria - mas porque não me sentia confortável a explorar um tema que ainda não dominava. Até há relativamente pouco tempo, eu sentia que não tinha nada a acrescentar porque eu própria ainda estava a descobrir o meu estilo pessoal e a explorar diferentes combinações, cores e padrões, optando também muitas vezes pelas repetições seguras que já conhecia.

Agora, mais mulher e mais confiante no meu guarda-roupa, estou a adorar explorar esta temática e mostrar-vos aquilo que visto verdadeiramente no meu quotidiano - sem teatralidades ou excentricidades. E, confesso, o vosso feedback deixa-me sempre de coração cheio! Obrigada.


Fotografia: Carlos Braga

BLOGOSFERA | Mar de Maio

A iniciativa #PostaisParaOsLeitoresDoThirteen está a ser verdadeiramente enriquecedora para mim. Não só porque me aproxima dos meus leitores e me permite escrever um postal personalizado para todos aqueles que têm interesse em recebê-lo mas também porque me permite descobrir os blogues dos leitores que nunca fazem comentários. Foi assim que descobri o Mar de Maio.

Há muito que não encontrava um blogue verdadeiramente inspirador e enriquecedor mas o Mar de Maio veio colmatar essa falha e trazer-me leituras felizes e tranquilas. Com uma escrita muito própria e um coração enorme, a Inês leva-nos a viajar com ela, recomenda-nos alguns livros, partilha connosco as suas experiências, dá-nos informações valiosas sobre voluntariado internacional e lugares bonitos e faz-nos sentir que estamos a conversar com uma amiga. 

A Inês tem uma escrita fluída e acessível - daí a conversa com a amiga - mas nem por isso deixa de nos apresentar os temas mais complexos, as cidades mais fascinantes e as informações mais valiosas. Como não gostar de um blogue assim? Sinto-me mais completa por ter encontrado o Mar de Maio e serei, sem dúvida, leitora assídua daqui para a frente - este é um blogue com alma. Obrigada por teres aderido à minha iniciativa dos postais, Inês.


A compra deste fim-de-semana: uma piscina!

EVENTO | Nos Alive 2017

Entrei no recinto do NOS Alive este ano com uma postura muito diferente daquela que tive em 2014. Se há uns anos eu queria ver os artistas de perto e aproveitar ao máximo o palco principal, desta vez  - e talvez devido às circunstâncias - tive uma postura muito mais relaxada. Eu quis ver os artistas do Palco NOS, sim, mas permiti-me explorar o recinto sem sentimentos de culpa ou arrependimentos. No primeiro dia do Festival eu queria ver e ouvir Alt-J, The XX e The Weekend mas queria, também, aproveitar o meu primeiro dia de férias e descontrair.

A entrada no recinto foi mais demorada do que o habitual - este ano houve mais controlo - mas o ambiente cool e positivo que caracteriza o NOS Alive manteve-se e a organização trabalhou incansavelmente para receber da melhor forma os festivaleiros que enfrentavam as filas e o sol e para lhes oferecer uma área de alimentação mais completa do que nos anos anteriores. Os concertos, por sua vez, não desiludiram. 

The XX foi o meu concerto favorito do dia (e da noite). A banda deu um concerto energético com uma qualidade inegável (fico sempre encantada quando as vozes dos artistas ao vivo são iguais às vozes gravadas em estúdio) e conseguiu alegrar um público que, na maioria, estava apenas a guardar lugar para o concerto seguinte. De louvar. 

The Weekend não desiludiu mas soube a pouco. Tinham-me dito que, ao vivo, ele cantava mal e isso não é, de todo, verdade - palavra de Carolina. No entanto, por ter escolhido um alinhamento que não nos permitia sentir o fim da música antes de passar para a seguinte, Abel acabou por despachar o concerto e por terminá-lo de uma forma brusca. O concerto em si foi bom e energético (apesar do meu cansaço nítido) mas fiquei a sentir que faltava qualquer coisa.

Alt-J é Alt-J. Não sei se é uma banda para o Palco NOS mas é, sem dúvida, uma banda que nos faz sentir bem e que faz com que os sentimentos fiquem à flor da pele. Já li vários comentários comparando este concerto com o de 2015 e, no geral, a taça vai para o de 2015 mas uma vez que este foi o meu primeiro concerto de Alt-J, os arrepios e sorrisos estiveram lá do início ao fim.

