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ATUALIDADE | Porto: morto?

Nos últimos dias têm sido espalhados pela Cidade Invicta dezenas de autocolantes que, ridicularizando a campanha que o Porto lançou em Setembro de 2014 - e que já foi plagiada por Berlim -, tentam passar a ideia de que a cidade perdeu a sua identidade quando Rui Moreira foi eleito Presidente. Mas será mesmo assim?

Eu, que não vivo no Porto e que não tenho uma ligação pessoal à cidade para além das visitas que lhe faço de vez em quando, sinto que a cidade rejuvenesceu nos últimos anos. O Porto tem cada vez mais luz, cativa cada vez mais jovens, promove cada vez mais e melhores iniciativas, já não é conhecido apenas pelo seu famoso vinho (que continua a ser um dos melhores do mundo), recebe cada vez mais turistas, tem novas cores e está cada vez mais moderno e limpo. Isso é estar morto?!

A promoção do ódio em ano de eleições é, infelizmente, uma constante no nosso país (e noutros também) mas a tentativa de denegrir a imagem de uma cidade que cresce e evolui de ano para ano não só é parva como representa os velhos do restelo que se incomodam com a novidade e a vivacidade das cidades. O Porto, pelo que vejo, ainda é dos portuenses - e é fantástico que consigam combinar a sua genuinidade e tradição com a evolução e a atração turística. O Porto morrerá quando as iniciativas deixarem de ser constantes e quando os jovens decidirem que não pertencem ali. Para já, na minha opinião, está mais vivo do que nunca.

7 comentários:

  1. Assino por baixo de que escreves - e eu vivo no Porto e vi bem a transformação da cidade. Para melhor, muito melhor. É triste ver este tipo de campanhas. Especialmente conhecendo o seu objectivo. Sim, o Porto está uma cidade mais cara e mais confusa. Mas já não é uma cidade fantasma e, na minha opinião, vale bem a pena abdicar da calma se isso significar abdicar também da insegurança e da sensação de vazio que tínhamos.

    Jiji

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  2. Não podia estar mais de acordo contigo, se isso é estar morto então não sei!

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  3. O Porto está vivo, não haja dúvida. O que morreu foi o Porto como o conhecemos, O Porto que é dos portuenses e virado para os interesses dos portuenses. O Porto passou a ter uma estratégia de atractividade para os turistas, esquecendo os seus habitantes e a sua qualidade de vida, esquecendo o quão importante é garantir que a cidade continua a pertencer aos que sempre nela habitaram. É essa a crítica que é feita e muito bem, diga-se. Não há como escamotear a realidade quando se verifica que a Rua de Santa Catarina se transformou numa das mais movimentadas da Europa, com 4500 pessoas a passarem por ela no espaço de uma hora, com todos os inconvenientes que isso tem para os moradores. Não vale tudo para obter lucro e, antes de qualquer coisa, o Porto que Rui Moreira projectou não teve em conta o que era a qualidade de vida daquelas e daqueles que um dia jurou ter como prioridade.

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  4. As críticas feitas ao Porto são as mesmas que faço a Lisboa. Lisboa está apinhada de turistas o ano todo e torna-se complicado viver nela, por assim dizer. Mas não acho que isso seja de todo mau. Tantas outras cidades europeias vêem-se na mesma posição e com o tempo foram conseguido resolver os problemas - em Portugal temos mais dificuldades em fazê-lo, mas acredito que com o turismo e com o dinheiro que isso gere os problemas de maior do Porto e de Lisboa vão-se resolvendo.

    Quanto ao Porto, só este ano terei oportunidade de visitar a cidade e só aí é que poderei apontar defeitos ou louvores. Mas que é comum as pessoas reclamarem em ano de eleições, é...

    Ps: Gosto imenso de publicações tuas deste género, são sempre informativas e quando fazes uma crítica é sempre bem baseada. Acho que nunca tinha comentado isto contigo. (:

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  5. não podia concordar mais, isto de uma pessoa que veio viver para o porto há um ano
    é certo que na cidade agora se ouvem falar muitas linguas mas o porto ainda é portugues e está cheio de iniciativas e dinamismo, adoro viver lá e é uma cidade que transpira novas oportunidades
    beijinhos

    http://umacolherdearroz.blogspot.pt/

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  6. Morto? Usaria milhares de adjectivos para descrever o Porto, mas não morto. As pessoas usam mesmo campanhas inconcebíveis e ridículas só para ganharem algum espaço de manobra.
    É verdade que está apinhado de turistas, no centro já mal se ouve falar em Português, a cada passo que damos criamos mais uma mazela nos braços ou nas pernas, porém, a beleza da cidade, a grandeza das ruas, a criatividade das campanhas, dos espaços e das lojas, a diversão e calma que o Porto transmite continuam todas lá, sem qualquer sombra de dúvida. Morto? Na. Não mesmo!
    As campanhas publicitárias são terríveis e assusta-me este tipo de ditos e comentários, pois, podem mesmo entrar na cabeça das pessoas e destruir o que até aqui foi alcançado.

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