Thirteen

EVENTO | Nos Alive 2017

Entrei no recinto do NOS Alive este ano com uma postura muito diferente daquela que tive em 2014. Se há uns anos eu queria ver os artistas de perto e aproveitar ao máximo o palco principal, desta vez  - e talvez devido às circunstâncias - tive uma postura muito mais relaxada. Eu quis ver os artistas do Palco NOS, sim, mas permiti-me explorar o recinto sem sentimentos de culpa ou arrependimentos. No primeiro dia do Festival eu queria ver e ouvir Alt-J, The XX e The Weekend mas queria, também, aproveitar o meu primeiro dia de férias e descontrair.

A entrada no recinto foi mais demorada do que o habitual - este ano houve mais controlo - mas o ambiente cool e positivo que caracteriza o NOS Alive manteve-se e a organização trabalhou incansavelmente para receber da melhor forma os festivaleiros que enfrentavam as filas e o sol e para lhes oferecer uma área de alimentação mais completa do que nos anos anteriores. Os concertos, por sua vez, não desiludiram. 

The XX foi o meu concerto favorito do dia (e da noite). A banda deu um concerto energético com uma qualidade inegável (fico sempre encantada quando as vozes dos artistas ao vivo são iguais às vozes gravadas em estúdio) e conseguiu alegrar um público que, na maioria, estava apenas a guardar lugar para o concerto seguinte. De louvar. 

The Weekend não desiludiu mas soube a pouco. Tinham-me dito que, ao vivo, ele cantava mal e isso não é, de todo, verdade - palavra de Carolina. No entanto, por ter escolhido um alinhamento que não nos permitia sentir o fim da música antes de passar para a seguinte, Abel acabou por despachar o concerto e por terminá-lo de uma forma brusca. O concerto em si foi bom e energético (apesar do meu cansaço nítido) mas fiquei a sentir que faltava qualquer coisa.

Alt-J é Alt-J. Não sei se é uma banda para o Palco NOS mas é, sem dúvida, uma banda que nos faz sentir bem e que faz com que os sentimentos fiquem à flor da pele. Já li vários comentários comparando este concerto com o de 2015 e, no geral, a taça vai para o de 2015 mas uma vez que este foi o meu primeiro concerto de Alt-J, os arrepios e sorrisos estiveram lá do início ao fim.

6 comentários:

  1. A minha opinião - também já partilhada - vai totalmente de encontro à tua! :D
    Beijinho*

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  2. Aii também gostava tanto de ter ido ao Alive! Ainda por cima já nem sei quando foi a última vez que fui a um festival. Isto de só haver cartazes que gosto lá na capital não está com nada :p

    A Girl in Mint Green

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  3. Também estive lá (no mesmo dia e pelos mesmos artistas, curiosamente) e inclusive já falei sobre o mesmo no Bookaholic; concordo totalmente com o que dizes sobre o concerto dos The XX, foi tão, tão bom! Quanto a The Weeknd, adorei o concerto e a presença dele em palco, mas fiquei com a sensação de que foi muito pouco para o cabeça de cartaz. Gostei muito do teu post e de ler o que achaste!

    Beijinhos e bons posts,
    Bia do Bookaholic.

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  4. Engraçado como no mesmo espaço tudo é diferente para cada pessoa. Eu não conhecia Alt-j e apaixonei-me :D Vibrei, chorei, cantei com The XX o concerto tão bonito, emocionante, permitiu entrar em êxtase/apatia ao vê-los a cantar. São incríveis. Vi lá à frente The XX e por isso tenho uma percepção diferente, quando terminou o concerto saiu os fãs de XX para entrar The Weeknd. A noite podia ter terminado ali, o Abel para mim foi para descomprimir e dançar. Vendo lá bem atrás, achei que o Abel tá se portou bem, mas para mim o concerto mais fraco do Alive.

    Beijinhooo
    Rtissima Blog

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  5. Ainda bem que correspondeu às expectativas.

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  6. A tua opinião sobre o concerto do The Weeknd é exatamente aquilo que senti. Mas espero mesmo muito que regresse, numa sala que imponha maior intimidade.

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