GUARDA-ROUPA | Palm3 Sunglasses

From Portugal with sun. É assim que se apresenta a Palm3 Sunglasses, uma marca 100% portuguesa que promete proteção solar e lentes de qualidade a preços simpáticos. Descobri-a no Príncipe Real este mês e não resisti: trouxe comigo dois pares. O que me cativou? O preço e o conceito combinados com a garantia de proteção. 

Existem apenas três modelos - Classic, Round e Small - mas as possibilidades são imensas. É possível personalizar totalmente o modelo escolhido e até optar por lentes polarizadas e/ou graduadas (todas as lentes oferecem proteção UV400 mas as lentes polarizadas reduzem brilhos causados por forte luz solar em superfícies planas horizontais). Os preços variam entre os 20€ e os 45€ e os óculos da Palm3 estão disponíveis online e em algumas lojas multimarca.

FAMÍLIA | 2-0

Merda. Merda. Merda. Tantas palavras feias no início de uma publicação de alguém que não as admite no seu quotidiano parece muito mas, neste momento, sabe-me a pouco. Merda. Merda. Merda. Merda. Merda. O cancro é uma merda. Sim, uma merda. Merda. Hoje perdi mais um tio. O cancro venceu. Pela segunda vez. Pela segunda vez no mesmo ano, o cancro venceu. Foda-se!

O meu tio sempre foi um lutador. Venceu um aneurisma há quinze anos. Venceu todas as adversidades que a vida lhe impôs. Lutou pela sua saúde até ao último segundo. Andou quatro anos nisto e merecia vencer a guerra de vez e, ainda assim, o cancro venceu. Essa doença de merda, que só ataca quem não merece. Que só afeta as pessoas que nos dão colo, que nos mimam, que têm um coração de ouro, que dão os melhores abraços e que nos ensinam os melhores truques. O cancro é uma merda. Foda-se!

Na última vez que o visitei, ele já não falava. Num dos dias anteriores, com o abraço sentido de sempre e que nada teve de diferente dos anteriores, ele sussurrou "a minha menina". Não contei a ninguém. Agora, agarro-me a essas palavras - as últimas que me dirigiu - e, com o maior dos carinhos, agarro-me também à ideia de que todas as suas dores desapareceram. O cancro continua a ser uma merda mas o meu tio é, apesar do desfecho, um lutador.

Quatro anos de Thirteen!

EVENTOS | Kit Festivaleiro

Desde 2015 que não tenho férias e isto merece celebração: amanhã e sexta-feira não trabalho! E, festejos à parte, amanhã entrarei num comboio com destino a Lisboa para um fim-de-semana prolongado e uma noite de NOS Alive (comprei os bilhetes em Dezembro sem certezas de que poderia realmente ir e o tempo voou!). The Weeknd (a uma quinta-feira? Como assim?), The XX, Alt-J e tantos outros artistas passarão pelo Passeio Marítimo de Algés e eu estarei lá para vê-los! Para quem está na mesma situação - ou para quem ainda vai aproveitar os Festivais de Verão que ainda estão para acontecer um pouco por todo o país - aqui fica a minha lista de "coisas a não esquecer" antes de entrar no recinto" (para além das óbvias como telemóvel, bilhetes e dinheiro, é claro).

Sapatilhas confortáveis. Sapatilhas são a minha escolha de calçado em (quase) todas as ocasiões mas, para lugares com muita gente e muitas horas em pé, não há mesmo outra opção. Saltos altos em concertos ou festivais? Não, obrigada! Não compro a ideia de que há sapatos de salto - ou cunha - que aguentem as horas (e os saltos e as emoções!) de um festival de verão.

Um agasalho. Por muito calor que esteja durante a tarde, mais vale prevenir do que remediar. E de madrugada, quando regresso a casa já com as pálpebras pesadas e as pernas cansadas, um casaco ou uma camisola confere-me um conforto maravilhoso que não troco por nada. Se não for para vestir, que seja para enrolar e encostar no vidro do autocarro.

Toalhitas de bebé. O que é que há sempre num festival de verão? Calor e pó. O que não queremos na hora da refeição? Mãos suadas ou sujas. A solução? Toalhitas de bebé. Mais simples - e higiénico - não poderia ser (afinal, as toalhitas de bebé estão preparadas para limpar a sujidade sem agressividade).

Lenços de papel. Os concertos a que fui tinham excelentes condições - já não há casas-de-banho portáteis na maioria destes eventos, graças a Deus!! - mas, com a quantidade de gente que precisa de as usar ao longo do dia e da noite, é provável que nem sempre haja papel higiénico. Ter sempre lenços de papel na carteira é uma regra se existe a possibilidade de utilizarmos casas-de-banho públicas - os festivais de verão não são excepção.

Protetor solar e óculos de sol. Parece que, desta vez, o São Pedro não está muito festivaleiro mas eu não dispenso o protetor solar. Num recinto com tanto para descobrir e um lugar para assegurar no palco principal, quando vou a um concerto ou festival passo muitas horas ao sol e, dessa forma, o protetor solar e os óculos de sol são os meus melhores amigos.

THIRTEEN | Alinham?

Vocês visitam-me todos os dias, lêem as minhas publicações, deixam comentários, acompanham-me nas restantes redes sociais e enviam-me os e-mails mais amorosos e as mensagens privadas mais queridas. E eu, que gostava de vos agradecer individualmente por todo o carinho, tenho pena de não ter disponibilidade para vos enviar presentes - sinto que um simples "obrigada" não chega, mesmo que o diga com a maior genuinidade e sinceridade. É sempre de coração mas, na efemeridade das redes sociais, parece-me pouco.

É por isso que, numa altura em que os carteiros se limitam a entregar encomendas e contas para pagar, eu quero enviar-vos postais bonitos e palavras sinceras. Quero agradecer-vos por todas as frases que já partilharam comigo, por toda a força que me enviaram, por todas as imagens engraçadas que recebi e que me fizeram rir, pelos textos que li nos vossos blogues e que fizeram todo o sentido para mim também. 

Se desejarem alinhar nesta minha ideia e se tiverem curiosidade em conhecer a minha letra e aquilo que tenho para vos dizer, enviem-me um e-mail para carolina@thirteen.pt com o vosso nome, morada e blogue (ou Instagram, se não tiverem blogue). Alinham?

SAÚDE | Hospital de Braga

O meu tio está internado há duas semanas e meia no Hospital de Braga. Não tem sido fácil - para dizer a verdade, tem sido absolutamente fatigante e doloroso para todos - mas se há coisa que me tranquiliza (dentro do possível, como devem imaginar), é saber que ele está rodeado por profissionais de excelência e que está a ser bem tratado. 

O meu tio está a passar uma fase muito complicada mas, no meio de todas as dores, febres e medicações fortíssimas que o deixam exausto e confuso, tem uma equipa extremamente competente a cuidar dele, a verificar o seu estado várias vezes por dia, a garantir que ele está hidratado e, muito importante também, a informar-nos sempre do que se passa. Visito-o (quase) diariamente e saber que se preocupam realmente com ele - e que não o vêem apenas como mais um doente a passar por aquelas camas - é algo que, de certa forma, me descansa.

Ele tem companhia durante todo o dia mas nem todos os pacientes internados têm a mesma sorte e, em todos os casos, mais do que ter alguém a passar receitas e a levar a medicação ao quarto, é importante que o lado humano não se perca. Estamos a falar de pessoas e não de números. E ver que qualquer médico, enfermeiro ou auxiliar trata o meu tio pelo nome, conversa com ele um bocadinho e tenta perceber como ele passou o dia (ou as últimas horas) dá-me uma segurança maior. Estou aterrorizada com toda a situação, claro que sim, mas ele tem boas mãos a cuidar dele e isso, sem dúvida alguma, merece ser valorizado.

Obrigada - de coração - à equipa do serviço de oncologia que, dentro do que podem fazer, mantêm o meu tio minimamente confortável e puxam por ele como nós, enquanto família, também fazemos. 

LOOKBOOK | Kiss

"The decision to kiss for the first time is the most crucial in any love story. It changes the relationship of two people much more strongly than even the final surrender; because this kiss already has within it that surrender." - Emil Ludwig